Textos na Categoria 'Livre Arbítrio'

Perguntas Sobre Determinismo E Vazio

Dr. Michael LaitmanPergunta: No post “Eu Não Quero Ser Um Alpinista” o senhor escreve: “Quando o sistema se tornar completamente revelado, veremos que ele é global, integral, e que todas as suas partes estão completamente ligadas, como um enorme organismo vivo. Suas partes individuais não têm livre arbítrio para fazer o que desejam fazer, porque isso não existe na natureza. Tudo obedece à lei do determinismo”.

Eu não concordo com o que o senhor diz sobre o determinismo. Há certas coisas fora do nosso controle, mas ainda há alguma escolha também. Por exemplo: células podem se tornar cancerosas…

Resposta: A liberdade de escolha está especificamente em ser ou uma célula saudável/doadora ou cancerosa/célula receptora.

Pergunta: Como é que nós vamos parar de amaldiçoar o vazio no nosso coração e abraçá-lo com alegria como parte do caminho? Ou nós devemos sempre esperar que alguma parte de nós discorde da doação?

Resposta: Não amaldiçoe o vazio, mas preencha-o com qualquer uma de nossas satisfações, embora você vá senti-lo de vez em quando.

O Mundo Material Como Uma Garantia De Segurança

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós precisamos dos desejos do nível animal se não os corrigimos? Qual é o seu uso?

Resposta: Nós precisamos desses desejos para existir fora do mundo espiritual. Eles nos dão a oportunidade de ascender sem sermos dependentes do mundo espiritual, sem sermos subornados por ele.

Isso nos permite viver sem “favores espirituais”. Nós continuamente decidimos se devemos ou não nos unir com os nossos próximos, o grupo. Às vezes, nós queremos largar tudo e ir embora, e realmente temos essa oportunidade.

Por outro lado, se tivéssemos apenas desejos relacionados com o grupo, seríamos semelhantes, digamos, às formigas. Sem ter mais nada, nós viveríamos a vida da sociedade involuntariamente, e estaríamos novamente no nível animal, corporal.

No entanto, eu vivo no meu corpo e posso aspirar ou não à espiritualidade. Isso me permite ser uma pessoa espiritual, porque eu alcanço a forma de doação por mim mesmo, apesar do meu desejo natural inicial. O Criador criou a inclinação ao mal em mim de modo que superando-a, eu me tornaria uma pessoa livre. Eu decido se quero isso ou não por minha própria escolha.

Caso contrário, eu viveria no mundo espiritual, mas no nível animal. Eu seria um “anjo”, um “animal espiritual” que, instintivamente, ama a todos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/11/11, “Garantia Mútua”

Em Desacordo Consigo Mesmo

Dr. Michael LaitmanO desejo é a substância da criatura, o lugar onde nos sentimos vivos e revelamos a realidade dentro e em torno de nós. A Luz trabalha com o desejo e desenvolve-o de acordo com seu programa. No início, a Luz desenvolve o desejo diretamente, a fim de moldá-lo. Então, dentro do desejo criado, a quarta fase do mundo do Infinito, a Luz começa a criar as condições para a sua correcção.

Afinal, esse desejo é ainda matéria-prima. Ele não sente, compreende ou tem o livre arbítrio. Ele só opera de acordo com as ordens da Luz, que o controla. Desta forma, a Luz cria diferentes formas de desejo chamadas mundos ou ocultações. A Luz revela-se e esconde-se um pouco, e o desejo passa por mudanças, até que absorve todas as qualidades da Luz.

Quanto mais a Luz distancia o desejo de si mesma, mais eu começo a sentir quem e o que eu sou, embora o desejo ainda não tenha qualquer liberdade ou desenvolvimento independente. Tudo acontece por causa da Luz. O desejo, sendo uma substância inata, age de acordo com certas leis, e não tem qualquer escolha em suas reações.

Desta forma, o desenvolvimento chega a uma estrutura especial chamada “homem” que recebeu também a escolha de agir dentro de sua razão ou acima dela. “Dentro de razão” é uma ação que corresponde à ação da Luz. Ela é uma reação natural da matéria. No entanto, é possível obter uma reacção acima do seu desejo, que não se conforma com as leis naturais da natureza, para criar uma capacidade de reagir de uma maneira que é oposta à reação às ordens da Luz.

Esta reação oposta é chamada de “homem” porque é semelhante à Luz. Ele é chamado de criatura quando ele segue as ordens da Luz dentro do seu desejo. No entanto, quando ele não segue as ordens da Luz, mas quer subir acima do nível da matéria, quer subir ao grau da Luz e tornar-se como ela, ele deve ter uma reação oposta. De acordo com esta reação, ele é chamado de “homem” ou Adão, que significa “semelhante” (Dome) à Luz.

Assim, a matéria recebe o nome de “homem”, e seu novo desenvolvimento começa lá. Ele tem uma variedade de formas impressas nele pela Luz durante o período de crescimento natural. No entanto, agora, esse desejo começa a trabalhar por conta própria. Ele se esforça para se tornar como a Luz. Em outras palavras, ele constantemente se esforça para ter uma reação diferente ao que a Luz desperta dentro dele.

A Luz desperta reações dentro dele que são opostas ao comportamento da Luz, mas o homem deve aceitar este jogo e, acima dele, tornar-se como a Luz. Isto é referido como trabalhar com a “fé acima da razão”.

Este trabalho pode ter diferentes formas. A Luz, por vezes, revela ou esconde-se. Às vezes, ela desperta desejos maiores ou menores no homem. Através dessas influências, ela desperta e mantêm novas reações na matéria. Desta forma, a matéria aprende através de suas reações. Ela estuda a si própria e a Luz, que é um exemplo para ela. Aos poucos, ela se aproxima mais da Luz em suas qualidades, até que se une completamente com ela.

É claro que neste caminho o desejo adquire entendimento e sensações de si mesmo e da Luz. Ele aprende o programa da Luz e a atitude do Criador para com a criatura pelo modo como a Luz a trata. Por outro lado, aprende a superar sua própria natureza e tornar-se como a Luz. Desta forma, a substância do desejo gradualmente atinge o grau do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/11, Escritos do Rabash

As Chaves Da Vida Que Passamos Aos Nossos Filhos

Dr. Michael LaitmanÉ obrigação do adulto ensinar a criança e dar-lhe toda a preparação necessária para a vida adulta durante a infância. O mesmo ocorre no mundo espiritual: o nível superior dá ao nível inferior todas as “chaves”, todos os meios para continuar a construir a si mesmo.

O nível inferior só tem que descobrir tudo isso e fazer uma escolha livre para seguir adiante. Não há mais nada a fazer exceto isso. Todas as forças já estão à nossa disposição.

Portanto, o estado de pequenez (Katnut) é considerado fundamental, enquanto o estado de grandeza (Gadlut) é um acréscimo que às vezes aparece e às vezes desaparece, dependendo dos esforços do inferior. Mas ele sempre mantém o estado de pequenez, que serve como uma base boa e saudável para criar o próximo estado de grandeza, que é novo a cada vez.

Portanto, o nível de pequenez, chamado de Hafetz Hesed (aquele que deseja a misericórdia), temor do Criador, o nível de Bina (“arte” ou fé), é o que deve ser transmitido ao próximo estado, dos pais para os filhos, do nível superior da escada espiritual ao nível inferior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, Escritos do Rabash

Participação Pessoal Obrigatória

Dr. Michael LaitmanExiste um desejo de receber e um desejo de doar. Toda a criação nada mais é que a oposição de um em relação a outro. O desejo de doar manipula o desejo de receber a fim de levá-lo ao reconhecimento de si mesmo e torná-lo equivalente ao desejo de doar. Esse é o programa inicial do desejo de doar.

A natureza do bem, segundo a ciência da Cabalá, é a benevolência (fazer o bem). Como o Criador é perfeito, ele tem um programa para aperfeiçoar a criação. E só há um caminho rumo à perfeição: a criação tem que sentir o estado do Criador. Ele criou a criação oposta a Ele, separada Dele, e Ele guia a criação através de uma seqüência de estados, nos quais a criação alcança a sabedoria do Criador e sente o que há no Criador.

Mas não basta apenas compreender e sentir. A criação alcança a natureza do Criador por si mesma, incluindo tudo que está na criação e sua supervisão. Portanto, a força de doação é chamada de  “Luz” e a força de recepção é chamada de “vaso”. A equivalência em suas qualidades é chamada de “intenção de doar” ou “tela”. Devido à intenção altruísta e à natureza de sua ação, o desejo de receber se torna aquele que doa. Se ele recebe para agradar alguém, ele, de fato, realiza um ato de recepção utilizando a doação como meio: não há outra maneira dele estabelecer contato e dar algo a alguém.

Como nós podemos participar do processo? Como nós ganhamos mais entendimento? Como nós alcançamos o grau do Criador? Como nós sentimos Suas ações? Em suma, como nos tornamos como Ele? Afinal, este é o objetivo: tornar-se como Ele.

Nós ainda não entendemos o que significa “dar prazer ao Criador”, mas a “equivalência com o Criador” está mais perto de nossa atual compreensão egoísta. Ser como Ele significa doar, entender a doação, assumir a responsabilidade, governar a criação… Tudo se resume nisso.

Na verdade, ser como Ele significa entender, em primeiro lugar, todo o programa e o curso completo das ações presumidas, do início ao fim. Tal entendimento requer que o todo seja desmembrado e depois juntado novamente. Desta maneira, nós revelamos a distância entre o Criador e a criação, junto com a conexão que os leva à equivalência. Com isso, a Luz e a escuridão, o positivo e o negativo, se conectam em cada nível.

No processo do nosso desenvolvimento, sob influência constante da Luz, o vaso adquire várias formas até atingir a “última parada”: a equivalência completa de qualidades com o Criador. Mas o vaso deve atravessar esses estados de mudanças seqüenciais com compreensão, em concordância, desejando-os, e até mesmo agindo independentemente.

Assim, nós precisamos perceber nossa oposição ao Criador, desejar mudar e nos tornar como Ele, compreender o programa que nos mudará, aplicá-lo por vontade própria e realizar toda a cadeia de ações seqüenciais, em nós mesmos e ao mesmo tempo em todos os níveis da criação abaixo de nós: inanimado, vegetal, e animal.

Nós devemos realizar esta subida da quebra à correção com nossa total participação pessoal. Conforme as mudanças exigidas no momento, nós temos que conquistar a mente e o sentimento, ser incluídos no programa comum, e fazer as ações para invocar e guiar as forças necessárias.

Somente desta maneira nós chegaremos à equivalência de forma com o Criador e nos tornaremos como Ele em força, compreensão e tudo mais. Este é o maior grau do nosso desenvolvimento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/11/11, ” Matan Torah (A Entrega da Torá) “

Tudo Está Pronto Para a Correção

A preparação já foi feita a partir do Alto, por parte da natureza, o Criador, para cada pessoa de acordo com a raiz da sua alma, para que ele seja capaz de se conectar com outras almas, para corrigir a ruptura, e alcançar a sua correção individual. Esta é a forma como cada um de nós cumpre todas as preparações feitas para ele ou ela, incluído na raiz da sua alma.

De acordo com esta preparação preliminar, as pessoas se encontram em situações diferentes: Alguns despertam para a espiritualidade mais, outros menos, e há aqueles que não despertam em nada.

Não faz diferença se no meio tempo uma pessoa se preocupa apenas com os seus desejos corporais, ou está perdida em idéias imaginárias sobre a espiritualidade, que a leva para fora da estrada da verdade, se ela está mais perto do trabalho espiritual, ou se ela já está no caminho certo e começa a subir na escada espiritual. A cada um é dado as mesmas condições que foram inicialmente preparadas no alto. Elas foram criadas como resultado da descida dos mundos, a quebra dos desejos, e sua incorporação no outro. Assim, cada pessoa, em cada momento dado, tem livre arbítrio.

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Perambular Na Névoa Ou Seguir O Fluxo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Porque a lei da garantia mútua está oculta de nós? Por que os cientistas não conseguem descobri-la?

Resposta: Você desejaria colocar uma pessoa diante de fatos irrefutáveis: pense mal de seu vizinho e uma pedra cairá sobre você do céu; prejudique alguém e você receberá um aviso ameaçador do banco. Você quer ter uma resposta imediata a todas as suas ações: recompensa ou castigo. Isso seria uma lei da natureza, um fato indiscutível para você.

No entanto, a uma pessoa deve ter liberdade de escolha. Se nós agíssemos instintivamente não haveria problema. A natureza poderia nos pressionar para nos tornarmos um todo. É muito simples: se você me mostrar que eu perco por me desconectar dos outros, eu vou sorrir e ser agradável com todos. Eu vou construir relações de amizade, cuidar dos outros e me certificar que ninguém será tratado de forma injusta. Se fôssemos programados com responsabilidade mútua do Alto, nós ficaríamos felizes em desenvolver este programa.

Mas, na verdade, nós devemos chegar à garantia mútua por nossa livre escolha; nós temos que construir dentro do nível humano por conta própria. É por isso que a mensagem de unidade está oculta na névoa e nós estamos perdidos nela, privados de um senso de direção. No momento em que começamos a perceber e sentir-la, ela desaparece. Caso contrário, nós não seremos capazes de desenvolver o humano dentro de nós.

A névoa não é importante. Não importa se somos lentos ou inteligentes, desajeitados ou polidos. Nós só precisamos fazer uma coisa: criar um ambiente. Como uma criança construindo uma casinha com blocos, nós devemos construir um ambiente artificial como exemplo de quem gostaríamos de ser, se quiséssemos.

Se a pessoa fica ociosa, a Natureza vai obrigá-la indiretamente, através de golpes e sofrimentos. Mas os golpes também não forçarão o homem a renunciar à sua própria natureza, porque com isso a pessoa desce ao nível “animal” e constrói o ambiente de forma instintiva, a fim de sobreviver. Seria o modelo soviético de socialismo, com o Criador, ao invés da KGB, por trás. E você se tornaria um animal que vive em unidade com os outros animais do rebanho. Que tipo de criatura é essa? Será que nós podemos alcançar o nível do Criador assim?

Da 5ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/10/11, “Paz no Mundo”

Pedir À Luz A Aceleração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por causa de nossa natureza, cada um de nós tenta usar os outros ao máximo, sem levar em conta o bem comum. Portanto, como uma pessoa normal pode começar a levar os outros em consideração?

Resposta: Isso só pode acontecer com a ajuda da Luz que Corrige.

Você está esquecendo que existe uma força agindo na criação, que nos move. Nós somos fantoches. Eu deixo de ser um fantoche quando peço que a Luz me mude. Eu não faço nada sozinho. A Luz faz as ações nos vasos. No entanto, eu posso influenciá-la com meu desejo, meu pedido: “Transforme-me mais, acelere meu desenvolvimento”. Esta é a única coisa que eu posso pedir a ela.

Se eu a atraio, eu avanço pelo caminho da aceleração, e esta é a minha única contribuição pessoal possível. O desenvolvimento ocorre de uma maneira ou de outra. A única diferença é a extensão dos problemas e do sofrimento. Eu posso avançar rapidamente, de forma consciente, pelo meu próprio desejo, ou lentamente, com “muito sangue derramado”. Mas, de uma maneira ou outra, eu evoco as Luzes que me mudam.

Naturalmente, eu quero usar o outro para o meu próprio benefício e nunca desejarei me unir a ele. Por que eu deveria? Eu não tenho nenhum botão escondido que possa mudar o desejo egoísta num altruísta.

No entanto, se eu uso o ambiente e o estudo, se eu me convenço, se eu formo um “desejo sem desejo”, “uma oração antes de uma oração”, todos os meus pedidos se acumulam e agem, mesmo que não sejam sinceros, e, gradualmente, eu realmente começo a considerar importante a qualidade de doação, amor e unificação. “Afinal de contas, há algo de valor lá. Eu não deveria deixar passar. Será útil”.

Às vezes, eu quero e, às vezes, não. Mais tarde, o desejo já não desaparece, mas é pequeno. Finalmente, a partir dos estados distantes eu alcanço um desejo firme e decisivo: “Eu quero isso, e pronto”. Por quê? “Porque  sim”. O que você vai receber com isso? “Eu não posso explicar. Você não entenderia de qualquer maneira”. Mas, explique mesmo assim? “A Luz está agindo em mim. Ela me mudou e agora eu quero isso. A Luz me mudou porque eu recorri a todos os tipos de truques e artifícios. Eu fiz tudo que podia, esforcei-me e encontrei”.

Nós nunca devemos esquecer este princípio: tudo é feito pela Luz, e nós podemos despertá-la. É aí que reside o nosso livre arbítrio. Não procure uma oportunidade para mudar a si mesmo diretamente e não se destrua por ser fraco. Para alcançar mudanças internas, nós sempre temos que nos voltar a Luz. Isso significa elevar constantemente a nossa oração ao superior.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/10/11, “Paz no Mundo”

A Economia da Garantia Mútua Global

O sistema econômico do mundo atual é a demonstração mais evidente da nossa conexão com o outro. Isso porque estamos ligados principalmente através da economia, produção, comércio. E vemos que há várias milhares de grandes corporações no mundo que estão interligadas, que envolvem o mundo inteiro, não nos dando a chance de nos movermos.

Mas também não podemos nos mover! E agora com choque, elas estão descobrindo isso e não sabem o que fazer. Elas não têm nenhuma liberdade de movimento em relação umas às outras.

É assim que o sistema comum e global de garantia mútua está sendo revelado para nós. Mas não desejo isso, nós não aspiramos a isso da nossa parte. No entanto, a natureza, o Criador está nos mostrando a garantia mútua, a nossa conexão com o outro. Sob essas condições, como possivelmente pode a minha mente pode me ajudar?

A mente só pode me ajudar em um especto. Deixar minha mente animal e começar a aprender, familiarizar-se com este sistema.

No entanto, este sistema não é construído de acordo com minha mente terrestre, porque minha mente é pessoal, individual. Isso me ajuda a existir neste mundo egoísta, mostrando-me como ganhar mais e fazer mais para meu próprio benefício, pensando que os outros foram criados para me servir.

Mas agora, quando estou revelando um sistema com o qual estou firmemente conectado e em que Eu sou totalmente dependente, minha mente anterior pára de funcionar. Eu tenho que me adaptar a esse novo sistema! É como se eu chegasse a algum lugar desconhecido e antes de tudo eu tentasse dar uma olhada no que está ao meu redor, para aprender os costumes deste lugar, a fim de se adaptar a ele. E uma vez que eu o conheço bem, eu posso começar a agir nele e melhorar o meu estado.

Mas como podemos ficar conhecendo este sistema global em que nos encontramos, se não podemos descobrir isso com a nossa mente terrena? Mesmo todas essas grandes corporações que parecem controlar o mundo, na realidade, não estão no controle de nada. E isso agora está sendo revelado a elas. A mente de cada pessoa em particular, individualmente, não funciona assim como a mente corporativa.

Acontece que agora tenho de descartar minha mente animal e adquirir uma nova mente Forma integral de pensar. Esta será a mente criativa, a mente do sistema comum, ou seja, a mente do Criador.

Não será fácil para nós adquiri-la. Teremos de nos desenvolver, transformar-nos em um, todos ligados, tentar sentir-se como uma pessoa, um único sistema. Então, vamos atingir esse sistema único conectado e será, assim, “um embrulho” nosso próprio desejo egoísta conectando-se com o outro. É assim que vamos construir gradualmente o nosso vaso comum reunindo as peças do Lego quebrado.

Dentro da conexão entre nós, vamos revelar a mente superior, o programa, a sua essência, e então vamos entender o que está acontecendo! Só que neste caso o nosso estado será corrigido.

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Da parte 1 da Lição Diária de Cabala de 21/10/2011, “A Mente Que Age”

Material Relacionado:
Desejar A Todos Uma Correção Fácil

Elemento Especial da Natureza

Na Cabala, a natureza implica forças, pensamentos, matéria e tudo o que existe. Está o inanimado, vegetal, animal, e matéria humana perfurada com um pensamento, um determinado plano, segundo o qual nós desenvolvemos. Olhando a história, vemos que há um certo plano que foi implementado na vida. Podemos dizer que foi um acidente. No entanto, seria um “acidente”, se, por exemplo, um primata pudesse escrever Guerra e Paz.

Mas, na natureza, tudo é determinado e ligado a certas leis. Se fossemos “assoprar a camada mais fina de pó” ou mesmo a menor parte mais superficial da natureza, veriamos como tudo é sábio e interligado nela. Então, por que nós nos consideramos acima dela? Afinal de contas, estamos apenas na sua criação, na sua parte, e não o mais perfeito.

Por esta razão, com base nas coisas que aprendemos neste mundo enorme, vemos que ele foi feito de uma maneira muito sábia, consecutiva e se desenvolve de acordo com um determinado programa. Este programa funciona para nós. Nós somos parte dele e participamos do processo de evolução. [Leia mais →]