Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Recarregando No Caminho

165Pergunta: Você diz que não existe um caminho fácil. Quando uma pessoa avança espiritualmente, o que ela precisa superar e de onde ela tira alimento?

Resposta: Uma pessoa se nutre apenas do ambiente; ela não pode extrair nada de si mesma. É como um carro que precisa ser abastecido com energia — instalar uma bateria, encher o tanque de gasolina e assim por diante.

Essa energia externa deve estar constantemente dentro de nós. Devemos sempre pensar em como nos prover dela. Via de regra, isso se dá por meio de duas fontes, que finalmente se fundem em uma só: o grupo, o ambiente ao redor e o Criador, que também é o seu ambiente ao redor, até que você os encontre dentro de si, e não fora. Portanto, só se pode avançar se estiver conectado a eles.

Comentário: Mas você disse que aprende com seus alunos.

Minha Resposta: Eu aprendo com eles, ou seja, ao perceber seus desejos e perguntas, e ao começar a respondê-los, eu entendo ainda mais, fico impressionado, respondo a mim mesmo sobre tudo o que tenho e descubro uma imagem ainda mais ampla para mim.

Afinal, as perguntas deles não são minhas. Cada alma tem as suas. E quando me conecto com outras almas e as incluo em mim, ganho mais espaço para explorar. Não estou mais trabalhando apenas com o meu próprio desejo, que é a matéria sobre a qual conduzo todas as minhas pesquisas, mas com os desejos dos outros, que integro em mim. É por isso que estou muito feliz por ter alunos.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Recarregando no Caminho”, 13/08/10

Doação Em Prol Da Doação: Um Estado De Purificação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a questão da criação é o desejo de receber, o que significa doar em prol de doar? Onde está o trabalho com o desejo?

Resposta: A verdade é que o próprio desejo de receber atua em prol de doar. Ele apoia o próximo, ajuda-o e realiza diversas ações em relação a ele.

Em geral, para compreender a doação pela doação, é necessário entender o que é a recepção em prol da doação. Isso significa que eu trabalho com meus desejos de receber para usá-los para elevar um ser humano e realizar as ações de doação nele, semelhante a como Bina atua em seus AHP.

Eu incluo os desejos de receber do outro nos meus e o preencho com tudo o que ele precisa. E o que ele precisa é o infinito. Então, com a minha ajuda, seus desejos alcançam uma magnitude infinita, enquanto as Luzes que chegam a ele através de mim crescem até o tamanho infinito de NRNHY. É assim que trabalho recebendo para doar: certifico-me de dar ao outro tudo o que é necessário, utilizando todas as minhas habilidades para esse propósito e ignorando completamente o meu próprio benefício.

No entanto, para isso, preciso da força superior que não está na minha natureza. Minha natureza inata me permite realizar apenas ações que me prometem benefício pessoal, enquanto as ações de doação são totalmente altruístas e não beneficiam meus desejos de receber de forma alguma. É por isso que não posso realizá-las a menos que receba a força da dimensão superior, a da doação.

Assim, incorporo as necessidades do outro aos meus desejos e, por meio deles, o realizo. Em geral, estamos falando dos desejos que se relacionam com a nossa interconexão, visto que o trabalho espiritual é realizado no nível da unidade das almas, onde nos preenchemos com as luzes superiores.

Há outra opção: não me envolver com meus desejos de receber, mas apenas transferir todo o bem de mim para o outro, participar de sua realização, mas não com meus próprios desejos. Isso é pura doação. Via de regra, essas ações precedem a doação mútua. Elas corrigem nossa unificação. Graças a elas, anulamos nosso egoísmo para nos elevarmos acima dele em direção à unidade. E a própria unidade é ativada pelo uso direto de nossos desejos de receber.

Dessa forma, a doação em prol da doação é um estado intermediário, pequeno, fraco e “pobre”. Mas não temos escolha: precisamos nos submeter a ela, pois assim purificamos nossos desejos e nos elevamos acima de nossas qualidades egoístas. Sem isso, é impossível começar a trabalhar com eles. Primeiramente, precisamos “purificá-los”, ou seja, preenchê-los com a Luz de Hassadim (Misericórdia).

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá de 23/03/2011, Os Princípios da Educação Global.

