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Exílio E Redenção

Como O Beit HaMikdash (Templo) Foi Destruído

Nossa história prova que o povo de Israel não pode existir no exílio. Eles não vão encontrar descanso como os outros povos que assimilaram e se dissolveram entre outros povos até que não tenha restado nenhuma memória deles. De acordo com a sabedoria da Cabalá, o objetivo da existência do povo de Israel é atingir a unidade e trazer o mundo inteiro para a unidade. Os meios para alcançar esse objetivo é a sabedoria da Cabalá. Quando lançamos dúvidas sobre a verdade do preceito, que é o objetivo de nossa existência, nós atraímos desastres sobre nós mesmos que nos convencem a manter o programa inexorável da natureza.

No passado, desde o tempo de Abraão até a destruição do Primeiro Templo, quanto mais nos uníamos, mais rapidamente nos desenvolvíamos; nosso crescimento foi mais rápido do que o resto dos povos. Mas quando quisemos inserir o nosso egoísmo em nosso desenvolvimento, isso levou à destruição do Primeiro Templo. Isto porque queríamos usar a unidade para nos tornar ricos e estabelecer o controle pelo poder em vez da justiça, assim como os outros povos.

Uma vez que a sabedoria da Cabalá proíbe a sua utilização para alcançar riqueza e controle, algumas das pessoas a rejeitaram e adotaram hábitos e costumes de outros povos, desfrutando a vida como o ego exige. Como resultado, o povo foi dividido em dois. Algumas seguiram os reis egoístas e algumas seguiram os Cabalistas. Esta fragmentação e divisão levou à destruição do Primeiro Templo.

Nos tempos do Segundo Templo, essa divisão se tornou mais pronunciada e também foi baseada na oposição aos Cabalistas por aquelas pessoas que não queriam se unir. Essa parte não queria ser libertada do egoísmo e, assim, a seita dos Saduceus foi criada. Eram os ricos, privilegiados, e os nobres. Seu objetivo era satisfazer seus desejos egoístas e eles lutaram contra a outra parte do povo a quem chamavam de Fariseus. Isso levou à criação do domínio Romano sobre o povo de Israel, e resultou na destruição do Segundo Templo e no exílio do povo da terra de Israel.

A Diferença Entre o Egoísmo e os Princípios da Sabedoria da Cabalá

Ideais diários são baseados em relações humanas e, portanto, não é possível transcender características humanas. O princípio da sabedoria da Cabalá, derivado do Criador, torna possível subir acima das características humanas.

A base do ideal humano é a glória. Por isso todas as ações de uma pessoa são dirigidas para se tornar famosa entre as pessoas. O ideal da sabedoria da Cabalá é a unidade de todos os povos para alcançar a lei fundamental da natureza. Então, enquanto nós nos desenvolvíamos para uma maior unidade, éramos protegidos pela própria natureza. Mas no momento em que começamos a ignorar o desenvolvimento em direção à unidade e começamos a competir com base na riqueza e poder, começamos a sentir os golpes da natureza.

A causa de todo o nosso sofrimento é a nossa falta de implementação das condições que a sabedoria da Cabalá indica e ensina. Se fôssemos aplicar as suas exigências, nada de ruim iria acontecer com a gente.

A história nos ensina que devemos pôr fim a nossos problemas e começar a viver de acordo com as leis que recebemos de Abraão, de acordo com “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18), porque a pressão da natureza para levar a humanidade a se assemelhar a ela não vai enfraquecer. Não temos qualquer chance ou esperança de permanecer na terra de Israel se não começarmos a nos envolver seriamente com a nossa unidade. Se nos envolvermos com a unidade entre nós, iremos merecer se fortalecer em nossa terra.

Baseado no artigo de Baal HaSulam, “Exílio e Redenção

O Dia Do Amor

laitman_572_02Comentário: O dia 15 de Av, o dia do amor, ocorre uma semana após o trágico dia 09 de Av

Resposta: De acordo com nossas fontes, esse é o dia em que as mulheres jovens de Jerusalém saíam vestidas de branco para os pomares e vinhas e cantavam Os jovens se juntavam a elas e escolhiam a sua noiva. Isso é o que caracteriza este feriado.

Comentário: Muitos acreditam que o dia 15 de Av é semelhante ao Dia dos Namorados e que não está profundamente enraizado na tradição judaica.

Resposta: Este feriado é mencionado nos escritos há 3000 anos, e por isso eu acredito que é uma tradição. Os nossos feriados e dias especiais devem ser divididos entre os que já têm sido cumpridos em nosso calendário e aqueles que ainda não foram cumpridos. Nós devemos entender que há feriados e datas especiais que só Israel já passou e aqueles que o mundo inteiro, toda a humanidade, tem que passar.

Nós celebramos determinadas datas, visto que elas aparecerão somente no futuro, como Purim, por exemplo. Na verdade, elas foram reveladas até certo ponto, e houve tal evento como esse na nossa história, tal problema surgiu, e como de costume eles quiseram destruir toda a nossa nação na antiga Babilônia, e nós conseguimos evitar isso com sucesso; nós saímos do exílio, etc. … Mas este feriado é basicamente a encarnação de um futuro estado e não de um evento histórico.

É o mesmo com o dia do amor. O dia do amor é basicamente o maior dia, o maior feriado! Amem! No entanto, não é o amor que os homens e mulheres jovens procuram nas vinhas, mas um tipo totalmente diferente de amor que é construído acima da correção do ego que provocou a destruição do Primeiro e Segundo Templos e que o período entre o dia 17 de Tamuz e 9 de Av simboliza. Trata-se do período da destruição dos dois templos e outros problemas e aflições que o povo judeu passou. E apenas uma semana depois, quando tudo isso passou e foi corrigido, um novo período começa.

É o momento em que vamos construir o templo, mas este templo está em nossos corações, na conexão entre nós. Nós procuramos um parceiro espiritual, e o parceiro espiritual, tanto para homens como para mulheres, é a força superior, o Criador. Nós nos conectamos a Ele e, juntos, recebemos satisfação, prazer e iluminação absoluta, a revelação do mundo real. Nós existimos nele e não apenas em um pequeno fragmento deste mundo. Todo o processo simboliza a correção, a reconstrução do Templo, e a transição do ódio ao amor.

Pergunta: É isso o que o dia 15  de Av, o dia do amor, simboliza?

Resposta: Basicamente sim, mas é um feriado para o qual não temos nenhuma data especial, porque é aparentemente comemorado em PurimPurim é o feriado da liberdade, o feriado de correção somente para o povo judeu, enquanto que agora estamos nos aproximando de um estado em que vamos celebrá-lo com o mundo inteiro. É dito no livro dos Salmos que o Terceiro Templo será chamado de “casa de oração para todas as nações”. Essa é a razão do dia 15 de Av parecer semelhante ao Dia dos Namorados. Simbolicamente isso indica que este será um feriado de amor para o mundo inteiro.

Pergunta: Nós podemos compará-lo com os feriados de todas as religiões?

Resposta: Sim, parece ser externo à religião, como a sabedoria da Cabalá.

Comentário: O senhor disse que ele vai ser um feriado que pode ser celebrado a qualquer momento …

Resposta: Isso é verdade, pois o que mais queremos dizer com a reconstrução do Terceiro Templo? É um estado em que nos conectamos em um único sistema chamado homem, Adam, da raiz hebraica “Domeh – assemelhar-se”, assemelhar ao Criador. Quando este sistema estiver conectado pelas forças positivas, quando toda a humanidade estiver conectada junto, ele será chamado de Terceiro Templo. O Criador será revelado no sistema de conexão positiva, a força superior do mundo, e, portanto, vamos viver no que chamamos o Terceiro Templo, em um mundo totalmente diferente, em uma sensação de eternidade e plenitude. Será como um verdadeiro dia de amor, como está escrito: o amor irá cobrir todas as nossas transgressões, e ama teu amigo como a ti mesmo, etc., o que significa que este é o estado final de toda a humanidade. Vamos alcançá-lo pela força, pela vara, ou de uma forma racional e inteligente, como a sabedoria da Cabalá nos aconselha a fazer, de forma rápida e fácil.

Comentário: O dia 15 de Av é um indício do estado sublime que nós chamamos de Terceiro Templo.

Resposta: Sim, ao mesmo tempo, uma jovem mulher simboliza toda a humanidade e um jovem simboliza o Criador. Isto é o que a sabedoria da Cabalá descreve e explica. É impossível imaginar que o rei Salomão, um grande Cabalista que nos deixou uma obra-prima, simplesmente escrevesse sobre o amor! O dia 15 de Av, o dia do amor, é o maior feriado porque todos os outros feriados representam como nós o alcançamos, e ele vem no final, no final do nosso desenvolvimento.

Pergunta: O que nós encontramos por trás do amor absoluto que alcançamos?

Resposta: É apenas uma condição, a conexão de duas forças opostas, de dois atributos, em um; a nova energia que se desenvolve no topo dessa conexão, a consciência, a compreensão, a sensação, nos eleva ao próximo nível, que não é descrito em nenhum lugar. A sabedoria da Cabalá apenas nos fala sobre como devemos chegar a esse estado. O que há além disso? Não nos é dito, porque não podemos compreendê-lo. Nós não temos os sentimentos ou a mente para compreender o próximo nível.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/08/16

O Dia 9 De Av

laitman_229O dia 9 de Av é um estado em que o egoísmo nos domina, separando e destruindo tudo de bom que pode existir entre nós. É um estado chamado de destruição do Beit HaMikdash (Templo).

Hoje nós estamos exatamente nessa situação. Ninguém tem bons sentimentos para com os outros, por isso cabe a nós começar a reconstruir o nosso templo, a construção do Terceiro Templo: o estado de unidade e complementação mútua, elevando-se acima do ódio, arrogância e orgulho.

Nós precisamos criar uma conexão entre nós onde a força do bem chamada Criador será revelada. Por enquanto, ela ainda está oculta em nosso mundo. No momento em que estabelecermos conexões adequadas e boas, a bondade do mundo será revelada em nós e nós vamos mostrar ao mundo inteiro como construir o Terceiro Templo para todos os povos, como está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos “(Isaías 56:7).

Eu desejo que todos os trágicos acontecimentos que estão acontecendo com o nosso povo parem, que possamos reconhecer e compreender o que está causando-lhes, e possamos arrancá-lo, elevando-se acima com uma conexão de amor. Que possamos fazer isso com sucesso!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 10/08/16

 

Ynet: “A Linha Tênue Entre Amor E Ódio”


Tishá B’Av [o dia 9 de Av] é a expressão direta e mais próxima da clara conexão entre o ódio infundado entre a nação de Israel e a destruição, mas não é a única coisa. Enquanto existir o ódio, a destruição vai continuar a nos assombrar. Na véspera do dia 9 de Av vamos tomar um minuto e parar nossa perseguição diária e nos reunir em um balanço conjunto. Usando livros da Cabalá e a orientação fornecida por nossos professores espirituais, os Cabalistas, podemos aprender a amar novamente.

“Cinco coisas aconteceram no dia 9 de Av: nossos antepassados ouviram pela primeira vez que não iam entrar na terra de Israel, o primeiro e o segundo Templos foram destruídos e a cidade de Beitar foi conquistada e pilhada. Quando chega o Av nós diminuímos a alegria”. (Talmud Bavli, Masechet Ta’anit).

A véspera do dia 9 de Av é o final das três semanas dos dias de Bein Hameitzarim (os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av). É um símbolo da destruição do segundo Templo para muitos, mas um breve olhar em nossos livros de história revela a verdade surpreendente que o Templo e a sua destruição não importa tanto quanto o imenso ódio infundado entre os judeus em Jerusalém na época. O ódio era tão profundo que é a raiz de todas as destruições e o sofrimento da nação de Israel ao longo da história.

Não só a destruição do primeiro e segundo Templos ocorreu no dia 9 de Av; muitos outros desastres também ocorreram: as tábuas dos Dez Mandamentos foram quebradas nesta data, Jerusalém foi conquistada e destruída pelos romanos e Bar-Kochba e dezenas de milhares de seus seguidores foram mortos na cidade. Em tempos posteriores, os judeus da Inglaterra foram expulsos em 1290, os judeus da França em 1306, os judeus da Espanha foram expulsos em 1492, e durante o Holocausto ocorreu uma maciça deportação de judeus para os campos da morte nesta data.

Qual É A Raiz Do Ódio Infundado?

O ódio infundado é parte natural do desenvolvimento da humanidade. De acordo com a Cabalá, “o coração do homem é mau desde a sua juventude”, e a força negativa e egoísta cresce e nos separa continuamente. Para evitar eventos destrutivos adicionais e construir o amor fraterno, temos que adicionar a força positiva neste processo que irá equilibrar a força negativa do ego. A força positiva é a força da conexão, uma força que existe na natureza, embora esteja oculta. No entanto, diferente da força do ego que se desenvolve naturalmente, a força positiva é criada somente por nossos esforços. Uma vez que começamos a fazer esforços para construir pontes no fosso entre nós e nos aproximar uns dos outros, para estreitar as conexões entre nós nos elevando acima de todas as nossas diferenças, sem tentar desfocá-las, nós iremos estimular a força positiva que está escondida na natureza.

Enquanto nós negligenciarmos tratar o nosso ego, ele só continuará crescendo até entrar em erupção sob a forma de rejeição mútua e ódio amargo que trará outro desastre para nós, para que despertemos e voltemos ao caminho certo. Isto é o que aconteceu com os filhos de Israel quando saíram do Egito. O egoísmo cresceu em novas dimensões e os arrastou ao ódio infundado, a fúteis conflitos internos e às intermináveis contas pessoais. Sob o ataque de pensamentos de ódio, decorrentes da raiz do Monte Sinai, os filhos de Israel foram obrigados a se unir como um homem em um só coração. A condição com que eles foram confrontados no sopé da montanha era clara: ou vocês se unem ou este será o lugar do seu enterro. A grande tensão entre as rejeições mútuas que eles sentiram e a necessidade da garantia mútua gerou a necessidade do método de conexão.

Foi Moisés, o líder da nação, que foi confrontado com a demanda do povo para se conectar. Ele subiu ao topo da montanha e recebeu a Tora: os meios para estimular a força de conexão entre as pessoas. Mas a nação de Israel escolheu a separação e o ódio em vez de se preparar para o momento sublime da recepção da Torá.

“Enquanto Moisés estava com eles, ele os uniu e conectou enquanto a assembleia de Israel abaixo era como um homem em um só coração. Eles eram como uma parede forte contra as forças externas, que não podiam penetrar o todo de Israel, mas somente quando há uma rachadura no muro de Israel (“Shmuel Shem“).

Os filhos de Israel usaram a pequena rachadura nas relações entre eles e preferiram construir o bezerro de ouro, um símbolo da adoração do ego, que cultiva a concorrência e a perseguição brutal de conquistas em detrimento dos outros. Quando Moisés desceu e voltou ao povo, ficou surpreso ao descobrir quão longe as pessoas se afastaram da meta, para a qual foram feitas, e quebrou as tábuas, os valores de unidade e garantia mútua, como expressão de seus sentimentos.

“Após o evento com o bezerro, os filhos de Israel perderam o nível de conexão em que estavam e precisaram se reconectar (“Shmuel Shem”). Só quando decidiram fazer um pacto e aceitar a unidade como o valor mais alto foram dignos de receber a Torá.

“A ideia principal baseia-se na unidade da Torá, e quando eles receberam a Torá, imediatamente se sentiram responsáveis uns pelos outros, é claro (Likutei Halachot). Graças a isso, as segundas tábuas dos Dez Mandamentos não foram quebradas. Tendo o método de conexão, nós continuamos a conquistar a terra de Israel com maior conexão e amor e depois construímos os dois Templos. “É pelo Templo que nos tornamos uma nação, e quando fomos divididos, o lugar da unidade de Israel foi destruído, e foi por causa do ódio infundado que a cidade e o Templo foram destruídos”. (O Maharal de Praga).

A Destruição Nunca Terminou

O dia 9 de Av, como um lembrete de nossa preferência equivocada de nos desenvolver ao longo do estreito caminho egoísta em vez do amor aos outros, está se tornando cada vez mais relevante. Enquanto o ego continua a crescer e inchar, ele nutre o ódio infundado e destrói as relações entre nós, e então “fomos ordenados a reforçar a unidade entre nós em cada geração (Sefer Hatoda’a).

O mundo hoje está em uma crise profunda em todos os aspectos da vida e a incerteza quanto ao futuro é tão grande que uma terceira guerra mundial pode irromper, e nós temos que continuar do ponto onde paramos. O bezerro de ouro é agora revelado a todos e a decepção que ele traz nos leva à beira de um abismo. “Todos os problemas e sua finalidade é fornecer à pessoa razões mentais para que ela sinta pena sobre a destruição do Templo espiritual em seu coração, que é o caminho para a redenção” (Michtav Me’Eliyahu). Apesar dos momentos de sucesso que tivemos ao longo dos dois mil anos de exílio, ainda estamos enfrentando uma montanha de ódio e somos obrigados a tomar uma decisão e escolher o bem.

Nós temos que reconhecer o egoísmo como uma doença que nos rói por dentro e nos prepara para receber a Luz da Torá. “Assim como os sábios disseram (Masechet Kiddushin): ‘Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero’, que se refere à Luz na Torá que Reforma”, como Baal HaSulam diz. A força da conexão na Torá pode iluminar toda a escuridão e lugares escondidos em nossos relacionamentos, remendar as conexões que foram quebradas e nos dar uma boa sensação de plenitude e eternidade. Só então “uma grande Luz sairá da escuridão, a maldição se transformará em bênção e a destruição do Templo se transformará em sua construção” (O Santo SHEL”A).

Assim, é especificamente em nossos tempos que o melhor remédio é revelado, o método de conexão, a sabedoria da Cabalá. Isso explica por que a nossa natureza egoísta e impotência nos dominam, e ao mesmo tempo, nos permitem evocar a força positiva escondida na conexão correta entre nós e pode, portanto, nos ajudar a evitar os problemas à espreita ao virar da esquina. “A profundidade do mal é uma boa profundidade, a profundidade do ódio é a profundidade do amor e se formos destruídos pelo ódio infundado, seremos reconstruídos pelo amor infundado (“Orot HaKodesh“).

Do artigo no Ynet 11/08/16

Esteja Preparado Para O Dia Nove De Av

laitman_293Comentário: O dia 9 de Av é um dia trágico na história judaica, quando o Templo foi destruído, quando o Monte do Templo foi destruído, e quando os judeus foram expulsos da Inglaterra, França e Espanha. O primeiro gueto foi fundado no dia 9 de Av. E foi no dia 9  de Av que os judeus foram retirados do Gueto de Varsóvia para serem mortos.

Resposta: Esta é uma data crítica. Hoje, o maior egoísmo está sendo revelado, ou seja, o atributo negativo dos seres humanos, que é oposto à força natural positiva, que chamamos de natureza ou Criador. É o atributo positivo que devemos expor e revelar.

Uma pessoa armada com o conhecimento vê com antecedência o que é permitido e o que é proibido, onde pode pisar e onde não deve. Assim, ela passa com mais facilidade pelas mesmas situações que uma pessoa que não tem nenhuma informação.

Embora ela possa gastar muito tempo estudando e se desenvolvendo em aprender a sentir o perigo, vale a pena, porque, no final, ela avança de uma forma normal. Ela entende que deve resistir ao seu ego, e sabe como combatê-lo. Ela sabe que é necessário estudar sistematicamente sobre si mesma em um grupo com os outros o que aprendemos com a sabedoria da Cabalá.

Assim, nós podemos superar todos os problemas que devem ser revelados dentro de nós em uma ordem pré-determinada, porque se eles não são revelados, eles estão em ocultação e é impossível corrigi-los.

Se nos preparamos adequadamente para esses problemas com antecedência, eles são revelados a nós na medida em que queremos e em um ritmo que somos capazes de corrigi-los. No entanto, se não estamos preparados para eles, eles ocorrem na forma de desastres como Holocausto, expulsão, pogroms e outros problemas.

É assim que sempre acontece. Portanto, a sabedoria da Cabalá nos adverte e diz que temos que avançar conscientemente, cada vez mais fortemente conectados uns aos outros. Na verdade, não estamos conectados a todos, e estamos ficando ainda mais distantes e cada vez mais divididos a cada dia.

Há grandes círculos em Israel que estão dividindo a nação e dando um exemplo de oposição aos outros. Eles funcionam apenas para seu próprio benefício, não em prol do Estado ou do povo. Infelizmente, tudo isso está nos levando para outro desastre, e estamos nos aproximando de acontecimentos desagradáveis, enquanto que nós, de acordo com a sabedoria da Cabalá, apesar da nossa separação, do imenso egoísmo que sempre reside em nós e cresce constantemente, devemos nos unir, apesar de tudo e acima de tudo, como está escrito: “o amor cobre todas as transgressões”. Ele não vai corrigi-las, mas cobri-las.

Nós não precisamos prestar atenção ao fato de que temos esses motivos negativos entre nós. Isso é natural como a nação mais desenvolvida, mas, apesar de tudo, temos que nos aproximar.

Existe um método para se aproximar, que a sabedoria da Cabalá explica de forma precisa, e nós temos que implementá-lo.

Pergunta: A preparação para uma possível queda no dia 9 de Av é que quando a queda vem ela possa ser imediatamente coberta por amor?

Resposta: Sim, uma semana depois do dia 9 de Av é o dia do amor, porque de acordo com o plano da criação, depois de todos os problemas, chegamos à unidade e amor.

Está basicamente em nossas mãos, e eu espero que as pessoas que estão longe da sabedoria da Cabalá, incluindo aquelas que se opõem a ela, ainda entendam que o método de unidade está nessa sabedoria. Nós temos que tomá-lo sobre nós mesmos para realizá-lo e mostrá-lo a todo o mundo. Somente assim o mundo chegará à paz e tranquilidade.

Vamos esperar que possamos construir em nossos corações, entre nós, em nossa boa unidade, o que chamamos de Terceiro Templo e revelar o Criador nele, a força do amor entre nós.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 10/08/16

Facebook “Omitiu” Israel Dos Jogos Olímpicos

laitman_566_02Comentário: A rede social Facebook foi acusada de preconceito em relação a Israel após a sua colocação – não em ordem alfabética, mas depois do Zimbawe e com a bandeira do país faltando – em uma página especial dedicada à abertura dos Jogos Olímpicos no Rio De Janeiro. A bandeira foi adicionada após o Comitê Olímpico de Israel se queixar ao Facebook. Parece que Israel está recebendo uma atitude negativa de todos os lados.

Resposta: Essa não é uma atitude negativa, mas ódio, e vai continuar até que nós reconheçamos a nossa obrigação para com o mundo, “para ser uma Luz para as nações” (Isaías 49: 6). Isso significa que devemos ser um exemplo para o mundo da capacidade de se unir.

O povo de Israel é o mais egoísta e, portanto, o mais separado e espalhado. Mas o método de unificação só existe com a gente e o mundo está inconscientemente esperando por ele. Por enquanto, os Estados Unidos nos apoiam, mas os judeus nos Estados Unidos estão se tornando cada vez mais distantes de Israel e, em breve, o governo americano vai ser capaz de colocar pressão sobre nós como quiser.

Quando isso acontecer, não seremos capazes de permanecer mais aqui, como Baal HaSulam escreve, se é que haverá um lugar para nós irmos. Portanto, não vamos voltar aos tempos da “destruição do Templo”.

Nova Vida # 594 – Tisha B’Av – Da Destruição Á Felicidade

Nova Vida # 594 – Tisha B’Av – Da Destruição À Felicidade
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

A geração mais jovem não encontra uma conexão entre ela e eventos que aconteceram milhares de anos atrás, mas eles devem entender que o significado dos feriados não está ligado à história, mas ao que acontece à medida que a natureza evolui.

Resumo

Uma pessoa muito especial viveu 5775 anos atrás, a primeira a descobrir o sistema de orientação que gerencia tudo. Seus alunos a seguiram e isso continuou por gerações depois dela. Todo mundo procurou e descobriu Deus. Cerca de 3500 anos atrás, na antiga Babilônia, algo único aconteceu. As pessoas tentaram construir a Torre de Babel, que simbolizava a intensificação do ego.

Abrão ben Tera, que se tornou o nosso patriarca Abraão, começou a explorar a situação e ensinou aos seus discípulos como transcender essa intensificação do ego, o egoísmo que nos separa, para que pudéssemos construir uma conexão acima dele, porque no espaço entre o ódio e o amor, a força superior é descoberta.

Abraão tentou explicar isso a todos, mas a maioria não deu ouvidos. Quem lhe deu ouvidos tornou-se o povo de Israel. O grupo de Abraão foi para a terra de Canaã. O resto dos babilônios se espalhou por toda a face da Terra. O grupo de Abraão desceu ao Egito, voltou e recebeu a Torá de Moisés, que é o método de conexão.

A conexão que eles construíram acima de todo o ódio que descobriram entre si foi chamada de Beit HaMikdash (o Primeiro Templo): o Kli de amor. Logo depois de terem alcançado o cume dessa conexão, eles começaram a descer, e as relações entre si se deterioraram novamente. A separação os levou ao exílio. Contudo, no final do processo, é dito que todas as pessoas vão chegar à conexão perfeita. O sistema de gestão age de acordo com leis permanentes, e o calendário indica as forças que agem a qualquer hora e data.

Há um período que não é bom:  o período das “Três Semanas”, do décimo sétimo dia de Tammuz ao Tishá Be Av. Neste período, o poder do egoísmo domina o mundo. Maus e bons momentos são definidos pela natureza, mas a humanidade tem a capacidade de transcender e dominá-los. Durante os anos de exílio nós fomos espalhados entre as nações; nós causamos o desenvolvimento das religiões, comércio, cultura e muito mais. Nós absorvemos formas de egoísmo das nações do mundo que não estavam em nós. Hoje a nossa tarefa é se tornar conectado e conectar todos.

A construção de uma conexão de amor é a construção do terceiro Beit HaMikdash. Assim, os dias de luto vão se transformar em dias de felicidade. A sabedoria da Cabala explica especificamente como nós, tendo o maior egoísmo no mundo, podemos construir uma conexão. Então, por meio da pequena nação de Israel, como se através do buraco de uma agulha, a abundância passará a todos os habitantes do mundo.

De KabTV “Nova Vida # 594 – Tisha B’Av – Da Destruição À Felicidade”, 05/07/15

Ynet: “Sempre Seguindo O Livro”


Um artigo da minha coluna no Ynet: “Seguindo Sempre o Livro”

Através de frases, palavras e letras codificadas nos livros de Cabalá, os Cabalistas nos abriram a passagem para uma nova dimensão, por meio da qual podemos entrar na história de nossas vidas e afetar positivamente os eventos. A Semana Do Livro Hebraico, realizada recentemente, é uma boa oportunidade para realizar uma viagem mágica seguindo os livros que moldaram a nossa nação.

Não é sem razão que a nação de Israel é chamada de “A Nação do Livro”. Sempre – os livros têm sido uma parte integrante do nosso modo de vida, um dos principais meios que acompanham nossas vidas ao longo dos anos do nosso desenvolvimento como nação, como sociedade e país.

Isso não se refere à literatura que entrou em cena apenas centenas de anos atrás, e que está morrendo conforme os desenvolvimentos tecnológicos penetraram nossas vidas, mas a diferentes tipos de livros: livros de Cabalá, Livros Sagrados, também chamados de “linguagem distinta, diferente, especial”.

Os livros sagrados, como a Bíblia, o Talmude, O Livro do Zohar e o Midrash não lidam com regras de ética e não são contos populares. Eles nos falam sobre um mundo espiritual especial. Além da grande sabedoria que flui destes livros, eles também contêm uma força especial, um verdadeiro tesouro, que pode satisfazer tudo o que desejamos, responder a cada pergunta que temos e, especialmente, dar sentido às nossas vidas. Mas muito poucos sabem como descobrir esse tesouro. Aqueles que o descobrem são os Cabalistas.

Os Cabalistas são pessoas comuns que têm um grande desejo de descobrir as razões para o que está acontecendo em nossa vida e o que o nosso destino nos reserva, e eles foram os primeiros a penetrar nos bastidores do nosso mundo. Eles descobriram que existe uma força de amor e doação na realidade, cujo único objetivo é nos trazer a esse estado sublime, para estarmos unidos em amor e doação como essa própria força.

Eles descreveram como alcançar isso em seus livros, a orientação detalhada e os sentimentos maravilhosos que tiveram, para que possamos usá-la. Assim, nós também podemos ler sobre essa força sublime, sobre o “autor” que escreve a história de nossas vidas, e aprender a mudar as nossas vidas para melhor.

O Livro da História Humana

O primeiro a sentir os dois mundos, a natureza do mundo que nos rodeia e a natureza do mundo superior, foi Adam HaRishon (o primeiro homem), que a descreveu no primeiro livro de Cabalá que ele escreveu chamado O Anjo Raziel“Raz” a linguagem secreta, ou seja, a revelação dos segredos da criação.

O livro inclui desenhos interessantes, e a pessoa que o lê em profundidade percebe imediatamente que ele não foi um homem primitivo que caçava mamutes que escreveu este livro, mas um grande Cabalista que nos fala sobre a alma unida chamada Adão, sobre a sua quebra em milhares de almas individuais de toda a humanidade, e sobre a sua futura conexão em que elas vão se reunir em uma só alma.

Dezenas de livros foram escritos por centenas de Cabalistas, mas o livro mais notável desde o livro de Adão é atribuído a Abraão. Abraão não tinha a intenção de escrever um livro, mas o Sefer Yetzirah (Livro da Criação) foi basicamente uma lista das principais leis de como o mundo espiritual opera. Embora o Sefer Yetzirah seja muito especial, ele ainda é muito difícil de entender e está anos-luz de distância de nós. É graças ao Sefer Yetzirah e ao método de conexão entre as pessoas, que ele desenvolveu, que a nação de Israel cresceu e começou a aspirar à espiritualidade. Várias gerações depois, Moisés, o grande Cabalista, continuou a liderar a nação.

O Livro dos Livros

A revelação espiritual de Moisés lhe deu o poder de tirar os filhos de Israel do Egito, e liderá-los no deserto por quarenta anos, até que eles chegaram às fronteiras da Terra Prometida de Israel.

Ele descreve o método atualizado para a sua geração em seu livro chamado a Torá, como na Luz [Ohr]. Em outras palavras, ele ensina como entrar no mundo espiritual com a Luz, a força divina. Ao utilizar esse livro, cada pessoa pode revelar a imagem da criação e construir sua vida em direção ao objetivo final.

Embora a Torá seja escrita como uma narrativa histórica sobre o êxodo da nação de Israel do Egito, ela é, de fato, é a descrição da saída de uma pessoa do seu estado corporal humilde chamado Egito, e sua ascensão a um estado espiritual chamado de “Terra de Israel”. Rabi Shimon Bar Yochai disse: “Ai do homem que diz que a Torá era para contar uma história simples e um conto popular. Se a Torá fosse para contar um conto histórico, até mesmo os líderes do mundo são melhores nisso. Tudo o que está na Torá é realmente eventos superiores e segredos superiores” (O Livro do Zohar). Moisés usou a linguagem chamada de “linguagem dos ramos” – os nomes de objetos, sentimentos e ações do nosso mundo, mas com isso ele se referia às raízes do mundo superior, às forças superiores ocultas, às entradas e saídas das forças da natureza e até mesmo os seus efeitos destrutivos.

Se olharmos para a Torá não através da sua casca exterior, veremos uma imagem totalmente diferente, separada da realidade deste mundo. Em vez de figuras humanas, como Moisés e o Faraó, animais e pessoas diferentes, veremos as forças espirituais que operam em nós, e seremos gradualmente capazes de usá-las para ascender espiritualmente. A chave para decifrar a Torá está, na verdade, nos livros de Cabalá, no Livro do Zohar.

