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Resolução De Um Enigma Obscuro

Dr. Michael LaitmanDe Baal HaSulam “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“: “Na verdade, é para resolver este grande enigma que o verso escreve: ‘Prove e veja que o Senhor é bom’”.

Eis o que se entende por um “enigma obscuro”: Qual é o sentido da vida e seu objetivo? Para que existe este universo inteiro? Por que estamos aqui? Por que sentimos o que sentimos? Se a pessoa começa a fazer estas perguntas, ela definitivamente tem que encontrar respostas para elas, a fim de descobrir o sentido da vida.

Então, nós paramos de perguntar se a nossa vida material é boa ou ruim, nem nos esforçamos em entender mais ou realizar qualquer coisa neste plano. Nós ficamos preocupados com uma questão que diz respeito à própria base da vida: “De onde é que tudo isso veio?”. Tudo à nossa volta tem um significado. Então, qual é o objetivo geral que a natureza ou a força superior perseguem no momento da criação? O que significa a nossa existência em geral?

De fato, no que diz respeito à resolução deste enigma obscuro, é dito: Prove e veja que o Senhor é bom. Aqueles que cumprem a Torá e Mitzvot corretamente são os que saboreiam o gosto da vida. Eles são os únicos que veem e testemunham que o Senhor é bom… Em outras palavras, se uma pessoa observa certas leis, ela se ajusta de uma forma que começa a sentir o propósito da vida, a sua base e origem. Trata-se de se ter um sentimento da fonte de todo o universo, e não apenas do homem ou mesmo da humanidade, mas sim da natureza como um todo: onde começou, por que, e para qual finalidade nos dirige?

Os Cabalistas dizem que isso se torna possível se a pessoa realiza correções internas especiais. Como agora nós não podemos obter as respostas para estas perguntas, nós só temos uma pergunta por si só, ainda que ter uma pergunta significa que já somos capazes de encontrar uma solução. Consequentemente, a soma de uma pergunta com a observação da “Torá e dos mandamentos” é a calibração correta que nos leva à resolução deste dilema, que é como parece: “Prove e veja que o Senhor é bom”. Isso significa que a pessoa vai sentir e compreender a benevolência da força que é a fonte da natureza.

Nós ainda não entendemos o significado do bem e do mal. O sentido da vida é a realização da essência da criação, e não apenas sentir o seu sabor agradável. Se nós experimentamos uma sensação de benevolência do Criador, isso significa que preenchemos nossas cavidades vazias que precisam de respostas Dele.

Nós somos os únicos que têm que fazer mudanças internas, uma vez que os nossos esforços dão forma para encontrar uma resposta. Nós não temos escolha: ou cumprimos os mandamentos (fazemos correções) ou não. Todo o processo é construído de forma que a pessoa avança sem ser perguntada se quer ou não. Mas, se estamos constantemente lutarmos para encontrar um apoio que nos ajude a nos mover mais rápido na direção da resposta, desta forma nós implantamos nossa liberdade de escolha.

Diz-se que “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de mortos”. Se a pessoa não exercita o método de correção, não avança ou usa a Luz que Reforma, a sua vida se torna lamentável. Embora no plano material, ela possa até ser bem-sucedida, mas ela nunca vai avançar em direção à meta. Assim, a sua vida permanecerá no nível animal de existência.

O nível humano significa que a pessoa usa a Luz que Reforma e constantemente sobe do nível animal para o nível humano, o nível do homem (Adão), que significa semelhante (Domeh) à força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Uma Serva Dedicada À Sua Senhora

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 33: Se a fé da pessoa é incompleta, e ela não se ocupa da Torá ou do trabalho só porque o Criador ordenou-lhe estudar, então, nós vimos acima que a Luz não aparece na Torá e no trabalho. Isto porque os olhos da pessoa são falhos, e como um morcego, transformam a Luz em escuridão.

Tal estudo não é mais considerado uma serva de Kedusha, já que a pessoa não irá adquirir Lishma através dele. Por isso, chega-se ao domínio da serva de Klipa (casca), que herda esta Torá e este trabalho, e os rouba para si mesma.

