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Ynet: “Sempre Seguindo O Livro”


Um artigo da minha coluna no Ynet: “Seguindo Sempre o Livro”

Através de frases, palavras e letras codificadas nos livros de Cabalá, os Cabalistas nos abriram a passagem para uma nova dimensão, por meio da qual podemos entrar na história de nossas vidas e afetar positivamente os eventos. A Semana Do Livro Hebraico, realizada recentemente, é uma boa oportunidade para realizar uma viagem mágica seguindo os livros que moldaram a nossa nação.

Não é sem razão que a nação de Israel é chamada de “A Nação do Livro”. Sempre – os livros têm sido uma parte integrante do nosso modo de vida, um dos principais meios que acompanham nossas vidas ao longo dos anos do nosso desenvolvimento como nação, como sociedade e país.

Isso não se refere à literatura que entrou em cena apenas centenas de anos atrás, e que está morrendo conforme os desenvolvimentos tecnológicos penetraram nossas vidas, mas a diferentes tipos de livros: livros de Cabalá, Livros Sagrados, também chamados de “linguagem distinta, diferente, especial”.

Os livros sagrados, como a Bíblia, o Talmude, O Livro do Zohar e o Midrash não lidam com regras de ética e não são contos populares. Eles nos falam sobre um mundo espiritual especial. Além da grande sabedoria que flui destes livros, eles também contêm uma força especial, um verdadeiro tesouro, que pode satisfazer tudo o que desejamos, responder a cada pergunta que temos e, especialmente, dar sentido às nossas vidas. Mas muito poucos sabem como descobrir esse tesouro. Aqueles que o descobrem são os Cabalistas.

Os Cabalistas são pessoas comuns que têm um grande desejo de descobrir as razões para o que está acontecendo em nossa vida e o que o nosso destino nos reserva, e eles foram os primeiros a penetrar nos bastidores do nosso mundo. Eles descobriram que existe uma força de amor e doação na realidade, cujo único objetivo é nos trazer a esse estado sublime, para estarmos unidos em amor e doação como essa própria força.

Eles descreveram como alcançar isso em seus livros, a orientação detalhada e os sentimentos maravilhosos que tiveram, para que possamos usá-la. Assim, nós também podemos ler sobre essa força sublime, sobre o “autor” que escreve a história de nossas vidas, e aprender a mudar as nossas vidas para melhor.

O Livro da História Humana

O primeiro a sentir os dois mundos, a natureza do mundo que nos rodeia e a natureza do mundo superior, foi Adam HaRishon (o primeiro homem), que a descreveu no primeiro livro de Cabalá que ele escreveu chamado O Anjo Raziel , “Raz” a linguagem secreta, ou seja, a revelação dos segredos da criação.

O livro inclui desenhos interessantes, e a pessoa que o lê em profundidade percebe imediatamente que ele não foi um homem primitivo que caçava mamutes que escreveu este livro, mas um grande Cabalista que nos fala sobre a alma unida chamada Adão, sobre a sua quebra em milhares de almas individuais de toda a humanidade, e sobre a sua futura conexão em que elas vão se reunir em uma só alma.

Dezenas de livros foram escritos por centenas de Cabalistas, mas o livro mais notável desde o livro de Adão é atribuído a Abraão. Abraão não tinha a intenção de escrever um livro, mas o Sefer Yetzirah (Livro da Criação) foi basicamente uma lista das principais leis de como o mundo espiritual opera. Embora o Sefer Yetzirah seja muito especial, ele ainda é muito difícil de entender e está anos-luz de distância de nós. É graças ao Sefer Yetzirah e ao método de conexão entre as pessoas, que ele desenvolveu, que a nação de Israel cresceu e começou a aspirar à espiritualidade. Várias gerações depois, Moisés, o grande Cabalista, continuou a liderar a nação.

O Livro dos Livros

A revelação espiritual de Moisés lhe deu o poder de tirar os filhos de Israel do Egito, e liderá-los no deserto por quarenta anos, até que eles chegaram às fronteiras da Terra Prometida de Israel.

Ele descreve o método atualizado para a sua geração em seu livro chamado a Torá, como na Luz [Ohr]. Em outras palavras, ele ensina como entrar no mundo espiritual com a Luz, a força divina. Ao utilizar esse livro, cada pessoa pode revelar a imagem da criação e construir sua vida em direção ao objetivo final.

