Textos na Categoria 'Zohar'

Quem Servirá A Quem?

Dr. Michael LaitmanNós somos criados com o desejo de receber prazer, e no intuito de corrigir esse desejo, a nossa intenção deve ser “em prol da doação”. Ao fazer isso, nós nos corrigimos e atingimos o propósito da criação: a adesão total com o Criador. Mas, para atingir a correção, devemos nos unir com a força de doação.

A força de doação é chamada de Bina, e a força de recepção é chamada de Malchut. Estas duas forças, de doação e recepção, devem entrar uma na outra. Quando elas se unem, então, de acordo com a análise combinatória dessas duas forças, cria-se quatro resultados: Malchut em Malchut, Malchut em Bina, Bina em Bina, e Bina em Malchut.

Se Bina entra Malchut, cria-se uma força do mal, porque Bina cai sob o reino de Malchut. Malchut governa sobre ela, dominando-a, tornando Bina sua escrava. Este estado criou todas as forças do mal no mundo.

Às vezes, essas forças fingem ser boas, a fim de seduzir e subornar a pessoa e depois atraí-la para o mal. Esta é uma força especial, astuta e egoísta (Klipa), contido em Malchut. Com a ajuda desta força, Malchut conquista Bina e começa a usá-la. Está escrito que o mal não pode existir no mundo, a menos que inicialmente finja ser bom. Esta é a forma como as forças do mal operam, e por esta razão elas existem.

Se for apenas Malchut, então é um simples desejo de receber, como nos mundos inanimado, vegetal,  animal e humano, nos quais apenas as forças dos níveis inanimado, vegetal e animal estão agindo. Ou seja, é um simples ser humano que está vivendo uma vida corporal primitiva.

Quando Bina está presente no desejo de receber prazer de uma pessoa, essa pessoa torna-se muito inteligente e astuta. Ela sabe como ajudar e dar a você, e assim explora você ao máximo. Essas são forças muito más causadas pela inclusão de Bina em Malchut: as forças de doação que caíram sob o domínio do egoísmo.

A inclusão oposta ocorre quando a pessoa usa seus próprios esforços para elevar Malchut a Bina. Então ela se conecta a Bina, porque quer entrar e se tornar escrava, uma parte inseparável da força de doação, como um feto no ventre da mãe. Bina é chamada de Ima Ilaa (a mãe superior). Ou seja, ela quer se desenvolver apenas através da conexão, sendo guiada e protegida pela força de doação, o Criador. Assim, as forças do bem são criadas, que escolhem partes do desejo egoísta e os corrige gradativamente desde dentro.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 27/06/11

Sobre O Livro “Zohar Para O Povo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando você simplifica O Livro do Zohar, você não tem medo de arruiná-lo?

Resposta: Não, eu não tenho medo, porque eu tenho certeza que estou arruinando-o! O texto do Zohar para o Povo é compilado a partir do texto original do Livro do Zohar e o Comentário Sulam, tecido em conjunto e simplificado.

Portanto, ele está definitivamente arruinado em comparação com a fonte. Muitas palavras (como Behina e outras) que enfatizam precisão, foram retiradas das sentenças, a fim de tornar o texto mais fácil. O texto resultante é mais áspero, menos preciso, mas mais concreto.

Nós tivemos que nos arriscar cegamente, a fim de aproximar o texto do Zohar do nível de leitura e compreensão de uma pessoa normal. Obviamente, esse tipo de texto não substitui a fonte sob quaisquer circunstâncias. Destina-se a uma leitura de massa do Livro do Zohar.

Alguns estudam Cabalá como mecânica, alguns estudam Cabalá como uma sabedoria, alguns estudam Cabalá para memorizar coisas, algumas estudam Cabalá para escrever livros, alguns estudam Cabalá para ensinar – mas alguns estudam Cabalá a fim de mudar. Sob a influência da Luz superior, que desce sobre a pessoa no processo de leitura do Livro do Zohar, a pessoa começa a sentir o mundo superior, e, em seguida, a partir das sensações, ela começa a entendê-lo. Este é o verdadeiro estudo da Cabalá. E o livro Zohar para o Povo é destinado a este tipo de pessoa.

Uma Pessoa Não Pode Tornar-se Humana Sem Amor

Dr. Michael Laitman with StudentsA sabedoria da Cabalá é o meio que nos permite ascender do nível animal ao humano. Se não usarmos este meio para transformar a nossa natureza egoísta, permanecemos como animais, como é dito: “Todos são como animais”.

De facto, nesse caso, nos desenvolvemos apenas dentro do nosso ego; não temos nada com que o corrigir e ascender acima dele, dos desejos de receber aos desejos de doar. Então, sentimos apenas este mundo; vivemos e morremos como animais.

Enquanto que no nível humano, eu torno-me semelhante ao Criador (homem ou “Adam” vem da palavra “Edome” ou semelhante em hebraico). Com a ajuda da ferramenta chamada “a Luz que Corrige”, que atraio sobre mim ao ler textos Cabalísticos e especialmente O Livro do Zohar (a fonte mais forte da Luz superior oculta ), eu posso corrigir-me e ascender da natureza egoísta para a altruísta, para a doação e o amor pelo próximo.

Então, em vez do desejo de usar o outro, eu dôo a ele, e em vez de ódio, eu sinto amor em relação a ele. Na medida em que eu apreendo esta natureza, eu começo a descobrir a força superior com os meus desejos altruístas, nas minhas qualidades de doação e amor. Eu sinto o que preenche as minhas novas qualidades, e isto é chamado de “Luz superior” ou “Criador”.

Contudo, tudo isto é alcançado na força de doar. Como posso alcançá-la? Para este propósito, antes do nível mais baixo do mundo de Assia (chamado “este mundo”) ter sido criado, a criatura criada pelo Criador, e chamada de alma comum de Adão ou Homem, foi dividida em muitas partes. Agora, de forma a atrair a Luz, estas partes devem unir-se umas às outras no estado anterior à divisão, quando a Luz Superior as preenchia.

Contudo não podemos unir-nos uns aos outros por nós próprios, mas desejando isto, querendo e esforçando-nos com toda a nossa força, com nossos esforços atraímos a Luz desse estado de unidade. Esta Luz não vem até nós e não se veste em nós porque nós ainda não nos unimos. Mas ela brilha em nós de longe, conforme a nossa aspiração por ela – a Luz de doação e amor ao próximo.

Mas eu realmente aspiro a isto?… Eu imagino que desejo esta Luz, como algo muito bom para o meu ego. Mas se eu interpreto isto correctamente, como a Luz de doação e amor, que desfruto ao doar ao próximo, e atuo apenas em prol da doação, então eu não preciso dela particularmente.

Assim, primeiro de tudo, de forma a lutar pela Luz, pela correcção, de forma a tornar-me doador e amar ao próximo, devo adquirir a importância disto. Posso obter a importância da correcção das duas fontes seguintes:

  1. Se eu sofro, sinto dor, eu luto para mudar a minha condição. Estou até disposto a dar, apenas para não me sentir mal. Isto é chamado avanço pela via do sofrimento.
  2. Posso receber a importância da doação e amor pelo próximo do ambiente, que começa a “fazer-me lavagem cerebral”, convencendo-me do quão importante é doar, quanto posso ganhar, quão bom é, que prazeres a doação traz.

Um parece contradizer o outro: “Doe e você receberá prazer! Doe e sentirá o Mundo superior!”. Isto é chamado “Lo Lishma” (para si próprio) mas, ainda assim, esta é uma fase intermédia do avanço. Neste caso, eu luto por avançar pela via de “Lo Lishma”, a via da Luz. Nós todos somos egoístas e temos de imaginar um ganho próprio entendível à nossa frente; de outra forma, não seremos capazes de fazer nada.

Assim, estou no grupo, junto com pessoas que também querem atingir a espiritualidade. Não é importante que todos nós visualizemos o mundo espiritual como um bom prémio: nós queremos estar acima dos outros, ganhar mais, superar esta curta vida cheia de sofrimentos, atingir algo que valha a pena, grandioso.

