Textos na Categoria 'Zohar'

Comprando Um Lugar Ao Lado Do Criador

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós temos que tentar encontrar o contato entre nós e sentir a força superior neste contato. Nossa conexão vai se tornar o vaso para a revelação do contato com o Criador.

Se eu tento me conectar com os amigos, eu já estabeleço um vaso acima da razão, já que de acordo com a minha razão, eu não estou conectado a ninguém, e não preciso estar conectado a ninguém; eu estou sozinho e é como se todo mundo não existisse. Se eu acredito que a conexão entre nós é mais importante do que eu, eu já subo acima da minha razão, acima do meu desejo.

Portanto, mesmo que a conexão entre nós não tenha atingido o nível da verdadeira doação, ela já recebeu certa forma acima do ego individual da pessoa. Assim, até este ponto, ela já é premiada com uma iluminação de cima com a doação da Luz.

Não há outro meio em nosso mundo para se aproximar da Luz, para se tornar semelhante a ela, tornar-se adaptado a ela, de modo que a Luz comece a nos influenciar, senão conectando-se aos outros acima da minha razão. Essa ação já está organizada para nós para que possamos realizá-la. Nós podemos realizá-la de diferentes maneiras. Nós temos o apoio do ambiente. Isso significa que tudo é organizado no nível corporal mais baixo: você tem amigos e um grupo, portanto, faça-o!

Ninguém pode alegar que não recebeu a chance de avançar. Se uma pessoa se coloca no grupo como o membro mais simples, menor e mais humilde, então, por esta ação corporal simples, ela já pode começar a sua ascensão espiritual, mesmo sem uma mente especial, sem sentimento e sem qualquer informação sobre o avanço espiritual. Ela não tem que fazer nada além de servir ao grupo. Esta é a verdadeira forma de Malchut de Nukva (a parte feminina da criatura). Se ela serve, ajuda, apóia e faz a vontade de seu esposo, ela “compra” o seu lugar ao lado dele. Nós temos que fazer o mesmo em relação ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, O Livro do Zohar – Introdução

O Zohar: O Programa De Gestão Do “Computador” Da Criação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “A Noite da Noiva”, Item 145: A palavra HaVaYaH aparece escrita seis vezes e há seis versículos desde “os Céus proclamam” até “A Torá do Criador é perfeita” (Tehilim [Salmos] — 19:2-8). E este é o segredo da palavra BERESHIT, que é formada por seis letras: O CRIADOR CRIOU ET (OS) CÉUS E A TERRA, seis palavras ao todo.

O Zohar explica o programa: “Há um programa diante de vocês. Leiam-no, falem sobre ele, e discutam-no. Aqueles que puderem, lembrem-se dele, e quem não puder, esqueça, não importa. Trabalhem com ele. De qualquer forma, vocês não vão entendê-lo. Mas, ao se ocupar com esse programa, lendo sobre ele e querendo saber o que ele é e do que ele fala, vocês estão gradualmente reunindo-o dentro de vocês em seus vasos, em seus discernimentos”.

É por isso que nós lemos sobre o programa operacional. Ele se veste em nós na medida em que queremos que ele seja vestido em nós. O próprio texto nos ajuda a estar, de alguma forma, conectados a esse programa.

Existem diferentes almas. Para a primeira geração o programa que foi escrito na forma da Torá foi suficiente, as gerações que se seguiram necessitaram de acréscimos, os profetas, a Mishná, Gemará, e, em seguida, mais e mais novos livros. Em geral, no entanto, todos eles explicam o programa inicial, os cinco livros da Torá, ajudando-nos a querer reunir este programa em nós para que possamos realmente começar a operar de acordo com este programa.

Pergunta: Se seguirmos a analogia do computador e do programa, o hardware é o nosso desejo de receber. O que o programa faz com o desejo de receber? Como ele o opera de forma diferente?