Embora a Torá seja escrita como uma narrativa histórica sobre o êxodo da nação de Israel do Egito, ela é, de fato, é a descrição da saída de uma pessoa do seu estado corporal humilde chamado Egito, e sua ascensão a um estado espiritual chamado de “Terra de Israel”. Rabi Shimon Bar Yochai disse: “Ai do homem que diz que a Torá era para contar uma história simples e um conto popular. Se a Torá fosse para contar um conto histórico, até mesmo os líderes do mundo são melhores nisso. Tudo o que está na Torá é realmente eventos superiores e segredos superiores” (O Livro do Zohar). Moisés usou a linguagem chamada de “linguagem dos ramos” – os nomes de objetos, sentimentos e ações do nosso mundo, mas com isso ele se referia às raízes do mundo superior, às forças superiores ocultas, às entradas e saídas das forças da natureza e até mesmo os seus efeitos destrutivos.

Se olharmos para a Torá não através da sua casca exterior, veremos uma imagem totalmente diferente, separada da realidade deste mundo. Em vez de figuras humanas, como Moisés e o Faraó, animais e pessoas diferentes, veremos as forças espirituais que operam em nós, e seremos gradualmente capazes de usá-las para ascender espiritualmente. A chave para decifrar a Torá está, na verdade, nos livros de Cabalá, no Livro do Zohar.

O Livro

O Livro do Zohar ou como os Cabalistas o chamam, “O Livro”, explica os cinco livros da Torá e nos diz exatamente o que Moisés queria dizer. É o livro básico e mais importante na sabedoria da Cabalá. Rabi Shimon Bar Yochai, o Rashbi, autor do Zohar, foi o primeiro Cabalista que descreveu como nossos pensamentos e nossas reações à força que opera em nós de Cima sobem de volta ao mundo superior, operam nele, e, portanto, afetam todos os  eventos futuros que descem até nós.

Antes de escrever O Livro, o Rashbi reuniu um grupo de dez estudantes em torno dele, “uma dezena”, já que “a Torá só pode ser adquirida em um grupo” (Talmude Babilônico). A alma de cada estudante correspondia a um determinado atributo espiritual no mundo superior. Quando eles se conectaram em uma só alma, eles estavam totalmente compatíveis com as Dez Sefirot, toda a estrutura que existe no mundo espiritual. A verdadeira conexão entre esses atributos levou à revelação da Luz do Zohar superior entre os dez alunos.

“E o rabino Shimon costumava revelar os segredos da Torá e os amigos ouviam sua voz e respondiam a ele em uma conexão, cada um respondendo a sua parte”, (Ramchal, “Adir Ba Meromim“). Como cada um dos amigos representa um atributo do mundo espiritual, a sua história que todo o Livro do Zohar conta, é na verdade a descrição da forma como esses atributos espirituais descem ao nosso mundo; como essas dez forças conduzem esse mundo; como cada pessoa pode usar essas forças para o seu próprio bem e para o bem dos outros.

A Árvore da Vida

Mil e trezentos anos depois, o ARI recebeu O Livro do Zohar. Ele recebeu permissão para renovar o método que existia desde os dias de Adão. Ele absorveu toda a informação Cabalística desde o tempo de Adão, processou-a, e reescreveu-a para que o método para indivíduos se tornasse um método adequado às massas. Todas as fontes que ele absorveu e ensinou em Safed foram posteriormente publicadas como A Árvore da Vida, um livro que ensina o caminho para o mundo espiritual e explica como podemos subir e alcançar eternidade e plenitude. Ele também fala sobre o que muitos são fascinados: as reencarnações. Ler e estudar livros do ARI eleva imediatamente a pessoa acima do nível do nosso mundo.

Além da Árvore da Vida, o ARI escreveu vinte outros livros onde apresenta todas as leis da criação usando um método científico inovador claro. Na introdução de seu livro, ele diz que visto que o método foi estabelecido, qualquer pessoa pode estudar a Cabalá, que o próprio desejo é o único critério para saber se uma pessoa pode entrar no mundo espiritual, e assim, com a ciência da Cabalá, que ele desenvolveu para sua geração, qualquer pessoa que tenha o desejo de alcançar o objetivo da criação, independentemente de idade, sexo ou nacionalidade, pode fazê-lo. De fato, após o tempo do ARI muitos começaram a se abrir para a Cabalá e subir a escada espiritual para o mundo superior.

