Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Europa Numa Encruzilhada, Parte 4

laitman_626Pergunta: Que meios você propõe para a Europa chegar à unidade?

Resposta: Esses meios não estão em nós, mas sim ocultos na natureza. A sabedoria da Cabalá nos ensina como extrair essa força do bem e usá-la para mudar a nós mesmos. Nós não precisamos mudar nada, exceto nós mesmos.

Eu não posso mudar os outros. Mas cada um que participa deste trabalho muda a si mesmo, e nada mais. Ele só pode ensinar os outros a fazer as mesmas ações e mudar.

Pergunta: O que está oculto na força da natureza?

Resposta: A força de conexão e união, a força do amor.

Pergunta: Por que os europeus não conseguiram descobrir essa força antes; afinal de contas, eles também estavam falando de unidade e amor?

Resposta: Essa força não foi revelada ainda em nenhum lugar do mundo, porque o mundo só agora começa a descobrir o quanto precisa dela. Até agora essa força não foi necessária e todos pensavam que teríamos êxito através do desenvolvimento da cultura, educação, ciência e filosofia.

Mas hoje nós vemos que tudo o que existe dentro de uma pessoa torna-se prejudicial para ela se ela começa a usá-lo. Se quisermos alcançar uma vida boa, pacífica, sem guerras, problemas e dificuldades, devemos adotar o método da Cabalá que explica como a humanidade pode continuar seu desenvolvimento em um bom caminho.

A Cabalá nos ensina como extrair essa força da natureza e revelar essa força que vai nos unir. Para fazer isso, precisamos examinar a nós mesmos, a nossa natureza, a natureza do mundo, e a força oculta na natureza. Anteriormente, estávamos nos desenvolvendo somente pela força egoísta do mal, mas hoje podemos adicionar a força do bem a ela.

Pergunta: Será que essa força vai realizar um milagre e transformar a pessoa de egoísta em altruísta?

Resposta: Na verdade, essa força vai levar a pessoa a um equilíbrio. Haverá a força antiga e a força nova presente nela, a negativa e a positiva. Assim, a pessoa estará sob o controle de duas forças. Ela vai realmente saber como realizar os objetivos que lhe são atribuídos.

Pergunta: Isso significa que há uma força oculta na natureza que você está nos aconselhando a extrair?

Resposta: Essa força não é tão oculta; ela opera na natureza. Nós sabemos que na natureza há as forças positiva e negativa em cada átomo. Só dentro de uma pessoa há a força negativa isoladamente, e a força positiva não é revelada. No entanto, nós sabemos que ela existe. Nós apenas precisamos revelá-la.

Pergunta: Por que não a revelamos até agora?

Resposta: Porque ninguém a exigia. Mas hoje estamos prontos para revelar essa força; portanto, o método que permite despertar a força positiva da natureza e equilibrar a força negativa é revelado. Esse método da Cabalá sempre viveu dentro do povo de Israel.

Pergunta: Será que a sabedoria da Cabalá tem alguma patente desconhecida para revelar a força positiva dentro de uma pessoa?

Resposta: É claro! A Cabalá explica como conectar, estudar, e onde e como procurar essa força do bem. Como o povo de Israel tem este método e não o revela, as nações do mundo o odeia inconscientemente. Afinal, nós temos o método de união que todo mundo precisa desesperadamente, mas não o passamos através de nós mesmos aos outros.

A era da civilização europeia na sua atual forma egoísta está chegando ao fim, e uma nova era está começando onde teremos que implementar o método da Cabalá e levar a Luz ao mundo. A nova fase começa com a consciência de uma pessoa sobre a necessidade de mudar a si mesma. As pessoas vão abrir os olhos e começar a entender de onde é realmente possível obter uma força para mudar sua vida para melhor.

De KabTV “Nova Vida” 18/08/16

A Vida Vai Ensinar!

laitman_626Nas Notícias (European Jewish Press): “O ex-ministro da Defesa francês, Hervé Morin, disse que a França deve ser inspirada por Israel na luta contra o terrorismo.

“Ele disse ao jornal Le Figaro que o país precisa tomar novas medidas para se adaptar aos ‘tempos turbulentos’.

“Suas declarações aconteceram um dia depois de um ataque terrorista contra a igreja de Saint-Etienne du Rouvray em que um padre foi morto por terroristas islâmicos.

“Político centrista, Morin dirige o conselho regional da Normandia.

