Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Os Guias da Última Geração

Baal HaSulam, “A Paz”: Ao estudar a ciência da Cabalá com a intenção altruísta, o povo de Israel deve preparar-se bem como todos os habitantes do mundo, até evoluirem para assumir este trabalho do Alto, de amor pelos outros, que é a escada em direção ao objetivo da criação, adesão com o Criador.

Isso não depende de nós, mas da raiz da alma. Por um lado, somos uns enormes egoístas com um desejo grosseiro e cruel, e é por isso que somos corrigidos na última geração, por outro lado somos caracterizados por um excelente fenômeno, o mais puro Reshimot (genes informacionais), e portanto, nós pertencemos à cabeça da última geração.

Esse antagonismo, essa contradição nos leva à formas extremas, em comparação com todas as outras gerações: Próximas a nós, era mais fácil, para elas, revelar o Criador, alcançar a doação e unidade. Elas tinham uma afinidade para compreender isto que não provocou tantas rejeições e distúrbios. Talvez, elas experimentaram mais problemas materiais, mas menos obstáculos espirituais.

Além disso, não temos outra alternativa. Nós não escolhemos a nossa tarefa. De qualquer forma, a fim de guiar o mundo, compreendê-lo completamente, e levar todos os seus habitantes em direção ao objetivo da criação, temos que saber todo o sistema do universo, todo o programa do Criador, e sermos capazes de realizá-lo com todas as almas que serão abertas agora e depois de nós.
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Atingir O Limite


A pessoa também precisa de ajuda do Alto para alcançar o desespero absoluto. Nós somos incapazes disso sozinhos. É uma grande coisa sentir o seu limite: isso é ‘eu’, e isso não é mais ‘eu’. Somente o Criador pode dar este sinal, este limite, a fronteira entre Ele e eu.

Nós fazemos diferentes ações com diferentes truques, até que, de repente, chegamos ao desespero, vendo o chamado “decreto do Céu” nele, o que representa um sinal de Cima. Baal HaSulam escreve, Não há maior estado de felicidade no mundo do que quando a pessoa se encontra desesperada com suas próprias forças… Afinal, este estado chega até ela do Criador, e não há mais nada que possa ser feito.

Nós estávamos juntando nossos pequenos esforços, um de cada vez, e então os recebemos simultaneamente, já acumulados num único todo. Nós não colocamos nossos esforços em alguma caixinha, eles são coletados num vaso comum e seu resultado vem do Criador. Ninguém sabe quando isso vai acontecer. É por isso que a saída do Egito é feita às pressas e na escuridão.

Quando tentamos alcançar a união, nós começamos a trabalhar nela juntos e, de repente, descobrimos o poder do desespero, rejeição e impotência. Este desespero nos leva a uma demanda: nós precisamos de ajuda para nos unir. E nós gritamos. Este grito é seguido pela ajuda do Alto.

Assim, é impossível alcançar o Criador sem primeiro se tornar desesperado internamente e fazer um esforço concentrado. Afinal, o Criador é uma força, que é especificamente revelada através do trabalho e do esforço mútuo. No indivíduo não há Criador. A Luz superior só pode existir num vaso, corrigido até certo ponto, e um indivíduo é uma “peça quebrada” do todo.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição # 6

Usando Os Obstáculos Para Nosso Benefício

Dr. Michael LaitmanQual é o propósito da união do grupo e do amor de amigos? Nós recebemos cada vez mais obstáculos, e temos que conectá-los ao quebra cabeças geral da união. Cada vez nós estamos conscientes de que tudo vem Dele: “Não há ninguém além Dele”, “Israel, a Torá e o Criador são Um”.

Quando nós chegamos a isso, vemos que recebemos uma grande ajuda, pois isso atua como parte da realidade para o nosso benefício. Nós temos os amigos, o grupo, e juntos podemos constantemente conectar tudo o que está acontecendo conosco à unidade do Criador. Cada um de nós apoia os outros e, juntos, tentamos conectar nossas aspirações, a fim de tratar o Criador de forma mais objetiva, enquanto o desejo geral está em constante crescimento e está sendo corrigido.