Liberdade Na Falta De Liberdade Do Amor

938.05Comentário: A maioria das pessoas percebe Pessach como uma semana de celebração. No entanto, de repente, você está dizendo que esse é um estado em que se pode estar todos os dias.

Minha Resposta: No momento em que descubro dentro de mim que estou sob o controle do Faraó (egoísmo) e que, de alguma forma, preciso me elevar acima dele, sair dele, imediatamente tento fazer todo esforço possível para superá-lo.

Mas, sozinho, não consigo vencer o ego; não luto com ele, até o amo. Esta é a coisa mais importante que uma pessoa precisa entender! Afinal, o egoísmo me ajuda a crescer. Dizem que se deve agradecer tanto pelo mal quanto pelo bem. Grande é aquele que consegue transformar seu inimigo em um ser amado.

Se você encarar o egoísmo da maneira correta, então precisamos dessa força. É por isso que se diz que o Faraó aproximou o povo de Israel do Criador. Se não tivéssemos uma inclinação ao mal, se não experimentássemos sofrimento, nunca sentiríamos a necessidade de nos conectar com a força superior, com o Criador.

Mas agora estamos considerando essa questão em um nível prático e corpóreo. Se estamos em constante crescimento egoísta, Pessach é um exemplo de superação do ego para nós. Não é à toa que se diz: em cada geração, a pessoa deve se ver como se estivesse saindo do Egito.

“Geração” aqui significa cada momento no tempo, porque cada mudança dentro de mim é considerada uma nova geração. Eu devo sempre sentir como se estivesse saindo do Egito, mesmo que imediatamente eu caia em um novo Egito, e novamente eu saia, e novamente eu caia. Dessa forma, eu rapidamente completo todas as minhas correções e alcanço a meta.

Como isso se alcança? A sabedoria da Cabalá oferece uma explicação muito simples: através da conexão! O objetivo final que devemos alcançar é “Amar o próximo como a si mesmo”, e isso só pode ser alcançado por meio de todos os esforços possíveis para nos aproximarmos uns dos outros.

A Cabalá explica exatamente quais esforços. Afinal, nosso mundo está repleto de ideias, teorias e práticas diversas. Tudo o que as pessoas criaram foi extraído de diferentes filosofias, religiões, crenças e truques psicológicos como substitutos da sabedoria da Cabalá.

A humanidade tem buscado uma maneira de domar seu egoísmo, pois ele nos destrói. Ele nos impede de viver em família, de nos comunicar com amigos e de interagir corretamente uns com os outros. O que pode ser feito com a própria natureza? Por que ela está contra nós? E não é apenas a natureza, o próprio homem está contra si mesmo!

As pessoas não têm o método correto de educação. Por isso, introduziram leis que suprimem, limitam e diminuem o egoísmo, na tentativa de subjugá-lo. A supressão é a base de todas as religiões. Mas o que precisamos é de um método que equilibre o egoísmo para que cada pessoa possa usá-lo corretamente e não reprimi-lo!

O aspecto revolucionário da sabedoria da Cabalá está no livre desenvolvimento do egoísmo e em superá-lo posteriormente.

A Cabalá conduz a pessoa a um estado de liberdade. Você não se envergonha, não se repreende, não culpa os outros. Você simplesmente deve se esforçar constantemente para revelar o método de complementar o egoísmo com sua força oposta, para que ambos funcionem corretamente.

O egoísmo aumentaria a força altruísta, a força do amor, e juntos eles trabalhariam em uma simbiose harmoniosa, rolando para frente e para trás: pe-sach, pe-sach.

É impossível prescindir do exílio da boa qualidade do amor para as qualidades que o Egito personifica: crueldade, ódio e controle. Mas, de repente, quando essas qualidades são revestidas de amor, você não as sente mais como tais e as realiza por amor, mesmo que pareça estar estritamente limitado.

Para amar o próximo como a si mesmo, você precisa cuidar de todos! Então, onde está a sua liberdade nisso? Pelo contrário! Você pensa constantemente apenas no que os outros carecem e em como você poderia ajudá-los. Afinal, onde está o “eu”?

É um paradoxo, mas através do amor, você se esquece de si mesmo e então se torna completamente livre. Você está em constante movimento, em constante cuidado, mas é doce, e não há nada mais alegre. É como uma mãe cuidando de seu bebê, e isso lhe dá imenso prazer.

É por isso que simplesmente precisamos entender como o egoísmo começa a trabalhar em conjunto com a qualidade do amor em tal harmonia que não o sentimos mais como egoísmo. Precisamos dele; sem ele, não sentiríamos nenhuma sensação positiva.

Posso sentir o outro precisamente porque não o quero, mas, ao transformá-lo inversamente em um novo objeto, recebo novos sentimentos. Em outras palavras, quanto maior o ódio, maior o amor.

Está escrito no Livro do Zohar que os alunos do Rabi Shimon, que o escreveu, sentiam profundo ódio uns pelos outros antes de cada lição e, então, à medida que se uniam, criavam amor. Somente assim conseguiram atingir essa qualidade espiritual e descrevê-la no Livro do Zohar.

Eles precisavam sentir um ódio ardente para então se elevarem acima dele e revelarem, no lugar do fogo consumidor do ódio, o fogo do amor. Somente a partir do contraste dessas duas qualidades eles conseguiram descrever a imensa iluminação que alcançaram.

De KabTV, “Conversas sobre Pessach”, Episódio 2.

Fé Perfeita

945Pergunta: Como acrescentamos fé? Isso é algo que nós mesmos fazemos?

Resposta: O Criador faz isso, mas é graças ao fato de que nós, constantemente, todos juntos, queremos aumentar a fé. Cada um faz isso à sua maneira, mas, em princípio, juntos. Queremos ter fé perfeita.

A fé perfeita é a fé que substitui completamente o conhecimento, a sensação e tudo o que podemos receber do Criador.

Pergunta: Como podemos ajudar uns aos outros a superar uma constante falta de fé que acabará substituindo nosso conhecimento e sentimentos?

Resposta: Os amigos podem dar o exemplo e apoiar, e então você verá o que lhe falta para obter fé completa.

Da Lição Diária de Cabalá 19/04/24, Escritos do Baal HaSulam, “O que é Grandeza e Pequenez na Fé?”

Em Contato Com O Criador

278.03Pergunta: Você nos aconselha a dialogar internamente com o Criador e a nos anularmos diante dos nossos amigos. A que devemos prestar atenção especial? Afinal, não podemos nos concentrar em tudo ao mesmo tempo.

Resposta: Você não precisa se concentrar em tudo; não há necessidade de se dispersar. Pelo contrário, é importante se concentrar e entender claramente o que você está buscando. O objetivo deve ser muito simples: dirigir-se ao Criador com o coração completamente aberto e fundir-se com Ele.

Este é o seu trabalho interior pessoal, seus pensamentos e intenções. Imagine que você está constantemente em contato com o Criador e veja o que surge disso.

Da Lição Diária de Cabalá de 14/04/25, Escritos do Baal HaSulam, “O que é Grandeza e Pequenez na Fé?”

Basta Pedir!

236.01Pergunta: Sinto que cada palavra que meu amigo diz me afasta da adesão ao Criador. Podemos dizer que as falhas que sinto são as Hisaronot (deficiências) que aceito em mim?

Resposta: Você não quer senti-las, então não se pode dizer que você as aceita verdadeiramente.

Pergunta: Nesse caso, qual é o momento em que começo a querer enfrentá-las?

Resposta: Peça. Basta pedir!

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 17/04/25, “Pessach”.

Alcançando O 49º Portão

laitman_527_03Antes do Êxodo do Egito, a pessoa passa pelos “49 portões da impureza”. Ou seja, ela não acredita mais em nada; não espera nada; vê que praticamente não tem nenhuma conexão com a força superior e que é impossível mudar qualquer coisa em sua vida. Onde se encontra essa força superior, que é “Não há outro além Dele”? Tudo está sob o controle do Faraó e é impossível fazer qualquer coisa contra o ego que a controla.

Uma pessoa não compreende e não acredita no “bom que faz o bem”. Resta apenas um tênue fio que a conecta à espiritualidade; é tão frágil que ela não acredita mais que algo surgirá Dele. O desespero é tão grande, e o fio que a segura é a paciência que está além do intelecto e da lógica.

Essa situação se acumula gradualmente e, se a pessoa realmente alcança os 49 portões da impureza, então o poder superior age contra ela, adquirindo redenção para ela.

Aqui deve ser mencionado que “cada ação deixa uma impressão”, vez após vez, um pouco mais e mais, e assim contamos os 400 anos durante o período em que uma pessoa acumula esclarecimentos, esforços, até mesmo fraquezas e superações, que ela consegue fazer por si mesma ou com a ajuda do Criador.

Toda a nossa luta para sair do Egito está sob o controle do Criador. Não há outro além Dele, e Ele é o bom que faz o bem. E a Klipa (a força egoísta) nega a providência superior de “Não há outro além Dele” em todos os sentidos possíveis.

A servidão, o exílio (em hebraico, Galut) difere da redenção (Geula) basicamente por causa da letra “Aleph“, que significa Senhor do Mundo. É preciso concentrar-se constantemente neste ponto e em nada mais. Especificamente, é necessário aguçar constantemente nosso esclarecimento, lutar contra a nossa natureza, contra o Faraó, pois não há outro além Dele que seja bom e que faça o bem.

Não pedimos que a pessoa mude nada; não apelamos ao nosso destino. Em vez disso, apenas nos voltamos ao Criador com nossos pedidos. É isso que significa “não há outro além Dele”, porque tudo o que acontece nos conecta somente a Ele. Somente Ele realiza cada ação, preparando-as para que, de dentro da luta contra todas as perturbações em que Ele se envolveu, O descubramos e nos voltemos a Ele.

Exílio significa que ainda não estamos prontos, mas ansiamos muito por descobrir a fonte de tudo o que está acontecendo, como se diz: “Eu e não um mensageiro”. Este é um momento muito importante. Este é o nosso único trabalho, e cabe a nós estarmos prontos para ele.

É muito importante permanecer neste ponto, como um navio ou um avião que precisamos navegar constantemente para permanecer no caminho certo, apesar do vento e de diversas perturbações. Isso só é possível com uma boa tripulação.

Tudo é construído de tal forma que uma pessoa não esteja preparada para manter sua posição sozinha. Os problemas recaem sobre ela, e a compaixão a toma e lhe é dada uma nova oportunidade. Mas esta chance é especificamente para construir a equipe certa para si, para que, junto com ela, mantenha sua direção.

Devemos sempre lembrar que todas as perturbações vêm do Criador e não do Faraó ou de seu exército, e que não há acidentes nem mensageiros. Em vez disso, tudo vem diretamente do Criador. Nossa tarefa é descobrir o Criador em vez de todas as fontes de poder e outras ações. Por meio disso, nossa servidão, os golpes e todos os eventos da história do Êxodo do Egito são revelados. Tudo isso é uma luta para localizar o Criador em meio a todas as perturbações que se encontram entre o Criador e nós.

No princípio, não há conexão entre o Criador e nós, porque somos opostos. E as perturbações surgem precisamente para que as usemos para construir uma conexão com o Criador. Assim, vemos que o Faraó nos aproxima do Criador; a inclinação ao mal é uma ajuda contra nós (Gênesis 2:18), e transformamos isso em uma conexão com o Criador.

Se trabalharmos consistentemente dessa maneira e tentarmos construir conexão, gradualmente ascenderemos a uma conexão cada vez mais forte, como os degraus de uma escada, e cairemos em perturbações ainda maiores, em uma falta de conexão ainda maior. E novamente tentamos construir Pitom e Ramsés e novamente caímos, perdendo a conexão, nos despedaçando e nos confundindo, negando qualquer controle do Criador.

Como resultado de nossos esforços, atravessamos os 49 portões da impureza. Se alcançarmos o 49º portão, significa que fizemos uma infinidade de correções em nossa conexão com o Criador. Mas isso está oculto para nós. Por uma fração de segundo, descobrimos algo e caímos imediatamente. Dessa forma, devemos descobrir todas as perturbações que são contrárias ao fato de que não há ninguém além Dele.

E a descoberta se faz de acordo com o princípio de “Eu e não um mensageiro”, se estivermos prontos para representar a força superior apesar de todas as perturbações. O exílio nos é dado para que possamos sentir o Criador, localizá-Lo dentro de nós “do nada”. É assim que alcançamos a redenção.

Portanto, é impossível esquecer que todo o trabalho em direção à redenção é determinar o fato de que não há ninguém além Dele quando confrontado com todas as perturbações que, naturalmente, vêm do Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/04/14, Shamati #190

Trabalhando Com O Criador

Laitman_509Rabash, “Carta 66”: E de fato dizemos na Hagadá de Pessach: “Desde o início nossos ancestrais eram adoradores de ídolos e agora nos aproximamos do Onipresente para servi-Lo” e assim por diante.

