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Brotos De Doação Acima Do Campo Do Egoísmo

938.07“E um certo homem o encontrou, e eis que ele estava vagando pelo campo. E o homem lhe perguntou, dizendo: ‘O que procuras?’ E ele respondeu: ‘Procuro meus irmãos. Dize-me, peço-te, onde estão apascentando o rebanho?'”

Um homem “vagando pelo campo” refere-se a um lugar de onde deve brotar a colheita do campo para sustentar o mundo (Rabash, “Amor de Amigos – 1”).

A Torá é o ensinamento, o método, que explica todo o processo pelo qual devemos passar, daqui até o fim da correção. Então, por onde começamos a construir o vaso espiritual e a entrar no mundo espiritual?

Aqui se fala de José, que reúne (Osef) todas as qualidades anteriores de seus irmãos e, por meio disso, descobre que está no Egito, isto é, dentro da inclinação ao mal.

Sinto que sou o oposto do mundo espiritual e indigno dele. Além disso, não tenho nenhum desejo de entrar nele, é o que minhas qualidades internas me dizem. Essa percepção precisa chegar. Mas, por outro lado, já sabemos que, se derrubarmos as barreiras entre nós e nos unirmos, então, dentro dessa união, começaremos imediatamente a sentir o mundo espiritual.

Assim, a Torá nos explica o processo de desenvolvimento do nosso vaso comum, que nesta fase é chamado de José. Ele está “vagando pelo campo”, sem saber como alcançar a espiritualidade. Diante dele estende-se um vazio, e ele não sabe para onde ir.

E as obras do campo são arar, semear e colher. A respeito disso se diz: “Os que semeiam com lágrimas, com alegria colherão”, e isso é chamado de “campo abençoado pelo Senhor”.

Uma pessoa deve estar pronta para arar, semear e colher, ou seja, para trabalhar com seu desejo. Pois o desejo (Ratzon) é a terra (Eretz), ou aquele próprio campo, que deve ser arado e semeado com as sementes da doação, Bina, para que Bina  possa entrar em Malchut. Ali, começa a crescer por meio do desejo de Malchut, produzindo brotos, a colheita que mais tarde faremos.

Assim, aquele chamado Israel, que se dirige diretamente ao Criador, entra no Egito e descobre um grande desejo egoísta dentro de si. É precisamente então, ao perceber que esse desejo o domina, que ele se esforça pela unidade e, por meio da oração e de um clamor por ajuda, escapa do Faraó.

Por que essa descida ao egoísmo é necessária? Para que possamos sair dela. Assim como colocamos sementes na terra para que, através dela, elas germinem e floresçam. É graças à terra, ou seja, ao desejo egoísta, que a minúscula semente da doação, o desejo altruísta, começa a crescer. Ela emerge precisamente da terra.

Quando a centelha da doação, o ponto no coração, desperta em nós, ela nos conduz à sabedoria da Cabalá. Começamos a estudar, juntamo-nos a um grupo e, de repente, descobrimos como tudo é ruim, quantos obstáculos surgem pelo caminho. O mal cresce cada vez mais até que sejamos completamente submersos nele. Então, com nossa última gota de força, lutamos para superá-lo e escapar. E fugimos, levando conosco o grande desejo de receber que adquirimos no Egito.

Assim brota a semente da doação: elevamo-nos acima da terra, levando conosco os desejos corrompidos, e então começamos a corrigi-los.

Este processo é acompanhado de alegria e tristeza, pelo endurecimento do coração, fracassos e dificuldades. No entanto, é precisamente através do desespero que nos aproximamos do êxodo. E esse êxodo se encontra na unidade. Ninguém sai sozinho, apenas juntos.

Do Congresso Internacional de Cabalá 24/02/12, “Arava”, Lição 3

Trabalhe No Modo De Doação

276.02Trabalhar no modo de doação é chamado de vida, assim como a forma como nossa vida se desenrola. Mas, diferentemente da vida eterna, nossa vida terrena em um corpo físico chega ao fim, e cada um de seus momentos é separado dos demais, alternando entre estados de carência e pequenas e temporárias satisfações.

No processo de constantemente preencher o Criador, visto que Seu vaso é ilimitado, você tem a oportunidade de aumentar continuamente sua doação. Isso lhe permite experimentar constantemente a vida eterna, sem fim ou limite, preenchendo-se, expandindo-se e estendendo-se sem limites.

Portanto, louvar e exaltar o Criador são meios pelos quais você pode lhe trazer alegria. Se você tem consciência da grandeza do Criador, uma percepção de Sua glória, isso lhe dá a capacidade de doar naturalmente, assim como acontece neste mundo. Afinal, quando você encontra uma pessoa grandiosa, naturalmente deseja lhe dar algo, servi-la, ser atencioso e demonstrar honra e respeito.

Consequentemente, nosso desafio, enquanto permanecemos em estado de ocultação, reside em sermos capazes de visualizar a grandeza do Criador. Se conseguirmos fazer isso, o Criador verdadeiramente começará a se revelar a nós pouco a pouco. Então, com base nessa revelação, nos tornaremos capazes de transformar Sua grandeza em uma forma de recepção, não para gratificação pessoal, mas para fins de doação.

Quando o Criador se revela, meus vasos (Kelim) anseiam receber Sua grandeza desvelada e visível. Nesse momento, realizo um Tzimtzum (restrição), e uma nova fase de trabalho começa, uma através da qual posso receber em prol de doar.

Antes da revelação do Criador, eu era capaz apenas de doar em prol de doar. Mas quando o Criador se revela, é um sinal de que alcancei um estado no qual sou capaz de trabalhar no modo de receber em prol de doar. Assim, oposto ao meu desejo de receber, existe um prazer que já posso conter e, como que passando por uma mudança de fase, literalmente uma inversão completa, transformar em doar.

Da Lição Diária de Cabalá 17/04/26, Rabash “Qual é a diferença entre Lei e Julgamento no Trabalho?”

Valorize A Doação Mais Que A Recepção

608.02Pergunta: Como explicar logicamente o que, na doação, faz com que alguém a valorize mais do que a recepção?

Resposta: Como é que o desejo de receber passa subitamente a valorizar aquilo que lhe é oposto? O desejo de receber quer desfrutar. Se, pela influência da luz superior, ele compreende que a pessoa pode desfrutar mais ao dar do que ao receber, ele começa a perceber isso.

Não há truque nenhum aqui, nenhum ato sobrenatural. Apenas nos parece sobrenatural.

Na verdade, não é esse o caso, porque o desejo de receber nesta fase se prepara para operar no que se denomina “Lo Lishma” (para si mesmo): eu quero o espiritual porque ele contém prazer.

Contudo, ao fazê-lo, atrai a luz circundante. Essa luz circundante exerce gradualmente sua influência sobre o desejo de receber por meio de sua própria natureza, uma natureza que provém do doador. Consequentemente, a pessoa começa a valorizar o doador como um ser superior, de grau mais elevado.

Da Lição Diária de Cabalá 23/04/26, Rabash, “Todo o Israel tem uma parte no mundo vindouro”

Alcançar A Visão Da Doação

443Pergunta: Podemos dizer que a criação é uma força psicológica e o Criador é uma força espiritual?

Resposta: Não quero usar definições como “psicológico”, “espiritual”, “material” e assim por diante. O que significa ou não ser psicológico? É a atitude de uma pessoa. Você pode chamar isso de psicológico, mas não se trata de psicologia humana. Você vê o mundo de outra perspectiva de acordo com a medida em que você mesmo está na intenção em prol de doar.

Como você pode enxergar um taxista, que se esforça para ganhar a vida às custas dos outros, como alguém que ajuda a todos com amor, se você não tem a mesma visão? Você não o verá dessa forma, porque o que você revela na realidade corresponde às suas próprias qualidades. Mude a si mesmo e o mundo mudará. Não exija que o mundo mude se você não mudar a si mesmo. Isso jamais acontecerá!

A conclusão é simples: trabalhe em si mesmo e tudo mudará. O mundo depende apenas da sua própria mudança, não da mudança dos outros. Você descobrirá que eles não precisam mudar nada.

O mundo inteiro está em correção final, o mundo inteiro! E você só agora está revelando isso: “Imagine só, eu não sabia! Eles também não sabem, mas eu já sei!”

