Textos na Categoria 'Torá'

Com E Sem Proteção

laitman_232_06Todos os pecados em nosso trabalho espiritual se devem ao erro humano. Nós achamos que já estamos protegidos e que subimos sobre o nosso egoísmo, mas, na verdade, quando revelamos um novo nível, caímos e não podemos fazer nada.

Pergunta: Por que uma pessoa tem permissão de cometer erros?

Resposta: Por exemplo, eu tenho alunos jovens que têm cerca de 25 a 40 anos, homens saudáveis ​​normais que entendem que nada na vida vale a pena, exceto a unidade espiritual. A Luz vem e lhes proporciona uma camada protetora, um Masach até certo nível.

Mas se nós os colocarmos num restaurante com cortinas de veludo, ciganos e dança, ou num campo de futebol com milhares de fãs, nós não sabemos o que aconteceria com seus pensamentos no momento seguinte.

Isso acaba sendo aritmética simples: no momento que a pessoa recebe um egoísmo adicional, que não tem Masach, ela cai. É uma lei da física!

Durante a lição as pessoas podem subir ao nível de pureza absoluta. Elas são protegidas porque tudo está fechado. A única coisa que permanece é o amor e a doação, porque nós cobrimos os amigos com o nosso Masach comum. Então, nós saímos juntos para celebrar a nossa ascensão espiritual num restaurante, e pronto. Eles caem!

Este é o pecado deste de Adão. Primeiro, você sobe ao nível dos céus (Jardim do Éden), onde tudo é maravilhoso. Depois, quando você quer elevar tudo ao nível divino, você vê que nada funciona. Para você, o mundo permanece no restaurante.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

Os Estandartes Das Doze Tribos

laitman_749_02As primeiras letras no principal estandarte de Judá traziam as primeiras letras dos três patriarcas: Abraão, Isaac e Jacob. A inscrição no estandarte principal de Ruben trazia as segundas letras dos nomes de nossos antepassados, e o principal estandarte de Efraim trazia as terceiras letras de seus nomes.

O estandarte representa o atributo principal de cada uma das doze tribos que se conectam corretamente para se tornar o atributo de doação sobre o egoísmo crescente que é continuamente revelado em nós.

Portanto, os estandartes não devem ser confundidos ou trocados. Eles devem se mover um em concordância com o outro. Assim como um corpo humano avança de acordo com suas habilidades motoras, o mesmo acontece com a alma geral que deve avançar digerindo e corrigindo adequadamente o ego revelado nela desde o pecado de Adão. Assim, a alma comum deve girar constantemente o ego para o atributo de amor e doação.

Há muitos nomes e letras inscritos nos estandartes que simbolizam a sequência direita da correção dos atributos.

Todos os atributos estão mutuamente conectados, mas o principal é que não há um atributo mau entre eles. Se você é um ladrão, um mentiroso ou um traidor, há algo boa nisso? Se tomarmos dez gramas de uma mentira, vinte gramas de um roubo, e trinta gramas de traição, misturá-los adequadamente e corrigi-los no atributo oposto, o resultado será o próximo nível.

A combinação correta das letras (Kelim – vasos) de acordo com as três linhas fornece orientações precisas sobre a forma de avançar passo a passo na correção de nosso egoísmo quebrado.

A imagem do estandarte de cada acampamento simboliza certa parte da alma geral. Todo mundo sabe como se conectar corretamente com todos os outros, a fim de avançar passo a passo.

Se um grupo é feito de dez homens, todos devem corretamente e, em concordância mútua, tecer uma base comum para terem condições cada vez melhores para a revelação do Criador. Na verdade, é assim como a jornada de 40 anos no deserto é cumprida.

Pergunta: Existe uma diferença entre a primeira letra, a segunda letra, e todas as outras letras que aparecem no nome do estandarte?

Resposta: Claro. Mas a questão é que elas aparecem exatamente como o nome de quatro letras do Criador: “Yod-Hey-Vav-Hey“. Mesmo que haja outras letras, elas substituem o seu nome numa ordem específica.