“‘A França tem vivido em paz durante décadas. Ela agora vive em um grande período de turbulência que vai durar. Não hesitem em aprender com o que foi feito nos países atingidos duramente pelo terrorismo – eu me refiro especificamente a Israel. Nós precisamos ‘israelizar’ nossa segurança”, disse o ex-ministro no governo do presidente Sarkozy.

“Ele expressou sua determinação para lutar contra o jihadismo, argumentando que em sua região, provavelmente há ‘cerca de 80 pessoas’ classificadas como radicais.

”’Nós temos que tornar as redes sociais criminalmente responsáveis, como o Facebook e outros, que deixam a propaganda jihadista fluir e é preciso garantir que o processo judicial seja iniciado contra todas as pessoas que visitam esses sites e aqueles que retornam da terra da jihad”.’

Meu Comentário: É assim que a vida ensina a si própria, em si mesma. Anteriormente, eles não concordavam de forma alguma com as medidas preventivas usadas por Israel. O ódio contra Israel só vai se intensificar porque quanto pior fica para o Ocidente, o sentimento inconsciente se tornará mais concreto de que os judeus são os culpados pelos problemas de segurança, não os árabes. Isso ocorre porque os judeus têm que mostrar a todo o mundo um exemplo de conexão e unidade, e só assim o mundo chegará à paz e tranquilidade.

Nova Vida # 620 – Selichot

Nova Vida # 620 – Feriados E Festivais: Selichot
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Quais são as leis da natureza representadas pelas Selichot (expiações) do mês de Elul? Como é possível descobrir essas leis e que forças serão reveladas no nosso povo se começarmos a tentar se conectar entre nós?

As Selichot indicam o processo que temos que passar de transcender nossa natureza egoísta. Essa não é uma questão de pedir perdão a alguém. O que garante que no momento seguinte eu vou me comportar melhor?

É impossível entender o que as Selichot são olhando-se as práticas populares, mas somente na verdade que está latente nelas. Os costumes israelenses apontam para as leis ocultas da natureza. Os costumes fornecem uma preparação, até que nos aproximamos da verdade: a revelação das leis ocultas da natureza. Existem várias camadas na natureza, leis da natureza, elas são a camada interna apontada pelos costumes de Israel. Para descobri-los, é preciso se familiarizar com a fórmula geral do sistema da natureza em que vivemos.

A lei das Selichot diz que devemos examinar bem a nossa natureza; ela é totalmente egoísta. Nestes dias nós podemos reconhecer o mais alto nível ao qual devemos subir, o “nível Falante”. Neste nível nós estamos conectados em completa harmonia. Mas a nossa natureza atual é o seu oposto!

Elul = “Ani Ledodi VeDodi Li” (“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu” – Cântico dos Cânticos 6:3). Se eu precisar de ajuda para amar os outros, a força superior virá para me ajudar.

Que ele deve pedir perdão, é não tirar vantagem dessa oportunidade que tivemos para se conectar. Como funciona o mecanismo desta correção?

Nós devemos pedir perdão por não ter aproveitado a oportunidade que tivemos para se conectar. Aquilo para o qual vale a pena pedir perdão é não ter aproveitado a oportunidade que tivemos para se conectar. Como vamos ativar esse mecanismo de correção? A Cabalá lida com este método de conexão.

Israel tem uma grande obrigação para com o mundo; nós devemos levar todos à conexão e amor. O trabalho de conexão mútua leva à força superior que é revelada nas conexões entre nós. É precisamente através da divisão e do ódio que podemos avançar em direção à conexão, “… assim como a luz é melhor (mais excelente) do que as trevas” (Eclesiastes 2:13).

De KabTV “Nova Vida # 620 – Feriados e Festivais: Selichot 01/09/16

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 6

laitman_570Pergunta: O Templo não é uma casa, mas um conceito espiritual, e nós ainda lamentamos o Templo destruído?

Resposta: Será que precisamos lamentar o Templo uma vez que entendemos que ele tinha que cair? Será que lamentamos a casa destruída que havia em Jerusalém, ou lamentamos a sua estrutura interna?

Todos os corações tinham que estar no meu coração, mas eu os expulso, sem querer sentir ou até mesmo permitir-lhes chegar perto do meu coração. Essa é a verdadeira destruição que eu lamento.

Se não lamentamos a essência interna da destruição, não como alcançar a correção. Assim, a destruição do Templo foi inútil porque não nos levou a quaisquer conclusões corretas. Neste caso, nós choramos apenas pelas pedras. Na verdade, com o nosso coração de pedra só podemos lamentar pelas pedras e nada mais.

Essas são lágrimas sem sentido, completamente inúteis. Nós já chegamos a tal desenvolvimento em que podemos nos elevar para lamentar os verdadeiros problemas: a razão da destruição. Então, talvez decidamos que é certo o Templo ter sido destruído; afinal, ele estava prestes a acontecer. Todo o programa teve que ser realizado até a época do ARI.

No entanto, a partir do momento em que o ARI descobriu a sabedoria da Cabalá e este método se tornou pronto para a correção do mundo, tudo dependeu de nós. Agora podemos lamentar, mas não sobre o que aconteceu na história, porque tudo isso estava nas mãos do Criador. Até o século XVI, quando a sabedoria da Cabalá foi revelada graças ao ARI, era impossível mudar alguma coisa.

No entanto, da época do ARI em diante, é permitido intervir no processo de desenvolvimento do mundo e acelerá-lo, isto é, mudá-lo para melhor com a nossa participação. Então, nós podemos escrever uma nova história diferente, não tão amarga como antes! Isso é o que todos os Cabalistas lamentaram.

Eles queriam muito fazer isso. O Ramchal pensou em disseminar a sabedoria da Cabalá para o povo, mas não foi autorizado a fazê-lo e se tornou sujeito a perseguições tais que teve que fugir da Itália. Abulafia fez muito para difundir a sabedoria da Cabalá e até mesmo ensinou-a a não-judeus.

Baal Shem Tov começou a implementar uma ampla dissemiação da Cabalá, criando o Hassidismo. Mas o contramovimento Metnagdim surgiu, que lutou contra a revelação da Cabalá, declarando que o hassidismo era uma seita. Com base nas suas denúncias, os Hassidim foram presos, embora ambos os lados fossem judeus. Essa separação é sentida até hoje.

“Metnagdim” é traduzido como “adversário”, opositores à disseminação da sabedoria da Cabalá, ou seja, o método de correção. E os Hassidim argumentavam que é necessário difundi-la como o Baal Shem Tov ensinou-lhes e eles estudavam livros Cabalísticos.

Hoje nós vivemos em tal momento em que é necessário continuar este trabalho. Afinal de contas, nós recebemos condições muito melhores do que 2000 anos atrás, e podemos perceber o propósito da criação de uma boa maneira.

Nós temos essa oportunidade; não apenas passamos por isso pelo caminho mais fácil, mas vamos crescer através do esforço deste trabalho. É impossível alcançar o objetivo final da criação no estado em que se encontra a humanidade agora. Não devemos esperar que isso aconteça por si só ao longo do tempo.

Nós temos que ser mais inteligentes e desenvolver os sentimentos e a mente, e revelar plenamente o Criador, que é a força do bem, com a condição de que vamos aprender a amar o nosso próximo como a nós mesmos. E isso só é possível usando o método da Cabalá. A questão é apenas como a utilizamos: sob a pressão de grandes catástrofes, até mesmo guerras mundiais, ou vamos entender que devemos praticá-la agora e começar a implementá-la. A escolha é nossa.

Por isso, nós disseminamos a sabedoria da Cabalá entre as pessoas, porque caso contrário o mundo está entrando no caminho do grande sofrimento. É claro, de qualquer forma, no final será bom. No entanto, vamos esperar que ele venha como resultado do nosso trabalho e não sob a pressão das forças da natureza que nos forçam a isso pelo sofrimento, uma vez que será mais terrível do que todas as destruições anteriores dos Templos combinadas.

Pergunta: Antes do ARI, por que era impossível se mover pelo caminho da Luz (Achishena)?

Resposta: Em primeiro lugar, a quebra completa do desejo comum tinha que acontecer em duas camadas principais, que correspondem às destruições do Primeiro e Segundo Templos. Depois, os desejos caíram do mundo de Atzilut para os mundos de BYA, e uma vez sob o Parsa, o limite do mundo de Atzilut, todos estes cacos começam a se misturar entre si e com o coração de pedra que não foi incluído diretamente na quebra.

Todos os desejos devem se misturar; esse período é chamado de tempo do exílio. Exílio não é apenas uma espera sem sentido, mas uma sequência de ações contínuas, inclusão mútua de desejos quebrados. Estes desejos, anteriormente separados entre si, agora se conectam em todos os tipos de formas e se organizam em uma escada de acordo com o seu grau de quebra no que diz respeito à força superior.