Resposta: Em nosso caso, o hardware, o desejo de receber, não muda. Ele permanece o mesmo. A julgar pelo hardware, o computador é perfeito. Toda a diferença entre os programas está nas conexões, em seus números, na sua capacidade de se conectar.

O software só conecta todas as partes do computador, dá a cada célula de memória um número, conforme a sua importância, e conecta todas as células. Deste modo, cada célula de memória contém determinadas informações e todas estão conectadas de acordo com certa ordem. Esta ordem também pode mudar, mas é tudo parte do mesmo software.

Isso é tudo o que realmente temos. Agora, todas as células contêm um e zero, e isso depende da conexão entre essas células. Esta é a vida, isto é todo o software, todo o programa operacional, e tudo o que existe. Nós não levamos em conta as verdadeiras células de memória, o zero e o um em cada célula. O que importa e o que determina as coisas é a ordem das conexões entre elas e a dinâmica das conexões mútuas que constantemente mudam, uma vez que isso é o que determina o fluxo de informações que é sentido em nós como o fluxo da vida. A mesma coisa acontece em nosso corpo agora.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, O Livro do Zohar – Introdução

Quem É O Condutor de Burros?

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar , Introdução, “O Condutor de Burros”, No. 85: Rabi Elazar e Rabi Aba desceram de seus burros e o beijaram. Eles disseram: “Tão grande é a tua sabedoria, e ainda assim você dirige burros atrás de nós! Quem é você, então?” Ele respondeu-lhes: “Não me perguntem quem eu sou, mas vamos seguir em frente e estudar a Torá. Cada um de nós vai falar de sua sabedoria, de modo a iluminar o nosso caminho”.

O condutor de burros é a “Luz Circundante”, a Luz que Reforma. Qual é a diferença entre ele e a Luz que é descoberta mais tarde? A Luz Circundante se torna “Luz Interior”. Quando ela for descoberta, vai ficar claro que esta é, por exemplo, a luz de Yechida, e até então nós não sabemos que nível nós estamos abordando, quem é o nosso guia.

O condutor de burros é a Luz Circundante que nos leva através da densidade do desejo de nossos “burros” de nível para nível.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/13O Zohar

A Maravilhosa Droga Chamada “Zohar”

Dr. Michael LaitmanEsforçar-se como “um boi para a carga e um burro para o fardo” significa trabalhar sem sentir qualquer gosto no trabalho. Eu li o Livro do Zohar porque o médico disse que ele funciona como uma droga que vai me ajudar a me recuperar. Normalmente, ele é desagradável e bastante difícil. Ele está em contraste com os meus desejos corporais e não é para o meu gosto, mas o médico o receitou e assim o faço.

Eu não desejo sentir prazer em minha mente e coração ao ler O Zohar. Embora a leitura do Zohar me traga alegria, eu não estou feliz porque pareço entender, sentir e seguir o enredo como num livro de aventura, seguindo as jornadas dos grandes sábios como sigo os grandes exploradores de novas terras e continentes. Eu estou feliz só porque aceito essa leitura como um medicamento.

Não é a leitura em si que me traz alegria, mas o processo que eu passo. Em primeiro lugar, eu sigo as ordens dos sábios, o que significa que me curvo diante deles. Em segundo lugar, eu ouvi dizer que isso traz satisfação e prazer ao Criador. Finalmente, eu me corrijo dessa forma e me aproximo do Criador!

Se você mergulha no texto, isso significa que você age em seu desejo de receber, tentando preenchê-lo de alguma forma com seu coração e mente egoísta. Assim, você rouba a intensidade do seu estudo, a intensidade do estado. No entanto, no final, as coisas vão se inverter e vai chegar um momento em que de repente você percebe que não tem nada. Esta tristeza egoísta vai fazer você entender que você tem estudado do jeito errado.

