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Sinais De Progresso No Caminho Espiritual

237Comentário: Toda vez que revelo o quanto sou mau, me sinto mal por isso.

Minha Resposta: Na verdade, não sabemos o que significa doar ou para onde estamos caminhando. Contudo, de acordo com o que me é revelado ao longo do caminho, percebo que estou avançando na direção da doação, em direção a algo oposto à minha natureza. Há sinais que me ajudam a compreender isso.

Não sei como estou progredindo. Também não sei como a luz circundante age sobre mim. Não sei por que algo muda e vem até mim, ou por quais esforços específicos isso acontece. Mas você vê que está acontecendo.

Sim, no momento, você não sabe quem ou o que está agindo sobre você, nem como isso está sendo feito. Talvez simplesmente lhe digam para se esforçar a fim de se manter ocupado, enquanto, ao mesmo tempo, o trabalho está sendo feito sobre você. Nada disso importa. O importante é que você perceba os sinais que aparecem ao longo do caminho: a revelação do mal, quando você percebe o desejo de receber como mal, sofre por causa dele e se envergonha dele. Embora depois você consiga lidar com isso e continue vivendo, ainda assim, há momentos em que você o sente como mal.

Com a sua mente, você compreende que é assim que se avança. Normalmente, após a revelação do mal e de estados semelhantes, você sente uma renovação tanto no desejo de doar quanto no desejo de receber. Novos discernimentos interiores (Avchanot) chegam a você, um em oposição ao outro. Você experimenta lampejos — uma nova compreensão, uma nova percepção, uma nova abordagem. Esses são precisamente os sinais.

Naturalmente, na próxima etapa, você novamente não sabe para onde está indo. Novamente fica confuso, e toda a sua inteligência e sabedoria anteriores não lhe ajudam em nada. Mas se você encarar o que está acontecendo como sinais, como se estivesse escrito em um manual de instruções que indicasse que é assim que deve ser, poderá se alegrar com isso.

Você não deve se alegrar por estar confuso, desesperado ou exausto, mas sim porque a verdade está lhe sendo revelada. Se você se alegrar com o estado em si, não desejará mais avançar e ficará sentado de braços cruzados, consumindo-se por dentro. Você nem sequer desejará se mover do lugar. Isso não é bom.

Não se trata de estar insatisfeito com seu estado atual, mas sim de ser grato por tê-lo alcançado, pois a partir dele você pode continuar avançando. Isso é um sinal de que você está no caminho certo. Mais tarde, isso se tornará o sofrimento do amor.

Ou seja, é preciso trabalhar com a mente, esclarecendo e analisando. Embora você ainda esteja sob o domínio do seu desejo de receber, começa a compreender o que é o desejo de doar em relação ao desejo de receber.

Se você começar a perceber isso, de certa forma você sofre por causa do seu desejo de receber; significa que naquele lugar a luz lhe foi revelada. Então, a diferença entre as qualidades da luz e as suas próprias qualidades desperta em você um sentimento de vergonha e sofrimento.

Portanto, é importante alegrar-se com os sinais que nos são revelados e ouvi-los.

Da Lição Diária de Cabalá 24/07/26, Rabash, “O que significa “Israel faz a vontade do Criador” na Obra”

Como Podemos Entrar Numa Disneylândia Espiritual?

760.1Comentário: Você diz que cada um tem seu próprio caminho.

Minha Resposta: Claro!

Pergunta: De que depende?

Resposta: Dentro da natureza global da humanidade, somos tão diferentes que, precisamente através da nossa futura conexão, criaremos uma estrutura universal chamada “Homem” (Adam).

Pergunta: Todos terão seu próprio lugar?

Resposta: Sim.

Pergunta: Todas as nações?

Resposta: Claro! Posso estar girando a uma velocidade tremenda, outros giram mais lentamente e outros ainda mais lentamente. É como no nosso corpo: existem sistemas que operam com velocidade e intensidade tremendas, enquanto outros funcionam muito mais lentamente. Podemos comparar as unhas das mãos e dos pés. As unhas das mãos crescem cerca de um milímetro por semana, enquanto as unhas dos pés crescem cerca de um milímetro por mês. Cada uma tem seu próprio ritmo, mesmo sendo aparentemente o mesmo tecido.