Quando todos eles são distribuídos em seus lugares de cima para baixo, a primeira ação da correção começa. Isso é o que a manifestação da alma do ARI significa. Portanto, antes deste tempo, era impossível fazer qualquer coisa. No entanto, da época do ARI em diante, o período da correção começa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16, Escritos do Rabash

Nova Vida # 458 – As Raízes Do Eterno Antissemitismo Até O Fim Da Correção, Parte 2

Nova Vida Nº 458 – As Raízes Do Eterno Antissemitismo Até O Fim Da Correção, Parte 5
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Pergunta: Há muitas reivindicações legítimas contra Israel hoje. Você acha que é por causa do antissemitismo, do antissionismo ou de desacordos políticos?

Resposta: A razão não é por diferenças políticas. Os indivíduos simplesmente não querem estar conectados a Israel ou ao povo de Israel. Eles não podem apagar a sua identidade e deixar de ser judeus, mas podem, pelo menos, fazer todos os esforços para evitar ser sionistas declarados. Eles podem negar o sionismo, mas não podem escapar de sua origem judaica. Portanto, eles tentam se livrar ao menos de qualquer conexão com o sionismo.

Comentário: Mas eles têm queixas específicas contra Israel em relação à sua posição política e suas políticas em relação aos direitos humanos.

Resposta: Os antissemitas se escondem atrás de afirmações aparentemente justificadas. Um antissemita não pode admitir que me odeia só porque sou judeu, então encontra uma série de desculpas que justifiquem o seu ódio.

A acusação mais justificada que os antissemitas fazem é que os judeus são responsáveis ​​por todos os problemas do mundo. Essa afirmação é justificada e eu concordo! Eu estou pronto para concordar com eles porque os judeus são realmente a razão para todos os problemas do mundo.

Se os judeus cumprissem o seu papel no mundo, se retornassem ao amor mútuo e estabelecessem um exemplo para o mundo e toda a humanidade, se cumprissem o plano da criação, poderiam se tornar uma força positiva no mundo. Mas agora eles são uma força negativa.

Pergunta: O que aconteceria com o antissemitismo natural se os judeus retornassem ao amor e doação?

Resposta: Se voltássemos ao amor e doação mútua e ensinássemos isso ao mundo inteiro, nos tornaríamos Luz para as nações do mundo. Então, o antissemitismo desapareceria uma vez que as nações do mundo sentiriam internamente que os judeus estão finalmente fazendo o que têm que fazer.

As nações do mundo não sabem qual o papel dos judeus, mas veriam que os judeus têm que ensiná-las a utilizar a segunda força da natureza, a força do amor altruísta que corrige e acalma o mundo inteiro e o eleva a um nível diferente, à dimensão espiritual, ao mundo pleno e eterno.

Pergunta: O que aconteceria com o ódio natural no coração dos antissemitas?

Resposta: Eles não sentiriam qualquer ódio. Pelo contrário, sentiriam amor e agradeceriam aos judeus por existir e ensiná-los. As nações do mundo querem aprender conosco.

Suas queixas de que os judeus são responsáveis ​​por todos os seus problemas, na verdade, significa que eles não podem fazer nada contra os judeus. Os judeus são apenas 0,2% da população mundial, mas vejam todos os problemas que causam a todos. Ninguém sabe o que fazer com essa nação.

Ela está espalhada por todo o mundo, mas é a causa dos problemas em todos os lugares. Ninguém no mundo não se preocupa com os judeus. Eles não falam sobre os chineses ou os sul-americanos, embora haja bilhões deles. Mas alguns milhões estão sempre no centro da disputa global.

No entanto, essa situação pode mudar 180 graus para o lado bom. Afinal, os povos do mundo vão sentir que somos professores que os ensinam como viver bem, e isso é exatamente o que eles esperam dos judeus.

Ouça o que eles nos dizem e declararam claramente: todo o mal no mundo vem dos judeus. Isso pode realmente ser traduzido em diferentes palavras: “nós somos fracos e os judeus são fortes. Olhe para o que eles estão fazendo conosco. Nós somos pequenos e eles são grandes porque podem destruir a vida de todas as pessoas no mundo. Eles são apenas 15 milhões e vejam o que estão fazendo com os outros sete bilhões de pessoas. Será possível? Mas isso é exatamente o que está acontecendo e nós não sabemos o que fazer com eles!”.

As nações do mundo nos dizem que são fracas e que dependem de nós. Se nós mostrarmos as elas o que temos, se desejarmos transmitir isso a elas dando um exemplo, a sua atitude irá mudar imediatamente.

