Textos na Categoria 'Zohar'

A Pérola Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Yitro (Jetro)”, Item 533: Há duas pérolas e uma Masach entre elas, ficando entre cada uma delas. A pérola superior é incolor, não é facilmente visível.

Item 534: Malchut é chamada “uma pérola” porque sobe para NHY de ZA, que são chamados “pernas”. Porque a ascensão de Malchut à Bina, Bina, também, é chamada “uma pérola”, e é uma pérola superior.

Existe a escada dos degraus espirituais que vêm do mundo do Infinito para o nosso mundo. Esta escada consiste em 125 degraus. A parte superior de cada degrau contém a parte inferior do degrau superior, enquanto a parte inferior de cada degrau está imersa num degrau ainda mais baixo.

A parte superior do degrau mais elevado é o mundo do Infinito, enquanto que a sua parte inferior está dentro do degrau inferior. Segue que a parte inferior de cada degrau superior existe juntamente com a parte superior do degrau inferior. Assim, em cada degrau existe uma parte comum entre os degraus superior e inferior, onde ambos se unem num.

A parte superior de cada degrau é chamada Galgalta ve Eynaim (GE), enquanto que a sua parte inferior é AHP (Awzen-Hotem-Peh). Em resumo, elas compreendem os 10 Sefirot, mas de forma que o degrau inferior contem AHP do degrau superior, e o GE do degrau inferior veste este AHP. Segue que a parte superior de cada degrau é compreendida por 10 Sefirot no total, que os degraus superior e inferior formam juntos. É assim que ocorre em cada degrau.

É isso que O Zohar explica: é impossível criar uma “pérola”, Malchut, o vaso espiritual de cada pessoa, a não ser que ela se ligue a todos. Eu preciso de todos: eles são o meu vaso espiritual. Eu tenho de receber o meu GE e o meu AHP de todos. E quem sou eu? Eu sou o ponto no coração do qual comecei o caminho.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/4/11, O Livro do Zohar

Eu Quero A Luz!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu simplesmente não consigo entender: O que é a Luz que corrige? Como posso exigi-la durante o estudo?

Resposta: 1. Ao menos tente reconhecer todas essas qualidades dentro de você, as quais lemos no Livro do Zohar. Tente perceber onde elas estão em você, “investigue” dentro de seus desejos, pensamentos e em de si mesmo.

É assim que você expande seus Kelim (vasos), desejos, e qualidades internas de percepção. Como você busca entre eles, você começa a diferenciá-los. Mas todas essas qualidades já existem dentro de você.

2. Se eu não tenho a necessidade de correção, as palavras “a Luz que corrige” são desprovidos de vida para mim. Se eu exigir correção, eu aguardo esta Luz. Mas se eu não tenho esta necessidade, não sei o que essa Luz significa.

Segundo me disseram: “Você tem que esperar para que a Luz venha”. Ótimo, então deixe-a vir. Os sábios dizem que ela é boa, e eu concordo. Se essa é a minha atitude, então eu não posso atraí-la.

Está escrito que se deve aguardar a salvação a todo o momento. “A salvação do Criador vem em um piscar de olhos”. Nós estamos falando precisamente da Luz que corrige, a Luz que reforma, trazendo-nos de volta ao Criador.

A ação que nós exigimos do alto deve ser sempre precedida do nosso desejo, a necessidade dele. Caso contrário, isso nunca vai acontecer. Ou nós extraimos o sofrimento de dentro de nós por nossa própria vontade, que é “o sofrimento do amor”, um desejo apaixonado pela Luz, ou isso virá na forma de sofrimento compulsório, pelo caminho de “Beito” (no devido tempo).

No entanto, sem sofrimento, sem uma pergunta e sem o desejo, eu não consigo alcançar a Luz que corrige. Isso porque a Luz está em repouso absoluto. Nós só precisamos do desejo, de modo que a Luz  que corrige nos influencie.

Nós poderíamos dizer que a Luz está presente no interior do desejo, mas só é revelada quando esse desejo alcança a verdadeira medida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, O Zohar

Um Guia Para os Seus Sentimentos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que O Livro do Zohar nos ensina os métodos de conexão entre nós?

Resposta: O Baal HaSulam acrescenta um comentário ao Zohar para evitar a materialização do texto do Zohar. Isso abre caminho para a formação do estado espiritual dentro de nós, além do tempo e do espaço, além das imagens do nosso mundo, para nos fazer querer experimentá-lo dentro e não fora de nós.

O comentário Sulam, como todos os livros Cabalistas, é escrito para pessoas que já adquiriram realização espiritual, para ajudá-las a entender o que já estão sentindo.Está-me sendo explicado o que estou sentindo agora; estou num nivel onde “a alma da pessoa a ensina”.  Então, ao ler textos Cabalísticos, eu começo a entender o que estou sentindo.

No entanto, antes das sensações espirituais surgirem em mim, os textos Cabalísticos não são a fonte de conhecimento, mas a “Segula” (uma força milagrosa) para mim, porque ao lê-los, estou exposto à influência da Luz superior, lavando-me como um fluxo de água viva.