Para entender a ideia de nos ensinar o que eles eram antes, precisamos explicar isso por meio da ética. Quando se trata da ideia da saída de alguém do exílio egípcio, é preciso entender que todas as mitzvot (preceitos) dependem desse conceito, pois com todas essas coisas dizemos: “Uma recordação do Êxodo do Egito”.

Todas as mitzvot são correções do desejo de receber em pequenas porções que só podem ser implementadas depois que a pessoa se eleva acima do Machsom (barreira). Após passar pelo Machsom, ela começa a atravessar as partes do desejo de receber acima do Machsom.

Primeiro, a própria pessoa passa pelo Machsom e transforma seu desejo de receber em “em prol da doação”, e depois disso, ela se volta para baixo e eleva desejo após desejo. Toda essa atividade é chamada de arrependimento; em outras palavras, ela retorna o desejo de receber para uma intenção em prol da doação. Cada ação como essa é chamada de Mitzva e é realizada pela Torá, ou seja, pela Ohr Makif (Luz Circundante) que transforma as correções em possibilidades. A primeira ação é chamada de Êxodo do Egito.

Quando estou sob o Machsom, não tenho conexão com a luz. No entanto, acima do Machsom, já possuo luz, o poder de doação, e posso usá-lo para avanço e correção. Tenho a consciência, o sentimento, a inteligência e o poder de uma pessoa capaz e madura. Transformo-me em um especialista em correção, desde que haja luz em mim. A luz é o poder de doação que atua em mim e, com sua ajuda, posso conectar cada vez mais novos desejos, um após o outro, e corrigi-los. Volto-me para um nível superior e recebo poder adicional dele para a parte inferior que desejo corrigir, corrigindo-a e conectando-a a mim.

Nesse processo, há três parceiros: o Criador — a origem do poder, eu — aquele que quer corrigir, e o desejo — o lugar que eu quero corrigir.

Com a luz que está em mim, graças à minha conexão com o Criador, vejo exatamente o que está pronto para ser corrigido em mim e peço esse poder a Ele. Trabalho com Ele como um parceiro, pois não estou mais sob o Machsom. Em vez disso, estou junto com Ele, sentindo-O. Portanto, começo a esclarecer como é possível trabalhar com o desejo danificado, como é possível despertá-lo e elevá-lo. Isso significa que quero transformá-lo de algo que visa à recepção para algo que visa à doação. Então, peço por isso.

Eu não obtenho nenhum prazer com essa atividade enquanto a sinto como meu desejo. Para mim, ela se torna mais preciosa do que o meu desejo — como está escrito: “Faça com que a vontade Dele seja a sua vontade” (Pirkei Avot 2:4) — como uma mãe faz com seu filho. Envolvo o desejo Dele dentro do meu desejo e é assim que começo a elevá-lo, pedindo ao Criador que o corrija para mim, como eu faria com o meu bebê.

Então obtenho o poder, a inteligência e o sentimento necessários. Afinal, não sei como corrigir o que está abaixo, pois este é um sistema completamente separado, os AHP que estão sendo construídos dentro de mim, o útero espiritual.

Isso significa que, antes de tudo, eu cresci para corrigi-lo. Aceito um novo sistema e uno o que está abaixo de mim. Assim, após a correção, somos justapostos uns aos outros. Assim, muitos Partzufim são revestidos uns dos outros.

Pergunta: É importante que as pessoas envolvidas com a disseminação tenham passado pelo Machsom?

Resposta: Não me parece que a pessoa que passou pelo Machsom tenha mais sucesso na disseminação externa. Não tenho certeza se o Rabash teria mais sucesso na disseminação do que a pessoa média do nosso grupo.

Então, o Baal HaSulam escreve que é até possível pagar uma compensação monetária a profissionais. Afinal, é necessário aproximar-se o máximo possível das pessoas. Certamente, é claro que eles precisariam conhecer a direção, o propósito, um pouco das explicações, mas não muito profundamente, apenas de acordo com o nível das pessoas a quem se dirigem.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá, 18/04/2014, Escritos do Rabash

O Feriado Especial De Pessach

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos adquirir a força chamada Moisés? Afinal, você diz que ela não existe na natureza.

Resposta: Moisés (do hebraico “Moshech” – puxar) é o atributo que desperta em nós e nos eleva do sopé do Monte Sinai ao seu cume, ao pico do ódio universal. Quando alguém o ultrapassa, alcança o Criador que está no cume.

É impossível contornar esta montanha; precisamos escalá-la. Este é o caminho para o mundo inteiro. Hoje, toda a humanidade está aos pés do Monte Sinai, cercada pelo enorme ódio que nos separa. Mas, ao mesmo tempo, o método chamado Torá é revelado. A Torá é a luz que reforma no cume da montanha.

Não precisamos fazer nenhum esforço especial e não há nada a temer. Quando adquirimos o ódio enorme, estamos no sopé da montanha, onde recebemos o método pelo qual podemos ascender gradualmente, complementando-nos e ajudando-nos mutuamente.

Então o Monte Sinai se torna o monte do templo, no topo do qual está o templo, o lugar onde o Criador é revelado.

Esta é basicamente a essência de Pessach (Pessach). É por isso que o calendário da nação, da nova humanidade, começa neste feriado.

Antes de receber a Torá, a humanidade se desenvolveu como animais, mas daquele momento em diante, houve uma conexão com o Criador, com a força que pode nos elevar continuamente acima do ego e nos ajudar a escalar a montanha do ódio nos aproximando uns dos outros.

Ao mesmo tempo, alcançamos o Criador em um grau maior, porque duas forças já aparecem em nós: a força egoísta e a força altruísta. Quando nos construímos a partir dessas duas forças, um estado chamado de realização do Criador ou da alma surge entre elas.

As duas forças descem de cima, e nos esforçamos não para anulá-las mutuamente, mas para conectá-las, colocando nossa resistência entre elas, tentando recriar a harmonia entre elas conectando e somando todas as partes desconectadas. Então, essa harmonia cria nossa alma, nossa existência superior.

Esta é a razão pela qual consideramos Pessach o feriado mais importante e principal, porque simboliza o início da criação do homem, Adão (do hebraico “Domeh” – assemelhar-se ao Criador).

Existem, é claro, muitas sutilezas, leis e nuances diferentes que falam apenas de como cobrir adequadamente o ego com o atributo do amor, e isso é tudo. Tudo se resume a isso!

Podemos estudar esse feriado até os mínimos detalhes, sobre por que comer certas coisas é permitido e por que comer outras coisas é proibido, sobre por que Pessach dura sete dias, por que bebemos quatro taças de vinho e por que há outros costumes descritos na Hagadá.

No entanto, essas são apenas ações que devemos realizar em todos os níveis para criar a conexão correta entre o positivo e o negativo, que são os atributos de receber e doar, ódio e amor. Cobrimos o ódio com amor e, juntos, eles nos darão a sensação de realização, a adesão ao Criador.

Assim, não saímos simplesmente de um pequeno ego para amar, mas do nosso mundo para um mundo perfeito e eterno. Esta é a razão pela qual Pessach é de fato um feriado especial.

De KabTV, “Uma Conversa Sobre Pessach”, 18/03/15

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual — 231

281.02Pergunta: Podemos encurtar o exílio acelerando o trabalho espiritual ?

Resposta: Claro que podemos. Depende da nossa vontade, do nosso esforço.

Pergunta: Como devemos trabalhar corretamente na dezena para alcançar o temor, que inclui tudo?

Resposta: O trabalho na dezena, basicamente como toda a Torá, consiste em ações simples. Cada um deve revelar seu próprio desejo, então unir todos os desejos e elevá-los ao Criador. O resto, Ele fará.

Pergunta: O que podemos fazer claramente para nos tornarmos mais puros, gentis e amorosos com os amigos a cada dia?

Resposta: Aja de acordo, ou seja, examine a si mesmo para ver o quanto mais próximo você pode se tornar dos amigos.

Pergunta: Como um Cabalista desenvolve tal sensibilidade que a falta do outro se torna verdadeiramente minha?

Resposta: Somente através do Criador.

Pergunta: Posso de alguma forma me controlar e fazer o que está além das minhas forças?

Resposta: Não, tudo isso só pode ser feito pelo grupo ou pelo Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 13/04/25 sobre o tema de Pessach