Se quisermos passar isso a elas dessa forma, não vai funcionar. Elas vão pensar que queremos enganá-las novamente. Essa é a razão de que primeiro temos que organizar uma boa vida entre nós como um modelo para as outras nações. Isso é chamado de ser Luz para as nações do mundo. As nações do mundo vão querer saber isso de nós. Nós temos que ser um reino de sacerdotes, o que significa ser o ministério global da educação.

Comentário: Infelizmente estamos correndo contra o tempo…

Resposta: Isso é verdade! E essa é a razão de termos que decidir com urgência o que vamos fazer!

De KabTV “Nova Vida # 458 – As Raízes Do Eterno Antissemitismo Até O Fim Da Correção, Parte 2”, 25/11/14

Renascimento Da Europa É Possível

Comentário: Em uma reunião realizada entre representantes da Alemanha, França e Itália, na ilha de Ventotene no Mediterrâneo, o primeiro-ministro italiano, Matheo Ranzi, perguntou o que deveria ser feito a fim de alcançar a unidade na Europa, e não apenas superficialmente, mas realmente. Ele está convencido de que é possível reviver a Europa se a UE for baseada não só na economia, mas também em ideais.

Resposta: Esta é realmente uma boa pergunta, mas eles não têm os meios para alcançar a unidade. Não estou me referindo aos meios financeiros, mas à falta de conhecimento e compreensão de como fazê-lo. O fato de que tais perguntas surgem indica que eles exigem uma solução, e isso já é um grande avanço, pois quando encontrei-me com um delegado da UE, um par de anos atrás, e expliquei a ele por uma hora e meia como podem superar a crise em que estão; ele escreveu tudo e disse que “ninguém irá aceitar isso”.

Mesmo naquela época, disse que, mais cedo ou mais tarde, a UE iria desmoronar e que eles deveriam introduzir um processo educativo para os cidadãos o mais rapidamente possível. Caso contrário, a única solução que teriam para a questão da União Européia seria o nazismo, e eles irão escolher esse caminho, a menos que Israel una-se e ensine-lhes um tipo diferente de unidade. Não há outro caminho! Se não fizermos isso, tanto o nazismo como o fundamentalismo islâmico na Europa irão voltar-se, em primeiro lugar, contra os judeus.

Estas não são as minhas idéias, mas a verdade que a sabedoria da Cabalá nos traz. É melhor que as pessoas descubram isso estudando a Cabalá, e Deus me livre, não da vida. [Leia mais →]

Nova Vida # 457 – Anti-semitismo: Não Há Nada Mais Natural

Vida Nova # 457 – Anti-semitismo: Não Há Nada Mais Natural

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

A notícia relata que o número de ataques contra judeus, por todo o mundo, está crescendo. O anti-semitismo está em ascensão.

Recentemente um incidente escandaloso aconteceu em Auckland, quando no caminho do jardim de infância, uma criança usando um quipá foi atingida na cabeça por um jovem zombeteiro.

Mais e mais judeus franceses estão a imigrar para Israel. O jornal britânico The Guardian relata que a situação hoje é a pior desde a Segunda Guerra Mundial. Todos os inquéritos e estudos atestam a piora da situação.

Resumo

Pergunta: É difícil aceitarmos o fato de que este não é o resultado primitivo de pessoas desesperadas na periferia da sociedade, mas de pessoas comuns na sociedade ocidental. Tudo isso, para nossa grande surpresa, está levantando novamente medos que pareciam esquecidos com o Holocausto.

É muito difícil acostumar-se com isso, não entendemos como isso pode estar acontecendo. Ainda assim, precisamos entender o que está acontecendo. Quais são as raízes deste fenômeno, a próxima onda que estamos experimentando?

Resposta: Em primeiro lugar, deve-se dizer que os judeus que nasceram em Israel não são capazes de entender o anti-semitismo.

Há algumas semanas, em uma convenção israelo-americana, em Washington, tive uma discussão com um israelense muito famoso, que muitas vezes aparece na televisão. Ele sentou-se ao meu lado e quis provar a todos que não havia anti-semitismo no mundo, que para os judeus isto apenas parece existir. Em outras palavras, ele próprio não sente o fenômeno como é, aparentemente, muito claro.

Este é um exemplo típico de israelenses que viveram suas vidas como cidadãos de “primeira classe” em seu país. Eles são, simplesmente, incapazes de compreender o anti-semitismo que existe fora de Israel.

