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Parada Do Orgulho Gay Em Jerusalém

laitman_600_04Pergunta: Em Jerusalém, uma Parada do Orgulho Gay extraordinária foi organizada como protesto contra um dos rabinos que chamou os homossexuais de “pervertidos”, e  os outros 250 rabinos israelenses que o apoiam. Como você se relaciona com pronunciamentos desse tipo?

Resposta: Eu considero o povo judeu como uma única família em que há diferentes filhos, incluindo esses. E mesmo que alguém não os queira, não há nada a fazer, eles são nossos filhos. Naturalmente, ninguém escolhe ter nascido com essas tendências. Afinal, elas são dadas a nós pela natureza. Portanto, os homossexuais lutam para ter suas tendências naturais reconhecidas como normais, porque não podem se livrar delas de qualquer maneira. Nós sabemos que a atração sexual é o fator mais poderoso, ainda mais do que o desejo de comida. A humanidade está constantemente aumentando suas inclinações sexuais. Nós vemos isso em todos os lugares, mesmo na Internet. Portanto, é preciso respeitar isso e não se relacionar com ela infantilmente.

É necessário parar todos os pronunciamentos “contra” e “a favor” e tornar-se organizado como uma única família, porque o principal é a união entre nós. Nós não podemos fazer nada sobre essa questão; temos que aceitá-la como ela é, e não torná-la mais difícil do que é para as pessoas em quem tal atração é latente desde o nascimento. Cabe a nós deixá-las viver em paz e encontrar parceiros adequados para si.

A correção vem de nós. Quando nos conectamos, despertamos a força positiva, a Luz, que pode reformar as relações entre nós. A esse respeito, cabe à comunidade LGBT reconsiderar a finalidade das paradas do Orgulho Gay, não porque seja proibido ou permitido que elas sejam realizadas. É claro que em uma nação democrática, é permitido realizar paradas como essas. A questão é, será que queremos especificamente enfatizar o que nos separa e divide? Ou talvez fosse especificamente melhor procurar o que nos conecta entre as diferenças?

Enquanto não prejudicamos ou exploramos as fraquezas dos outros, cada pessoa tem permissão de realizar o estilo de vida que é apropriado para ela em sua vida privada, incluindo a crença religiosa ou orientação sexual. Mas é importante fazer isso sem cortar os caminhos que nos levam à comunicação e construir um povo único e unido.

Portanto, eu não concordo com os pronunciamentos dos rabinos. Essa é a natureza humana e não há nada a ser feito com isso. De qualquer forma, é necessário se dar bem e viver em uma única nação. Afinal, é impossível viver com ódio mútuo o tempo todo. Nós já precisamos sair do estado de “exílio” e gradualmente se aproximar da construção do Terceiro Templo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 21/07/16

“Judeus Ricos Emigram Para Israel, Árabes Ricos: Para O Ocidente”

laitman_628_1Nas Notícias (newsru): “De acordo com a New World Wealth, nos últimos anos, quando muitos países do Oriente Médio foram desestabilizados devido ao acentuado crescimento do extremismo, muitos milionários árabes foram para países ocidentais.

“O reporter Imad al-Marzouki escreveu no site Al-Masdar esta semana que, de acordo com a mesma New World Wealth, os judeus ricos de países ocidentais se mudaram para Israel. …

“De acordo com relatórios publicados, a partir de 2015, 2500 milionários judeus franceses se mudaram para Israel. Ao mesmo tempo, em 2007, a França tinha 7.000 milionários. Um fenômeno similar é observado em outros países ocidentais, incluindo o Reino Unido, Itália e Rússia. …

“O perito Iyad al-Manan afirmou hoje que depois que os países árabes mergulharam no caos, e o Ocidente foi marcado por uma onda de antissemitismo, os judeus começaram a sentir Israel mais seguro do que em qualquer outro lugar. Os milionários árabes, pelo contrário, preferem enviar o seu dinheiro para o Ocidente por causa da desestabilização da região, e essas duas tendências estão aumentando gradualmente”.

Meu Comentário: É dito na Torá que, no fim dos dias, o Criador vai reunir o Seu povo de todos os confins da terra.

Os Muros Do Templo

laitman_937Pergunta: Por que especificamente no dia 17 de Tamuz houve um cerco no Templo e seus muros foram destruídos?

Resposta: Na verdade, a destruição física do Templo aconteceu neste dia, pois tudo o que acontece no nosso mundo desce e evolui desde o mundo superior. Isso é realizado pela primeira vez como um “campo de energia” e, depois, também em nosso mundo material.

O Templo é chamado de mundo de Atzilut; é a morada do Criador. Em todo o mundo de Atzilut existe o que se chama um Parsa (barreira, muro). Fora desse muro, abaixo do mundo de Atzilut, está todo o resto das características do nosso mundo. A função do muro que está entre o mundo de Atzilut (as características do Criador) e o nosso mundo (os nossos desejos e características) é possibilitar somente aqueles que são dignos de estar nesse nível a passar para o mundo de Atzilut, para o Templo. Ele aparentemente filtra as características. Dessa forma, impede aqueles que não são dignos e joga-os de volta.

A destruição dos muros do Templo simboliza que o mundo de Atzilut adquiriu as mesmas características existentes em nosso mundo, encontradas fora de seus muros. Como resultado da destruição, acontece uma mistura de todas as características do mundo de Atzilut e do nosso mundo inferior. Depois disso, começa o reconhecimento gradual de que as características do mundo da Atzilut são diferentes, apesar de tudo, e o esclarecimento e compilação das características do mundo de Atzilut, a partir da pilha geral das características misturadas.

Cabe a nós percorrer esse estado e construir o “Terceiro Templo” a partir das características corretas. Em seguida, ele não vai mais precisar de um muro, porque todo mundo vai habitar dentro do Templo. Sobre isso está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7). “Atzilut” (da palavra “Etzlo” – aproximar-se Dele) é a característica do Criador, para a qual todo mundo vai subir sem exceção. O mundo inteiro vai adquirir essas características e não haverá restrições em nada.

Se imaginarmos o templo em ruínas na forma de limalhas de ferro e o mundo da Atzilut como um ímã, então, as limalhas cujas características correspondam ao ímã começarão a ser atraídas a ele e ascenderão da mais leve a mais pesada. Está escrito: “Todos eles Me conhecerão, do menor ao maior Deles” (Jeremias 31:33).

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Dança Em Torno Do Bezerro De Ouro E A Quebra Das Tábuas Da Aliança

laitman_740_03Pergunta: No 17 de Tamuz, Moisés desceu do monte Sinai, e quando viu o seu povo dançando em torno do bezerro de ouro, quebrou as primeiras Tábuas da Aliança. O que isso significa do ponto de vista Cabalístico?

Resposta: Do ponto de vista da Cabalá, a Torá não está falando de objetos e fenômenos do mundo material. É pouco provável que Moisés, que tinha 80 anos, pudesse descer a montanha com as pesadas tábuas de pedra da Aliança.

Além disso, o Monte Sinai não é uma montanha, as tábuas não são tábuas esculpidas em pedra, e Moisés não tinha chifres brilhantes em sua cabeça como Michelangelo esculpiu-o. O povo de Israel, que desde os tempos de Abraão foi educado na realização espiritual – não poderia se envolver na fundição de um bezerro de ouro.

A descida de Moisés no Monte Sinai é a descida do nível espiritual, onde ele revelou o Criador e, em seguida, desceu dele para se conectar com o povo, o que significa que a Torá fala de níveis espirituais. O grau superior é Moisés, que está no nível do Criador, onde O revela e está em contato com essa força de doação e amor.

O grau inferior é o nível ao qual Moisés desceu para estar com o povo. Na Cabalá, o AHP do superior desce ao Galgalta ve Eynaim do inferior. Moisés entra em contato com o egoísmo geral para começar a corrigi-lo. Aqui, ele vê que o seu desprendimento do egoísmo geral para cima, até o Criador, aconteceu no momento em que esse egoísmo mais inferior do povo caiu para o próximo grau inferior.