Assim, “a terra deve tremer”, ou seja, a Divindade Santa, chamada “terra”. Isto é assim porque a Torá e o trabalho que deveriam ter se tornado para ela como bens da Divindade Santa, essa serva má os rouba e diminui para ser a posse das Klipot (cascas). Assim, a serva é herdeira de sua senhora.

Em algum momento na vida a pessoa que vive neste mundo se pergunta: “Qual é o sentido da minha vida”. Esta questão lhe dá certa conexão com a Torá, a sabedoria da Cabalá, e ela começa a estudar, sentindo que isso pode lhe dar uma resposta para a pergunta sobre o sentido da vida, o seu segredo.

Se ela estuda a Torá especificamente para isso, esta é uma atitude correta. Mas se ela faz isso apenas porque “o Criador ordenou”, é chamada de Klipa, uma intenção impura. Poderia parecer: Por que uma intenção impura se ela cumpre a ordem do Criador? Mas o fato é que nós somos egoístas por natureza, motivados pelo desejo de receber prazer, para satisfazer a nós mesmos, e para vencer. Se uma pessoa diz que estuda a Torá só porque é mandamento do Criador, isso significa que ela não tem um verdadeiro desejo por ele e sua abordagem é errônea. O verdadeiro desejo que poderia levá-la ao propósito da criação não despertou nela ainda.

No entanto, se ela estuda porque quer descobrir por que e para que ela existe, qual é o significado de sua existência, qual é o propósito da vida, então este é um desejo, uma necessidade útil, natural, interior, de revelar o segredo de sua vida. Portanto, mesmo estudando com a intenção egoísta, ficando confuso e misturando vários outros objetivos, ela pode chegar a um resultado. O mais importante é que ela tem um verdadeiro desejo interior.

Mesmo que as intenções corretas e desejos os puros (a aspiração pela doação e o amor ao próximo) do Criador sejam inexistentes, isso não é terrível: ela já está no caminho certo. O Livro do Zohar chama este estado de uma serva que cuida da sua senhora.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/12, “Introdução ao TES

Diante De Quem Eu Sinto Vergonha?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, artigo “Exílio e Redenção”: um ideal secular se origina da humanidade e, portanto, não pode elevar-se acima da humanidade. Mas uma ideia religiosa, que se origina do Criador, pode elevar-se acima da humanidade.

Nós precisamos sempre ver esse teste na nossa frente: a quem queremos agradar? E o contrário, diante de quem eu temo ser desonrado? Aos olhos do público, do ambiente, dos meus parentes ou estranhos? Ou eu só considero o Criador, embora este cálculo possa ser oposto a tudo o que acontece no nível deste mundo. Geralmente, é assim que tudo é organizado para nós, uma coisa no lugar de outra.

Por exemplo, eu estou envergonhado neste mundo e com isso me aproximo do Criador, ou prefiro recusar a me aproximar do Criador somente para não sentir a vergonha neste mundo. Aqui a pessoa sempre verifica a si mesma, em que medida é capaz de sofrer.

Este é um ponto muito doloroso. É um grande momento uma vez que a vergonha é o cerne da nossa natureza. Assim, não basta apenas restringir ou justificar sua própria exclusividade, que herdamos sem querer. Não. Quando toda a vergonha é revelada a mim, eu preciso concordar, e através desta concessão, solicitar um grama de doação ao Criador, que Ele nem sabe a respeito.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/12/12, “Exílio e Redenção”

Sem Se Afastar Do Caminho

Dr. Michael LaitmanAntes que uma pessoa se aproxime do estudo, ela deve formar certa intenção dentro dela, para que todo seu estudo seja direcionado a atrair a Luz Superior para si mesma, de modo a fazê-la ascender acima de sua natureza.

Como ela pode perceber isso? Exatamente dessa forma, que os altos e baixos do dia a dia e as sérias mudanças internas, qualitativas e quantitativas, ocorrerão nela. Ela vai sentir o quanto está sendo sacudida o tempo todo, em que medida ela está em estados reveladores, compreensão, subida e, de repente, o oposto, em estados de queda, desolação, falta de força, depressão; depois, novamente subida e novamente tudo se ilumina e tudo é compreensível e alegre. Em seguida, novamente o oposto.

Mas, na medida em que a pessoa passa por tais estados, ela se acostuma a eles cada vez mais. Ela vai começar a entender que todos esses estados devem ocorrer, que eles são naturais e desejáveis. Ela começará a se descolar deles. Por um lado, estes estados ocorrerão nela. Mas, junto com isto, ela irá segui-los como que de fora e vai entender que agora está num estado e mais tarde noutro estado diferente, e assim por diante. Ou seja, ela não vai ficar completamente imersa em depressão ou alegria, como uma criança pequena. Não, como um adulto em relação a esta pequena criança, ela será capaz de entender e compreender o seu estado e tirar algumas conclusões dele.

É o mesmo no desenvolvimento espiritual. A pessoa começa a entender de forma clara, em quais estados está, para quê, por que e como. Ela já não está submissa às mudanças de humor, compreensão e reconhecimento.

Mas, às vezes, ela não entende absolutamente nada. Geralmente, ela passa por todos os tipos de estados! Um determinado período de tempo é necessário para se acostumar a eles.

Além disso, nós temos que começar a passar por esses estados de “lado”: eu passo por eles e eu deveria passar mais e com maior frequência; no entanto, eu sigo em frente. Ou seja, eles não devem nos jogar para fora do curso. De qualquer forma, eu venho para as aulas, estudo com os amigos no grupo, me envolvo em qualquer coisa que seja possível, não importa que junto com isto eu não tenha qualquer sentimento em relação a eles: nem amor, nem ódio, nada; de qualquer forma, eu faço isso! Em cada grau, mecânico ou mais emocional, positivo ou negativo, eu devo assinar um acordo preciso comigo mesmo: seja qual for o caso, eu sigo em frente, rastejando para frente. Não importa como, mas eu estou inclinado somente para frente.

Se a pessoa estuda desta maneira, após certo período, ela realmente começa a sentir todos os tipos de mudanças dentro dela, as subidas e descidas, de repente começa a mudar em uma velocidade surpreendente, literalmente a cada minuto e, em seguida, a cada segundo. Ela está passando por alguma tempestade inesgotável que a carrega. Esta tempestade está indo em sua direção; ela processa internamente todo tipo de Reshimot (genes espirituais), registros informativos, e ao mesmo tempo a pessoa está no grupo, no estudo e não presta atenção a isso.

Portanto, o mais importante em nosso avanço é nos acostumar com isso, para que nenhuma interferência emocional, intelectual e psicológica nos desvie da meta. Elas certamente vão nos atirar de um lado para o outro; no entanto, não irão nos remover da meta. E aqui a relação com o grupo é muito importante, tudo que Rabash escreve sobre a conexão com o grupo.

Da Lição Virtual 25/11/12

Malchut Que Desejava Alcançar Keter

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a questão sobre o significado da vida é considerada mais pura do que apenas a sua realização?

Resposta: Porque esta pergunta vem de dentro do ponto no coração, de dentro do desejo mais interno que um homem tem. Tudo o que foi criado pelo Criador é um desejo, e em cada um de nós há uma parte deste grande desejo. O ponto mais interno desse desejo é o ponto da verdade, a pergunta “Para que eu vivo?”. Isso eu preciso revelar.

Se um homem pergunta para que ele vive, isso é um sinal de que dentro de seu coração existe todos os quatro níveis do desejo. E o quarto e último nível quer revelar Keter: esclarecer quem me controla, por que e para quê, e o que está acontecendo? Eu quero descobrir se vale a pena viver. Pois se eu não revelar esta Keter, a razão, qualquer outra satisfação que eu possa receber não irá me satisfazer. Embora eu ainda fique confuso e me volte para outros objetivos, o principal para mim é revelar a causa e o efeito de tudo isso.

Eu quero receber uma resposta direta e honesta: esta vida tem um propósito ou não? E se não houver, qualquer outra compensação só vai piorar meu desespero, porque eu não preciso de tudo isso.

Se um homem chega a uma pergunta como essa, ou seja, se ele pergunta de dentro do ponto de Malchut sobre o ponto de Keter, porque deve revelá-la, isso significa que ele já está maduro para a revelação do Criador, para a Dvekut, e os outros ainda não. Eles ainda precisam esperar para receber a iluminação através de nós que irá acelerar o seu desenvolvimento. Se eles se juntarem a nós, nós seremos capazes de cuidar deles. Tudo depende do desejo de um homem, e é preciso esperar que ele amadureça, porque é proibido frutos não amadurecidos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/12, “Introdução Ao Estudo Das Dez Sefirot

Num Pé Só No Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanRabash, “Amor Próprio e Amor pelo Criador”: Há o amor próprio e há o amor pelo Criador. E há a fase de transição, que é o amor pelos outros, e pelo amor dos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador. É por isso que o Rabi Akiva disse: “Amarás o teu amigo como a ti mesmo, esta é a grande regra da Torá”. E como Hillel disse ao convertido que lhe perguntou: “Ensina-me toda a Torá, enquanto eu fico num pé só“. E disse-lhe: “Não faças ao seu amigo o que é odioso para você. O resto é explicação”. Visto que pelo amor pelos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador, e toda a Torá e toda a sabedoria estão no coração da pessoa.

É muito difícil para uma pessoa concordar internamente que o caminho para o Criador passa pelo amor pelos outros (amor ao próximo) e que é verdade que é o mesmo amor, mas em dois vasos diferentes.

Os outros não existem, mas só nos parece deste modo para que tenhamos a chance de realizar ações a fim de expandir o nosso vaso. Mais tarde, será revelado que não há nada, exceto a pessoa e o Criador.

Ela corrigiu, concertou e conectou a si os desejos que ela antes achava que eram os outros, todo o enorme mundo que a rodeia. Primeiro, ela encontrou cada vez mais conexões neste mundo. Ela viu que está cada vez mais conectada e, no final, entende que tudo isso é seu vaso, e, assim, se conecta com o Criador.

Então, “Do amor pelos outros ao amor pelo Criador” não é apenas um slogan bonito, mas a satisfação do desejo, que é o único lugar onde a pessoa pode revelar o seu mundo superior.

Este caminho é o resultado da “quebra dos vasos”, que ocorreu especialmente para nos permitir expandir nosso sentimento e, ao mesmo tempo, sermos independentes e leais ao Criador para sempre.

“Ama o teu amigo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, que inclui todo o desejo geral onde a Luz é revelada. Nós podemos estudá-lo “num pé só” (resumidamente), o que significa que numa única ação nós podemos adquirir toda a realização. Nós descobrimos que por trás daquilo que nos parece, como os outros, há toda a realidade.

O único problema é perceber isso internamente. Este é todo o nosso trabalho, e, aqui, nós precisamos da garantia mútua, já que podemos ouvir sobre ela por muitos anos antes mesmo de começar a chegar perto dela. Então, mais alguns anos são necessários para se decidir aplicá-la. Assim, muitos anos se passam, e só a garantia mútua, a responsabilidade mútua, a pressão, a inveja, a luxúria, e usando todos os meios que a pessoa tem, podem ajudá-la a se comprometer e internalizar esse princípio tão profundamente quanto possível em seu coração.

Nós temos que medir quão profundamente isso entra em nós e nos leva ao acordo interno e com isso a valorizar o nosso progresso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/12/12

Você Não Aprende Através Do Intelecto

Dr. Michael LaitmanAtravés da descoberta do mundo superior, nós começamos a compreender o que os Cabalistas escreveram. Todos os textos que estudamos se tornam totalmente claros. Eles são compreendidos por nós como uma espécie de romance com grandes sentimentos e realizações, uma grande revelação do mundo de Ein Sof (Infinito). Nós adquirimos sensações e intelecto um bilhão de vezes maiores do que o que temos hoje. Assim, nós começamos a sentir o mundo superior. Nosso mundo não é considerado como existente, de acordo com os estados superiores.

Por um lado, não há outra possibilidade de alcançar o propósito da criação, exceto através do estudo da sabedoria da Cabalá.