Keter e as quatro letras são a base (as dez Sefirot) do vaso espiritual. É impossível atingir o atributo de amor e doação em Malchut se as primeiras nove Sefirot não a precedem.

Isto significa que a doação absoluta na primeira Sefira Keter tem que passar por dez diferentes filtros, mudanças, nos diferentes atributos do egoísmo, até que o ser criado alcance a última fase que lhe permite cumprir o atributo de doação, elevando-se assim ao nível do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

O Menorá – Um Símbolo Da Unidade Das Luzes

A Torá, “Números” 8: 1-8: 2: O Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala a Arão, e dize-lhe: Quando você acender as lâmpadas, as sete lâmpadas lançam sua luz para o rosto do menor.

Pergunta: Por que a seção semanal da Torá, BeHaalotcha começa com a descrição do Menorá (lâmpada)?

Resposta: É porque o Menorá (lâmpada) é a personificação da Luz que vem do alto até as almas humanas. É um Menorá de sete velas que é a personificação das seis luzes que descem de cima: Hesed, Gevura, Tifferet, Netzach, Hod, e Yesod. Todas as seis luzes pertencem a Zeir Anpin,uma estrutura que chamamos o Criador.

O Criador é um conceito relativo que simboliza aquele que está acima de nós. Porque Zeir Anpin está acima de Malchut, é revelado como o Criador em relação a nós. Se subirmos ao seu nível, ele sobe acima de nós mais uma vez e assim há um Criador diferente a cada vez: nós mudamos e ascendemos e Ele muda e sobe. Tudo é relativo.

O Criador nos opera e influencia pelas sete Luzes e assim o Menorá é chamado a lâmpada das sete velas (três velas à direita, três à esquerda e uma no meio), que simbolizam a nossa conexão com o criador. Assim, nós mudamos nossos atributos em atributos opostos, os atributos de receber em atributos de doação, e podemos iluminar como Ele.

Três velas do lado direito e três do lado esquerdo simbolizam as linhas direita e esquerda e nós que estamos no meio somos a linha do meio no trabalho espiritual. De todos os itens que simbolizam diferentes atributos da conexão entre o Criador e os seres criados, a lâmpada é o símbolo mais brilhante e mais proeminente desta conexão.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 4/2/15

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Sendo Preenchido Com O Amor

Desejos egoístas impulsionam o mundo. Nós tentamos absorver em nós mesmos, tanto quanto podemos, e vemos que esses desejos não podem ser satisfeitos. Todas as tentativas para satisfazê-los nos levam em direção à morte.

Não importa o quanto nós nos enchemos com todos os tipos de: comida, sexo, alegrias familiares, descobertas, conhecimentos, e assim por diante, nós ainda chegamos ao fato de que deles nada permanece. Pelo contrário, justamente grande vazio vem e contribui para a decepção.

Achamos que o prazer que vamos conseguir é igual ao desejo por ele, mas quando o prazer entra no desejo, este cresce duas vezes mais e ficamos duplamente vazios. Isso ocorre porque Luz e desejo anulam-se, deixando-nos com um vazio duas vezes maior.

Até hoje assim foi como a vida tem sido para todos nós. Uma pessoa entra no mundo nu, e deixa a vida duplamente nu. Nós passamos por uma série de encarnações, até que começamos a entender que não vale a pena para nós perseguirmos qualquer coisa; isto não nos dá nada.

Gradualmente a humanidade está se tornando consciente disto, e estamos começando a procurar a verdade. Este fato nos leva a um método com cuja ajuda isto é realmente possível de ser realizado. Mas esta realização não entrar diretamente no desejo de receber; em vez disso, é conseguida por meio da realização dos outros. Então aqui amor pelos outros é vital, e por isso temos uma possibilidade infinita de desfrutar, enquanto eles divertem-se, apreciamos realizar aqueles que amamos.