Esta abordagem não é 100% exata, pois como eu posso tentar entender com minha mente corpórea do que se trata O Livro do Zohar? Se você é um cientista, você estuda este mundo com as ferramentas que tem, com suas emoções e sua mente, tentando compreendê-lo em sua mente. É assim que a ciência funciona neste mundo, e é chamado de “razão”.

No entanto, o mundo espiritual está num nível diferente. É uma dimensão onde suas emoções e sua mente não têm controle de nada. Você não pode sequer imaginar como é. Trata-se de uma frequência totalmente diferente. É como se você recebesse uma frequência de 100 kHz enquanto alguém trabalha numa frequência de 100 MHz. Estas são frequências totalmente diferentes, uma é longa e a outra é curta. Elas não podem se comunicar, nem gerar quaisquer formas comuns.

Como você pode falar sobre um mundo que não consegue perceber? Ao que você pode se prender? A nada! No entanto, você recebeu livros que não entende. Você não vai entender nada, a menos que atinja o nível do livro. Este nível de qualidade é alcançado mudando todos os seus sentidos e sua mente. Tudo mudou em você, e você recebe novas emoções e mente, em vez das antigas. Antes você não tinha nenhuma conexão com o livro chamado “Torá”, exceto por sua qualidade única.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, O Zohar

O Que as Palavras de “O Zohar” Revelam

Pergunta: Qual deve ser a intenção certa quando lemos O Livro do Zohar? Deve ser permanente ou variável?

Resposta: Como regra geral, é desejável manter uma intenção permanente quando se contempla a si mesmo como estando unido com os outros, tendo um desejo comum e partilhando uma aspiração comum. Dentro desse desejo integrado, aspiração, a pessoa revela a totalidade dos atributos internos de seus relacionamentos com os outros na medida de seu nível de conexão e sua chance de expor todas as formas possíveis de conexão através da doação mútua que O Livro do Zohar escreve a respeito.

Afinal, com a ajuda de várias metáforas e através da terminologia cabalística (como “Havakuk, Atik, Hamnuna-Saba…”) O Zohar explica-nos os detalhes da realização que estão associados com a nossa conexão. Não há nada além disso.

Em algum momento, houve um vaso espiritual, kli, um sólido dez Sefirot que não tinham diferenças entre eles. Após a ruptura, começamos a distinguir entre as várias partes diferentes que agora estão separadas e distantes umas das outras e que tentam se reunir. Descobrimos vários tipos de conexão. O Zohar nos diz sobre os tipos de conexão. Não há uma única palavra no livro que descreve qualquer coisa, exceto isto. [Leia mais →]

Não Julgue Pelo Número De Páginas

Dr. Michael LaitmanTodos os livros de Cabalá são chamados de livros da Torá, já que foram escritos por pessoas que atingiram a espiritualidade e estão além da Machsom (barreira) que nos separa do mundo espiritual. A única coisa que você precisa desses livros é a qualidade única neles.

A qualidade única significa que todos os seus atributos atuais, suas emoções, sua mente, sua rapidez e sua inteligência, todos os seus atributos humanos, não têm nada a ver com a realização espiritual e, portanto, são inúteis aqui. Você pode ser o mais tolo ou mais inteligente, é totalmente irrelevante. Você pode estudar o dia todo como um tolo, sem entender uma palavra e nem sequer conhecer a língua em que foram escritos, não faz diferença, e é exatamente como saber o livro inteiro de cor.

Há apenas uma coisa que pode ajudá-lo: se você usar este livro como uma qualidade única. A qualidade única é a conexão especial que você pode estabelecer com estas páginas. No entanto, como você opera quaisquer forças através destas páginas? Você não sabe. É porque você não conhece a si mesmo. Você não sabe o que essas páginas são. Você não sabe o sistema superior. No entanto, no momento em que você percebe o texto como uma qualidade única, você opera um determinado sistema que desconhece.