Por outro lado, eu morei no exterior por quase trinta anos. Foi onde eu nasci, fui ao jardim de infância, escola e universidade, eu trabalhei lá. Em outras palavras, passei por todas essas etapas e constantemente eu mesmo senti esse fenômeno. Toda a minha vida passou com um fundo de anti-semitismo, em um nível pessoal e social, em que você percebe que é um “cidadão de segunda classe”. Todo mundo está acima de você e você deve interiorizar que este é o seu lugar. Todas as possibilidades de estudos profissionais avançados são impossíveis para você; o seu potencial é baixo desde o início. E em todos os lugares você precisa construir um sistema especial de relacionamento com os outros.

Tudo isso era muito claro, e é isso que forma a pessoa através da pressão social geral, portanto, a questão de saber se o anti-semitismo não existe sequer se coloca em você. Você simplesmente vive dentro dela e sabe como comportar-se, de acordo com a realidade. [Leia mais →]

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 5

Laitman_083Após a queda do Segundo Templo, o povo de Israel foi para o exílio, ou seja, completamente desconectado da espiritualidade. Essa saída aconteceu gradualmente, porque a Luz diminui nível após nível: YechidaChayaNeshamaRuach e Nefesh.

Por isso, em gerações que existiram algumas centenas de anos após a destruição do Templo, havia Cabalistas que estavam em sua iluminação. O espírito do Templo ainda estava vivo no povo, porque a Luz não o abandonou imediatamente e foi dando-lhe um sentido de pertencer à espiritualidade.

No entanto, no final, este espírito desapareceu completamente e permaneceu apenas em raras pessoas. Tais Cabalistas escolhidos existiram em cada geração, até a época do ARI, o grande Cabalista, que passou todo o método da Cabalá descobriu a seu discípulo Rav Chaim Vital. O ARI foi único porque a sua alma veio de um lugar especial, de um ponto geral de almas chamado Mashiach Ben Yosef.

Mashiach Ben Yosef não é uma pessoa, mas um conceito. Há muitas almas que pertencem a Mashiach Ben Yosef, e também algumas almas que são chamadas, ou serão chamadas Mashiach Ben David. Nós precisamos perceber isso como um conceito espiritual e não ligá-lo a uma pessoa específica neste mundo.

Olhando para a história da humanidade, é difícil ver uma forma externa atrás da forma interna que está muito mais perto e mais clara para mim. É claro que forças atuam internamente e que consequências certamente se seguirão. Eu não posso ver os bonecos que se convertem na cena histórica.

Assim que eles me distraem, eu me afasto da essência interior da imagem e me concentro na forma externa. Então, eu imediatamente entro nos desejos e cálculos egoístas das pessoas que não entendem o que está acontecendo com elas.

A história é um conceito muito subjetivo. Se compararmos livros de história impressos na Rússia, EUA, Israel e Alemanha, veremos que cada um deles descreve os mesmos eventos de forma muito diferente, exatamente o oposto um do outro.

Portanto, eu prefiro ficar com a força que gira todos esses bonecos e cria a história, em vez de se concentrar nas consequências da sua manifestação no nosso mundo e na nossa maneira de explicá-las em nosso egoísmo, com base em nossas emoções e estereótipos.

Além disso, a geografia não existe porque o Egito, a terra de Israel, o deserto e o Monte Sinai na minha história são conceitos espirituais, diferentes graus da escada de forças espirituais. Nós devemos passar para tal visão da história e da geografia, a fim de julgar essas ciências adequadamente, objetivamente, e nunca estar errados. Isso elimina imediatamente todas as disputas entre historiadores e filósofos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Part 4

Laitman_421_01O exílio babilônico durou exatamente 70 anos. Setenta anos corresponde a todo o ciclo de desenvolvimento espiritual necessário para se tornar consciente do exílio. O fim do exílio é sempre revelado como uma condição: ou este será o local do seu enterro, ou vocês se unem como no Monte Sinai.

No Monte Sinai, foi a pedido do Criador para celebrar o exílio egípcio e escapar do Faraó, e na Babilônia foi graças a Hamã e Mardoqueu. Mardoqueu era um profeta e sabia que sem Hamã não seria capaz de fazer nada com os judeus. Hamã desempenhou o papel de cão de guarda que reuniu os judeus de todos os 127 países do reino da Babilônia em uma multidão.

Portanto, eles foram capazes de alcançar a unidade, voltar à terra de Israel e começar a construir o Segundo Templo. Mas essa unidade não foi tão forte quanto na época do Primeiro Templo. Não foi culpa deles; eles simplesmente não podiam fazer mais, uma vez que trouxeram egoísmo adicional do exílio.