Em nosso mundo há exemplos de como isso funciona no nível animal instintivo da natureza, quando realizamos as nossas crianças e aqueles que amamos. E no mundo espiritual tudo é muito mais poderoso, porque lá nos realizamos mutuamente, não porque amamos alguém, desde o início, mas damos à luz ao amor dentro de nós, para estranhos absolutos e até mesmo pessoas que nos repelem. Este amor não apenas aparece dessa maneira; em vez disso, ele vem com a ajuda da Luz Superior. Quando uma pessoa obriga-se a servir aos outros, ela começa a dar à luz, dentro de si mesma, para um sentimento de amor por eles, porque eles tornam-se caros a ela, como uma criança adotada em uma família, por causa de seu investimento nela, os pais começam a amá-la ainda mais do que os seus filhos biológicos.

A sabedoria da Cabalá ensina-nos a doar aos outros e sermos realizados com isso. Mas nós não estamos falando de doação a fim de receber. A principal coisa é receber para o propósito de doação.

Então eu realizo-me e, simultaneamente, realizo outros. Meu objetivo é realizá-los! Mas, em última análise, a realização permanece dentro de mim. Aqui aparece a “ramificação” que é incompreensível para nós, hoje, que uma pessoa começa gradualmente a alcançar quando ela está envolvida com a sabedoria da Cabalá.

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De KabTV de “Conversas com Michael Laitman” 10/6/15

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Esculpir A Imagem Do Criador

laitman_527_03Pergunta: O cumprimento das instruções da Torá termina ao entrar na terra de Israel. O que nos leva a frente?

Resposta: É dito que: “A alma de uma pessoa vai ensiná-la”, o que significa que a alma da pessoa a leva ao longo do caminho espiritual. Isto significa que a pessoa nasce para o mundo espiritual; ela saiu do Egito, vagou por 40 anos, atingiu o atributo pleno de Bina, e agora pode trabalhar com a Luz de Hochma, está em contato direto com o Criador, tomando exemplos Dele e decretando-os.

Este é o trabalho na terra de Israel, quando o desejo inicial de uma pessoa é apenas uma pilha de barro, mas quando ela entra em contato o Criador, ela esculpe a si mesma de acordo com a Sua imagem, tornando-cada vez e mais compatível com o Criador. Isso significa que ela atrai sobre si mesma as forças externas adicionais, as forças que são maiores e mais espessas, e esculpe a imagem do Criador delas, o atributo de amor e doação em todas as suas formas infinitas para além de quaisquer limitações.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Domesticar O Ego

Laitman_115_05Pergunta: Como eu devo examinar o meu egoísmo: como parte de mim ou não? Como eu devo trabalhar com ele?

Resposta: É melhor ver o egoísmo como uma força estranha. Assim, você pode se vangloriar quando chutá-lo. Então você vai pedir forças para se separar dele.

Pergunta: Será que eu vou ser capaz de agradecer ao Criador que o ego recebe golpes?

Resposta: Sim, num primeiro momento é doloroso e, depois, torna-se agradável. Quando o ego morre, a pessoa imediatamente começa a sentir o mundo eterno. Nós podemos atingir plenamente todos os níveis de correção enquanto vivemos em nosso corpo físico! Mas quando nós o separamos de nós mesmos nada termina. Durante a fase de correção, nós ainda não conseguimos separá-lo totalmente de nós mesmos, porque temos que avançar com ele. Nós processamos continuamente a qualidade egoísta no atributo de doação (o atributo de Bina) e depois no atributo de Keter, a intenção de receber a fim de doar. Portanto, não devemos suprimir o nosso ego de forma alguma. Temos que considerá-lo como algo estranho, mas nosso, e mantê-lo na coleira, como um cão numa casinha de cachorro.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Entrar Na Terra De Israel

laitman_749_02O Faraó (egoísmo) existe constantemente em nós. Quando nós saímos do Egito, pensávamos que tínhamos escapado, mas ele continua a nos controlar com calma desde dentro.

Por isso mesmo, temos que vagar pelo deserto por quarenta anos para que, gradualmente, passo a passo, possamos corrigir essa qualidade em nós, pelo menos neutralizar o egoísmo, conectá-lo à Bina, e levar-nos a um estado pequeno, não querendo usar o ego, a despeito de quaisquer tentações. Nós podemos fazer isso quando atravessamos o deserto.

Portanto, está escrito na Torá que a geração do deserto deve morrer, e uma nova geração vai nascer, onde o egoísmo será corrigido e conectado à qualidade de doação, mas de uma forma neutra. Nós ainda não transformamos o egoísmo em doação, mas ele já existe sob o controle da intenção de doar.

O processo de atravessar o deserto é completado quando nós neutralizamos completamente o nosso egoísmo (doação em prol da doação), mas ainda não o corrigimos em altruísmo (receber em prol da doação), e entrar na terra de Israel (Eretz IsraelRatzon – Desejo, e Yashar El – direto ao Criador) significa que começamos a processar o desejo que já tornamos neutro, e vamos até ele a fim de conquistar e transformá-lo.

Afinal, sete nações que vivem na terra de Israel permanecem lá, e nós precisamos tirá-las dessa terra, e nos tornarmos seus capturadores, ou seja, verificar o nosso desejo.

Sete nações representam sete desejos, as sete últimas Sefirot de Malchut que precisamos conquistar, expulsar de dentro de nós, isto é, neutralizar, parar de usar, e tirá-las das fronteiras de Israel. Isso é chamado de correção de Malchut.

Nós precisamos conquistar essa terra, preenchê-la e começar a corrigi-la com os dias da semana e os sábados, isto é, com uma subida consistente, seis anos e o sétimo ano, e assim por diante: usando todos os métodos de correção do nosso desejo, que é chamado de “a terra de Israel” (Eretz Israel).

Esse é o desejo egoísta inicial que o Criador criou de tal forma que a serpente do egoísmo entra em nós, e nós trabalhamos muito e de forma dura para percebê-lo até que começamos a nos relacionar com ele como um objeto estranho dentro de nós. Nós começamos a odiá-lo como uma força externa que escraviza e nos empurra para longe do Criador.

Só então é que vamos vê-lo como o Faraó, subir acima dele, e escapar com a ajuda da Luz superior, uma vez que não temos a força para fazer isso por conta própria. Mas quando aceitamos a Torá e começamos a nos corrigir, extraindo-nos do egoísmo, isso significa que entramos na terra de Israel e transformamos a qualidade de recepção na qualidade de doação.

Então, o Faraó se torna a maior Luz, porque a correção do maior egoísmo que temos o transforma numa qualidade diretamente oposta, como está escrito, “o anjo da morte torna-se o anjo da vida”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

O Vinho É A Luz Da Sabedoria Superior

laitman_276_01A Torá, “Números”, 6:3: Terá que se abster de vinho e de outras bebidas fermentadas e não poderá beber vinagre feito de vinho ou de outra bebida fermentada. Não poderá beber suco de uva nem comer uvas nem passas.

Pergunta: Por que as uvas são mencionadas junto com bebidas alcoólicas na Torá?

Resposta: Na época, as uvas nunca eram usadas ​​como alimento. As pessoas tentavam estocar comida para um dia, uma semana, e até mesmo anos antes.

Isso explica por que o vinho assim como o óleo de oliva, farinha, e outros produtos que podem ser armazenados durante um longo período de tempo eram especialmente preciosos porque as uvas eram utilizadas apenas para fazer vinho.

As uvas pertencem a um nível muito elevado: o nível de Hochma. Por que há uma cerimônia especial de degustação de vinhos e pronunciamento de bênçãos para o vinho? A razão é que de acordo com a Cabalá, o vinho representa a Luz Superior, a Luz da Sabedoria, a Luz de Hochma, não só porque é um produto útil como eles pensam hoje em dia.

O vinho mata as bactérias que vivem nele, porque a Luz Superior trata, corrige e preenche completamente todos os nossos desejos. Não importa quanta sujeira exista nas uvas, durante o processo de fermentação toda a sujeira se transforma em sedimentos e o vinho permanece limpo.

Coletar uvas e produzir vinho não é um processo fácil. A Cabalá descreve cada nuance deste procedimento: o tipo de uva, o diâmetro de cada uva é pró-rata à sua superfície externa, o mês que a uva é colhida, e em que lado da montanha com relação a Jerusalém ela cresce, etc.