Nós estamos falando de cerca de três graus. O grau superior é onde Moisés está em contato com o Criador. O grau intermediário é aquele ao qual ele desce, a fim de estar com o povo de Israel. O grau mais inferior é como as nações do mundo, o mesmo Egito que o povo de Israel já tinha deixado, mas que agora está lá novamente.

Afinal, assim que Moisés se separou de seu povo ao subir, esse povo imediatamente caiu ao grau mais inferior porque ninguém estava segurando-o. Essa é uma conexão da nação de Israel que ainda não era uma nação, mas simplesmente um desejo que subiu do egoísmo e caiu nele novamente.

Quando Moisés viu isso, sentiu que a Luz Superior que recebeu do Criador desapareceu nesse desejo egoísta, porque a Luz e o egoísmo são incompatíveis entre si. Assim, ocorreu a quebra da Luz, a Luz pareceu desaparecer, e com isso, o bezerro de ouro foi também difundido, dissolvido e destruído.

No entanto, a correção é impossível sem ela porque todo o processo nos leva ao reconhecimento da natureza humana, sua conexão com o nível inferior, chamado de nações do mundo, e a impossibilidade de combinar a Luz Superior com egoísmo material.

Pergunta: Esse é o primeiro contato entre o Criador e a criatura?

Resposta: Não, não pode haver nenhum contato porque Moisés deve estar no meio. Ele é a qualidade de Bina, o Criador é a qualidade de Keter, e toda a humanidade está no nível de Malchut. No entanto, a quebra cria uma conexão por meio de Moisés entre o nível do Criador e o nível da criatura. Essas qualidades opostas entram umas nas outras, e, em seguida, é possível iniciar a próxima fase de correção.

Agora, quando Moisés sobe ao Criador, a sua interação com o Criador e o povo que pecou é completamente diferente. Afinal, o povo que caiu para o nível do bezerro de ouro tem muito mais desejos egoístas que são apaixonados, egípcios e reais! Portanto, Moisés agora eleva ao Criador desejos muito mais internos, reais e profundos para serem corrigidos.

Ele passa quarenta dias no Monte Sinai novamente. No entanto, estes são quarenta dias completamente diferentes. São quarenta graus de elevação de Malchut à Bina. No entanto, não é dessa Malchut onde eles estavam durante o êxodo do Egito, mas daquela em que eles criaram para si o mesmo Egito no Monte Sinai.

O segundo quarenta dias é completamente diferente na sua qualidade de ascensão do bezerro de ouro ao Criador. Naturalmente, as tábuas que Moisés recebe pela segunda vez são completamente diferentes. Elas são adequadas em sua qualidade ao estado do povo que caiu para o nível do bezerro de ouro. Com tais tábuas – ou seja, com essas conexões entre o bezerro de ouro e o nível do Criador – eles podem começar a trabalhar em si mesmos.

O Monte Sinai simboliza o enorme ódio (“Sina” significa ódio) que é revelado como uma incongruência das qualidades do Criador e da criatura, isto é, as qualidades de completa doação e amor, e as qualidades que desejam viver apenas para si. Quando Moisés desce do Monte Sinai pela segunda vez, da altura do nível de realização com o Criador e conexão com Ele, ele desce dele no Yom Kippur.

Por um lado, esse é um dia do reconhecimento da nossa natureza. Por outro lado, é um dia de perdão. Deste dia em diante, a correção do povo começa, e a próxima etapa é Chanukah e outras datas que simbolizam ações espirituais.

Felizmente, nós reconhecemos o trabalho correto com as Tábuas da Aliança que estão dentro de nós. Nós só podemos identificá-las e implementá-las em nós mesmos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Quem Ganhará A Eleição, Trump Ou ​​Hillary?