A Escada

Por fim, tanto o Livro do Zohar como os livros do ARI não foram destinados para o estudo sistemático da Cabalá às massas. Embora a Cabalá seja uma ciência, não havia nenhum livro adequado para estudá-la até o nosso século. O maior Cabalista do século XX, Rav Yehuda Ashlag, chamado de Baal HaSulam depois do Comentário Sulam que ele escreveu para O Livro do Zohar, surgiu para preencher a lacuna na literatura Cabalista. Ele também explicou todos os livros do Ari e compilou-os no Estudo das Dez Sefirot, que é o principal livro de Cabalá do nosso tempo.

O Estudo das Dez Sefirot inclui tudo, tudo que os Cabalistas que o precederam escreveram ao longo de milhares de gerações: Adão, Abraão, Moisés, Rabi Shimon Bar Yochai e ARI. Ele incluiu muitos escritos hassídicos e escritos de Cabalistas contemporâneos e até mesmo se refere aos pontos de vista dos grandes filósofos do mundo, como Marx, Nietzsche, Locke, Darwin, Spinoza, Schopenhauer, e muitos outros.

Tudo o que precisamos saber sobre como criar o futuro que desejamos está nos escritos do Rav Yehuda Ashlag. “Estou feliz por ter nascido em uma geração onde é permitido divulgar a sabedoria da verdade”, diz o Baal HaSulam. “Se você me perguntar como eu sei que isso é permitido, vou responder que me foi dada permissão para revelar e explicar cada palavra. Isto não tem nada a ver com a ingenuidade do próprio sábio, mas com a situação da geração e, portanto, eu disse que fui premiado com a revelação da sabedoria por causa da minha geração”.

Uma Chamada para a Mudança

No final da Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, o Baal HaSulam pergunta, com razão, se a linguagem dos livros de Cabalá não é bem compreendida, “Portanto, devemos perguntar, por que então, os Cabalistas obrigam cada pessoa a estudar a sabedoria da Cabalá? Na verdade, há uma grande coisa nele, digna de ser publicado: “Há um maravilhoso e inestimável remédio para aqueles que se envolvem na sabedoria da Cabalá. Embora eles não entendam o que estão aprendendo, através do anseio e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as luzes que cercam suas almas…. Por isso, mesmo quando ele não tem os vasos, quando ele se envolve nesta sabedoria, mencionando os nomes das Luzes e os vasos relacionados à sua alma, elas imediatamente brilham sobre ele até certo ponto”.

No entanto, eles brilham para ela sem revestir o interior de sua alma, por falta de vasos capazes de recebê-las.

“No entanto, a iluminação que a pessoa recebe vez após vez durante o envolvimento atrai sobre si a graça do Alto, conferindo-lhe abundância de santidade e pureza, o que lhe aproxima muito de alcançar a perfeição” (As Cartas de Baal HaSulam).

Do Artigo no Ynet 16/06/16

O Mapa Genético Da Humanidade, Parte 2

laitman_553O Gene Perdido

Pergunta: Existe alguma coisa nos genes do DNA humano que seja do conhecimento da sabedoria da Cabalá, mas não para os geneticistas?

Resposta: Há uma carga espiritual adicional que permanece um mistério para uma pessoa normal.

Por exemplo, no povo judeu, em diferentes gerações, houve pessoas que não nasceram judias, mas aderiram à nação e se tornaram pessoas muito significativas nela, embora aparentemente não tivessem inicialmente genes judaicos. Houve muitos desses casos, especialmente nos tempos do Templo.

Consequentemente, essa informação não é necessariamente transmitida pelo corpo físico, pelos pais. Há uma parte da informação espiritual nela que leva ao desenvolvimento espiritual interior e obriga a pessoa a cumprir seu destino sem qualquer conexão com a casa dos pais.

Por exemplo, os pais do Rabi Akiva não eram judeus de nascimento e se converteram ao Judaísmo mais tarde. Mas isso não impediu que seu filho se tornasse um grande sábio judeu, um dos maiores na história de Israel. E de onde vem isso? Acontece que não podemos julgar o DNA espiritual, a raiz da alma, de acordo com o DNA material.

