Textos na Categoria 'Zohar'

Uma Óbvia Demonstração Do Seu Estado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a leitura do Zohar , eu sinto perturbações muito fortes e dificilmente sinto o texto em si. Como eu posso superar esse obstáculo?

Resposta: Tudo depende da persistência nos pensamentos da pessoa. Durante a minha vida, eu falei com muitas pessoas que sofriam sérias enfermidades. Elas entendiam a fundo suas doenças em grandes detalhes e estavam familiarizadas com todos os termos médicos, conhecidos somente pelos especialistas nessa área. Por quê? Suas vidas dependiam disso. O desejo de sobreviver forçou as pessoas a aprender as causas das suas enfermidades e a procurar remédios e vários métodos de tratamento.

Nós não compreendemos totalmente que somos dependentes do nosso entendimento da “doença”, na busca por sua cura. Eu não deveria confiar em ninguém mais; eu tenho que investir todo meu esforço em encontrar a causa de minha enfermidade, o remédio apropriado para minha condição, para que esse remédio finalmente faça efeito.

Se as pessoas realmente sentem o perigo, isso as força a aprender como se salvar. Você está dizendo: “Eu dificilmente sinto algo…”. Verdade, você não sente a “doença”. Assim, o grupo tem que trabalhar duro em você, e você deveria tentar ser persistente em seus pensamentos e orar para que seja mostrado a você desde o Alto que nós estamos falando de você.

O abismo entre o mundo do Infinito e seu estado atual pode ser visto nessa demonstração óbvia que O Zohar está mostrando agora dentro de você. Imagine isso: se você estivesse corrigido agora, você sentiria o mundo do Infinito, todo O Zohar seria revelado dentro de você, e você veria tudo. Para sentir isso, falta a você somente os vasos de percepção, os desejos corrigidos. Pelo menos compreenda o que está acontecendo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11, O Zohar

O Livro Que Conecta O Céu E A Terra

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial na Torá que mesmo O Livro do Zohar é só um comentário dela?

Resposta: Os registros que Moisés fez em pergaminho são a expressão material, através de símbolos materiais, das ações espirituais da Luz no desejo. Moisés escreveu em um livro tudo que ele ensinou a seus estudantes. Durante o curso de 40 anos vagando no deserto, eles escreveram toda a Torá, atravessando todo o processo registrado, tanto em corpos como na espiritualidade. Esse é todo o caminho desde o exílio do Egito (material e espiritual), através do deserto (material e espiritual), e na terra de Israel (material e espiritual). Tudo isso se realiza na conexão entre a raiz e o ramo. Moisés expressou todo esse processo na sua forma concreta, e simbólica.

O Zohar expressa o mesmo processo num nível diferente, numa forma diferente, porque o desejo geral de desfrutar que o Criador criou havia, naquela época, avançado bastante e fora aperfeiçoado pela influência da Luz. Desta forma, esse desejo, que passou por altos e baixos, pela destruição do Primeiro e do Segundo Templos, o exílio, e depois alcançou a última quebra antes do último exílio, tinha que receber o método que é apropriado para o final do exílio, para a nossa época.

É por isso que O Livro do Zohar foi escrito, e seus autores foram os sucessores de muitas gerações de Cabalistas, começando com Abraão até a destruição do Templo. O Rabbi Shimon foi estudante do Rabbi Akiva, que revelou uma grande Luz, e assim, ele foi capaz de expressar isso no Livro do Zohar.

A própria Torá está dividida em duas partes: oral e escrita. Isso vem da diferença entre Zeir Anpin e Malchut. Zeir Anpin do mundo de Atzilut é a “Torá oral”, enquanto que Malchut do mundo de Atzilut é a “Torá escrita”.

A Torá é a revelação da Luz. A Luz que chega a Malchut contém tudo que é necessário para transformar Malchut. Mas essa Luz ainda não se realizou na prática; desta forma, é chamada de “Torá oral”. Por enquanto, isso significa trabalhar com as telas.

Sob a influência da mesma Luz em Malchut, mudanças internas acontecem e são impressas em Malchut; isso se chama “Torá escrita”. Ela fala somente das ações da Luz nos desejos desde o começo da criação até seu final. Isso ocorre porque não há nada na existência além dos desejos.

Entre esses desejos alguns sentem que existem por si mesmos, separados de todos os outros. Esses somos nós. Esses desejos contêm qualidades que podem ajudá-los no caminho da correção. É por isso nós recebemos a sensação de carência, nossa própria carência de correção, a compreensão do mal. Assim é que nós nos percebemos.

São exatamente esses desejos que precisam receber “a Torá”– as instruções explicando como eles podem participar da sua própria correção por sua livre escolha, como eles podem atrair a Luz ao desejarem ser corrigidos mais rapidamente, ao invés de esperar que a Luz venha e os sacuda.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati

Deixe Que A Luz Nos Ensine

Dr. Michael LaitmanPergunta: Numa das aulas ouvi-o dizer que quando lemos O Livro do Zohar, um tipo de corrente que nos une aparece. Como entramos nesta corrente, apesar dos vários distúrbios que despertam em nós durante a aula?

Resposta: Isto ocorre gradualmente. Você deve habituar-se a ela, a aplicar um certo montante de esforço, para descobrir como abordar o texto, como conectá-lo a si mesmo, ao estado no grupo, para o mundo; aprender onde fica confuso e onde não.

Deve unificar-se a si e à Torá num só. Então, conforme o seu desejo de se conectar à Torá, a qual fala do seu estado interior, você começa a receber a Luz Interior contida nela, que o influencia, permitindo-lhe ver dentro do sistema que ela descreve.

Isto ocorre no processo de estudo, quando a Luz (o Criador) lhe ensina. Se você tenta mover-se em frente, em direcção ao objectivo, na medida em que consiga usar o grupo e o estudo correctamente, se estiver pronto para desistir das suas aspirações egoístas e planos, nem que seja um pouco, então a Torá ensina-lhe – os estados espirituais subsequentes são-lhe revelados em si.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/5/11, O Zohar

Não Há Erros Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Livro do Zohar está cheio de histórias e imagens materiais. Por que elas são tão importantes, se tudo o que elas fazem é confundir e nos levar para longe da intenção correta?

Resposta: Tudo o que uma pessoa que vive em santidade (o desejo de doar) diz procede de sua realização e sensação, existindo no desejo de doar, e não chega simplesmente à sua mente. Porque o seu desejo de receber tornou-se “santificado”, ou seja, adquiriu a qualidade de doação, existe nela; esta é a qualidade que ela sente.

É por isso que ela percebe certa expressão do Criador dentro de si e se expressa de tal forma. Ela não produz essas imagens por si mesma, e nem elas simplesmente surgem em sua mente. Pelo contrário, a forma do Criador, que revelou-se dentro dela, suscita uma determinada imagem, a imagem que ela então descreve para nós.

É por isso que temos que usar essas histórias e nos conectar a elas. E se nós ainda não as entendemos, entenderemos futuramente. Você têm a minha palavra. Além disso, vocês chegarão ao mesmo grau de realização, e a mesma história, imagem e expressão surgirão de repente dentro de vocês.

É por isso que os Cabalistas se entendem. Nós não os compreendemos, mas quanto mais você se conectar com o que eles estão dizendo, mais você os entende.

Não é por acaso que na tradição Hassídica, se a anotação de um Rabino contém erros, você deve abençoá-los, porque se ele escreveu isso dessa forma, para você é um sinal de santidade. Isso decorre do fato de que a pessoa que está em santidade não pode cometer um erro. Parece-lhe que ele cometeu um erro porque você não está corrigido. E isso se chama fé acima da razão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, O Zohar

O Homem Que Veio Para Nos Levar Para Cima

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá chegou até nós a partir do Livro do Zohar e das obras do Ari. Se não fosse por causa do Baal HaSulam não poderíamos estudar. O Livro do Zohar está cheio de alegorias e histórias, compreensíveís apenas para a pessoa que está no mesmo nível espiritual e pode decifrar essas pistas.

Quanto ao Ari, ele mesmo nunca escreveu nada; ele só falava. Todas as suas obras foram escritas por seu discípulo, o Chaim Vital, e toda coleção de ensaios é baseada no que o Ari recitou em um ano e meio. Seu grupo existiu apenas por um curto período de tempo; ele os ensinou e depois faleceu.

De várias formas, este material passou por várias pessoas, que compilaram livros dele. Uma parte dos registros foi mantida em algum lugar secreto; a outra foi enterrada no túmulo do Chaim Vital e recuperada mais tarde, quando o túmulo foi aberto. A terceira parte foi entregue ao longo das gerações e passou por muitas pessoas, e sabe-se lá o que fizeram com ela.

O Ari falou sobre todo o sistema em geral, e se a pessoa não tem as obras completas e não consegue entender bem o material, não pode compilá-las corretamente. É por isso que, embora esses registros tenham sido reunidos pelos Cabalistas, muito estava faltando, e a seqüência exata não pôde ser mantida.

Por isso, o Baal HaSulam acrescentou seus comentários às obras do Ari, para que pudéssemos seguir uma progressão natural, do mais simples ao mais complexo e, estudando de forma correta, compreendêssemos os escritos do Ari. Nós não conseguiríamos compreender nada sem ele. Na Cabalá, isto é muito perigoso, porque se você não entende o que está sendo descrito, você fantasia sobre qualquer coisa.

Portanto, nós devemos apreciar o grande trabalho que o Baal HaSulam realizou: nós não teríamos conseguido nada sem ele. Às vezes, as pessoas me perguntam: “Se há tantos outros Cabalistas, porque não estudamos suas obras”. Mas nós não temos ninguém com quem aprender, porque todos eles escreveram a partir de seus graus elevados, como, por exemplo, os Cabalistas Gaon de Vilna e Ramchal. Não podemos basear nossos estudos em suas obras, porque eles não as interpretaram para as pessoas comuns como nós, para que pudéssemos entender, usar e realizá-las em nós mesmos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/11, “Introdução Geral do Livro, Panim Meirot uMasbirot

Padrões Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a letra “Samech” no Zohar refere-se a GAR (três Sefirot superiores) de Bina se as letras começam apenas com ZAT (as sete Sefirot inferiores) de Bina?

Resposta: E como nós usamos as letras em nosso mundo? Será que realmente temos alguma conexão com ZAT de Bina, ZA (Zeir Anpin) e Malchut do mundo de Atzilut? Sabe-se que as letras de Aleph a Tet descem de ZAT de Bina; Yod a Tzadik de Zeir Anpin; Kuf-Resh-Shin-Tav de Malchut, enquanto que as letras finais MaNTzePaCh originam-se do Parsa.

Tudo termina no Parsa do mundo de Atzilut, abaixo do qual estão os mundos de BYA (Beria, Yetzirah, Assiya). Abaixo deles temos este mundo, onde nós existimos. Então, como vamos usar as letras?

A questão é que no mundo de Atzilut existe um padrão segundo o qual cada parte da realidade divide-se ainda mais. Assim, não importa onde eu esteja, eu posso usar as letras de acordo com meu nível espiritual.

Na França, por exemplo, no Departamento Internacional de Pesos e Medidas, há um calibrador de medidas feito de platina e irídio. (Aliás, eles decidiram parar de usar o modelo físico e, a partir de agora, um metro é definido com base na consistência da continuidade da velocidade da luz, como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo por 1/299.792.458 de segundo).

Portanto, no nosso mundo, existem padrões mundiais de medidas, com os quais são verificados nossos dispositivos de medição. Isso nos permite medir os objetos e a distância entre eles em qualquer lugar. Da mesma forma, existe o mundo de Atzilut, onde se encontra o modelo chave-padrão. Ele governa a forma como tudo é dividido e medido em todos os outros mundos. Com base nesta norma, todos os outros níveis no mundo de BYA são construídos, cada um sendo uma projeção do mundo de Atzilut, e é por isso que também há letras neles.

O nosso mundo é uma projeção dos mundos superiores, embora a sua matéria tenha uma natureza totalmente diferente: a egoísta. Portanto, em nosso mundo, nós também usamos letras. Além disso, usamos as palavras do nosso mundo para descrever o mundo espiritual, a chamada “linguagem dos ramos”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, O Zohar

Através Das Letras Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que as letras que O Zohar fala expressam as formas de conexão entre nós?

Resposta: Claro que sim! Apenas a conexão entre nós! Sem a conexão entre as almas, os autores do Zohar não poderiam ter percebido nada. Tudo é percebido na nossa rede de conexão.

O que nós percebemos? Nós percebemos as forças de doação. A soma total dessas forças é chamada de “Criador ” (“Bo-Reh”ou “venha e veja”), que revelamos na conexão entre nós, a qualidade de doação e amor.

Se percebemos isso na forma de forças, então é o nosso desejo, nosso vaso para a revelação da Luz. Se percebemos uma impressão nele, esta é o Criador, a Luz que é revelada no vaso, o desejo. Não há mais nada.

Tudo o que lemos no Zohar ou todos os outros livros escritos pelos Cabalistas são apenas impressões do homem, a percepção de um Cabalista da força de doação dentro de seus desejos, de acordo com a equivalência de qualidades. Ele nos fala sobre seus desejos, suas impressões, a força que ele percebeu, explicando isso de uma forma externa.

É possível expressar isso em música, canções e palavras bonitas. Também é possível explicar isso na linguagem da Cabalá, do Talmud, ou nas Lendas. Em última análise, os Cabalistas explicam as suas realizações.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, O Zohar

Quando Estiver Em Contato Com A Força Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devo fazer se durante a leitura do Livro do Zohar não posso me concentrar no texto, sou bombardeado por todos os tipos de pensamentos irrelevantes e imagens de acontecimentos passados?

Resposta: Antes da pessoa comprometer-se em estudar, ela deve tentar ver isso como mais importante do que tudo que acontece externamente. Tudo o que aconteceu ontem, hoje e acontecerá amanhã não é nada comparado ao estudo, porque agora eu estou entrando em contato com a força superior que organiza toda a minha vida para mim, e eu peço para ela mesmo de forma egoísta, no nível corporal.

Por isso, vale a pena para estar concentrado na leitura do Zohar e ficar em contato com a força superior, já que eu dependo dela. É uma abordagem puramente externa e egoísta; no entanto, el afunciona.

Quando você tiver vários pensamentos estranhos durante a leitura, nesse ponto, eles são obstáculos relacionados com o seu ego. Eles são obstáculos no caminho, e você precisa trabalhar com eles.

No entanto, a narrativa em si não deve me preocupar. Em primeiro lugar, devo lembrar que tudo que O Zohar descreve está ocorrendo somente dentro de mim. Mesmo que eu não entenda uma palavra dele, isso não importa. Eu preciso esforçar-me para encontrá-los internamente.

A chave é que eu os experimente como imagens externas, embora deva vê-los internamente. E não faz diferença o que isso signica exatamente. O que realmente importa é passar da observação externa para a interna e corrigir a falha em sua visão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11O Livro do Zohar

Corrigindo O Defeito Em Sua Visão

Dr. Michael LaitmanPergunta: O senhor disse que o homem não é nada mais do que uma sensação e uma mente, enquanto que qualquer coisa que esteja acontecendo ao redor dele está além de seu controle, e ele meramente observa o resultado. Se for assim, qual é o sentido de procurar o que O Zohar descreve?

Resposta: Nesse instante, eu estou lendo ou ouvindo O Zohar. Conforme continuo, eu imagino toda sorte de imagens em minha mente: anjos, pessoas, e paisagens.

Por que eu percebo isso como uma imagem externa, ao invés de reagir a isso nos meus sentimentos e pensamentos, imediatamente a substituindo para vê-la dentro de mim mesmo? É porque eu não estou corrigido, e meu desejo de sentir prazer, meu ego, divide minha percepção em interna e externa. Ele me mostra esse quadro defeituoso, de acordo com o qual tudo o que O Zohar descreve está aparentemente acontecendo do lado de fora, e não dentro de mim.

Mas, externamente, não existe nada. Toda a realidade está dentro de mim. Por que eu não experimento isso como externo? Porque eu ainda não posso unir toda a realidade comigo; eu não a vejo como uma parte vital minha. Por que isso é assim? Porque eu me relaciono com ela egoisticamente, dividindo todas as suas partes em internas, que são mais importantes para mim, e externas, que são menos importantes, totalmente sem sentido ou ignoradas por mim. Assim é a minha forma egopista e defeituosa de percepção. Então, o que eu faço?

Isso é o que devo dizer a mim mesmo:

1. O Zohar fala somente sobre meus estados internos e propriedades; com exceção do que está acontecendo dentro de mim agora, não há nada mais. A pessoa é um pequeno mundo, e tudo está nele.

 2. Tudo que eu vejo acontecendo no exterior é determinado exclusivamente pela minha percepção defeituosa. Se eu me corrigir, eu verei tudo dentro.

Em outras palavras, a discrepância entre o que eu imagino enquanto leio O Zohar como algo acontecendo fora de mim, e o que eu seria capaz de perceber como ocorrendo dentro de mim, demonstra minhas percepções imperfeitas. Desta forma, eu preciso me esforçar para buscar internamente a correta forma de percepção, orar e implorar para que ela surja em mim.

Isso é o que nós chamamos de alcançar o conteúdo. Como está escrito na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155, do Baal HaSulam: “Ainda que eles não entendam o que estão aprendendo, através do anseio e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as Luzes que circundam suas almas”. Eu aspiro a ver essa imagem em sua forma autêntica, e gradualmente atraí-la para mais perto.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11, O Livro do Zohar

A Fórmula Para Voltar À Bondade

Dr. Michael LaitmanA pessoa que abre O Livro do Zohar, abre para revelar o Criador. Por definição, a ciência da Cabalá é o método de revelação do Criador para a criação neste mundo. Caso contrário, por que a Cabalá e toda a Torá seriam dadas para nós? O Criador se revela na pessoa através do desejo de doar e amar. Este desejo é igual ao Criador em qualidades, e o Criador se revela nele de acordo com a lei de equivalência de forma.

Mas como podemos fazer isso se cada um de nós é apenas um pequeno egoísta? Nós lemos O Livro do Zohar, que fala dos nossos estados corrigidos, nos quais estamos ligados por uma boa conexão entre nós, e desejamos que isso se torne realidade dentro de nós. Nesse caso, nós recebemos uma impressão desses bons estados, que já existem no infinito. Essa impressão, a influência das forças de nossos estados corrigidos sobre o nosso estado atual, é chamada de “Luz Circundante” ou “a Luz que nos leva de volta à fonte de bondade”.

Então, de acordo com a fórmula: “Eu criei a inclinação ao mal e eu dei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela leva de volta à fonte”, nós voltamos à fonte – o Bom que faz o Bem. Assim, nós revelamos o Criador, o Bom que faz o Bem, a nossa raiz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, O Zohar