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A Escada Dos Cabalistas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Shofar do Messias”: E por causa disso, Rashbi permitiu-se e revelou a sabedoria do oculto em seus livros, O Zohar e os Tikkunim. No entanto, foi com muito cuidado, uma vez que ele só permitiu Rabi Abba, que podia revelar com insinuação, de modo que apenas os sábios dos filhos de Israel entenderiam, e os sábios das nações não entenderiam.

Um Cabalista que alcança o mundo espiritual é como um cientista que descobre algo grande. Se você pedir a ele para explicar sua descoberta, ele não vai encontrar as palavras para isto e não será capaz de encontrar uma definição clara e coerente. Para fazer isso, nós precisamos de metodólogos que abram o caminho para as pessoas ao ápice do conhecimento.

Então, se estamos falando sobre a primeira convergência, o Rabi Abba poderia reescrever as palavras do Rabi Shimon para que elas iluminassem mesmo para iniciantes, para aqueles que estão aos pés da sabedoria da Cabalá, e ajudassem aqueles que avançam nos níveis espirituais para ascender. Ele organizou o material de modo tão coerente que pudesse haver uma transição suave de “grau a grau”, de um nível para o outro. Mesmo se a pessoa comum queira alguma coisa, como um bebê que abre a boca instintivamente, isso é o suficiente. Afinal, ele já tem um sistema digestivo, o que significa que a comida que ele recebe dos grandes o ajudará a crescer.

Isto é o que o Rabi Abba sabia fazer: revelar com sugestão, permitindo assim que mesmo um iniciante se aproximasse dos segredos. Rabi Shimon atingiu o mundo inteiro, e Rabi Abba sabia como traduzir suas palavras e organizá-las para nossa ascensão. É por isso que O Livro do Zohar é como uma escada espiritual para nós.

Baal HaSulam adaptou ainda mais O Livro do Zohar para os tempos modernos através do seu Comentário do Livro do Zohar. Nós pensamos que ele acrescentou termos Cabalísticos, mas não isso, é outra coisa. As explicações adicionais não acrescentam nada por si mesmas. Pelo contrário, elas podem distanciar a pessoa que quer aprender este livro a partir da essência interior. Isto porque a pessoa simplesmente se enche com conhecimento.

Não, o Baal HaSulam facilitou o nosso caminho ainda mais para que possamos agarrá-lo e avançarmos pela mente e nossas emoções. Os Cabalistas estavam preocupados e fizeram questão de abrir este caminho, a escada, e nos fornecer acesso a ela.

Pergunta: Nós também gostaríamos de disseminar a sabedoria da Cabalá num envelope transparente e, ao mesmo tempo, com um “recheio” que desenvolverá as pessoas. Como podemos fazer isso?

Resposta: Isto está impresso em nós no nível instintivo, porque nós estudamos pelo método que os Cabalistas nos passaram. A pessoa que estuda aqui e se dedica ao caminho tem isto graças à conexão entre Rabi Shimon e Rabi Abba.

Afinal, tudo decorre do Livro do Zohar e só essa raiz espiritual opera por todas as gerações: a realização superior (Rabi Shimon) e o caminho, o acesso a ela (Rabi Abba). Todos os outros amigos do grupo do Rabi Shimon, incluindo seu filho Rabi Elazar que fala sobre o fim da correção, estão incorporados neste sistema.

Portanto, este é o significado de “revelar com insinuação”: mesmo durante a ocultação, tudo que a pessoa precisa é revelado no caminho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/12, “O Shofar do Messias”

Revelar Ou Ocultar?

Dr. Michael LaitmanNa época dos profetas, os Cabalistas revelaram um pouco da sabedoria da Cabalá para os sábios das nações do mundo. Aristóteles, Platão e outros filósofos na Grécia Antiga realmente queriam saber a verdade sem pensamentos maliciosos. A propósito, muitos gentios se juntaram à nação de Israel naqueles dias e atingiram níveis muito elevados na espiritualidade.

Como para os filósofos, uma vez que eles basearam suas idéias sobre idéias cabalísticas, eles desenvolveram a teologia. Sua abordagem pode parecer como a sabedoria, já que o seu desejo pertence ao AHP, e eles simplesmente não conseguem entender que existem outras opções. Está além do poder da pessoa subir acima de seu desejo.