O Livro

O Livro do Zohar ou como os Cabalistas o chamam, “O Livro”, explica os cinco livros da Torá e nos diz exatamente o que Moisés queria dizer. É o livro básico e mais importante na sabedoria da Cabalá. Rabi Shimon Bar Yochai, o Rashbi, autor do Zohar, foi o primeiro Cabalista que descreveu como nossos pensamentos e nossas reações à força que opera em nós de Cima sobem de volta ao mundo superior, operam nele, e, portanto, afetam todos os  eventos futuros que descem até nós.

Antes de escrever O Livro, o Rashbi reuniu um grupo de dez estudantes em torno dele, “uma dezena”, já que “a Torá só pode ser adquirida em um grupo” (Talmude Babilônico). A alma de cada estudante correspondia a um determinado atributo espiritual no mundo superior. Quando eles se conectaram em uma só alma, eles estavam totalmente compatíveis com as Dez Sefirot, toda a estrutura que existe no mundo espiritual. A verdadeira conexão entre esses atributos levou à revelação da Luz do Zohar superior entre os dez alunos.

“E o rabino Shimon costumava revelar os segredos da Torá e os amigos ouviam sua voz e respondiam a ele em uma conexão, cada um respondendo a sua parte”, (Ramchal, “Adir Ba Meromim“). Como cada um dos amigos representa um atributo do mundo espiritual, a sua história que todo o Livro do Zohar conta, é na verdade a descrição da forma como esses atributos espirituais descem ao nosso mundo; como essas dez forças conduzem esse mundo; como cada pessoa pode usar essas forças para o seu próprio bem e para o bem dos outros.

A Árvore da Vida

Mil e trezentos anos depois, o ARI recebeu O Livro do Zohar. Ele recebeu permissão para renovar o método que existia desde os dias de Adão. Ele absorveu toda a informação Cabalística desde o tempo de Adão, processou-a, e reescreveu-a para que o método para indivíduos se tornasse um método adequado às massas. Todas as fontes que ele absorveu e ensinou em Safed foram posteriormente publicadas como A Árvore da Vida, um livro que ensina o caminho para o mundo espiritual e explica como podemos subir e alcançar eternidade e plenitude. Ele também fala sobre o que muitos são fascinados: as reencarnações. Ler e estudar livros do ARI eleva imediatamente a pessoa acima do nível do nosso mundo.

Além da Árvore da Vida, o ARI escreveu vinte outros livros onde apresenta todas as leis da criação usando um método científico inovador claro. Na introdução de seu livro, ele diz que visto que o método foi estabelecido, qualquer pessoa pode estudar a Cabalá, que o próprio desejo é o único critério para saber se uma pessoa pode entrar no mundo espiritual, e assim, com a ciência da Cabalá, que ele desenvolveu para sua geração, qualquer pessoa que tenha o desejo de alcançar o objetivo da criação, independentemente de idade, sexo ou nacionalidade, pode fazê-lo. De fato, após o tempo do ARI muitos começaram a se abrir para a Cabalá e subir a escada espiritual para o mundo superior.

A Escada

Por fim, tanto o Livro do Zohar como os livros do ARI não foram destinados para o estudo sistemático da Cabalá às massas. Embora a Cabalá seja uma ciência, não havia nenhum livro adequado para estudá-la até o nosso século. O maior Cabalista do século XX, Rav Yehuda Ashlag, chamado de Baal HaSulam depois do Comentário Sulam que ele escreveu para O Livro do Zohar, surgiu para preencher a lacuna na literatura Cabalista. Ele também explicou todos os livros do Ari e compilou-os no Estudo das Dez Sefirot, que é o principal livro de Cabalá do nosso tempo.

O Estudo das Dez Sefirot inclui tudo, tudo que os Cabalistas que o precederam escreveram ao longo de milhares de gerações: Adão, Abraão, Moisés, Rabi Shimon Bar Yochai e ARI. Ele incluiu muitos escritos hassídicos e escritos de Cabalistas contemporâneos e até mesmo se refere aos pontos de vista dos grandes filósofos do mundo, como Marx, Nietzsche, Locke, Darwin, Spinoza, Schopenhauer, e muitos outros.

Tudo o que precisamos saber sobre como criar o futuro que desejamos está nos escritos do Rav Yehuda Ashlag. “Estou feliz por ter nascido em uma geração onde é permitido divulgar a sabedoria da verdade”, diz o Baal HaSulam. “Se você me perguntar como eu sei que isso é permitido, vou responder que me foi dada permissão para revelar e explicar cada palavra. Isto não tem nada a ver com a ingenuidade do próprio sábio, mas com a situação da geração e, portanto, eu disse que fui premiado com a revelação da sabedoria por causa da minha geração”.

Uma Chamada para a Mudança

No final da Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, o Baal HaSulam pergunta, com razão, se a linguagem dos livros de Cabalá não é bem compreendida, “Portanto, devemos perguntar, por que então, os Cabalistas obrigam cada pessoa a estudar a sabedoria da Cabalá? Na verdade, há uma grande coisa nele, digna de ser publicado: “Há um maravilhoso e inestimável remédio para aqueles que se envolvem na sabedoria da Cabalá. Embora eles não entendam o que estão aprendendo, através do anseio e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as luzes que cercam suas almas…. Por isso, mesmo quando ele não tem os vasos, quando ele se envolve nesta sabedoria, mencionando os nomes das Luzes e os vasos relacionados à sua alma, elas imediatamente brilham sobre ele até certo ponto”.

No entanto, eles brilham para ela sem revestir o interior de sua alma, por falta de vasos capazes de recebê-las.

“No entanto, a iluminação que a pessoa recebe vez após vez durante o envolvimento atrai sobre si a graça do Alto, conferindo-lhe abundância de santidade e pureza, o que lhe aproxima muito de alcançar a perfeição” (As Cartas de Baal HaSulam).

Do Artigo no Ynet 16/06/16

O Mapa Genético Da Humanidade, Parte 2

laitman_553O Gene Perdido

Pergunta: Existe alguma coisa nos genes do DNA humano que seja do conhecimento da sabedoria da Cabalá, mas não para os geneticistas?

Resposta: Há uma carga espiritual adicional que permanece um mistério para uma pessoa normal.

Por exemplo, no povo judeu, em diferentes gerações, houve pessoas que não nasceram judias, mas aderiram à nação e se tornaram pessoas muito significativas nela, embora aparentemente não tivessem inicialmente genes judaicos. Houve muitos desses casos, especialmente nos tempos do Templo.

Consequentemente, essa informação não é necessariamente transmitida pelo corpo físico, pelos pais. Há uma parte da informação espiritual nela que leva ao desenvolvimento espiritual interior e obriga a pessoa a cumprir seu destino sem qualquer conexão com a casa dos pais.

Por exemplo, os pais do Rabi Akiva não eram judeus de nascimento e se converteram ao Judaísmo mais tarde. Mas isso não impediu que seu filho se tornasse um grande sábio judeu, um dos maiores na história de Israel. E de onde vem isso? Acontece que não podemos julgar o DNA espiritual, a raiz da alma, de acordo com o DNA material.

A raiz da alma é parte do sistema de Adam HaRishon. Adam não é uma pessoa, mas um sistema espiritual em que todos nós estamos incluídos pelos nossos desejos corrigidos. Então, todos nos unimos em um só corpo espiritual. Tal corpo espiritual, onde todas as partes estão em harmonia umas com as outras, é chamado de Adam, o primeiro homem.

Se cada pessoa corrige seus desejos e está pronta para se unir com os mesmos desejos corrigidos de outras pessoas, procurando se unir como irmãos em um só corpo, um desejo, então estamos todos conectados.

Assim, dentro dessa conexão nós sentimos o primeiro homem, Adam HaRishon, o desejo conjunto montado a partir de muitos desejos particulares. Cada um anulou o seu egoísmo e se conectou com os outros acima dele, a fim de estar com eles em um desejo, como em um só corpo.

Há tais almas, partes separadas de Adam, que muito aspiram a essa unidade, e elas são consideradas almas elevadas. E há aquelas que não estão muito ansiosas por isso, e mesmo aquelas que são completamente indiferentes a isso.

Tal gene espiritual, chamado Reshimo, está presente em todos os seres humanos no mundo, o desejo de unidade: positiva, negativa ou zero.

De KabTV “Nova Vida” 12/07/16

Karl Marx Sobre Os Judeus

laitman_626Comentário: Karl Marx escreveu em “Sobre a Questão Judaica”: “O dinheiro é o deus ciumento de Israel, em face do qual nenhum outro deus pode existir. O dinheiro humilha todos os deuses do homem – e os transforma em mercadorias. O dinheiro é o valor universal auto estabelecido de todas as coisas. Portanto, ele tem roubado todo o mundo – tanto o mundo dos homens como a natureza – de seu valor específico. O dinheiro é a essência alienada do trabalho do homem e de sua existência, e essa essência estranha o domina, e ele a adora.

“O deus dos judeus tornou-se secularizado e se tornou o deus do mundo. A letra de câmbio é o verdadeiro deus do judeu. Seu deus é apenas uma letra de câmbio ilusória. …

“O judaísmo não poderia criar um mundo novo; ele só poderia atrair as novas criações e condições do mundo para a esfera da sua atividade, porque a necessidade prática, cuja lógica é o auto interesse, é passiva e não se expande à vontade, mas se encontra ampliada como resultado do desenvolvimento contínuo das condições sociais. …

“Só então o Judaísmo poderia alcançar o domínio universal e transformar o homem alienado e a natureza alienada em objetos alienáveis e vendáveis ​​submetidos à escravidão da necessidade egoísta e à negociação.

“Vender [verausserung] é o aspecto prático da alienação [entausserung]. Assim como o homem, enquanto ele está no controle da religião, é capaz de objetivar sua natureza essencial apenas transformando-a em algo estranho, algo fantástico, de modo que sob o domínio da necessidade egoísta ele possa ser ativo na prática, e produzir objetos na prática, apenas colocando seus produtos, e sua atividade, sob o domínio de um ser estranho, e doando o significado de uma entidade estranha – o dinheiro – a eles.

“A emancipação social do judeu é a emancipação da sociedade do judaísmo“.

Pergunta: Como é possível culpar todo um povo e compará-lo ao resto dos povos?

Resposta: Como um estudioso, Karl Marx estava trabalhando de forma completamente lógica e mantinha corretamente que, especificamente entre os judeus, há traços característicos e o comportamento mais egoísta.

E não pode nem ser de outra forma, porque especificamente esse grupo de pessoas estava em um nível espiritual elevado no passado do qual caiu abaixo de todos com o seu egoísmo danificado. Isso é também o que é dito na Torá: se os judeus ascendem, eles ascendem mais do que ninguém. Mas se caem, caem abaixo de todos. Em absoluto, (valor absoluto), o seu ego é o maior!