A raiz da alma é parte do sistema de Adam HaRishon. Adam não é uma pessoa, mas um sistema espiritual em que todos nós estamos incluídos pelos nossos desejos corrigidos. Então, todos nos unimos em um só corpo espiritual. Tal corpo espiritual, onde todas as partes estão em harmonia umas com as outras, é chamado de Adam, o primeiro homem.

Se cada pessoa corrige seus desejos e está pronta para se unir com os mesmos desejos corrigidos de outras pessoas, procurando se unir como irmãos em um só corpo, um desejo, então estamos todos conectados.

Assim, dentro dessa conexão nós sentimos o primeiro homem, Adam HaRishon, o desejo conjunto montado a partir de muitos desejos particulares. Cada um anulou o seu egoísmo e se conectou com os outros acima dele, a fim de estar com eles em um desejo, como em um só corpo.

Há tais almas, partes separadas de Adam, que muito aspiram a essa unidade, e elas são consideradas almas elevadas. E há aquelas que não estão muito ansiosas por isso, e mesmo aquelas que são completamente indiferentes a isso.

Tal gene espiritual, chamado Reshimo, está presente em todos os seres humanos no mundo, o desejo de unidade: positiva, negativa ou zero.

De KabTV “Nova Vida” 12/07/16

Karl Marx Sobre Os Judeus

laitman_626Comentário: Karl Marx escreveu em “Sobre a Questão Judaica”: “O dinheiro é o deus ciumento de Israel, em face do qual nenhum outro deus pode existir. O dinheiro humilha todos os deuses do homem – e os transforma em mercadorias. O dinheiro é o valor universal auto estabelecido de todas as coisas. Portanto, ele tem roubado todo o mundo – tanto o mundo dos homens como a natureza – de seu valor específico. O dinheiro é a essência alienada do trabalho do homem e de sua existência, e essa essência estranha o domina, e ele a adora.

“O deus dos judeus tornou-se secularizado e se tornou o deus do mundo. A letra de câmbio é o verdadeiro deus do judeu. Seu deus é apenas uma letra de câmbio ilusória. …

“O judaísmo não poderia criar um mundo novo; ele só poderia atrair as novas criações e condições do mundo para a esfera da sua atividade, porque a necessidade prática, cuja lógica é o auto interesse, é passiva e não se expande à vontade, mas se encontra ampliada como resultado do desenvolvimento contínuo das condições sociais. …

“Só então o Judaísmo poderia alcançar o domínio universal e transformar o homem alienado e a natureza alienada em objetos alienáveis e vendáveis ​​submetidos à escravidão da necessidade egoísta e à negociação.

“Vender [verausserung] é o aspecto prático da alienação [entausserung]. Assim como o homem, enquanto ele está no controle da religião, é capaz de objetivar sua natureza essencial apenas transformando-a em algo estranho, algo fantástico, de modo que sob o domínio da necessidade egoísta ele possa ser ativo na prática, e produzir objetos na prática, apenas colocando seus produtos, e sua atividade, sob o domínio de um ser estranho, e doando o significado de uma entidade estranha – o dinheiro – a eles.

“A emancipação social do judeu é a emancipação da sociedade do judaísmo“.

Pergunta: Como é possível culpar todo um povo e compará-lo ao resto dos povos?

Resposta: Como um estudioso, Karl Marx estava trabalhando de forma completamente lógica e mantinha corretamente que, especificamente entre os judeus, há traços característicos e o comportamento mais egoísta.

E não pode nem ser de outra forma, porque especificamente esse grupo de pessoas estava em um nível espiritual elevado no passado do qual caiu abaixo de todos com o seu egoísmo danificado. Isso é também o que é dito na Torá: se os judeus ascendem, eles ascendem mais do que ninguém. Mas se caem, caem abaixo de todos. Em absoluto, (valor absoluto), o seu ego é o maior!

Parada Do Orgulho Gay Em Jerusalém

laitman_600_04Pergunta: Em Jerusalém, uma Parada do Orgulho Gay extraordinária foi organizada como protesto contra um dos rabinos que chamou os homossexuais de “pervertidos”, e  os outros 250 rabinos israelenses que o apoiam. Como você se relaciona com pronunciamentos desse tipo?

