Textos na Categoria 'Zohar'

Para Não Lamentar O Tempo Perdido …

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso manter a intenção constante de que O Zohar fala, sobre a conexão entre nós?

Resposta: A principal coisa é a intenção. Se você consegue ouvir o texto do Zohar e mantém a intenção correta, então ouça. Se você não consegue ouvir, já que ouvir desvia você da intenção, então fique na intenção.

A mesma condição, de manter a constante intenção de ser corrigido pela Luz, aplica-se ao estudo de todos os outros materiais Cabalísticos e, em geral, em cada momento da vida. Se a pessoa não consegue permanecer na intenção, é uma pena desperdiçar esforço e perder tempo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar

Quem Coloriu A Luz Branca?

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 431: O preto é muito escuro. Esta cor não é percebida na escuridão. Onde foram tingidas essa cor preta e a escuridão? Quando este vermelho se fundiu no azul e as cores vermelho e azul se misturaram, a fusão da impureza de Midat ​​ha Din se fundiu nas profundezas, Malchut de Malchut, e a lama e o lodo foram feitos daí, como está escrito: “Cujas águas lançam lama e lodo”.

O Zohar explica a qual qualidade, a qual Sefira cada cor corresponde. Naturalmente, tudo se origina de Malchut e é percebido nela: nós observamos todas as qualidades de dentro de Malchut. Há 9 Sefirot antes de Malchut, que são as qualidades do Criador, as qualidades de doação. Mas quando Malchut as recebe e começa a trabalhar com elas, elas assumem vários tons nela, conforme a capacidade dela de doar, de Keter a Yessod.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar

O Fogo Do Inferno

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 443: O juízo dos castigos do Inferno é julgar ali aos malvados. Por que eles são julgados com o castigo do Inferno? O Inferno é um fogo que arde dia e noite, como os malvados, que se aquecem no fogo da inclinação ao mal para violar as palavras da Torá. A cada vez que eles se aqueceem na inclinação ao mal, o fogo do Inferno arde neles.

O Inferno significa os estágios da revelação do egoísmo como o mal, quando a pessoa se sente como um receptor, e o fogo da vergonha a queima. Este fogo nos exorta a nos corrigir.

Além disso, neste estado do Inferno, a pessoa tem tudo, exceto a qualidade de doação, e é por isso que ela sofre. Eu tenho toda a abundância, a satisfação do meu egoísmo, mas não os desejo. Eu quero estar em doação, porque isto me aproximado Criador. Eu não quero ser um receptor! Isto é o que o Inferno significa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/11, O Zohar

Deixe Os Ossos Para Os Cães

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 487: Há uma alegoria sobre um rei que fez uma refeição para sua família. Enquanto eles faziam a sua vontade, eles comiam junto com o rei e davam a parte dos ossos para os cães mastigar. Quando sua família não fazia sua vontade, o rei dava toda a refeição para os cães e os ossos para sua família.

Pergunta: O que é esse alimento que todo mundo come à mesa do rei?

Resposta: “Alimento” significa que você recebe o prazer de doar. E você tem que receber esses prazeres também em prol da doação.

Isso fala da atitude, da sensação, das ações nos desejos. Os “cães” dentro de mim estão sentados debaixo da “mesa” dentro de mim, onde eu sinto os “gostos (sabores) do rei”.

Quais são os “gostos do rei”? O que é a “mesa do rei”? São todos os prazeres que se revelaram a partir da doação, que o rei deseja doar. Ele gosta de doar. Ele deseja que você também goste de doar aos outros.

Então, se você doa e desfruta, toda a questão é: O que está lhe dando prazer? Você está desfrutando do fato de que é parecido com o rei? Você está gostando disso porque Ele recebe o prazer da sua equivalência com Ele? Ou você está desfrutando porque você recebeu algum prazer? Se sim, então você imediatamente se transforma de uma pessoa que se senta à mesa em frente ao rei, em um cão que mastiga os ossos debaixo da mesa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/07/11, O Zohar

Vamos Viver!

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 432: … Todas as pessoas no mundo sabem que vão morrer e voltar ao pó, e, portanto, muitas se arrependem e retornam ao seu Mestre por causa deste temor. Elas temem pecar diante Dele.

Pergunta: Qual é o significado de “morrer”?

Resposta: “Morrer” ou “viver” tem relação com o desejo. De acordo com O Zohar, “vivo” significa doar e “morto” significa receber.

Na espiritualidade, não há vida ou morte. Nós falamos de vida e morte em nosso mundo porque percebemos apenas uma forma de existência e vemos que esta forma parece desaparecer de nós. Nós pensamos que a vida é o corpo quando ele está respirando, e a morte quando ele pára de respirar.

