Textos na Categoria 'Zohar'

Sem Intenção Não Há Resultados

Dr. Michael LaitmanA diferença entre a espiritualidade e a corporalidade é que na espiritualidade a intenção vem em primeiro lugar e a ação serve apenas para implementar a intenção. Sem intenção não há nenhuma ação. Mesmo a intenção por si só é uma ação.

Assim, cada palavra que lemos no Livro do Zohar deve ser lida com uma intenção ao longo do texto. Nós só devemos pensar na intenção e estar nela, na hora que o texto “flui” para baixo, como se estivéssemos nadando num rio e precisássemos constantemente controlar e gerenciar a nós mesmos: como e em que direção estamos nadando?

Sem a intenção nós perdemos imediatamente a ação. Assim, a intenção deve estar acima e a ação abaixo, tanto no modo como a vemos como na prioridade.

Nós devemos pensar constantemente na intenção: o que eu quero com isso, como faço para dirigir as forças que são evocadas durante a leitura do Zohar, juntamente com os amigos, e o que eu quero como resultado da sua influência?

Se não concentrarmos sua influência sobre nós, não há resultado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, O Zohar

A Luz Abrirá A Maçã

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que o Criador nos ajuda a derrotar os “gregos” dentro de nós? Afinal, “Israel” dentro de mim (a pessoa que anseia pelo Criador) parece tão impotente frente a eles.

Resposta: Sim, diz-se que um rei velho e tolo e uma criança inteligente lutam um contra o outro. Nossa natureza é a inclinação ao mal, a grossa casca egoísta na qual um ponto minúsculo está escondido, e ele não tem nenhuma maneira de sair. É por isso que temos que despertar a nós mesmos!

Você é como um pequeno verme sentado dentro de um rabanete ou de uma maçã. Como você sai? É impossível. Ela rodeia você por todos os lados e não há saída. Você não pode fazer nada contra tais forças.

Mas, se houver mais amigos como você dentro dela, e cada um tenha um ponto no coração, então você junta todos esses pontos, lê O Livro do Zohar, e se conecta a ele querendo entender o que está acontecendo e o que o Criador quer de nós. Desta forma, você se conecta com o sistema superior e atrai a Luz Circundante que reforma.

Então, você tem uma chance, mas somente graças à Luz. A Luz é o Criador que é revelado a você.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, Escritos do Rabash

O Fim De Uma Ilusão Ou A Mudança De Um Paradigma

Dr. Michael LaitmanTudo o que nós revelamos agora em nosso mundo é uma forma corrompida da conexão entre nós. Na realidade, não há carros ou casas, nenhuma natureza  inanimada, vegetal ou animal, não existem pessoas – nada disso existe.

Existe apenas cinco fases dentro da alma e suas conexões com outras almas, e essas conexões estão corrompidas. Essas conexões corrompidas nos dão a forma deste mundo corrompido. E como o mundo não pode existir assim (uma vez que, em última análise, ele é corrigido), ele é chamado de mundo artificial, que por enquanto existe em nossas qualidades não corrigidas.

Assim que começarmos a corrigi-lo, imediatamente veremos um mundo e um estado corrigido, em vez do estado ou mundo corrupto, até que ele se torne o mundo do Infinito, onde não há limites para a distribuição da Luz, e tudo está corrigido.

No final, nós existimos dentro da estrutura única da alma coletiva, ou estamos lá como que divididos numa infinidade de partes interligadas. Quando essa estrutura é unificada, nós nos referimos a ela como um todo – esse é o Infinito. Quando ela está como que dividida numa infinidade de partes e não é percebida como um todo unificado, nós nos referimos a ela como “mundo”, certa ocultação do Infinito. Depois, nós vemos o Infinito como que numa menor resolução, de uma forma muito pior. Estes são os mundos, os mundos da ocultação. Mas nós sempre vemos apenas a conexão entre nós.