Resposta: Eu considero o povo judeu como uma única família em que há diferentes filhos, incluindo esses. E mesmo que alguém não os queira, não há nada a fazer, eles são nossos filhos. Naturalmente, ninguém escolhe ter nascido com essas tendências. Afinal, elas são dadas a nós pela natureza. Portanto, os homossexuais lutam para ter suas tendências naturais reconhecidas como normais, porque não podem se livrar delas de qualquer maneira. Nós sabemos que a atração sexual é o fator mais poderoso, ainda mais do que o desejo de comida. A humanidade está constantemente aumentando suas inclinações sexuais. Nós vemos isso em todos os lugares, mesmo na Internet. Portanto, é preciso respeitar isso e não se relacionar com ela infantilmente.

É necessário parar todos os pronunciamentos “contra” e “a favor” e tornar-se organizado como uma única família, porque o principal é a união entre nós. Nós não podemos fazer nada sobre essa questão; temos que aceitá-la como ela é, e não torná-la mais difícil do que é para as pessoas em quem tal atração é latente desde o nascimento. Cabe a nós deixá-las viver em paz e encontrar parceiros adequados para si.

A correção vem de nós. Quando nos conectamos, despertamos a força positiva, a Luz, que pode reformar as relações entre nós. A esse respeito, cabe à comunidade LGBT reconsiderar a finalidade das paradas do Orgulho Gay, não porque seja proibido ou permitido que elas sejam realizadas. É claro que em uma nação democrática, é permitido realizar paradas como essas. A questão é, será que queremos especificamente enfatizar o que nos separa e divide? Ou talvez fosse especificamente melhor procurar o que nos conecta entre as diferenças?

Enquanto não prejudicamos ou exploramos as fraquezas dos outros, cada pessoa tem permissão de realizar o estilo de vida que é apropriado para ela em sua vida privada, incluindo a crença religiosa ou orientação sexual. Mas é importante fazer isso sem cortar os caminhos que nos levam à comunicação e construir um povo único e unido.

Portanto, eu não concordo com os pronunciamentos dos rabinos. Essa é a natureza humana e não há nada a ser feito com isso. De qualquer forma, é necessário se dar bem e viver em uma única nação. Afinal, é impossível viver com ódio mútuo o tempo todo. Nós já precisamos sair do estado de “exílio” e gradualmente se aproximar da construção do Terceiro Templo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 21/07/16

“Judeus Ricos Emigram Para Israel, Árabes Ricos: Para O Ocidente”

laitman_628_1Nas Notícias (newsru): “De acordo com a New World Wealth, nos últimos anos, quando muitos países do Oriente Médio foram desestabilizados devido ao acentuado crescimento do extremismo, muitos milionários árabes foram para países ocidentais.

“O reporter Imad al-Marzouki escreveu no site Al-Masdar esta semana que, de acordo com a mesma New World Wealth, os judeus ricos de países ocidentais se mudaram para Israel. …

“De acordo com relatórios publicados, a partir de 2015, 2500 milionários judeus franceses se mudaram para Israel. Ao mesmo tempo, em 2007, a França tinha 7.000 milionários. Um fenômeno similar é observado em outros países ocidentais, incluindo o Reino Unido, Itália e Rússia. …

“O perito Iyad al-Manan afirmou hoje que depois que os países árabes mergulharam no caos, e o Ocidente foi marcado por uma onda de antissemitismo, os judeus começaram a sentir Israel mais seguro do que em qualquer outro lugar. Os milionários árabes, pelo contrário, preferem enviar o seu dinheiro para o Ocidente por causa da desestabilização da região, e essas duas tendências estão aumentando gradualmente”.

Meu Comentário: É dito na Torá que, no fim dos dias, o Criador vai reunir o Seu povo de todos os confins da terra.

Os Muros Do Templo

laitman_937Pergunta: Por que especificamente no dia 17 de Tamuz houve um cerco no Templo e seus muros foram destruídos?

Resposta: Na verdade, a destruição física do Templo aconteceu neste dia, pois tudo o que acontece no nosso mundo desce e evolui desde o mundo superior. Isso é realizado pela primeira vez como um “campo de energia” e, depois, também em nosso mundo material.

O Templo é chamado de mundo de Atzilut; é a morada do Criador. Em todo o mundo de Atzilut existe o que se chama um Parsa (barreira, muro). Fora desse muro, abaixo do mundo de Atzilut, está todo o resto das características do nosso mundo. A função do muro que está entre o mundo de Atzilut (as características do Criador) e o nosso mundo (os nossos desejos e características) é possibilitar somente aqueles que são dignos de estar nesse nível a passar para o mundo de Atzilut, para o Templo. Ele aparentemente filtra as características. Dessa forma, impede aqueles que não são dignos e joga-os de volta.

A destruição dos muros do Templo simboliza que o mundo de Atzilut adquiriu as mesmas características existentes em nosso mundo, encontradas fora de seus muros. Como resultado da destruição, acontece uma mistura de todas as características do mundo de Atzilut e do nosso mundo inferior. Depois disso, começa o reconhecimento gradual de que as características do mundo da Atzilut são diferentes, apesar de tudo, e o esclarecimento e compilação das características do mundo de Atzilut, a partir da pilha geral das características misturadas.

Cabe a nós percorrer esse estado e construir o “Terceiro Templo” a partir das características corretas. Em seguida, ele não vai mais precisar de um muro, porque todo mundo vai habitar dentro do Templo. Sobre isso está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7). “Atzilut” (da palavra “Etzlo” – aproximar-se Dele) é a característica do Criador, para a qual todo mundo vai subir sem exceção. O mundo inteiro vai adquirir essas características e não haverá restrições em nada.

Se imaginarmos o templo em ruínas na forma de limalhas de ferro e o mundo da Atzilut como um ímã, então, as limalhas cujas características correspondam ao ímã começarão a ser atraídas a ele e ascenderão da mais leve a mais pesada. Está escrito: “Todos eles Me conhecerão, do menor ao maior Deles” (Jeremias 31:33).

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Dança Em Torno Do Bezerro De Ouro E A Quebra Das Tábuas Da Aliança

laitman_740_03Pergunta: No 17 de Tamuz, Moisés desceu do monte Sinai, e quando viu o seu povo dançando em torno do bezerro de ouro, quebrou as primeiras Tábuas da Aliança. O que isso significa do ponto de vista Cabalístico?

Resposta: Do ponto de vista da Cabalá, a Torá não está falando de objetos e fenômenos do mundo material. É pouco provável que Moisés, que tinha 80 anos, pudesse descer a montanha com as pesadas tábuas de pedra da Aliança.

Além disso, o Monte Sinai não é uma montanha, as tábuas não são tábuas esculpidas em pedra, e Moisés não tinha chifres brilhantes em sua cabeça como Michelangelo esculpiu-o. O povo de Israel, que desde os tempos de Abraão foi educado na realização espiritual – não poderia se envolver na fundição de um bezerro de ouro.

A descida de Moisés no Monte Sinai é a descida do nível espiritual, onde ele revelou o Criador e, em seguida, desceu dele para se conectar com o povo, o que significa que a Torá fala de níveis espirituais. O grau superior é Moisés, que está no nível do Criador, onde O revela e está em contato com essa força de doação e amor.

O grau inferior é o nível ao qual Moisés desceu para estar com o povo. Na Cabalá, o AHP do superior desce ao Galgalta ve Eynaim do inferior. Moisés entra em contato com o egoísmo geral para começar a corrigi-lo. Aqui, ele vê que o seu desprendimento do egoísmo geral para cima, até o Criador, aconteceu no momento em que esse egoísmo mais inferior do povo caiu para o próximo grau inferior.

Nós estamos falando de cerca de três graus. O grau superior é onde Moisés está em contato com o Criador. O grau intermediário é aquele ao qual ele desce, a fim de estar com o povo de Israel. O grau mais inferior é como as nações do mundo, o mesmo Egito que o povo de Israel já tinha deixado, mas que agora está lá novamente.

Afinal, assim que Moisés se separou de seu povo ao subir, esse povo imediatamente caiu ao grau mais inferior porque ninguém estava segurando-o. Essa é uma conexão da nação de Israel que ainda não era uma nação, mas simplesmente um desejo que subiu do egoísmo e caiu nele novamente.

Quando Moisés viu isso, sentiu que a Luz Superior que recebeu do Criador desapareceu nesse desejo egoísta, porque a Luz e o egoísmo são incompatíveis entre si. Assim, ocorreu a quebra da Luz, a Luz pareceu desaparecer, e com isso, o bezerro de ouro foi também difundido, dissolvido e destruído.

No entanto, a correção é impossível sem ela porque todo o processo nos leva ao reconhecimento da natureza humana, sua conexão com o nível inferior, chamado de nações do mundo, e a impossibilidade de combinar a Luz Superior com egoísmo material.

Pergunta: Esse é o primeiro contato entre o Criador e a criatura?

Resposta: Não, não pode haver nenhum contato porque Moisés deve estar no meio. Ele é a qualidade de Bina, o Criador é a qualidade de Keter, e toda a humanidade está no nível de Malchut. No entanto, a quebra cria uma conexão por meio de Moisés entre o nível do Criador e o nível da criatura. Essas qualidades opostas entram umas nas outras, e, em seguida, é possível iniciar a próxima fase de correção.

Agora, quando Moisés sobe ao Criador, a sua interação com o Criador e o povo que pecou é completamente diferente. Afinal, o povo que caiu para o nível do bezerro de ouro tem muito mais desejos egoístas que são apaixonados, egípcios e reais! Portanto, Moisés agora eleva ao Criador desejos muito mais internos, reais e profundos para serem corrigidos.

Ele passa quarenta dias no Monte Sinai novamente. No entanto, estes são quarenta dias completamente diferentes. São quarenta graus de elevação de Malchut à Bina. No entanto, não é dessa Malchut onde eles estavam durante o êxodo do Egito, mas daquela em que eles criaram para si o mesmo Egito no Monte Sinai.

O segundo quarenta dias é completamente diferente na sua qualidade de ascensão do bezerro de ouro ao Criador. Naturalmente, as tábuas que Moisés recebe pela segunda vez são completamente diferentes. Elas são adequadas em sua qualidade ao estado do povo que caiu para o nível do bezerro de ouro. Com tais tábuas – ou seja, com essas conexões entre o bezerro de ouro e o nível do Criador – eles podem começar a trabalhar em si mesmos.

O Monte Sinai simboliza o enorme ódio (“Sina” significa ódio) que é revelado como uma incongruência das qualidades do Criador e da criatura, isto é, as qualidades de completa doação e amor, e as qualidades que desejam viver apenas para si. Quando Moisés desce do Monte Sinai pela segunda vez, da altura do nível de realização com o Criador e conexão com Ele, ele desce dele no Yom Kippur.

Por um lado, esse é um dia do reconhecimento da nossa natureza. Por outro lado, é um dia de perdão. Deste dia em diante, a correção do povo começa, e a próxima etapa é Chanukah e outras datas que simbolizam ações espirituais.

Felizmente, nós reconhecemos o trabalho correto com as Tábuas da Aliança que estão dentro de nós. Nós só podemos identificá-las e implementá-las em nós mesmos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Quem Ganhará A Eleição, Trump Ou ​​Hillary?

Comentário: O candidato presidencial Donald Trump declarou publicamente que irá reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que se for eleito, está pronto para mover a embaixada americana para Jerusalém. Por outro lado, o candidato democrata Bernie Sanders, que é judeu, queria passar a legislação sobre o “fim da ocupação e dos assentamentos ilegais na Judéia e Samaria”.

Resposta: Não existem maiores anti-semitas do que os próprios judeus.

Pergunta: O Trump conta com o apoio do lobby judeu?

Resposta: Se todos os círculos conservadores que fizeram da América a América que costumava ser no passado, e os judeus que ocupam posições elevadas e influentes, apoiarem Trump, ele certamente ganhará e eles serão capazes de restaurar um pouco da grandeza americana do passado. Caso contrário, será seu fim.

Pergunta: Você acha que Trump sente desta forma?

Resposta: Ele não é o único que sente isso. Agora, com as próximas eleições tudo está acelerando, está sendo revelado e renovado, e pode atacar com tanta força que Trump pode certamente ser eleito,

Comentário: Incrível, é inacreditável! [Leia mais →]

A Queda No 17 De Tamuz

Laitman_632_3Pergunta: No 17 de Tammuz, depois que não restou nenhum animal aos Cohanim (sacrifícios) para os sacrifícios, estes cessaram no Beit HaMikdash (Templo). Quais eram esses sacrifícios?

Resposta: Sacrifício é uma ação muito interessante. Se eu reflito sobre quem somos nós, nós somos animais. Eu existo dentro do meu corpo e constantemente penso nisso. Enquanto ele está vivo, eu também estou vivo, e quando ele morre, já não existo. O sacrifício de meu animal indica que estou realmente sacrificando toda a minha vida bestial ao Criador.

Sacrifício (Korban) vem da palavra “Karov” (próximo). Ele simboliza a pessoa se aproximando do Criador. A pessoa anula seus desejos egoístas um após o outro e se eleva acima deles. Dessa forma ela se aproxima do Criador, a característica de doação e amor, anulando seu ego bestial. Ela gradualmente atinge proximidade com Ele.

O 17 de Tammuz, a data em que os sacerdotes terminaram com seus animais de sacrifício, indica que eles já não podiam se aproximar do Criador. Eles caíram de um nível espiritual e voltaram ao nível da besta; eles mesmos se tornaram “bestas”. Hoje, nós temos que nos elevar desse nível, uma vez que é também o que se diz sobre o nosso mundo: “Eles são todos como bestas” (ver Salmos 49:13).

O 17 de Tammuz simboliza a queda inclusive daquelas grandes pessoas que estavam em um nível espiritual, e aquelas características que estavam em cada pessoa ao sentir o Criador caíram ao nível da besta. A descida em prol da subida é uma mistura das características do Criador com as características da criatura.

Assim, o 17 de Tammuz também simboliza a queda coletiva do povo, a queda dos Cabalistas Cohanim mais elevados entre o povo e a queda de cada pessoa de seu nível espiritual, de tal forma que depois disso não resta nada além de destruição absoluta. Como resultado, nós começamos a perceber as condições para a correção.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Resposta Dos Judeus Ao Ataque Terrorista Em Nice

laitman_547_06Comentário: Se você olhar online, pode encontrar algumas respostas de israelenses ao ataque terrorista em Nice, tais como, “Agora vocês podem sentir o que sentimos”, ou “Agora vocês veem o que acontece conosco em Israel”. Falando em geral, é impossível mudar o judeus israelenses.

Resposta: De fato, é impossível mudar os judeus israelenses, mas eles estão certos de uma maneira porque é muito desagradável viver em Israel, lutar, sofrer, perceber que você está sendo pressionado por todos os lados, e ver a indiferença e mesmo a arrogância de seu próprio povo na França, nos Estados Unidos e em outros países. Se os judeus forem enviados para as câmaras de gás, todo mundo vai ser enviado para lá, incluindo os judeus antissemitas.

Em todos os lugares em que vivem, eles adotam atitudes que são radicalmente opostas a Israel para que eles não sejam associados com o estado judeu.

Comentário: É surpreendente, pois, de fato, o lugar mais seguro para eles estarem é Israel.

Resposta: Eles não pensam assim. Eles olham para o mapa, e para eles Israel é um pequeno pedaço de terra. “Onde poderíamos encontrar um lugar para viver lá? Nós seriamos feitos em pedaços lá. “Eles estimam tudo de acordo com quilogramas e quilômetros.

Pergunta: Que tipo de golpes vai abater os franceses e os judeus franceses?!

Resposta: Nós já vimos que esses golpes não ajudam. Mesmo antes de entrar nas câmaras de gás eles ainda podiam expressar suas opiniões, porque seu egoísmo é espiritual e aflições corporais não irão corrigi-lo. A única coisa que pode trazer uma mudança é a influência da Luz Superior, ensinando-os gradualmente a sabedoria da Cabalá por círculos sociais, desenhos e artigos.

Pergunta: Isso irá ajudá-los mais do que as aflições?

Resposta: Sim. Os sofrimentos irão aumentar a sua resistência e sua contrariedade porque a sua arrogância, ostentação e orgulho tolo, coloca-os em uma posição mais rígida.

Não estou me iludindo que os atos terroristas irão forçá-los a acordar. A que levaria uma série de revoluções e ataques terroristas? A nada, eles não vão aprender nada. Apenas a disseminação da sabedoria da Cabalá pode mudar as pessoas. Vamos esperar que sejamos bem sucedidos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 17/07/16