Assim como O Livro do Zohar diz, Rashbi clamou: “Ai de mim se eu revelar e ai de mim se eu não revelar. Como as pessoas vão chegar ao fim da correção sem a minha revelação? Afinal, eles não têm a fonte da Luz que existe só na minha geração”. Rashbi foi o último que atingiu todas as Luzes das três primeiras Sefirot do mundo de Atzilut antes da destruição do Templo, o que significa o fim particular da correção de todos os 125 graus.

“Se eu não revelá-la na forma de uma fonte escrita, as almas que anseiam pela espiritualidade não serão capazes de atrair a Luz e usá-la para se corrigir. Por outro lado, se eu revelar a sabedoria, as nações do mundo certamente irão se corromper ainda mais severamente”. Rashbi já viu o que tinha acontecido desde o tempo dos profetas até os seus dias. Portanto, o que vai acontecer depois? Se a sabedoria cair em mãos erradas, que aflições isso trará?

Rashbi ainda escreveu O Livro do Zohar, mas ele estava oculto. Mais tarde, de acordo com a vontade da Providência superior, ele chegou ao rabino Moshe de Leon, cuja viúva o vendeu quando não tinha meios de sobrevivência. Assim, O Livro do Zohar foi revelado ao mundo realmente causou muitas corrupções e muitas correções.

Pergunta: O que motiva um Cabalista a revelar ou ocultar a sabedoria?

Resposta: O chamado do tempo. Por um lado, o Rashbi sabia que seu tempo era um tempo de ocultação crescente, que iria continuar até uma ruptura quase total entre a correção e as Reshimot (genes informativos) quebradas. Mas ele teve que deixar um fino fio de Luz entre a Luz de Ein Sof (Infinito) e as Reshimot no nível deste mundo, de modo que as pessoas pudessem usá-lo. Este é O Livro do Zohar. Como o Baal HaSulam, cuja base está na terra e a cabeça atinge o Céu, as três primeiras Sefirot do mundo de Atzilut, e a Luz do fim da correção.

Além disso, O Zohar foi escrito com a ajuda do rabino Abba que o ocultou para que apenas uma pessoa que internalizasse a sabedoria da Cabalá e existisse no atributo de doação fosse capaz de encontrá-lo. Outros veem apenas contos no Zohar; no entanto, muitos detalhes e termos desses “contos” têm sido usados em falsas sabedorias. O desejo egoísta distorceu e quebrou este livro em seu espelho distorcido, como se falasse de forças que atuam e influenciam o destino das pessoas em nosso mundo.

Se olharmos pelo prisma do desejo de doar, veremos que se trata das partes corrigidas e não corrigidas da alma que têm diferentes nomes. O Livro do Zohar fala de correções internas e não de corpos, que não são responsabilizados.

Pergunta: Será que um Cabalista leva em conta as corrupções potenciais das revelações ou ele só vê a correção?

Resposta: Se o Rashbi não levasse em conta as corrupções em, ele não teria clamado pensando sobre nelas. Ainda assim, é impossível de se fazer sem eles. No final, embora pareça que “a serva é herdeira de sua senhora”, é exatamente assim que ela lhe ajuda a se revelar.

Pergunta: Em contraste com o Rashbi, Baal HaSulam revelou tudo o que podia.

Resposta: Isso é porque chegou a hora. A era especial chegou, e o Baal HaSulam escreveu que estava feliz por ter nascido num momento onde é possível revelar a sabedoria da Cabalá.

Hoje nós já estamos atrasados em relação ao ritmo de desenvolvimento; a nossa época exige um ritmo muito maior de disseminação do que estamos fazendo.

Portanto, tudo tem a ver com o momento certo de agir. Se não fosse assim, não nos aproximaríamos das massas e isso deve estar claro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/09/12, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

Por Que É Tão Difícil Manter A Intenção?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil manter a intenção?

Resposta: Porque na intenção certa, o nosso desejo de desfrutar imediatamente atinge a correção. Se, mesmo por um momento, você pensasse com a intenção certa, então você corrigiria o desejo que ocorreu dentro de você naquele momento, e ele seria substituído por um novo, um desejo não corrigido. Agora, mais uma vez, você precisa imaginar o o grupo unificado, formado por todos os amigos como um todo.