Comentário: O candidato presidencial Donald Trump declarou publicamente que irá reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que se for eleito, está pronto para mover a embaixada americana para Jerusalém. Por outro lado, o candidato democrata Bernie Sanders, que é judeu, queria passar a legislação sobre o “fim da ocupação e dos assentamentos ilegais na Judéia e Samaria”.

Resposta: Não existem maiores anti-semitas do que os próprios judeus.

Pergunta: O Trump conta com o apoio do lobby judeu?

Resposta: Se todos os círculos conservadores que fizeram da América a América que costumava ser no passado, e os judeus que ocupam posições elevadas e influentes, apoiarem Trump, ele certamente ganhará e eles serão capazes de restaurar um pouco da grandeza americana do passado. Caso contrário, será seu fim.

Pergunta: Você acha que Trump sente desta forma?

Resposta: Ele não é o único que sente isso. Agora, com as próximas eleições tudo está acelerando, está sendo revelado e renovado, e pode atacar com tanta força que Trump pode certamente ser eleito,

Comentário: Incrível, é inacreditável! [Leia mais →]

A Queda No 17 De Tamuz

Laitman_632_3Pergunta: No 17 de Tammuz, depois que não restou nenhum animal aos Cohanim (sacrifícios) para os sacrifícios, estes cessaram no Beit HaMikdash (Templo). Quais eram esses sacrifícios?

Resposta: Sacrifício é uma ação muito interessante. Se eu reflito sobre quem somos nós, nós somos animais. Eu existo dentro do meu corpo e constantemente penso nisso. Enquanto ele está vivo, eu também estou vivo, e quando ele morre, já não existo. O sacrifício de meu animal indica que estou realmente sacrificando toda a minha vida bestial ao Criador.

Sacrifício (Korban) vem da palavra “Karov” (próximo). Ele simboliza a pessoa se aproximando do Criador. A pessoa anula seus desejos egoístas um após o outro e se eleva acima deles. Dessa forma ela se aproxima do Criador, a característica de doação e amor, anulando seu ego bestial. Ela gradualmente atinge proximidade com Ele.

O 17 de Tammuz, a data em que os sacerdotes terminaram com seus animais de sacrifício, indica que eles já não podiam se aproximar do Criador. Eles caíram de um nível espiritual e voltaram ao nível da besta; eles mesmos se tornaram “bestas”. Hoje, nós temos que nos elevar desse nível, uma vez que é também o que se diz sobre o nosso mundo: “Eles são todos como bestas” (ver Salmos 49:13).

O 17 de Tammuz simboliza a queda inclusive daquelas grandes pessoas que estavam em um nível espiritual, e aquelas características que estavam em cada pessoa ao sentir o Criador caíram ao nível da besta. A descida em prol da subida é uma mistura das características do Criador com as características da criatura.

Assim, o 17 de Tammuz também simboliza a queda coletiva do povo, a queda dos Cabalistas Cohanim mais elevados entre o povo e a queda de cada pessoa de seu nível espiritual, de tal forma que depois disso não resta nada além de destruição absoluta. Como resultado, nós começamos a perceber as condições para a correção.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Resposta Dos Judeus Ao Ataque Terrorista Em Nice

laitman_547_06Comentário: Se você olhar online, pode encontrar algumas respostas de israelenses ao ataque terrorista em Nice, tais como, “Agora vocês podem sentir o que sentimos”, ou “Agora vocês veem o que acontece conosco em Israel”. Falando em geral, é impossível mudar o judeus israelenses.

Resposta: De fato, é impossível mudar os judeus israelenses, mas eles estão certos de uma maneira porque é muito desagradável viver em Israel, lutar, sofrer, perceber que você está sendo pressionado por todos os lados, e ver a indiferença e mesmo a arrogância de seu próprio povo na França, nos Estados Unidos e em outros países. Se os judeus forem enviados para as câmaras de gás, todo mundo vai ser enviado para lá, incluindo os judeus antissemitas.

Em todos os lugares em que vivem, eles adotam atitudes que são radicalmente opostas a Israel para que eles não sejam associados com o estado judeu.

Comentário: É surpreendente, pois, de fato, o lugar mais seguro para eles estarem é Israel.

Resposta: Eles não pensam assim. Eles olham para o mapa, e para eles Israel é um pequeno pedaço de terra. “Onde poderíamos encontrar um lugar para viver lá? Nós seriamos feitos em pedaços lá. “Eles estimam tudo de acordo com quilogramas e quilômetros.

Pergunta: Que tipo de golpes vai abater os franceses e os judeus franceses?!

Resposta: Nós já vimos que esses golpes não ajudam. Mesmo antes de entrar nas câmaras de gás eles ainda podiam expressar suas opiniões, porque seu egoísmo é espiritual e aflições corporais não irão corrigi-lo. A única coisa que pode trazer uma mudança é a influência da Luz Superior, ensinando-os gradualmente a sabedoria da Cabalá por círculos sociais, desenhos e artigos.

Pergunta: Isso irá ajudá-los mais do que as aflições?

Resposta: Sim. Os sofrimentos irão aumentar a sua resistência e sua contrariedade porque a sua arrogância, ostentação e orgulho tolo, coloca-os em uma posição mais rígida.

Não estou me iludindo que os atos terroristas irão forçá-los a acordar. A que levaria uma série de revoluções e ataques terroristas? A nada, eles não vão aprender nada. Apenas a disseminação da sabedoria da Cabalá pode mudar as pessoas. Vamos esperar que sejamos bem sucedidos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 17/07/16

A Destruição Do Templo: O 17 De Tamuz

Laitman_633_4Pergunta: É dito no dia 17 de Tammuz, que Antíoco Epifânio queimou a Torá e trouxe a estátua de um ídolo para o Templo. Se olharmos para isso de uma perspectiva espiritual, o que isso significa?

Resposta: A Torá não se refere simplesmente às tábuas ou um rolo de papel com algo escrito nele. A Torá é Luz, uma força espiritual que desce de um nível superior que está cheio de amor e doação até pessoas que aspiram por esse nível.

O Templo se refere ao coração de uma pessoa. O fato de que uma pessoa está acima do seu egoísmo é chamado de santidade. Assim, quando o estado de amor e doação desaparece, a Luz Superior, a Luz de Hassadim (Misericórdia) desaparece e a santidade também desaparece, e em vez disso, a estátua de um ídolo (de egoísmo e amor próprio) é colocada no templo, que significa em nossos corações.

Esta é a razão dos seres humanos se curvarem aos ídolos. É claro, nós devemos purificar profundamente nossos corações, nossos atributos, nossas intenções e nossos sentimentos de todos os ídolos egoístas até que sejamos capazes de apontar nossos desejos na conexão integral entre nós, de modo que cada um de nós vai pensar apenas no bem-estar dos outros.

Pergunta: A queda do nível sagrado de conexão também é um ato de destruição?

Resposta: Sim, mas ele é essencial, pois, caso contrário, o Criador não será capaz de inserir seus atributos na criatura. Os atributos devem ser opostos e, ao mesmo tempo, incluir um ao outro dentro deles: o Criador deve incluir os atributos da criatura, e a criatura deve incluir os atributos do Criador.

Assim, eles vão começar a criar atributos que entram em contato, que podem se assemelhar um ao outro, um oposto ao outro; o Criador desce até a criatura graças à incorporação dos atributos da criatura dentro Dele, e a criatura pode subir, pelo menos um pouco, acima da sua vida, o que significa acima de seus atributos e desejos, e chegar ao nível do Criador.

Assim, eles cooperam mutuamente. Isso resume todo o princípio da correção chamada Tzimtzum Bet (a segunda restrição).

É importante dizer que a penetração mútua dos atributos opostos não decorre do dia 17 Tammuz ou do dia 9 de Av, mas do pecado de Adão, porque é lá que existe o sistema de conexão mútua e equivalência de forma da criatura com o Criador graças ao pecado e o choque dos atributos polares.