Em seguida, o sistema começa a operar em você! No entanto, isso não tem nada a ver com suas emoções ou sua mente. Você pode rir ou chorar enquanto lê e isso não significa nada. Tudo o que você deve fazer é operar a qualidade única que está neste livro. É uma condição especial que conecta você a alguma força superior.

Você não sabe o que esta força significa, onde ela está escondida, ou como ela opera em você e o influencia. Você simplesmente a utiliza como uma qualidade única. Você não precisa saber nada, exceto o termo “qualidade única”.

Mesmo se você estude tudo o que está escrito aqui de cor, isso não vai lhe aproximar da espiritualidade. Pelo contrário, isso só vai empurrá-lo para trás. Como está escrito: “O ponto de vista dos proprietários é o oposto do ponto de vista da Torá”. Sabedoria sem intenção não ajuda a pessoa a avançar na espiritualidade, uma vez que não tem nenhuma qualidade única. Esta é a razão de não julgarmos pela quantidade de conhecimento, mas sim operamos “acima da razão”, tentando atrair a força que está acima de nossas emoções e nossa mente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, O Zohar

Vamos Nos Preparar E Alcançar O Que Quisermos!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos dias que antecedem a Convenção, é necessário se concentrar no pensamento de que é proibido pedir para si mesmo, porque assim você danifica sua alma, ou em ir lá para elevar a nossa oração coletiva?

Resposta: Antes da Convenção, é necessário se concentrar no pensamento de que uma oração só pode ser coletiva, bem como no princípio simples de que iremos comer lá o que preparamos para a Convenção. Como se diz, “aquele que não se esforça na véspera do Shabat (sábado), o que ele vai comer no Shabat?”.

Vocês não devem colocar suas esperanças em mim: nem um único 1%! Tudo depende apenas do seu vaso, do seu desejo.

Pergunta: Eu tenho que imaginar agora como estou conectado com os amigos lá?

Resposta: Comece a fazê-lo agora mesmo. Por que esperar pelo início da Convenção! A preparação não significa que você está pronto para clamar lá, mas que você está clamando agora e que, durante este clamor, você está discernindo melhor os seus desejos. Se você deixar isso para amanhã, o que vai acontecer com você hoje? Nós devemos aspirar à união agora mesmo!

Preparação para a Convenção significa que você já está agora se empenhando com todas as suas forças em unir todos os nossos desejos, vasos. Então, você vai chegar à Convenção mais conscientemente e irá averiguar os desejos. Se for assim, por que nós precisamos começar a pensar nisso hoje, com um mês de antecedência? Nós pensamos antecipadamente, e isso é suficiente.

A tarefa é não esperar o momento desejado, contando no calendário os dias que restam. Preparação é em cada momento, todo o tempo antes da Convenção, todos os dias, avançar na unificação, compreensão, sentimento, cuidado, inspirando os amigos mais e ser inspirado por eles. A tensão é construída mais e mais dentro de você a cada dia, então você virá à Convenção e explodirá lá! Ou talvez nós iremos alcançar tudo o que desejamos no caminho.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13, O Zohar

A Coroa Da Convenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: No Livro do Zohar, “A Noite da Noiva”, nós lemos sobre como a noiva (Divindade) se enfeita antes do encontro com o noivo (o Criador). Que joias nós preparamos para nós mesmos no grupo para nos enfeitar antes da próxima Convenção?

Resposta: O enfeite da noiva é a coroa do casamento, Keter. É a Sefira superior que não tem nada que ver com as outras Sefirot e é, na verdade, a sua fonte. O termo Keter (coroa) significa doação e não tem nenhuma forma concreta e nem atributos. Isso é tudo o que devemos saber sobre a doação, e todo o resto são expressões da Sefira Keter que Malchut recebe.

Uma coroa é doação sem uma forma definida. É realmente ao que devemos ansiar, como se diz: “uma coroa na cabeça do justo”. Um justo é a Sefira Yesod (base), que conecta as outras Sefirot nela. Se nós queremos nos conectar, nós sentimos a necessidade de uma coroa na cabeça do justo, em seus pensamentos, em seus desejos e em seus planos. Isto é onde a coroa deve estar e onde ela está.