Comentário: No entanto, trata-se de um único organismo.

Minha Resposta: Sim.

Pergunta: Você mencionou o objetivo. Esse objetivo é o mesmo para todos ou não?

Resposta: O objetivo é o mesmo para todos. Mas quem realmente sabe qual é? Se soubéssemos que todos temos um objetivo em comum, concordaríamos uns com os outros. Começaríamos juntos a buscar como atingir esse objetivo.

Mas, em vez disso, sentimos que cada um tem o seu próprio egoísmo. O egoísmo nos divide e não nos permite sentir que todos devemos caminhar juntos em direção a um objetivo comum.

Pergunta: Podemos, mesmo assim, chegar a isso? Seremos conduzidos a esse objetivo ou não?

Resposta: Acho que isso precisa ser esclarecido internamente.

Pergunta: Qual é esse objetivo?

Resposta: O objetivo é muito simples: alcançar o sentido da vida.

Pergunta: E o que é isso?

Resposta: Qual o sentido da vida? É alcançar esse sentido.

Pergunta: Então surge a questão, e eu devo alcançá-lo?

Resposta: Quando alcanço o sentido da vida, sinto-me absolutamente realizado! Sei por que existo. Sei quem me governa, a quem devo recorrer, o que estou realizando a cada instante da minha existência e para onde estou indo. Novos horizontes se abrem diante de mim. Sinto-me como uma criança que entrou na Disneylândia. E tudo é incrível! Tudo é um conto de fadas! É assim que uma pessoa deve se sentir ao desvendar o plano do Criador.

Pergunta: Cada pessoa tem seu próprio sentido da vida, ou não?

Resposta: Cada um desfrutará individualmente, pois é assim que somos feitos. Mas cada um desfrutará pelo fato de estar constantemente se conectando com os outros. A revelação dessa “Disneylândia” espiritual vem do fato de revelarmos cada vez mais as conexões intrínsecas entre nós. E elas se revelarão precisamente como a conquista do mundo superior. É uma aventura séria.

Pergunta: Então você chegou à conclusão de que o objetivo de uma pessoa é alcançar o mundo superior?

Resposta: Sim.

Pergunta: Esse é o objetivo de uma pessoa?

Resposta: Sim.

Pergunta: E o que é o mundo superior? Estamos falando com pessoas que não estudam Cabalá. Simplificando, o que significa alcançar o mundo superior?

Resposta: Trata-se de alcançar a harmonia na interação de todas as forças completamente diferentes da natureza. E sentir essa harmonia ao observar como todos os problemas, ações, pensamentos, aspirações — tudo, em todos os tempos — se unem, e tudo se revela harmoniosamente interconectado, tão necessário um ao outro, que a revelação dessa harmonia é a revelação do pensamento da Criação, o plano do Criador.

Pergunta: E você fala constantemente sobre revelar relações harmoniosas entre as pessoas. Isso está incluído nisso?

Resposta: Claro! Naturalmente. Esse é o grau máximo de harmonia.

Pergunta: O grau mais elevado? O de que estamos todos harmoniosamente conectados?

Resposta: Sim.

Pergunta: E esse é o propósito da vida de uma pessoa — descobrir essa harmonia?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 08/07/26

Dê O Passo Certo

760.2É muito importante conhecermos todas as nossas qualidades e o caminho que devemos percorrer para exercer nossa verdadeira liberdade de escolha em prol do progresso espiritual. Afinal, se uma pessoa não se esforça para progredir, ela não avança.

Você tem um caminho muito estreito à sua frente, longo, mas estreito. Imagine que ele se encontra em um deserto onde você não consegue vê-lo. Ou, como se estivesse caminhando sobre a água, seu próximo passo é desconhecido e invisível. Com toda a força que você possui, deve escolher o “norte”, agarrar-se a ele e direcionar-se para o objetivo a cada passo que der. Então você dará o passo certo.

Caso contrário, você terá apenas a ilusão de estar avançando, quando na verdade não se trata de passos reais; são meramente percepções sensoriais, baseadas em seus sentidos animais. Você pode permanecer parado no mesmo lugar, girando em círculos por mil anos. Portanto, o método para alcançar o objetivo, de dar um passo de cada vez em direção a ele, de saber se você está realmente avançando ou apenas imaginando que está correndo enquanto, na verdade, está correndo no mesmo lugar, é o método da sabedoria da Cabalá.

Uma pessoa precisa ser capaz de enxergar o caminho, e isso se consegue de forma bastante simples: seus olhos precisam estar abertos para que ela veja verdadeiramente o deserto à sua frente, onde não há outra estrada além daquele único caminho. Além disso, cada pessoa tem seu próprio caminho individual; isso garante que ela não se perca, permite que ela veja tanto o objetivo final quanto a si mesma, e a capacita a saber como dar cada passo somente após examiná-lo previamente.

Se uma pessoa não fizer isso, a alma passará por encarnações sucessivas à medida que o tempo se esvai. Existimos abaixo do plano da vida espiritual e, portanto, podemos continuar girando em círculos por mais um milhão de anos; esse não é o ponto. Da perspectiva da espiritualidade, esta vida terrena não tem importância, pois por si só não traz nenhum benefício espiritual.

Os Cabalistas escrevem em seus artigos sobre as forças dentro de nossa alma e explicam como, ao usar as muitas qualidades opostas que existem dentro de nós, podemos escolher o caminho correto e realizar nossa liberdade de escolha.

Da Lição Diária de Cabalá 06/07/26, Rabash, “Quando se deve usar o orgulho no trabalho?”

De Grau Em Grau

527.01Cada grau espiritual determina o conteúdo (preenchimento) de uma pessoa: seu intelecto, sentimentos e habilidades. O que permanece inalterado em uma pessoa são as dez Sefirot primordiais, que são idênticas para todos.

Portanto, nunca é preciso se preocupar em preservar o que se possui atualmente ou permanecer em um estado específico, porque, além da estrutura constante da alma, todas as nossas realizações estão sujeitas à mudança.

Independentemente do nível de satisfação que eu possua atualmente, devo me esforçar para avançar de um nível para o outro o mais rápido possível, pois a cada nível superior receberei ainda mais prazer, tanto quantitativa quanto qualitativamente.

No entanto, para passar de um nível para outro, preciso me desapegar do nível anterior, desejar me esvaziar dele e me preparar para receber uma realização superior. E é exatamente aí que surge o problema. Se ainda estou preenchido pelo nível em que me encontro atualmente, como posso desejar uma realização superior? Ela me parece algo diferente, estranho e até mesmo oposto a mim, a tal ponto que simplesmente não consigo aceitá-la.

É como uma criança que quer brincar e aproveitar o que lhe parece bom, enquanto seus pais  a obrigam a mudar, a trabalhar duro, e lhe dizem: “Veja, você precisa se tornar assim, agir dessa maneira, isso é bom para você.”

Mas a criança não vê nem sente que estudar por vinte anos, adquirir uma profissão e depois trabalhar seja bom para ela. Os pais veem isso como algo bom, mas não entendem a vida do filho porque a vida dele consiste em brincadeiras, pelas quais eles não têm o menor interesse.

Assim é conosco em cada grau em relação ao superior. Aliás, é ainda mais evidente porque, na espiritualidade, a diferença entre os graus é uma oposição genuína. Nada do grau inferior é adequado ao superior. Tudo precisa ser renovado.

A dificuldade da ascensão espiritual reside precisamente nisto. Cada grau superior é percebido pelo inferior como algo indesejável, incompreensível e contrário à sua natureza. Portanto, a transição de um grau para outro requer a disposição de renunciar àquilo que parece certo, verdadeiro e gratificante no presente, a fim de receber algo que ainda não pode ser apreciado a partir da perspectiva do estado atual.

Da Lição Diária de Cabalá 24/05/26, Rabash, “O que é um dilúvio na Obra?”

Receba Um Palácio Em Vez De Um Quarto

252Pergunta: No caminho espiritual, uma pessoa descobre, repetidamente, que quando pede algo específico, recebe algo completamente diferente.

Resposta: Mesmo que eu esteja envolvido no trabalho espiritual, digamos, no grau “ X ”, então para mim, “ X + 1” é igual ao infinito. Não sou capaz de fazer, pensar ou sentir nada que pertença a esse grau. Não tenho filtro; meu desejo no grau X + 1 é uma Klipa. Como posso pegar esses desejos e querer o oposto dentro deles? Parece-me antinatural; não corresponde à minha natureza.

Imagine que você agora vive, tem um quarto e algumas roupas. Renunciar a tudo isso agora significa abrir mão de tudo, desistir do seu quarto, das suas roupas, e se contentar apenas com uma calça e uma camisa. Há pessoas que vivem assim. Você nem precisaria mais do quarto. Seria capaz de abrir mão de tudo.

Agora, digamos que você tenha feito essa correção e, em vez de um quarto, receba um bom apartamento, cheio de todo tipo de conforto e coisas boas. Seu carro está estacionado do lado de fora do prédio. Mas lhe dizem: “Tudo o que você precisa é de uma camisa e uma calça. Por que precisa de tudo isso? Por que precisa de um apartamento tão grande? Há bastante espaço no quintal. Desista”.

Em outras palavras, repetidamente, você se encontra em um estado em que não tem forças para realizar correções e nenhuma possibilidade de pedir que essas correções venham até você.

Pergunta: Mas você não poderia dizer: “Abri mão do apartamento e agora recebi um palácio em troca?”

Resposta: Não. O fato de você ter desistido do apartamento é verdade. Posteriormente, você recebe um palácio. Mas, como o recebe na linha esquerda (desejos não corrigidos), sente que esse palácio lhe faz mal. Se você simplesmente desfrutasse do palácio, desceria às Klipot, esqueceria a Cabalá e o propósito da criação.

Na luz circundante, você revela o que este palácio realmente é. Ele não se apresenta como um prazer ainda maior. Do contrário, todos abririam mão de algo pequeno para receber algo maior.

O trabalho espiritual nunca é um caminho direto para a correção. Não temos absolutamente nenhuma abordagem direta para isso. Em nosso trabalho, tudo acontece indiretamente.

Tenho a possibilidade de evocar isso, de ser a sua causa. Mas o trabalho em si é feito de cima. É por isso que é uma questão tão complexa. Não sinto que estou trabalhando porque não estou trabalhando diretamente na correção. Não sinto que o Criador se relacione comigo de forma direta, mas sempre por meio de revelações desagradáveis ​​e difíceis. Às vezes há revelações agradáveis, mas apenas para me dar força.

Uma pessoa que trabalha corretamente e realmente progride sente revelações e uma pequena iluminação apenas por um curtíssimo período. Essas iluminações que lhe mostram algo se manifestam por momentos muito breves, digamos, cinco minutos por dia. No restante do tempo, ela trabalha com esforço. E isso traz benefícios até que o próprio esforço se transforme em luz.

Se o esforço for verdadeiramente em prol da doação, haverá luz, haverá prazer no próprio esforço. Nesse caso, esse esforço se reveste da luz de Hochma.

Basta considerarmos o quanto somos opostos à doação, em nossos Kelim, em nossa preparação, em nossas sensações e em nossos pensamentos. Veja como, através das Klipot, somos atraídos para a correção.

Da Lição Diária de Cabalá 02/05/2026, Rabash, “O que são Estandartes na Obra?”

Duas Fases De Avanço

234Pergunta: Por que algumas coisas acontecem primeiro no mundo material e só depois no mundo espiritual, enquanto em outros casos ocorre o contrário?

Resposta: Tudo o que pertence à “fase de preparação”, anterior à entrada no mundo espiritual, primeiro assume uma forma material e depois chega o momento de sua realização interior.

Uma pessoa passa por duas fases. Ela nasce como um animal e, a partir do momento em que o “ponto no coração” é implantado nela, começamos a contar sua vida “humana”; a palavra “homem – Adam vem da palavra “Adameh“, que significa “Eu me tornarei como o superior”. É uma aspiração que nasce do ponto no coração.

Se, ao longo de todas as suas encarnações anteriores, ela existiu neste mundo meramente como matéria, sem um ponto no coração, adquirindo desejos por dinheiro, honra e conhecimento, isso é completamente normal e natural. Mas nada disso importa. Há uma certa “justificativa” para isso, mas não tem nada a ver com o progresso espiritual individual de uma pessoa.

O desenvolvimento pessoal começa no momento em que ela sente seu “ponto no coração”. A partir desse momento, seu trabalho é chamado de “tempo de preparação para entrar na espiritualidade”.

A fase preparatória pode durar 10, 15 ou até 20 anos, ou pode levar 5 anos, e até mesmo, como Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, apenas 3 anos. Depende dos esforços da pessoa. Pode ser que ela alcance algum progresso e depois morra até a próxima reencarnação. E quem sabe o que acontecerá nesta nova encarnação? Tudo depende de seus esforços. Se tiver sorte, ela se juntará ao grupo e acelerará seu progresso; se não, não.

Diz-se que tudo depende da “sorte” (Mazal). “Mazal” vem da palavra “Nozel” – fluindo. Quanto mais rápido essas gotas “fluírem” para dentro de uma pessoa, mais seu Kli se encherá. Se elas “pingarem” lentamente, a pessoa terá que esperar várias vidas.

Assim, consideramos a primeira etapa desde o surgimento de um ponto no coração até a entrada no mundo espiritual, e a segunda etapa é o trabalho no mundo espiritual. Esse processo corresponde à manifestação na matéria em nosso mundo. Todas essas coisas que correspondem às raízes espirituais da fase preparatória já ocorreram e nada mais é necessário. A realização material aqui precede a espiritual.

Quando falamos sobre os estágios do trabalho espiritual: a correção do Kli, a construção do Templo, ou seja, sobre o segundo estágio, a partir do Machsom, então o trabalho espiritual é necessário primeiro ali, e como resultado disso, uma pessoa constrói os aspectos materiais de sua vida aqui, incluindo a Terra de Israel, que ela desenvolve na medida em que está internamente na Terra de Israel.

Da mesma forma, a nação se forma de acordo com sua realização espiritual e, finalmente, um Terceiro Templo é construído depois que a pessoa atinge um estado chamado Templo.

Assim, os estados correspondentes à fase de preparação, começando no ponto do coração e até a travessia do Machsom, ocorrem primeiro no mundo material e depois na pessoa, em seu mundo interior. Já tudo o que diz respeito à segunda fase, do Machsom à correção final (Gmar Tikun), ocorre primeiro como estágios espirituais dentro da pessoa, da sociedade e, em seguida, no mundo material.

Da Lição Diária de Cabalá 08/04/26, Rabash, “Venha ao Faraó – 2”

Um Meio De Progresso Espiritual

65Só existe um meio de progresso espiritual: a luz circundante que nos reconduz à fonte, a qual advém do estudo com uma intenção a mais próxima possível da luz. Isso faz com que a pessoa avance de grau em grau. Quanto mais elevado o grau, melhores são o seu “clima”, as suas condições.

É semelhante a uma pessoa escalando montanha, que a cada nível sente um estado diferente: o vento, o sol, tudo se transforma. Portanto, quem não deseja subir mais alto não deve esperar que algo mude no nível atual. Nada pode mudar, essa é a natureza desse nível e nada jamais mudará nele.

Somente as almas que ascendem e descem, isto é, a pessoa que se eleva e desce em seu íntimo, pode sentir mudanças. Então, o grau interior que alcançaram se projeta em seus corpos, visto que os desejos espirituais são muito mais fortes que os materiais e, certamente, suprimem todos os desejos corporais.

Rabash escreve que, ao falar da sensação de fome, não se trata de quanto espaço vazio uma pessoa tem no estômago, mas da sensação de fome que ela experimenta, do seu “Hisaron” (uma carência que exige satisfação), que não depende do espaço vazio na barriga. Este é um conceito espiritual que não pode ser medido e cuja magnitude não depende do vazio físico.

Portanto, quando uma pessoa adquire alguma sensação espiritual, todos os sentimentos inferiores, naturalmente, recebem inspiração e uma força vital dela.

Da Lição Diária de Cabalá 07/04/26, Rabash, “A Conexão entre Pessach, Matza e Maror

Como Podemos Verificar O Ritmo Do Progresso Espiritual?

213Durante o período de preparação, quando ainda não alcançamos a revelação de nossas ações, como podemos verificar o resultado? Pelos sinais que nossos mestres nos dão. Eles dizem que se uma pessoa está em um grupo que a pressiona constantemente, a protege para que não fuja, e ela sente constantemente que precisa de forças adicionais para permanecer no grupo com vontade e intenção, isso significa que ela está progredindo. Essa é a primeira verificação externa.

A segunda verificação, interna, é o autoexame da pessoa; a rapidez com que seus estados internos mudam, o ritmo em que essas mudanças ocorrem. Ela deve passar por essas verificações ao longo do dia.

Lembro-me de uma vez em que fui com meu professor, Rabash, a Tel Aviv. Saímos de manhã como de costume, e naquele dia, tantas coisas aconteceram! Tínhamos muitas coisas diferentes para fazer e, além de tudo, estacionei o carro errado, a polícia o rebocou para o pátio de apreensão e tivemos que pegar um táxi para recuperá-lo.

Voltamos para casa à noite, pouco antes da aula começar. Cinco minutos depois do início da aula, Rabash me perguntou: “Você se lembra do que aconteceu conosco hoje?” E minha mente estava completamente vazia, como se nada tivesse acontecido.

Naquela época, eu tinha acabado de começar a estudar Cabalá, e para mim era um verdadeiro milagre; como isso era possível, tanta coisa tinha acontecido durante o dia, e eu não me lembrava de nada, nem o que aconteceu, nem quando, nem em que sequência! Apagado, sumiu! Passou, e você vive constantemente no presente. Lembro-me, a primeira sensação é sempre assim, deixa um Reshimo.

Quanto mais uma pessoa sente as mudanças que ocorreram com ela durante o dia, melhor. Um milhão de mudanças podem acontecer, mas você não as sente, elas caem e passam, caem e passam. Elas precisam passar por você, então deixe-as passar! É assim que se mede o ritmo.

Isso acontece porque você está se esforçando para alcançar um objetivo. Então, todas as perturbações que surgem, você as leva em consideração por um momento, elas se substituem umas às outras, e você as supera rapidamente.

Da Lição Diária de Cabalá 16/03/26, Rabash, “O que significa ‘As boas ações dos justos são as gerações’ na Obra?”

A Fórmula Com A Qual Avançamos

237Pergunta: Como podemos exaltar uma ideia que ninguém no grupo realmente compartilha ?

Resposta: Como podemos elogiar uma ideia abstrata que é completamente intangível e, além disso, torná-la a pedra angular e o objetivo para o futuro? Precisamente porque ela constantemente nos escapa, é que nos ajuda a avançar em sua direção.

Nesse processo, ainda não possuímos o intelecto ou os sentimentos adequados, nem qualquer experiência ou treinamento prévio, nem dados ou sensações acumuladas ao longo do caminho espiritual. Portanto, cada momento é novo para nós, e a pessoa se sente como um recém-nascido, simplesmente confusa. É preciso se acostumar com esses estados, pois todos eles são necessários.

Se você compreender a ideia do Criador e Sua grandeza, e começar a construir tudo o mais sobre esse alicerce, estará no caminho certo. Você está buscando pessoalmente aquele ponto dentro de si que está conectado a Ele, mas por enquanto apenas em um por cento. Ele se apresenta diante de você como a meta, como cem por cento. Você, como Israel, possui um por cento Dele, e seu objetivo é que Ele esteja dentro de você cem por cento. Isso se chama se aproximar do Criador.

Diz-se: “Israel, o Criador, e a Torá são um”. Este é o nosso lema, a nossa lei e a fórmula que norteia o nosso progresso.

O Criador é a qualidade de doação em sua totalidade; Israel representa um décimo de um por cento, uma fração milionésima de doação. A qualidade dentro de mim chamada Israel cresce de uma fração milionésima até cem por cento. Isso significa que, dentro de mim, eu passo por graus e estados até alcançar a meta. Então, o Criador está dentro de mim em sua totalidade.

Chego a isso por meio da Torá e dos mandamentos, por meio da luz que reforma, por meio do grupo e por outros meios. E cada vez que esclarecemos quais são esses dois pontos e qual o meio para alcançá-los, cada vez isso exige esforço.

Da Lição Diária de Cabalá 07/03/26, Rabash, “O que significa ‘Não há nada que não tenha lugar’ na Obra?”

Onde Começa O Progresso Espiritual?

921O Zohar diz sobre o versículo: “E houve tarde e houve manhã” (Gênesis 3, p. 96, e Item 151 no Comentário Sulam): “’E houve tarde’, como o texto escreve, significa que se estende do lado da escuridão, ou seja, Malchut. ‘E houve manhã’ significa que se estende do lado da luz, que é ZA”.

É por isso que se escreve sobre eles: “Um dia”, indicando que a tarde e a manhã são como um só corpo, e ambas compõem o dia (Rabash, “E houve tarde e houve manhã”).

A Torá começa com as palavras “No princípio” (“Bereshit”). Por “princípio”, entendemos o início do progresso de uma pessoa, quando ela já consegue distinguir entre suas ascensões e descidas. Ela começa a definir com mais precisão o que é uma descida em relação a uma ascensão, o que é o bem em relação ao mal, a luz em relação às trevas.

Se ela percebe que seus pensamentos estão se aproximando dos pensamentos da massa, ela define isso como escuridão, como mal, mesmo que em seus sentimentos possa parecer agradável ou bom. Contudo, ela compreende que permanecer imersa nos pensamentos da massa a distancia da espiritualidade e do propósito da criação.

Por outro lado, quando ela se volta para o seu interior e encontra, ainda que minimamente, uma proximidade com a força superior, com o Criador, com o reconhecimento do valor da doação, dentro de si, define isso como uma ascensão. Mas também aqui existem vários graus. Uma pessoa nem sempre sabe em que estado se encontra e permanece nele quase inconscientemente, sem a capacidade de medi-lo.

Cada estado começa quando a pessoa aparentemente o observa de fora e o percebe de uma perspectiva objetiva que não depende dela.

Em outras palavras, quando ela adquire a capacidade de compreender seu estado, e a palavra “compreensão” (em hebraico, “Havana” ) vem de Bina, isto é, quando há Bina dentro de Malchut, e ela recebe alguma sensação de algo superior à vida animada comum, então dois pontos aparecem dentro dela. A partir da diferença entre eles, ela examina seu estado. Agora ela pode discernir onde está o bem e onde está o mal, onde está a verdade e onde está a falsidade.

Se ela transcender as sensações de bem e mal e estiver pronta para proceder de acordo com a definição de verdade e falsidade, então pode-se afirmar com certeza que ela está conscientemente em estados de ascensão e descida. Nesse caso, ela poderá concluir que seguir dentro da razão pode ser correto em seu grau atual, mas se desejar ascender a um grau superior, deverá seguir pela fé acima da razão.

Por meio disso, ela adquire intelecto, realização e proximidade com o superior, a um grau mais elevado. Nesse ponto, pode-se dizer verdadeiramente que seu caminho começa a ser definido como “No princípio”: Ela agora tem um começo, tem uma cabeça (Rosh), ela tem um objetivo e está caminhando rumo ao progresso.

Ela sempre vê seu estado presente como escuridão, como entardecer, e se esforça para alcançar a manhã, para que haja um dia, e outro dia, e mais outro. Cada um de seus estados começa com o entardecer, e seja qual for, ela chega a perceber que existe um estado superior, mais próximo do Criador. Portanto, ela define seu estado atual como entardecer, e a partir disso chega à manhã, ao primeiro dia, ao segundo e ao terceiro.

Da Lição Diária de Cabalá 08/02/26, Rabash, “E houve tarde e houve manhã”