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A Diferença Entre A Natureza Feminina E A Masculina

571.01Pergunta: Se falarmos sobre o Kli que precisa de correção no gênero feminino, isso significa que as mulheres devem ser as principais responsáveis ​​pelo estudo da Cabalá, e não os homens?

Resposta: Por que não sentam as mulheres em frente aos livros em vez de nós, enquanto vamos para casa assistir a uma partida de futebol?

A mulher é o desejo pela espiritualidade (Hisaron). O feminino em hebraico é Nekeva, da palavra “Nekev” (um buraco, um espaço vazio). Aquela que sente um Hisaron pelo divino, especificamente pelo Criador, e deseja tornar-se semelhante a Ele em qualidades, é chamada de “Nekeva”.

Nekeva é um Kli que precisa ser corrigido e receber a plenitude da luz. Esses Kelim, como discutimos anteriormente em relação ao nosso ancestral Abraão, são transmitidos aos seus descendentes. Essa herança é transmitida especificamente pela linhagem masculina. São os homens, e não as mulheres, que recebem os Kelim.

Aqui também existem dois graus. A mulher está mais ligada à realidade, à natureza. É precisamente esse fator que determina a função da mulher no nosso mundo e os seus desejos. É difícil para ela transcender a sua natureza.

Enquanto para um homem é muito mais fácil se desconectar da realidade, ele não está tão conectado com a natureza e, portanto, comete erros neste mundo com muito mais frequência do que as mulheres. As mulheres se comportam de maneira muito mais racional do que os homens. Elas são realistas por natureza, mais resilientes e estáveis. Vemos isso no dia a dia.

Mas o desejo por espiritualidade não tem nenhuma conexão com o sexo biológico. Depende diretamente da capacidade da pessoa de transcender sua natureza e aspirar ao divino. As mulheres, por sua natureza, não são capazes disso da mesma forma que os homens. De acordo com suas qualidades, os homens têm um potencial muito maior para transcender sua natureza.

Portanto, o Hisaron (falta ou anseio) pela espiritualidade não se origina de acordo com o sexo biológico, mas sim de acordo com o grau em que a pessoa é mais digna de transcender a natureza e aspirar à divindade.

Assim, é especificamente o homem quem tem a obrigação de estudar a parte interna da Torá, de se dedicar ao trabalho espiritual. A mulher, porém, não tem essa obrigação. Somente na medida em que surge nela uma genuína necessidade de espiritualidade é que ela também precisa passar pelo processo de correção dos Kelim. Mas quantas mulheres têm um desejo verdadeiro por espiritualidade?

Portanto, ela precisa examinar a autenticidade de seu desejo por espiritualidade. Se ela possui as coisas básicas correspondentes à sua natureza — um lar, um marido, uma família, filhos — e, mesmo assim, continua a aspirar ao divino, seu desejo é genuíno e ela possui a “faísca correta”. Mas se ela parece aspirar à espiritualidade enquanto carece dessas coisas básicas, pode-se dizer que ela está simplesmente buscando a satisfação como compensação por seus desejos materiais não realizados.

Por que não examinamos um homem da mesma maneira? Porque um homem não tem a mesma necessidade intensa de família, lar, esposa e filhos que uma mulher. Ele está desapegado desses desejos animais e, portanto, tal teste é desnecessário. Claro, nós examinamos os homens. Ele deve ser casado, ter uma família, estar ligado ao seu lar e ter a obrigação de trabalhar.

Uma mulher não é obrigada a trabalhar. O lar é o lugar do seu trabalho, de acordo com a natureza feminina. Você entende como a orientação dela é diferente da de um homem? De acordo com as leis de cada estado, o homem é obrigado a prover para a família e a mulher a administrar o lar. Essa é a atitude em relação a eles, mesmo agora, no século XXI. E isso não está sujeito a mudanças; é uma lei da natureza. Portanto, mulheres e homens são avaliados de forma diferente de acordo com sua estrutura interior.

Da Lição Diária de Cabalá 03/07/26, Rabash, “O que significa: ‘Não há ninguém tão santo quanto o Senhor, pois não há ninguém além de Ti’, na Obra?”

Sob O Domínio Da Natureza

629.4Comentário: Quando uma pessoa sedenta finalmente recebe água, ela bebe e sente prazer sem perceber qualquer conexão com o Criador. Nesse momento, ela experimenta uma grande Aviut (espessura do desejo) porque seu prazer é imenso.

Minha Resposta: Você está falando de um animal que tem sede e gosta de beber quando recebe água. Isso não é assunto da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá fala de intenções, não de receber algo de forma animal, sem intenção. A Cabalá explica como se age acima do Machsom (a barreira espiritual). O que existe abaixo do Machsom é chamado de “natureza”, e não há necessidade de discutir isso. Deixemos isso para os psicólogos. Que nos interessa como o animal existe? Ele existe inteiramente sob o domínio da natureza, e não há benefício algum nisso para ele, nem nenhuma possibilidade de mudança. E se neste momento eu não tenho a capacidade de mudar minha natureza, por que deveria me preocupar com isso?

É melhor não me deter na minha natureza atual neste mundo — como sou constituído, como minhas células funcionam, como meu fígado, cérebro e outros órgãos operam — porque sou incapaz de mudar essas coisas. É uma perda de tempo. É melhor estudar como posso me transformar, me aprimorar e alcançar a verdadeira plenitude. Isso sim é muito mais valioso.

Já existem oito bilhões de pessoas ocupadas com esta vida, que pensam que podem mudar algo nela. Se eu não for como elas, nada de terrível acontecerá.

É isso que as pessoas fazem a vida toda, acreditando que podem mudar algo, até que, finalmente, sejam enterradas. Por que se dedicar a isso? O verdadeiro desafio é parar e determinar o que realmente pode produzir resultados, o que é inútil, o que vale a pena e o que não vale.

Não há benefício algum em analisar incessantemente sua natureza atual, pois você só se consumirá com perguntas como: “Por que sou assim? Por que o mundo é assim?” E depois? Você culpará o Criador e permanecerá exatamente como está, com a diferença de que agora também terá dor de cabeça, úlcera e outros problemas.

Em termos Cabalísticos, o foco não deve estar no que é governado inteiramente pela natureza, mas no único ponto onde existe liberdade: a possibilidade de adquirir uma intenção acima do desejo de receber. É aí que começa o trabalho espiritual.

Da Lição Diária de Cabalá 06/06/26, Rabash, “Por que a Torá é chamada de ‘Linha do Meio’ na Obra? – 1”

Não Podemos Ir Contra A Natureza

571.03O desejo de receber está destinado a ser preenchido com a luz do mundo do infinito. Assim como foi infinitamente preenchido antes do Tzimtzum (restrição), também será preenchido depois dele, no Gmar Tikun (correção final).

Isso marca a diferença fundamental no método da Cabalá: nunca lidamos com o desejo em si. Em vez disso, adquirimos uma intenção para a realização através da luz circundante (Ohr Makif), que nos traz essa intenção, ou seja, a qualidade de Bina  dentro de Malchut.

Todos os outros métodos não podem utilizar a luz circundante porque não têm ligação com a fonte espiritual da qual essa luz emana. Portanto, voltam-se diretamente para o desejo de receber e concluem que este é a origem de todo o mal.

Disso deduzem que o mal deve ser eliminado. Em outras palavras, uma pessoa deve desejar o mínimo possível e restringir suas qualidades negativas. Mas isso é como cortar as mãos de alguém. Essa pessoa pode não ser mais capaz de causar dano com elas, mas será que algo foi realmente corrigido?

Portanto, tanto o desejo de receber quanto todas as ações realizadas em relação a ele permanecem intactos. Essa é a diferença fundamental entre o método da Cabalá e todos os outros métodos, uma diferença que se tornará cada vez mais evidente em um futuro próximo.

Hoje, diversos círculos e clubes surgiram em torno da Cabalá, cada um apresentando sua própria interpretação do método. Amuletos, fios vermelhos, cartas de tarô e uma miríade de outras crenças não faltam. No entanto, tudo isso serve, indiretamente, para esclarecer o que é a verdadeira sabedoria da Cabalá, para que ela possa emergir como clara, pura e autêntica.

Fico feliz que todas essas coisas estejam florescendo hoje. É um sinal de que a clareza está se aproximando. Esses métodos não devem ser suprimidos. Se, de acordo com o desejo de receber, ainda houver necessidade deles, se um pessoa puder encontrar satisfação neles e obter alguma realização, significa que ela ainda não os examinou completamente. E se não os examinou completamente, deve permanecer com eles por enquanto.

É por isso que a Cabalá não ataca nem destrói nenhum método. A Cabalá afirma que cada um tem seu lugar e seu tempo, pois todos surgem do desejo de receber humano. As pessoas os inventam, os desenvolvem e acreditam que podem se realizar por meio deles. Enquanto a pessoa não reconhecer o mal e perceber que esses métodos não a satisfazem verdadeiramente, ela deve continuar nesse caminho.

Portanto, tudo tem o direito de existir: métodos chineses, indianos e todos os outros. Quanto mais lhes for permitido desenvolver-se, mais cedo suas limitações serão reveladas. Assim como não devemos reprimir o desejo de receber, não devemos reprimir nenhum método que se mostre capaz de satisfazer esse desejo.

Mas sabemos que, em última análise, não há alternativa à sabedoria da Cabalá, o método para trabalhar com o desejo de receber, porque esse desejo é a própria essência da criação. Tentar ir contra a natureza não nos ajudará, porque a natureza está acima de nós.

Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que é acima da razão na obra?”

Alegrem-se Com A Revelação Da Própria Natureza

237Se uma pessoa sente que está caindo, vazia, exausta, sem nenhum desejo, isso é como uma semente que apodreceu, da qual uma nova árvore crescerá na próxima etapa.

Ou adquirimos novos Kelim e depois nos sentimos mal porque revelamos desejos sem cobertura, sem preenchimento; descobrimos impotência e vasos vazios. É o que chamamos de descida: a aquisição de vasos. Depois, quando eles estão cheios, dizemos que é uma ascensão.

Mas, em essência, o que precisamos são Kelim (vasos). Ou seja, uma pessoa deve se alegrar mais pelo fato de ser incapaz de fazer qualquer coisa por si mesma. Nisso, sua natureza lhe é revelada, sua estrutura, o que ela é e quem ela é por dentro, sem a influência do Criador sobre ela.

Mais tarde, surgem períodos em que a pessoa trabalha dentro desses estados de declínio e os percebe de forma positiva e construtiva.

Mas isso acontece ao longo do tempo, quando a pessoa começa a avaliar o sentimento de Hisaron (deficiência), um desejo não realizado, de forma diferente. Por exemplo, eu amo uma pessoa, sinto saudade dela, e essa saudade desperta em mim um agradável lampejo de emoção.

Da Lição Diária de Cabalá 22/03/26, Rabash, 1989 “O que é o ‘Pão de um Homem de Mau Olhado’ na Obra?”

Não É Masoquismo, Mas Uma Lei Da Natureza

594Nos foi dado o caminho da fé, que está acima da razão  (Rabash, “O Significado da Verdade e da Fé”).

A razão é o que sentimos e compreendemos, enquanto a fé é aquilo a que devemos nos elevar e aceitar acima da razão. Ou seja, não levar em conta nossas sensações e nossa razão  ao percebermos se algo é bom ou ruim para nós, mas sim aceitar que o Criador sabe melhor o que é bom e o que não é para nós.

Por exemplo, no nosso mundo, vamos ao médico. Pessoalmente, tenho muito medo de injeções. Já passei por muitas cirurgias e cortes, mas ainda assim tenho medo. Qualquer forma de correção ou cura é feita em carne viva. Devemos nos esforçar para alcançar um estado em que possamos suportar quaisquer mudanças, quaisquer correções, com alegria e sem dor.

Quando o Criador começar a nos curar, será agradável, alegre e doce para nós que isso esteja acontecendo, contanto que percebamos a importância do objetivo como maior do que a importância do nosso corpo animal.

Isso foi absolutamente verificado; é absolutamente certo!

Se uma pessoa se conecta com o objetivo, não importa quais sofrimentos passem pelo corpo, porque ela não os sentirá como sofrimento, mas apenas como alegria. Isso não é masoquismo; é simplesmente uma lei da natureza, porque o pensamento é superior ao desejo, superior à carne.

Da Convenção Internacional de Cabalá 07/09/19, Moldávia, Lição 4

Reconheça A Nossa Natureza

740.03A respeito do Criador, está escrito: “E o Senhor desceu sobre o monte Sinai, ao cume do monte”.

A respeito do povo, está escrito: “E eles ficaram ao pé da montanha”.

Tudo o que está no intelecto é considerado “em potencial”. Posteriormente, pode expandir-se para fato concreto. Assim, podemos interpretar “E o Senhor desceu sobre o Monte Sinai, ao cume do monte”, como o pensamento e o intelecto do homem, ou seja, o Criador informou a todo o povo que a inclinação do coração do homem é má desde a sua juventude. Depois que o Criador os informou em potencial, ou seja, no cume do monte, aquilo que estava em potencial expandiu-se para fato concreto (Rabash, O que é a preparação para a recepção da Torá? – 1).

Pergunta: O que é o reconhecimento do mal?

Resposta: Aquilo que constantemente me obstrui é chamado de mal. Quanto mais me obstrui, mais quero matá-lo, apagá-lo e me desapegar dele. Se eu revelar que está literalmente me matando, estou pronto para fazer qualquer coisa para me livrar dele, a tal ponto que as pessoas chegam a pagar somas enormes de dinheiro para se livrarem de qualidades ruins, submetendo-se a diversos tratamentos, frequentando cursos e assim por diante.

Mas aqui começo a me medir em relação a outro ponto, em relação ao topo do Monte Sinai, o ponto no coração. Então tudo o que está abaixo da montanha — isto é, minha natureza, que é chamada de “o povo”, o povo de Israel — eu defino como mal em relação a mim mesmo.

Ou me associo à montanha, a Moisés que a escalou, ou me enterro sob a montanha.

Se eu determinar que para mim é um mal permanecer abaixo da montanha e não em seu cume, isso é chamado de verdadeiro reconhecimento do mal. Então eu realmente preciso receber a correção, receber a Torá.

Da Lição Diária de Cabalá 12/02/26, Rabash, “O que é a preparação para a recepção da Torá? – 1”

Entenda A Necessidade Da Natureza

733Nós existimos em um estado especial, em um mundo único, no qual não compreendemos o que acontece conosco. Não sabemos o que acontecerá conosco agora ou daqui a um minuto; não percebemos nenhum sistema claro de recompensa ou punição, nem de causa e efeito entre nossas ações, pensamentos ou atos físicos. Vivemos em relativa escuridão, no vazio.

Algo acontece, mas dificilmente sabemos como e porquê. Vemos apenas as consequências imediatas de nossas ações mecânicas no momento presente, e não enxergamos além desse nível.

Não conhecemos as consequências de nossos desejos, de pensamentos bons ou maus. Os pensamentos e desejos dos outros me afetam? Eu os sinto ou não? Não sei, é incerto. Em essência, nos encontramos existindo em um espaço de escuridão quase total. E essa escuridão sequer nos incomoda; nos acostumamos a ela.

Uma criança pequena, como vemos, não entende o que está fazendo ou o que está acontecendo com ela. Ela corre, brinca e puxa coisas; uma criança explora o mundo através de um nível mínimo de contato com ele.

E nós? Fundamentalmente, também temos um nível mínimo de contato com o mundo. Mesmo no nível físico, não sabemos ao certo se interagimos com o mundo corretamente ou não. Somente em nossa época, neste século, estamos começando a perceber como nossa interação com o mundo impacta o meio ambiente, a ecologia, o clima, etc. Mas como nossos pensamentos afetam o mundo, a medida mais forte de impacto, ainda não sabemos.

Em princípio, se traçarmos a hierarquia da nossa interação física com o mundo a partir do nível mais baixo, o nível humano, que sucede os níveis inanimado, vegetativo e animado, é, em essência, o nível dos pensamentos, das intenções e da atitude interior de uma pessoa em relação à sociedade ou ao mundo em que existe.

Então fica completamente obscuro onde se encontram a recompensa, a punição e as consequências de nossas ações boas ou más.

Em geral, isso é um problema. Somos como crianças correndo pela sala, fazendo algo sem entender o significado ou a reação exata. Dizemos à criança: “Não faça isso!”, mas ela não entende o porquê. Nós sabemos, mas ela não. E quem pode nos dizer o que é permitido ou não também não está claro.

Só agora começamos a perceber que existe uma única força superior (chame-a de natureza ou Criador) que governa tudo porque está integralmente conectada a nós, e devemos levá-la em consideração. Vemos que tudo na natureza segue leis absolutas que agem sobre nós sem nos consultar. E aqui surge um sistema de relações muito complexo.

Como podemos nos comportar em relação à natureza que nos cerca, ao mundo superior, à força superior, se existimos dentro dele, mas permanecemos completamente alheios à sua presença? Consequentemente, em nossa insensatez, nos comportamos inadvertidamente como crianças pequenas; imaginamos que somos livres para agir como bem entendermos, apenas para nos vermos atingidos por todos os lados por uma saraivada de dolorosas consequências.

No entanto, não damos a essas consequências a atenção que merecem, não as reconhecemos como resultado de nossas próprias falhas, nem percebemos a ligação causal direta entre nossas ações e a resposta da natureza. Simplesmente não entendemos a fórmula fundamental que rege a interação adequada entre nós e o mundo natural.

Se fôssemos capazes de perceber e compreender isso, nosso egoísmo, nosso desejo inato por uma existência confortável, nos guiaria infalivelmente na direção certa. Mas, como esse sistema de governança permanece oculto para nós, continuamos a nos comportar como crianças pequenas; tudo o que nos interessa no momento, agarramos imediatamente para experimentar, sem nos atentarmos às consequências. E, se há consequências, não as relacionamos à causa. Aqui reside nossa ignorância sobre governança e todos os problemas de nossa vida.

É claro que esta é uma existência miserável, mas não há nada a fazer. A governança superior e a clara conexão entre nossas ações e consequências nos são ocultadas para nos elevar a um nível em que nós mesmos realizaremos as ações corretas não por coerção, mas porque desejaremos estar em conexão direta com o Criador e desejaremos ser bons e bondosos.

É precisamente isso que a natureza exige de nós, seres irracionais que somos, de percebermos a realidade em que existimos e de agirmos de acordo com essa consciência.

Da Lição de Cabalá em Russo, 17/03/19

Desvendando O Enigma Da Natureza

765.1O mecanismo de acesso ao mundo superior consiste em construir uma barreira para si, explorar o próprio interior, estudar a própria natureza egoísta e, gradualmente, transformá-la em altruísta. Ao mesmo tempo, a pessoa não se desconecta dos outros; pelo contrário, atrai-os para si e os inclui em seu interior, assim como uma mãe acolhe os desejos e toda a essência do seu filho.

Da mesma forma, cada um de nós deve incluir toda a humanidade dentro de si, pois é assim que nos expandimos.

Eu só tenho um ponto, um embrião de contato com todos os outros, e posso me expandir como um útero se expande quando um feto se desenvolve dentro dele. Em seu estado normal, o útero tem, digamos, o tamanho de uma pequena pera, e à medida que se expande, torna-se como uma enorme bola de futebol.

Assim, minha alma embrionária representa um ponto, chamado “o ponto no coração”. À medida que acolho os outros em mim, eles entram nesse ponto, e ele começa a se expandir, a inchar e a se transformar em um útero, em meus AHP, que incluem todos, até toda a humanidade, ou pelo menos o pequeno grupo de pessoas com ideias semelhantes com quem trabalhamos dessa maneira, cada uma relativa às outras como um útero.

Assim, começo a perceber toda a humanidade dentro de mim (não em algum lugar externo, de forma abstrata, mas precisamente dentro de mim) e a me relacionar com ela como com a coisa mais preciosa dentro de mim, como o organismo de uma mãe que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento do feto.

Esta é a base para corrigir o egoísmo: incluir todos os outros dentro de si como sua parte mais preciosa e integral, e trabalhar nisso. Ao fazer isso, você substitui completamente a percepção introvertida do mundo por uma extrovertida. Na verdade, não é realmente extrovertida, mas é chamada assim porque está conectada com os outros. Mas esses “outros” não são mais outros. Eles já são a parte mais próxima e preciosa de você.

Quando atingimos esse estado, percebemos que toda a criação, toda a natureza, é absolutamente um único todo, e não há vida nem morte, nenhuma transição de um estado para outro; tudo é eterno e perfeito. A pessoa transcende todas as limitações de tempo, espaço, movimento, vida e morte; tudo desaparece. Ela entra, claramente, em uma dimensão completamente diferente.

Ao mesmo tempo, até o último instante, este mundo não desaparece; você continua a existir nele fisicamente. E somente quando absolutamente todas as almas, isto é, todas as pessoas, mudarem sua atitude, sua natureza, para um único amor, uma única inclusão umas nas outras, então todos os mundos, e o nosso também, isto é, toda a ilusão da existência em nossa dimensão egoísta, desaparecerá gradualmente, porque nos foi dado apenas para que realizássemos essa obra em nós mesmos.

Fomos deliberadamente, artificialmente, arrancados de um estado de unidade, separados, dotados de uma consciência do “eu”, para que agora, por meio de nossos próprios esforços, pudéssemos nos reunir novamente. Hoje, a humanidade está entrando em um estágio no qual nossa natureza, nossa existência terrena, este pequeno mundo e nossas sensações nele nos impulsionarão, como dores de parto, para a dimensão superior, forçando-nos a entrar nela através de nossos problemas.

Não temos a mínima ideia do que está acontecendo no mundo. As convulsões ecológicas serão enormes! E você não pode fazer nada contra elas. Serão elas que levarão a humanidade à necessidade de se unir contra um inimigo comum: a natureza.

Essa natureza se revelará quando todos tivermos que nos unir. Aqui não há árabes nem judeus, nem russos nem americanos, nem africanos nem europeus! Aqui somos todos pequenos seres humanos diante de uma natureza imensa.

Então veremos que essa natureza tem sua própria forma, seu próprio plano, sua própria intenção, seu próprio cérebro, sua própria mente. Portanto, ela se dirige a nós dessa maneira propositalmente e nos ensina a nos tornarmos mais sábios. Dessa forma, ela nos forçará a nos conectarmos uns com os outros e a desvendar o enigma de por que ela age assim. Descobriremos nela uma influência de causa e efeito sobre nós, um senso de racionalidade. Não nos coloquemos acima dela. Quem somos nós? Pequenos insetos. Veremos que existimos dentro de uma vasta mente que nos força a crescer gradualmente.

Portanto, todas as mudanças ambientais inspiram grande esperança de mudanças positivas iminentes na sociedade humana. O Criador nos forçará a nos aproximarmos por meio da pressão da natureza que nos cerca e nos forçará, de alguma forma, a buscar interação e ajuda mútua.

De KabTV, Eu Recebi uma Chamada. Cabalá e LSD”, 01/10/10

A Natureza Nos Obrigará A Nos Corrigir

95Pergunta: Será que a natureza, o Criador, exercerá tanta pressão sobre uma pessoa, sem, no entanto, permitir que ela morra, a ponto de estar disposta a ouvir os Cabalistas?

Resposta: Está escrito nos Profetas, especialmente em Ezequiel, que mães misericordiosas cozinharão seus filhos e os comerão. Esse é um cenário. O segundo cenário é adotar o método da correção e começar a se corrigir para se assemelhar à natureza.

Em princípio, você entende que o egoísmo se desenvolve. De um lado, há a luz; do outro, há o egoísmo, que se desenvolve gradualmente, torna-se cada vez mais oposto à luz e percebe essa oposição como vários tipos de sofrimento: doenças, muitos tipos de golpes nos níveis pessoal, social, político e econômico, em qualquer nível.

E até que ponto esses sofrimentos continuarão? Você não poderá cometer suicídio; você precisa mudar de vida. A natureza não lhe dará essa opção; ela não permitirá que você sucumba às drogas ou a qualquer outra coisa. Este é um fenômeno temporário.

Você não poderá usar os remédios. Eles estarão ao seu lado e você poderia tomá-los, engoli-los e se sentir melhor. Mas, “Eu não posso”. Mas você está sofrendo, não está? “Não, eu não consigo tomar”.

A natureza nos forçará a perceber que somos o oposto dela, que somos contra o Criador. Como no Egito com o Faraó, algo precisa ser feito; precisamos escapar do nosso egoísmo para suavizar esse caminho e não subir a escada do sofrimento dentro de um egoísmo cada vez maior.

Não podemos reduzir o egoísmo; não podemos, de forma alguma, limitar seu crescimento. E o que você pode fazer? Você só pode começar a corrigi-lo. O método de correção é a Cabalá. Ela lhe mostra como, com a ajuda da força do Criador, com a ajuda da luz, transformar o egoísmo. Você não tem outra saída.

Somente por essa razão, nós, que possuímos esse método, devemos difundir a Cabalá por todo o mundo o mais rápido possível, por todos os meios. Essa é a nossa tarefa.

De KabTV Eu Recebi uma Chamada. 2012″, 25/08/10

A Natureza Começou A Remover Sua Tela Protetora, Parte 4

761.3A natureza nos protege criando uma restrição, ou seja, nosso impacto sobre ela se manifesta apenas na medida do nosso desenvolvimento interior. Como um juiz misericordioso ao aplicar a punição, ela leva em consideração não apenas os crimes, mas também nossa capacidade de compreendê-los e reconhecê-los.

A natureza, por assim dizer, filtra nossas influências negativas e as reduz gradualmente bilhões de vezes. Como resultado, exercemos apenas uma influência mínima sobre a natureza e de forma limitada, apenas para aprender com ela e compreender que, de fato, a influenciamos.

Em primeiro lugar, o ser humano deve participar integralmente da natureza no nível humano, ou seja, em relação aos seus semelhantes, cada um dos quais deve compreender que todos formam um só corpo. A pessoa deve zelar pela sua própria correção e não esperar que a simples proteção do meio ambiente (o inanimado, o vegetal e o animado) seja suficiente para a sua recuperação. Este é o ponto fundamental.

Mesmo que encaminhássemos todos os resíduos para a “reciclagem”, ou seja, para um segundo uso, e mesmo que limpássemos todo o Oceano Atlântico, isso não nos ajudaria a salvar a natureza. A relação intrínseca do homem com a natureza se expressa no nível do pensamento e do desejo — esse é o nosso principal impacto sobre a natureza.

A lei da conexão integral universal opera na natureza porque a natureza é o Criador! Mesmo que um lobo mate uma ovelha e a coma, ele o faz por ordem da natureza, que o instrui a matar indivíduos doentes.

Se você exterminar todos os lobos da floresta, todos os animais ficarão doentes e a floresta inteira morrerá. Na natureza, todos vivem em função dos outros. Fazem isso instintivamente, sem se darem conta. O lobo não sabe que vive para se alimentar de animais doentes.

Mas as pessoas não precisam se devorar para sobreviver. Elas se prejudicam umas às outras apenas por causa do seu egoísmo.

Em vez de “proteger” a natureza em um nível físico, precisamos aprender a conexão instintiva e correta que permeia todas as suas partes. Precisamos fundamentar a sociedade humana nessas mesmas leis. O que os animais fazem em ações físicas, precisamos examinar e realizar em ações espirituais.

Os pensamentos e desejos das pessoas são projetados em níveis inferiores, como uma aplicação aos mundos inanimado, vegetal e animal. Portanto, devemos construir uma sociedade humana de forma integral e tratar a natureza como um sistema geral do qual fazemos parte.

Em vez de olhar para a natureza de cima para baixo, ou de fora, devemos sentir que toda a natureza é a força superior, o Criador, e que a humanidade deve se tornar parte integrante dela. Com nossa participação correta, toda a natureza entrará em equilíbrio.

Todos os desequilíbrios da natureza são mostrados ao homem para que ele se equilibre. Então, ao aplicá-los à natureza, ele verá como tudo retorna ao equilíbrio. A Terra se transformará em um Jardim do Éden, em um sistema perfeito, se o homem se corrigir.

Se não fizermos isso, a natureza nos ensinará impiedosamente, que é o que temos visto recentemente.

De A Conversa, 06/09/17, “Cataclismos Climáticos”