Se nós promovermos ao menos a importância deste objectivo entre cada um de nós, então algo maior, grandioso, eterno, perfeito, que valha a pena, será revelado na conexão entre nós, e nós teremos a força para avançar em direcção à conexão interior entre nós pelo menos ligeiramente. Se na conexão entre nós descobrirmos a força interna comum chamada vaso espiritual (o desejo de doar), então neste vaso, conforme este desejo de doar, revelaremos a Luz: a Luz de doação, a Luz superior, ou o Criador.

Assim, antes de começarmos a ler O Livro do Zohar, e assim atrairmos a Luz, temos de imaginar que aspiramos a estar na conexão interior entre nós, quando cada um se anula e sente apenas os outros: todos juntos, todo o grupo interior, onde estamos conectamos entre todos na nossa alma. E nesta conexão entre as almas, revelamos a Luz, a força comum de doação e amor – e o Criador com ela. Se esta é a nossa linha de raciocínio durante a leitura de O Zohar, ela influencia-nos da forma mais efectiva.

Não interessa quanto entendemos do texto e sabemos as palavras. É importante pensar acerca de uma coisa apenas, o tempo todo: “Agora, estou a tomar o meu medicamento. Quero conectar-me aos outros, e então, na união entre nós, conseguirei tudo: todo o mundo espiritual e superior. Estou ansioso por isto!”

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/6/11, O Zohar

De Onde Vem O Medo Do Zohar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao participar da Semana do Livro Hebraico, eu observei um fenômeno interessante: a pessoa vai até a estante de livros, vê o livro “Revelar O Zohar, e sua reação demonstra que ela estava esperando por esse momento toda sua vida. Ela olha para o livro, sem ousar pegá-lo; ela até mesmo retorna, tendo caminhado em círculo. É óbvio que há uma luta interna.

Muitas pessoas hesitam em pegar este livro, sentindo um pouco de medo diante dele, embora inconscientemente algo lhes diga que a verdade está escondida nele. Elas até mesmo se afastam com dor por não levarem o livro consigo. Como você explica esse medo?

Resposta: Este é um dos problemas que temos que enfrentar, e para ajudar as pessoas a superar esse medo. Esta é a correção. Ninguém tem culpa, como é dito: “Vá ao Mestre Que me fez”.

Nós existimos na natureza egoísta que deve sentir negação, medo, rejeição daquilo que supostamente deve nos trazer correção. Isto se reveste em uma espécie de medo do livro, os resultados de lê-lo, como se ele pudesse nos prejudicar. Em essência, essa é a preparação para a correção.

Este medo surge não porque as pessoas foram informadas sobre a proibição de tocar o livro. Nada acontece sem uma razão. Pelo contrário, nosso ego, nosso desejo de desfrutar, preparou-nos de tal forma que mantemos certa distância das correções.

Não há escolha: nós teremos que trabalhar, explicar e nos esforçar nela. Mas, de qualquer forma, eu não culpo ninguém. Ninguém fez isso de propósito. A própria natureza do nosso ego, do nosso desejo de desfrutar, nos coloca contra tudo que está associado com a correção, forçando-nos a ficar o mais longe possível dela.

Vale a pena estudar este comportamento. O jovem moderno, que não está preocupado com nada, de repente sente um medo inexplicável diante do Zohar. Esta é a natureza. Mesmo que ele não tenha ouvido nada sobre esse livro, ele descobre em si mesmo alguns preconceitos primitivos e medievais, como se ele não fosse mais uma pessoa moderna.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/06/11, O Zohar

Preparação Para Para A Leitura Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu posso fazer durante o dia para me preparar para a lição da manhã, especialmente para a leitura do Livro do Zohar, para obter o máximo de resultados?

Resposta: É desejável que a pessoa mantenha sempre um livro com passagens selecionadas do Zohar ou dizeres dos Cabalistas próximo a ela. Se durante o dia a pessoa puder ouvir uma lição gravada, deixe-a ouvir; se puder ler, deixe-a ler; se só pode pensar, deixá-a pensar.

Existem pessoas que não podem ler, ouvir ou pensar na espiritualidade durante  o trabalho, pois ele as absorve totalmente, e só às vezes elas voltam para a intenção. Existem diferentes situações.

O Rabash sempre costumava dizer que era desejável escolher um trabalho físico simples que não exigisse esforço mental ou emocional. Mas hoje, quase não existem empregos assim. Assim, a pessoa deve estabelecer um cronograma definido, por exemplo, desconectar-se de seu trabalho a cada hora e se conectar com a espiritualidade por cinco minutos.

Cada pessoa deve tentar fazer tudo que for possível conforme a situação em que se encontra. Estes esforços são o seu empenho.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 22/06/11, O Zohar

O Zohar Vai Ajudar A Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós podemos usar a leitura do Livro do Zohar para corrigir condições muito difíceis, nas quais várias pessoas no mundo se encontram hoje em dia? A sabedoria da Cabalá foi revelada, e todo mundo pode ler O Zohar. Isso ajudaria a pessoa que não sente a necessidade do grupo, a estudar e compreender?

Resposta: Nós temos que perceber que, na realidade, o uso da sabedoria da Cabala é eficaz apenas se a pessoa quer avançar em direção à correção. Nós vemos que o tempo passa até que as pessoas que vieram para estudar a sabedoria da Cabalá se juntem ao grupo e comecem a entender e ouvir o que está acontecendo. Estas são mudanças muito lentas, internas, etapa por etapa, na pessoa.

Por isso, nós precisamos entender que a “Segula” (“um efeito especial da Luz”) começa muito antes da pessoa perceber que está sob sua influência. A Luz que Corrige age nela como em um bebê que ainda não sabe como está se desenvolvendo, para que e onde ele deve avançar. Ele é atraído por um jogo interessante, brinca com seus brinquedos, e este é o seu ambiente.

Nós estamos no grupo, e este é o nosso ambiente. Existem pessoas que não têm um grupo, mas isso não importa. A chave é que, de alguma forma, elas usam os meios para atrair a Luz que Corrige: O Livro do Zohar, as obras do Baal HaSulam, os artigos e cartas do Rabash, músicas e canções Cabalísticas.

Assim, a leitura do Livro do Zohar sob qualquer cirscunstância, mesmo que a pessoa não esteja pensando ainda no grupo e na união, mas quer melhorar sua vida, ainda ajuda. Se o mundo inteiro já entrou no estágio de desenvolvimento no qual devemos alcançar a união entre nós, então qualquer utilização das fontes que trazem a Luz que corrige é útil.

Nem todo mundo tem que se sentar junto com a gente e milhares de pessoas em todo o mundo durante as nossas aulas pela manhã. Nós também temos que despertar pessoas que não têm conexão conosco, quem nunca ouviu falar que se deve estudar para o bem da união entre as pessoas. O Baal HaSulam diz que nós entramos no período do Messias, e a humanidade inteira deve avançar nessa direção.

Assim, é desejável que a pessoa esteja conectada às fontes primordiais mesmo sem qualquer intenção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/06/11, O Zohar

Um Novo Conto Sobre Chapeuzinho Vermelho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que acontece “nos bastidores” das minhas ações quando durante a leitura do Livro do Zohar eu faço esforços repetidos para retornar à intenção, mas eles me parecem inúteis?

Resposta: Seus esforços determinam suas qualidades de percepção, sua sensibilidade, e então você faz a revelação. Tudo está na sua frente, mas sua falta de sensibilidade não lhe permite revelar o sistema de conexão entre as almas sobre o qual fala O Zohar. Seus esforços e orações constroem os instrumentos de percepção dentro de você para sentir essa imagem.

Pergunta: Eu repetidamente tento construir minha intenção de novo, mas parece que faço os mesmos esforços e sinto a mesma coisa que senti uma semana atrás, como se nada tivesse mudado…

Resposta: Suponha que eu esteja entre músicos. Olhando para eles, eu vejo como eles ouvem cada som e discernem a combinação de diferentes sons, e vejo quão importante isso é para eles. À medida que eu olho para eles, eu aprendo como eles tratam os sons. Então, como resultado de meus esforços, eu me torno mais sensível e começo a senti-los.

Então, eu faço perguntas aos músicos e eles explicam as coisas para mim, mas eu não entendo suas explicações. “Um quarto”, “um quinto”, “glissando”, “forte” – essas palavras não me dizem nada, tal qual a terminologia ilegível do Livro do Zohar.

Mas, eu quero aprendê-las! Por isso eu tento me tornar um pouco mais sensível a elas e senti-las. Então, como nós estamos em um sistema especial, de acordo com meus esforços, desejo, e aspiração, eu começo a sentir. É assim também que a criança se desenvolve: ela quer ser grande e está sempre correndo por toda parte, nunca fica cansada e investiga tudo ao redor.

Nós nos perguntamos: como as crianças podem ver o mesmo desenho animado ou ouvir a mesma história milhares de vezes? Porém, é milhares de vezes para nós porque nós não nos desenvolvemos nem um pouco. Mas, a criança vive naquela história. Quando ela ouve um conto sobre Chapeuzinho Vermelho hoje, para ela é uma história completamente diferente, não igual a de ontem. Você olha para ela e pensa: “Bem, eu vou contar a história para ela. Deixe que ela se sente quietinha, se acalme, e a desfrute…”. Porém, ela ouve uma nova história toda vez! E mesmo que ela também a saiba de cor, quanto ela a repete junto com você ela a revive de novo. É semelhante a como você tem que comer hoje, mesmo que tenha comido ontem. É isso que acontece a ela também!

Assim, todo o seu trabalho é desenvolver a sensibilidade para adquirir novas qualidades de percepção.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/11, O Zohar

Deixe O Livro Do Zohar Falar De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, todo o nosso trabalho consiste em corrigir a conexão entre uma pessoa e outra. Por outro lado, a correção é feita através do Livro do Zohar. Como eu posso unir tudo isso?

Resposta: A correção resulta da Luz oculta nos textos escritos pelos Cabalistas. No entanto, isso acontece com a condição de que nós desejemos perceber e compreender a realidade que eles descrevem, de forma que tudo o que está escrito nestes textos se vestiria em nós e nós estaríamos no mesmo sistema de relações entre nós.

Isso implica na conexão entre todas as almas, de tal forma que nós alcancemos a união, tornando-nos um sistema unificado: Malchut do Infinito. Se eu me esforço para alcançar a união como no “ama ao próximo como a si mesmo”, se eu desejo isso, então O Livro do Zohar começa falando de mim.

Como resultado, eu recebo a força de correção do Livro do Zohar e avanço gradualmente ao lê-lo. Na verdade, o livro em si não contém nada, mas lendo-o e desejando estar neste sistema, eu atrio o poder do campo de força que reside em Malchut do Infinito e, assim, alcanço este sistema.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11 , O Zohar

A Cabalá Sem Um Traço De Misticismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que os primeiros mestres da sabedoria da Cabalá receberam esse conhecimento? Onde está a sua origem? As pessoas pensam que a Cabalá é algo próximo da magia, e muitos mitos a cercam.

Resposta: Adão foi o primeiro Cabalista e viveu há 5772 anos. Ele foi o primeiro de toda a humanidade que descobriu que existe um sistema integral da natureza e é possível revelá-lo.

Pessoas viveram antes dele, mas ele foi o primeiro homem na história que questionou: “Para que eu vivo? Qual é o segredo da vida? Onde está a sua origem?”. Ele escreveu um livro sobre isso; ele chegou até nós e é chamado de O Anjo Secreto (Raziel HaMalach). Um anjo é uma força. O “anjo secreto” significa a “força oculta”. É um livro pequeno, com algumas dezenas de páginas.

O próximo livro foi escrito por Abraão há cerca de 3700 anos e é chamado de O Livro da Criação (Sefer Yetzirah). Pela primeira vez, de forma sistemática, este livro explica: as “Sefirot“, as 32 forças que descem até nós e estão conectadas entre si.

Ao mesmo tempo, vários Cabalistas escreveram juntos mais um livro Cabalístico, O Grande Midrash (Midrash HaGadol), que significa explicação, comentário. Muitos mais livros foram criados depois desse, até o surgimento do maior livro Cabalístico, O Livro do Zohar, escrito por volta de 2.000 anos atrás.

Depois disso, muitos livros foram escritos, até a época do Ari, que viveu no século XVI. O principal livro do Ari foi “A Árvore da Vida” (Etz Chaim), que fala sobre as Sefirot e os mundos e é cheio de desenhos e diagramas.

Do imenso número de livros que surgiram depois dele, os mais importantes para nós são os livros do Baal HaSulam, escritos no século XX.

Todos estes livros não eram conhecidos do público em geral. Eles eram mencionados apenas ocasionalmente, como se ocorresse uma “fuga de informação”. Isso formou uma aura misteriosa em torno da Cabalá, como se ela estivesse envolvida em misticismo, forças secretas, ajudasse a realizar milagres e prever o futuro através das cartas de Tarô. Na realidade, isso não tem qualquer relação com a Cabalá!

É claro que a Cabalá usa símbolos, diagramas, gráficos, desenhos, Gematria (o valor numérico das palavras). A Cabalá estuda a alma e suas fases de crescimento. Mas não há nada de místico nisso. Eu diria que é simplesmente a física da dimensão superior.

A Cabalá não está associada com a religião e as práticas místicas. É uma ciência para as pessoas que querem saber. Naturalmente, elas têm que trabalhar e corrigir-se. Eu gostaria de comparar isso com o ato de sintonizar o aparelho de rádio, o qual é cercado por muitas ondas de rádio de freqüências variadas. Se eu sintonizar o aparelho de rádio e criar a onda que corresponde à onda existente fora, eu recebo essa onda externa e posso ouvir o sinal.

A ciência da Cabalá nos ajuda a criar essas ondas dentro de nós, e começamos a sentir a força existente fora de nós, a perceber e estudá-la. Nós desenvolvemos os sentidos internos da audição e da visão. O sentido interno da audição é chamado de nível de Biná (Sefira Biná), e o sentido interno da visão é chamado de nível de Hochmá (Sefira Hochma).

Da Palestra em Roma , 20/05/11

O Caminho para a infinidade

O Livro do Zohar, o capítulo”Truma”(doação), Item 75: Aquele que pretende pegar a estrada deve levantar-se quando ainda é noite , olhando e observando a hora do lado leste, e ver em uma visão as cartas que atingem o firmamento, uma subindo e outra descendo. Este é o brilho das letras com que o céu e a terra foram criados.

Claro, todos esses fenômenos ocorrem dentro de nós, dentro de cada pessoa, e temos que procurar e reconhecê-los dentro de nós mesmos. Estamos falando sobre a conexão entre nós, seus tipos e a natureza. É assim que os cabalistas falam sobre isso. Afinal, não há mais nada.

Finalmente, nós revelamos a perfeita rede de conexão entre nós chamada Malchut do Infinito e, no caminho, a vemos, parcialmente, em várias formas. Por isso, quando chegamos a correção final, não há mais formas. Tudo se dissolve na Luz branca. Como está escrito: “Ele e Seu nome são um.”

Entretanto, por enquanto, existem todos os tipos de formas, as propriedades, os mundos, e ocultações escondendo de nós a perfeição, que revelam mais uma vez através da estrutura de todos esses mundos. Ocultação foi criada de cima para baixo, de baixo para cima, a revelação acontece por as mesmas etapas, nos mesmos mundos.

É por isso que devemos tentar imaginar todo o texto na conexão entre nós: o que ele fala e o que forma a conexão.

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Da 2a. parte da Lição Diária de Cabalá de 31/05/2011, O Zohar

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Revelando A Luz Do Infinito Entre Nós
O Ponto Central De Conexão