Se você fizer isso e aspirar à Luz que Reforma para revelar um pouco da qualidade de doação dentro deste estado, isso significa que você corrigiu mais uma vez o seu desejo e mudou mais uma vez. Acontece que toda vez que você for desconectado, isso significa que você não está desconectado e ficando mais distante, mas que os desejos estão mudando dentro de você e esta é a forma como você avança!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/12, O Zohar

Por Favor, Não Se Atrase Na Entrada Nem Na Saída!

Dr. Michael LaitmanComo está escrito: “O fim da ação encontra-se no pensamento inicial”. É assim que é determinado pelo Criador e é assim que deve ser por parte das criaturas que querem atingir o objetivo da criação.

“O fim da ação” é a adesão ao Criador. A adesão só é possível de acordo com a equivalência de forma, a aquisição do atributo de doação, quando o vaso tem os mesmos atributos da Luz. A equivalência de forma no vaso é atingida ao se alcançar o amor ao próximo, que se realiza num grupo de amigos. No grupo, há todas as condições necessárias para descobrir este amor através do apoio mútuo, compreensão e cooperação.

A principal coisa é atrair a Luz que Corrige sobre nós mesmos, o que influencia o grupo quando ele anseia a ser adaptado à Luz. Isso significa que o grupo quer estar conectado, unificada, ser um, como um homem em um coração, onde todo mundo visa um único objetivo e todos estão incorporados em todos. Assim, nós somos compatíveis com a Luz.

Quanto maior a força com que nos relacionamos, mais superamos o nosso ego: a indiferença, a repulsão mútua e conflitos. Assim, a Luz nos influencia mais fortemente ao revelar em nós um sistema unificado. Então, ao conectar um com o outro, este corpo geral, nossos desejos e intenções, se transforma no corpo de nossa alma. A Luz que preenche esse desejo geral é chamada de Luz da alma. Assim, nós descobrimos nosso primeiro Partzuf espiritual, o nosso primeiro nível espiritual.

Vamos tentar imaginar este estado e esperar que a Luz o preencha, mas só ao ler uma frase nós sentimos que abandonamos a intenção correta, e agora temos que voltar a ela mais uma vez. Então, ao ler cada frase, é preciso verificar os estados internos em que encontramos. Assim, nós intencionalmente vamos criar constantes “entradas” e “saídas” em nós, para que não tenhamos que passar por longas descidas e subidas, e vamos constantemente avançar por essas subidas e descidas momentâneas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/12, O Livro do Zohar

Mudar As Regras Do Jogo

Dr. Michael LaitmanA mudança só é possível através da Luz que Reforma. Esta Luz vem por si mesma para nos forçar a atingirmos o estado em que estamos. Ela aumenta constantemente sua iluminação sobre nós ou, em outras palavras, ilumina constantemente, e as Reshimot (reminiscências) são reveladas, mudam e se intensificam, e nós sentimos que estamos mudando.

Quando queremos fazer algo, revelar algo, desenvolver tecnologias e avançar, é tudo de acordo com as Reshimot. Ela nos obriga e nós agimos. De repente, Newton descobre a lei da gravidade; de repente, Einstein desenvolve a teoria da relatividade, depois outros cientistas surgem com as novas descobertas, e assim o mundo avança. Diferentes pessoas emergem, boas e más, e parece que estão fazendo o mundo avançar. Assim, sob a influência da Luz, nós vivemos no desenvolvimento das Reshimot.

Mas se quisermos despertar esta Luz para que ela não ilumine a fim de aumentar o nosso desejo egoísta, mas para mudá-lo, corrigi-lo e transformá-lo num desejo de doar, nós temos que fazer algo por conta própria, que é chamado de “esforço”. Esta ação é voluntária, já que temos que mudar o nosso desejo. Nós estamos fazendo esta mudança com a centelha espiritual que está oculta em nós, em nosso desejo, e que nos ajuda a entender que as coisas podem ser diferentes, que podemos jogar com o nosso desejo de forma diferente e, em vez de usar os outros, podemos agir em seu favor e alcançar o amor e doação aos outros.

A Luz continua iluminando as nossas Reshimot, e só podemos mudar a sua influência sobre nós. Se, de alguma forma, entendermos e abordarmos esta questão, então, conforme preenchemos a Reshimo que é evocada em nós, a fim de usá-la em doação e não em recepção, a Luz que ilumina sobre nós causa esse resultado, ao realizar a mudança em nós.

Portanto, tudo depende de nós, do quanto nós, não importa o estado em que estamos, nas Reshimot que são reveladas em nós a cada momento, estamos querendo preencher as Reshimot instintivamente em doação, em vez de recepção.

Se realmente quisermos preencher as Reshimot, nossa ação é dividida pelo menos em duas partes. Primeiro, nós nos reunimos para trabalhar na conexão entre nós. A conexão que queremos realizar entre nós se assemelha à conexão entre as almas quebrada, a fim de formar a alma geral a partir delas, já que este é o nosso objetivo. Este é o aspecto dos desejos, dos vasos. Do ponto de vista das Luzes, nós queremos que a Luz ilumine sobre em nós, para nos conectar, para revelar o Criador a nós, ou seja, a força geral coletiva de doação que é revelada entre nós.

É por isso que nós lemos nos livros de Cabalá sobre as ações que são realizadas dentro de um grupo de pessoas que tentam que se conectar. De todos os livros, o mais eficaz é O Livro do Zohar, já que ele descreve essas ações, este sistema, da forma mais perfeita.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/08/12, O Zohar

Ego, Eu Não Pertenço A Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos verificar qual é a nossa intenção durante a leitura do Zohar?

Resposta: O Livro do Zohar é a fonte de Luz que chega até nós se desejarmos usá-la corretamente. Assim, ao estudar os livros Cabalísticos, eu sempre atraio alguma iluminação sobre mim, mas ela vem de acordo com a intensidade dos meus esforços e a minha prontidão. Se eu estudo para ganhar alguma coisa corpórea ou para ganhar o próximo mundo como um privilégio pessoal, então a Luz, por sua influência, cria em mim uma escuridão ainda maior. Eu me afasto ainda mais do entendimento do motivo pelo qual este sistema foi-me dado, o que tenho que fazer comigo mesmo, e como deveria tratar os outros. Mesmo quando eu leio palavras maravilhosas sobre o amor e a conexão, eu não sinto mais um sentimento de integração, não vejo a conexão e não sei como perceber o texto: se o deixo entrar em meu coração ou não. Isso significa que eu estudo como um morcego, que se alimenta à noite e não espera o amanhecer.

Mas se eu tento me conectar com outras pessoas e esta é a razão para eu aprender o método, ao manter e observar a condição para aceitá-lo no Monte Sinai, desejando juntamente com todos os outros a ser “como um homem em um só coração”, para entrar na garantia mútua, alcançar o amor fraterno e através dele o amor do Criador, então a Luz começa a avançar até mim. Este não é mais o caminho comum que é superado em estágios, mas aos poucos começo a descobrir nele o estado quebrado e ruim.

O estudo egoísta esconde meu ego de mim, e eu me vejo como justo. Por outro lado, pelo estudo correto, eu descubro que estou imerso no mal. A primeira coisa que a Luz revela a mim são meus atributos corrompidos, e eu tenho que trabalhar nesse sentido. Ao descobrir o mal, sinto sentimentos ainda piores do que os anteriores. Então, o que eu posso fazer? Afinal de contas, de acordo com a minha natureza, eu quero fugir quando me sinto mal.

Talvez eu devesse parar de estudar e me retirar do grupo? Talvez eu devesse sentir desespero? Ou talvez eu devesse estar feliz que me foi permitido descobrir o reconhecimento do mal? Deve haver uma lei para mim, um convite: se eu puder superar essa sensação desagradável, eu vou desejar a doação acima da recepção.

Eu prefiro receber um golpe, uma vez que os sofrimentos que são revelados no meu ego me mostram que eu não trabalho para ele. Apesar de eu experimentar sensações desagradáveis, eu as supero e almejo a unidade. Eu não fujo para adoçar a amargura, eu não me fecho, eu não desço e paro de estudar. Pelo contrário, eu aceito todos os problemas que vêm de todas as direções na forma de união com os amigos, como sendo enviados pelo Criador e que “não há outro além Dele”.

