Textos na Categoria 'Zohar'

Um Apelo Para Corrigir o Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, escrito no século II da E.C. pelo rabino Shimon e os seus estudantes, é destinado à correcção espiritual da humanidade. Neste livro, os autores revelam um sistema de controlo do universo, mas ele fizeram-no com grandes cautelas.

O livro está escrito num certo estilo para que possa ser percebido apenas por aqueles que estão na realização espiritual e que penetram no significado interno das palavras. Outros perceberam O Zohar como um livro sobre vários milagres ou como uma narrativa histórica.

A revelação inicial d’O Livro do Zohar no século X da E.C. produziu muitas consequências negativas, que são sentidas até hoje. A humanidade não entendeu este livro porque não estava preparada para o seu surgimento. As pessoas decidiram que ele falava de milagres e misticismo, e começaram a usá-lo para produzir amuletos, venenos, antídotos, e por aí fora.

Por outro lado, a disseminação d’O Livro do Zohar teve um papel positivo, acelerando o desenvolvimento interno da humanidade. A força oculta neste livro deu um impulso poderoso para colocar em marcha o desenvolvimento tecnológico e social, finalmente levando a nossa geração para a necessidade de se livrar do egoísmo.

Hoje, quando a interdependência global se revela no mundo, O Livro do Zohar se destina a ajudar a humanidade a adaptar-se ao novo sistema e a perceber a essência da sua existência. O sucesso deste processo depende da disseminação da elevada sabedoria nas massas.

As acções actuais dos Cabalistas para unir “empurram” o método de correcção pelo mundo. Uma Luz enorme emana de nós, muito embora ainda não sintamos isto sequer por nós próprios. O mundo começa a ver, sentir, e perceber em que tipo de estado está. Muitos cientistas já têm escrito acerca da necessidade de mudar a natureza humana, mas não sabem como fazer isto.

Assim, a nossa tarefa é a disseminar o método de correcção espiritual ao mundo. O artigo do Baal HaSulam, “O Chifre do Messias” (no sentido de um apelo à correcção) fala desta missão. Sem obter o conhecimento básico sobre o objectivo da sua existência, a humanidade cairá no desespero e está em risco de fazer muitos erros graves, mesmo ao ponto de deixar que outra guerra mundial comece.

A disseminação do método de correcção nas massas é chamada de “chifre” (Shofar) porque é semelhante ao som de um chifre de carneiro, que expande a grandes distâncias. O estudo correcto e a adaptação da Cabalá, o tipo de trabalho correcto com os amigos no grupo produz uma Luz especial, chamada “o profeta Elias”. Esta é uma força que nos revela os segredos do universo. Sob a sua influência, o mundo superior começa a vir, a emergir do véu da ocultação. Está escrito, “Elias virá e resolverá todas as questões e problemas”, isto é, esta força abrirá os nossos olhos para a verdadeira imagem da existência.

A revelação da Cabalá nas massas é uma condição preliminar e necessária da ascensão total do nível egoísta ao nível de doação e amor. Portanto, no nosso tempo a oportunidade emergiu para criar um comentário completo ao Livro do Zohar, com cuja ajuda nós atraímos a Luz superior e percebemos o método da correcção espiritual da humanidade.

Da Lição Virtual em 31/07/11

O Zohar Se Revela No Amor

Dr. Michael LaitmanA fim de revelar O Zohar, nós devemos atingir o estado adequado para revelá-la. A Luz superior está em repouso absoluto. O Criador está simplesmente oculto dentro da criação, porque a criação é incapaz de estar em um estado onde o Criador fosse revelado nela.

Portanto, as mudanças só podem ocorrer dentro da criação. A criação tem que mudar, de modo que ela atingirá as condições para a revelação do Criador, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Assim que atingirmos certa medida de equivalência com a qualidade do Criador, nós O revelamos. A qualidade mínima na qual revelamos o Criador, tornando-nos semelhantes a Ele, é alcançada quando nos unimos uns com os outros em uma conexão mínima.

Como isto é possível? Acima da força de repulsão que nos separa uns dos outros, acima do ódio e da falta de vontade de nos unir, nós tentamos despertar um desejo dentro de nós, uma necessidade constante de nos unir em nossas aspirações internas, em doação mútua, para criar um estado que expresse a qualidade do Criador – conexão mútua, doação e união, pelo menos no menor grau.

Mas mesmo se não formos capazes de fazer isso, devemos desejar que isso aconteça. Então, a força oculta em nós, o Criador, nos ajudará, nos aproximará, e construirá o estado de união dentro de nós, tornando-o realidade.

Em essência, não há mais nada para nós pensar que não seja tentar alcançar a união entre nós a partir da repulsa e do ódio, e para revelar isso nós também precisamos de persistência constante e aspiração.

Portanto, ao ler O Livro do Zohar, nós temos que tentar pensar constantemente na rede de conexão entre nós, que já existe, mas ela existe em antipatia mútua, na falta da importância da união. E nós temos que desejar que ela se transforme em sua forma oposta – a união entre nós. Quando a nossa união se tornar ao menos um pouco semelhante ao Criador, à Luz, a Luz começará a fluir através dela, que é chamado de revelação do Criador à criação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, O Zohar

Um Detector Para Revelar O Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar fala sobre as conexões entre nós, porque não há mais nada para se falar em toda a realidade. A realidade é única. Nós estamos dentro da Luz, do Criador e temos que revelar o nosso verdadeiro estado.

Na medida em que tentamos revelá-lo, temos a sensação de escuridão interna, a qual podemos dispersar, abandonar com a ajuda de esforços mútuos na conexão entre nós. Com estes esforços mútuos, ajudamos a Luz a se tornar revelada.

É exatamente isso o que nós temos que fazer. Não há nada além de nossos esforços, o desejo, a preocupação, o pedido e a aspiração pelo estado de revelação. Então, qual é o problema? O problema é que desejar esta revelação significa desejar o estado que é oposto a nós. Nós nos encontramos entre duas aspirações: a atração natural para nós mesmos, e a aspiração artificial exterior, para fora de nós.

Portanto, através de esforços diferentes, por qualquer meio possível, eu tenho que ser inspirado pelo ambiente e atingir um estado onde a aspiração para fora se tornará mais importante para mim do que a atração natural para mim.

Se eu sou capaz de adquirir essa importância com a ajuda dos esforços e o pedido pela Luz, para que ela se torne revelada e me ajude, isso significa que sou capaz de revelar a conexão entre nós. Conforme eu revelo esta conexão, eu revelo a Luz, o Criador. Isso porque a Luz se revela dentro de nossa conexão, mas eu não posso revelá-la: falta-me o detector.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, “O Zohar

Jogar O Jogo É Negócio Sério

Dr. Michael LaitmanO jogo é a tarefa mais importante para nós. Portanto, quando estamos lendo O Zohar, devemos brincar (jogar) de ser grandes Cabalistas e imaginar que vivemos no mesmo estado como os autores do Livro do Zohar, aqueles que primeiro revelaram o quanto eles se ressentiam entre si, mas depois se uniram.

No início, eles se odiavam e por isso não sentiam nada além de seu estado animal, o estado deste mundo. A partir de uma descida tão profunda, eles começaram a subir ao nível espiritual da doação e garantia mútua, quando seu vínculo se tornou tão forte que eles revelaram o que é descrito no Zohar.

Portanto, a partir da nossa falta de conexão, nós também devemos tentar encontrar um vínculo tão forte quanto o deles, e assim descobriremos o que O Zohar narra, alcançaremos o nível dos autores do livro. Se eles começaram com ódio, literalmente querendo matar uns aos outros, apesar não alcançarmos uma consciência tão profunda do mal, até onde somos capazes de fazê-lo e corrigi-lo, alcançaremos ao menos certo grau de compreensão sobre o que eles escreveram, e nos elevaremos ao mesmo grau que eles revelaram.

Pergunta: De que modo o jogo está conectado à ação de atrair  a Luz Circundante?

Resposta: O jogo é tudo. É a única ação que realizamos. O jogo significa que eu me esforço por aquilo que eu desejo alcançar. Qual é a diferença entre este jogo e qualquer outra ação criativa em nosso mundo, se ao fazê-lo eu também desejo ganhar algo com isso? Boa pergunta, mas neste jogo nós realmente não sabemos o que fazer. Ele tem um elemento de sorte, algo que não posso saber com antecedência. É por isso que ele é chamado de jogo.

Neste jogo, eu dependo dos outros como se estivéssemos em um verdadeiro estado jogando em alguma ação imaginária. Mas, na realidade, esta ação imaginária acaba por ser verdade quando chegamos a ela. Portanto, o jogo é considerado um negócio sério.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar

Pare De Olhar O Mundo Através de Uma Cortina Rasgada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que frase eu posso escrever na minha frente, em letras maiúsculas, para que toda vez que eu me distraia e meus pensamentos vagueiem, eu possa voltar e me concentrar novamente?

Resposta: Imagine um estado ao qual vale a pena constantemente aspirar, e o descreva, de modo que essa frase possa imediatamente lembrar-lhe que você percebe a realidade como dividida e quebrada em diferentes partes somente porque você está dentro do egoísmo.   

Tão logo você elimine essa visão através do seu ego, tudo se torna um único todo. É como se você estivesse olhando para a realidade através de uma cortina que tem pequenos furos nela e o que você vê parece ser feito de partes separadas. Mas, então, você remove essa cortina dos seus olhos e toda a realidade se transforma em uma única realidade.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/11, O Zohar

Um Guarda-Chuva Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma“, Item 759: Uma vez que Nukva foi adornada – ou seja, construída por (Partzuf) AVI (Aba ve Ima) -, e ZA e Nukva voltaram a ser PBP (Panim ve Panim), essa forma do homem (ZA) veio pelo desejo por Nukva. Lá, na Nukva , o segundo homem de Beriafoi gravado e exibido, como sua forma. Está escrito sobre ele, “E gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem”.

O Livro do Zohar fala apenas do que está acontecendo na rede que conecta as almas. A soma total de todas essas conexões entre nós é chamada “mundo superior”, cujas imagens são descritas pelo Zohar, incluindo as forças, Luzes, formas e imagens. Não há mais nada para nós imaginar, porque é isso que estamos vivendo!

Cada um de nós é um desejo de desfrutar, e fora de cada um de nós, nas conexões entre nós, há o mundo superior, cheio de Luz. Portanto, eu tenho que “embrulhar” o desejo de desfrutar, cobri-lo como que numa sombra, realizar uma restrição sobre ele e criar uma tela e a Luz refletida, e depois existir fora dele, nas minhas relações com os outros.

É exatamente disso que O Zohar fala: que forma ou imagem eu assumo em relação aos outros. Se eu fizer isso, eu revelo tudo que lemos no Zohar. Caso contrário, eu estou dentro de mim, no meu desejo de desfrutar, e sinto apenas este mundo.

Nós podemos perceber tanto dentro de nós quanto acima de nós, fora de nós. “Fora de nós” significa na atitude para com o próximo, onde “próximo” são as pessoas com quem eu quero construir uma rede de conexão. Isso é chamado de “grupo”. Se eu me relaciono com o mundo inteiro desta forma, o grupo é o mundo inteiro.

Enquanto eu corrijo minhas qualidades, se eu desejo revelar a força que fundou tudo, eu a revelo de acordo com a lei de equivalência de forma. Assim que minha rede de conexão com as outras pessoas adquire uma forma espiritual, uma essência espiritual, a verdadeira doação mútua, o primeiro nível da garantia mútua, em seguida, dentro dela, eu imediatamente sinto o Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar

O Ponto Onde se Entra no Mundo Espiritual

Pergunta: Qual é a razão para o fato de que quando lemos O Livro do Zohar e mantemos uma intenção muito tangível, de repente ela desaparece e percebemos que ela desapareceu apenas uma vez que nos lembramos sobre isso?

Resposta: Isso é óbvio! É dado a nós para que seja exigido a sensação. Nós somos incapazes de manter dois pensamentos em nossa mente. O que pode ser melhor do que me sintonizar corretamente antes de ler O Livro do Zohar, juntamente com os amigos, em um círculo, e dentro dele desejar revelar o que estamos lendo?

No entanto, o que acontece é que eu me sintonizo e começo a ler, e de repente eu faço uma imersão no texto um pouco mais profunda. Então eu não o uso como”Segula”- a qualidade especial da Luz, que pretende revelar na conexão entre nós. Em vez disso, posso mudar a minha atenção para o texto em si, aspirando a entendê-lo e para atingi-lo, a forma como eu leio os livros regularmente, desejando descobrir o que eles estão falando. Eu não percebo o que está escrito lá como algo que acontece dentro de mim, entre nós, dentro de nós, mas como algo que existe fora de mim. Eu imediatamente mudo para a imagem externa. [Leia mais →]

Abra Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 585: Aquele que se apega a Malchut abaixo das letras, ela o eleva, porque a partir daí ela é construída por um Zivug PBP (face-a-cara) com o ZA. …pois ela é tudo – está incluída em todos, de cima, de baixo e do meio.

Com base nisso nós vemos que não temos nada com que nos preocupar além da conexão com Malchut. À medida que injetamos nossos desejos em Malchut, partes de Malchut unem-se entre si, e as nove primeira Sefirot começam a influenciá-la.

Malchut é o ponto de conexão entre as almas na rede comum que conecta todas elas. Malchut é a conexão entre as almas. Se injetarmos nessas conexões nossos desejos, que recebemos uns dos outros, então esses desejos se unem entre si em Malchut. Na medida em que os nossos desejos comuns estão presentes neles, as qualidades das primeiros nove Sefirot, que são as qualidades do Criador ou ZA, manifestam-se neles, e a Luz se revela a nessa conexão.

Portanto, não devemos nos preocupar com as primeiras nove Sefirot, com Zeir Anpin e as outras qualidades do Criador, mas apenas com os nossos desejos, de modo a uni-los. Quanto mais falamos disso, mais estamos imbuídos nisso, mais ouvimos e pensamos nisso, mais este novo desejo de união toma forma dentro de nós. Nós entendemos que o mundo hoje tem necessidade desta união e está se movendo em direção a ela, tanto no sentido espiritual quanto no sentido material.

É exatamente isso que devemos ver em tudo que nos rodeia: tudo o que nos falta é esta união. E ela é o único meio de corrigirmos todas as deficiências.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/07/11, O Zohar

A Escada Das Propriedades

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Ítem 503: “Você deve fazer uma mesa”. Uma mesa fica dentro do tabernáculo com a alta bênção sobre ela, e comida para o mundo inteiro vindo dela. Esta mesa não pode estar vazia nem um minuto sequer; em vez disso, a comida deve estar sobre ela porque não há bênção num local vazio. Por esta razão, deve haver sempre pão sobre ela de forma que a alta bênção esteja sempre nela. Dessa mesa partem a bênção e a comida para todas as mesas do mundo, que são abençoadas graças a ela.

A chave durante a leitura de O Livro do Zohar é organizar o sistema de valores dentro de si mesmo de forma que a cada palavra a pessoa se mova ao longo da escada de propriedades e das definições interiores, percebendo que tudo existe dentro do seu desejo. Este desejo tem sombras múltiplas, e dentro delas a pessoa tem de tentar perceber o material de estudo. Então, como resultado destes esforços, a Luz Circundante virá até ela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/7/11, O Zohar

A Sabedoria Não Será Esquecida No Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma(Doação)”, Item 422: Mas eu estou perplexo com os sábios da geração – como eles podem deixar mesmo por um instante de estar diante do Rabi Shimon estudando a Torá, enquanto o Rabi Shimon está no mundo. Mas nesta geração a sabedoria não será esquecida pelo mundo. Ai do mundo quando ele se for, os sábios ficarão escassos, e a sabedoria será esquecida no mundo.

Esta não é uma referência à história. A geração do Rabi Shimon é um nível espiritual elevado ao qual a pessoa pode se conectar e, consequentemente, receber deste grande nível chamado “Rabi Shimon”. “Rabi Shimon” não é o nome de um indivíduo, mas o nome da fonte de Luz de um determinado nível (Arich Anpin do mundo de Atzilut).

Portanto, a pessoa deve tomar cuidado para não perder a aspiração interna e constante de estar conectada ao Zohar – a própria Luz que existe no nível chamado “Rabi Shimon”. Então, conforme a aproximação ou o distanciamento da pessoa desse nível, ela pode avaliar seu avanço ou distanciamento do trabalho espiritual.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar