Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Corrija A Si Mesmo, Não O Mundo

929Comentário: Você diz que devemos atribuir todo o sofrimento do mundo ao fato de não estarmos trabalhando corretamente.

Minha Resposta: Uma pessoa deve dizer: “O mundo foi criado para mim, para que, por meio das minhas ações internas, eu o corrija. Se o mundo sofre, sofre por minha causa. Se eu fosse corrigido, o mundo não sofreria”. Dessa forma, a pessoa revela gradualmente a realidade que a cerca. Isso nos obriga e nos torna responsáveis ​​pelo que acontece.

Baal HaSulam afirma que todos os roubos e assassinatos no mundo acontecem por causa de “Israel”. Se o povo de Israel entendesse isso, tudo seria diferente. Imagine se aceitássemos isso, nos sentiríamos responsáveis ​​e culpados.

O mundo não foi criado para que o corrigíssemos. O mundo em si não está danificado; nós é que estamos danificados. O que há para corrigirmos neste mundo? A correção consiste apenas na intenção em prol de doar que nos diz respeito.

Uma pessoa não deve corrigir pedras, árvores ou animais. Será que eles possuem uma intenção de receber que eu preciso corrigir para uma intenção em prol da doação? Tudo isso existe apenas dentro de nós, em cada pessoa. Isso é o que constitui a correção. Não há nada a ser corrigido externamente. Uma pessoa não pode corrigir nada, mesmo que lhe pareça que pode.

Não posso corrigir a intenção de outra pessoa para uma intenção em prol da doação, pois isso diz respeito à escolha dessa pessoa, à sua consciência do mal e à compreensão de que tudo depende dela e dela se voltar ao Criador. Ninguém tem acesso a isso, exceto a própria pessoa; portanto, isso é chamado de segredo da Torá.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/26, Rabash, “O que significa ‘As coisas ocultas pertencem ao Senhor e as coisas reveladas pertencem a nós’ no Trabalho?”

No Ponto Culminante Do Yom Kippur

936Pergunta: O que você recomenda que se reflita no Yom Kippur?

Resposta: Vamos refletir sobre a história do profeta Jonas e as obrigações do povo judeu. A leitura dessa história é o ponto culminante do Yom Kippur.

Talvez então entendamos que vale a pena pagar qualquer quantia, toda a nossa fortuna, pela oportunidade de vivenciar essa história na prática.

Pergunta: O profeta Jonas teve muita dificuldade em aceitar que era responsável por todo o sofrimento humano. Como podemos chegar a uma conclusão tão difícil?

Resposta: Isso só é possível através das explicações fornecidas pela sabedoria da Cabalá. A Torá e todo o Pentateuco falam sobre a mesma coisa, mas a expressam em uma linguagem tão alegórica que é difícil para uma pessoa entender, quanto mais praticar.

Nossa natureza má e egoísta é tão obstinada e ardente que as histórias por si só não conseguem domá-la. Somente quando começamos a nos unir na prática em grupos, como os que formamos em Israel e em mais de cem outros países, é que plantamos as sementes a partir das quais uma conexão cada vez mais forte entre as pessoas pode se desenvolver.

Espero sinceramente que consigamos interromper a tendência negativa e transformá-la em positiva. Portanto, no Yom Kippur, é importante refletirmos sobre a necessidade de nos unirmos. Isso deve ser feito não apenas para alcançarmos uma vida boa, segura e próspera em Israel, mas também para levarmos esse bem-estar ao mundo inteiro.

Neste dia mais sagrado do ano, ouvimos do Criador a mensagem da missão que nos foi confiada.

De KabTV, “Nova Vida 626 – Yom Kippur: Autoconhecimento e Realização Social”, 08/10/16

Um Tempo De Julgamento

285.01Pergunta: Por que o Ano Novo é considerado o início de um julgamento pessoal?