Daí, eu não quero explicar o que cada frase do Zohar significa, do ponto de vista dos Sefirot e Partzufim,  para que o aluno não fique satisfeito com o conhecimento superficial. Eu quero que ele busque interiormente, nos seus sentimentos, querendo saber o que realmente é. Então, eles vão ter um maior desejo de revelação e, assim, formam um desejo, uma necessidade, por ele.

 Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/11, O Livro do Zohar

Um Sinal De Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que sinais nos ajudam a dizer se uma pessoa está avançando no estudo do Livro do Zohar?

Resposta: Que livros você estuda é irrelevante neste sentido, porque além de estudar O Livro do Zohar também estudamos o Talmud Eser Sefirot, bem como artigos e cartas do Baal HaSulam e Rabash que explicam como avançar rumo à unidade entre nós e ao estudo mútuo. Eles nos ajudam a nos organizar corretamente. Depois que nos organizamos em um grupo de estudo, começamos a estudar a verdadeira Cabalá.

O objetivo do grupo de estudo na Cabalá não é o estudo do material, mas aspirar, por meio da leitura, a compreender a “Segula“, isto é, atrair a influência da Luz sobre nós a partir de um nível superior. Se durante o estudo desejamos que a Luz se revele dentro da nossa unidade, com esse esforço construiremos o mais alto nível e o nosso esforço provoca o surgimento desse nível.

No entanto, se estudamos apenas para tentar entender o material, não estamos estudando a Torá. Isso porque a Torá se refere precisamente ao nosso esforço e ao surgimento de um novo nível.

Portanto, o progresso no estudo das fontes autênticas (O Zohar, os livros do Ari, e o Talmud Eser Sefirot) é determinado pela força de sua aspiração em revelar o próximo nível dentro de você, ao invés de apenas o desejo de conhecer o material.

Não há avanço na compreensão ou acumulação de conhecimento, porque antes da sensação do mundo superior, todas as nossas noções sobre ele são erradas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, O Zohar

A Chave É Pensar Sobre A Unidade

Dr. Michael LaitmanPergunta : Como eu posso aprender a dar mais importância à intenção do que a compreensão do texto, quando estudamos as fontes Cabalísticas no grupo ou quando eu as leio sozinho?

Resposta: Quando eu leio sozinho, eu também tenho que pensar que estamos todos conectados. É como se eu mergulhasse no nosso desejo coletivo que nos une em um só, quando estamos unidos todos juntos, mesmo que não sintamos isso.

Eu tento estar no mesmo nível. Ao estar junto com todo mundo dentro do sistema que nos conecta, onde todos compartilham o mesmo desejo e energia, eu desejo sentir que não existem diferenças entre eu e os outros.

Então, ao ler o texto, eu tento penetrar na sua essência, tanto quanto possível e, mais importante, não me desconectar da conexão interna entre nós. Se eu precisar dar 99% da minha força para a reflexão sobre a nossa conexão, eu tenho que fazer isso. Então, eu uso apenas 1% para a compreensão do que leio. Às vezes eu nem sei sobre o que estou lendo: ​​portanto, são grandes as distrações que chegam até mim.

No entanto, eu não devo me preocupar com o fato de que, mais tarde, não serei capaz de dizer o que acabei de ler. A chave é querer manter contato com todos quando meus olhos seguem as letras. Isso é suficiente para que o texto me influencie.

Eu quero enfatizar de forma específica que antes de tudo você tem que pensar na conexão entre nós, e só então você pode ler e entender o quanto você for capaz.

Da Lição 4, Convenção NÓS! 02/04/11

O Exílio É A Preparação Para Revelação

Dr. Michael LaitmanO Zohar , Capítulo “A Páscoa, Shemot (Êxodo)”, Item 246: Por que o Criador deseja levar Israel até o exílio no Egito? Por que o exílio, e por que especificamente no Egito?

Se você não pertence a “Israel” (em hebraico “Isra-El” significa “direto ao Criador”), ou seja, se você não aspira a alcançar o Criador, tornar-se igual a Ele pela qualidade de doação e amor, então você não tem que descer ao Egito, isto é, sofrer devido à falta de uma conexão com o Criador. Em vez disso, você continua vivendo sem esses problemas.

Mas se você aspira a alcançar o Criador, você tem que querer isso muito e preparar este desejo. A maneira de prepará-lo corretamente é no estado chamado de “exílio”: a sensação de exílio do estado perfeito.

No exílio, nós adquirimos a aspiração, a necessidade e o desejo em todos os mínimos detalhes, formas e qualidades, que mais tarde participam da revelação do Criador, a redenção do exílio. Portanto, o exílio é uma preparação importante e ela não termina até que um verdadeiro desejo de revelação esteja pronto.

Isso porque não há Luz sem desejo. A Luz é simples, mas só quando o desejo atinge as qualidades que devem estar presentes nele com sua profundidade, força e forma, é que a satisfação se revela nele.

