O Feriado Especial De Pessach

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos adquirir a força chamada Moisés? Afinal, você diz que ela não existe na natureza.

Resposta: Moisés (do hebraico “Moshech” – puxar) é o atributo que desperta em nós e nos eleva do sopé do Monte Sinai ao seu cume, ao pico do ódio universal. Quando alguém o ultrapassa, alcança o Criador que está no cume.

É impossível contornar esta montanha; precisamos escalá-la. Este é o caminho para o mundo inteiro. Hoje, toda a humanidade está aos pés do Monte Sinai, cercada pelo enorme ódio que nos separa. Mas, ao mesmo tempo, o método chamado Torá é revelado. A Torá é a luz que reforma no cume da montanha.

Não precisamos fazer nenhum esforço especial e não há nada a temer. Quando adquirimos o ódio enorme, estamos no sopé da montanha, onde recebemos o método pelo qual podemos ascender gradualmente, complementando-nos e ajudando-nos mutuamente.

Então o Monte Sinai se torna o monte do templo, no topo do qual está o templo, o lugar onde o Criador é revelado.

Esta é basicamente a essência de Pessach (Pessach). É por isso que o calendário da nação, da nova humanidade, começa neste feriado.

Antes de receber a Torá, a humanidade se desenvolveu como animais, mas daquele momento em diante, houve uma conexão com o Criador, com a força que pode nos elevar continuamente acima do ego e nos ajudar a escalar a montanha do ódio nos aproximando uns dos outros.

Ao mesmo tempo, alcançamos o Criador em um grau maior, porque duas forças já aparecem em nós: a força egoísta e a força altruísta. Quando nos construímos a partir dessas duas forças, um estado chamado de realização do Criador ou da alma surge entre elas.

As duas forças descem de cima, e nos esforçamos não para anulá-las mutuamente, mas para conectá-las, colocando nossa resistência entre elas, tentando recriar a harmonia entre elas conectando e somando todas as partes desconectadas. Então, essa harmonia cria nossa alma, nossa existência superior.

Esta é a razão pela qual consideramos Pessach o feriado mais importante e principal, porque simboliza o início da criação do homem, Adão (do hebraico “Domeh” – assemelhar-se ao Criador).

Existem, é claro, muitas sutilezas, leis e nuances diferentes que falam apenas de como cobrir adequadamente o ego com o atributo do amor, e isso é tudo. Tudo se resume a isso!

Podemos estudar esse feriado até os mínimos detalhes, sobre por que comer certas coisas é permitido e por que comer outras coisas é proibido, sobre por que Pessach dura sete dias, por que bebemos quatro taças de vinho e por que há outros costumes descritos na Hagadá.

No entanto, essas são apenas ações que devemos realizar em todos os níveis para criar a conexão correta entre o positivo e o negativo, que são os atributos de receber e doar, ódio e amor. Cobrimos o ódio com amor e, juntos, eles nos darão a sensação de realização, a adesão ao Criador.

Assim, não saímos simplesmente de um pequeno ego para amar, mas do nosso mundo para um mundo perfeito e eterno. Esta é a razão pela qual Pessach é de fato um feriado especial.

De KabTV, “Uma Conversa Sobre Pessach”, 18/03/15