Da Restrição Aos Níveis Do Amor
Pergunta: Uma mãe não percebe seu filho como a causa de seu sofrimento. Mas há uma contradição aqui. Em certos Kelim ela experimenta sofrimento que vem Dele, enquanto em outros ela experimenta prazer, que também vem Dele. Então, qual é mais forte?
Resposta: A questão não é qual é mais forte. Você está dizendo que em nosso mundo existe uma contradição entre os desejos. Na espiritualidade é diferente, porque até que uma pessoa restrinja seus canais de recepção, ela não pode prosseguir trabalhando com o propósito de doar.
O que significa impor uma restrição ao desejo de receber? Não se pode impor uma restrição simplesmente trancando o coração com um cadeado enorme, jogando a chave fora e nunca mais recebendo nada.
Mas a espiritualidade é uma questão de sentimento. Se você tem o desejo de receber, precisa corrigi-lo para que permaneça sob restrição e não queira receber, apesar de desejá-lo. Isso se chama impor uma restrição.
Então, por qual artifício, por quais meios, você conseguiu restringi-lo? O que você lhe deu em troca? Não é como no mundo corpóreo, onde você quer engolir algo, mas se contém. Na espiritualidade não existe essa separação. Lá, se eu quero, significa que eu recebo. Não existe um vaso separado para a ação e outro para a sensação, onde eu esteja dividido entre meu desejo e meu corpo que realiza ações com minhas mãos e pés.
Então, como posso encontrar uma solução para o meu desejo de receber? Com o que posso preenchê-lo para que se possa dizer que ele permanece sob restrição? Preciso lhe dar alguma satisfação chamada Hassadim. Além dessa satisfação, começo a adquirir tais graus de doação que posso até mesmo alcançar receber a fim de doar, algo que ainda nos é completamente incompreensível.
Eu construo, entre os Kelim que estão completamente separados uns dos outros, uma conexão tal que posso até receber a fim de doar. Isso é o que se conhece como os níveis do amor.
Da Lição Diária de Cabalá 25/08/26, Rabash, “Quando uma Pessoa Conhece o Temor do Criador”
Pergunta:
Vou lhes dizer que algo mais está por vir: um tempo em que o amor em nosso mundo desaparecerá, em que não haverá reciprocidade nem atração. Isso já está acontecendo! Já podemos ver isso se desenvolvendo na nova geração. Então perceberemos que não nos resta nada pelo que viver, nada que nos preencha!
Ao construir o ambiente certo, há muitos detalhes a considerar, mas, em geral, essa ação é chamada de amor.
No artigo “Sobre a Recompensa dos Receptores”, Rabash escreve que existem coisas proibidas; coisas permitidas que não podem ser recebidas por mera liberalidade, mas que são necessárias; e também coisas recebidas através do cumprimento de mandamentos que não podem ser recebidas por mera liberalidade.
Pergunta:
O que é o amor? É quando me sinto fisicamente conectado com outra pessoa, dependente dela e ela de mim, a tal ponto que não consigo existir sem ela, e ela não consegue existir sem mim. Tal estado nos obriga a cuidar um do outro.
Nas “Regras Diversas” está escrito que “a oração é feita principalmente em público e não a sós, para que não fiquemos separados e sozinhos, pois isso é o oposto da Kedusha. Em vez disso, devemos unir a santa congregação e nos tornarmos um só”. E esta oração na sociedade, precisamente quando se reúnem e desejam unir as almas, é a oração perfeita.
Pergunta: