Textos na Categoria 'Zohar'

Novos Sabores Na “Cozinha Do Criador”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que nós precisamos nos unir uns com os outros antes da convenção de Dezembro? Como nos preparamos para ela para experimentar tudo da maneira certa?

Resposta: Nós não fazemos nada diferente: nós lemos os mesmos artigos, ouvimos as mesmas coisas, mas ainda assim está escrito: “Tem que ser como novo a seus olhos”. Por que se diz: “como novo?”. Porque você o renova revelando a sua Aviut, seus novos detalhes de percepção, mais e mais.

Nós sabemos que quando nos servem um prato novo, não temos idéia como abordá-lo. Mas, uma vez que o provamos muitas vezes e nos acostumamos com a sensação de “comida de nossa mãe”, que tem sido familiar para nós desde a infância, então podemos apreciar o seu sabor ao máximo.

O mesmo acontece nos Partzufim espirituais. A primeira vez que a Luz entra, não é nada mais do que a Luz de Nefesh. A segunda vez já é a Luz de Ruach que entra nas mesmos Reshimot (genes informativos) antigas, a terceira vez é a Luz de Neshama, e assim por diante.

Em outras palavras, toda vez que o homem avança, ele volta para o que já experimentou e descobre uma maior profundidade, sente mais sabor nisso, como está escrito: “Você vai comer o que foi colocado no depósito para você”. É o mesmo conosco. Cada vez, no mesmo lugar, mas apenas mais e mais profundo, nós temos que estar mais conectados uns com os outros, mais unificados e dirigidos para a verdadeira conexão.

Vamos esperar por isso e elevar nossa oração para que ela se torne a “oração coletiva”, em garantia mútua.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 23/11/11, O Zohar

Recordações Do Deserto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós terminamos a convenção em Arava com a obrigação entre os amigos de manter a sensação mútua alcançada na convenção.

Resposta: Eu penso que todo mundo está tentando permanecer no estado que experimentamos em nossa união comum. Todo mundo vai se lembrar pelo menos de vez em quando e talvez até mesmo constantemente. A Luz vai brilhar sobre a pessoa desde Cima, e ela vai se lembrar e despertar. No final, ela receberá um despertar de fora para voltar ao mesmo estado que experimentou na convenção. Ela não vai fazer isso por conta própria, mas isso vai acontecer através do despertar comum, a Luz que virá de Cima, do Criador.

É um estado agradável, e é por isso que vale a pena a pessoa voltar a ele. Naturalmente, ainda é uma aspiração egoísta sentir-se bem neste estado elevado. Mas, isso já vem de certa ação que se origina da unidade e é direcionada para ela.

Pergunta: Como você trabalha com esta obrigação mútua durante a aula?

Resposta: Neste momento, nós só devemos estar cientes de: “Por que estou fazendo isso? Será que é porque eu estava em um estado elevado? Então, naturalmente, eu gostaria de estar nele o tempo todo e ainda mais do que isso. Estou apenas fazendo isso para me sentir bem, com respeito a mim mesmo, porque isso é importante para mim?”.

É verdade que experimentamos uma elevação, um desejo e fenômenos especiais que nunca sentimos antes. Mas, como eu faço para perceber todo este estado? Eu percebo que ele me beneficia, me faz sentir bem, confiante e confortável? Ou eu quero transferi-lo para trilhos mais elevados, desejá-lo por outras razões afora me sentir bem ou me dar prazer?

Eu quero que essa sensação venha da realização do seu valor superior, sem qualquer conexão comigo. Isto porque, quando ela vem da minha conexão egoísta, o que mais me satisfaz tem maior valor para mim. Mas, eu quero apreciar este estado porque essa sensação de doação é uma sensação que vem da força superior, e desta forma eu fico perto do Criador. Neste momento eu não tenho nenhum sentimento por ela, eu não vejo nenhuma importância ou valor, mas eu quero vê-la!

Agora nós começamos a pensar em outro motivo para experimentar o mesmo estado que alcançamos na convenção. Eu quero sentir isso, porque isso me aproxima do Criador, de um grau mais elevado. Não quero sentir muita satisfação dele. Não é que eu o rejeite, mas eu não quero que ele me obrigue. Eu quero que a grandeza e a importância do verdadeiro estado da doação me obriguem.

Desta forma, nós começamos a mudar de grau. Ou seja, eu quero subir do grau em que estou neste momento, em meu desejo atual, onde me sinto bem e, assim, desejo permanecer ali porque não é um deserto, mas algo bonito e agradável, uma terra cheia de vida. No entanto, eu quero experimentar o desejo para o meu ego e me sentir satisfeito no meu desejo de doar, minha aspiração para o grupo, o Criador. Isto é referido como vagar pelo deserto.

Por esta razão, nós devemos agora tentar mudar a base e a causa da maravilhosa sensação de unidade que atingimos nesta convenção, onde não tivemos nenhuma influência externa. Então, nós já começamos a subir em direção a uma atitude diferente, uma atitute mais espiritual para com o grupo, a realização, a nossa sensação interior e o estado anterior.

Nós subimos para um estado diferente onde não somos mais influenciados pelo estado de ânimo ou diferentes fatores. Eu começo a estar mais conectado com a verdadeira importância do estado de doação. Esta é a Luz de Hassadim (misericórdia), já despertada em mim e um grau espiritual está brilhando em mim um pouquinho. Eu procuro me separar do meu ego, do quanto eu sinto nele, seja melhor ou pior, de uma forma ou de outra; eu quero me separar de seus resultados, satisfações, e valores. Eu não quero isso!

Eu quero que essa sensação maravilhosa, forte e boa permaneça. Eu não a negligencio, eu somente quero percebê-la em minha atitude, que em vez de vir de meus desejos para receber, venha dos meus desejos de doar e da minha intenção de dirigir tudo para a união.

Existem muitas sensações internas, cálculos e manifestações nisso. Mas a Luz da correção já está despertando esses estados sobre nós. Então, o homem começa a receber a assim chamada Luz da fé, a força que mantém você acima do seu ego, acima de todos os seus cálculos internos. Depois, nós entramos no verdadeiro trabalho com a força da realização, cálculos e atitude. Este já é o começo da análise.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 21/11/11, O Zohar

Viver No Passado Para Atingir O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa aspirar a um estado anterior (do passado) que alcançamos na convenção do deserto? Não deveríamos estar avançando?

Resposta: Isso está correto. Mas, por enquanto, você é despertado pelo desejo de incitar um estado que você já experimentou, de modo que ele irá se manifestar agora. Você vive no passado, como um velho. Na espiritualidade, você ainda não é um “homem” ou um “jovem” para estar construindo novos graus. Agora, você não é capaz de conseguir uma conexão com os outros, a fim de alcançar estados ainda maiores. Você vive em suas memórias passadas.

É por isso que eu digo: “Tudo bem, desperte o passado! Mas torne o passado novo, no sentido de que agora você está mudando a razão, a sua atitude para com ele”. E isso é uma coisa boa! Não negligencie o passado, ele é a Reshimo (reminiscência) de um estado anterior. Afinal, mesmo agora nós vivemos no passado, à medida que temos Reshimot de nossa descida do Infinito.

Mas agora chegou a hora de construir um novo desejo para o meu estado passado, como em TANTA, quando eu alcanço um novo desejo (vaso) à medida que a tela se torna mais fina. Agora, nós estamos nos aproximando de um trabalho prático. Isto é só para aqueles que passam por esses estados na forma mais aguda possível, que têm a Reshimo, a memória do que alcançamos. Cada um de nós tem essa Reshimo, e podemos despertá-la.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabalá 21/11/11, O Zohar

A Chave Para A Conexão Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer quando me sinto elevado e desperto durante a leitura do Livro do Zohar? Como a pessoa pode pedir a correção neste estado?

Resposta: Durante a leitura do Livro do Zohar e quaisquer outras fontes autênticas (artigos, cartas e O Estudo das Dez Sefirot), eu preciso, antes de tudo, construir a imagem correta de onde estou. A imagem da realidade em que eu existo surge em meus sentidos, em meus desejos. É a Luz que me forma, de modo que eu sinto e penso que esta é a realidade: eu e o meu mundo. Desta forma eu tenho uma conexão com a Luz, com a força superior, que quer me ensinar a identificar exatamente onde estou. Isso porque, desde o início, eu não sei nem percebo nada. Eu sou como um bebê que acaba de nascer.