Resposta: Antes do Ano Novo, existe um período (que varia de uma semana a um mês, dependendo da comunidade) em que a pessoa examina todos os seus atos passados, se arrepende, chora e pede ajuda divina.

Ao fazer isso, ela parece amolecer seu coração, transformando-o de pedra em carne viva.

Esta é uma tradição, e o principal aqui é que a pessoa começa a entender que precisa se relacionar com a vida de uma nova maneira.

Pergunta: Então, trata-se de boas ações que ela deve começar a praticar no Ano Novo?

Resposta: As boas ações são a própria correção, pois ao corrigir a si mesmo, você corrige o mundo. Ao construir um sistema de inclusão mútua e unidade no qual o Criador se revela, você deve, assim, conduzir toda a matéria à correção: os níveis inanimado, vegetativo, animado e, mais importante, humano.

De KabTV, “Feriados. Rosh HaShana” nº 1

Os Desejos Chamados “Israel” E “As Nações Do Mundo”

506.2O estado a partir do qual iniciamos o trabalho espiritual é a realização do desejo correto. O Midrash nos conta que, quando o Criador se voltou para cada um dos desejos, nenhum deles concordou em receber a força da correção, exceto um desejo especial. Esse desejo se sentia oposto ao Criador e não buscava igualdade com Ele, mas apenas a sensação de Sua presença. Após a destruição dos Kelim, esse desejo passou a ser chamado de “Israel”.

Por que as nações do mundo não chegaram a um acordo? As nações do mundo são aqueles desejos que não sentem a presença do Criador em relação a si mesmas, uma presença que poderia conduzi-las à aspiração e à intenção correta.

Disso depreende-se que existe também um imenso trabalho de processamento e refinamento dos desejos, a fim de conduzi-los aos desejos corretos e genuínos, chamados Klipot, ou seja, desejos direcionados à santidade, precisamente voltados para conceitos espirituais. Quando uma pessoa chega a tais desejos, entra em contato com a qualidade de Israel, não ainda em sua forma corrigida, mas na forma de seus Achoraim (lado posterior). Contudo, ela já pertence à qualidade chamada Israel.

Israel é aquele que se sente incorrigível, oposto ao Criador, e a partir desse estado começa a compreender que a equivalência de forma com o Criador deve se tornar seu objetivo.

Aquele que não se sente corrigido e necessitado de correção é chamado de gentio (Goy). Ele não tem necessidade da Torá, isto é, da luz da correção que o reconduz à fonte. Ele diz: “Por que precisamos dela?”. E assim permanece até que a parte da criação chamada Israel se corrija e receba a Torá, tornando-se assim “uma luz para as nações”.

De Israel, a Hisaron (deficiência) correta se espalha para todos os outros desejos, porque a inclusão mútua de todos os desejos uns dentro dos outros é revelada. Como resultado, esses desejos, chamados de nações do mundo (Goyim), começam a desejar aquilo através do qual podem chegar à correção: a Torá.

Da Lição Diária de Cabalá 22/07/2026 , Rabash, “O que são ‘vasos de leigos’ na Obra?”

Viver No Lugar Onde O Criador Habita

115.05Ao estarem no exílio, eles [os filhos de Israel] sentirão a necessidade de estarem apenas em um estado de doação, pelo qual serão recompensados ​​com Dvekut com o Criador. Assim, o sofrimento do exílio os transformará (Rabash, Artigo 27, 1986 “O Criador e Israel Foram para o Exílio”).

Fomos criados com vasos de recepção, que são opostos ao Criador. Visto que o Criador deseja nos aproximar Dele segundo a lei da equivalência de forma, Ele se revela somente na medida em que nos tornamos semelhantes a Ele. Portanto, uma pessoa é chamada de “Adão”, da palavra “Edomeh”, “Serei semelhante ao Criador”.

