Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

A Realização Dos Cabalistas Do Passado

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você quer dizer com “os Cabalistas passaram a Luz às pessoas”? Afinal, eles só mudaram sua percepção.

Resposta: Os Cabalistas são pessoas que cruzam a Machsom, se integram ao sistema superior de controle, e através dos seus desejos em se tornar corrigidos, trazem a sua atividade a este sistema.

Nós estudamos isso no sistema dos mundos superiores, que está num estado passivo e funciona como se em marcha lenta; ele tem apenas a luz de Hassadim. E quando as nossas propriedades egoístas se integram, a Luz de Hochma surge e o sistema começa a funcionar. Como se você adicionasse gasolina e o motor começasse a trabalhar, não em marcha lenta; é a mesma coisa aqui.

É por isso que os Cabalistas que se corrigiram, sendo peças de todo o sistema, tanto o nosso como o superior, acrescentaram a sua Luz a este sistema. Eles acrescentaram a Luz de Hochma em seus desejos egoístas corrigidos e, assim, todo o sistema já funciona em rotações diferentes. Ou seja, ele é capaz de nos aceitar, processar, e incluir em si mesmo; esta é a sua realização.

Hoje nós estamos agindo da mesma maneira. Corrigindo a nós mesmos, de modo geral nós fazemos o mesmo para as futuras gerações que nos sucederão. Assim, gradualmente, todos seguem um ao outro.

Por conseguinte, a correção do mundo ocorre das qualidades egoístas mais leves para as mais pesadas. Em alguns anos, as pessoas que virão para a Cabalá para se corrigir, serão muito mais egoístas do que nós, mas nós vamos preparar o terreno para elas, atraindo a Luz para o sistema dos mundos, que, sem nós, teria trabalhado apenas na Luz de Hassadim, isto é, teria estado no pequeno estado (no estado de “Katnut“).

Da Lição Virtual 18/11/12

Um Menino A Quem O Cordeiro E O Lobo Obedecem

Dr. Michael LaitmanPergunta: No artigo “A Paz”, o Baal HaSulam traz uma citação de Isaías: “E o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito; o bezerro e o leão novo e o animal cevado andarão juntos; e um menino os guiará”. Quando essa hora chegar, para quem vai ser mais difícil: para o lobo lidar com o cordeiro ou o cordeiro lidar com o lobo?

Resposta: Há um lobo e um cordeiro em cada um de nós, o desejo de receber e o desejo de doar. O desejo de doar é chamado de “cordeiro”, e o desejo de receber é chamado de “lobo”. Eles não podem viver juntos, por falta de acordo mútuo. O lobo sabe que só pode se satisfazer com o cordeiro, e o cordeiro teme que o lobo possa comê-lo. Mas, por outro lado, o lobo sabe que não pode viver sem o cordeiro, e o cordeiro sabe que sem o lobo não será capaz de avançar e será sempre um cordeiro.

Assim, verifica-se que um não pode existir sem o outro, e não podem viver entre si. Portanto, como eles podem encontrar o equilíbrio entre si? Como pode existir o estado de “o lobo habitará com o cordeiro”? Como podem dois desejos opostos, o desejo de receber e o desejo de doar, coexistir?

Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos explica: como o lobo e o cordeiro se aceitam e são incorporados um no outro. Quando a pessoa não está nem no desejo de receber nem no desejo de doar, ela recebe essas duas forças como dois “anjos” e as combina corretamente, atraindo assim a imagem do Criador. É por isso que o Criador é chamado de Bo-re (“Bo-reh”, “Venha e veja”, em hebraico). Esta imagem é feita da força de recepção e da força de doação.

Então, e um menino os guiará. Isso significa que o humano em mim sente que é pequeno e, ao mesmo tempo, organiza tudo ao construir sempre a si mesmo si e ao mundo ao seu redor com a combinação certa das duas forças: o lobo e o cordeiro; a linha média é determinada entre as duas linhas, direita e esquerda, em diferentes níveis de espessura, e “um menino” controla toda essa combinação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, A Paz”

Salvar Os Amigos De Preocupações

Saving The Friends From ConcernsPergunta: O que é significa a garantia mútua? No que implica a reciprocidade no grupo?