No nosso mundo nós construímos coisas diferentes, aparentemente artificiais: casas, carros, e assim por diante, e todas estas coisas também são formas de conexão entre nós. A fim de compensar a separação, a distância e a ruptura entre nós, nós devemos construir diferentes conexões artificiais. Em vez de corrigir a nós mesmos, nós estamos ocupados com toda esta capa externa. É por isso que o nosso mundo está cada vez mais corrupto, por um lado, e cheio de coisas desnecessárias no outro.

Se tivéssemos que corrigir a nós mesmos, não precisaríamos de nenhuma dessas tecnologias. Mas nós devemos existir neste mundo do jeito que ele está organizado, a fim de revelar o final, a ruptura, a crise e a falta de propósito, e depois passar para a correção interior. Esta é a revolução que está acontecendo na nossa geração – a mudança de um paradigma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/11, O Zohar

Apenas Deseje E Isso Se Tornará Realidade!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa atrair a Luz que corrige?

Resposta: Nós só podemos trazer o nosso desejo, a necessidade de se corrigir, mas quem vai corrigi-lo? Eu só posso revelar a quebra, enquanto o remédio só pode vir de Cima, da Luz. A Luz quebrou o nosso Kli ou desejo, e também o corrige. É a mesma Luz, a mesma ação, mas na sua forma oposta, que é o que eu desejo agora.

Acontece que além de revelar o desejo, eu não preciso de mais nada. Assim que eu revelar o desejo, isso é chamado de oração e todo o mal que eu revelei torna-se imediatamente corrigido. Se eu realmente revelo o mal na sua forma final em cada fase, ele se torna corrigido, porque lá eu inequivocamente alcanço a verdadeira oração, o clamor, o MAN – e a correção vem definitivamente para mim.

Da 2ª parte da Lição Diária Cabalá 14/12/11, O Zohar

O Controle Remoto Sobre O Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanNo Livro do Zohar, lemos sobre o sistema superior da mesma maneira que gostaríamos de ler sobre o projeto de algum sistema eletrônico ou mecânico. Nós apenas lemos e nos tornamos conectados a ele, mas não sabemos como ele funciona.

Colocá-lo em movimento não é a mesma coisa que saber como ele funciona. É o mesmo que quando executamos vários sistemas e trabalhamos com eles, sem saber nada sobre seu projeto. Suponha que eu tenha um sistema na minha frente. Foi-me ensinado quais botões apertar e em que direção mover as alavancas, a fim de operá-lo. Quanto menos eu sei sobre a estrutura interna do sistema, melhor. Pelo menos, eu não vou ficar confuso.

De maneira semelhante, devemos saber como operar o sistema superior. Então agimos de acordo com o princípio de “por Suas ações O conhecemos”: com base em nossas ações, nós começamos a ver este sistema, entender, sentir e estabelecer uma conexão com ele. Nós somos apenas como um maquinista que começa a conhecer o caráter de sua máquina ao invés de alguma outra máquina e descobre as propriedades dos metais que ele usa para transformar formas diferentes. Ele sabe, ouve, sente, e até mesmo cheira os odores provenientes da máquina. Ele pode lamber um parte e dizer-lhe de que metal é feito apenas pelo sabor.

Assim, a partir das ações, começamos a aprender sobre o sistema. Primeiro, somos ensinados que “botões” pressionar, assim como nós ensinamos uma criança: “Olha, se você pressionar este botão, as luzes acendem. Se você ativar esta alavanca, o carro começa a se mover”. É assim que começamos a aprender sobre o mundo.

A mesma coisa acontece no mundo espiritual. Nós aprendemos sobre um sistema que é extremamente diversificado, multifacetado e complexo. Ele tem um número infinito de elementos e conexões, conectando todas as almas juntas em todas as situações, não só neste mundo, mas em todos os mundos superiores também.

Isto é algo que não somos capazes de imaginar. O sistema inteiro não pode ser correlacionado por nossas mentes, porque as conexões, dimensões e tudo o que existe lá está além do tempo, movimento, espaço e é mais rápido que a velocidade da luz.

