Textos na Categoria 'Dezenas'

Encontre O Criador

947A essência da assembleia é que todos estejam em unidade e busquem um único propósito: encontrar o Criador. Em cada dezena está a Shechina [Divindade] (Maor VaShemesh. Parashat VaYechi).

Quando nos reunimos na dezena, devemos nos preocupar com o Kli (vaso) no qual o Criador se revela, e não com a Sua revelação em si. Alcançar o Criador consiste em construir dentro de nós um estado no qual Ele certamente se revelará, pois Ele preenche tudo. Tudo o que precisamos é da base sobre a qual Ele possa se manifestar, nada mais.

Por exemplo, na escuridão do espaço sideral parece não haver luz. Mas se você colocar alguma barreira ali, verá que todo o espaço se inunda de luz, porque agora a luz tem algo contra o que se chocar, algo de onde refletir. Assim é em nosso estado: devemos pedir a criação do Kli (vaso), não a revelação do Criador.

Devemos prestar atenção a isso, pois então seremos direcionados com mais precisão para o que nos é exigido, o que depende de nós e o que devemos realizar, e o Criador se revelará imediatamente, automaticamente. Esta é uma lei da natureza.

Na medida em que criarmos condições adequadas para a Sua revelação, a propriedade do Criador se manifestará segundo a lei da equivalência de forma. Ou seja, se junto com os amigos eu criar uma propriedade mútua de doação, então, por meio disso, criaremos a condição para a revelação do Criador dentro de nós, entre nós.

A essência da assembleia é que todos estejam em unidade e busquem um único propósito: encontrar o Criador. Em cada dezena reside a Shechina [Divindade]. Certamente, se houver mais de dez, haverá mais revelação da Shechina

“Mais” está incorreto. HaVaYaH não inclui mais do que dez. É simplesmente dividido em dezenas fracionárias e específicas. Por “aumentar” não se entende uma quantidade numérica, mas sim a potência da unidade.

É muito importante saber que qualquer dezena ascende apenas através de uma unidade cada vez mais forte. Nosso sonho, nosso objetivo, é estar em uma dezena completa, uma que verdadeiramente consiste em dez indivíduos, que se desenvolve constantemente e, assim, ascende cada vez mais.

Da Convenção Internacional de Cabalá 05/09/19, Moldávia, Lição 0

A Dezena Como Um Cubo De Rubik

938.03Na multidão reside a glória do Rei”, conclui-se que quanto maior o número de pessoas no coletivo, mais eficaz é o seu poder. Em outras palavras, o coletivo produz uma atmosfera mais forte de grandeza e importância do Criador. Nesse momento, cada pessoa sente que considera tudo o que deseja fazer pela santidade, ou seja, doar ao Criador, como uma grande fortuna (Rabash, “A Agenda da Assembleia – 2”).

Tudo depende de quanto nós, no grupo, expressamos a importância do nosso objetivo, a importância de revelar o Criador e a importância de criar as condições para a Sua revelação. O principal é não esquecer isso e despertar constantemente em nós mesmos o fato de que o Criador é a luz que preenche tudo e que Ele se revela apenas na medida da nossa equivalência com Ele. Se atingirmos sequer 1% de semelhança, nessa mesma medida O revelaremos. E se houver 2% de semelhança, é essa a medida em que O revelaremos.

Portanto, por um lado, cada pessoa deve sentir que existe na dezena como um décimo dela. Por outro lado, deve sentir que é a Malchut dessa dezena e é responsável pelo desejo de toda a dezena.
Gradualmente, estudaremos todos os nossos papéis nessas dez partes, cada uma das quais moldará a alma comum, ou seja, desenvolverá qualidades adicionais dentro dela, e começaremos a sentir mais o Criador.

O quanto um embrião, ou mesmo uma criança pequena, sente o mundo? Falta-lhe os sentidos, as qualidades, para isso. Da mesma forma, devemos adquirir gradualmente a qualidade de cada Sefira e, assim, sentir o Criador cada vez mais intensamente. Ou seja, cada um de nós deve se posicionar como cada Sefira.

Assim, em diferentes combinações, em diferentes configurações, nos reuniremos e “giraremos” o Criador: em um estado, em outro, em um terceiro, como um Cubo de Rubik. Dessa forma, nos voltaremos uns em relação aos outros e revelaremos o Criador em transformações cada vez maiores.

Ao que parece, o que é uma dezena? Na verdade, revela-se uma infinita possibilidade de combinações de todas as qualidades e desejos, tanto do coração quanto da mente.