Resposta: A garantia mútua é quando nós fornecemos a cada amigo um sentimento absolutamente completo de segurança e confiança a tal ponto que cobrimos todo o seu egoísmo, e ele não precisa de nada. Isto é, nós lhe damos o nosso respeito, amor e o tratamos de tal maneira que ele já não pensa em si mesmo e automaticamente torna-se livre para o trabalho por todos.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Workshop 2

Momentos Preciosos De Verdade

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo dos Dez Sefirot,” Item 42: Decerto, deverão saber que a razão para a grande distância do Criador, e porque somos tão prontos a transgredir a Sua vontade, é por apenas uma razão, que se tornou a única fonte de todos os tormentos do sofrimento que padecemos, e para todos os pecados e erros em que falhamos… “falta da nossa compreensão na Sua Providência sobre as Suas criações,” que nós não O compreendemos convenientemente.

Se nós conseguirmos compreender a Providência Superior, nós iríamos descobrir e aprender o que Ele quer para nós, pela clarificação da relação entre nós e o Criador, e então: Claramente, removendo essa razão, iriamos instantaneamente ver-nos livres de qualquer tristeza e dor. Seriamos imediatamente garantidos em adesão com Ele no coração, alma, e grandeza.

Mas nós não revelamos o Próprio Criador como as gentes acreditam erroneamente. Qualquer realização é apenas possível pela comparação de atributos, e assim a realização do Criador refere-se à parecença e equivalência para Ele de acordo com os nossos atributos. Posso apenas verificar, medir, e senti-Lo em relação a mim mesmo.

Se eu quero revelar o Criador, eu tenho que ser igual a Seus atributos de alguma maneira, tal que de outra forma eu não seria capaz de O sentir. Mas o momento em que me aproximo Dele concordantemente à equivalência de atributos, eu começo a discerni-Lo, e então desse momento em diante eu, definitivamente cometo menos erros e necessariamente mudarei mais rápido.

Mesmo em ordem a avançar em direcção à primeiríssima revelação, até ao primeiro sentimento do Criador, eu tenho que mudar, então toda a minha maneira está dividida em estágios, o primeiro dos quais está em “escuridão”, quando opero e continuo o conselho do Cabalista, acreditando que por isso ficarei mais próximo do Criador. Eu acredito no que os livros dizem, e incorporo-me e participo no grupo, tirando um exemplo dos amigos, e eventualmente eu começo a sentir e a discernir um pouco a força superior.

Um tipo de força interior e uma inclinação em direcção ao Criador é-me revelada, e depois desenvolve-se ainda mais. Então começo a entender o que os livros dizem e os Cabalistas transmitem. Até aí, poder-se-ia até ter passado uma década de leitura, mas apenas agora eu começo a, de alguma forma, saborear cada palavra.

Este texto torna-se próximo a mim, como parte de mim. Eu compreendo que fala acerca do que está a decorrer dentro de mim.

São estes momentos, estas situações, que nós devemos ansiar para não cometermos erros e compreendermos o que a força supeior pretende de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala, 29/11/2012, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Uma Nação Que Não Tem Descanso

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: O Criador certamente nos mostrará que Israel não pode existir no exílio, e não encontrará descanso como o resto das nações que se misturaram entre as nações e encontraram descanso, e foram absorvidas nelas, até que nenhum traço restou delas.

Mesmo sem saber nada sobre a força superior, nós percebemos que deve haver um sistema aqui que está claramente escrito. É como se há muito tempo um sábio tivesse escrito sobre isso num livro e agora tudo se tornasse realidade. Não importa o que o povo judeu faça, ou onde esteja, o destino será sempre segui-lo, controlá-lo e causar relações distorcidas com seus vizinhos, com o mundo e com nós mesmos. Ele não tem descanso.

Se esta nação não quer ver esse sistema com seu software e o programa embutidos, que a leva do início ao fim, até o objetivo, então nada irá nos ajudar. Pelo contrário, se nos aprofundarmos nisso, vai ficar claro que esta é a Torá da verdade. A transição de um estado corrupto para um estado corrigido, a Natureza em si, pelo seu desenvolvimento, exige isso de nós, e a sabedoria da Cabalá explica as fases e os estados que a pessoa atravessa no caminho e as ações e Luzes que fazem parte do processo. Ai de nossa nação se não vermos a verdade nesta sabedoria e não a usarmos. Desde então, ela ainda segue o mesmo caminho na mesma direção, mas avança em curvas sob uma chuva de golpes, e com isso estende o tempo e aumenta o sofrimento.

