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O Segredo Dos Volumes Perdidos Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Amor“, Item 140: Páscoa é sete dias e Sukkoth é sete dias. A plenitude da alegria de Sukkoth é um dia: Shemini Atzeret. Por que não há sete dias em Shavuot? Afinal, Shavuot é o tempo da entrega da Torá, que é mais importante. Páscoa é a linha direita, Sukkoth é a linha esquerda e Shavuot é a linha do meio, que inclui as duas linhas, e por isso deve ter sete dias, mais do que neles.

Páscoa, Shavuot, Yom Kippur, Rosh Hashana, todas as festas e todos os dias do ano são níveis da escada espiritual. Seis mil anos (todo o período da correção do mundo) dividem-se em três períodos, cada um com 2000 anos de duração, quando os vasos são revelados: os desejos HBD, HGT, NHY ou os mundos de Beria, Yetzira, Assia.

As almas nesses mundos agem ao subir junto com esses mundos para o mundo de Atzilut. Ao subir ao mundo de Atzilut, elas atingem estas festas especiais, os Sábados e os dias da semana. Portanto, trata-se dos estados espirituais, e O Zohar nos diz por que não existem sete dias em Shavuot como na Páscoa.

Nós devemos compreender que O Livro do Zohar que recebemos, é feito de partes separadas e seções que permaneceram. Há partes onde uma explicação está cortada no meio e não há nada mais depois. Isso é tudo que nos resta, e de acordo com a Providência superior, não precisamos de mais nada.

Os autores do Zohar fizeram muito mais, escreveram cerca de 100 volumes. Tudo que eles colocaram nos volumes eles descobriram e operaram em todo o sistema das almas. Baal HaSulam e Rabash nos dizem que os sábios do Talmude prepararam esse sistema para nós dessa forma, para que agora a Luz opere através dele e nós sejamos nutridos por ela e não tenhamosque preceder o nosso desenvolvimento espiritual por uma vida de tristeza. Os autores do Zohar fizeram a mesma coisa.

Baal HaSulam também escreveu muitos livros e os queimou. Então, qual é a utilidade? A utilidade é o que ele colocou no próprio sistema. Ele preparou para nós todo o sistema de correção e assim o fizeram os autores do Zohar. De todo O Livro do Zohar, recebemos apenas os comentários sobre a Torá, e mesmo isso não é inteiro. O livro incluía muito mais do que isso, havia o comentário sobre o livro dos Profetas e o livro dos Escritos, sobre toda a Bíblia, mas não o temos. Eles escreveram estas partes e elas desapareceram porque pertenciam apenas ao próprio sistema. Nós o recebemos quando descobrimos o sistema; é assim como tudo funciona.

É o mesmo na vida espiritual de uma pessoa: uma parte vai imediatamente para o sistema e outra parte é revelada. É o mesmo com nossas ações: uma parte é revelada, e outra é ocultada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/11/12, O Zohar

Até Que O Copo Encha…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode ser medida a correção que eu recebo do Livro do Zohar? Nós temos lido O Livro do Zohar há dois anos, mas eu acho que sou atraído aos mesmos desejos e prazeres.

Resposta: Até que não seja preenchido com a medida necessária de esforço, vai parecer que sempre é a mesma coisa, como se você entrasse no tesouro do Rei e mesmo que tire algo de lá, este é derramado e você não tem mais nada.

Não resta nada, exceto tristeza, até que tudo se acumule numa grande tristeza, e assim você eleva uma oração cada vez maior (MAN) até atingir o pedido certo com a intensidade certa e tudo é revelado: você recebe tudo o que coletou nestes dois anos, e ainda mais do que isso, em todas as suas pequenas saídas, de uma só vez.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/12, O Zohar

Vamos Abrir A Porta Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode O Livro do Zohar me ajudar a reconhecer o mal?

