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Quem São Os “Criminosos De Israel”?

249.03Quem são esses “criminosos de Israel”? A discussão diz respeito à relação de uma pessoa com o Criador, visto que, na realidade, não há nada além do Criador e da criatura.

Tudo o mais que aparece diante de nossos olhos existe apenas dentro deste mundo corpóreo imaginário. Se eu perceber que, na minha relação com o Criador, todas as minhas ações, ou parte delas, não são direcionadas para o Seu bem, mas para o meu próprio benefício, eu me considero um criminoso de Israel.

Uma pessoa pode pensar que é justa, que está trabalhando para o bem do país, da sociedade ou da família, mas é claro que isso é autoengano. Se não trabalha em prol do Criador, trabalha para si mesma. E se deseja trabalhar para o Criador, deve primeiro se voltar a Ele e só então recorrer a todos os meios disponíveis para se conectar com o Criador. Então, mesmo em meio às dificuldades, poderá encontrar auxílio para fortalecer sua conexão com o Criador. Tudo depende da intenção.

Portanto, aquele que se dirige direto ao Criador e deseja esclarecer sua condição deve examinar sua relação com o Criador sob todas as perspectivas e, a partir disso, decidir quem realmente é. Se uma pessoa se autodenomina um transgressor de Israel, isto é, não se dirige direto ao Criador, mas na direção oposta, significa que realizou uma análise profunda de suas qualidades e intenções. Isso já representa um grau muito elevado, um trampolim para a correção.

Antes de uma pessoa se tornar criminosa, ela não pode se tornar justa, pois se diz que “uma pessoa não cumpre um mandamento a menos que primeiro o viole”. Primeiro deve haver a revelação e o reconhecimento do mal, e somente depois haverá o afastamento do mal e a prática do bem.

Um criminoso de Israel é aquele que, em sua condição, consegue perceber se desviou do caminho direto para o Criador (Yashar-El). Àquele que se esforça para se tornar Israel, a luz surge e revela que, na verdade, ele está no caminho oposto.

Se ele tentar dirigir-se precisamente ao Criador em linha reta, sem desviar-se nem um pouco para a direita ou para a esquerda, descobrirá que está virado exatamente na direção oposta, não para o Criador, mas para si mesmo.

Enquanto uma pessoa se desviar da linha direta em direção ao Criador, ela não cairá sequer em uma Klipa. Diversas perturbações surgem para uma pessoa apenas para reconduzi-la à linha reta, direto ao Criador. Mas se uma pessoa se alinhar precisamente com o Criador, verá a Klipa. Portanto, enquanto uma pessoa não se dirigir direto ao Criador, não se verá como uma transgressora.

Da Lição Diária de Cabalá 12/01/26, Rabash, “Os Transgressores de Israel”

O Grupo É A Minha Salvação

963.7O grupo é o meu espelho. Na medida em que o construo, ele me constrói. Tanto a minha atitude em relação a ele quanto a atitude dele em relação a mim são desvinculadas do meu desejo de receber, o que me ajuda a construir relações de doação em vez de expandir e preencher espaços de recepção.

Se eu estivesse trabalhando diretamente com o Criador, certamente usaria os meios de recepção. Baal HaSulam escreve que, se o Criador fosse revelado, eu correria em Sua direção gritando: “Peguem o ladrão!” O próprio desejo de receber me mostraria quão maravilhoso é trabalhar para o Criador; eu desejaria estar perto Dele, fazer algo por Ele.

Afinal, se Ele me preenche de confiança e prazer, por que não trabalhar? Por que não percebê-Lo como bom e grandioso? Sempre queremos estar perto da grandeza.

Assim, o desejo de receber se voltaria para o Criador em busca de benefício pessoal. Mas se, em vez do Criador, eu estiver em um grupo no qual não encontro grande benefício pessoal, poder, confiança ou forte influência sobre mim, então, dentro dele, existem condições que me permitem trabalhar não com meu desejo de receber, mas na direção da doação. Quero desenvolver em mim a capacidade de doar e, portanto, volto-me para o grupo.

Descobri que a quebra dos vasos é a oportunidade de trabalhar com o desejo de receber dos outros, daqueles externos a mim, como se fosse o Criador. O fato de o Criador ter colocado diante de mim alguém mais, “outro”, além de Si mesmo, é verdadeiramente a minha salvação.

Neste caso, posso realmente praticar como ser alguém que dá e não alguém que recebe. Posso discernir se estou dando ou recebendo. Posso realizar exercícios que, posteriormente, me permitirão entrar em um relacionamento com o Criador, no qual minha atitude para com Ele será verdadeiramente de doação.

O grupo me ajuda a abandonar meu desejo de receber, porque não é um provedor de prazeres para mim. Enquanto que, se eu estivesse trabalhando com o Criador, eu só trabalharia com Ele como a fonte de prazeres e nunca seria capaz de abandonar meu desejo de receber.

Da Lição Diária de Cabalá de 26/02/26, Rabash, “O que é, ‘O Sabotador Estava no Dilúvio e Estava Matando’, na Obra?”

O Futuro Se Constrói No Presente, Parte 2

715Até agora, o mundo tem se ocupado em descobrir como se esquivar do próximo golpe da natureza para se proteger. Mas, de uma forma ou de outra, o golpe chega. A questão é como resistir a esse golpe dentro de nós mesmos. Temos a oportunidade de fazer com que nem sequer sintamos que fomos atingidos ou que houve um tsunami.

Se conseguirmos controlar nosso mundo interior, veremos uma realidade completamente diferente, uma que supostamente existe fora de nós. Então entenderemos que, na verdade, nada muda no exterior. Todos os tsunamis e terremotos ocorrem apenas dentro de nós, em nossa percepção.

O futuro é uma lei que existe dentro de nós e se concretiza através da força geral da natureza na qual nos encontramos. Essa força é constante e imutável, e nós estamos em constante transformação dentro dela. É por isso que nos parece que o mundo está mudando. Mas, na realidade, não está. Os únicos que mudamos somos nós.

Nesse caso, podemos nos voltar para as nossas próprias mudanças e tentar controlá-las para determinar o nosso futuro, não apenas se haverá ou não um tsunami, mas, em última análise, se será uma questão de vida ou morte.

Podemos tornar nossas vidas belas e confortáveis. Não precisaremos de ar-condicionado nem aquecimento; sentiremos o que quisermos sentir. Não haverá a menor sensação de incômodo ou desconforto. É possível criar uma vida verdadeiramente paradisíaca para si mesmo.

Pergunta: Afinal, o que é “tempo”?

Resposta: Para nos levar a uma percepção correta da realidade e nos ensinar a gerir o conceito de tempo, ou seja, as nossas próprias mudanças, somos inseridos em dois sistemas: o de dar e o de receber. Nós nos encontramos, por vezes, num sistema e, por vezes, no outro, um bom e um mau, um sistema altruísta de dar e amar e um sistema egoísta de receber e odiar.

Essa transição alternada entre as regras de um sistema e as regras de outro é o que percebemos como o fluxo do tempo. É isso que dá origem ao conceito de tempo neste mundo.

O tempo é a nossa sensação, não a rotação do sol, da lua ou da Terra, que também ocorrem dentro de nós.

Pergunta: O sistema solar também existe dentro de nós?

Resposta: Claro, porque nada existe além do ser humano que imagina o universo dessa maneira.

Num instante, estou sob o domínio do sistema altruísta de dar e, no outro, sob o domínio do sistema egoísta de receber. E essas oscilações entre os dois sistemas, como um pêndulo — tic-tac, tic-tac — criam a sensação do tempo.

De KabTV, “Nova Vida 934 – O que é O Futuro?”, 19/12/17

O Criador É O Objetivo E O Grupo É O Ajudante

963.7Pergunta: Quando devemos trabalhar para reconhecer a grandeza do grupo e quando devemos trabalhar para reconhecer a grandeza do Criador?

Resposta: Em essência, devo me esforçar para reconhecer a grandeza do Criador. Afinal, tenho assuntos a tratar precisamente com o Criador. Ele é meu princípio, Ele é quem me dá força e Ele é meu objetivo.

Contudo, trilho este caminho tendo como pano de fundo meu desejo de receber. Devo reconhecer e cultivar o Criador dentro de mim, partindo do estado oposto. Portanto, para desligar meu “eu”, meu ego, meu interesse Nele quando me apresento como aquele que recebe, usa e desfruta, obviamente O coloco como meu objetivo, mas não posso usá-Lo.

Não consigo manter uma conexão com Ele se meu desejo de receber revela prazer, apoio e satisfação Nele. Então, em vez Dele, preciso de alguém com quem trabalhar e usar esse trabalho para promover minha intenção de receber algo em troca. Em essência, isso significa um grupo em vez do Criador.

Por quê? Um grupo pode fornecer críticas ao meu trabalho. Por si só, isso inicialmente não satisfaz meu desejo de receber. À medida que conheço o grupo, não sinto prazer, confiança, eternidade ou perfeição. Mas se eu trabalhar nisso e quiser revelar essas qualidades dentro do grupo, começo a senti-las.

Da Lição Diária de Cabalá de 26/02/26, Rabash, “O que é, ‘O Sabotador Estava no Dilúvio e Estava Matando’, na Obra?”

Onde Está O Criador?

744Pergunta: Ainda não entendo onde está o nosso mundo, onde está o mundo espiritual, superior, em relação a ele, e onde está o Criador.

Resposta: É tudo muito simples! Tudo o que foi criado é um desejo a ser realizado, a ser desfrutado. Tudo o que é possível sentir é percebido dentro de si, através de suas próprias sensações. Enquanto o desejo for egoísta, o que ele percebe é chamado de “este mundo”. Quando se torna altruísta, o que ele percebe é chamado de “mundo superior ou espiritual”.

O desejo é composto por cinco partes, níveis 0-1-2-3-4, que representam a magnitude do desejo, em quantidade e qualidade. Além disso, quanto maior a qualidade, menor a quantidade, assim como em nosso mundo existem muitas pedras comuns, mas poucas preciosas. Dentro desses quatro tipos de desejos, uma pessoa percebe os níveis inanimado, vegetativo, animado e humano. A parte zero é o “eu”, o ponto de referência.

No âmago do desejo está o “eu”, a partir do qual a pessoa percebe o mundo, seu próprio desejo, mas este é percebido como algo que existe fora desse “eu”. A percepção comum do mundo é chamada de egoísta (consumista).

Onde está o Criador? Onde quer que o “eu” abra espaço para Ele!

Medo De Obstáculos Materiais

281.02Pergunta: E se o mesmo obstáculo retornar repetidamente, intensificando-se constantemente?

Resposta: O mesmo obstáculo não pode retornar sempre da mesma forma. Apenas nos parece que é o mesmo obstáculo.

Por exemplo, um processo judicial pode durar dois ou três anos, e a pessoa sente como se estivesse constantemente presa no mesmo círculo fechado. Mas não se trata do mesmo obstáculo. É a mesma circunstância externa, porém, a cada vez, a intensidade e a forma dos desejos mudam; é apenas que não percebemos isso.

Na verdade, é muito bom quando acontece dessa forma. É um sinal muito claro do Criador, que deseja fortalecer Sua conexão com o ser criado. Ele lhe envia o medo de coisas aparentemente terríveis e até o intensifica.

É semelhante a uma criança pequena que se assusta ao ouvir: “Há um urso atrás da porta, tenha cuidado!”. A pessoa olha para o mundo inteiro com medo, pensando: “O que vai acontecer?”. E embora intelectualmente compreenda, nada pode fazer com seus sentimentos. Ela está com muito medo.

Somente a conexão com o Criador pode suavizar essa sensação animal de medo e desviá-la para outros rumos. Mas isso ainda não está no nível humano, ainda não é suficiente para uma verdadeira análise dessa conexão.

Da Lição Diária de Cabalá de 18/02/26, Rabash, “De acordo com o que é explicado sobre ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”

Sem Me Voltar Para Mim Mesmo

235Pergunta: Existem sentimentos diferentes de maldade em relação ao Criador e em relação ao amigo?

Resposta: Para nós, o desejo de receber não faz diferença se estamos lidando com o Criador ou com um amigo. Não há distinção, pois sempre formamos nossa atitude a partir de nossas próprias entranhas não corrigidas.