Além disso, isso tinha que acontecer dessa forma de acordo com o programa do sistema superior, porque as destruições dos Primeiro e Segundo Templos correspondem a duas fases de quebra dos desejos no mundo de Nekudim. O desenvolvimento material do nosso mundo é uma consequência mecânica direta dos processos no mundo espiritual.

Portanto, o Segundo Templo não tinha muitos atributos do Primeiro Templo. O Segundo Templo foi no nível de Mochin de Neshama, muito inferior do que o Primeiro Templo, que atingiu o nível de Mochin de Haya. Essa é uma diferença enorme.

Mochin de Haya é a revelação do Criador, e Mochin de Neshama é a revelação da relação do Criador com as criaturas. É como conhecer a própria pessoa, ou receber algumas vezes pacotes com presentes dela.

No entanto, o Segundo Templo foi uma conquista muito grande. Na verdade, tudo tem o seu lado positivo. Eles receberam a oportunidade de difundir seu conhecimento espiritual e escrever livros sobre isso exatamente porque não atingiram o nível de Mochin de Haya. Esse não foi o caso nos dias do Primeiro Templo.

Havia muito mais Cabalistas envolvidos na realização espiritual nos dias do Segundo Templo. O Primeiro Templo foi como uma academia que tinha apenas algumas dezenas de acadêmicos e o Segundo Templo foi como uma universidade normal, com níveis inferiores, mas com milhares de alunos que estudam nele.

Estes milhares de Cabalistas “comuns” foram realmente mais úteis para nós, porque podiam explicar tudo na MishnáTalmude, e escreveram muitos comentários e livros. Eles se permitiram escrever sobre isso, porque a realização desceu da altura dos mais profundos mistérios espirituais e aproximou-se do mundo material.

A partir do momento em que o Segundo Templo foi construído, ele imediatamente começou a ruir porque não era o objetivo final do desenvolvimento. O relógio continuava a assinalar, contando os segundos no eixo de tempo e nos levando ao ponto final do caminho. Afinal, o objetivo final da criação estava incorporado no plano inicial e tudo era pré-determinado.

Ficou claro que o Segundo Templo também estava destinado a entrar em colapso. No entanto, os Cabalistas lutaram para impedir essa destruição, como fizeram nos dias do Primeiro Templo. Eles lutaram contra a queda do povo do nível espiritual e contra todos aqueles que se congratulavam com dignitários gregos e romanos em Israel. Dentro do povo de Israel houve guerras terríveis entre os judeus.

Os Cabalistas apelaram ao povo, instando-os a se unir. Por que eles lutaram pela unidade se sabiam de antemão que o Templo entraria em colapso? O fato é que o nosso trabalho é ir pela fé acima da razão. Eu não quero saber o que vai acontecer no final, a fim de dobrar minhas mãos e esperar até que o Templo caia. Eu preciso trabalhar e lutar a cada momento para preservar a santidade, e tudo o que for, será.

Mesmo se eu morrer, devo manter a santidade o maior tempo possível. Portanto, houve grandes guerras para proteger o Templo. Afinal, se os Cabalistas se resignassem com o fato de que ele seria inevitavelmente destruído, seria um grande crime, já que o nosso trabalho deve ser na fé acima da razão.

É como um doente cujo dever é ir ao médico, pegar medicamentos que salvam vidas e bebê-los, e depois agradecer ao Criador por sua recuperação. Isso não é claro para uma pessoa comum.

Hoje, também, as pessoas não entendem que é precisamos construir nossa vida em santidade, sem esperar quando isso vai acontecer por si só. Esse trabalho é acima da razão e no nosso tempo, mesmo dentro dela.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 3

laitman_746_01Os desejos não podem ser mortos! Eles não podem ser destruídos, só podem ser desligados e não utilizados. O mundo inteiro tem sua finalidade e, portanto, não é permissível jogar nada fora ou mesmo excluí-lo do uso.

Isto é determinado pela atitude para com os sete desejos (sete nações) que são revelados durante o período de desenvolvimento chamado entrada na terra de Israel. “Terra – Eretz” significa desejo (Ratzon), e “Israel” significa direto ao Criador (Yashar-El). Se corrigirmos nossa atitude para com os sete grandes desejos egoístas que foram revelados, vamos neutralizá-los como se eles não existissem.Então, vamos estar prontos para se estabelecer na terra de Israel, o que significa entrar no desejo de que está dirigido diretamente ao Criador (Israel), ou seja, com a intenção de doar.

