Textos na Categoria 'Zohar'

Cometer Erros Antes de Encontrar a Verdade

“Introdução do Livro do Zohar,” artigo “E Jethro Ouviu”, Item 73: Um fio de cabelo preto que não é amarelo às vezes tem serventia, e, às vezes, não. É bom para associar-se e empregar-se com ele por um curto período de tempo, não por muito, já que por muito, ele vai ter pensamentos. E para que não façam parte dele, ele é bom por pouco tempo. Ele vai suceder na Torá se se exercer nela, e outros irão ter sucesso com. Ele não tem nenhum segredo por um longo tempo, seu coração é estreito, e tem medo de seus inimigos. Seus inimigos não poderão vencê-lo ….

Como está escrito no Zohar,quando uma pessoa não tem uma percepção clara do mundo espiritual, ela compreende o Zohar literalmente. Ela está convencida de que este livro está cheio de milagres e de conhecimentos secretos e que se pode usá-lo para ler a sorte, predizer o futuro, distinguir as pessoas boas e más, dar conselhos todos os dias, e ganhar dinheiro com ele. [Leia mais →]

Você Está No “Burro”, Ou O “Burro” Está Em Você?

“Introdução do Livro do Zohar“, o artigo “O Condutor do Burro” “Item 85: Rabi Elazar e Rabi Aba desceram de seus burros e beijaram o condutor do burro. Eles disseram: “O que é toda esta sabedoria que está em sua mão, enquanto você dirige nossos burros? Quem é você? “Ele lhes disse:” Não pergunte quem eu sou, mas eu e você devemos andar e se envolver com a Torá, e cada um deve dizer palavras de sabedoria para iluminar o caminho.

Pergunta: O “condutor do burro”, aquele que dirige por trás, é um passo necessário no nosso caminho, ou ele pode também andar na frente do burro?

Resposta: Isso muda de acordo com a atitude do homem. No começo, ele vai em frente, e seu “burro” vai por trás. E então, ele entende que avança através de seu “burro” e não por conta própria, e esse caminho inteiro consiste em transferir o “burro” de um nível para outro com a ajuda do ponto do “humano” dentro dele. Então o “burro” se torna importante.

Uma pessoa pode facilmente dominar este caminho uma vez que o “humano” é um ponto de Bina,um ponto no coração. Se este ponto não está nela, ela pode facilmente se elevar, uma vez que veio especificamente para tomar tudo, o ego, o “burro”, Malchut, o desejo de receber prazer, e transferi-lo para cima. [Leia mais →]

O Livro do Zohar – A Grande Porta da Torá

Rashbi compôs O Livro do Zohar devido à iluminação, que veio a ele durante a correção na caverna … Esta é uma grande e temível composição que revela a profundidade dos segredos, controlando a própria Torá. E isso é chamado de revelação da Torá em sua interioridade. – O Ramchal, Adir BaMarom (Poder do Alto), 24

Rabi Shimon Bar Yochai estava revelando os segredos da Torá, e os amigos estavam escutando a sua voz, conectando-se com ele, e cada um contribuiu com sua parte para essa unidade. Assim como a Mishná foi criado pelo Tannaim: Rabi Yehuda haNasi expressa a opinião comum ao compilar o livro.

Isto é o que Rabi Shimon Bar Yochai queria, que o Livro do Zohar incluísse os artigos de seus discípulos e fosse composto na Torá. Os outros livros falam de assuntos particulares, mas o Zohar que está escrito na Torá é a maior revelação da totalidade da Torá. Rabi Shimon Bar Yochai ordenou rabino Abba para escrever e organizar tudo o que os membros de seu grupo falaram sobre o acordo com a ordem da narrativa da Torá. – O Ramchal Adir BaMaron (Poder do Alto), 24

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A União Sempre Prevalece

Tente Um Pouco da Luz

A Luz que Reforma é a Luz utilizada para corrigir os desejos, Kelim (recipientes), e preenche toda a realidade de um ser criado. É a mesma coisa muito leve, mas você a utiliza para transformar o Kelim.

Suponhamos que estou diante de um conjunto de mesas repletas de iguarias maravilhosamente bem feitas, mas eu não tenho muita vontade de comer. E me dizem: “Você deve comer alguma coisa! É verdade, você está doente e não tem nenhum apetite, mas pelo menos tente, pouco a pouco! “E eu como sem vontade, só para dar um impulso a minha saúde. Como resultado, me recupero e começo a comer a mesma refeição gostando imensamente.

As receitas não mudaram, minha atitude para com elas sim. Anteriormente, eu a usava para ficar melhor, e é chamada de “a Luz que Reforma”, a Luz de Hassadim (Misericórdia), “o arrependimento do medo”, o grau de Bina. Mais tarde, eu me transformo e começo a empregar esses desejos, recebendo, a fim de doar. Então, esta Luz transformou-se na Luz de Hochma (Sabedoria) para mim.

Quem fez alterações na Luz? Eu fiz. Que Luz é essa? Tudo depende de como me relaciono com ela: É Hassadim para correção dos desejos, e é Hochma para sua realização. Se eu quiser transformar a minha atitude para com os outros, eu preciso realizar a primeira correção, e isso significa que eu uso a mesma Luz como”Hafetz Hesed” ( desejando nada para auto-gratificação). A Luz é doação. E então, eu posso utilizar a mesma Luz, doação, tendo prazer na doação .

Doação, o Criador, a Luz, preenhce a nossa realidade. Nós residimos dentro dela, e tudo depende da nossa atitude. Nossa relação com a Luz determina onde estamos: ou neste mundo ou na superior, em vários graus e estados diferentes.

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Da segunda parte da Lição Diária de Cabala de 25/01/2011, “Introdução do Livro do Zohar, Artigo “Dois Pontos”

E Os Salões Da Sabedoria Irão Escancarar

“Introdução do Livro do Zohar”, o artigo “Os Dois Pontos”, item 121: Sobre todas as fechaduras, nós recebemos um grau especial em Sua Providência, e eles se tornam aberturas, graus de realização do Criador. E os graus que se recebe com as aberturas tornam-se salas de sabedoria.

Assim, os bloqueios, as portas, e as salas são três formas que vêm a nossa substância, o desejo de receber em nós. Antes de transformá-lo de recepção a fim de doar para o nosso Criador, essa substância transforma a luz em trevas, e o doce em amargo, de acordo com nosso gosto, já que todas as condutas de Sua Providência nos afasta Dele.

Nessa época, os bloqueios são feitos a partir do desejo de receber em nós, e depois nos arrependemos, somos recompensados com o recebimento, a fim de doar, todos os bloqueios tornam-se portas, e então as portas se tornam salões.

Todos os nossos obstáculos se transformam em desejos preenchidos com a Luz, realização, compreensão e consciência da força de doação. [33657]

A partir da primeira parte da Lição Diária de Cabala de 01/25/2011, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “Dois Pontos”

Desejando A Luz

Pergunta: O único trabalho da pessoa durante a leitura do Livro do Zohar é atrair a Luz que Reforma. Por que, então, O Zohar descreve a estrutura e mecanismos dos mundos espirituais em tão grandes detalhes?

Resposta: Nós não podemos nos conectar a algo sobre o qual não temos nenhuma ideia. Tem que haver alguma conexão. Isso é primeiro. Segundo, quando lemos, mesmo sem muito entendimento, e nos parece que alguma parte é descrita mais claramente enquanto que outras menos, nós ainda somos penetrados com as intenções e discernimentos.
Apesar de tudo, há uma diferença se lemos o texto que entendemos parcialmente ou estudamos um texto totalmente não familiar, possivelmente em uma língua estrangeira (embora isso também seja útil uma vez que você ainda absorve a força espiritual oculta nela). Em qualquer caso, é desejável ler e tentar entender o quanto você possa, não mentalmente, mas estando perto dele emocionalmente. Eu tento senti-lo como eu sinto e imaginar como ele pode ser sentido num grau espiritual de fato.

A diferença entre esses dois conceitos me ajuda aspirar a avançar. Esse avanço pode ser ilusório, confuso, e intrincado, o que não importa. A chave é nosso esforço.
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Faça-nos Desejar!

A quem o Criador, a Força Superior, a propriedade onipotente de doação, a Natureza, ajuda? Ela ajuda aqueles que desejam ser como ela. Ela vem para as pessoas que “confiam em sua misericórdia”, isto é, antecipam receber a correção e obtém a propriedade que governa a Natureza, a propriedade de doação. A propriedade chamada “a graça superior” vem especificamente para aqueles que alcançaram tal desejo.

Essencialmente, tudo é dado de acordo com o desejo da pessoa. Eu tenho que trabalhar em mim  para tê-lo mudado e melhorado até que eu realmente deseje doar. Então, eu irei adquirir a propriedade de doação. Assim, nós devemos constantemente pensar somente sobre o desejo.
Verdade seja dita, eu não posso realmente começar a desejar o novo desejo de doar. Se eu quisesse eu já o teria. Afinal, além do desejo, não há nada mais, assim, querer doar é ser aquele que doa. Na medida em que doa, a pessoa imediatamente recebe o que ela deseja para o grau correspondente.

Porém, nós passamos do desejo de receber para o de doar ao desejar doar não seriamente, mas somente de brincadeira. Assim, nosso trabalho sempre descende a uma prece para nos fazer desejar doar. Então, nós recebemos o desejo de doar seguido de uma oportunidade de atualizar essa propriedade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala, 26/1/2011, “Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “O que é isso””

Sábado À Noite

Dr. Michael Laitman“Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “O Condutor de Burro”, Item 81: “Meus Shabats”. Et (“de”, esta palavra só aparece no hebraico de “Meus Shabats”) passa a incluir a zona do Shabbat, dois mil côvados para cada lado. É por isso que ele acrescentou a palavra Et (Aleph-Tav). “Meus Shabats” está no plural, o Shabat superior e o Shabat inferior: os dois são incluídos e ocultados juntos.

O Shabat representa a correção completa (Gmar Tikun). Em relação ao tempo, todo o processo, quando estamos nos preparando para a correção completa, é chamado de “Sábado à noite”, e em referência à distância é chamado de “2000 côvados”.

Todos nós já entramos nesse período. Esta é a razão pela qual o mundo está experimentando todos esses acontecimentos dolorosos que nos obrigam a acelerar a nossa correção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “O Condutor de Burro”

Um Raio De Luz Na Escuridão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que os autores de O Zohar escrevem usando uma linguagem muito mundana em alguns trechos, o que só nos confunde, como se estivessem falando sobre o nosso mundo, e em outros trechos escrevem usando a linguagem dos Partzufim e Sefirot?

Resposta: A linguagem que foi criada desde Adão HaRishon contém várias Segulot  (qualidades milagrosas). Por que existem as Segulot? Porque nós não entendemos o significado do mundo espiritual. Nós não o alcançamos e não podemos imaginá-lo corretamente. Não podemos expor o mundo espiritual com precisão diante de nós, qualquer que seja a sua forma.

Inicialmente, está claro que todos os nossos conceitos, mesmo os deste mundo, são totalmente falsos. Como pessoas cegas, estamos tentando avançar sentindo o caminho a nossa volta, sem saber com o que nos deparamos e o que está acontecendo. Todas as nossas lembranças e imagens fictícias são incorretas e falsas.

Estamos em um estado tão obscuro que nunca provamos o sabor da verdade. Nem mesmo um tênue raio de Luz penetrou nesta escuridão a fim de iluminar, mesmo que seja um pouco, quaisquer detalhes do mundo em que vivemos, bem como as conexões entre nós.

É por isso que surge uma pergunta: é possível falar com estas criaturas? É ainda pior do que cavar minhocas no chão e tentar ensinar-lhes a Torá. Isso é não é uma piada!  A diferença entre nós e o mundo espiritual é muito maior do que entre nós, seres vivos, e um verme no chão, que também é uma criatura viva.

Você difere do verme pelo tamanho da sua consciência e conhecimento, na mesma escuridão em que ambos existem. No entanto, você e uma pessoa que está na espiritualidade estão separados por percepções opostas – um abismo que é impossível até de imaginar.

Adão HaRishon foi a primeira pessoa que revelou o fato de que além de nosso estado, existe uma fonte – o mundo espiritual, a verdadeira realidade, enquanto que nós estamos na escuridão total, como vermes no chão que nunca se arrastaram para o exterior e nem ao menos sabem que existe um mundo diferente. Por isso, nós devemos receber ao menos a ponta de uma corda onde possamos nos agarrar.

Assim, aqueles que atingiram a espiritualidade a partir de Adão HaRishon inventaram o que parece ser todos os tipos de histórias. No entanto, elas não são histórias, mas um sistema que nos conecta com o mundo e as almas que atingiram a espiritualidade, com a conexão entre elas e a Luz que está nelas.

Neste momento, nós não sabemos qual é o significado de nenhuma dessas palavras – nem sobre esse mundo, nem sobre as almas, nem sobre a conexão, nem sobre a Luz – nada! No entanto, eles traçaram certa conexão a partir do estado que é desconhecido para nós, e nós não temos idéia do que seja essa conexão. Mas eles fizeram isso para conectar de certa forma este estado a nós. E se usarmos esta conexão seguindo seus conselhos, isso nos influenciará de forma gradual.

Portanto, é totalmente irrelevante perguntar porque eles escreveram usando um tipo ou outro de linguagem – uma que é mais sensível ou racional, uma que é mais clara ou menos clara. Nós só conseguimos ficar confusos com as descrições que parecem mais mundanas e próximas de nós.

Existe apenas uma oportunidade de se aproximar do Zohar: conectar-se mutuamente, o máximo possível. Conforme nos unimos através dos esforços para estarmos acima do nosso ego, nós damos a estes estados espirituais a oportunidade de serem revelados. Mas enquanto eles não forem revelados, não descobriremos o que eles são. Está escrito: “Eu vi um mundo inverso”. Você verá que o mundo espiritual é completamente diferente daquilo que você era capaz de imaginar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/1/11, O Zohar

No Limiar do Próximo Nível

Pergunta: Quem ou o que me dá um exemplo do próximo nível?

Resposta: O exemplo do nível seguinte lhe é dado pela escuridão. Isso porque o próximo nível primeiro se revela como a escuridão. No entanto, tenho que tentar discernir a Luz nele, que é algo grande e especial. Ela só parece como a escuridão para o meu ego, mas se eu tivesse um desejo de doar, então gostaria de ver a Luz e todo o sistema de almas que são preenchidos pela Luz infinita.

Portanto, a escuridão é o exemplo do nível do futuro, até que eu transforme essa escuridão em Luz.

Da segunda parte da  Cabala diárioLição1/23/11,  O Zohar