Portanto, primeiro eu preciso projetar esta imagem corretamente. Existe o desejo, e a Luz age nele, querendo despertar o desejo interiormente e tornar-se revelada nele de acordo com a lei de equivalência de forma. A Luz está dentro do desejo, não fora dele. Em sua relação com o desejo, ela é chamada de circundante, interna, externa, distante, círculo, linha, e assim por diante. Estas são as formas da Luz que são reveladas em relação ao desejo. Afinal, nós estamos falando tudo da perpectiva do desejo.

Se eu entendo que o mundo inteiro, toda a realidade, todos os mundos, toda a Luz, estão em mim, agora eu preciso me reorganizar corretamente. Ou seja, eu preciso esclarecer como e de que forma posso agir a fim de chegar à máxima compreensão e consciência no meu estado atual, e cada vez descobrir mais.

Assim, quando leio as várias fontes autênticas, eu quero perceber a imagem da realidade e descobri-la na sua forma mais verdadeira, correta e poderosa. E não importa quais fontes ler e quais estilos. Se estes são os livros que despertam as forças de minha alma da perspectiva do desejo e também da perspectiva de sua realização, então não importa. Pode ser O Estudo das Dez Sefirot, O Zohar, as cartas ou artigos. A essência é despertar o meu desenvolvimento.

Assim, eu entendo a importância do meu envolvimento na Torá: a Luz nela corrige, isto é, ela me aproxima da revelação da verdadeira imagem da realidade, onde eu alcanço a adesão com o Criador: um estado que está oculto de mim.

Primeiro, nós projetamos a imagem: existe eu e tudo está oculto dentro de mim. Eu devo despertar as forças da minha alma e nelas descobrir a verdadeira realidade em que o Criador e eu nos fundimos.

Depois de eu ter me moldado desta forma, eu trabalho na próxima etapa: como faço para me despertar através dos estudos? Então, tudo que eu li me fala sobre meus estados avançados. Eles podem estar distantes ou próximos de mim, não importa. O importante é que com a ajuda da história que eu li, eu tento identificar essas forças dentro de mim, essas formas.

Eu não esqueço que fala somente dos meus desejos, das forças internas da minha alma: recepção e doação. Não importa se são chamados de nomes estranhos ou nomes que são familiares à minha realidade atual. Eu sempre penso: como faço para descobrir todas essas forças como componentes da minha conexão com o Criador

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/11, O Zohar

Não Perca Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você mencionou que o ambiente é o único meio para manter a pessoa na intenção correta. Isso significa que a única forma de avançar é através da criação de um ambiente como na convenção do deserto, que motivará a pessoa a permanecer constantemente na intenção correta e na qualidade de doação?

Resposta: Correto. Sem a influência do ambiente a pessoa se perde. Há muitas pessoas que simplesmente perdem tempo sentando-se em casa e assistindo novelas ou lendo romances ou livros de suspense. O tempo passa… Elas sentem que preenchem seu tempo com coisas vazias, mas elas não podem fazer nada em relação a isso.

Eu recebo reclamações das pessoas: “Eu não estou fazendo nada! Como posso sair deste estado?”. A pessoa promete a si mesma que a partir de amanhã ela vai cuidar de sua vida, mas amanhã chega e ela ainda está no lugar que estava ontem. Passam os dias e o relógio não pode retroceder.

O que a pessoa pode fazer? Não há nada que ela possa fazer. É assim que o Alto lhe mostra que sem a influência do ambiente ela não terá a força para avançar. Ela deve mergulhar no ambiente correto, como uma criança que entra no ambiente adulto. Ao fazer isso, ela receberá a força dele.