Mas, para uma pessoa que começa a sentir a espiritualidade, esta distinção torna-se muito estranha. Como é possível que esta seja a indicação com qual nós fazemos a diferença entre o que existe e o que não existe, entre o que está vivo e o que está morto? Isso porque esta pessoa passa a perceber uma forma diferente de existência, e as noções materiais de vida ou morte desaparecem para ela.

Se a pessoa muda para uma percepção mais importante, quando a doação é considerada a vida, e a recepção a morte, ela se eleva acima do nível de um animal para o nível de um ser humano, e a vida para ela significa a existência no nível humano, e a morte a existência no nível animal. Ele não conecta a vida e a morte à existência do corpo animal.

Então, este corpo animal desaparece de sua sensação, perdendo seu significado em definir seu estado, de vida e morte. Mesmo que o corpo morra, a pessoa já está em um nível diferente de desejo, na sensação de vida e morte em relação à espiritualidade, e ela está unida a isso.

Portanto, este mundo já não a faz experimentar quebras no processo de desenvolvimento da alma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/11, O Zohar

O Longo Caminho Para O Temor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que fase precede o temor (medo) do Criador?

Resposta: Desde o início a pessoa trabalha apenas na conquista do temor. O temor é chamado de primeiro mandamento. A partir de que momento começamos a trabalhar com o temor? É um longo caminho até alcançarmos o temor, até começarmos a sentir que o temor é tudo que nos falta.

Em outras palavras, o temor é a sensação de ser dependente do Criador para tudo. Mas esta dependência não é adquirida simplesmente tremendo de medo ou acreditando cegamente no que alguém disse. Pelo contrário, a pessoa sente isso após verificar-se em tudo o que enfrenta em seu caminho e ver que é incapaz de alcançar o objetivo, a importância na qual estava trabalhando há tanto tempo, que agora ela não pode escapar ou apagar isso de sua mente. Então, ela percebe que tudo depende apenas em adquirir a atitude correta para com o Criador.

A pessoa deve receber essa atitude do Alto, numa forma preparada; o temor tem que nascer de dentro. A pessoa não sabe como é este Kli (vaso). Nós não sabemos o que é o temor. Nós podemos confundi-lo com o temor deste mundo. Mas, na realidade, o temor é ser ou não ser capaz de sentir o Seu amor.

Esta sensação não pode ser sentida em nosso mundo. Não podemos nem imaginar como isso seria possível. Isso é até que ponto ela está de nós.

 Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/11, O Zohar

Estude Com Felicidade

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós precisamos manter a intenção e imaginar algo sensorial em vez de palavras. Nossa imagem sensorial deve incluir dois componentes:

1. A felicidade de abraçar a Torá, algo muito elevado que ainda não estamos em condição de apreciar;
2. O desejo, a necessidade de realmente se conectar e fundir com ela.

É por isso que eu preciso experimentar a felicidade de respeitar a Torá e perceber a importância do objetivo ao qual estamos conectados. Eu também tenho que sentir o desejo de me tornar digno de todas essas qualidades de doação, de modo que elas se vistam em mim, no meu vaso espiritual, e eu realmente me torne o doador, irradiando a Luz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11Shamati # 5

O Amplificador Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Zohar descreve um estado no nível dos 125 graus, o mundo do Infinito, o mundo da adesão, o mundo da nossa correção absoluta, quando nós adquirimos equivalência em qualidades com o Criador. Por essa razão, indepententemente de quão distante e opostos nós estejamos desse estado perfeito, carecendo de qualquer ponto de contato com ele, mesmo no mais ínfimo grau, a força da nossa pressão acaba sendo maior, especificamente no estado oposto, conforme os nossos esforços em alcançar a perfeição. Aqui, a distância realmente trabalha a nosso favor.

Eu não criei esse estado oposto; Aquele que eu desejo alcançar criou. Por esta razão, um grama de esforço que eu faço para estar com o Criador, a despeito dessa maior distância possível, é multiplicado por 125 graus. Em outras palavras, esses graus trazem benefícios em meus esforços.

Da mesma forma que tudo é feito para um bebê quando ele chora. Mas, quando a criança de dois ou três não chora, os adultos não dão mais atenção a ela.

A distância máxima trabalha especificamente de forma que ela multiplica a força dos esforços da pessoa na outra extremidade da escada de graus. Por isso nós precisamos apreciar nosso estado e desejar alcançar o estado final tanto quanto possível. Então, nossos esforços serão realmente grandes.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11, O Zohar

O Mundo Através Do Prisma Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que os nossos esforços de união durante a nossa leitura do Livro do Zohar impactam o mundo? Que mudanças isso introduz?

Resposta: Não há mundo propriamente dito. Seus esforços constroem essa realidade para você. Agora, parece que você a vê. Conforme os seus esforços, você cria uma outra realidade, um mundo diferente. O que você faz é o que você recebe.

A espiritualidade não tem imagem. Ela não tem qualquer imagem específica, a menos que a pessoa a crie dentro de si, dentro dos desejos que ela juntou e reuniu em um único desejo.

Nós devemos refletir sobre isso o máximo possível, a fim de nos acostumarmos com esta visão da realidade. Não se trata da realização espiritual. Eu estou dizendo que cada pessoa em nosso mundo, que ainda não alcançou a espiritualidade, pode ainda optar por ver a realidade tal como sugerido e assim começar a experimentar algumas impressões sensoriais.

Pergunta: Mas como é que os nossos esforços de união afetam os desejos mais espessos dentro de nós, onde não há desejo de união? Parece que no nível mais profundo, eu não tenho a menor aspiração ou desejo de me unir com os outros ….

Resposta: Eu sou feito de todos os tipos e formas de desejos, de todos os níveis de Aviut (aspereza, espessura), incluindo os desejos que não mudam até a correção final. Estes desejos se revelam em mim em todas as combinações possíveis, as quais não sou o único a gerar.

Eu devo, da melhor forma possível, moldá-los em uma forma espiritual, ou seja, levá-los à unificação com os desejos que parecem estranhos a mim e que eu rejeito, desprezo, e com os quais não quero ter relação: “Quem são eles, afinal?! Por que eu preciso me unir com eles?”.

Eu devo superar este ressentimento e tentar me unir com eles se eles tiverem um desejo semelhante ao meu pela espiritualidade. Por enquanto, é só com eles. E se nós tentarmos superar o nosso ressentimento mútuo e nos unirmos, construiremos o “lugar” para a revelação de um grau mais interior.

Pergunta: Às vezes, eu sinto como se estivesse diante de um muro, tentando atravessá-lo com tudo o que eu tenho, mas não ele se move. O que devo fazer neste estado?

Resposta: Peça ajuda aos amigos…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/11, O Zohar

Procurando A Novilha Vermelha E O Poço De Água

Dr. Michael LaitmanOs livros de Cabalá usam diferentes imagens para descrever a conexão entre Malchut e Bina. Por exemplo, eles usam a imagem de um poço, vazio ou cheio de água. Um poço vazio (Malchut) consome tudo e permanece vazio. Enquanto que um poço cheio de água é a conexão apropriada de Malchut e Bina. Ou o contrário, o desejo de Malchut eleva-se à Bina, ao céu, e obtém água daí. É por isso que chove.

Outra descrição da conexão entre Malchut e Bina é a “novilha vermelha”, um sacrifício purificador, cujas cinzas purificam alguns e, ao contrário, tornam outros impuros. Todas essas transições são relacionadas à forma como Bina e Malchut incluem-se uma na outra: se Bina torna-se incluída em Malchut ou Malchut em Bina, e qual delas domina, pois uma conexão traz purificação, e outra impureza.

A “novilha” simboliza a força de Bina, a força de doação, porque ela dá leite (a Luz de Hassadim ou da Misericórdia). Mas se ela for vermelha (Aduma em hebraico), o que significa que está ligada ao solo (Edom), então ela está misturada com Malchut. E quando as forças de doação e recepção (Bina e Malchut) se conectam, é o homem quem determina qual será a força resultante.

Se o homem tem a intenção de corrigir-se e atingir a doação, ele vai tirar a força de doação exatamente dessa conexão de forças chamada de “novilha vermelha” e se purificará. Mas se ele já era puro, um novo desejo egoísta se revela nele, e se ele é ainda incapaz de trabalhar com ele, ele se torna impuro.

A Torá fornece instruções detalhadas sobre como encontrar uma novilha vermelha e queimá-la, e o que precisa ser feito com as cinzas. Estas não são ações simples, porque nada disso existe em nosso mundo, embora os cientistas estejam à procura de vestígios de uma novilha vermelha para provar que ela existiu uma vez, mas agora desapareceu.

Durante os tempos do Templo, a nação inteira estava em um nível espiritual, devido à sabedoria da Cabalá, como está escrito: “Todo adolescente conhecia as leis da impureza e da purificação”, que é a diferença entre a recepção egoísta e a doação. Em outras palavras, o nível deles correspondia à conexão de Bina e Malchut, chamado de “novilha vermelha”, e eles podiam entender a que a Torá se refere.

Toda a Torá é uma descrição da ordem de correção, uma “instrução” (Oraa) sobre a correção da alma.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 27/06/11