Normalmente, os Cabalistas colhem uvas antes do sol nascer, porque a formidável força (Amtakat a-Dinim) que está presente no vinho “dorme” ao nascer do sol. É como se as uvas dormissem e despertassem ao mesmo tempo.

Neste mundo, não há objetos ou eventos que não tenham uma raiz no mundo superior. Tudo é governado por uma força. Cada pessoa na Terra executa seu trabalho inconsciente e involuntariamente. É assim que o mundo segue em frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/01/15

Paz Entre Marido E Mulher

Laitman_632_1A Torá, “Números”, 05:18 – 05:19, 05:23 – 5:24: Então o Cohen (sacerdote) apresentará a mulher perante o Senhor, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do Cohen. E o Cohen a fará jurar, e dirá àquela mulher: Se ninguém contigo se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela imundícia, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre. Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições num pergaminho, e com a água amarga as apagará. E a água amarga, amaldiçoante, dará a beber à mulher, e a água amaldiçoante entrará nela para amargurar.

Se uma mulher (a criação) é parte do desejo correto, ela sobe e seu relacionamento com seu marido (o Criador) é reforçado. No entanto, se o seu desejo é egoísta, as “letras aparecerão imediatamente num pergaminho”, como resultado da quebra. Neste caso, o Partzuf deve ser corrigido de novo.

Pergunta: Você pode explicar o trabalho que o Cohen (sacerdote) realiza em Nukva? O que significa “descobrirá [o cabelo na cabeça] de uma mulher” e “porá sobre suas mãos a oferta memorativa”?

Resposta: Não há analogias neste mundo, porque na espiritualidade todas as ações descem do nível superior.

O nível mais alto (Cohen) funciona em um estado inferior (Malchut). Cohen é GAR de BinaKeter. É por isso que a influência do Cohen sobre Malchut é tão intensa. O Cohen é o único que pode revelar a profundidade dos desejos corrigidos e não corrigidos de Malchut. Ninguém do nível de “Israel” ou “levitas” é capaz de fazer isso. Isso só pode ser feito do nível de Cohen.

Em outras palavras, A Luz que vem do mais alto nível de Keter examina Malchut até a parte inferior de suas intenções.

Quando marido e a mulher (primeiras nove Sefirot) e Malchut sobem, eles podem subir apenas através do Cohen, que lhes garante a Luz. Se essa conexão for interrompida, é essencial analisar o que se passa em Malchut.

Portanto, é como se o Cohen programasse o estado do Partzuf. Este último deve ser formado juntamente com sua esposa, fundindo-se juntos. E quando o Cohen dá o “pergaminho” a uma mulher (Malchut), ele esclarece se suas propriedades são adequadas à estrutura que ela está prestes a alcançar junto com seu marido, ou seja, se ela está pronta para ele.

Todos os homens com quem ela supostamente “enganou” seu marido são desejos egoístas que distraem Malchut.

Comentário: O Livro do Zohar afirma que “o julgamento do Cohen contradiz seu alto nível de Hesed – a etapa de misericórdia e graça. Não é assim porque o Cohen se esforça em aumentar a paz no mundo. Se uma mulher é “não culpada” (pura) o Cohen multiplica a paz entre ela e seu marido”.

Resposta: Neste caso, eles formam o próximo Partzuf superior, revelando assim o mal adicional e uma conexão mais forte entre eles que faz com que seja possível que eles atinjam o próximo nível.

Portanto, em algumas fases, o “adultério” é absolutamente necessário, porque lhes permite fazer correções adicionais. Tudo na vida acontece exatamente por causa de nossa ascensão. Não há nada na Torá que prejudique as pessoas.

Pergunta: Mais tarde, é dito no Livro do Zohar: “…ela impregna com um filho a partir da propriedade de Zachar (masculino)”. Aplicado ao nosso mundo material, esta frase significa que discussões entre marido e mulher desencadeiam um amor ainda mais forte entre eles, não é assim?

Resposta: Se eles se relacionam corretamente com a força superior e entender que tudo que passam é dado a eles só por causa de sua maior convergência e elevação, não haverá qualquer ofensa mútua; em vez disso, eles vão se reconciliar e continuar trabalhando em sua maior elevação. Caso contrário, tudo o que acontece entre eles vai levar a um divórcio.

Observação: Ele acrescenta: “Se ela é ‘impura’, não é o Cohen que a julga, mas o nome Santo a quem ela foi infiel”.

Resposta: O Santo Nome (Kadosh) é uma qualidade de doação, o nível a que eles aspiram.

Juntos, eles devem supostamente alcançar o próximo nível superior da propriedade de doação, mas sua “infidelidade” os fez degradar (cair) do nível superior para o “desejo de receber”.

Se ela passa a ser “culpada”, a propriedade que ela deveria atingir é aquela que a atira para baixo. Nesse ponto, ela deve ser corrigida.

Alguma coisa estava faltando em sua aspiração de chegar a um novo nível. Esse “algo” se revela através de sua “infidelidade”. Ao mesmo tempo, seu marido também sofre alterações. Ele deve encontrar o Cohen, levá-la a ele, e aumentar seus próprios desejos nesse nível.

Comentário: Um paralelo imediato com este mundo aparece em nossas mentes quando vemos um marido levando sua esposa para o tribunal e o processo legal começa…

Resposta: Na espiritualidade tudo acontece num só corpo: o Criador, o marido e a esposa, todas as propriedades e condições; tudo está dentro de um homem.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/01/15

O Terceiro Templo E A Solução Para O Problema Global

laitman_937Vagar no deserto é um estado interno muito difícil através do qual uma pessoa cresce gradualmente.

O deserto muda-a de ser um escravo do desejo egoísta para ser um mestre do ego. Isso ocorre nos 40 anos de peregrinação no deserto. A pessoa sobe gradualmente sobre seu ego, passo a passo, e muda-o para o atributo de doação.

Não é fácil atravessar o deserto; este é o problema do homem, e deve ser superado. Esta é a razão por que a Torá termina com a travessia do deserto e a entrada na terra de Israel. É isso aí! Isso é tudo o que precisamos. Nós obtemos a força com a qual podemos avançar corretamente.

Mas, por que a Torá não nos diz como lutar e conquistar a terra de Israel? Afinal, os espiões disseram que sete nações vivem lá. É porque é inútil lutar contra elas. Hoje nós vivemos do mesmo modo.

Nós recebemos um método que nos diz como absorver a Luz de correção, mas nada mais do que isso. Acontece que se você vier à terra de Israel, parece que depois você é deixado sozinho, porque neste momento você avança diretamente para a conquista da terra de Israel, o que significa superar o seu verdadeiro desejo egoísta. Antes era apenas a preparação. Agora você entra em seu coração egoísta e começa a conquistá-lo, a digerir e processá-lo no atributo de amor e doação.

No passado, nós construímos o Primeiro e o Segundo Templos, que foram destruídos. Agora, depois destas duas destruições, nós temos que construir o Terceiro Templo sobre o fundamento dos dois primeiros. Mas não podemos construí-lo sozinhos, não só a nação de Israel. Ele deve ser construído por todo o mundo. Esta é a razão por que ele é tão poderoso e eterno. O Terceiro Templo é a correção do desejo egoísta global que o Criador criou. O mundo inteiro deve tomar parte nisso. É como o profeta Ezequiel diz: “As nações do mundo levarão os filhos de Israel e trarão eles a Jerusalém”, o que significa que vão trazê-los para a necessidade de construir o Terceiro Templo.

Pergunta: Será que isso significa que o Terceiro Templo deixará de ser judeu, mas internacional?

Resposta: Sim. Hoje, o mundo já começa a sentir que todos os problemas se resumem a uma intrincada rede, a algo que todos compartilham: se você puxar a corda tudo vai desmoronar como um castelo de cartas. Se há um pequeno problema em alguma parte do globo, é imediatamente ecoado em todo o mundo. O mundo torna-se mais conectado mutuamente a cada dia, de modo que vamos começar a perceber que temos que encontrar uma solução global para o problema e não estamos preparados para isso. Nosso papel é levar a humanidade à compreensão de como estar pronto para enfrentar essa nova situação.