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O Grupo É A Minha Salvação

963.7O grupo é o meu espelho. Na medida em que o construo, ele me constrói. Tanto a minha atitude em relação a ele quanto a atitude dele em relação a mim são desvinculadas do meu desejo de receber, o que me ajuda a construir relações de doação em vez de expandir e preencher espaços de recepção.

Se eu estivesse trabalhando diretamente com o Criador, certamente usaria os meios de recepção. Baal HaSulam escreve que, se o Criador fosse revelado, eu correria em Sua direção gritando: “Peguem o ladrão!” O próprio desejo de receber me mostraria quão maravilhoso é trabalhar para o Criador; eu desejaria estar perto Dele, fazer algo por Ele.

Afinal, se Ele me preenche de confiança e prazer, por que não trabalhar? Por que não percebê-Lo como bom e grandioso? Sempre queremos estar perto da grandeza.

Assim, o desejo de receber se voltaria para o Criador em busca de benefício pessoal. Mas se, em vez do Criador, eu estiver em um grupo no qual não encontro grande benefício pessoal, poder, confiança ou forte influência sobre mim, então, dentro dele, existem condições que me permitem trabalhar não com meu desejo de receber, mas na direção da doação. Quero desenvolver em mim a capacidade de doar e, portanto, volto-me para o grupo.

Descobri que a quebra dos vasos é a oportunidade de trabalhar com o desejo de receber dos outros, daqueles externos a mim, como se fosse o Criador. O fato de o Criador ter colocado diante de mim alguém mais, “outro”, além de Si mesmo, é verdadeiramente a minha salvação.

Neste caso, posso realmente praticar como ser alguém que dá e não alguém que recebe. Posso discernir se estou dando ou recebendo. Posso realizar exercícios que, posteriormente, me permitirão entrar em um relacionamento com o Criador, no qual minha atitude para com Ele será verdadeiramente de doação.

O grupo me ajuda a abandonar meu desejo de receber, porque não é um provedor de prazeres para mim. Enquanto que, se eu estivesse trabalhando com o Criador, eu só trabalharia com Ele como a fonte de prazeres e nunca seria capaz de abandonar meu desejo de receber.

Da Lição Diária de Cabalá de 26/02/26, Rabash, “O que é, ‘O Sabotador Estava no Dilúvio e Estava Matando’, na Obra?”

O Futuro Se Constrói No Presente, Parte 2

715Até agora, o mundo tem se ocupado em descobrir como se esquivar do próximo golpe da natureza para se proteger. Mas, de uma forma ou de outra, o golpe chega. A questão é como resistir a esse golpe dentro de nós mesmos. Temos a oportunidade de fazer com que nem sequer sintamos que fomos atingidos ou que houve um tsunami.

Se conseguirmos controlar nosso mundo interior, veremos uma realidade completamente diferente, uma que supostamente existe fora de nós. Então entenderemos que, na verdade, nada muda no exterior. Todos os tsunamis e terremotos ocorrem apenas dentro de nós, em nossa percepção.

O futuro é uma lei que existe dentro de nós e se concretiza através da força geral da natureza na qual nos encontramos. Essa força é constante e imutável, e nós estamos em constante transformação dentro dela. É por isso que nos parece que o mundo está mudando. Mas, na realidade, não está. Os únicos que mudamos somos nós.

Nesse caso, podemos nos voltar para as nossas próprias mudanças e tentar controlá-las para determinar o nosso futuro, não apenas se haverá ou não um tsunami, mas, em última análise, se será uma questão de vida ou morte.

Podemos tornar nossas vidas belas e confortáveis. Não precisaremos de ar-condicionado nem aquecimento; sentiremos o que quisermos sentir. Não haverá a menor sensação de incômodo ou desconforto. É possível criar uma vida verdadeiramente paradisíaca para si mesmo.

Pergunta: Afinal, o que é “tempo”?

Resposta: Para nos levar a uma percepção correta da realidade e nos ensinar a gerir o conceito de tempo, ou seja, as nossas próprias mudanças, somos inseridos em dois sistemas: o de dar e o de receber. Nós nos encontramos, por vezes, num sistema e, por vezes, no outro, um bom e um mau, um sistema altruísta de dar e amar e um sistema egoísta de receber e odiar.

Essa transição alternada entre as regras de um sistema e as regras de outro é o que percebemos como o fluxo do tempo. É isso que dá origem ao conceito de tempo neste mundo.

O tempo é a nossa sensação, não a rotação do sol, da lua ou da Terra, que também ocorrem dentro de nós.

Pergunta: O sistema solar também existe dentro de nós?

Resposta: Claro, porque nada existe além do ser humano que imagina o universo dessa maneira.

Num instante, estou sob o domínio do sistema altruísta de dar e, no outro, sob o domínio do sistema egoísta de receber. E essas oscilações entre os dois sistemas, como um pêndulo — tic-tac, tic-tac — criam a sensação do tempo.

De KabTV, “Nova Vida 934 – O que é O Futuro?”, 19/12/17

O Criador É O Objetivo E O Grupo É O Ajudante

963.7Pergunta: Quando devemos trabalhar para reconhecer a grandeza do grupo e quando devemos trabalhar para reconhecer a grandeza do Criador?

Resposta: Em essência, devo me esforçar para reconhecer a grandeza do Criador. Afinal, tenho assuntos a tratar precisamente com o Criador. Ele é meu princípio, Ele é quem me dá força e Ele é meu objetivo.

Contudo, trilho este caminho tendo como pano de fundo meu desejo de receber. Devo reconhecer e cultivar o Criador dentro de mim, partindo do estado oposto. Portanto, para desligar meu “eu”, meu ego, meu interesse Nele quando me apresento como aquele que recebe, usa e desfruta, obviamente O coloco como meu objetivo, mas não posso usá-Lo.

Não consigo manter uma conexão com Ele se meu desejo de receber revela prazer, apoio e satisfação Nele. Então, em vez Dele, preciso de alguém com quem trabalhar e usar esse trabalho para promover minha intenção de receber algo em troca. Em essência, isso significa um grupo em vez do Criador.

Por quê? Um grupo pode fornecer críticas ao meu trabalho. Por si só, isso inicialmente não satisfaz meu desejo de receber. À medida que conheço o grupo, não sinto prazer, confiança, eternidade ou perfeição. Mas se eu trabalhar nisso e quiser revelar essas qualidades dentro do grupo, começo a senti-las.

Da Lição Diária de Cabalá de 26/02/26, Rabash, “O que é, ‘O Sabotador Estava no Dilúvio e Estava Matando’, na Obra?”

Onde Está O Criador?

744Pergunta: Ainda não entendo onde está o nosso mundo, onde está o mundo espiritual, superior, em relação a ele, e onde está o Criador.

Resposta: É tudo muito simples! Tudo o que foi criado é um desejo a ser realizado, a ser desfrutado. Tudo o que é possível sentir é percebido dentro de si, através de suas próprias sensações. Enquanto o desejo for egoísta, o que ele percebe é chamado de “este mundo”. Quando se torna altruísta, o que ele percebe é chamado de “mundo superior ou espiritual”.

O desejo é composto por cinco partes, níveis 0-1-2-3-4, que representam a magnitude do desejo, em quantidade e qualidade. Além disso, quanto maior a qualidade, menor a quantidade, assim como em nosso mundo existem muitas pedras comuns, mas poucas preciosas. Dentro desses quatro tipos de desejos, uma pessoa percebe os níveis inanimado, vegetativo, animado e humano. A parte zero é o “eu”, o ponto de referência.

No âmago do desejo está o “eu”, a partir do qual a pessoa percebe o mundo, seu próprio desejo, mas este é percebido como algo que existe fora desse “eu”. A percepção comum do mundo é chamada de egoísta (consumista).

Onde está o Criador? Onde quer que o “eu” abra espaço para Ele!

Medo De Obstáculos Materiais

281.02Pergunta: E se o mesmo obstáculo retornar repetidamente, intensificando-se constantemente?

Resposta: O mesmo obstáculo não pode retornar sempre da mesma forma. Apenas nos parece que é o mesmo obstáculo.

Por exemplo, um processo judicial pode durar dois ou três anos, e a pessoa sente como se estivesse constantemente presa no mesmo círculo fechado. Mas não se trata do mesmo obstáculo. É a mesma circunstância externa, porém, a cada vez, a intensidade e a forma dos desejos mudam; é apenas que não percebemos isso.

Na verdade, é muito bom quando acontece dessa forma. É um sinal muito claro do Criador, que deseja fortalecer Sua conexão com o ser criado. Ele lhe envia o medo de coisas aparentemente terríveis e até o intensifica.

É semelhante a uma criança pequena que se assusta ao ouvir: “Há um urso atrás da porta, tenha cuidado!”. A pessoa olha para o mundo inteiro com medo, pensando: “O que vai acontecer?”. E embora intelectualmente compreenda, nada pode fazer com seus sentimentos. Ela está com muito medo.

Somente a conexão com o Criador pode suavizar essa sensação animal de medo e desviá-la para outros rumos. Mas isso ainda não está no nível humano, ainda não é suficiente para uma verdadeira análise dessa conexão.

Da Lição Diária de Cabalá de 18/02/26, Rabash, “De acordo com o que é explicado sobre ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”