Por outro lado, não existem condições prévias necessárias a fim de estudar esta sabedoria. Portanto, qualquer pessoa pode estudá-la, independentemente de sua formação anterior, caráter, ou origem. Nada disso tem qualquer significado, incluindo o conhecimento da língua hebraica.

Em princípio, esta sabedoria atinge a pessoa a partir de um nível tal que ela precisa apenas atrair as suas ações sobre si. Isto significa que a sabedoria em si é encontrada na Luz superior. Ela chega até você numa determinada frequência. Ela age e influencia você. Você precisa se colocar sob a sua ação e influência, e, assim, ela vai criar em você os espaços necessários. Ela vai começar a preencher esses espaços com sensações e intelecto.

Assim, todas as características corporais que temos hoje não significam nada. Você pode ser uma pessoa inteligente ou talentosa; na Cabalá, isso não vai ajudá-lo.

Na sabedoria da Cabalá, apenas uma coisa ajuda: a ingenuidade (simplicidade), quando você vai direto à meta e não faz quaisquer outros cálculos. Essa é a principal coisa para mim, e todo o resto é secundário. Se você for direcionado desta forma, você vai atingir a meta.

Da Lição Virtual 25/11/12

“Santificação Da Lua”

Dr. Michael LaitmanA subida de Malchut à Bina é chamada de “santificação da lua”. Isso significa adquirir a fé pela qual a pessoa deve santificar seu trabalho acima da razão. Ela entende que não deve trabalhar com seus desejos de receber, mas que todo o seu trabalho deve estar dentro dos vasos de doação.

Enquanto isso, ela não tem nenhum desejo de doar, e sequer entende o que isso significa. Assim, o Criador aponta usando um “dedo”: “Olha, esta é a forma de doação!”. Isto é, a pessoa começa gradualmente a descobrir a forma de doação e entende que esta é a forma desejável.

Antes disso, ela não conseguia descobrir, apreciar ou imagina-la. Afinal, o que chamamos de doação em nosso mundo não é doação, mas recepção latente, falso altruísmo. Sem dúvida, enquanto a pessoa é controlada pelo seu desejo egoísta, ela deve sentir algum prazer em suas ações, pois, caso contrário não seria capaz de se mover.

Mesmo quando ela satisfaz os outros, ela deve sentir algum lucro, ou que o outro é mais precioso para ela do que ela mesma. Então ela sente um amor natural por ele, como uma mãe que está pronta para dar tudo ao seu bebê. Outra opção é que nós estamos tão intimamente conectados que o bem-estar do outro é inseparável do meu benefício pessoal, ou que sou controlado pelo medo!

O motivo também pode ser um beneficio ou lucro adicional, ou um desejo de reduzir meus sofrimentos. Isso também é sentido como um lucro egoísta e, geralmente, até mesmo um lucro maior do que o prazer.

Eu posso sentir um lucro por acréscimo e também um lucro por não perder. Nesse caso, a minha alegria é ainda maior.

Uma pessoa pode encontrar 100 dólares na rua, se sente feliz e rapidamente esquece. Mas se ela perder 100 dólares, ela vai se arrepender muito mais do que se achasse o mesmo valor, já que é como se cortasse algo de si mesma.

Portanto, nós temos que entender que o poder da fé está acima do desejo de receber e é adquirido em duas fases: a primeira nos vasos que trabalham pelo lucro e, depois, nos vasos onde sentimos a perda. Todo o nosso desejo divide-se em duas partes: os níveis 0-1-2 (a espessura do nível da raiz, e das fases um e dois) que são chamados de GE, e os níveis 3-4 (a espessura das fases três e quatro) chamados de AHP. Primeiro a doação é realizada nos vasos de doação e depois nos vasos de recepção.

Certamente, é muito mais difícil trabalhar com o fim de doar no vaso de recepção, uma vez que a pessoa sente uma perda imediata. Ela poderia ter recebido um prazer direto nos vasos, e agora é o contrário, ela pretende doar com esses vasos, e assim verifica-se que esta é uma perda dupla para o seu ego.