O rabino Yossi Ben Kisma disse: “O que eu farei sem os meus alunos?”. Será que ele precisava receber conhecimento deles? Não, mas ele precisava do desejo geral deles em direção à meta. Será que ele não possuía o seu próprio desejo? Afinal, seu desejo é muito maior do que todos os desejos deles! Isso é verdade. No entanto, sem se conectar a eles, ele não terá o seu “desejo bilhões de vezes maior, mais um”. Sem eles ele não seria capaz de avançar mais um único grau. Se ele ficasse sem seus alunos, no início do próximo dia ele iria da leitura do Zohar à leitura das notícias.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/11, O Zohar

O Coração Onde Todos Nos Fundimos

Dr. Michael LaitmanSabe-se da sabedoria da Cabalá que o único meio que pode mudar alguma coisa é a Luz que Corrige. Ela sustenta a nossa vida, dá vida a tudo e executa todas as mudanças. De acordo com as qualidades da Luz, o desejo e todo o caminho da criação, desde o início até o fim, são inseridos na natureza da Luz: como alterar a matéria (o desejo de receber) a fim de levá-la à equivalência de forma com a própria Luz.

Nós formamos esta matéria nas mãos do Criador, a Luz, e podemos despertar e intensificar a sua influência sobre nós mesmos; ao fazê-lo, nós aceleraramos o nosso desenvolvimento. Visto que nós mesmos aceleramos o nosso desenvolvimento, ao desejá-lo e revelando mais o nosso desejo, a Luz influencia mais a nossa evolução e realiza um ato mais significativo nele. Assim, nós sentimos o nosso progresso como algo bom e desejável. Na verdade, nós adicionamos ao processo de evolução que flui “no seu tempo” (Beito) a nossa própria parte, a adição chamada “acelerar o tempo” (Achishena), já que ansiamos por esse mesmo lugar e forma ao qual a Luz quer nos levar.

De onde é que sabemos isso? Dos esforços que fazemos na tentativa de nos vermos como conectados, como um homem com um coração, para que nossos desejos se fundam num só. Então, na medida em que tentarmos despertar nossos corações para a conexão, para realizarmos várias ações de modo que eles se conectem num só coração, sem diferenças entre si, nós despertaremos a Luz que doará a essa conexão, aos nossos esforços em nos conectar, com uma intensidade ainda maior do que quando se trabalha de acordo com seu plano evolutivo habitual, chamado “no seu tempo”. Desta forma, nós aceleramos o tempo.

A fim de despertar a influência da Luz sobre o desejo, nós precisamos imaginar que estamos tentando conectar os corações e adotar a forma da Luz, o atributo de doação mútua. Nós temos que imaginar isso na medida em que cada um de nós perde o próprio sentimento de existência, e todos nós juntos adquirimos a união que inclui todos dentro dele: o grupo, a alma, composto dos corações individuais. Então, a Luz nos doa e completa a ação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, O Zohar

Dê-Me O Que Você Deseja Para Mim!

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar não estava destinado a ser estudado, mas sim para que exigíssemos a correção. Não faz diferença onde a pessoa está, em que situação ou estado de espírito, o quanto ela entende e qual é a sua atitude perante a vida. Não importa que tipo de pessoa ela é. Se ela abre o livro, deve pedir por algum esclarecimento, pelo avanço. Uma pessoa pede por compreensão, e outra, possivelmente, por uma vida melhor.

Nós temos que entender que isto tudo não é muito importante em comparação com o pedido para alcançar a meta. Mas, eu não sei o que é a meta. Assim como na vida: se eu pudesse ler O Zohar quando tinha dois anos de idade, eu poderia ter pedido algo bom, que fosse semelhante a meta da vida para mim. Mas, o que eu pediria, algum brinquedo?

Isso significa que eu não tenho que pedir de acordo com meu desejo: para me sentir bem, feliz ou o oposto. Os adultos, por exemplo, comem algo e sentem prazer. Para mim é azedo ou salgado, mas eles sentem prazer. Eles fazem coisas nas quais eu não vejo nenhum prazer e não entendo porque, a princípio, eles querem aquilo, e assim por diante.

Se nós estamos falando do verdadeiro estado que eu deveria alcançar, nem ações, nem realizações, nem qualquer outro critério me ajudam a decidir o que pedir. Os Cabalistas dizem que através da leitura do Livro do Zohar você pode pedir o que quiser. Mas, eu nem sei o que eu quero, porque eu preferiria não ter esses desejos. Mesmo assim eu não tenho escolha…

A pessoa deve se aproximar da leitura do Zohar com um pedido por aquilo que o livro quer trazer a ela. Esta é certamente a coisa certa a fazer. É como ser um bebê inteligente que entende que deve pedir para ser adulto, inteligente, forte, saudável e bem sucedido, como o Zohar o vê.

Portanto, vamos tentar pedir isso, e deixemos que o Livro do Zohar faça o que quiser conosco!

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/11O Zohar

No Hall Da Justiça

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Pekudei”, (Contas), Item 844: Neste palácio está Dumah. Ele está em pé acima, no terceiro palácio de Sitra Achra, e abaixo no primeiro palácio. É ele quem segura a alma quando ela é repelida do palácio sagrado pelo encarregado, Tahariel. Dumah fica na porta do primeiro salão de Kedusha, para agarrar a alma e atraí-la para os palácios de Tuma’a. Além disso, existem vários instigadores da lei e sentenciam com ele.

Suponha que eu esteja num tribunal onde diferentes forças operam, e me dissem sobre elas: “Essa pode ajudá-lo, esta está a seu favor, e aquela outra está contra você”. Eu constantemente penso como isso pode me ajudar a melhorar minha situação.

Ao mesmo tempo, ouvindo falar sobre todas essas forças, eu não penso sobre como elas interagem umas com as outras. Isso não me preocupa. Eu só penso em como resolver meu problema e ganhar o julgamento.

É assim que se deve ler O Livro do Zohar: constantemente querer que todas as forças que ele fala nos ajudem a avançar, ter sucesso e alcançar a revelação.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/11, O Zohar

O Céu De Hoje É O Inferno De Amanhã

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Pekudei (Contas)”, Item 839: Assim como há graus e palácios do lado de Kedusha, também há do lado de Tuma’a, e todos eles estão presentes e agindo no mundo no lado de Tuma’a. É por isso que existem sete palácios em oposição aos sete nomes do Inferno, que são chamados por esses nomes dos sete departamentos do Inferno, e todos estão preparados para julgar e macular aqueles ímpios do mundo a quem tenham se aderido, e que não guardam os seus caminhos enquanto neste mundo.

O inferno é o meu desejo de receber. Ele pode ser pequeno e fraco e pode não parecer tão ruim para mim no momento. Ele é contra a conexão, ou nem tanto a favor da conexão quando eu penso em mim mesmo: como vou lucrar, o que vai acontecer comigo, e assim por diante?

De acordo com meu nível, esse desejo parece bastante razoável no momento, e ele pode ser chamado de Céu, porque graças a ele eu lucro, alcanço e me sinto bem. Mas quanto mais eu entendo o sistema superior, mais eu começo a ver este desejo como o Inferno, porque nele, eu penso em mim mesmo, “me consumo em chamas”, me afasto e estou em oposição à Luz, o Criador.

Tudo depende de como a pessoa vê seus desejos. Esta é toda a diferença entre o Céu e o Inferno.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, O Zohar

Uma Ilusão De Ótica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não existem partes separadas, o que O Livro do Zohar descreve? A forma como a alma se corrige?

Resposta: O Livro do Zohar nos diz como nos conectamos numa só alma. Afinal, não há mais nada para falar. Existe um estado perfeito, uma única alma, e há um estado imperfeito, quando a alma está quebrada. Nós temos que retornar ao estado perfeito.

Basicamente, a quebra só existe na nossa consciência. Quando nós descobrirmos  o que está corrompido, veremos que tudo está corrigido. Eu só preciso corrigir minha percepção, a minha visão. É por isso que esta sabedoria é chamada de “sabedoria da Cabalá” (“Cabalá” significa “recepção” em hebraico), a sabedoria sobre como receber, perceber a realidade. Isso é tudo! A realidade é perfeita, e não houve quebra: é tudo com relação àqueles que recebem, à pessoa que a alcança.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, O Zohar