Independentemente de tudo isso, nós ainda podemos colocar este sistema em movimento para que ele nos influencie. Nós não sabemos como ele funciona, mas podemos operá-lo. É assim que muitas vezes usamos a natureza. Por exemplo, há muitos remédios da “vovó”  que são passados ​​de geração em geração. Sabemos como eles funcionam? Não, só sabemos que eles ajudam. Da mesma forma, os animais encontram uma erva necessária que pode curá-los. Eles não se confundem, ao contrário de nós, com nossas farmácias e drogas.

Assim, devemos saber o que vai ajudar. Precisamos “pressionar o botão” e obter uma resposta. Não é fácil. Eu não sei o que é explicado no Zohar, mas lendo-o juntamente com todos os outros, eu tenho uma oportunidade de despertar o sistema para que ele funcione em mim. Por outro lado, se eu não “pressionar o botão”, não vai funcionar em mim, mas ele irá influenciar toda a realidade em geral, toda a humanidade. Devo despertá-lo para que ele funcione em mim pessoalmente.

Assim, pela leitura do Livro do Zohar, nós “pressionamos o botão” para o sistema agir sobre nós pessoalmente: tanto no nosso grupo quanto no geral, porque lemos este livro em conjunto, bem como sobre cada um de nós individualmente. Vamos tentar colocar este sistema em movimento.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabalá 28/11/11, O Zohar

O Zohar: A Narrativa Sobre A União

Dr. Michael LaitmanO trabalho espiritual se concentra na união entre nós e na fusão com a força superior que nos molda. Como eu posso de forma rápida, correta e efetiva, unir os três fatores: eu, o grupo e o Criador? Para conseguir isso, os Cabalistas escreveram seus livros para nós. Na realidade, esses livros são destinados a eles, para que eles possam compartilhar impressões e se unir e uns com os outros.

Quando eu leio um livro escrito por um Cabalista, ele me revela o que descobriu por ele mesmo. Obviamente, ele não escreve sobre o mundo material, mas sobre a sua realização espiritual, sobre os vários estados espirituais, e durante a leitura, eu também os experimento.

Em nosso mundo, ao ler uma ficção, eu me imagino como o herói, vivendo através da situação descrita. No entanto, ao ler um livro de Cabalá, o Cabalista não fantasia, mas experimenta o estado espiritual apropriado, sentindo o mesmo que o autor. Em sua época, o autor revelou uma realidade, e agora eu entrei nela, descrevendo-a dentro de mim mesmo por meio de forças espirituais.

Os Cabalistas poderiam se limitar à linguagem técnica dos símbolos, como os programadores que escrevem códigos na “linguagem de computador”. Às vezes, nós vemos aqueles “hieróglifos” na tela e não podemos compreendê-los. Na verdade, nada mais é necessário. Afinal, eu só preciso saber como combinar os meus desejos: em qual forma de doação, em relação a quem e para quê. Assim, eu descrevo um estado particular. Eu percebo uma imagem da realidade dentro de mim, em meus desejos e pensamentos, e ela pode ser descrita de uma forma simples.

O Livro do Zohar é diferente. Ele é escrito numa linguagem poética e fala de nossos sentimentos, utilizando os conceitos de nosso mundo e sua psicologia. Nós não devemos esquecer que realmente falamos do mundo espiritual, da nossa realidade interior, como estamos unidos uns com os outros. Qualquer estado descrito no Livro do Zohar mostra-me como eu, o grupo e o Criador nos unimos novamente. Esta é a única coisa que se deve pensar ao ler O Zohar. Assim, o livro certamente nos ajudará a revelar as relações nos níveis mais elevados.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/11, O Zohar

O Amor Que Revela o Infinito

Pergunta: É muito difícil encontrar alguma conexão entre as palavras ou as letras no Livro do Zohar e o amor dos amigos. Como se faz isso?

Resposta: Eu já disse que nós não definimos a palavra “amor” corretamente. Amor significa conexão, equivalência de forma, equivalência de atributos. Não é o conceito de amor que usamos em nosso mundo: eu amo o que me pertence, e eu não amo o que não é meu.

