Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Uma Marca Invertida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu começo revelando que sou escravo do Faraó e, com o tempo, eu me torno escravo do Criador, onde está o meu “eu”?

Resposta: Você ainda está para encontrar o seu “eu”. Nós ainda não somos pessoas; nós apenas dizemos que, supostamente, já existimos. O ponto no coração é o início do homem dentro de mim: é a gota de sêmen da qual vou crescer. Eu ainda estou para revelar o meu “eu”.

Até agora, eu sou “nada”: eu não existo. (Quando você altera a ordem das letras da palavra “eu” em hebraico – “Ani” você forma a palavra “nada” – “Ain”, e a criatura chama-se “criada do nada”, “existência a partir da ausência” Yesh Mi Ain). Esta forma do Criador que está sendo revelada em mim, na medida em que eu preparo o meu material para adotar essa forma do Criador, será chamada de meu “eu” (Ani). Em outras palavras, a marca do Criador em mim será o meu eu, e tudo o resto permanece “nada”.

Isso ocorre porque o desejo não é meu, ele vem Dele, Ele faz todas as ações. Eu não existo como um indivíduo que toma decisões. Se eu preparar o material para perceber Suas qualidades, que Ele imprime em mim, dentro do meu material, então eu serei esta impressão. Esta forma é chamada de alma.

A forma do Criador, impressa em meu desejo, é chamado de alma, e é isso que eu sou.

Da  Convenção Arvut de Arava 23/02/12, Lição # 2

O Retorno À Fonte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Minha filha tem vários meses de idade e para ensiná-la a se virar, eu a coloco de bruços e lhe dou tempo para tentar se virar de costas. Mas se ela não consegue fazê-lo e continua chorando eu mesmo a viro. Por que o Criador não nos ajuda a virar quando vê o quanto tentamos, e que estamos falhando?

Resposta: O Criador é mais sábio que você. Você ou algum médico inteligente decide que a criança precisa se virar em determinada idade. Então, todos se arrependem de seus erros e decidem sobre algo completamente oposto: eles mesmos devem se virar…

O problema é que nós não acreditamos que exista algo nos observando com muita dedicação de Cima. A Luz superior está bem na frente do vaso, começando com o verdadeiro mundo do Infinito. No Infinito, a Luz e o vaso se fundem num só. Mas quando a Luz preenche o vaso desta forma não há criatura alguma, porque nada a separa da Luz.

É assim como a natureza inanimada, vegetal e animal existe, o desejo de desfrutar, que realiza automaticamente as ordens da Luz, que a preenche, sem questionar, como um carro que obedece ao motorista sem questioná-lo.

Mas para criar uma pessoa, algo independente precisa ser construído. E como ela pode ser independente quando “Não há ninguém além do Criador?” É por isso que o Criador deve desaparecer e deixar um espaço vazio. Está vazio porque lá a criatura não revela o Criador.

Tudo continua como antes; nós estamos no mundo do Infinito. Mas nós perdemos o sentimento deste estado: a Luz abandonou o nosso desejo e deixou-o vazio. Agora, este desejo deve assumir a forma da Luz. E a Luz vai continuar voltando e entrando no desejo à medida que o desejo trabalha para assumir a forma da Luz.

Então, a criatura terá a forma exata da Luz. Ao mesmo tempo, ela que permanecerá oposta à Luz na sua matéria, mas se tornará como ela em suas qualidades. Este desejo será chamado de homem, criatura: este seremos nós.

Todo este círculo, começando com o mundo do Infinito até o nosso mundo, e de volta ao mundo do Infinito, só é necessário para revelar o Criador ao desejo, que será chamado de homem. Nós estamos neste processo apenas para revelar o Criador em relação a nós.

Da  Convenção Arvut de Arava 23/02/12, Lição # 2

A Falta De Alegria

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está dizendo que nos falta alegria. Como podemos revelá-la juntamente com o coração partido, o qual precisamos para construir o vaso espiritual?

Resposta: A alegria é revelada a partir da percepção da importância da meta, a compreensão da conexão com o Superior. Mesmo que eu ainda não tenha recebido o que eu desejo, eu estou avançando em direção a isso, eu estou neste processo, eu estou trabalhando na realização da meta que é importante para mim. Tudo isso deve evocar alegria em mim.

Além disso, a pessoa é o produto de seu ambiente, e quando ela não sente alegria, isso significa que o ambiente não lhe influencia o caminho correto. Você precisa cuidar disso.

Isso sempre chega como um choque: é realmente difícil ser alegre? Afinal, nós recebemos todas as condições para revelar o Criador. E nós continuamos sendo infelizes com alguma coisa, mas o que mais temos que exigir? Nós não percebemos que a revelação pode acontecer a qualquer momento.

Falta apenas a nossa prontidão. E a alegria é uma de suas condições. Ela demonstra o quanto valorizamos a importância da espiritualidade, e isso está faltando. Nós pensamos que somos mais importantes do que o Criador: é por isso que Ele não está se revelando.

Pare de definir suas próprias condições e exigir as coisas, e você verá que a revelação acontecerá imediatamente. Mas, quando você tem certas exigências próprias, como você pode estar no estado de doação?

Você está dizendo que pretende revelar o Criador? Mas Ele doa e você deseja que Ele revele Sua doação, o que significa que você deseja doar. Então, há lá para você exigir? Uma coisa não corresponde a outra.

Da  Convenção Arvut em Arava 23/02/12, Lição # 2

O Mundo Será Atraído Depois Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu faço para olhar o mundo através do grupo?

Resposta: O nosso problema é que não podemos transmitir os nossos sentimentos um ao outro e esta é uma questão de sentimento.
Imagine só: não há nada, apenas o desejo. Nós estudamos que o Criador criou o desejo, as quatro fases da Luz Direta, e, em seguida, ele foi puxado para baixo e se quebrou. É assim que “este mundo” foi criado. O que é este mundo? É o que o desejo sente em suas partes quebradas, separadas, opostas que se odeiam.

É o mesmo desejo, apenas quebrado. Os níveis inanimado, vegetal, animal e humano que nós sentimos aqui na nossa realidade são o mesmo desejo quebrado que se sente assim. A “matéria corpórea” é o desejo que tem o desejo instintivo a fim de receber. Portanto, nós devemos ter uma percepção realista e estabilizada da realidade e não uma falsa. A questão não é se isso é imaginário ou não. Se eu sei que é imaginário, tudo bem. A principal coisa é que eu não vivo na ilusão do mundo externo.

Nós sentimos os níveis inanimado, vegetal, animal e humano e os sentimos em sua forma quebrada. Esta é a realidade no nível mais inferior. Agora, nós temos que começar a juntar todas essas coisas em nossa percepção e encontrar o sistema que conecta todos eles. Este é o sistema da Providência superior, o objetivo, o processo e a tendência. Este é o nosso trabalho: esforçar-nos como uma criança, que através de seus esforços, quer compreender a realidade na qual está vivendo. Este é todo o processo que atravessamos.

Nisso “todo homem deve ajudar seu amigo”. Nós deveríamos nos apoiar. Este apoio é às vezes sentido como negativo e, às vezes, como positivo. A principal coisa é a percepção da realidade, estar ciente de que tudo o que eu sinto, eu sinto em meus sentidos, no meu desejo. Meu desejo inclui as partes do inanimado, vegetal, animal e humano e, por isso, eu sinto a realidade assim.

Se eu começar a me corrigir para conectar tudo em um, eu sinto que a realidade começa a tomar uma forma mais unificada. No momento em que eu consigo conectar estas peças apenas um pouco, eu começo a sentir o poder de operá-las, o que é chamado de “Criador”. Se elas estão conectadas apenas um pouco, de uma forma mínima, eu já começo a sentir o poder que move o sistema, que é a Divindade, a força superior.

Então, eu começo a ver como eu me relaciono com ele através de toda a realidade e como através da realidade eu posso fazer com que esta realidade se conecte. Então, eu entendo a idéia do grupo de forma mais clara.

No nível do humano estão as partes mais ativas que podem compartilhar os mesmos pensamentos que eu tenho. Eu me sinto separado delaes e, ao mesmo tempo, podemos trabalhar na nossa união. É como se houvesse outras partes conscientes fora de mim que estão conscientes de que devem se conectar. Nós deveríamos trabalhar juntos contra o nosso ego mútuo a fim de nos conectar. Mas se nós nos conectamos, as partes que estão distantes e dispersas em meu campo de visão, se começamos a conectar um pouco, o restante – animal, vegetal e inanimado – também vem junto.

A principal coisa é conectar-se ao grupo. Estas são partes que também estão prontas para estar comigo no mesmo sistema geral, na minha percepção, que também compartilham minhas idéias e meus sentimentos. Claro que há uma grande força de rejeição entre nós, mas nós entendemos que essa força de rejeição são as corrupções do sistema, que devemos superar. Nós devemos usá-las e através delas nos aproximar. Por isto, nós corrigimos toda a espessura do sistema nos níveis inanimado, vegetal e animal – de modo que tudo estará conectado.

Isto significa que as relações negativas entre nós são claramente o que devemos corrigir a fim de sermos um único mecanismo. Então, eu me relaciono com essas coisas com amor, compreensão e boa vontade. São como sintomas de uma doença que eu devería prestar atenção, e, juntamente com todos os outros, com todas as partes que compartilham meus pensamentos, começar a tratá-los. Nós devemos entender que não há mais do que isso, e nada mais se tornará repentinamente claro. Nós descobriremos que nada é revelado, exceto as relações entre nós, e que todo o resto do mundo é apenas um resultado do que vai acontecer entre nós. Há crises e há desamparo, há grandes problemas e tudo isso porque não estamos constantemente conectados à medida que podemos estar conectados.

Se mantivermos constantemente a conexão entre nós de acordo com as condições que são reveladas no sistema, o mundo avançará de uma forma muito bela: “Eu vou apressá-lo”. Se não pudermos, nós estaremos atrás no processo de desenvolvimento, o mundo sofrerá mais e nós sofreremos, e ele nos odiará e nos culpará por todos os problemas que está sentindo, e com razão.

Assim, nós devemos reforçar continuamente a forma que alcançamos e, com isso, expressar a nossa garantia mútua. Eu não deveria me preocupar em ser dependente dos outros, mas pelo fato de que todos dependem da minha preocupação em relação a eles. Existem dois níveis de parceria:

1. Eu sei que dependo deles e que vou avançar se eles me segurarem e me derem força.

2. Eles me darão força, eles me despertarão, eles serão ativos e prontos conforme eu me preocupo com eles. Isso se chama inclinar a balança em meu favor e em favor de todo o mundo. Se eu dôo a eles, quanto mais eu dôo a eles, mais eles estarão neste processo.

Portanto, eu não posso dizer: “por culpa deles que eu não despertei e me esqueci, e me afastei da correção, do caminho da correção”; mas sim: “eu não me preocupei com eles e por isso eu não senti a cooperação por parte deles”.

Então, imediatamente depois de ter atingido um nível tão especial de conexão – nós devemos agora continuar vendo esse sistema e a preocupação mútua pela conexão mútua, pela garantia mútua. A garantia mútua é a principal coisa. Todo mundo é responsável por todo o sistema. É como o Baal HaSulam diz, se alguém cai disso, da mesma forma o sistema não é mais pleno e está enfraquecido, e os outros não podem preencher seu papel como deveriam.

Da Lição Diária de Cabalá 26/02/12, “O Propósito da Sociedade”

Crédito Para O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O nível que nós atingimos na convenção é um crédito pelo qual devemos trabalhar, ou é o resultado dos nossos esforços anteriores?

Resposta: Há aqueles que o receberam como pagamento e há aqueles que o receberam como um adiantamento. Toda a pessoa tem ambos os aspectos, até certo ponto. Muito do que nós recebemos é para ser cumprido de agora em diante, como um adiantamento. Foi-nos dada a oportunidade de sentir algo na união, na conexão. Nós recebemos diversas coisas especiais do Céu de propósito, e graças a elas sentimos novos fenômenos na conexão entre nós. Nós devemos entender que este é um verdadeiro presente. Agora, nós temos que processar esse presente internamente e cumpri-lo.

Eu, pessoalmente, vejo isso mais como um crédito para o futuro que nós devemos cumprir agora. Eu não subestimo todo o nosso esforço, mas de acordo com o estado em que estávamos, nós não merecíamos. Nós recebemos este crédito porque nos esforçamos, mas não o recebemos como pagamento, mas como um pré-pagamento, com o qual devemos trabalhar agora.

Da Lição Diária de Cabalá 26/02/12, “O Propósito da Sociedade”

Montando o Mundo das suas Peças Quebradas

Nós não precisamos de corrigir nossa natureza interior. Vou continuar assim, não importa o que eu faça comigo. Não há nenhum mandamento para corrigir as qualidades animadas; elas não interferem. Em vez da força de repulsão, eu preciso obter a força da conexão, isso é tudo. Eu tenho que trabalhar apenas na cola de ligação entre nós, não em mim mesmo.

Por isso, todo o nosso trabalho está concentrado no grupo, e a direção só pode ser a nossa ligação na quebra. Quaisquer cálculos com respeito à pessoa são proibidos. Há uma abundância daqueles que sentam e comem a si mesmos: “Quem sou eu, que sou eu, e porque sou assim” No trabalho espiritual, ninguém está interessado porque você é assim, e o Criador não está interessado também!

Nós todos somos diferentes partes de um mecanismo: um é uma roda dentada, o outro é um eixo, o terceiro é um filtro, o quarto é uma bomba, o quinto é um gerador, etc.. Todo mundo continua internamente da maneira como é, só precisamos juntar tudo em um único sistema. E você está sentado lá e chorando sobre o que está acontecendo dentro de sua bomba, não se preocupe, está em perfeita ordem. O problema todo é apenas que você não se conecta adequadamente com os outros.

Esta é exatamente a direção oposta à forma como o mundo pensa. É por isso que todo o trabalho é conseguir o amor ao seu próximo como a si mesmo, a grande regra que você deve incluir todos em um mecanismo, um sistema.

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Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala de 17/2/12, escritos do Rabash

O Vazio Interior É O Embrião Do Vaso Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 100: …O Zohar nos diz que não devemos sequer pensar que o Criador deseja permanecer na Providência da face oculta de Suas criações. Pelo contrário, é como uma pessoa que, deliberadamente, esconde-se, de modo que seu amigo irá procurar e encontrá-la. Da mesma forma, quando o Criador se comporta na ocultação da face com Suas criações, é somente porque Ele quer que as criaturas busquem a revelação de sua face e a encontrem.

Nós estamos falando apenas daqueles que recebem, isto é, as criaturas que têm sentimentos em relação ao Criador. Existe uma criatura: um corpo, cabeça, braços e pernas, tudo está em seu lugar. Mas ela é automaticamente chamada de “criatura?”. Não.

A criatura é o desejo de receber que sente o Criador, ou que sente uma deficiência nela. Por essa deficiência, eu posso ser chamado de “criatura” em relação a quem é o “Criador” para mim. Se eu não sinto essa deficiência pelo Criador, eu não posso ser chamado de criatura, porque eu não sinto que sou parte de algo ou de alguém, e eu permaneço no nível de desenvolvimento de uma “besta”.

A criatura, o homem, começa a busca de sua fonte, o Criador. Só então é que o vaso espiritual nasce nela, a deficiência e a necessidade de revelar o Criador. Até então, ela passa pelas fases de preparação, visto que ela ainda não alcançou a quarta fase do seu desejo.

Em geral, trata-se apenas da intensidade do desejo de receber, da sua “espessura” e do novo atributo que orienta a pessoa em sua busca pela fonte. Quando esse desejo nasce na pessoa, ela começa a sentir que está na ocultação. Assim, a ocultação é também palco da revelação: eu descobri dentro de mim que algo está oculto de mim, e não é trivial. Se tal “apetite” é evocado em nós, certa deficiência, se o vazio é revelado dentro de mim, a deficiência de alguma coisa, isso já é um embrião, um começo do futuro vaso. Seu desenvolvimento depende de meus esforços, mas o seu início, o fim da cadeia, é colocado em minhas mãos.

Portanto, nós devemos amar e respeitar a ocultação e não rejeitar ou desrespeitá-la. Nós devemos saber como trabalhar com ela. Este é o nosso ofício, pois a ocultação nos leva à revelação. Além disso, a revelação virá também para a pessoa de uma maneira oculta, se o Criador criar um véu para ela e, assim, a pessoa construí-lo por si mesma e descobrir o Criador nele.

O Criador mostra que está oculto: Ele coloca uma “partição”, uma “cortina”, entre eles, de modo que a pessoa sinta Sua presença na ocultação. Aqui a pessoa deve fazer os cálculos: isso está acontecendo porque eu estou no meu desejo egoísta. Se eu criar essa cortina agora, não sobre o meu reconhecimento, mas apenas sobre o meu ego, eu serei capaz de subir acima dessa “cortina”, acima da Masach (tela), e lá descobrirei o Criador.

Apenas o meu ego permanecerá na parte inferior que está abaixo da Masach, o desejo de receber a fim de receber. Quando eu construo tal Masach, como uma cortina acima do meu ego, eu desvendo o véu que oculta o Criador.

Assim, nós trabalhamos em ocultação e não a anulamos imediatamente. Todas as Masachim (telas) são ocultações: eu verifico o que eu deveria cobrir e o que eu deveria revelar e em que medida e de que maneira. Este é todo o meu trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

“Amanhã” Significa “Nunca”

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 100: Em outras palavras, não haveria nenhuma forma ou meio para as pessoas atingirem a Luz do semblante do Rei se Ele não tivesse primeiro se comportado com elas na ocultação da face. Assim, toda a ocultação é uma preparação mas para a revelação da face.

Ontem eu falei com um homem que sabe praticamente tudo o que está em nossos livros. Ele realmente fez grandes esforços em seu estudo. Sua pergunta era simples: “Qual é a utilidade de ter estudado tudo isso?”.

O ponto é que a revelação do Criador não depende da quantidade de conhecimento e do número de anos que a pessoa estuda. Só depende da intensidade da conexão mútua entre nós. Este é todo o problema. O nosso vaso espiritual é chamado de “garantia mútua” e depende apenas de quanto nós podemos nos conectar com o outro para que cada um possa depender do outro e confiar nele. Pode até ser um “bebê”, em outras palavras, uma pessoa que recém começou a estudar. Antiguidade não tem nenhum significado.

Nós estudamos o material e o “mastigamos”, mas não pense que se você estudar determinado número adicional de páginas você poderá descobrir o Criador. Se você não pode fazer isso agora, você também não será capaz de fazê-lo mais tarde. Você não deve adiar a redenção. Nós devemos esperar a vinda do Messias a qualquer momento. A revelação não depende de nenhuma coisa física.

O Baal HaSulam diz na carta 17: … quando hoje se tornar amanhã, e em vez de agora você dirá mais tarde. E não há remédio para isso, exceto fazer um esforço para entender esse erro e essa distorção, que aquele que é salvo pelo Criador, é salvo somente como alguém que precisa de ajuda hoje, e se ele pode esperar para amanhã ele vai entender as coisas no final de sua vida.

E isso é deve-se a sua negligência em cumprir o meu pedido e fazer um esforço no amor de amigos, que eu expliquei para você em 70 idiomas (em todos os sentidos possíveis), que esta virtude é suficiente para concluir tudo o que lhe falta.

Isto significa que a pessoa não fez o que tinha que fazer e permaneceu vazia. Ela só vai entender os seus erros no final de sua vida, quando é tarde demais.

Então, eu não acho que nós devemos estudar um pouco mais, ou devemos trabalhar em nós mesmos um pouco mais. Cada um, mesmo o aluno mais novo, deve ver a si mesmo como pronto e digno. O próprio Criador construiu a situação atual para nós. Não é o meu capricho. Até cerca de um ano ou dois atrás, eu não pensava nisso, mas agora, quando as condições externas foram reveladas, quando temos que cumpri-las, é um sinal de que estamos prontos.

Mesmo que eu não entenda e não sinta o que os Cabalistas dizem, isso não é um obstáculo. Quando uma pessoa sente que está vazia, então isso é a verdade e é bom. Isso ocorre porque nosso vaso espiritual não está em nenhum de nós, mas só entre nós. Todo mundo sente o mundo espiritual fora de si, em sua conexão mútua com os outros.

Se nós calcularmos as coisas agora e verificarmos o quanto mais de esforço e preparação precisamos, então, na verdade, todo mundo pensa a respeito de suas próprias deficiências, e consigo a pessoa não pode ter nenhum cálculo. Não importa o que está dentro de você, não tem nada a ver com espiritualidade. Esta é a sua “besta”. O mundo espiritual está entre nós, no espaço de nossa conexão mútua. É lá que o meu vaso espiritual é encontrado. Na verdade, é tudo de Ein Sof (Infinito).

Você pode perguntar: “Então, o que fizemos até agora”. Nós trabalhamos a fim de compreender isso, e não mais do que isso. O entendimento leva anos, e todo o resto é trabalho prático, quando a alma de um homem lhe ensina. Está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”. “Cobrirá” significa que irá completar tudo. Você não precisa de nada mais.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Detector Para Revelar O Criador

Dr. Michael LaitmanA Luz superior é totalmente imóvel. Nós estamos num oceano de Luz, como num campo elétrico, magnético, ou algum outro do campo. Não importa que tipo de Luz nós tenhamos aqui. Ele existe; eu não preciso criar essa segunda força, eu só preciso revelá-la.

Acontece que nós sempre precisamos atingir uma conexão entre nós para formar um detector, um instrumento para revelar o campo em que nós existimos. Este detector é um desejo, uma necessidade, que seja sensível ao campo eu vou revelar: a qualidade de doação.

Em outras palavras, eu devo sentir uma necessidade, um desejo, para revelar a qualidade de doação. Esta é a única coisa que falta, nada mais. Tão logo nós revelemos a necessidade da qualidade de doação, nós a revelaremos. Ou seja, nós temos que calibrar a nós mesmos em relação à qualidade de doação, para conseguir revelá-la sem estar nela, mas somente através de uma idéia do que ela representa. Isso é exatamente o que estamos pedindo: saber o que é a qualidade de doação, ser capaz de nos conectar uns com os outros da maneira certa, para que o desejo, a necessidade, de doar surja na conexão entre nós. E isso é tudo! Este é o Kli (vaso) para revelá-la.

Nós agradamos ao Criador com esta atitude para com a qualidade de doação, este campo, o Criador. Isso não é tão difícil e não tão longe. Todo o esforço deve ser no pensamento: Qual é o detector da qualidade de doação? E não há mais nada.

Baal HaSulam escreveu no livro “A Casa dos Portões Para As Intençõe”s: Existe um Criador e uma criação, e ele continua para explicar que todo o problema da criação de é revelar o Criador dentro do qual ela existe. Não há mais nada.

Por esta razão, quando uma pessoa se concentra na pergunta: “Como faço para construir o vaso para revelar o Criador, a qualidade de doação, de modo que ela seja revelada a mim?”, ela entende que esta qualidade não pode ser revelar nela, porque ela não tem um vaso para a doação, não tem sensibilidade para esta qualidade.

A sensibilidade para a qualidade de doação só pode surgir quando revelamos o desejo por ela em nossa conexão. O meu vaso ganha sensibilidade conforme a nossa rejeição mútua e o desejo de revelar a qualidade de doação entre nós. Então, eu aumento o seu grau de sensibilidade. E é isso.

Pergunta: Por que eu preciso querer revelar a necessidade da qualidade de doação, em vez de revelar a verdadeira qualidade?

Resposta: Não há nenhuma razão para eu revelar a verdadeira qualidade de doar: ela existe. Há um prazer na minha frente, que contém tudo. Tudo no mundo está diante de você. Mas você não tem um apetite por ele e você não pode prová-lo. Por exemplo, se eu estou doente e não como há dois dias, no que devo pensar? Revelar prazeres? Não, eu penso na minha necessidade, no meu desejo, porque, na verdade, é isso que me falta. Tudo o resto está pronto.

A Luz superior é totalmente imóvel. Nós estamos no seu interior. Aumente a sua sensibilidade, a partir da oposição a ela, a partir do negativo, pelo menos a tornando zero, e continue a aumentando pouco a pouco até revelá-la.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22022/12, O Zohar

O Maior Grupo É O Mundo Integral

Dr. Michael LaitmanQuanto mais o objetivo de alcançar a doação ao Criador for importante para nós, mais importante deve ser o trabalho de criar o vaso coletivo e alcançar a doação aos amigos. Assim, teremos que nos voltar para o Criador em oração (MAN), para que Ele nos dê a força de doar, o desejo de doar, a habilidade de nos conectarmos entre nós e alcançar a doação.

Em um grupo, a pessoa aprende como os amigos devem ser tratados, como se ligar a eles. Quando ela “compra” amigos para si, ela eleva uma oração por eles, recebe força deles, assistência. Nós precisamos alcançar a coesão com o Criador, como Seus parceiros, em igualdade e amor mútuo; é necessário alcançar este estado com os amigos, a fim de revelar o que ele é.

Certamente, o desejo de receber e nossa natureza inicial desprezam esse assunto. No entanto, nós teremos que nos engajar nele porque, afora isso, não há nenhum significado para a nossa realidade, nossa vida. Para esse propósito, nascemos e existimos no nível bestial, a fim de alcançar a correção.

Assim, verifica-se que os amigos não são menos importantes que o Criador. E criar o vaso coletivo é como alcançar a meta de Criação, alcançar o amor e a coesão.

Nós precisamos perceber o imenso poder encontrado dentro do grupo, e esse é o único meio de alcançar a meta da Criação, isto é, o atributo de doação. É a isso que o nosso trabalho interior e pessoal no grupo é dedicado, e da mesma forma, o trabalho externo em relação ao mundo inteiro.

O mundo todo também está sofrendo. A questão, “qual é o propósito da minha vida?”, leva cada um de nós em algum momento a um grupo para estudar Cabalá, e a um professor, obrigando-nos a estudar. Da mesma forma, todo o mundo está buscando o significado para sua vida perdida, e a natureza está nos unindo coercivamente em um grupo, num mundo global e integral. Quer as pessoas queiram ou não, elas estão começando a sentir que elas são interdependentes.

Portanto, não há uma grande diferença entre o que os nossos grupos estão passando e o que o mundo inteiro está sofrendo. Certamente, há uma diferença no ritmo, nas condições e exposição do material; ainda assim, quanto mais avançamos, vamos ser mais semelhantes, simplesmente como os gêmeos. Nosso pequeno grupo (aquelas centenas de milhares de amigos que pertencem a ele) irá crescer cada vez mais perto do grande grupo composto de sete bilhões de pessoas vivas no mundo. Assim, vamos nos aproximar da compreensão da meta.

Claro, cada pessoa faz isso de acordo com seu grau e sua percepção, mas todos, sem exceção, devem atingir a importância dos “amigos”, isto é, a partir do estado em que vê as outras pessoas como estranhas até a concretização do amor dos irmãos para com todos e amando cada um “como a si mesmo”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/02/12, Escritos do Rabash