Um justo, a Sefira Yesod, é o local do acoplamento com a Luz. Após a segunda restrição, não há nenhum espaço para o acoplamento em Malchut propriamente dito, mas apenas em Yesod. (Isto é porque os filhos de Israel não quiseram o acoplamento na Sefira Yesod, em José, e assim desceram ao Egito). Os justos são aqueles que reúnem neles todos os discernimentos com que podem trabalhar, exceto Malchut. Todos esses discernimentos se conectam em Yesod. Malchut que ascende à Bina é chamada de Yesod.

Todo o nosso trabalho deve ser incorporado em todos os sentidos possíveis no grupo, com todo o nosso coração. Antes da Convenção eu me preparo para me anular totalmente, o que significa sentir que meus movimentos estão junto com todos os outros, com todos os pensamentos e desejos.

Eu devo me lembrar de que não me volto ao Criador com uma oração pessoal! A pessoa que eleva uma oração pessoal destrói a sua alma. Na verdade, ela destrói tudo, mesmo que ela queira dar satisfação ao Criador. Assim, a incorporação no grupo precede todas as outras ações. Isso é chamado de Yesod, uma vez que ela é a base para o trabalho e porque ela é a Sefira Yesod com a qual trabalhamos, ao invés de Malchut.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13, O Zohar

“As Estantes Da Criação”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos conectar os mundos e as almas?

Resposta: A criação inteira é como um armário projetado para livros. E nós colocamos os livros nele. Este armário é chamado de “estante de livros”. Esta estrutura deve ser composta de dez Sefirot. E cada inanimado, vegetal, animal e “falante” deve preencher essas “prateleiras”, estas dez Sefirot. Os níveis inanimado, vegetal e animal preenchem essas “prateleiras” de acordo com sua estrutura e são chamados de “mundo” no que diz respeito à pessoa.

Será que a pessoa se identifica com esta estrutura, a própria “estante”? Não. Ela só sente os níveis inanimado, vegetal e animal. Ela não vê a estrutura interna do mundo que deve ser organizado de acordo com o HaVaYaH; ela só vê o que o preenche. Eu vejo os livros, mas não as prateleiras. As prateleiras representam a estrutura que vem e se estende de Cima. Se eu começo a preencher essas prateleiras da forma correta, eu descubro que existe uma ordem específica aqui. Antes eu não tinha descuberto isso.

A mesma coisa acontece com a gente em nosso mundo. Nós evoluímos e descobrimos todos os tipos de fenômenos. De repente, descobrimos que as notas musicais devem ser organizadas numa ordem particular, que até mesmo as cores são dispostas numa ordem única, também as ondas sonoras são organizadas com determinados comprimentos de onda, e assim com tudo. Para cada fenômeno desconhecido que eu investigo, eu começo a descobrir nele uma particularidade, uma ordem única, leis específicas. Eu descubro como esse fenômeno preenche o HaVaYaH original, as prateleiras. Mas eu não descubro essas prateleiras desde o início.

Imagine uma pessoa que não entende nada de música mesmo milhares de anos antes do desenvolvimento de ouvir música e da criação de instrumentos musicais e composições musicais. Ela começa a compor uma música. Ela não sabe o que é isso, simplesmente começa a tocá-la de uma forma natural.

É a mesma coisa com as línguas. De onde eu poderia saber que a língua hebraica é composta de 22 letras e mais cinco letras finais, e que as suas estruturas precisam ser organizadas dessa forma? Eu não sei disso. No entanto, eu existo na natureza e assim desenvolvo a linguagem a partir dela, eu preencho as prateleiras. Em seguida, as prateleiras são chamadas de “mundo”. O HaVaYaH foi preparado para nós; ele se estende de cima para baixo. E com os nossos esforços, nós precisamos preencher essas “prateleiras” de baixo para cima, com livros que escrevemos. Isso é chamado de nossa necessidade de escrever o livro da Torá no tabuleiro dos nossos corações, no desejo.

Pergunta: Os “mundos” são algo vivo e mutável?

Resposta: Não. Esta é uma estrutura permanente com 125 níveis.

Pergunta: E as almas?

Resposta: As almas também não existem; nós precisamos fazer com que as almas se formem. Existem 125 prateleiras vazias e há centelhas quebradas, vasos, Kelim. Você precisa organizar e preencher tudo isso.

Você precisa dividir o seu desejo em “Mocha“, “Atzamot“, “Gidin“, “Bassar” e “Or” (medula, ossos, tendões, carne e pele). Você precisa “abater” a si mesmo, remover a “Or” (pele) de si mesmo, separar a sua camada interna (pergaminho) do lado de fora e começar a escrever sobre o pergaminho, o interior da “Or” (pele) externa sendo a parte interna da nossa “Or” (pele). Escrever a Tora ali, não na própria parte externa, mas na própria parte interna da parte externa. Escrevendo isso, você começa a preencher todas essas prateleiras desde as primeiras palavras: “No princípio Deus criou…” até “Israel”, no final. Com isso, você preenche todos os 125 níveis.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/06/13, O Zohar

O Imperceptível Mensageiro Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, “O Condutor de Burros”: O condutor de burros que está conduzindo os burros por trás deles é a assistência às almas dos justos, que é enviada a eles de Cima para elevá-los de um nível para o outro. Se não fosse por essa ajuda, que o Criador enviou para os justos, eles não conseguiriam se elevar do seu grau e subir mais alto. Daí o Criador envia uma alma elevada de Cima de acordo com o mérito e o grau de cada justo e o auxilia em seu caminho.

Pode-se dizer que esta assistência é a mesma Luz que Reforma. E o “Criador” é a Luz geral do Infinito que envia os vasos (desejos) à pessoa. Afinal, subir ao próximo nível requer novas “vestes”, que em nosso caso, vêm através do professor.

De qualquer forma, cada pedido sobe ao infinito e a Luz vem só de lá, mesmo para as menores correções. Não há nada nas etapas intermediárias porque todas elas, todos os mundos, estão em estado de Hafetz Chessed.

Quanto àqueles que elevam seu pedido, eles são chamados de “justos” e recebem ajuda de uma alma superior especial: do “condutor de burros”, ou seja, dos desejos.

Assim, um justo é a pessoa que deseja subir do estado atual para um estado de maior de doação. Dependendo do seu nível, ele recebe uma alma especial para ajudá-lo, destinada especificamente para esta ação. Outros mensageiros vêm do Criador para outros fins. Os Cabalistas metaforicamente descreveram isso como “letras” ou propriedades que o Criador substitui para executar uma tarefa especial.

Em todo caso, “o condutor de burros” é uma alma elevada pela qual o poder dos desejos do justo de realizar uma ascensão é combinado com a essência qualitativa desta ascensão, com o nível onde o trabalho é realizado. É por isso que cada vez é enviada uma alma diferente à pessoa. Cada mensageiro serve para determinada ação.

No início, o justo não reconhece esta alma. Parece-lhe que é uma alma muito baixa que o acompanha em seu caminho. Isto é chamado de “a impregnação da alma do justo”.

Parece-nos que o grupo e o professor não são tão importantes. Nós os negligenciamos, em outras palavras, nós ignoramos o único meio especial que nos foi enviado de Cima. Com o tempo, esse meio está mais perdido aos nossos olhos; ele parece mais primitivo e insignificante. Na verdade, quem considera algum condutor? O que nos interessa um condutor de táxi que nos conduz a um evento importante?

Somente mais tarde nos tornamos conscientes do seu papel…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/13, O Zohar