Se uma pessoa direciona sua atenção para algo fora de sei desejo de receber, seja o Criador ou um amigo, a medida da correção e a magnitude e qualidade do desejo de receber determinam sua atitude em relação a esse objeto. Não há diferença.

Portanto, podemos usar o grupo e, de acordo com nossa reação a ele e com nossas relações mútuas, examinar e analisar criticamente nosso desejo de receber, exigir correções e implementá-las. Afinal, se algo tem uma direção voltada para fora do desejo de receber e a transcende, o mesmo se aplica tanto ao grupo quanto ao Criador.

Contudo, quando se trata da minha atitude em relação a mim mesmo, então, obviamente, importa se estamos falando do grupo ou do Criador. Que prazeres o grupo pode me dar em comparação com o Criador?

Tudo depende do grau de confiança que eu deposito em mim mesmo. Pode ser que eu imponha uma restrição em relação ao Criador e diga: “O que é o Criador para mim? O que me importa é o respeito ao grupo”. Ou, ao contrário, posso já restringir minha atitude em relação ao grupo: “Para que preciso do grupo? Eu quero o divino”. Mas sou eu quem deseja.

Quando uma pessoa tenta trabalhar sem se voltar para si mesma, descobre que, se não é para si, mas para fora de si, não lhe importa para quem é feito ou a quem exatamente trará benefício. Se é fora de mim, se nem no início, nem durante a ação, nem depois eu recebo qualquer resposta dentro de mim, que diferença faz qual dos mil fatores possíveis eu estou agora dedicando, se os resultados permanecem lá e não retornam a mim?

Que diferença faz quais sejam esses fatores? Da perspectiva do desejo de receber, não consigo analisá-los; não tenho nenhuma conexão com eles. Acontece que eu simplesmente projeto algo de mim para o espaço, e isso é tudo.

Mas como avalio a doação que recebi? É grande ou pequena? De alta qualidade? O fato é que eu só meço o quanto ela está desapegada de mim. Como escreve Rabash, existe uma consciência da grandeza do Criador antes de uma pessoa se desconectar de si mesma, e existe uma consciência da grandeza do Criador depois que ela se desconecta de si mesma.

No segundo caso, eu trabalho num estado em que não sinto de forma alguma meus atos de doação. Desagrupo-os do meu “eu” como se os lançasse ao espaço.

Por que faço isso? Porque a sociedade me dá a sensação da importância de tais ações. Em outras palavras, adquiro um sentimento da importância de algo que está fora do meu desejo de receber, um Kli, um desejo não realizado, e de repente sinto que devo satisfazê-lo doando algo de mim mesmo. Assim, um certo desejo externo a mim é satisfeito.

Se uma pessoa trabalha nisso, ela gradualmente passa para um estado no qual pode realmente sentir o que significa agir não por si mesma, acima da razão. E isso acontece gradualmente.

Da Lição Diária de Cabalá 26/02/26, Rabash, “O que é, ‘O Sabotador Estava no Dilúvio e Estava Matando’, na Obra?”

Entre O Martelo E A Bigorna

232.05Pergunta: Uma pessoa pode manter o Criador em mente em um estado de profunda escuridão, com a sensação de estar caindo abaixo de tudo o que existe?

Resposta: Não se pode manter a sensação da presença do Criador ou o sentido do objetivo em todos os estados. E não apenas em todos os estados; pode-se dizer que em nenhum, porque aprendemos com os erros. É do negativo que chegamos a conhecer o positivo.

Isso significa que a cada tentativa eu preciso falhar, tentar novamente e falhar de novo. Mas isso não significa que meu objetivo seja falhar. Meu objetivo é alcançar o sucesso, e então uma falha não é uma falha de fato, mas sim uma forma de me mostrar mais um desejo não realizado que eu preciso satisfazer.

Portanto, nosso caminho inclui dois tipos de estados, dois tipos de sensações, que estão constantemente em contradição um com o outro. Uma pessoa está sempre entre eles como entre um martelo e uma bigorna.

Só é possível perseverar com a ajuda do ambiente. Não consigo imaginar uma pessoa que realmente persevere e avance sozinha. Talvez ela estude. Por exemplo, recentemente, um israelense de Oslo me ligou; ele mora lá há dezessete anos: “Leio seu site, participo do fórum em hebraico”. Mas ele não está progredindo! Ele não sente que lhe falta força.

Baal HaSulam escreveu sobre isso centenas de vezes: “Uma pessoa não sente falta de força quando cai e não consegue se levantar da queda, e isso significa que ela não está progredindo. O verdadeiro sinal de progresso é quando ela começa a precisar de uma força externa”.

Da Lição Diária de Cabalá 09/02/26, Rabash, “O que significa que, antes da queda do ministro egípcio, seu clamor não foi atendido, na obra?”

Explore A Si Mesmo

250Pergunta: Como podemos neutralizar as coisas que acompanham qualquer uma de nossas ações intencionais durante o período de preparação: o ego, o desejo de receber, a necessidade de autoestima e o orgulho? Como escolhemos a força de doação, o Criador?

Resposta: Tenho mil desejos, todo tipo de aspirações. Nem sei o que há dentro de mim. Se quero trabalhar como um bom psicólogo, começo a mergulhar em mim mesmo, analisar cada fator e seu modo de ação, e buscar uma oportunidade para influenciar ou corrigir algo.

Talvez o fruto desses esforços seja um doutorado em psicologia. A correção não virá disso, porque não estou me corrigindo, nem me vendo ou “lendo” com a minha mente. Somente a luz, que traz uma mudança no meu desejo de receber, me explica quem eu sou de uma maneira diferente a cada vez.

Portanto, não preciso me isolar em mim mesmo, mas voltar-me para o exterior, ou seja, esforçar-me constantemente em direção ao Criador ou ao grupo. Devo adquirir essas qualidades, compreendendo que a grandeza reside nelas.

Para corrigir o desejo de receber, não podemos permanecer nele. A luz constrói o vaso e a luz corrige o vaso. Se não a atrairmos, ficaremos apenas presos à nossa natureza animal e jamais nos libertaremos dela. Então seremos cientistas lidando com nossa parte animal, como psicólogos, e nada mais.

Nem mesmo eles sabem nada sobre o íntimo de uma pessoa, especialmente sobre aquelas qualidades mais próximas da espiritualidade. No campo das qualidades humanas, eles não têm compreensão alguma e admitem isso.

Nosso trabalho não deve se concentrar na introspecção: “Quem ou o que sou eu?”. Deve visar alcançar o doador, o único, “não há outro além Dele”, o Bom que faz o bem.

Você precisa trabalhar constantemente fora de si mesmo em direção a Ele. Essa deveria ser minha principal tarefa. E todos os meus desejos de me voltar para dentro de mim e me explorar são uma verdadeira Klipa, um obstáculo que surge como resultado do Criador expandir meus vasos, e cada vez que isso acontece, eles me parecem mais importantes do que alcançar o Criador como o único, o benevolente.

Da Lição Diária de Cabalá de 26/02/26, Rabash, “O que significa ‘O Sabotador estava no Dilúvio e estava Matando’ na Obra?”

Por Que O Criador Envia Dor?

294.2Pergunta: Quando uma pessoa sente que a dor é praticamente parte do tratamento, ela se alegra. No entanto, como lidar com a dor? Como evitar que ela a afete negativamente e como evitar a impaciência e a irritabilidade?

Resposta: Digamos que uma pessoa sinta dor. Quando ela a conecta à causa, ao Criador, seu sofrimento se atenua porque ela percebe que existe uma causa. Então, ela já compreende que o Criador, certamente, tem uma boa intenção ao lhe enviar essa dor.

Isso é verdade para o nível inanimado da santidade. No entanto, se eu não passar para o próximo estágio, não estarei progredindo. Certamente completei um estágio: conectei a dor à sua origem.

Mas agora preciso dar o próximo passo. Por que Ele me enviou isso? Agora, tenho que, de certa forma, trazer essa dor de volta e lidar com ela como com um vaso vazio que precisa ser consertado. Então, já a trato como um sinal que me mostra onde preciso mudar.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/2026 , Rabash, “Faça para Si um Rav e Compre um Amigo – 1”