Portanto, não adianta chorar sobre o porquê de não termos atingido ainda a revelação. Isso significa que ainda não concluimos a preparação do desejo em toda a sua plenitude, para que ele se revelasse como o vaso corrigido e adequado para a revelação da Luz. Nós temos que trabalhar nos desejos, ao passo que a Luz está em repouso absoluto e pronta para ser revelada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/11, O Zohar

O Portão Para o Livro do Zohar

Há muitas histórias do Livro do Zohar que foram escritas em linguagem alegórica (Midrash). Elas estão aparentemente descrevendo pessoas e os anjos (as forças da natureza) , animais e plantas, e é por causa disso que os autores do Livro quiseram explicar todos os níveis da criação para nós: inanimado, vegetativo, animado, e falante.

BaalHaSulam preparou quatro introduções para o o Livro do Zohar:

1.”Prefácio à Sabedoria da Cabala(Pticha)”: É um prefácio científico, onde ele explica a estrutura dos mundos, Partzufim, Sefirot, a interação das Luzes e desejos (vasos, Kelim).

2.” O preâmbulo ao comentário do Sulam”: É ligado ao referido prefácio acima. Aqui, ele também explica como trabalhar com as três linhas, Luzes e desejos, apenas em uma forma mais particular, mais perto de cada alma.

3.” Prefácio ao Livro do Zohar”: Nesta introdução, Baal HaSulam explica a percepção da realidade. Ele descreve como é a transição da nossa percepção corporal, percepção comum da realidade para o mundo espiritual, quando começamos a perceber a realidade através deste mundo, que se torna transparente, e ver as forças que nele trabalham, em vez da imagem externa do mundo. [Leia mais →]

Você Gostaria De Um Pouco de “Mana Do Céu”?

Por que eles dizem “mana do céu”, se ela foi encontrado na parte da manhã no lugar do orvalho? Não caiu do céu; aparece no chão. Graças ao MAN, que é Bina e Malchut conectado, exaltamos os nossos desejos e damandamos por correção pela propriedade de doação.

Evocando os nossos desejos para evoluir, articulado com o Criador para ser igual a Ele no amor e na doação, é considerado como MAN. Isto é exatamente como uma pessoa se completa depois que ela rasga-se do seu egoísmo. Eu revivo a minha alma no fato que eu gosto da doação e desejo de ser preenchido com Bina, o Criador. [Leia mais →]

O Livro dos Livros

Há livros escritos por pessoas comuns sobre as sensações neste mundo. E há livros escritos pelos cabalistas, as pessoas que alcançaram o mundo superior e escreveram sobre suas sensações na espiritualidade.

Estes livros são chamados de livros sagrados especiais. Sagrado (Kadosh) significa “separado”. O mundo espiritual é completamente separado do nosso egoísmo, portanto, uma pessoa que está descrevendo as suas sensações está escrevendo um livro sagrado: especial ou separado.

Existe um livro mais especial que todos os outros livros escritos ao longo da história por pessoas que alcançaram o nível espiritual. Nas fontes cabalísticas é simplesmente referido como o livro, sem menção de seu nome “O Zohar”. Este livro é muito diferente em relação aos outros livros que nem sequer são considerados um livro. Isso é porque ele foi escrito por um grupo especial de pessoas que atingiram todas as dez maiores Sefirot em Malchut do mundo do Infinito.

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Uma Alma Para Todos

Dr. Michael LaitmanO mundo espiritual é uma alma unificada, uma para todos. Ao unificá-la com os outros, cada um alcança a mesma alma integral. No artigo “600000 Almas”, o Baal HaSulam escreve que não há nada no mundo além da alma.

Todas as pessoas alcançam esta alma colectiva de uma forma individual, de acordo com o seu programa ou Reshimot (genes espirituais), tal como agora observamos o mundo circundante e o vemos da nossa própria maneira. Não posso comparar o sabor que obtenho de certa comida com a maneira como os outros a provam, ou a minha impressão de uma pintura que ambos vemos. Todos têm impressões que coincidem com seus Reshimot.

Mesmo se estivermos à frente da mesma imagem na espiritualidade, os mesmos mundos e Partzufim, cada um também recebe uma impressão individual dela. Esta individualidade não se desvanece.

Como é que eu me uno à alma integral? Você faz isso através dos desejos. Suponha que eu estou no centro dos mundos espirituais: Assiya, Yetzira, Beria, Atzilut, Adam Kadmon (AK), ou do mundo Infinito. Ao sair de mim, do meu ego, e ao unificar-me com os outros, alcanço a dimensão da alma integral. Nela eu percebo o mundo espiritual. Quanto mais saio do meu ego, adquirindo os Kelim (vasos) dos outros, mais elevado será o mundo que eu percebo.

Como faço isso? Eu “compro” novos desejos, uma vez que tenho apenas um ponto, um embrião, da alma. Os novos desejos que ganho ao unir –me aos outros representam, de facto, o Kli (vaso) da minha alma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/3/11, “Introdução ao Livro do Zohar”