Neste caso, eu não vou ser intrigado do porque eu preciso dos amigos, da unidade, do grupo, e do amor ao próximo. Sem isso, eu simplesmente não seria capaz de resolver os problemas de conexão entre o Criador e eu.

Este jogo é maravilhoso. Como o Baal HaSulam escreveu na Carta 1, A verdade é que todas as guerras neste exílio são uma visão verdadeiramente maravilhosa, e todas elas trazem o bem. Em outro lugar ele dá o exemplo da ascensão ao palácio do rei. Nós estamos constantemente experimentando as mudanças e transformações abruptas neste jogo, às vezes sentindo a união por alguns minutos, depois quebrando em pedaços e juntando-nos num todo, sem parar.

Trabalhar com obstáculos é o elemento principal do nosso trabalho. Primeiro, nós os neutralizamos, porque a pessoa não pode sentir a unidade enquanto sente os obstáculos. Eu acabei de anulá-los, a fim de esquecer tudo e me conectar com os meus amigos. Este é o menor grau, a concepção (Ibur).

Então, eu recebo obstáculos de natureza diferente; eu simplesmente não consigo mais anulá-los, não posso apagá-los da minha percepção. Agora, eu preciso aprender a permanecer sempre na unidade, apesar deles. Surgem desejos de uma Aviut (aspereza) cada vez maior, os quais não poderão ser eliminados. Eu vivo com eles: por um lado, eu sinto o obstáculo em relação à unidade; por outro lado, eu os venço, eu me elevo acima disso e me conecto. Isto é chamado de infância (Yenika).

Finalmente, eu começar a usar os obstáculos a fim de me unir, o que é chamado de maturidade (Gadlut).

Assim, nós trabalhamos sempre com obstáculos. Não há nada a fazer sem eles. Eles refletem a distância entre o Criador e nós, e estamos constantemente cobrindo esta distância: primeiro, neutralizando os obstáculos, depois, elevando-se acima deles e, finalmente, agindo de acordo com eles.

Então, todo o processo pode ser dividido em duas partes. Após a fase preliminar, durante a qual nos preparamos, chega um momento em que podemos nos unir. Este é o primeiro ponto acima da Machsom (a barreira para a espiritualidade): nós entramos na doação em prol da doação. Em relação ao grupo, é dito sobre isso: “Qualquer coisa que você odeie não faça ao seu amigo”. Isso ainda é uma união passiva: “Eu ainda não estou realmente unido com os amigos, mas pelo menos não estou prejudicando ninguém”. Nós podemos não ser capazes de dar um ao outro ainda, mas esta é a nossa forma de avançar.

Então, nós chegaremos à recepção em prol da doação, a fase do amor.

Assim, todo o trabalho é efetuado com os obstáculos. É por isso que a única preparação é buscar a força e os meios. Quando uma pessoa enfrenta um problema, ela descobre o que pode ser benéfico para ela e o que afasta, de modo que isso não fique no caminho. É assim que nós sempre temos que nos preparar em termos dos obstáculos, neutralizando e até mesmo usando-os sempre que possível. Graças a eles nós avançamos, e se houver uma oportunidade de nos unir ao tê-los – melhor ainda.

Quando nós realmente tentamos começar a trabalhar, vemos que, sem reciprocidade, não podemos dar um passo a frente. Quando eu enfrento um obstáculo, não posso superá-lo sozinho; eu vou esquecer e fugir. Somente em união com os outros, quando nós criamos o lugar em que nos conectamos, podemos começar a usar os obstáculos para o benefício desta união. Nós nos unimos apesar deles, e então conseguimos.

É por isso que não devemos tratar os obstáculos como efeitos individuais de certos fatores individuais. A solução para qualquer obstáculo está na maior união entre as pessoas, a fim de revelar a forma de doação, e é isso que se chama o Criador.