Nós construímos o amor, na verdade, adquirimos o amor. Através dos esforços que faço, alterando e corrigindo meus atributos, eu alcanço o amor. Não é um amor que é típico da minha natureza e do meu caráter, quando eu amo uma coisa e não outra. Eu, naturalmente, amo os que são chegados a mim, e não os que estão distantes porque eu quero usá-los para preencher meu ego. Não estamos falando sobre tais relações. Tudo o que acontece dentro do nosso ego não tem nada a ver com o amor do qual fala a sabedoria da Cabalá.

Quando estou no grupo e tento trabalhar na conexão com os amigos, eu sei que tudo é retratado apenas na minha imaginação. Na verdade, não há nenhum grupo ou qualquer outra coisa; Só eu existo. Todas as imagens externas que eu vejo são apenas um jogo da minha imaginação. Meu ego, que ainda me domina, me divide em internalidade e externalidade.

Se eu me corrigisse, eu voltaria para a imagem verdadeira que realmente existe agora, mas está oculta de mim pelos graus e pelos mundos (ocultamentos); eu gostaria de voltar ao mundo Infinito, onde não há “eu” e não há “outros”. Tudo é o meu desejo, meu vaso onde há o Criador, o preenchimento, e onde não há ninguém além Dele. Assim é que eu deveria imaginar toda a realidade.

Então, o que é amor? É a realização dos atributos de amor e doação, doação aos outros, amor dos outros. Eventualmente, é tudo sobre superar a mentira na qual estou. Isso é tudo.

A realidade infinita está dividida pela força de separação em numerosas formas que parecem estar fora de mim. Isso foi feito intencionalmente. Esta é uma falsa imagem da realidade. Se eu trabalhar na base dessa falsa forma que eu não posso anular, se eu subir acima dela e me reunir ao Infinito em um todo, então mesmo que a falsa forma permaneça, eu atinjo a sensação do Infinito que é 620 vezes mais forte na minha verdadeira sensação, compreensão e conscientização.

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Da 2a parte da Lição Diária de Cabala, 29/11/2011, O Zohar

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Amar “Como A Si Mesmo” É Amar Mais Do Que A Si Mesmo

 

Entendendo Os Grandes Cabalistas

O Criador é a força de doação que domina toda a realidade. A força de doação pode brilhar à distância. Não importa quem somos e de que matéria somos feitos, sua doação a nós pode nos fazer semelhantes a ela: transformar-nos naqueles que doam.

Para se conectar com esta força, aqueles que a alcançaram descrevem as diferentes revelações da força de doação, o Criador. Eles nos contam sobre o mecanismo do Seu sistema de doação a nós, e assim nós podemos nos conectar com Ele. De fato, nunca podemos dizer nada sobre uma pessoa. Nós podemos falar apenas sobre como suas ações são reveladas a nós. Baal HaSulam escreve que nós nunca podemos conhecer a “essência”, mas somente as ações da essência.

É o mesmo com o Criador. Porque está escrito: “Através das Suas ações, nós O conhecemos”. Através das Suas ações, nós gradualmente percebemos Sua imagem correta. Isto é porque Suas ações estão impressas dentro de nós de diferentes formas. A partir delas, começamos a entender, refletir, esclarecer, e organizar as ações do Criador, e, depois, podemos criar Sua imagem. Tudo provém das nossas impressões, e é assim que alcançamos o reconhecimento. [Leia mais →]

Uma Oração Do Coração

Pergunta: Cada vez, depois de um dia intenso, as aulas da manhã parecem “curar todas as feridas”, abrindo uma nova página e nos dando um novo impulso.

Resposta: Isso mesmo, durante todo o dia vocês fazem muitas coisas, se preparam, e fazem seu trabalho interno para que na manhã seguinte, possamos fazer um grande avanço.

Pergunta: Como podemos manter a tendência de desacelerar antes da convenção?