Enquanto os desejos de uma pessoa não forem corrigidos por ela não ter alcançado o estado de equivalência de forma, a semelhança de suas qualidades com as qualidades do Criador, esses desejos permanecerão opostos ao Criador. Contudo, mesmo aquele que ainda possui qualidades opostas ao Criador, mas, ao mesmo tempo, se esforça para se unir a Ele, já é chamado de “Israel” (“Yashar-El ”, direto ao Criador).

No entanto, o verdadeiro “Israel” é o grau de equivalência de forma. Àquele que o alcança, o Criador se revela de acordo, e isso significa que ambos saíram juntos do exílio.

Assim como uma pessoa sai do exílio, isto é, de seus desejos não corrigidos (Kelim), o Criador também sai do exílio revelando-se a essa pessoa na mesma medida. Mas, na medida em que a pessoa permanece exilada em certos desejos, ou mesmo parcialmente em alguns deles, nessa mesma medida o Criador permanece oculto dela.

Os graus de ocultação ou revelação do Criador em relação a nós são chamados de mundos (Olamot, da palavra “Alama”, ocultação). O Criador se revela somente de acordo com os desejos corrigidos de cada um. Isso determina a posição da pessoa na escala espiritual em relação ao Criador.

Ao todo, uma pessoa possui 620 desejos. Em outras palavras, existem 620 atos de correção que a separam do Criador, 620 correções que ela deve realizar para corrigir seus desejos, satisfazê-los e, assim, alcançar a união com o Criador. Portanto, uma pessoa sai do exílio e — tendo adquirido o desejo de alcançar a terra de Israel (Eretz Israel), como está escrito — entra nela e ali habita, isto é, no lugar onde o Criador sempre habita.

Na terra de Israel vive o povo chamado “Yehudim” (judeus), que está em unidade (Yichud) com o Criador, um povo cujos desejos são dirigidos unicamente ao Criador. Fora dessa terra habitam as “nações do mundo”, cujos desejos estão dispersos e espalhados entre toda sorte de anseios e paixões por diversos prazeres.

Em outras palavras, os 620 desejos de uma pessoa dirigidos a si mesma são chamados de “nações do mundo”. Na medida em que ela os corrige, transformando-os em desejos para oferecer ao Criador, cada um deles se transforma de um gentio (Goy) em um Yehudi, isto é, torna-se um Ger  (um convertido ao judaísmo). Dessa forma, cada desejo corrigido se eleva ao nível do Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 20/07/26, Rabash, “O Criador e Israel Foram para o Exílio”

Contato Com O Criador

200.04Pergunta do Facebook: Sempre tive certeza de que morava em Israel, mais especificamente em Jerusalém. Mas, pelo que você diz, parece que não é bem assim. Do ponto de vista Cabalístico, o que são Jerusalém e Israel?

Resposta: A perspectiva Cabalística não se preocupa com geografia ou história, mas com o desenvolvimento do egoísmo como parte fundamental da natureza. A Cabalá não fala sobre o planeta Terra físico, onde pessoas, animais e tudo o mais existem, mas sobre o desejo, a força primordial da natureza, e sobre como esse desejo é governado pela força superior da natureza, o Criador.

Existem duas forças: a força chamada Criador (a força de doação) e a força chamada criação (a força de recepção). O Criador, a força superior, governa a força inferior. Esse é o quadro completo. Portanto, toda a história é o desenvolvimento da força inferior, o desejo de desfrutar, sob a influência da força superior, o Criador, cujo desejo é deleitar Sua criação.

Pergunta: Então, quando você fala de Jerusalém e Israel, está se referindo a desejos?

Resposta: Claro. O desejo no plano inanimado é chamado de “terra”. Dentro dela está Jerusalém, ou o chamado Monte Atos, sobre o qual se ergue o Templo, e assim por diante. Todos esses elementos representam desejos, e todos eles existem dentro de uma pessoa.

É aqui que as pessoas encontram dificuldades; elas não entendem imediatamente o que está sendo discutido. Tudo isso existe dentro de cada pessoa, porque não há nada fora de nós. Percebemos tudo apenas dentro de nós mesmos, embora nos pareça que esteja se desenrolando externamente.