No artigo “Dois Estados” do livro “Shamati”, Baal HaSulam escreve sobre isso: então uma pessoa vê que a sagrada Shechina está revestida em todo o mundo, e todos estão envolvidos na doação e existem em um estado de quietude.

Da Lição Diária de Cabalá 15/04/26, Rabash, “O que significa que as gerações dos justos são boas ações, na obra”

Através Do Prisma Das Leis Da Doação

928O Criador não criou nada além da correção final. Nós já estamos nela. Tudo depende apenas do nosso desenvolvimento interior — só isso! Ao adotar uma atitude diferente em relação à realidade, verei uma realidade diferente. Não se trata de vê-la apenas como um pouco mais agradável, um pouco mais palatável, ou talvez pior, não. Eu a perceberei como algo fundamentalmente diferente através de todos os meus sentidos.

Nossa atitude em relação à realidade é chamada de “intenção”. Transcender a percepção da realidade como algo que existe independentemente, para a compreensão de que ela não existe por si só, mas sim como resultado da minha atitude em relação a ela. Isso significa a transição deste mundo para o mundo espiritual.

Em outras palavras, é preciso transcender a matéria, a suposição de que “isto existe e pronto”. Isto não existe! Sou eu quem, por meio da minha atitude e da minha intenção, determina o que realmente existe. Isso é conhecido como transição do externo para o interno, envolvimento no interno. O interno se define como intenções.

Temos a tendência de presumir que as intenções são verdadeiras. O que significa “trabalhar com intenções”? “Vou lidar com isso de forma diferente e me sentirei melhor”. É o que dizem os psicólogos. Por isso, as pessoas costumam aconselhar umas às outras: “Encare isso com mais calma, aceite como um fato”.

Na realidade, estamos falando de algo completamente diferente, algo distinto da atitude humana convencional. Se me relaciono com a realidade em que me encontro a partir do nível da correção final, isso não significa simplesmente que me relaciono com ela de forma mais calma ou a aceito passivamente, como médicos e vizinhos poderiam aconselhar. Em vez disso, relaciono-me com ela de forma diferente em sua essência: a realidade em que estou opera segundo leis diferentes, não as leis da recepção, mas as leis da doação.

Consequentemente, eu começo a percebê-la de uma forma completamente diferente, discernindo conexões totalmente distintas entre suas partes. Vejo que o mundo inteiro, todas as pessoas, apenas se complementam em absoluta semelhança com o Criador, e o Criador se reveste de cada um e os preenche; todos são absolutamente justos e estão na correção final.

Tudo depende de como eu percebo a imagem do estado, se eu olho através do prisma das leis da doação ou através do prisma das leis da recepção.

Da Lição Diária de Cabalá 15/04/26, Rabash, “O que significa que as gerações dos justos são boas ações, na obra”

Exija A Propriedade De Doação

213Pergunta: Eu devo exigir constantemente vasos (Kelim) de doação?

Resposta: Em última análise, sim: é preciso exigir vasos de doação, para ser semelhante ao Criador. Uma pessoa precisa chegar a esse desejo. No entanto, não basta simplesmente exigir doação.

Até mesmo os grupos de proteção ambiental exigem altruísmo. Nós, por outro lado, devemos exigir a doação especificamente porque ela é um atributo do Criador, pois os meios de dar são os que nos permitem estar em comunhão com o Criador. O desejo de receber e o desejo de dar são dois anjos, o da direita e o da esquerda. Então, devemos nos apegar apenas ao da direita?

Eu desejo ser semelhante ao Criador e, portanto, quero adquirir Kelim de doação. Caso contrário, será uma doação apenas para receber. A oração deve ser expressa em agradecimento à grandeza do Criador. Grandeza!

Baseado no fato de que Ele é grande, todas as outras coisas que me vierem serão corretas. Mesmo que a princípio sejam egoístas, a atitude será correta a partir da realização da grandeza.

Da Lição Diária de Cabalá 21/03/26, Rabash, “Devemos sempre discernir entre Torá e Trabalho”

O Domínio Da Doação

938.01Devemos sempre cortar as ervas daninhas ao nosso redor, pois elas nos afetam — devemos nos manter longe de ambientes ruins, de pessoas que não favorecem o caminho da verdade. Precisamos estar atentos para não sermos levados a segui-las.