Da Convenção de Arava  24/02/12 Lição, # 4

Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanNo grupo, a pessoa não só deve mudar a si mesma em relação ao ambiente, mas também deve ensinar os outros a fazê-lo. Esta é a razão para a quebra. Nenhum de nós tem a força para resistir à intenção egoísta, mas quando a pessoa realmente percebe a necessidade de mudar a sua intenção para uma altruísta, ela adquire a possibilidade de receber a força de seus amigos. De repente, isso se transforma num princípio muito simples: se você deseja se unir com seus amigos, a fim de doar a eles, você pode receber a força para mudar a sua intenção para com eles através dessa unidade.

Basicamente, nós agimos num desejo, numa única linha: se eu quiser conferir ao meu próximo (amigo), eu posso receber a força para fazê-lo através dele. Mas onde é que ele conseguiu essa força? Ele recebe da raiz, que está por trás dele. É por isso que está escrito: “Eu vivo no meu povo”. Em outras palavras, o Criador, a força superior, a raiz, que criou a intenção de doar, vive no grupo. Ele me diz: “Se você tratar direito o seu próximo, a fim de doar a ele, você vai Me encontrar nele, no ponto exato onde a sua doação estiver direcionada. Então, sua intenção mudará, e você realmente será capaz de perceber isso”.

Está escrito em relação a esta ação: “Israel, a Torá e o Criador são Um”. Desta forma, nós começamos a ver toda a realidade. Agora, em vez do mundo corporal diante de mim, eu vejo o ambiente. Eu não me importo com o que está nele. O que importa é que, na minha busca por forças para doar, eu passo por ele e atinjo a raiz, o Criador que existe dentro de meus amigos. Eu quero me unir com os meus amigos a fim de doar a eles: eu encontro o Criador dentro deles, que fornece a força para me conectar com eles. Assim, eu me uno com Ele através deles.

Então, a pessoa começa a trabalhar em duas linhas. Por um lado, ela vê como o Criador a força a usar o seu próximo; ela percebe diferentes pensamentos cruéis que chegam a ela de dentro do grupo sobre como usar os outros, lucrar à custa deles e receber prazer do grupo. Mas, em resposta a este prazer direto, a pessoa restringe a sua intenção e, por outro lado, busca a oportunidade de doar aos seus amigos, permanecendo na mesma linha. Ele quer trabalhar para o bem e benefício de seus amigos e retornar ao Criador através deles, construindo assim as 10 Sefirot da Luz Refletida.

Agora, a pessoa tem os “dois lados da moeda”. Ao compará-los e avaliar o grau em que pode usá-los, ela se torna preparada a aceitar o convite do Criador e desenvolver a atitude correta para com Ele. Duas realidades se abrem diante dela:

  • Quando eu receber o prazer diretamente do Criador através da natureza ou do ambiente, se eu estiver preparada para continuar a receber mais e mais, este tipo de existência é percebido como “este mundo”.
  • Mas se eu dôo o máximo que eu posso e me dedico aos meus amigos e ao Criador, eu revelo outra existência, oposta, na Luz Refletida.

Desta forma, a pessoa adquire dois mundos.

Da Convenção de Arava 23/02/12 Lição # 1

Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

A Oração É Um Desejo De Conexão

Nós não passamos pelos níveis dos “antepassados”, e tudo o que aconteceu no início: “Primeiro Homem”, Babel, a Terra de Canaã, Jacó e seus doze filhos, a descida para o Egito. Começamos a descobrir a nós mesmos como se já estivéssemosno Egito. Este tempo pertencia aos “antepassados” e é incorporado em nós na forma de Reshimot (reminiscências, genes informacionais), nossos atributos internos.

Começamos a trabalhar no Egito até que descobrimos que estamos em um desejo egoísta e que temos que fugir, porque nós recebemos cada vez menos vitalidade deles. Anos se passam até que descobrimos isto, a fim de escapar.

Se ao mesmo tempo, estamos em um grupo e vamos ajudar um ao outro, ele diz “e os Filhos de Israel suspiraram pelo trabalho”, que significa todos juntos. O êxodo do Egito ocorre em conjunto.
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Um Diálogo Com Faraó

Pergunta: Desde que vim para a convenção eu estou falando com o “faraó” em mim, faço perguntas e ele me responde. Ele diz: “. O que você faz, está gostando” Eu vou trabalhar na cozinha, Faraó diz: “não importa, você ainda está gostando.” Se eu limpar os banheiros, eu gosto disso também. Finalmente eu digo a Faraó, que eu tenho uma meta para a qual eu cheguei à convenção, um outro objetivo para alcançar o estado em que todos estão conectados. Faraó me diz que mesmo essa conexão, que eu estou esperando,é, eventualmente, “para mim”. Se assim for, o que devo fazer?

Resposta: Divirta-se! Digo isto a sério. Se eu posso fazer coisas diferentes para a sociedade, tanto físicas quanto mentais, para pensar sobre elas o tempo todo e para apreciá-las, isso é maravilhoso. Quem disse que temos que sofrer?

Mas, depois de realizar várias ações desse tipo, de repente, você vai ver que não as aprecia mais. De repente, você vai se perguntar: “Por que eu preciso de tudo isso?” E assim por diante. Em seguida, o “Faraó” é revelado.

No primeiro momento são os “sete anos de saciedade”, tudo é bom de uma maneira egoísta. Na verdade, seu Faraó está certo, ele diz que o que você faz, você faz isso por ele. Então, faça isso por ele, como no Egito nos primeiros sete anos de saciedade onde todos trabalham fazendo tudo para o faraó e eventualmente, descobrir que é a força do mal.

Por que o Faraó mau, de repente, aparece em vez do Faraó bom? É porque nós avançamos em direção ao Criador. À medida que avançamos o desejo de que anteriormente parecia ser bom começa a parecer mal. O grupo é bom, o estudo é bom, os amigos são bons, eu quero estar com eles e estar de plantão, para limpar os banheiros, para trabalhar na cozinha, tudo é bom e eu gosto de cada minuto que estou nesta sociedade é assim que cada novato que vem para o grupo se sente. Então, de repente, ele começa a sentir falta de respeito, ao ponto de explodir, e não se preocupa com nada, ele não sente vontade de fazer coisas e não quer nada: “Que obrigações? Para quê?”

“Porquê?” Isso ocorre porque os “sete anos de fome” começam. O que é a fome? A pessoa não sente prazer em estar no grupo, em estar com os amigos, e isso é avanço.

Tudo é revelado de acordo com a ordem dos graus. Devemos ser felizes e sérios e seguir essa linha com cuidado, e aceitar o que é revelado ao longo do caminho. A Torá nos diz sobre isso, afinal, a Torá é uma instrução (tem a mesma raiz, em hebraico). Nos diz onde você vai ficar preso e que você deve fazer no caminho para a revelação da Santidade.

Então você tem não tem escolha, você tem que entrar no Egito, você tem que fazer este tipo de trabalho, e você tem que sair. Só então você receberá a Torá, a instrução de como avançar da forma mais clara.

Isso ocorre porque a Torá é só sobre a correção dos desejos. Você corrigirá os seus 613 desejos da intenção de “a fim de receber” para a intenção de “a fim de doar”, e então você descobre o Criador.

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Da Convenção de Arvut Arava Lição # 2, 23/2/12

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Pegando A Corda

 

Cirurgia Cardíaca Aberta

Pergunta: Qual é o pequeno esforço que precisa ser feito por cada pessoa, a fim de abrir seu coração e finalmente revelar a abertura para o mundo espiritual?