Da Convenção Internacional de Cabalá da Moldávia, 09/05/19, Lição 0

De Uma Semente Seca A Uma Árvore Frutífera

527Uma pessoa passa por vários estágios em seu desenvolvimento espiritual. Inicialmente, ela é como algo sem vida; junta-se a um grupo que começa a influenciá-la e a desenvolvê-la, mas ainda não é capaz de ações independentes e não entende onde realmente está.

Vários anos se passam dessa forma, até que percebem que há trabalho a ser feito e que precisam agir ativamente, esclarecendo constantemente a direção para a qual estão olhando. A partir desse momento, deixam de ser inanimados e se transformam em uma planta. Começam a crescer por conta própria, através do autocuidado, graças à conexão com os outros, seguindo os conselhos do mestre e com atenção ao caminho.

Eles procuram, por si mesmos, colocar-se sob a influência do ambiente, pois perceberam que este grupo não é meramente uma reunião de pessoas, mas que possui uma força interior especial, necessária ao seu desenvolvimento. Assim, tornam-se uma “planta” e começam a extrair forças do grupo, como do solo, para se integrarem ainda mais fortemente a ele. Compreendem que o fruto surge numa árvore madura, e a árvore só cresce se a pessoa se integrar ao grupo.

E à medida que crescem, desejam receber os frutos, que são conexão, amor, doação mútua e a revelação da força comum da doação na qual o Criador se revela. Tudo isso ainda está no nível vegetativo.

Mas existe também o nível animado, quando já são capazes de governar e assumir parte da responsabilidade pela conexão entre todos. Isso deixa de ser uma “árvore” enraizada em um só lugar e passiva em relação à pessoa que a cuida.

O grau humano dentro de uma pessoa é aquele que cuida da árvore. Contudo, o grau animado dentro de uma pessoa já não é apenas uma árvore, mas algo que se esforça para crescer e tenta participar ativamente de todo o sistema. A pessoa vê as falhas comuns e tenta corrigi-las. Ela vê não apenas como se corrigir e se integrar passivamente ao sistema, mas também como ajudar os outros, através dos quais se inclui nas conexões e correções gerais. Isso pode ser atribuído ao grau animado.

E depois há o grau humano, quando, de acordo com suas ações, ela já adere ao Criador. Descobre-se que o fundamento de todo o nosso desenvolvimento é o cuidado com a “árvore”.

Para começar, basta dividir a vida em material e espiritual. Ao mundo material deve-se dar o necessário — nada mais, nada menos. E ao trabalho espiritual — o resto, sem limitações.

Da Lição Diária de Cabalá 08/01/12, Rabash, Carta 46

Dois Pontos

527Eu devo criar um Kli para que o Criador possa preenchê-lo. Se recebo inspiração do Criador, isso não é mérito meu, mas Dele. Se recebo inspiração dos amigos, isso também não é mérito meu, mas deles.

Busco inspiração nos amigos. Eu, o insignificante que nada possui e é incapaz de se unir a eles ou desejar o Criador, recebo essa inspiração deles e ajo de acordo com ela. Eu mesmo adquiri essa inspiração.

Aqui, necessariamente, devem existir dois pontos: eu sou completamente anulado, um zero, o mais baixo dos baixos; contudo, recebi inspiração deles porque os exaltei aos meus olhos a uma grande altura. Então, a inspiração que recebi deles através do meu trabalho em relação a eles torna-se como Keter para mim, enquanto eu mesmo sou como Malchut. Aqui eu tenho como que um Reshimo de Hitlabshut e um Reshimo de Aviut. É assim que eu ajo. Não há outra maneira.

Se eu simplesmente me inspiro no Criador, é a inspiração Dele. E se eu simplesmente me inspiro em um amigo, é a inspiração do amigo. Como, então, ela se torna minha? Devem haver dois pontos aqui: eu, que não sou inspirado nem pelo Criador nem por qualquer outra coisa, agora me inspirei em um amigo.

Necessariamente, devem existir dois pontos. Onde está o ponto do meu “eu”? Como o revelarei se não agir de acordo com a regra de amar o próximo como a si mesmo?

Você demonstra grandeza aos seus amigos para que eles retribuam essa grandeza.

Pergunta: Por que, quando demonstro grandeza a eles, percebo ainda mais que eu mesmo sou incapaz dela?

Resposta: Você só poderá perceber que é incapaz se tentar isso com os amigos e, na prática, constatar que não consegue fazer nada. Em relação ao Criador, você não pode ver isso. Conclui-se que você deve receber tanto o ponto de Malchut quanto o ponto de Keter dos amigos, do grupo.

Da Lição Diária de Cabalá 11/01/26, Rabash, “A Agenda da Assembleia – 2”

Dois Extremos

938.01Como podemos imaginar o que é doar? Você faz parte de um grupo. Quando você está nele, dizem-lhe que amar seus amigos o levará a amar o Criador. Dar aos seus amigos o levará a dar ao Criador.

Por quê? Porque quando você age entre eles como se estivesse realmente no nível das almas, na correção final, você atrai para si a luz circundante do mundo superior (Ohr Makif).

O grau superior, ou seja, o grau mais elevado, chamado de “Partzuf superior”, mostra à pessoa um vislumbre da doação em uma forma que existe em um nível superior. Isso se manifesta em dois estágios. Primeiro, o grau superior mostra um pouco da luz que existe nele, do prazer que ele proporciona. Se você se sente inspirado por ele, o deseja, se sente atraído por ele, chamamos isso de ascensão.

Depois disso, ele lhe traz a descida e lhe dá uma leve noção de seus Kelim. E o que são seus Kelim? Seus Kelim são em prol da doação.

Essas duas impressões do exterior oferecem dois extremos. Que tipo de luz existe ali? Suponha que haja luz, mas não é exatamente isso que está lá. E que tipo de Kli existe ali? Então você percebe o quanto ama a luz e o quanto detesta aquele Kli.

Entre esses dois extremos, por meio de estudo e esforço, uma pessoa realiza uma série de ações e chega a um estado em que atinge o superior.

Da Lição Diária de Cabalá 07/01/26, Rabash “Sobre o Medo e a Alegria”

Sinta O Desejo Único

938.05Pergunta: Como se forma um estado de repouso na espiritualidade? O que devemos fazer nesses estados?

Resposta: Vocês devem estar conectados uns aos outros através da qualidade de doação mútua, de modo que cada pessoa sinta o cuidado que lhe é oferecido por toda a dezena, por todo o grupo. Isso é tudo.

Vocês sentirão que têm força ao se aproximarem um do outro e uma compreensão do propósito dessa proximidade. Isso reside no fato de que vocês sentirão seu único desejo e desejarão direcioná-lo ao Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 20/12/25, “Chanucá”

A Escolha Principal

938.01Pergunta: O milagre de Chanucá é o milagre da doação . Mas a interrupção no caminho espiritual parece mais com a decisão sobre o que queremos receber.

Em que momento fica claro para nós que foi precisamente a dezena que decidiu parar e escolher a direção correta?

Resposta: Quando nos conectamos em nosso desejo, formamos um Kli muito forte. E aqui, existe a oportunidade de variar. O que significa variar? De que maneira eu quero receber, o que eu quero receber e como?

Basta nos reunirmos e, cada um de nós, tentarmos determinar o que é mais importante em nosso movimento. O que pedimos ao Criador? De que maneira gostaríamos de receber Dele o que desejamos receber? Essa é a nossa principal escolha.

Penso que hoje estamos mais perto do que nunca de resolver o problema, unindo-nos como um só, mulheres e homens de todos os cantos do mundo, e sendo capazes de receber da luz superior aquela parte que nos preenche.

Da Lição Diária de Cabalá 20/12/25, Chanucá

Uma Transição Gradual

938.07Pergunta: Recentemente, na dezena, temos sentido cada vez mais a unidade e até mesmo a presença do Criador. Pode-se dizer que estamos em transição para o grau de revelação de Sua face? Essa transição ocorre gradualmente ou é um salto após o qual ficará claro para nós que jamais retornaremos à nossa insensatez?

Resposta: Isso acontece gradualmente até se tornar uma revelação do Criador. Então a pessoa compreende onde está agora.

Pergunta: A dezena precisa acompanhar essa revelação junta?

Resposta: Não necessariamente, mas todos devem se esforçar para isso.

Da Lição Diária de Cabalá, 12/11/25, Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Recompensa — Proximidade Com O Criador

945Pergunta: Quais são as ações na dezena que percebemos como recompensa e castigo?

Resposta: Aproximar-nos um do outro, apesar do afastamento mútuo, é a nossa recompensa. E vice-versa: não nos aproximarmos um do outro é a nosso castigo.

Uma recompensa é aproximar-se do Criador, compreendê-Lo e sentir que Ele está entre nós.

Da Lição Diária de Cabalá 07/12/25, Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Conexão De Qualidade

938.05Pergunta: Sabemos que quanto mais nos aproximamos de Lishma, maior a probabilidade de sermos ouvidos em todo o mundo. Na sua opinião, o que nos falta para influenciar o mundo todo com mais força: qualidade ou quantidade?

Resposta: Falta-nos qualidade para que a conexão entre nós se torne muito forte. Isso nos permitirá nos unir uns aos outros e nos fundir com a nossa fonte, o Criador, a fim de recebermos força Dele e, através da nossa conexão com os outros, canalizar essa força para o mundo inteiro.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 26/11/25, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot