Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

A Única Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a base da fusão dos três conceitos: “Israel, a Luz e o Criador”?

Resposta: A base é que esses conceitos não estão separados. Tudo é Um. A realidade é simples: o desejo de receber preenchido com luz. E a pergunta é uma só: como podemos descobrir onde realmente estamos? Como podemos descobrir essa realidade? Como podemos adicionar o conhecimento disso em nossas vidas, ao nosso estado atual? No final, é isso que a sabedoria da Cabalá revela.

Além disso, não há nada. Essa realidade é permanente. Não há tempo, lugar ou distância, mas a realidade simplesmente existe. Não podemos imaginar a nós mesmos sem as características desse mundo, mas ele existe. Dentro dele, descobrimos tanto o Kli (vaso ou desejo) quanto a Luz, ou seja, todos os seus componentes, e assim chegamos à existência real.

Nós não entendemos como estamos separados hoje da verdade. Israel, a Luz e o Criador parecem separados para nós. Porém, nós precisamos conectá-los em Um.

A pessoa que tenta descobrir a verdadeira realidade é chamada de Israel, visto que ela anseia “diretamente ao Criador (Yashar Kel)”. A Luz é a Luz que reforma, que leva a pessoa à meta. O objetivo é o Criador, a força superior, a raiz a qual almejamos. Assim, tudo está ligado à raiz, e através disso, eu retorno a Ele, eu realmente me torno como Ele.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Serrando O Tronco Do Meu Egoísmo

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve atingir um estado em que sente que é parceira do Criador: eu faço a metade do trabalho e ele faz a outra metade. Metade para mim e metade para Ele. É como uma serra com duas alças que duas pessoas seguram, cada uma na sua vez puxa para seu lado: uma vez a primeira pessoa e depois a outra pessoa, e assim ela serram o tronco.

A pessoa também deve sentir que elas atuam alternadamente: uma vez ela atua e outra vez o Criador. Claro, eu não faço o trabalho com minhas próprias forças. A força vem do Alto. O Criador executa a ação e o pedido vem de mim. Então, novamente uma ação por parte Dele e um pedido de mim. Assim, nós nos completamos cada vez.

O melhor estado é quando a pessoa sente que pode executar essa rotação sem parar. Isso significa que nós estamos realmente trabalhando “face a face”, e que o “cavalo e o seu cavaleiro” estão trabalhando juntos como um todo, de tal forma que a pessoa começa a sentir cada vez mais como será a força que ela está prestes a receber, e o que exatamente ela deve dar de sua parte.

Afinal, nós elevamos uma oração (MAN) até o mundo de Ein Sof (Infinito), até o último acoplamento antes do Gmar Tikkun (o fim da correção), que é o acoplamento de “Rav Pealim Mekabtziel” no qual todas as orações anteriores se reúnem. Em cada degrau da escada espiritual, a oração torna-se mais esclarecida e precisa, mais detalhada e clara, porque a pessoa entende e sente mais. Isto é toda a realização.

Ela não sente nenhuma vergonha, porque dá a sua parte e por isso é parceira do Criador, na adesão. Assim, ela supera os “juízes e guardas” que a rejeitam e seduzim, e torna-os seus assistentes. Ela já sente suas ações como assistência.

Nós podemos descrever isso como se a pessoa e o Criador trabalhassem juntos no desejo de receber. A pessoa sente que está em conjunto com o Criador acima deste desejo, ou que o desejo está entre eles, que a pessoa está de um lado e o Criador está no outro lado, e entre eles está o desejo de receber que os separa. A pessoa não vê o desejo como o seu próprio. A primeira coisa é se desconectar do desejo egoísta e receber acima dele, estar separada dele.

Então, nós já devemos ver o ego que nos separa, que está entre os amigos, a pessoa e o Criador, como nosso obstáculo comum. Portanto, nós trabalhamos nisso juntos, quando nos conectamos com o Criador ou os amigos a fim de trabalhar juntos contra o ego que nos perturba, sem tentar apagá-lo porque não podemos conseguir sem ele, mas eu espero subir acima dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, Escritos do Rabash

Holograma Do Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Beresheet (Gênese)”, item 237: É por isso que está escrito sobre Moisés: “Nenhum arbusto do campo estava ainda na terra”, ou seja, que o justo, Moisés, ainda não havia crescido, de quem o versículo, “A verdade salta da terra”, está escrito, e de quem está escrito em relação à verdade, “Lança a verdade ao solo”, referindo-se aos discípulos do sábio, que são como as gramíneas que crescem na terra. Elas não crescem e não saem da Divindade no exílio até que o verso “A verdade salta da terra”, se torne realidade.

Em cada nível, em cada estado, toda a realidade, nos é revelada, mas em diferentes extensões. É Ein Sof (Infinito), mas cada vez de forma minimizada ou ampliada. Como uma imagem holográfica, onde todos os detalhes estão sempre lá, mas nós os vemos mais ou menos: mas é sempre um vaso espiritual cheio.

Portanto, agora devemos nos relacionar com a nossa situação desta maneira, pois se até mesmo o menor grau espiritual for revelado, ele se parece como Ein Sof para nós, e lá estão todas as forças, incluindo Moisés.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, O Zohar

Antes Do Nascimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nestes dias antes da convenção de Arava, os amigos estão enfrentando grande pressão e medo do desconhecido. Como eu posso ajudá-los durante a aula concentrar essa pressão na direção certa?

Resposta: A pessoa deve atingir tal nível de medo e pressão, como na base do Monte. Sinai: “Você se conecta ou aqui será seu túmulo”. É porque a pessoa deveria enterrar seu desejo de receber, não se identificar com ele, e subir acima dele. Isso é chamado de recepção da Torá. Ela pede que a Luz execute uma ação que é oposta ao enterro. Mas ela deve ver que isto é o que ela quer fazer com o seu ego, a fim de se conectar com os outros e alcançar a doação.

Obviamente, ao mesmo tempo ela deve sentir tensão e pressão. Não há situação mais tensa em todas as nossas vidas do que esta passagem. É o nascimento, e o nascimento é o processo mais natural. Mas, ao mesmo tempo, é o acontecimento mais perigoso e dramático na vida de uma pessoa.

Da 2ª parte da Lição Diária Cabalá 21/02/12, O Zohar

Monte Sinai No Meio do Deserto de Arava

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como chegar ao apelo correcto durante o congresso no deserto? Vários desejos mudam constantemente dentro de mim e tenho medo de não ser capaz de chegar ao pensamento correcto.

Resposta: A pessoa chega ao Monte Sinai em tal estado quando dentro dela existem Moisés, Aarão, os Cohanim (sacerdotes), levitas, e a nação de Israel (600.000 homens) se parecer com tal força. Mesmo que ela exista, não é ainda claro para a pessoa que ela exista dentro. Além disso, há mulheres e crianças dentro dela. Há inclusive egípcios, completamente desligados da nação de Israel (Yashar El – directos ao Criador), que fugiram com eles.

Mesmo a multidão misturada (Erev Rav) está misturada com eles, ou seja, existem forças impuras (Klipot) escondidas dentro, que não podem ser corrigidas agora, mas serão apenas corrigidas mais tarde depois de todas as correcções. E todas elas estão de pé diante do Monte Sinai antes da recepção da Torá.

Quem deve receber a Torá? Todos a recebem na medida em que precisam dela, de acordo com estes níveis. Assim, existem homens fortes sob a liderança de Moisés, que está diante de todos (o ponto no coração), e existem desejos que estão simplesmente ligados a eles. Embora existam também outros que, assim que possível ou mesmo amanhã, lancem o bezerro de Ouro e agirão contra o Criador, contra Moisés, e em geral quererão o regresso do Faraó, para fazer tal revolução.

Tais desejos diferentes coexistem dentro de uma pessoa, ainda que ela atinja o Monte Sinai. Ela não pode chegar lá de outra forma! Ela transporta o Egipto dentro de si mesma, mesmo a Babilônia, o caminho todo que ela viajou; tudo isto está dentro da pessoa. Embora ela agora alcance a chamada resistência perante o Monte Sinai, tendo trazido o fardo completo consigo, até agora, ela nunca corrigiu nada de si mesma! Sentirá apenas ocasionalmente estas qualidades dentro de si mesma, uma contra a outra: Babilônia e a terra de Canaã, e os maus e bons feitos.

Ela foi presa, confinada numa cova pelo Faraó, e o mesmo ocorreu com o pequeno Moisés, que se sentou nos joelhos do Faraó e cresceu em sua casa. Ele fugiu do palácio do Faraó, matou os egípcios, e sofreu pela sua nação (Israel). Tudo o que está escrito na Torá está contido dentro desta pessoa, que está agora no deserto de Arava: tudo isto aconteceu com ela.

Portanto, é importante que nos preparemos para a união tanto quanto possível. Se você quer estar na garantia mútua, você receberá a Luz que Reforma. Pode não receber a correcção ainda. A doação da Torá é apenas o inicio. Foi-lhe agora dada a metodologia para a correcção, e daqui, você começa a perceber as correcções de acordo com esta metodologia.

Essa é a recepção de um livro de instruções que explica como corrigir-se a si próprio! Isto é precisamente para o que devíamos estar preparados. Não há necessidade de nada mais. Eu devo saber que vou receber a força para tal conexão correcta com o grupo, dentro da qual eu revelarei o Criador, o mundo espiritual, o sistema superior, a dimensão superior.
Não nos é já exigido que sejamos pessoas honestas e verdadeiros amigos, sentindo amor uns pelos outros. Eu apenas preciso estar preparado para isso, ter a vontade de o fazer, a necessidade para mim de fazer este cálculo e gritar do fundo do coração que quero mudar. Isso é tudo.

Eu tenho desejos de todos os níveis dentro de mim, começando por Moisés e acabando com a multidão misturada; todos estão comigo. E as diferenças entre a Babilônia e a terra de Canaã, Egipto e o Monte Sinai estão apenas nas clarificações. Tudo isto é o mesmo desejo, apenas clarificando-se cada vez mais, e é por isso que, em vez da Babilônia, começa por ser chamada a terra de Canaã, em vez da terra de Canaã começa a ser chamada de Egipto, em vez de Egipto, Mar Vermelho, Monte Sinai, e por aí fora.

Mas tudo isto é o mesmo desejo, apenas passando por diferentes estados transportando tais nomes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/02/12, Escritos do Rabash

Uma Ponte De Amor Sobre Um Abismo De Egoísmo

Dr. Michael LaitmanRabi Elimelech de Lizhensk, “Um Luminar e um Sol”: A principal coisa é unir-se com cada amigo em amor, servir ao Criador com o coração simples, dar as mãos juntos, estender a conexão entre nós e soldar os corações para se tornar um todo e servir ao Criador de todo o coração.

Em geral, todo o nosso trabalho reside numa única ação: se unir como um homem com um coração, soldar os corações para se tornar um todo e servir ao Criador de todo o coração. É assim que corrigimos a quebra criada especificamente para nós, a fim de revelar o grau de nossa separação e construir uma ponte de amor sobre ela.

É nessa maneira de trabalhar, com a ajuda de um obstáculo recebido de Cima, a altura de uma ponte que se estende sobre o abismo do nosso egoísmo, que construímos o nosso Partzuf espiritual comum e revelamos a realidade eterna em que vivemos. Assim, estaremos recebendo ainda mais golpes de separação no caminho e estaremos construindo uma conxeão de amor em garantia mútua, unidade e complementaridade como um mecanismo perfeitamente afinado de um sistema integral. Cada vez temos que aspirar à perfeição. Avarias e novos detalhes, que precisam ser adicionados ao nosso sistema para que ele se torne perfeito, serão revelados a nós. E nós ficraemos felizes em encontrar e corrigir esses detalhes, pois as correções nos levam em direção à verdadeira perfeição.

Nós temos que estar felizes com o mal que está sendo revelado. “Eu estou alegre e feliz pelas falhas que já foram e estão sendo reveladas”, escreve Baal HaSulam em Igrot (Cartas) 5. Ele continua: Eu realmente lamento e me queixo de todas as falhas que não foram reveladas ainda, porque uma falha oculta é irremediável. Assim, é muito importante que as falhas sejam reveladas. Elas devem ser aceitas com alegria. Quando uma pessoa está conectada a um grupo no caminho certo, ela aceita todos os obstáculos, problemas e dificuldades com alegria, porque entende que, ao superá-los e construindo uma conexão adequada acima deles, o conhecimento, a sabedoria e o amor serão revelados acima do mal. Conforme a profundidade do abismo do mal, ele sobe uma altura espiritual e percebe o mundo eterno do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá, 19/02/12 “Conselhos para a Convenção de Arava”

Não Tenha Medo De Ser Infectado Se Você Quiser Ser Cobrado

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada), “A Necessidade do Amor dos Amigos”: Há um poder especial na adesão dos amigos. Uma vez que visões e pensamentos passam de um para o outro através da adesão entre eles, cada um é misturado com o poder do outro, e por isso cada indivíduo no grupo tem o poder de todo o grupo. Por esta razão, apesar de cada um ser um indivíduo, ele contém o poder de todo o grupo.

Quando as crianças estão juntas, elas aprendem coisas boas umas das outras. Na verdade, elas às vezes “infectam” umas às outras com coisas ruins e, em geral, se uma pessoa está doente, ela infecta outras. Isso pode acontecer no grupo também? Pra que eu preciso disso? Não é melhor ficar em casa?

Há aqueles entre nós que pensam que é melhor para as crianças ficarem em casa, e não estarem com as crianças da sua idade, embora isso seja totalmente contrário à nossa abordagem. É claro que elas recebem tanto coisas boas quanto ruins do ambiente. Não há dúvida sobre isso, mas uma pessoa não pode crescer sem as duas coisas.

Portanto, existe um poder especial na adesão dos amigos, se ela não for uma sociedade de criminosos ou uma reunião de palhaços, é claro. Diz-se que a dispersão do mal é boa para eles e boa para o mundo. Mas nós estamos falando de quem quer chegar à adesão com o Criador. Neste caso, a adesão, a conexão entre eles, é apenas para seu próprio bem. Na conexão mútua entre nós, nós queremos descobrir a força superior, a força de doação e amor. Se nós a descobrirmos entre nós, de acordo com a lei de equivalência de forma, descobriremos a sua raiz, o Criador.

As opiniões e os pensamentos passam de um para o outro, se estamos em certo nível de adesão, em conexão. Portanto, cada um é misturado no poder do outro, e isto é a coisa principal. Eu preciso do poder dos amigos. Sozinho, ninguém tem poderes suficientes para atingir a espiritualidade. Quem se senta sozinho e não se conecta com os outros tem um problema. Pode ser que ele ouça falar de união, mas ele não age e não a realiza.

Muitos ouvem, mas eles realmente não escutam, não se conectam a ação. Eu entendo que ela é necessária, que não há outra escolha, mas por dentro algo me impede. Eu não sei o que fazer. Eu faço “esforços gigantescos”, chego muito perto e recuo novamente. Todo mundo tem essa forte barreira psicológica interna. Ninguém consegue se aproximar dos outros facilmente.

A tranquilidade externa não reflete de forma alguma o que está acontecendo dentro. Uma pessoa que acha fácil abraçar os amigos logo descobrirá que isto é realmente muito difícil. Há pessoas que são muito fáceis de lidar, elas se conectam e conversam com os outros facilmente. Mas, na verdade, elas não conseguem sequer imaginar o que significa uma conexão interna.

Portanto, nós deveríamos entender que se trata de trabalhar na união interna. Mesmo que ela seja muito difícil, é graças a isto que a pessoa começa a receber poderes espirituais de todos os amigos. O Rabash diz: cada um é misturado no poder do outro e por isso cada pessoa do grupo tem o poder de todo o grupo. Quando eu estou incorporado no grupo eu adquiro o seu poder. Se eu tivesse agora o verdadeiro poder do grupo, mesmo um grama de cada um, isso seria o meu lucro líquido.

Portanto, apesar de cada pessoa ser um indivíduo, ela contém o poder de todo o grupo no qual está incorporada. Todo mundo torna-se igual ao grupo em seus poderes. Em seguida, nós nos conectamos novamente, e não apenas para nos conectar ou multiplicar nossos poderes, mas realmente as elevamos no poder que alcançamos – por exemplo, mil elevado à potência mil. Assim, não é apenas poder, mas o poder de uma “explosão nuclear”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”

Meu Maravilhoso Acréscimo À Perfeição Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significam as “letras pretas sobre fundo branco” no trabalho espiritual? As letras são deficiências (desejos) reveladas no fundo da luz branca?

Resposta: É impossível descobrir um sem o outro. Nós somos as criaturas e o Criador é a força de doação. Nós não entendemos Seus sentimentos e realizações, uma vez que são construídos de forma completamente diferente. A única coisa que nós somos capazes de atingir é a preferência de luz dentro da escuridão. Por isso, nós compreendemos a realidade apenas no contraste entre luz e trevas, entre doação e recepção.

A letra é um símbolo. É possível olhar para ela como linhas pretas sobre um fundo branco, e é possível ver a luz branca que tem algo faltando. Em ambos os modos, será a mesma letra, mas de diferentes pontos de vista: do lado da Luz ou do lado do Kli, o desejo.

Tudo depende de como você entende a deficiência. Pode ser que sua deficiência seja percebida dentro do Kli e você esteja esperando por uma sensação mais agradável, a fim de receber satisfação para si. Ou pode ser que sua deficiência seja sentida em relação à Luz: quando serei capaz de doar e ser incluído na Luz? Isso significa que eu estou esperando que o Kli seja incluído dentro da Luz e não que a Luz entre no Kli.

O trabalho é sempre possível a partir de duas direções. Tudo depende de como você considera a adesão ao Criador: é o Criador incluído na criatura ou é a criatura incluída no Criador?

O Criador se une à criatura em ocultação, pois Ele está sempre dentro dela, direcionando e amando-a. Mas Ele nos dá uma abertura, uma pequena deficiência, de modo que nos dirijamos a Ele e ansiemos nos aderir a Ele.

A medida de adesão é a “letra”, as linhas pretas sobre um fundo branco, que mostram até que ponto estou aderido ao Criador. Por um lado, a letra, por assim dizer, está sem a luz branca. Mas, por outro lado, eu mesmo cubro a luz branca.

Eu estou agora na luz branca, mas estou separado dela; no entanto, eu acrescento a ela minha letra. E como ela é preta, eu consigo escrever algo de mim no branco. Assim, mesmo que a letra seja preta, de qualquer forma, ela expressa a extensão da minha adesão ao branco.

As letras esclarecem o quanto a criatura é semelhante ao Criador. Apesar disso a luz branca, por assim dizer, parece ter algum tipo de deficiência: esse é o meu acréscimo a ela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/12, O Zohar

A Geometria Do Mundo Superior


O Zohar é a fonte do poder. Mas este poder é como a eletricidade: tudo depende do que você se conectar a ele – um aquecedor ou um condicionador de ar, um dispositivo que cria uma pressão ou vácuo. Este poder pode realizar o que quiser.

Nosso desejo é chamado de intenção: o que nós queremos que o poder faça por nós. E ele faz. Mesmo os nossos piores pedidos e os nossos melhores pedidos, que visam ao objetivo ou seu oposto, o poder executa tudo de acordo com o pedido do inferior. Mas se minha direção corresponde a esse poder, o benefício que recebo é máximo.

Se minha direção realmente não coincide com a direção do poder, de acordo com a minha divergência com ele, de acordo com o co-seno do ângulo entre nós, eu alcanço apenas satisfação parcial. Se eu me dirijo na direção oposta, eu me oponho a este poder, o poder neutraliza o meu poder, e eu sofro. Mas, através da perda, esse poder ainda me dirige à meta. Isso porque eu sempre recebo uma combinação dos poderes positivo ou negativo conforme a minha direção coincida ou não com o pensamento da criação.

Há uma linha reta para a meta e eu deveria segui-la. Se eu seguir essa linha os nossos poderes se unem. Se eu desviar da linha, embora nossos poderes sejam os mesmos, eu perco o co-seno do ângulo, de acordo com a minha divergência.

Mas se eu tomo a direção oposta, não totalmente oposta mas em certo ângulo, o Criador neutraliza o poder conforme o co-seno do ângulo em que sou oposto a Ele. Então, de qualquer forma, eu recebo uma resposta Dele, embora seja uma resposta negativa. Esta resposta negativa é a combinação do Seu poder e minha energia. Portanto, no final, Ele me coloca na direção certa, através do sofrimento.

Se eu estou abaixo do zero, eu sinto dor, e se estou acima do zero eu sinto prazer. Em qualquer caso, toda a humanidade avança com ou sem intenção. O poder que nos dirige age constantemente. Nós o denominamos Luz que Reforma.

Assim, a principal coisa é o que queremos, porque a Luz age  especialmente durante a leitura do Livro do Zohar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/12, O Zohar

Construindo Nossa Casa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Prefácio ao Livro do Zohar“, Item 26: Além disso, a pessoa não executa nada durante a construção, mas somente de acordo com os detalhes dispostos diante dela no projeto… Assim, não há um único e minúsculo item gerado neste mundo que não se estenda desde Ein Sof, desde o primeiro estado das almas. A partir de Ein Sof, ele se estende para o mundo de Atzilut, ou seja, especificamente associado à coisa que está realmente sendo gerada neste mundo. Do mundo de Atzilut, a geração se estende aos três mundos de BYA, onde a geração aparece de fato, onde ela deixa de ser Divina e se torna uma criatura, passando por Yetzira e Assiya, até que se estenda até o inferior neste mundo.

Só uma coisa foi criada: o desejo. A criatura existe neste desejo e sente, pensa e entende nele. O maior desejo da pessoa é poder sentir e compreender melhor. Quanto mais variado o desejo, maiores as formas dela poder perceber a realidade.

Se o desejo da criatura tivesse ficado do jeito que foi criado, não teria sentido nada. Este é o resultado das quatro fases de Luz direta. Nosso desenvolvimento começa quando a Luz começa a influenciar o desejo, que foi criado como “existência a partir da ausência”. Ao longo de todo o caminho, o desejo desenvolveu-se pela Luz e recebeu atributos, alterações e ímpetos para agir a partir dela. Na Luz há o pensamento da criação. Portanto, quando o desejo foi criado pela Luz, este pensamento foi posto em prática.

Quando o desejo se desenvolveu, ele começou a perceber diferentes impressões da Luz que se transformaram em recepção. Ele recebe, sente, compreende e responde. Cada ação da Luz iniciou o mecanismo de mudanças dentro do desejo: ele a absorveu-o sucessivamente, sentiu e respondeu várias vezes.

Na verdade, a Luz é fixa e não se move. Ela apenas se apresenta ao desejo desta maneira. É no desejo que todas as mudanças ocorrem, até que ele “se vira” tantas vezes e acumula tantas mudanças que o fazem parar e iniciar o caminho de volta. A Luz está num estado de repouso absoluto e cumpre o seu plano interior, que é para o desejo retornar à fonte, mas de modo que ele próprio queira voltar para o ponto onde a Luz deu origem a ele, e justificar a sua criação. Assim, ele justifica e compreende a Luz.

Durante todo o caminho até o nosso mundo, e a volta, ocorre por meio da Luz. Quando a Luz brilha sobre o desejo e se afasta dele, ela se espalha de cima para baixo. Então, a Luz realiza a ação oposta e a criatura começa a se aproximar dela, mas o faz conscientemente, desejando voltar à Luz, ou seja, assemelhar-se a ela. Depois, a criatura recebe a Luz circundante que a ajuda, e ela sempre quer adquirir a Luz interior em vez disso; em outras palavras, quer se tornar como Ela.

De acordo com meu livre arbítrio, a Luz me influencia e me muda. Então, eu adquiro a equivalência de forma e a Luz se espalha dentro de mim. Este é o nível da minha doação. Assim, a partir de uma distância, o desejo de receber retorna para a Luz e é incorporado no mesmo.

Assim, nós alcançamos o plano inicial do Criador e diferentes partes gerais do “projeto”. O “projeto” em si está no mundo de Atzilut, e nós estamos nos mundos de BYA, tentando realizá-lo, na correção da matéria do desejo. Como um arquiteto, a pessoa constrói sua casa e adquire controle sobre seu vaso.

Da 2ª parte da Lição Diária da Cabalá 03/02/12, O Zohar