Textos na Categoria 'Torá'

Deixando O Egito…

laitman_749_03A Torá é a Luz que desce até nós e corrige o nosso egoísmo individual e nos conecta através dos estados corrigidos com todos os outros até nos tornarmos um todo que não pode ser separado.

A Torá fala sobre a correção espiritual do homem. O livro do “Gênese” nos fala sobre a base essencial da criação. Ele nos fala que o Criador não criou nada, exceto o mal: “Eu criei a inclinação ao mal (egoísmo)… Eu criei a Torá como tempero”.

Mas quando Ele nos dá a Torá? Somente após o êxodo do Egito, no Monte Sinai, porque a inclinação ao mal tem que ser revelada numa pessoa e em toda a humanidade em primeiro lugar. O ego tem que se mostrar como prejudicial ao homem como a força que destrói o homem, sua vida, e mais importante, a força que separa o homem do Criador, da plenitude.

A pessoa deve compreender que a unidade com a força superior é o estado perfeito e não deve apenas ouvir histórias sobre isso, porque não é atraída a isso e tem definições completamente diferentes sobre o que isso significa. É somente quando começamos a perceber que a totalidade é o atributo de amor e doação que a regra “ama o teu amigo como a ti mesmo” se torna o nosso objetivo. Mas nós sentimos que estamos no estado oposto: no ódio mútuo, na rejeição e distantes um do outro.

O reconhecimento do verdadeiro estado da nossa natureza é chamado de êxodo do Egito, e quando chegamos ao Monte Sinai sabemos exatamente quem somos, o que somos, e o que queremos. Afinal de contas, o ponto de Moisés existe em cada um de nós e nos diz que queremos deixar o nosso Faraó. Nós o deixamos um pouco, mas, na verdade, ele está dentro de nós. Quando estamos no Egito acreditamos que o Faraó nos domina desde fora, mas agora começamos a perceber que ele está bem dentro de nós e que estamos tão perto dele que agora temos que nos livrar dele, ou melhor, corrigi-lo.

Em outras palavras, o atributo de amor e bondade só existe no atributo egoísta corrigido: nós recebemos uma matéria que não é corrigida e temos que corrigi-la. Isso é tudo! Não há outra questão. Assim, nós tivemos que estar no Egito, para que pudéssemos sentir que eu sou Faraó e que realmente desejo obter desse estado. Quando eu subo um pouco acima do atributo do Egito em mim, quero me livrar dele, e isso significa que saí do Egito. Mas é apenas teoricamente e não na matéria.

O Criador é o atributo de doação. Se mudarmos o nosso egoísmo para a doação, este atributo aparece em nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Ouvir A Voz Do Criador

laitman_276_02A Torá, “Números”, 7:89: Quando Moisés entrava na Tenda da Congregação para falar com Ele, ouvia a voz que lhe falava de cima da tampa, que estava sobre a Arca do Testemunho entre os dois querubins; assim com Ele falava.

Isto se refere ao estado de contato espiritual do ponto de Moisés numa pessoa com o Criador.

A “voz” se refere à realização do Criador pela criatura. Isso é descoberto entre os dois querubins à imagem de pássaros nas bordas da cobertura da Arca Sagrada que simbolizam as linhas direita e esquerda: o atributo de Hassadim (misericórdia) e o atributo de Din (julgamento). Quando as duas linhas se aproximam, a pessoa conecta os atributos de amor e doação, egoísmo e altruísmo dentro dela, que agem juntos pela mesma causa. Ao mesmo tempo, o egoísmo é esmagado sob o atributo de amor e doação.

É graças à rigidez e sofrimentos que a pessoa pode agora apreciar verdadeiramente a conexão, o amor e a cooperação mútua com o Criador. Caso contrário, é impossível apreciar este estado; é simplesmente impossível! A pessoa não tem as sensações adequadas. É como pedir a uma criança: “Beije-me”. Ela se aproxima de você e automaticamente beija sua bochecha sem realmente sentir nada.

Os sentimentos emergem apenas se nada do passado é esquecido e é ainda revelado mais claramente. Na medida em que o passado surge numa pessoa, ela pode assumir o que o futuro próximo lhe reserva, porque o passado e o futuro têm que ser equilibrados e conectados numa sensação do Criador. O Criador aparece entre os dois querubins, as duas linhas opostas, o egoísmo e o altruísmo. A voz divina, Sua revelação, nasce entre eles. Ela é apenas o ponto de Moisés em nós que está em contato com o Criador e pode ouvir a Sua voz.

Ouvir é o atributo de Bina. A conquista do atributo de Hochma (visão) é realizado através de Bina, do atributo de doação. Quando uma pessoa sobe do atributo de Bina para o atributo de Hochma, a revelação do Criador ocorre, o contato com Ele.

O Tabernáculo simboliza atributos mais externos que a pessoa tem que corrigir em si mesma. Quando o ponto de Moisés é revelado de forma gradual, nós começamos a mergulhar mais profundamente em nossos atributos internos simbolizados pela Arca Sagrada que guarda o livro da Torá dentro dela, a tampa da Arca Sagrada, os dois querubins nas bordas da cobertura, entre os quais a voz do Criador é ouvida. Estes são os sinais das correções internas, que temos que realizar gradualmente e alcançar o estado de contato com o Criador que nos é revelado em nosso entendimento, reconhecimento e obtenção, que nos aproxima Dele.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Luz Do Fundo Do Poço

laitman_424_02Como está escrito no Livro do Zohar,Quando o Cohen (sacerdote) levantou-se abaixo e estendeu suas mãos, todas as sagradas Sefirot acima foram despertadas e corrigidas para ser abençoada e receber a Luz da profundidade do poço de Bina que constantemente desce a elas. E as bênçãos não param; elas descem e se transformam em fontes de todos os mundos.

Um Cohen (sacerdote) é a parte superior da estrutura espiritual chamada de Partzuf. Quando ele se levanta e estende suas mãos, sua bênção vem do alto até Malchut. Desta forma, ela é despertada abaixo, e depois, todas as características de Malchut sobem de baixo para cima com doação e amor. Elas ascendem aos mundos superiores.

Todas as Sefirot de Bina à Malchut são chamadas de “poço”. Quanto mais Malchut está conectada à Bina, este poço está vivo e fluindo. Caso contrário, é apenas um poço sem água. Se o poço está cheio de água, mas está coberto com uma pedra, isso significa que você deve realizar condições particulares para abri-lo e tirar água dele.

Na Torá, o encontro dos patriarcas com as suas futuras esposas quase sempre aconteceu ao lado de um poço. Se a mulher aceitasse água das mãos do homem, isso significava que ela era apropriada para ele, porque a água é a conexão entre MalchutBina. Desta forma, por meio das águas superiores e inferiores, ocorria a interação mútua entre eles.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

A Bênção Do Sacerdote

laitman_232_09Como está escrito no Livro do Zohar, “Quando o Cohen (sacerdote) estende suas mãos, a Shechina habita em seus dedos, porque o Criador concordou com o Cohen nessas bênçãos. Israel é abençoado de cima, da Shechina que habita em seus dedos, e de baixo para cima, do Cohen pronunciando uma bênção”.

A oração do Cohen (sacerdote) tem um efeito muito interessante. Ele é coberto por um pano especial chamado Talit e levanta suas mãos para cima de certa maneira e diz: “O Senhor te abençoe”, e assim por diante.

Ao mesmo tempo, as pessoas não devem olhar para ele porque o sacerdote personifica a Luz Superior para a qual é proibido olhar diretamente, apenas através de um Masach (tela), a Luz de Retorno, recebida com a preparação da intenção a fim de doar.

Portanto, todos os presentes abaixam os olhos. Não há nada de especial nessa ação corporal em nosso mundo, exceto como dica do estado espiritual interno de uma pessoa que recebe a Luz de um estado superior.

É dito que, “Quando o Cohen estende suas mãos, a Shechina habita em seus dedos”. Esta é uma condição onde a Luz Superior atravessa todas as nove Sefirot até Malchut, através de todos os estados de Yod-Hey-Vav-Hey do nome do Criador, e, assim, é imprimida em Malchut.

Malchut, por si só, produz a Luz de Retorno (Ohr Hozer). Essa diz, Amém. “Amém” significa verdade. Esta palavra é comumente usada, mas quase ninguém entende o seu verdadeiro valor.

Quando Malchut diz “Amém”, isso significa que ela recebe tudo o que desce sobre ela de cima e torna-se o recipiente das nove primeiras Sefirot.

Em outras palavras, se ela está pronta para receber as nove Sefirot, torna-se Nukva, a parte feminina das nove Sefirot, e representa toda a nação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

O Nome Do Criador É Quatro Letras

Laitman_167A Torá, “Números” 6:27: Assim eles invocarão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei.

Dizer o nome do Criador é a revelação da essência do nome de quatro letras do Criador. Assim como um selo impresso em cera que deixa a sua marca, o Criador imprime Seus atributos numa pessoa de forma oposta, e a pessoa deve corrigi-los aos torná-los semelhantes ao Criador.

Essa é a cooperação mútua entre o anfitrião e o convidado quando eu, o hóspede, devo imprimir os desejos do anfitrião dentro de mim. Eu devo receber todas as bebidas que Ele me serve para que Ele seja impresso em mim e esculpa Seu nome em mim, isto é, a atitude do anfitrião. Quando eu permito isso porque quero que Sua atitude, Seu atributo, entre em mim, eu recebo isso e, assim, me conecto a Ele. A união entre a parte masculina (o Criador) e a parte feminina (o ser criado, o desejo de receber) ocorre quando um entra no outro, como quando um selo que é impresso numa almofada macia deixa sua marca.

Pergunta: Por que é proibido dizer o nome de quatro letras do Criador em voz alta?

Resposta: Dizer o nome do Criador em voz alta significa revelar o Criador. A revelação ocorre apenas dentro da pessoa, e ela não pode transmitir seus sentimentos a ninguém. De acordo com a sabedoria da Cabalá, a palavra “proibido” significa impossível. Você não pode revelar o Criador o suficiente para pronunciar Seu nome. Você só pode absorvê-Lo, perceber e receber a Sua forma que é totalmente impressa em toda a sua matéria, em todo o seu desejo de receber, a qual deixa a Sua marca (impressão) de Sua doação. Isso significa que você deve se relacionar com o Seu nome de quatro letras (Yud-Hey-Vav-Hey), quando está avançando na direção oposta, não de cima para baixo, mas de baixo para cima.

Em outras palavras, as dez Sefirot da Luz Direta se conectam às dez Sefirot da Luz de Retorno num todo único, e esse estado é chamado de objetivo da criação. No entanto, a menos que os Seus atributos sejam atingidos, não devemos expressar Seus nomes. Até mesmo o nome que é comumente usado, como Deus (El) é pronunciado “Kel“, para enfatizar o respeito que temos por ele. Em nosso mundo, nós também não chamamos nosso pai pelo nome, mas usamos o nome “pai”. Esse é um sinal de respeito para com uma pessoa que é especial para nós, e, assim, nós a distinguimos de bilhões de outras pessoas. É o mesmo na espiritualidade.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Bênção E Graça

laitman_572_03A Torá, “Números” 06:22 – 06:26: E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala a Aarão, e a seus filhos dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes: “Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. Que o Senhor sobre ti levante o Seu rosto e te dê a paz”.

Essa bênção é dita pelos Cohanim (sacerdotes) no Shabat e nos feriados. O Cohen (sacerdote) é o atributo mais sublime numa pessoa, e se ele está conectado ao Criador que o abençoa, tem um efeito positivo sobre todos os outros atributos que a pessoa tem. Essa bênção corrige toda a sua estrutura interna e todos os seus desejos e intenções.

Pergunta: Qual é o significado das palavras “e te guarde”?

Resposta: A Luz superior, ou o Criador, nos guarda do nosso egoísmo. Ele eleva, fortalece, dirige e nos corrige. Tudo está nas mãos da Luz que vem do alto e nos corrige. Como está escrito: “Que o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti“. Ter misericórdia de ti significa que Ele vai nos redimir do grande ego nos detém e não nos deixa ascender.

Tudo avança numa única direção, e não há nada mais do que isso.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Que O Senhor Levante Seu Rosto Sobre Ti

laitman_571_02A Torá, “Números” 6:26: Que o Senhor levante Seu rosto sobre ti e te dê a paz.

A Luz que desce do nível superior é chamada de rosto ou face do Criador. Um nível superior é o Criador no que diz respeito ao nível inferior (ser criado). Quando o nível superior volta seu rosto para o nível inferior – o que significa que ele reflete a Luz de Hochma, a forte Luz da correção que desce ao inferior -, este é corrigido.

“E te dê a paz” (“Shalom” da palavra “Shlemut” – “perfeição”) significa dar a perfeição aos seres criados. Um ser humano completo (Homem – Adam) assemelha-se (Domeh) ao Criador com os desejos que foram revelados nele num determinado momento. Assim, ele está aderido totalmente ao Criador de acordo com a lei de equivalência de forma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/01/15

Abster-se

laitman_527_01A Torá, “Números”, 6:1 – 6:3: O Senhor disse ainda a Moisés: Diga o seguinte aos filhos de Israel: Se um homem ou uma mulher fizer um voto especial, um voto de separação para o Senhor como nazireu, terá que se abster de vinho e de outras bebidas fermentadas e não poderá beber vinagre feito de vinho ou de outra bebida fermentada. Não poderá beber suco de uva nem comer uvas nem passas.

Um Nazireu (Nazir), um monge, é uma pessoa que faz um voto para se dedicar ao Criador e, portanto, se abstém de consumir produtos que estão relacionados com vinho ou uvas.

Por um lado, é uma coisa aparentemente boa, e, em outros casos, é inclusive necessário. No entanto, por outro lado, não é desejável, pois o objetivo da criação é deleitar a pessoa e toda a humanidade como uma única alma. Acontece que um monge, na verdade, se recusa a receber prazer.

Se você se recusa a consumir algo que não é Kosher – o que significa que não é adequado para a correção do preenchimento, como a carne não Kosher ou carne e leite, as linhas direita e esquerda sem um Masach (tela) – você simplesmente não pode recebê-lo com a intenção a fim de doar, já que não tem esses poderes.

No fim da correção, tudo estará completo, e você terá esses poderes e será capaz de consumir tudo com o atributo absoluto de doação. Não haverá limitações, mandamentos, e tudo pertencerá ao passado. Os mandamentos são apenas as ações de correção necessárias, enquanto você não corrigiu todas as partes da sua alma.

Um monge, por outro lado, restringe-se e parece dizer, “Eu não vou corrigir isso e aquilo”. Nesse caso, é claro, é muito mais fácil para ele, porque ele pode se livrar de muitas ações, mas vai ter que compensar a falta de trabalho em determinadas condições e com certos desejos. Essa é a razão do monge ter que trazer sacrifício e, assim, compensa a parte não corrigida. Este é um sistema complexo, e tudo depende da qualidade da alma.

Comentário: Quando falamos do alimento que não é Kosher, é claro que não devemos consumi-lo, mas o vinho é Kosher.

Resposta: O vinho simboliza uma Luz muito elevada, a Luz de Hochma. O monge compreende que não pode receber e utilizar essa Luz para alcançar Hochma em prol do Criador, e, nesse caso, ela irá servi-lo da maneira oposta e intoxicá-lo, como no caso de Shimshon, o nazireu, o monge que foi forçado a beber e ficou bêbado, o que significa que não pôde receber a Luz para seu avanço espiritual e experimentou uma tragédia. Esta é a razão do monge simplesmente não trabalhar com essa Luz. Todos nós podemos experimentar esse estado. Em geral, fica claro que tudo se refere a um estado interno que não tem nada a ver com nossos atributos físicos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/01/15

O Espírito Do Ciúmes

laitman_224A Torá, “Números”, 05:14: E o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado.

Uma pessoa faz grandes esforços para estar conectada ao Criador por seus desejos que visam a meta. Quando ela entra no próximo nível de Ibur (gestação) ela pensa que pode se manter nesse estado, mas, de repente, algo trágico acontece e ela cai. Ela já entra no próximo nível, o Partzuf superior, e, de repente, cai porque alguns de seus desejos se desprenderam da intenção correta. Não há nada que você possa fazer aqui, exceto examinar seus desejos.

Comentário: Acontece que tudo nesse mundo deriva de raízes espirituais.

Resposta: Nada neste mundo pode ser de outra maneira! Além disso, o nosso mundo é muito insípido.

Há diferentes estados no mundo espiritual, incluindo o ciúme e fraude (peculato). Uma pessoa usa tudo o que pode para a sua ascensão espiritual. Nada acontece em vão neste processo, enquanto que em nosso mundo um homem pode matar a si mesmo e sua mulher por causa do seu ciúme. Se um casal é parceiro numa determinada busca e, de repente, ela é fisicamente atraída por outro homem, ela se desprende da ideia geral, do anseio mútuo de seu homem e ele não pode atingir o objetivo que eles criaram para si mesmos sem ela.

Acontece que ela traiu seu movimento comum e matou totalmente seu estado, mas sem ela é impossível cumprir a correção espiritual, porque ela é a metade do Partzuf comum.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/01/15

Traição Espiritual

laitman_276_02A Torá, “Números”, 05:11 – 05:15: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e transgredir contra ele, de maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e no feito não for apanhada, e o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, não se havendo ela contaminado, então aquele homem trará a sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela; uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de alimentos por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniquidade em memória.

Se a direção para o Criador for clara para mim e eu gradualmente amarrar todos os meus desejos nessa direção, de modo que eles me ajudarão a me aproximar Dele e subir para um nível superior ao meu, embora meus desejos egoístas queiram me atrair aos prazeres corporais deste mundo, eu quero transformá-los para alcançar o mundo superior, o Criador. Eu constantemente tento dirigir esses desejos à meta: eu me anulo e ascendo acima de mim mesmo, o que significa que acredito que todas as condições e dificuldades derivam do Criador para que eu suba acima de mim mesmo e avance na fé acima da razão. Este é um sistema que eu construo e, assim, me volto a Ele com meus desejos.

Mas, de repente, eu me desconecto desses esforços e descubro que os desejos com os quais me virei a Ele agora anseiam por diferentes questões frívolas da vida cotidiana. Isso é chamado de “traição ao Criador”.

Portanto, o que eu devo fazer?! Eu tenho que examinar os meus desejos: Por que isso aconteceu? Onde foi que eu perdi contato com o pensamento de que o Criador me governa? Em que ponto, em que condições, o meu desejo de repente foi tentado a violar a conexão com o Criador e a assistir a um filme, quer ir de férias, ou estar em algum outro evento no nível corpóreo.

Por que esse desejo (Nukva) me traiu e porque não quer estar aderido na intenção para com o Criador (Zeir Anpin)?!

Como eu posso analisar isso? Só se eu ascender ao nível do sacerdote (Cohen) e examinar as coisas. Eu não serei capaz de fazer isso de outra maneira. Eu perdi o desejo (Nukva) no nível que estou agora. Somente a Luz Superior pode ajudar a pessoa a examinar por que ela não o manteve, o que a afetou, ou o que intencionalmente a levou a certo estado. Há muitas nuances aqui, mas todas podem ser resolvidas somente dessa maneira.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/01/15