Resposta: Em primeiro lugar devo incluir todos no meu coração. Você pode pensar sobre isso ou manter nas suas sensações. Tudo depende de como você trabalha no coração e na mente. Você pode não querer permanecer nas suas sensações, mas depende da pessoa.
Para mim, elas ajudam a adicionar razão porque reforça a minha sensação. Eu absorvo tudo em meu coração e lembro-me que o universo inteiro está contido dentro de uma pessoa, e que encarna todo o mundo. Eu incluo todos os meus amigos em meu coração, porque, por enquanto, eu sou incapaz de incluir o mundo inteiro. Se eu possuir uma aspiração para os meus amigos e companheiros, então, sem dúvida, eles possuem uma aspiração para mim também. Não precisa nem falar sobre isso. Eu realmente começo a sentir que eles existem dentro de mim, como uma mãe que se sente dentro dos seus filhos.

Assim posso obter uma percepção mais acurada da realidade, que existe dentro de mim. Baal HaSulam escreveu que a imagem do mundo ocorre na parte de trás do nosso cérebro e a sensação do mundo ocorre em nosso coração. Não há mundo fora da minha sensação. [Leia mais →]

A Audácia De Uma Oração

Os cabalistas nos dizem que a Luz Superior está em repouso absoluto e que nada muda, mas a própria pessoa. Quando uma pessoa muda, os Reshimot (reminiscências) dela mudam e se ela sabe como os organizar,este é o mundo que ela recebe.
Portanto, não há problema em trabalhar com nós mesmos, entre nós. Se sabemos como nos conectar, como organizar a nossa sociedade para que ela seja constantemente ligada na maneira que deveria, vamos sentir o que quiser dela. Estas são realmente todas as ferramentas que foram dadas a nós e não precisamos mais do que isso.

Se a Luz não muda e o Reshimot em nós constantemente nos avança em direção a ela, temos que estar constantemente mais e mais semelhante à Luz entre nós. Ela é simples e depende apenas de nós e não de qualquer fator externo. Ela nem sequer depende do Criador, porque a Luz superior, Sua força, está em repouso absoluto. A maneira como você se coloca em relação a ela, juntamente com a sociedade, (porque senão você não a percebe, todos e mais importante todos nós juntos), é assim que recebemos doação e a sentimos na forma de nosso mundo. [Leia mais →]

O Criador E Eu Nos Encontramos No Grupo

Dr. Michael LaitmanQuando a pessoa se aproxima da revelação do Criador, ela sente que está em pé no Monte Sinai. Por um lado há todo o seu desejo mal, mas, por outro lado, ela entende que para atingir o objetivo e revelar o Criador, ela precisa preparar o seu desejo de receber a qualidade de doação, que é copiado Dele. Afinal, “homem” (Adão) significa: “semelhante” (Domeh) ao Criador.

Assim, juntos, nós preparamos o nosso desejo de receber para diferentes formas de doação, de modo que ele possa aceitar a marca (impressão). Este é o estado da entrega da Torá, sobre o qual está escrito: “Vós estais hoje, todos vós…”. Não um, mas todos: pois é em nossa união comum que revelaremos a força superior.

Basicamente, uma coisa muito simples é necessária para preparar o material do desejo. É verdade que essa ação já não pertence ao nosso mundo, e é por isso que é difícil para nós. Chama-se: inclusão mútua. Todos nós devemos nos tornar mutuamente incluídos um no outro, conectar um ao outro através de nossos desejos, e nada mais. Então, assim como antes da quebra, nós alcançaremos o “lugar” onde a Luz superior pode entrar e fazer sua marca.

Por esta razão, não importa o que fazemos, se continuarmos na direção da união, da revelação do Criador, como está escrito: “Israel, a Torá e o Criador são um”. “Israel” é o homem. “Torá” é o poder da Luz que nos une ao ponto de amar ao próximo como a nós mesmos. E o “Criador” é a raiz, que nos dá Sua marca quando nos unimos.

Desta forma, eu fico de um lado do grupo, e o Criador fica do outro. E se Ele e eu somos capazes de nos encontrar no grupo, então, é lá que a revelação ocorre.

Esta é a nossa forma de avançar. Basicamente, todo o nosso trabalho é nos prepararmos para isso. Isso acontecerá conosco, se estivermos todos juntos.

Da Convenção Arvut de Arava 23/02/12, Lição # 2