O Grupo É A Minha Salvação
O grupo é o meu espelho. Na medida em que o construo, ele me constrói. Tanto a minha atitude em relação a ele quanto a atitude dele em relação a mim são desvinculadas do meu desejo de receber, o que me ajuda a construir relações de doação em vez de expandir e preencher espaços de recepção.
Se eu estivesse trabalhando diretamente com o Criador, certamente usaria os meios de recepção. Baal HaSulam escreve que, se o Criador fosse revelado, eu correria em Sua direção gritando: “Peguem o ladrão!” O próprio desejo de receber me mostraria quão maravilhoso é trabalhar para o Criador; eu desejaria estar perto Dele, fazer algo por Ele.
Afinal, se Ele me preenche de confiança e prazer, por que não trabalhar? Por que não percebê-Lo como bom e grandioso? Sempre queremos estar perto da grandeza.
Assim, o desejo de receber se voltaria para o Criador em busca de benefício pessoal. Mas se, em vez do Criador, eu estiver em um grupo no qual não encontro grande benefício pessoal, poder, confiança ou forte influência sobre mim, então, dentro dele, existem condições que me permitem trabalhar não com meu desejo de receber, mas na direção da doação. Quero desenvolver em mim a capacidade de doar e, portanto, volto-me para o grupo.
Descobri que a quebra dos vasos é a oportunidade de trabalhar com o desejo de receber dos outros, daqueles externos a mim, como se fosse o Criador. O fato de o Criador ter colocado diante de mim alguém mais, “outro”, além de Si mesmo, é verdadeiramente a minha salvação.
Neste caso, posso realmente praticar como ser alguém que dá e não alguém que recebe. Posso discernir se estou dando ou recebendo. Posso realizar exercícios que, posteriormente, me permitirão entrar em um relacionamento com o Criador, no qual minha atitude para com Ele será verdadeiramente de doação.
O grupo me ajuda a abandonar meu desejo de receber, porque não é um provedor de prazeres para mim. Enquanto que, se eu estivesse trabalhando com o Criador, eu só trabalharia com Ele como a fonte de prazeres e nunca seria capaz de abandonar meu desejo de receber.
Da Lição Diária de Cabalá de 26/02/26, Rabash, “O que é, ‘O Sabotador Estava no Dilúvio e Estava Matando’, na Obra?”
Até agora, o mundo tem se ocupado em descobrir como se esquivar do próximo golpe da natureza para se proteger. Mas, de uma forma ou de outra, o golpe chega. A questão é como resistir a esse golpe dentro de nós mesmos. Temos a oportunidade de fazer com que nem sequer sintamos que fomos atingidos ou que houve um tsunami.
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