Pergunta: O que é o desejo chamado “Israel” e o que é o desejo chamado “Jerusalém”?

Resposta: Israel representa o desejo direcionado à revelação do Criador. A palavra “Israel” significa “direto ao Criador”. Jerusalém representa uma aspiração ainda mais específica em direção ao Criador, que vai além do desejo geral.

Por isso existe a Terra de Israel, chamada “Eretz Yisrael”. “Eretz” significa desejo (Ratzon). “Yisrael” significa direto ao Criador. Dentro desse desejo, chamado Terra de Israel, está Jerusalém, que representa um desejo mais íntimo pelo Criador. Dentro dela está o Monte do Templo (Har HaBayit), depois o Templo Sagrado (Beit HaMikdash) e assim por diante.

Pergunta: Assim, meus desejos se tornam cada vez mais refinados e focados até atingirem seu ponto mais alto. O que está no topo? Qual é esse desejo supremo?

Resposta: No ponto mais alto está o ponto do coração, o mais oculto e íntimo dos meus desejos, que deve alcançar contato completo com o Criador. É para essa direção que eu o dirijo.

O contato com o Criador significa que o Criador satisfaz todos os meus desejos que são direcionados a Ele por meio deste ponto. Portanto, nosso trabalho é corrigir nossos desejos para que todos sejam direcionados a Ele. Em última análise, Ele os preenche com a Sua presença. Dessa forma, em todos os meus desejos, apenas uma força superior se revela, a força chamada Criador.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 11/03/23

As Consequências De Negligenciar A Parte Interna Da Torá

032.06Pergunta: Por que a conexão das pessoas religiosas com o Criador é imperfeita?

Resposta: Baal Sulam escreve no final da Introdução ao Livro do Zohar que o povo de Israel não pertence a este mundo, e os alemães outrora sentiram isso. Os judeus não são uma nacionalidade, nem um povo, mas algo irracional.

Na Torá, está escrito que o Criador queria dar a Torá às outras nações, mas elas não quiseram aceitá-la. Então, Ele deu a Torá ao povo de Israel, dispersou-nos pelo mundo e enviou-nos a quatro exílios para que nos miscigenássemos com outras nações.

No exílio, caímos ao nível das “nações do mundo”. Agora, devemos nos corrigir para que os Galgalta Eynaim (GE) sejam corrigidos, e somente então poderemos elevar os AHP ao nível de GE.

Baal Sulam afirma que toda a nação de Israel é culpada de não cumprir sua missão no mundo, de não se reconhecer como um guia espiritual. Mas há aqueles que são mais culpados e aqueles que são menos culpados.

E são aqueles que estudam apenas a parte externa da Torá, negligenciando a parte interna, que causam o maior dano a toda a nação de Israel e ao mundo como um todo.

Da Lição Diária de Cabalá 23/06/26, Rabash, “Qual é a importância do noivo, que suas iniquidades sejam perdoadas?”

A Separação Entre Corpo E Alma

938.05Tudo o que uma pessoa faz durante o dia em relação às pessoas ao seu redor através de seu corpo e desejo humano, simplesmente como uma pessoa que vive neste mundo, não tem nada a ver com a Torá. Não se relaciona com o avanço espiritual ou com o Criador.

Dez mil anos atrás, havia também pessoas em nosso mundo que não sabiam nada sobre a Torá ou Mandamentos. Elas tinham vidas, uma esposa, filhos, um lar e comida. Será que isso se relaciona com a espiritualidade ou não? Da mesma forma, nossa vida comum, que não está relacionada à Cabalá, não pertence à espiritualidade. Esta é a existência animal neste mundo.

Não podemos dizer que está completamente desconectada do mundo espiritual, pois tudo aqui é um ramo. No entanto, estamos falando do desejo de receber nos níveis inanimado, vegetativo, animado e humano deste mundo, que gradualmente progride em direção à correção final em seu próprio ritmo, de acordo com o ritmo geral da realidade.

Então, o desejo de receber geral de todas as pessoas chegou a um estado em que partes da alma começaram a descer do alto. Uma luz começou a descer, revelando o desejo de receber, revestido de todas as pessoas.

Quando a luz desce de cima, um ponto no coração aparece. Este ponto entrou em alguém chamado Avram (após o qual lhe foi dado o nome Abraão), que marcou o início do grupo. Ele foi o primeiro a revelar o Criador e iniciar uma cadeia de discípulos. Se isso não tivesse ocorrido, toda a humanidade teria continuado vivendo sem revelação espiritual, de acordo com o relógio geral do universo e da realidade.

De Abraão em diante, uma pessoa ganha a liberdade de escolha. À medida que a luz desce sobre a pessoa, ela tem a oportunidade de tomar mais medidas por conta própria. No entanto, isso só pode ser feito em conexão com outras almas.

Portanto, eu preciso de outra pessoa ao meu lado. Não é suficiente ter alguém na América ou na Austrália; afinal, havia nativos americanos na época de Abraão. Eu não tenho nenhuma conexão com eles; eu preciso de alguém perto de mim, um amigo de quem eu posso obter insight e adquirir algo.

A livre escolha consiste em receber Hisaron (carência ou desejo) adicional de um igual, tanto no tempo de Abraão quanto em nosso tempo. O Criador disse a Abraão: “Farei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas no céu”, isto é, darei a vocês as condições para livre escolha. Portanto, um grupo próximo era necessário para que uma, enquanto recebesse a percepção de outra, pudesse adquirir o desejo dessa pessoa.

Não funciona para um Cabalista estar aqui e outro em outro lugar, um grupo foi necessário, um grupo que veio a ser chamado de judeus (Yehudim). Eles eram iraquianos e persas comuns que começaram a ser chamados de judeus Yehudim e Ivrim (hebreus da raiz “Avru”, significando aqueles que fizeram a transição para o desejo do Criador). Devemos distinguir entre a alma que se veste em uma pessoa que requer correção, e o corpo.

Da Lição Diária de Cabalá 02/02/26, Rabash, “O que significa que a Torá foi dada a partir da escuridão na obra?”

Nós Somos Surdos Às Lições Da História

294.2Nós somos completamente surdos às lições da história. Isso ocorre porque uma pessoa não aprende com o passado a menos que o conecte ao Criador.

Há oitenta anos, os judeus europeus passaram pelo Holocausto.

Observe o estágio em que a Alemanha se encontrava; era a nação mais forte, mais desenvolvida e progressista de sua época! Por quê? Porque havia superado as outras nações em seu desenvolvimento e, em um nível inconsciente, acreditava que os judeus eram a causa de todo o sofrimento do mundo.

Assim funciona a lei geral da realidade, e eles percebiam a realidade de acordo com essa lei. Agora, o mundo inteiro está atingindo um estágio de desenvolvimento semelhante ao que a Alemanha alcançou naquela época. Em um nível inconsciente, o mundo inteiro sente o que os alemães da Alemanha pré-guerra sentiam. Os chefes de Estado da França, do Reino Unido e de outros países não escondem mais sua hostilidade em relação a Israel, expressando-a abertamente.

Baal HaSulam escreve que todas as nações do mundo percebem Israel como um corpo estranho que não tem o direito de existir, que não há lugar para ele na realidade. Este é um sentimento muito natural. Afinal, Galgalta ve Eynaim (GE) está dentro de AHP para corrigir isso. Se o povo de Israel não cumprir sua missão, não há necessidade deles.

Precisamos descer um nível, então veremos a causa e descobriremos a solução para o problema. Mas se permanecermos na superfície da realidade, não veremos solução alguma, pois sequer conhecemos a origem do problema. Citei um exemplo global, mas devemos abordar cada situação exatamente da mesma maneira.

Isto é o que se exige de nós em cada situação: descer um pouco mais e penetrar um pouco mais fundo, mas apenas um pouco. E nesse “pouco”, devemos revelar o Criador que nos envia todos esses estados. Assim que você encontrar o Criador em um determinado estado, deve se voltar imediatamente a Ele, estabelecer contato instantâneo com Ele e, então, completar a correção desse estado específico, que se torna mais uma etapa concluída em seu caminho.

Mas se você se aprofundar nesse estado mais do que o necessário, simplesmente assumirá trabalho desnecessário e desperdiçará sua energia. Tudo o que você precisa é da conexão entre o estado que está vivenciando e a causa desse estado — o Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 23/06/26, Rabash, “Qual a importância do noivo, que suas iniquidades sejam perdoadas?”

Alcançar As Qualidades Espirituais Da Terra De Israel

933Pergunta: Quando uma pessoa percebe que é capaz de lidar com uma situação sozinha, sem ajuda externa, isso significa que ela não analisou a situação com profundidade suficiente?

Resposta: Se uma pessoa acha que consegue lidar com uma situação sozinha, significa que não a examinou com profundidade suficiente. Em outras palavras, não penetrou no seu âmago.

Tomemos, por exemplo, a situação em nosso país. Todos testemunhamos que estamos sob a ameaça de destruição. As pessoas estão desesperadas; não veem uma saída para a situação atual e ninguém tem uma solução milagrosa para este problema. As pessoas não sabem como continuar vivendo. Algumas pensam em deixar o país, mas nem sequer sabem para onde ir. Podemos sentir o desespero das pessoas ao considerarem a possibilidade de se mudarem para um lugar mais pacífico.

Mas se analisarmos essa situação mais profundamente, veremos um quadro completamente diferente. Precisamos entender que, como uma nação sem aspiração espiritual, não temos direito a esta terra. Não estamos conectados a ela e não pertencemos a ela. Nosso lugar é no exílio, fora da Terra de Israel.

Fomos trazidos aqui para a elevação espiritual, para que pudéssemos adquirir as qualidades espirituais da raiz desta terra — Eretz Israel (“Eretz” significa desejo, e “Israel” vem de Yashar-El, que significa direto ao Criador). Assim, Eretz Israel significa o desejo direcionado ao Criador.

Se não formos capazes de adquirir essas qualidades espirituais, então o nosso lugar não é aqui. Esta terra simplesmente nos rejeita e nos descarta como um corpo estranho.

Quem criou esta situação para nós e por quê? Talvez devêssemos procurar outro lugar confortável para viver? Talvez Uganda, Madagascar ou, se nada mais, Birobidzhan. Mas o Criador diz: “Não! Seu lugar é aqui, nesta terra, mas somente se vocês se tornarem Israel — alguém que aspira ao Criador. Caso contrário, situações muito difíceis os aguardarão, ainda piores do que aquelas vivenciadas pelas nações do mundo”.

Galgalta ve Eynaim (os Kelim de doação) devem cumprir seu papel em relação a todos os AHP (os Kelim de recepção). Não estamos desempenhando o papel que nos foi confiado e, portanto, os AHP nos dominam. Mas se, ao examinarmos essa situação, nos aprofundarmos um pouco mais, veremos as verdadeiras causas — o que realmente está acontecendo e o que pode ser feito.

Veremos que simplesmente não há para onde fugir. Há apenas uma solução absoluta: a elevação espiritual. Esta é a diferença entre uma compreensão superficial da realidade e a compreensão de suas causas subjacentes. Esta situação não mudará até que olhemos para o nível a partir do qual a verdadeira causa se torna visível. Só então a situação começará a mudar para melhor.

Da Lição Diária de Cabalá 23/06/26, Rabash, “Qual a importância do noivo, que suas iniquidades sejam perdoadas?”