Eu aceito todos os estados como benéfico para o meu progresso. Eu não quero anulá-los e continuo a estudar, a fim de neutralizar o sentimento ruim. Eu realmente quero isso, eu quero que ele fique, pois me concentra exatamente em como superá-lo, para estar acima da razão. Eu aceito de bom grado todos os problemas e interrupções, a pressão das circunstâncias, a zombaria externa, os diferentes sofrimentos, já que todos eles me ajudam a me concentrar corretamente no objetivo, criando tais limitações, tais imagens, que ao trabalhar nelas eu sem dúvida avanço.

Assim eu construo dentro de mim os vasos de doação acima dos vasos de recepção. Eles continuam a crescer e sofrer, enquanto eu, estando um nível acima deles, quero manter a conexão com o Criador até atingir a fé plena, o atributo de Bina, e começar a usar meus vasos de recepção a fim de doar.

Mas eu também não tenho a intenção de me acalmar, pois subi a um nível tal que não deve haver qualquer pensamento de complacência. Pelo contrário, eu anseio cada vez mais alto e estou até mesmo preparado para receber prazer, mas não para me satisfazer, mas para cumprir o desejo do Criador.

Este é o nosso trabalho. Ao longo deste caminho eu preciso de uma fonte real, um desejo egoísta que me dê a força de doação graças à minha superação dos problemas e sofrimentos que são revelados nele, e é claro para mim que tudo vem do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/08/12, O Livro do Zohar

O Poder Ilimitado do Zohar

Dr. Michael LaitmanNós podemos alcançar tudo que precisamos alcançar, como o Baal HaSulam diz, com a ajuda do Livro do Zohar. A pessoa que entende o poder do Livro do Zohar não o deixa nem por um momento em toda a sua vida. Isso ocorre porque O Zohar é uma fonte grande e poderosa que é ilimitada em sua intensidade e em sua influência sobre cada um, e é sobre este livro que se diz: “graças ao Livro do Zohar, os filhos de Israel sairam do exílio”, e não por qualquer outro meio.

Portanto, se sentimos que estamos no exílio, (temos que sentir isso, o que não é simples de forma alguma), temos que transformar todos os sentimentos desagradáveis em nosso desejo de receber, para que eles sirvam como exemplo para a sensação desagradável no desejo de doar, que nós ainda não atingimos e que ansiamos alcançar.

Nós podemos fazer isso se conectarmos todos os nossos desejos de receber no grupo e através disso começarmos a mudar todos os anseios, ansiedades e esperanças do desejo de receber ao desejo de doar. É assim que isso acontece se pudemos nos focar no grupo, na conexão entre nós.

Assim, eu tenho que primeiro esclarecer onde estou, em que estado, o que é importante para mim, o que me falta e qual é a minha atitude para com o grupo e o Criador. Eu tenho que trazer todos os estados internos dos meus vasos, minhas paixões, meu objetivo, ansiedades e esperanças para o grupo. Eu entro no grupo com tudo isso, e todos assumem um tom diferente; é como se você entrasse numa tropa de elite, onde tudo o que você tinha antes toma uma direção totalmente nova. Pela incorporação no grupo, todas as suas deficiências e desejos transformam-se em concentração de energia, onde você acumula forças; você as recebe do ambiente e pode agir. Esta é a troca da escuridão pela Luz, como se diz: “e a escuridão deve iluminar como a Luz”.

Então, quando executamos tal reforma interna, ao nos conectarmos entre nós, e sendo incorporados em cada um dos outros, podemos, assim, receber a Luz que Reforma em vez da Luz, que antes só abriu os nossos vasos, iluminados à distância, e como resultado, sentimos diferentes sentimentos negativos. Agora, no entanto, subimos acima dos sentimentos desagradáveis para a conexão entre nós. Não queremos apagar os sentimentos, não fechamos nossos olhos e os ignoramos, mas vemos a maneira de avançar para frente. É bom quando há sentimentos desagradáveis, uma vez que eles me estimulam a me conectar com o grupo. Eu venho para o grupo com eles e quero a sua ajuda, não para descartá-los, mas para transformá-los em um poder que me move para frente, que me aproxima do “Não há outro além Dele”, de onde são enviados todos os sentimentos desagradáveis. Então, eu vou ser capaz de estar junto com todos num ato de conexão e revelação. Assim, vamos chegar à sensação de que estamos trazendo alegria ao Criador.

Nós temos que tentar imaginar o estado em que estamos dando alegria a Ele em nossa vida corpórea, quão ilimitado é este sentimento, como ele nos eleva acima do nível do animal para o nível humano, ao nível de quem doa; que prazer ilimitado existe no ato de doar comparado ao de receber. Isso ocorre porque, através disso a pessoa está em equivalência de forma com o Criador, conectada com a fonte de energia ilimitada. Assim, ao doar a alguém, a pessoa sente que transcendeu a matéria.

Então, vamos ler o Livro do Zohar, com a intenção de que a Luz que vem dele possa nos trazer a correção em vez da escuridão que ele nos fez sentir primeiro.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 14/08/12, O Livro do Zohar

Numa Loja De Brinquedos Do Tamanho do Universo

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós estamos diante da Luz que é capaz de tudo. O Criador cria a Luz e a escuridão; Ele eleva e abaixa. Ele faz tudo. Se assim for, então o problema é só nós: nós somos incapazes de pedir-Lhe a coisa certa. A Luz não tem nenhum problema em nos trazer qualquer coisa que possamos desejar, mesmo em nossas maiores e mais exorbitantes fantasias. Ela não tem nenhum problema. É uma força que contém tudo e suas possibilidades são infinitas.

Portanto, o que devemos realmente pedir, vindo do nosso desejo, em vez de engano? E como podemos formar esse desejo? Digamos que eu chego numa loja de brinquedos e, como uma criança pequena, minha cabeça começa a girar: eu quero esta, e esta, e uma terceira e quarta coisa.

Como faço para escolher a melhor, mais útil e necessária coisa de tudo que vejo diante de mim? Como faço para me entrincheirar no meu desejo, a fim de pedir justamente isso, e fazê-lo de tal forma que vou recebê-lo? Se eu exigir o “brinquedo” correto, eu vou recebê-lo. Mas se eu pedir outra coisa, que não seja inteiramente para o meu próprio bem, então não vou recebê-lo. Vamos pedir isso também para a Luz, para ela nos ajudar a escolher.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 13/08/12, O Zohar

Você Obterá O Que Pedir

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode me ajudar durante a leitura de O Zohar para ver o ponto no coração dos meus amigos?

Resposta: Peça! O Zohar é como eletricidade na tomada da parede: se você quiser, você pode se aquecer com ele; se quiser esfriar, tire da tomada. É energia. O Zohar é a Luz simples. Você decide como usá-lo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/08/12, O Zohar

A Bateria Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre as constantes tentativas de pensar na unidade durante a leitura do Livro do Zohar e as tentativas de pensar nela durante o dia?

Resposta: O dia inteiro depende de quanto tempo você pode manter o sentimento de unidade que criou durante a aula; se você não aprendeu isso, então você não se conectou à fonte.

Suponha que você tenha um veículo elétrico, você chegou a um posto de combustível, você se conecta à tomada, recarrega a bateria, e sai.

Você já carregou sua “bateria” ou não? Se você vem para a aula com a preparação correta, com a percepção correta, preparando todas as condições para que a sua “bateria” esteja devidamente conectada à Luz, então ela está cheia. É com isso que você pode sair da aula, e durante o resto do dia ficar conectado à fonte e manter a intenção correta, existindo graças a esse preenchimento. Como você se encheu, você já sabe o que fazer com todas as interrupções e problemas.

Em geral, é isso que somos obrigados a fazer. Se fizermos tudo do jeito que deveríamos, nós vamos compreender e descobrir que este mundo não foi apenas formado, mas foi criado como um sistema especial que é uma continuação do sistema espiritual, de modo que seremos preenchidos com energia espiritual, e então misturados com o mundo, beneficiando-nos uns dos outros, enfrentando problemas na família, no trabalho, etc. Todos estes sistemas não foram criados sem razão, pois nada acontece por acaso. É neles que nós realizamos o que recebemos em nossa “bateria” e graças a isso subimos ao próximo nível. Assim, nós iluminamos o mundo, o corrigimos, e com a sua ajuda subimos.

Depois, nós recarregamos novamente a bateria e começamos o dia seguinte, dia após dia, como se diz: “Que cada dia seja como novo”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/07/12, O Zohar