Na verdade, o caminho é claro, e cada movimento tem seu tempo certo, e se eu não o cumpro no tempo certo, então a parte não corrigida de ontem é adicionada à parte de hoje e, assim, a carga dobra. Esta parte não desaparece e nós ainda temos que corrigi-la, mas em condições piores, que decorrem da falta da correção de ontem. Se eu não corrigir isso hoje, então amanhã, sob a carga dos dois últimos dias, as condições serão muito piores e eu vou ter que fazer um esforço três vezes maior.

Assim, eu sempre crio problemas externos cada vez maiores e mais difíceis, até que estou totalmente cercado por inimigos que querem me aniquilar. Em casa também, as coisas estão piorando e o mundo exterior nos rodeia com ódio. Portanto, o que podemos fazer?

Além disso, internamente eu sinto o endurecimento do coração. Se antes a minha compreensão era mais pura, e eu sentia as coisas e realizava as correções, hoje eu não me importo com nada, estou decepcionado e vazio…

Portanto, se eu não corrijo o problema a tempo, ele permanece e é adicionado à carga nas minhas costas, que assim se torna cada vez mais pesada. Este processo é diverso, e ocorre em todos os lugares, em diferentes formas, e, no final, a crise se expande e afeta nossa saúde, nossas finanças, a economia, o ambiente, a família, o sistema de educação, a nossa segurança, e todos os outros aspectos da vida…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/111/12, “Exílio e Redenção”

Três Pilares Sobre Os Quais Se Apoia O Mundo

Dr. Michael LaitmanRabash, “Abraão Gerou Isaac”: Na Mishna se diz, “Há três coisas sobre as quais o mundo se apoia: a Torá, o trabalho e a caridade”. Abraão é chamado de “um homem de caridade”, que dedica seu poder para fazer bondade às pessoas, Isaac é chamado de “o pilar do trabalho”, que dedica sua alma sobre o altar. E Jacob é chamado de “o pilar da Torá”, como se diz que “dê a verdade a Jacó”, e a Torá é chamada a Torá da verdade. Portanto, cada pessoa deve alcançar esses três pilares. Primeiro estes três pilares foram revelados um após o outro por nossos Sagrados Antepassados, já que cada um revela um pilar. E depois que os três pilares forem revelados, também está em nosso poder seguir o mesmo caminho que os nossos antepassados abriram para nós, e é por isso que somos chamados de “Povo Escolhido”, porque temos o mérito que herdamos dos nossos antepassados, para observar os três pilares, pelos quais o mundo pode existir, o que significa que, por eles, o mundo vai existir e alcançar o objetivo para o qual foi criado.

A Luz criou o desejo. A Luz é doação total e o desejo é recepção total, mas pela Luz, o desejo tem que mudar para “receber a fim de doar”. Isso significa que a Luz e o desejo tem que se conectar de um modo especial chamado “acima da razão” ou “linha média”.

Esta combinação é feita pela escolha de uma pessoa. Graças ao fato de que ela escolhe a combinação certa a cada vez, ela a inclui dentro de si. O “ser humano” é o sistema composto por duas partes: a Luz e o vaso, o desejo de doar e o desejo de receber, e como a pessoa que está entre eles pode escolher e determinar a relação correta entre eles, ela cria uma maior combinação entre a Luz e o vaso dentro dela.

O trabalho de uma pessoa é verificar a si mesma e aprender com a Luz. A fim de fazer isso, ela já tem que estar incorporada por “três linhas”: a da Luz e do vaso e da atitude correta entre eles. Só então ela será capaz de saber o que a Luz lhe traz. Isso é chamado de trabalho de Abraão, a primeira revelação espiritual no nosso trabalho.

Depois, nós começamos a trabalhar no vaso da linha esquerda, a fim de compreender qual é a nossa matéria. Só é possível ver a diferença dentro da matéria se você tiver a Luz e souber como trabalhar corretamente com o vaso. Isto significa que a linha esquerda em si também é feita de três linhas, a fim de conhecer o desejo corretamente – isto é chamado de trabalho de Isaac.

Depois, há o trabalho na linha média: uma combinação das linhas esquerda e direita numa única linha, a fim de saber exatamente o que precisamos fazer com essas duas forças. Isto é chamado de trabalho na linha média, o trabalho de Jacob, que por enquanto se encontra no estado de pequenez (Katnut), na fase da raiz, a fase um e fase dois. Em seguida, após a realização do estado de grandeza (Gadlut) nos níveis três e quatro, este trabalho já é chamado Israel. Estas são as fases de crescimento espiritual de uma pessoa.

A pessoa que avança desta forma tem o que chamamos de “direitos patriarcais”, o que significa que ela recebe o método e o realiza, e pertence ao povo escolhido, uma vez que trabalha de acordo com as “três linhas”, entendendo que ela é a “linha média”, que conecta as duas primeiras linhas.

A linha média é chamada de “ser humano” e também é chamada de Criador, Zeir Anpin, o pilar do meio. De um modo geral, a linha média existe conforme a pessoa se adere ao Criador.

É impossível trabalhar na Santidade, já que a Santidade é chamada de doação. Doação só é possível na combinação certa entre as duas linhas: a linha direita e a linha esquerda na linha média.

Por isso, diz-se que o mundo se apoia em “três pilares: na Torá, no trabalho e na caridade” se olharmos para o processo de correção do mundo de nossa parte, de baixo para cima. A Torá é a linha do meio, Jacob. O trabalho é a linha esquerda, Isaac. A caridade é Abraão, a linha direita.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/11/12

Exílio E Lo Lishma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o exílio e o estado de Lo Lishma?

Resposta: A pessoa sente que está no exílio depois de ter estado num alto nível, e assim pode entender que agora desceu para o exílio. Exílio é uma descida, depois que a pessoa entendeu algo, sentiu algo, esteve em contato com o Criador, agora ela sente que está desconectada de tudo isso pelo menos em certa medida.

Os níveis dos antepassados: Abraão, Isaac e Jacó, sobre quem a Torá nos fala, são os níveis de compreensão e realização, o sentimento de doação, os atributos do Criador, sua revelação. Enquanto que a descida para o exílio no Egito já é o endurecimento do coração, que é sentido depois que a pessoa alcançou um estado chamado de “antepassados” (o estado mais inicial).

Embora Lo Lishma seja o nível inicial de uma pessoa que estuda e tenta subir acima de todos os estados que sente, ela ainda está em suas intenções egoístas. Ela sonha em atingir a doação e sente o valor desse atributo e quer se desconectar de si mesma. Mas ela também quer este desprendimento para si, sentindo o quanto ele é bom. Este sentimento de anseio pela doação, mas ainda agir para seu próprio benefício, é chamado de Lo Lishma.

Mas é sob a condição de que ela valoriza a doação não porque esta a ajuda a se separar dos problemas corporais ou na esperança de receber alguma recompensa ou realização espiritual. Ela quer estar em doação porque é assim que a Luz age nela. A pessoa nem sabe o que significa estar em doação. Mas novos atributos nascem nela e esses vasos e inclinações são equilibrados, o que a força a dar valor à doação. Ela ainda não sabe de onde isso vem, mas é o resultado da influência da Luz que Reforma.

Em seguida, esta inclinação se torna mais consciente e a pessoa começa a agarrá-la por si mesma. No final, ela atinge um estado em que só quer doar, separando-se de todos os interesses pessoais.

Para isso, a pessoa deve passar pelo endurecimento do coração muitas vezes e encontrar muitos obstáculos. Ela descobre que há coisas na vida que são caras a ela e das quais ela não pode se separar, até que ponto ela ainda se preocupa com essas coisas e não consegue subir acima de seu amor egoísta por algumas pessoas ou paixões por diferentes fenômenos. Ao mesmo tempo, ela vê até que ponto não consegue subir acima de seu ódio contra alguém ou algo.

A Luz ajuda a esclarecer isso e, finalmente, com muito trabalho e orando, a pessoa tenta subir acima de tudo isso e quase atinge a doação. Então, a Luz Superior completa este nível para ela, como se diz: “eu me esforcei e encontrei”.

A principal coisa é acelerar (apressar) o seu avanço, trabalhando intensamente no grupo. Tudo depende do ambiente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Não Perca A Chance!

Dr. Michael LaitmanHá momentos especiais e períodos na espiritualidade, “momentos felizes” por assim dizer, que não podemos prever ou trazer de volta. Eles vêm ocasionalmente, uma vez ou outra e não dependem de nós, mas das relações entre Zeir Anpin e Malchut de Atzilut.

Imagine dois cilindros, um dentro do outro. Em cada um deles há uma pequena fenda e no meio há uma lâmpada. Quando os dois cilindros giram, suas fendas por vezes coincidem e, em seguida, um feixe de luz surge através das ranhuras e pode ser visto do lado de fora.