Isso é chamado de “isolamento”, quando se tem pensamentos sobre a “autoridade única”, chamada de “doação”, e não sobre a “autoridade pública”, que é o amor-próprio. Isso é chamado de “duas autoridades” — a autoridade do Criador e a autoridade de cada um (Rabash, “Sobre a Importância da Sociedade”).

Tudo isso é claro; o problema surge apenas na implementação. Cada um de nós está sob sua própria autoridade e não entendemos o que significa estar sob a autoridade de outra pessoa. “Significa que devo me tornar um escravo? Se existe autoridade, então existe um dono?”

Na verdade, devemos estar sob a autoridade do desejo altruísta, e não do egoísta. É muito difícil para nós entendermos essas coisas. Simplesmente não vemos onde e como tudo isso acontece.

Mas, com o tempo, através do estudo e da participação na vida do grupo, se uma pessoa se deixa influenciar pela pequena luz, gradualmente começa a despertar. Então, torna-se capaz de discernir a verdadeira natureza da distinção entre autoridade pública e autoridade individual, a autoridade do Criador e a autoridade da criatura, a qualidade de doar e a qualidade de receber. Esses detalhes são revelados com grande dificuldade, mas, uma vez discernidos, a pessoa começa a compreender o que se desenrola diante dela.

“É um longo caminho”, disseram os sábios, “mas você pode encurtá-lo se seguir alguns conselhos”. O conselho é simples. Se você deseja se perceber em um nível superior, na próxima dimensão, então construa-o, forme-o. Una-se àqueles que desejam o mesmo e, juntos, invoquem a força superior, para que, entre vocês, em sua compreensão e sentimento comuns, criem uma rede que se tornará o próximo nível.

Tudo acontece na percepção de uma pessoa. O Criador em Si mesmo é inatingível; nós O percebemos apenas nas relações entre todas as partes da realidade que estão dentro da nossa percepção. Se você mudar sua atitude em relação à realidade, essa mesma atitude se tornará o seu Criador (Boreh), das palavras “Bo” (vir) e “Reh” (ver).

Neste momento, para você, o Criador é a força egoísta que governa toda a realidade que você vê. Nesta forma, você a percebe e a sente. Portanto, transforme-a através da luz que reforma. Existe uma força que você desperta; é o seu próximo nível.

Todos os graus já existem nessa dimensão, nesse “canal de força informacional” do qual você pode receber tudo. Conecte-se e receba. Se você quiser saber o que será o amanhã, você saberá. Se você quiser saber como realizar mudanças, você saberá como. Basta conectar-se. Esta é a luz que reforma.

Em geral, nossa abordagem é a seguinte: unir-nos uns aos outros e evocar a luz que concretizará essa unidade. Devemos demonstrar nossa prontidão de acordo com o estado em que nos encontramos e solicitar correções.

Para a implementação, é muito, muito simples. É por isso que os artigos de Rabash sobre o grupo são tão simples e diretos. São poucos, e todo o material cabe em algumas dezenas de páginas. Neles está o método completo. O resto são apenas complementos que ajudam a atrair a luz. Para descrever como organizar o grupo no qual atraímos essa luz, dez páginas são suficientes.

Assim, hoje nosso trabalho é, antes de tudo, nos organizarmos na estrutura correta e, em seguida, nos voltarmos com um pedido de correção.

Da Lição Diária de Cabalá 15/03/1 , Rabash, “Sobre a Importância da Sociedade”

Desfrute Da Doação

4Pergunta: Como pode uma pessoa (que é “algo a partir do nada”) alcançar o plano do Criador se ela não existia naquele estágio?

Resposta: Diz-se: “Pelas Tuas ações Te conheceremos”.

O que diz o segundo estágio do desenvolvimento do desejo? “Quero ser como Tu”, isto é, como Keter. Quando revela a ação de Keter de dentro de Chochma, diz: “Não quero ser como Chochma, não quero desfrutar de sua luz, mas quero ser como a raiz, como Keter, que dá prazer a Chochma”.

Então Bina deseja alcançar a mesma ação que Keter e realiza essa ação em Zeir Anpin, e ao doar como Keter, chega a compreender quais prazeres existem em Keter e deseja desfrutá-los precisamente. Portanto, Malchut deseja desfrutar do grau do Criador, do grau de Keter, que é Ele quem dá.

Vamos colocar desta forma: uma criança gosta do que a mãe lhe dá. Então ela pensa: “Quero dar prazer à minha mãe para que ela se sinta bem”. E ela faz algo pela mãe. Através disso, ela compreende o quanto a mãe gosta de lhe dar coisas.

O prazer da mãe ao dar um doce para o filho não é o prazer que ele sente com o doce em si, nem o prazer que ele transmite para a mãe. Ele entende que, para a mãe, esse prazer equivale a um milhão de doces. Então ele quer desfrutar exatamente desse prazer.

Isso significa que em Malchut, no quarto estágio, surge um desejo adicional que não existia antes. O ser criado alcançou esse desejo. Portanto, o quarto estágio é chamado de “Malchut” (reino); é um estágio que não procede diretamente do Criador e é a raiz dos seres criados. Ainda está conectado ao Criador, ainda repleto de luz, não separado dele, mas o desejo que nele existe não veio diretamente.

A criança percebeu: “Mamãe desfruta muito mais aquele doce que me dá porque me ama, quer me dar, tem uma generosidade imensa. Então eu quero desfrutar como mamãe desfruta”.

Portanto, para esse desejo adicional, que não provém diretamente do estágio raiz, a criação não pode colocar uma barreira. Ela não pode agora dizer: “Mas eu quero doar, eu quero ser como Ele”. Ela não pode, ela é incapaz.

Agora, deseja desfrutar da doação da mesma forma que o Criador a desfruta, mas quer experimentar esse prazer em seu desejo de receber. Portanto, o ser criado só é capaz de impor uma restrição.

Aqui surge uma questão séria: de onde ele pode tirar a força para a restrição? Em outras palavras, aqui se revela a diferença entre ele e o Criador, chamada “vergonha”, e o ser criado faz a restrição.

Da Lição Diária de Cabalá 19/03/26, Rabash, “Sobre Chesed [Misericórdia]”

Onde A Propriedade De Doação Se Manifesta

528.01Pergunta: O que é um grupo do ponto de vista da Cabalá?

Resposta: Um grupo é uma assembleia de forças egoístas que estão prontas para suprimir seu egoísmo a fim de criar uma rede de forças entre si que seja semelhante ao Criador.

Comentário: O grupo deve direcionar a pessoa para o objetivo. Se o objetivo é adquirir as propriedades do Criador (a propriedade do Criador é a doação), isso não pode se manifestar em relação à natureza inanimada e vegetal. Eu não posso dar poderes a pedras ou plantas.

Minha Resposta: É perfeitamente natural. A propriedade de doar algo só pode se manifestar em um grupo.

Pergunta: Um elemento muito importante é o crescimento do desejo no grupo. Como isso acontece?

Resposta: Quando chego à conclusão de que devo alcançar o Criador e que só existe puro egoísmo dentro de mim, ao mesmo tempo, aceito a condição de que meu desenvolvimento deve ocorrer em grupo.

Portanto, devo entrar nela, tornar-me igual aos amigos e até inferior a eles, e devo anular-me para que, por meio deles, eu possa começar a receber a influência do Criador, a luz superior.

De KabTV, “Os Fundamentos da Cabalá”, 04/03/19

Em Prol Da Doação

528.01Pergunta: Como posso exigir algo do grupo se só posso dar o que está dentro de mim?

Resposta: É bastante simples. É para isso que o grupo serve, para que você possa reivindicar a grandeza da ideia de doação e da ideia de adesão com o Criador.

Mas com que base você faz essa exigência? Ela depende da sua contribuição para o grupo. O que isso significa? Essencialmente, você é quem está investindo nessa ideia. Sozinho, você não consegue mudar ou se educar; somente um grupo pode fazer isso.

Você escolhe um grupo com base em uma ideia, para que o grupo possa refletir essa ideia de volta para você.

Mas se você vier ao grupo com alguma outra exigência, você acaba descobrindo que não fez uma escolha de fato. Isso não é chamado de escolha.

Da Lição Diária de Cabalá 07/03/26, Rabash, “O que é, ‘Não há nada que não tenha lugar’, no Trabalho?”