Mas ela “se santifica”, o que significa que adquire o atributo de doação e avança até que seja recompensada com a “santificação da lua”, quando o atributo de doação se torna sagrado para ela.

Ela mesma não pode brilhar como a lua, mas ilumina na medida em que é aderida à força superior, à fonte da Luz, ao sol, com a ajuda do poder da fé. Graças a isso, a lua é santificada.

Assim como a terra, a lua não pode gerar qualquer Luz, mas de forma leal se adere ao sol acima da terra e, assim, começa a brilhar. Não é a sua Luz própria, mas ela brilha graças ao fato de que não recebe nada para si, mas apenas a fim de iluminar os outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, Escritos do Rabash

Você Tirou Um Bilhete Premiado De Milhares

Dr. Michael LaitmanSe o caminho espiritual fosse sentido como agradável ​​e benéfico para a nossa natureza, o nosso egoísmo, quem o rejeitaria? O mundo inteiro correria até nos para estudar e se sentar à mesa. Todo mundo viria se sentisse alegria e doçura nisso.

Ninguém recusaria uma oportunidade tentadora para revelar o futuro diante de si e obter todo o conhecimento. Nosso ego teria nos empurrado para frente, nos puxado, sem nos dar um momento de descanso. Inveja, luxúria e ambição estariam queimando na pessoa, prometendo-lhe todos os tipos de realização neste mundo e o mundo superior, o Jardim do Éden. Tudo isto a teria inspirado e atraído mais e mais.

Claro, isso não é assim, e é difícil para nós compreender e impossível concordar que toda a realidade, exceto nós mesmos, é o oposto do que vemos. Ela está cheia de alegria e prazer, a revelação da força superior. Tudo isso é revelado na medida em que a pessoa adquire a qualidade de doação.

É impossível alcançar a realização espiritual, o grau do Criador, de qualquer outra forma. Assim, a verdadeira condução está escondida por trás de sua forma oposta, e nós não somos capazes de apreciá-la, para compreender e experimentar o que significa a intenção de doar. Não temos as ferramentas para desfrutar a doação.

Por favor, doe a alguém! No entanto, você não vai sentir qualquer prazer nisso, porque seus desejos são opostos. E só aquele na qual a centelha foi acesa na escuridão do egoísmo, forçando-o a procurar a doação, e que se preocupa com a centelha, tentando aumentá-la por meio dos estudos e do ambiente, avança. Na verdade, há poucos escolhidos, de todas as milhares de pessoas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Descobrindo A Mentira Venenosa Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso assegurar que o estudo não se tornou uma “poção da morte” para mim?

Resposta: Nós temos que chegar ao estado em que o estudo se torna uma “poção da morte”.  A fim de fazer isso, eu tenho que descobrir que estou imerso no meu ego e que odeio todos, incluindo o Criador. Eu vejo que não quero me conectar nem doar a ninguém. Mas eu sei que este é o objetivo da criação e tenho que alcançá-lo. Isso significa que eu já descobri duas linhas que se contradizem.

Juntamente com o meu entendimento interno da necessidade de chegar à doação, eu descubro que minha natureza é oposta a isso. Então eu descubro que ela é a “poção da morte.” Eu tenho que descobrir que receber para mim e usar os outros são mortais para mim.

Eu olho para os rostos dos amigos e entende que quero usar todos eles: quero ser mais inteligente do que todos eles, mais bonito, mais forte, e mais bem sucedido.

Se minha abordagem em relação a cada um deles não fosse assim, eu não iria sentir e ver que existe alguém. Eu não o distinguiria em meus órgãos sensoriais, já que por trás da minha visão existe o meu ego, e se eu não pretendo usar uma pessoa para meu benefício, eu não a vejo. Ela não existe para mim!

Portanto, é um nível elevado se eu descubro que estou num estado de Lo Lishma (não em Seu nome) e que quero usar todos, mas entendo que é a “poção da morte”, o que significa o oposto do que deve ser. Depois de tudo, eu quero a verdade, mas existo dentro dessa mentira. É o resultado de uma grande Luz que vem ao homem e o ilumina mostrando-lhe o verdadeiro estado corrupto que ele se encontra e lhe permite compreender.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”