Assim, a cadeia de subidas e descidas deve ocorrer regularmente em cada pessoa. Portanto, eu lhes desejo todas as descidas exitosas, que devem ser seguidas cada vez por uma subida!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Vamos Trazer O Bem Ao Mundo!

laitman_626Pergunta: O que está impedindo o povo de Israel e todos os judeus do mundo de se unir? Por que os outros povos não têm esse problema?

Resposta: Os outros povos têm o mesmo problema e ainda mais! Mas eles não são fundados na ideia de consolidação, como nós somos. Nós possuímos o método de unidade! Portanto, as nações do mundo estão nos empurrando para começar a usá-lo.

Pergunta: Portanto, por que nada dá certo?

Resposta: Porque o nosso povo não sabe e não quer saber que tem esse método, a sabedoria da Cabalá. É precisamente isso que fala da necessidade de se unir e como mostrar isso ao resto dos povos.

Mas ninguém quer ouvir. Verifique por si mesmo: quanto isso é importante para você, o que você vai fazer e quando vai pensar nisso depois? Acontece que nós, judeus, impedimos a nós mesmos! Os antissemitas têm razão quando nos acusam de ser um problema para o mundo inteiro, porque só nós temos a técnica de união chamada “Cabalá”. Mas não queremos usá-la e levar o mundo ao bom futuro brilhante!

Não é importante para os antissemitas quantas conquistas nós trouxemos ao mundo, quantos prêmios Nobel nós temos e que queremos ser bons para eles. O mundo exige algo mais. A única coisa que ele quer de nós é que nós o transformemos em um mundo melhor com pessoas felizes!

Isso só é possível atingir através da consolidação. Dar à humanidade um exemplo de unidade. Essa é a única coisa que falta no nosso mundo fragmentado e miserável. Mostrar que os povos podem viver juntos e felizes na unidade e conexão entre eles e que o método está em nossas mãos! Ele é chamado de sabedoria da Cabalá e nós temos que usá-lo. Nós não o temos usado por 2.000 anos, e agora chegou a hora de começar a usá-lo e trazer o mundo para a felicidade.

Pergunta: Será que haveria paz no mundo inteiro se fôssemos felizes e com alegria cantando e dançando em círculos em Israel?

Resposta: Se esse método pudesse ser resumido pelo nosso canto e dança em círculos, tudo seria simples. Mas ele é muito mais complicado, é universal e profundo. Ele é único na medida em que revela como chegar à gestão superior. Esse é um método global muito sábio, sério e interno. É possível ler o que os cientistas, pensadores e filósofos têm escrito sobre a sabedoria da Cabalá e entender o que é. Esse é o único bem do nosso mundo.

Pergunta: Se o processo de unificação começasse em Israel, o mundo a nossa volta mudaria?

Resposta: Certamente! Os árabes e os antissemitas se tornariam nossos amigos. Ninguém, exceto os judeus, tem liberdade de escolha. O que os antissemitas parecem dizer? “Vocês têm a chave para a nossa felicidade! Vocês são a razão de todo o mal no mundo!” Então, nós podemos nos tornar a razão de todo o bem.

Vamos fazer isso! Não há nenhuma razão para se sentar e chorar sobre isso, atraindo um futuro amargo sobre nós novamente. Nós devemos despertar e abordar essa questão seriamente. Grandes poderes estão realmente em nossas mãos. Nós podemos fazer a nós mesmos e todo o mundo feliz!

Do Webinar 08/05/16

O 17 De Tamuz

Laitman_043Pergunta: O que você pode nos dizer sobre o dia 17 de Tamuz?

Resposta: Todo o período após o feriado de Shavuot e a entrega da Torá, ou seja, a “descida” do sistema de unificação e elevação acima do ego humano, é retratado por nós como uma fase muito complexa. É impossível simplesmente conseguir a realização do método de correção entre o povo judeu ou toda a humanidade sem complicações sérias. Nós vemos que cada ação, até mesmo a melhor, deve começar com um sofrimento, um impulso, um entendimento de que ela não pode ser realizada, que exige sacrifícios, e isso representa, especificamente, os eventos do 17 de Tammuz que fornecem uma resposta a esse assunto.

O 17 de Tamuz é uma data trágica na história do povo judeu. Foi o início da destruição do Beit HaMikdash (Templo) em Jerusalém. Em todas as épocas essa data foi marcada pela tristeza. Ela simboliza o começo de se tornar-se consciente da nossa incapacidade de realizar o plano da criação, ou seja, a correção direta da natureza humana.

Afinal, para corrigi-la, devemos incorporar todas as nossas características com as do Criador. Esse é um ponto muito interessante porque não há nada de positivo sobre nós!

A incorporação das características positivas do Criador com as características negativas da pessoa, a fim de mudar a sua forma a partir de uma “confusão”, só pode acontecer com destruição, com uma quebra. Caso contrário, é impossível reunir as duas características, as duas categorias opostas.

Isso é conseguido apenas através de uma “explosão”, como na formação de ligas metálicas ou na formação de uma mistura de óleo e água. É realizado somente através de uma colisão forte e agitada.

É assim como as paredes do Templo foram desintegradas e, em seguida, o próprio Templo foi destruído. Tudo foi quebrado e moído em pó! Então, por milhares de anos, o povo judeu suportou muito sofrimento, incluindo o Holocausto, expulsão, extermínio e pogroms.

Nós chegamos a um estado onde, através do estudo da sabedoria da Cabalá, sob a influência da Luz Superior, nós estamos começando a diferenciar a verdadeira bondade da maldade, as características do Criador das características da criatura. Ao separar e corrigi-las, nós as colocamos como duas linhas umas contra as outras e permanecemos na linha média entre elas, combinando bem e mal na correta relação recíproca uns com os outros.

O 17 de Tammuz (Yud-Zayin Tammuz) representa o início da quebra explosiva através e pelo poder da entrada mútua das duas propriedades opostas do Criador e da criação.

O egoísmo e as características do Criador (a propriedade de amor e doação) podem existir separadamente por si mesmos. Mas quando eles entram em contato, uma explosão ocorre sem a qual é impossível reconhecer o mal da nossa natureza e começar a sua correção.

É nessa entrada explosiva das forças do bem na força do mal, que têm dentro delas as chamadas Reshimot, registros informacionais pelos quais gradualmente, com a ajuda da Luz Superior, é possível colocar o ego no menor estado e obriga-lo a servir a bondade das características de doação e amor, uma vez que não se pode fazer qualquer coisa.

Portanto, do ponto de vista da sabedoria da Cabalá, estes são períodos essenciais. Eles existiam desde o início dentro do plano da criação, mesmo antes de sua realização em nosso mundo, começando com o cerco do Templo em Jerusalém seguido por sua destruição.

Nós já passamos por tudo isso, e agora, se nos comportarmos corretamente, poderemos esperar apenas bons tempos de correção e a realização correta das Reshimot que são encontradas dentro do nosso egoísmo.

Para isso, devemos atrair a Luz Superior para sermos capazes de distinguir com a sua ajuda onde há uma característica má e onde há uma característica boa, como separar entre elas, e a forma de corrigir uma em relação à outra. Se abordarmos a correção corretamente, nenhum mal mais será revelado no mundo, porque todas as características negativas da criatura já foram reveladas no passado.

A sabedoria da Cabalá nos possibilita começar com uma limpeza fundamental e o esclarecimento de nossas características, para avaliar de forma clara os estados que atravessamos, para escolher o lado positivo em relação ao negativo, e para colocá-los corretamente um diante do outro.

Assim, a partir da conexão entre eles, poderemos construir um único campo e uma conexão correta entre nós que será chamada de “Terceiro Templo”, o desejo comum que irá revelar a força superior e um novo nível de existência para nós.

Eu espero que esses dias sejam usados como um impulso para reconhecer o que está acontecendo e que as pessoas comecem com uma correção para se mover correta e facilmente pelo esclarecimento do mal em sua natureza.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16