Resposta: Nós não vamos desacelerar. Afinal de contas, nós nos tornamos um grande vaso global, o Kli mundial, e nós temos o poder de nos unir e não perder a deficiência. Além disso, devemos entender que temos que fazer apenas a metade do trabalho: a criação da deficiência, um vaso. O preenchimento virá do Alto, a Luz que Reforma vai fazer o trabalho. Temos que reconhecer o mal, nossa falta de poder, e essa será nossa maior realização. Ao mesmo tempo, precisamos de esperança, prontidão e confiança de que a Luz Circundante vai fazer seu trabalho.

Portanto, a fim de elevar um pedido por correção (MAN), nós precisamos de duas coisas: um sentimento de desamparo e confiança no poder que vem do Alto. Você acredita em Bina, que é chamada “fé”, “doação”, e ao mesmo tempo também vê que você, isto é, Malchut, que não pode fazer nada.

Pergunta: Estamos montados numa certa onda agora. Como não nos sentirmos “embriagados com o sucesso”?

Resposta: Tudo vai ficar bem. Nós não temos a certeza absoluta de nós mesmos, e, ao mesmo tempo, não devemos nos preocupar. Sempre há dois opostos operando aqui: como eu posso estar preocupado se eu acredito na força superior? Eu tenho que me preocupar que todos vamos nos conectar em um desejo. Nós não precisamos de nada, exceto isso. Apenas a garantia mútua nos permitirá, através da oração de muitos, exigir que a força superior seja revelada. Quanto mais nos conectarmos, mais revelaremos sua Luz.

Pergunta: Como posso focar nesse anseio e não ficar satisfeito com a alegria natural do encontro?

Resposta: Você não pode evitar os altos e baixos. Alguém pode sentir o vazio agora, e alguém mais pode estar dançando de alegria. É assim que nos complementamos uns aos outros. Assim, a ruptura dos vasos se manifesta: ao trabalhar sobre nós  mesmos, nos conectamos e realmente nos incorporamos.

Temos que aumentar os nossos esforços. A principal coisa é alcançar a oração de muitos que irá invadir nosso coração unificado.

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Da 4a parte da Lição Diária de Cabala. 29/11/2011, “A essência da religião e seu propósito”

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Retornando À Unidade Que Já Existe

Dr. Michael LaitmanNós precisamos da influência da Luz que Corrige para fazer de nós um único desejo, um vaso. Como podemos atrair esta Luz de modo que ela brilhe sobre nós? Para isso, os Cabalistas têm descrito suas ações. Não faz diferença se essas ações estão diretamente conectadas a nós. O que importa é que despertamos a Luz. Por nossas intenções, nós despertamos o “Um, Único e Unificado” que existe.

Quando eu leio O Livro do Zohar, eu não sinto nada. O que é descrito lá está oculto de mim. Imaginar diferentes imagens é criar ídolos. Eu só sei uma coisa: O “Um”, o conceito que eu anseio, corrige os vasos quebrados, ou seja, os desejos que estão separados pelo egoísmo. Eu quero que ele corrija a separação. É sobre isso que eu penso, anseio e exijo.

Eu não me preocupo em compreender O Zohar, porque, como está escrito, “não é o sábio que aprende”. Isto é chamado de “estudo da Torá”. Afinal, a Torá, o método da correção (como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero”), não é atingida pela mente. Eu corrijo o meu egoísmo e me conecto com os outros pelo poder do “Um”. Nesta coleção de desejos, eu descubro a nova realidade integral, o mundo superior.

Nós sabemos isso da experiência que cada um de nós tem após anos estudando a sabedoria da Cabalá. A mente não ajuda de forma alguma. Ocorre alguma mudança interna e eu começo a entender, sentir e conectar melhor as diferentes noções.

Assim, a fim de atrair a influência Daquele que irá me unir com toda a realidade, eu simplesmente tenho que ler sobre Suas ações. No entanto, eu me dirijo ao resultado da leitura, a influência da Luz que Corrige: ela me traz de volta ao estado do Um, de onde ela veio. Isto é o que importa.

Eu adiciono o grupo a isto. Eu adiciono a mim mesmo, o mundo inteiro e tudo o que eu percebo em minha realidade. Tudo tem que se conectar a noção do “Um, Único e Unificado”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/11, O Zohar