Resposta: O Zohar, mais do que qualquer outra fonte, pode ajudar a pessoa a sentir o mal. Nós avançamos no caminho para a Luz, para o Criador, para a força de doação, que é a única que governa e que age na realidade, uma vez que o desejo de receber não se move se a força de doação (da Luz) não o impressiona.

Assim, verifica-se que sem os livros de Cabalá e, especialmente, sem O Livro do Zohar, nós não descobrimos a fonte do nosso movimento, mas apenas passeamos neste mundo. É a Luz que nos impressiona na forma de círculos se a evocamos a se aproximar de nós igualmente de todos os lados, e então tudo é imerso em diferentes dificuldades e problemas.

Mas o que são dificuldades e problemas? É o sentimento de nossa oposição à Luz. Nós não sabemos o que é a Luz, mas nos sentimos mal, não sabendo o que é.

Se uma criança pequena sente frio, por exemplo, ela treme e chora sem saber o que fazer. Próximo a ela há uma porta para um quarto aquecido, mas ela não sabe que deve ir para lá. Então, ela continua a chorar e gritar, mas não é capaz de ligar seu sentimento ruim ao frio. Ela não entende que se sente mal por causa do frio e não sabe que, se passar pela porta seguinte, vai se sentir bem e quente. Ela só alcança isso de acordo com o fenômeno real, mas não sabe de onde decorre. Ela simplesmente reage ao seu estado interior, sem uma causa e sem resultados. É assim que o simples desejo de receber responde.

Mas se esse desejo começa a construir uma cabeça para si mesmo, ele já entende de onde as coisas vêm e por que, como pode ser salvo, e que ações deve tomar para escapar da situação ruim: esta já é uma cabeça. Mas como ela é criada? Pela Luz que, por diferentes ações, constrói nele este mecanismo, que não existe no desejo de receber.

Assim, nós avançamos gradualmente ao bem. Existem pessoas em tal nível de desenvolvimento que simplesmente gritam quando se sentem mal. Há outras que tentam fugir em diferentes direções, mas não sabem a direção certa. Há também aquelas que conseguem escapar. Há aquelas que entendem que não há necessidade de escapar, e que se percebermos a Luz, que vem até nós e nos faz sentir mal, aqui em nosso lugar, vamos transformá-la em bem, e não há para onde fugir. Portanto, elas superam seu estado, o transcendem e descobrem a Luz no mesmo lugar. Tudo depende do nosso desenvolvimento.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/12, O Zohar

Paz Acima Das Nuvens

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, nste período especial para Israel, nós pensamos nas correções, para que elas ocorram de forma especial, ou seja, de acordo com as necessidades dos tempos atuais em que vivemos. Isto é assim para que elas nos afetem de uma forma que nos levará à perfeição, que levará à paz.

Deixe essa nuvem, este “pilar de nuvem” se tornar nuvens de glória. A diferença entre os dois é que não é a nuvem que vem até nós e esconde a força superior de nós, mas nós mesmos a escondemos com a nossa tela, com a nossa constrição, com a luz refletida, e assim nos elevamos acima das nuvens.

Da Lição sobre O Livro do Zohar, 18/11/12

Tudo Aponta Para A Conexão

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar é a fonte da Luz superior que ilumina a partir do topo do mundo de Atzilut. É o sistema da Providência e governo superior que age sobre nós, de modo que quando estudamos O Livro do Zohar, realmente nos conectamos com este mecanismo superior. Quanto mais perto queremos chegar do governo superior ao ler O Livro do Zohar, mais forte ele nos influencia. Mas o que significa chegar mais perto das Luzes, relacionar-se corretamente com o sistema da Providência?

Significa ser como ele. É o amor e a doação total e sua lei é a lei do amor. Como podemos verificar isso? Nós fazemos isso de acordo com o seguinte princípio: “do amor pelas criaturas ao amor pelo Criador”. O Criador é a natureza, a essência do sistema superior. Assim, a palavra “Elohim” (Deus) tem o mesmo valor que “Natureza” em Gematria.

Portanto, se quisermos que a força superior nos conecte, para nos levar à conexão e à correção, isso corresponde ao seu plano. De nossa parte, não pode haver outra intenção ou inclinação, de acordo com este sistema com a Luz superior. É por isso que é chamado de Luz que Reforma: quando queremos nos conectar mutuamente no “ama ao próximo como a ti mesmo”, que é a grande regra da Torá, da Luz, então ela vem, nos corrige e preenche. Na verdade, essa é a única ação na natureza e a única coisa que pode ajudar, salvar, corrigir e trazer o bem para nós e para o mundo.

A atual crise global se destina a nos mostrar que só a ação da conexão pode salvar a humanidade. Assim, a “pequena guerra” atual em Gaza é para nos levar à mesma ação interna que visa à conexão. Portanto, vamos tentar conectar todas as nossas inclinações em garantia mútua e entender que temos que nos tornar “como um homem em um só coração”. Na verdade, este é o nosso trabalho.

Esperamos que a Luz que vem durante a leitura do Livro do Zohar preencha a conexão entre nós. Então, não haverá inimigos nem guerras. Ao tentarmos nos conectar acima da situação, afastamos a força negativa. Se no passado a governança agia em nós através da face posterior da Luz, porque estávamos em oposição a ela, agora ela revela sua face. Vamos tentar nos concentrar para que tudo aconteça desta forma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/12, O Zohar

O Segredo da transição para a Espiritualidade

Agora estamos lendo O Livro do Zohar. Como posso amarrar este texto com a Luz que Reforma, com as mudanças que eu tenho que sentir e vivenciar, e por elas para chegar ao objetivo da criação? Como posso sentir isso? O que eu tenho que fazer quando eu ler ou ouvir o Zohar?

Na verdade, eu sou obrigado a encontrar uma expressão interior para o que os autores de O Zohar dizem. Em quais desejos, em quais sentimentos, em quais estados internos ou mudanças que eu vejo o cumprimento do que eu li no livro? Uma pessoa é um mundo pequeno.

Todos os mundos estão em uma pessoa. Todos esses estados, todos esses padrões já estão dentro de mim. Eu só preciso revelá-los, quero vê-los. Quero revelar em mim o que lemos em O Zohar.

Pergunta: Será que isso significa que eu preciso sempre olhar para dentro de mim e tentar encontrar as reações internas para o que ler? Mas sempre tento incorporar nos outros e senti-los.

Resposta: Naturalmente, todo mundo está em você, e você também os ve dentro de você. O mesmo sistema pelo qual você revela tudo, incluindo o Criador, está em você

Pergunta:. Posso compreendê-lo em minha mente …

Resposta: Não, tem que ser em seus sentimentos. Aos poucos você vai sentir que tudo está dentro de você, não há nada do lado de fora. Toda a resistência isso, todos os conflitos entre mim e o que está no exterior é gradualmente apagada, essa disparidade, essa distância é emocional. Ela desaparece.

Quanto mais falamos sobre o fato de que o que é externo a mim é cada vez mais importante para mim, todo o caminho para “ama teu amigo como a ti mesmo”, quando o seu amigo que é externo a você torna-se mais importante para você do que você mesmo , o quanto mais você apagar a distância e avança para o estado em que o que é externo e o que é interno tornar-se o mesmo para você ou perto disso, você começa a perceber a realidade de uma forma mais realista e que está dentro de você.

De onde essa percepção vem? A partir do fato de que o que está no exterior torna-se emocionalmente mais perto do que está dentro. Este é o lugar onde a sensação de que toda a realidade é interna vem. Isto é como uma mãe sente a criança dentro dela, embora ela esteja realmente do lado de fora. Portanto, primeiro ela está em seu ventre e então ela sai.

Estas são as fases do nosso desenvolvimento. Mas isso não significa que ele está ficando cada vez mais distante dela. Pelo contrário, uma pessoa cresce, dá origem a crianças, e o que é externo parece existir internamente também. Na verdade não há interioridade e exterioridade, tudo se torna um todo.

Aqui nós temos que superar uma barreira emocional, de modo que eu sinto que o que está no exterior é igual ao que está no interior. Então eu vou descobrir que toda a realidade está dentro de mim. Ela não está em nossa mente, mas em nossos sentimentos. A mente é já um resultado dessa correção.

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A partir da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala14/11/12, O Zohar

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Quando Tudo Está Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos transformar os vasos de recepção em vasos de doação?

Resposta: Nós criamos uma variedade de formas diferentes de metais. Criamos engrenagens, grades, barras, etc. Nós também trabalhamos com o desejo de receber de acordo com o mesmo princípio, embora ele nunca doe por si. Em termos Cabalísticos “vasos de doação” são vasos de recepção que podem doar quando agem de um modo especial. Em outras palavras, eles assumem uma forma especial. Afinal de contas, eles não podem fazer nada, exceto receber.

Portanto, a recepção é melhorada de tal forma que se tornará como doação.

Hoje, quer eu goste ou não, a minha intenção continua sendo egoísta. Para corrigir isso eu preciso de uma força especial externa. Para isso, nós estudamos a fim de evocá-la.

Eu não posso mudar nada por mim mesmo, e por isso eu não me preocupo com os meus desejos, pois eles vão se desenvolver de acordo com o plano. Eu não tenho que me preocupar se meus vasos estão cheios e se eles são o que há neles e quanto. Aqui está tudo bem, e eu estou apenas preocupado com a intenção, com a direção dos meus pensamentos. Eu diferencio entre a ação e a intenção e só na minha intenção eu estou constantemente aderido à meta. Enquanto eu mantenho o mesmo foco, não importa o que eu faça, eu estou corrigido e está tudo bem comigo. É por isso que se diz que a pessoa está onde os seus pensamentos estão.

100% de uma intenção para doar me garante 100% de correção. A intenção é que conta e não a ação. Assim, mesmo se eu roubar e destruir, eu roubo e destruo partes do meu desejo egoísta, a fim de realizar atos de doação. A pessoa não é responsável por seus atos; é a intenção que determina tudo.

O problema é que, quando olhamos para o outro, nós vemos ações e não intenções. Mas este problema nos traz a correção. Eu tenho que subir ao nível da conexão mútua, a fim de julgar os outros de acordo com suas intenções e não suas ações. Isto nos obriga a ser Cabalistas. Não há outra escolha; caso contrário, não conseguimos nos conectar corretamente. Os desastres estão aumentando; então, onde está a minha influência no superior?

Pergunta: Se a intenção é a mesma forma que está vestida na matéria do desejo, como vamos corrigi-la?

Resposta: Com a ajuda da Luz que Reforma. Nós tentamos agir em doação, tentamos nos conectar e nossos fracassos revelam a necessidade da Luz.

Afinal, há uma parte de Galgalta Eynaim (GE) em cada pessoa. Como resultado, algumas pessoas são atraídas para a Luz, e esta atração é revelada nelas quando surge a pergunta “Qual é o sentido da vida?”. Elas querem saber, descobrir o segredo da vida. Tais pessoas são especialmente egoístas. Elas estão muito longe de ser agradáveis e são até mesmo muito nojentas e não se preocupam com este mundo. Elas o desrespeitam e não estão satisfeitas com o seu “disparate”. Em suma, as pessoas que não são boas alcançam a sabedoria da Cabalá. Afinal, um grande desejo suprime pequenos desejos. No final, a pessoa arde por causa de uma única coisa: ela quer saber por que deve continuar a viver.

Além disso, ela pode estar preocupada com altas questões filosóficas, como: “O que é o universo? Por que tudo isso existe?”. Em outras palavras, ela sente que está sufocada aqui e não consegue suportar.

Tudo isso é causado pela parte de GE que despertou e está por enquanto em AHP, aumentando-a e forçando a pessoa a procurar, obrigando-a a se abrir a tudo, tentando “engolir” toda a realidade, incluindo o Criador .

Então, graças a suas ações no grupo e ao estudo, a pessoa começa a apreciar e classificar corretamente todos esses fenômenos e, em seguida, ela se aproxima da correção.

Além disso, isso depende da raiz de sua alma, da qualidade de seu GE. Alguém pode ansiar por conhecimento global de acordo com suas Reshimot (genes informativos). Afinal, certas Reshimot eram antes muito elevadas, e caíram tão fundo que exigem muito trabalho. Essas pessoas não têm êxito de imediato, mas depois de décadas conseguem ascender, enquanto outras não.

De qualquer forma, “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é ainda maior”. É disso que depende o número de ações de correção que ela deve realizar.

De qualquer forma, as partes de GE e AHP estão inicialmente em todos, incluindo as nações do mundo. Afinal, todos nós atravessamos a quebra inclusive na antiga Babilônia. A crise também foi revelada como é hoje, e como resultado, apenas um pequeno grupo saiu da multidão: a nação de Israel. Agora, quando todos os outros “babilônios” estão sofrendo, não tendo escolha, eles vão ter que se corrigir juntamente com este pequeno grupo, a fim de finalmente deixar a Babilônia. Então, todo mundo vai ser chamado de “Israel”, que significa “direto ao Criador” (Yashar-El).

Não se trata de uma nação, mas de se assemelhar ao Criador. A diferença é a ordem das coisas: alguém começa o processo e alguém continua. Cada um faz a sua parte, e, no final, todos corrigem a quebra de Babel.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/12, O Zohar

Onde Conseguir Um “Prato” Para A Revelação Espiritual?

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Livro do Zohar, nós devemos querer revelar a unidade e atingir o que estamos aprendendo. Neste livro eu leio sobre os estados espirituais, mas onde estão esses estados? Se eu preparasse um desejo correto durante a leitura deste livro, eu revelaria o que está escrito nele. Isso é chamado de “alcançar o que é aprendido”.

Todos estes estados existem. No entanto, o meu problema é que eu só posso revelá-los de acordo com a percepção do meu vaso (desejo, Kli). É por isso que durante a leitura do Livro do Zohar, que me descreve vários estados espirituais, eu tenho que pensar em como posso posicionar meu vaso, meu “prato”, a fim de receber a revelação dos estados descritos.

O que constitui este vaso? Que tipo e forma o desejo deve estar para eu receber e revelar o que lemos no Zohar? Eu tenho que pensar sobre isso. Ou seja, eu tenho que cuidar dos Kelim, os vasos, os desejos. Será que eu posso influenciá-lo de alguma maneira? O que depende de mim: o tipo do vaso, o envolvimento de vários desejos e intenções nele. O que eu preciso para que o “prato” onde vou revelar a espiritualidade não seja quebrado, mas permaneça vazio e inteiro?

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/12, O Zohar

Encurtar o caminho para o Criador

Depois de todos os esforços que uma pessoa faz, ficando confuso, correndo para trás e para à frente e depois relaxando, tentando fazer algo em grupo ou sozinho, no estudo, na disseminação externa, depois de todas essas tentativas, de todos esses esforços se concentrando em um ponto chamado um pedido , uma oração, a elevação de MAN, uma exigência. Este pedido, que é uma necessidade urgente de ajuda, cria o primeiro contato entre uma pessoa e o Criador, pois, como resultado de todos os esforços, tanto consciente como inconscientemente, ele invoca para si a influência da Luz. Nós fazemos tudo devido a carência, desejo, não importa de que tipo, se é a favor ou contra, negativo ou positivo, há apenas um desejo, uma carência e com isso agimos. Assim, cada vez que descobrimos uma carência nova, uma nova necessidade de preenchimento, evocamos e convocamos a Luz, uma vez que elas estão intrinsecamente ligadas. Então, inicialmente evocamos a Luz, e então ela opera.

Assim, por diferentes ações, só precisamos encurtar o caminho. O que queremos dizer com “encurtar?” Se operamos com a intenção correta, as mudanças em nós ocorrem muito mais rapidamente e aumentam a frequência das nossas mudanças. Não podemos pular mil Reshimot (genes espirituais informativos), falhá-las e depois pular outros milhares de novo, e assim, ir saltando ao longo do eixo do tempo. Nós só podemos “correr” todas as Reshimot pelo processamento de cada uma delas, mas se eu operar propositalmente em conjunto com o ambiente que me apoia, organiza e pressiona , eu processo as Reshimot rapidamente.

Eventualmente, nós alcançamos a carência correta, que, de acordo com a sua intensidade e caráter, são “Reshimot de cobertura” e “Reshimot de espessura.” “Reshimot de cobertura” não são dentro, já que são sempre num nível superior, mas eu entendo-as mais ou menos, eu imagino o estado que eu quero alcançar com a espessura suficiente. Se estas Reshimot são mais ou menos adaptadas ao estado de conexão, para o contato com o Criador, então acontece.

Cumprir as Reshimot mais rapidamente ocorre durante o estudo das fontes, como se diz em muitos artigos que é desejado transformar o estudo em uma oração. Normalmente, todos os esforços são revelados em uma pessoa durante o estudo e as condições mais eficientes são durante a leitura de O Livro do Zohar.

Se uma pessoa pensa sobre sua correção na conexão com o grupo, a fim de incorporar no mesmo, para se perder nele, para transformá-lo em um desejo geral de revelar o Criador e através disso dar-lhe contentamento, O Zohar é muito útil no cumprimento das Reshimot neste sentido da forma mais rápida.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/12, O Zohar

Um Acordo Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que não temos unidade em nossas intenções durante a leitura do Livro do Zohar, o que isso significa?

Resposta: Nós lidamos com correções, e a correção é feita pela força que nos criou; essa força é chamada de Luz que Reforma. Ela criou, quebrou e corrompeu tudo de propósito, para que dessas corrupções especiais nós encontrássemos a nós mesmos e tivéssemos a capacidade de compreender e de atingir a plenitude.

Mas, a fim de conseguir subir a partir da nossa corrupção, nós precisamos que a força opere em nós. Esta força só vem se primeiro quisermos ser corrigidos, se sentirmos uma deficiência nesta ação. Em seguida, ela opera em perfeita conformidade com a nossa deficiência, em quantidade e em qualidade.

Isto significa que nós temos que saber com antecedência quais correções esta força vai executar. Mas nós não sabemos quais correções são necessárias. Portanto, como podemos atrai-la? É por isso que nos é dado um tipo de jogo em nosso estado em que jogamos a conexão e a unidade e nos aproximamos um do outro em discussões, como se fossemos corrigidos, como se quiséssemos ser corrigidos, como se quiséssemos nos conectar, etc.

Se nós somos atraídos a isso durante o jogo, já que nada mais é exigido de nós, se realizamos isso, ao menos em alguma conexão com a correção, a Luz opera e nos influencia. Há uma espécie de acordo: eu faço isso “como se” e você faz “de verdade”. O inferior precisa clamar, e o superior, em resposta a esses protestos, traz a correção. Esta é a ordem dos níveis em cada nível.

Portanto, se este for o caso, o que devemos fazer? Todas as nossas orações devem ser apenas para a conexão entre nós, uma vez que esta é a correção da quebra. A conexão que tento alcançar é para isto, de modo que saberei que não posso fazer isso e que preciso da força superior para fazê-lo.

Portanto, por um lado, eu sou atraído à conexão, e por outro lado, eu sei que não posso realizá-la sem a Luz superior. Então a Luz vem e faz o trabalho. Esta é toda a ação.

Isto significa que a preparação para a recepção da Torá é a deficiência para a ação de correção. A própria Torá é o método de conexão, e a Luz superior é a força que me leva à conexão. Não há nada além disso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, O Zohar