É o mesmo com Zeir Anpin e Malchut que cooperam em situações especiais e, por vezes, “brilham” para a pessoa. Isso é chamado de um “tempo de boa vontade”. Ele vem de Cima e para cada indivíduo em sua própria maneira especial, já que somos todos diferentes e pertencemos a diferentes partes do sistema geral, passando por diferentes estados internos e externos.

Para resumir, como resultado da quebra dos vasos, as conexões entre nós são excelentes e confusas. Portanto, existem diversas condições. Mas, num determinado momento, vem um “bom momento” para a pessoa e é muito importante que ela o agarre e o satisfaça.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Para Sentir O Desejo Do Professor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa ser seu discípulo?

Resposta: A questão aqui não é comigo. Estamos falando de uma lei que atua no sistema de conexões entre as almas. Precisamos conectar estas almas no sistema correto com a conexão correta. A conexão em si já existe; nós só precisamos nos identificar com ela, nos conectar a ela, limpá-la de todo nosso lixo, infundir nela a força do amor dos nossos desejos.

Portanto, um “discípulo” é aquele que participa disso, que realiza este trabalho. Ele trabalha na conexão comigo segundo o princípio do “Faça um Rav para si” e com os amigos de acordo com o princípio de “Compre um amigo para si”. E com relação a todo o resto, ele funciona de acordo com o “Julgue cada pessoa conforme a escala de mérito”. E tudo isso é para alcançar a conexão com a força superior.

Pergunta: Como o avanço neste caminho pode ser examinado?

Resposta: Somente de acordo com o grau de anulação. Caso contrário, o seu exame será egoísta. A pessoa precisa se anular, remover sua “divisão” interna que interfere com a conexão, não se envolver em qualquer coisa “pelas costas”, secretamente, mas francamente, procurar o ponto de adesão, através do qual será capaz de receber a sabedoria suprema.

Cada um deve gerenciar esta lista por si mesmo. Em condições ideias, você tem que saber o que eu quero, mesmo sem fazer muitas perguntas. Por meio deste esclarecimento, você tem que anular o seu ego para não lidar com seus desejos corporais e ceder a eles. Então, quando você sente qual é o meu desejo, você o executa.

E não importa se eu sei disso ou não, ou se os outros sabem disso ou não. Você simplesmente faz isso e assim adquire a conexão, através de mim, com um sistema que é mais superior, com o Criador.

Comentário: Em geral, nós o desdenhamos, mesmo sem compreendê-lo…

Resposta: Isso é natural, quer você queira ou não. Uma lição deve ser tirada disso: Compreenda seu relacionamento com o Criador. Talvez para você não seja óbvio, mas não pode ser que você vai tratá-Lo melhor do que a mim.

Para isso, o professor e o grupo estão na frente de você; o Criador está oculto, e você pode “praticar” neles em auto-análise: “Quem é mais esperto aos meus olhos: eu ou eles? Quem é maior: eu ou eles? Eu quero dobrá-los de acordo com meus planos, de modo que me comporto de forma que seja conveniente para mim? Ou, no entanto, eu abaixo minha cabeça e faço tudo o que é bom para eles? Quanto eu anulo minha opinião na frente deles?”

Todo o trabalho está nisso. Você recebeu um “instrumento de treino”, onde você pode fazer toda a preparação. Se você não quer fazer estes exercícios preparatórios, então é uma pena você perder seu tempo; melhor ir e aproveitar a vida…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Conectando O Mundo Inteiro Ao Criador

Dr. Michael LaitmanO principal ponto que devemos constantemente guardar como nossa meta interna é o princípio do “Não há outro além Dele”. O Criador é a razão para cada estado, cada pensamento, cada percepção, para tudo o que acontece. Há somente uma força me dirigindo e ao mundo ao meu redor, e nada além disso.

Tudo é destinado para que eu, através de minha conexão com o mundo, em todos os momentos, em todos os eventos e em cada ação, tanto interna como externamente, atinja o entendimento que “não há outro além Dele” dentro do círculo global. Isso é chamado de adesão dentro do vaso geral. Este é o nosso trabalho, e é nisso que nos focamos.

No entanto, o mundo é grande, e, assim, nós começamos com o grupo (1) e só então passamos para o resto do mundo (2). Eu devo conectar-me com o grupo através de diferentes casos e problemas, e esta deve ser a coisa mais importante para mim agora. Quando me volto ao grupo, eu também preciso lembrar do mundo como a segunda parte do meu trabalho.

Da 4ª parte Lição Diária de Cabalá 23/11/12, “O Papel da Nação de Israel”