Todos os desejos que existem desde os tempos da antiga Babilônia passaram por uma quebra, crises terríveis, e posterior desenvolvimento. Por isso se diz sobre o grupo de Abraão que supostamente vai à terra de Canaã, depois ao Egito, ao deserto, e depois entra na terra de Israel.

No entanto, estes são nomes dos períodos, quando o desejo mais profundo, mais cruel e egoísta foi revelado dentro do povo de Israel, dentro do grupo de Abraão. E nós o cobrimos cada vez mais, sem querer usá-lo de uma forma criminosa e egoísta para o nosso próprio bem.

Nós ficamos na qualidade de doação o tempo todo, criando uma cobertura para todos os desejos que são revelados em nós: para o Faraó (o maior desejo egoísta), e para todas as nações que se interpõem em nosso caminho. A partir desse momento, podemos construir uma tal conexão a partir dos desejos corrigidos que estaríamos juntos não apenas em misericórdia, mas, na verdade, na intenção de doar.

Isso significa que não basta não cobiçar a propriedade do outro, quando o seu é seu e o meu é meu, ou pedir que todos sejam amigos. Nós realmente temos que chegar à conexão dos nossos corações. A misericórdia ainda não é a conexão dos corações, o que implica a conexão dos desejos. Portanto, eu começo a examinar quais dos meus desejos podem se conectar com os desejos dos outros.

Esta é a primeira e segunda restrição, quando todos os desejos que são incapazes de se conectar as qualidades de recepção e doação (Malchut com Bina) são separados. Nós nos recusamos a usar tudo isso e começamos a trabalhar apenas com os desejos de doação e com esses desejos de recepção que se anulam perante eles (AHAP de Aliyah). A partir desses desejos nós construímos o Primeiro Templo, a nossa primeira conexão em desejos.

No entanto, esta é apenas uma parte da correção, uma vez que estamos sob a segunda restrição e não usamos o nosso verdadeiro desejo de desfrutar. Com a construção do Primeiro Templo chegamos à Luz de Mochin de Haya com a iluminação de Hochma. Quando terminamos a construção do Templo, a força superior é revelada dentro da nossa conexão. Nós mesmos a levamos à revelação, proporcionando um vaso adequado.

A verdadeira qualidade de doação não tem uma forma; nós definimos a forma com os nossos desejos que se conectam entre si. Isso é chamado de revelação do Criador às criaturas. A força superior é revelada dentro de nossos desejos que estão corretamente conectados uns aos outros. Este realmente é o Templo.

Assim que o Templo é revelado, todos os desejos que até agora não são capazes de ser incluídos nessa conexão começam a despertar e apresentar novas exigências para nós. E uma vez que as suas exigências são válidas, porque emanam do objetivo final da criação, da sua implementação final, não podemos resistir a eles. Nós começamos a ficar impressionados com esses desejos que são revelados acima da altura do Templo.

Afinal, esses desejos nos asseguram de que é possível construir o Templo muito mais elevado, ou seja, fortalecer a conexão entre nós! No entanto, não temos uma cobertura para tal altura e por isso começamos a cair.

Na interpretação deste mundo isso significa que surgem guerras em torno do Primeiro Templo, e aparecem personagens conhecidos por todos nós: K’tzinim (senhores e nobres), fariseus e saduceus (PrushimTzdokim). A guerra começa dentro deste grande grupo chamado o povo de Israel.

No final, a luta vai tão longe que a conexão entre eles quebra. E uma vez que a conexão interna é destruída, Nabucodonosor aparece na forma externa e destrói o Templo de pedra localizado em Jerusalém. Obviamente, esta é apenas uma consequência da quebra espiritual.

Mas, mesmo antes de Nabucodonosor destruir o Templo, o povo de Israel já tinha caído em seus desejos egoístas. Como resultado, Nabucodonosor expulsa-os da terra de Israel e move-os para a Babilônia, porque eles já não pertencem a esta terra e não são considerados Israel (ou seja, que aspira diretamente ao Criador).

É dito sobre a Babilônia que 127 nações viviam nela, e todas foram espalhadas em torno dela. Uma separação interna reinava entre elas, e exatamente de acordo com a raiz espiritual, com o estado interno, elas foram dispersadas fisicamente.

Se você estiver interessado por que uma pessoa está em Kiryat-Gat ou Beer-Sheva, em Haifa ou Petach-Tikvah, há uma razão para isso também, e puramente espiritual. Afinal de contas, nós só nos movemos porque há uma razão espiritual que nos move.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash