Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Fim Das Dores Do Crescimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você imagina o estado ideal dos grupos? No que precisamos chegar?

Resposta: As dores do crescimento vão continuar. Não há como evitar isso até que os grupos adquiram o seu alicerce espiritual.

Quando houver uma base sob cada grupo, um “travesseiro espiritual” que eles vão perceber em sua forma constante, compreendendo e sentindo seu esqueleto espiritual (suas 10 Sefirot), que é a sua base, e dentro dele perceber o estado mais elevado, o mundo superior, a governança e adaptação, então será possível dizer que eles existem de forma independente, entendem que não há desequilíbrios e, juntos, participam de uma conexão comum, um sistema comum.

Caso contrário, que tipo de sistema comum é esse? Todo mundo só entende a si mesmo, de acordo com o seu próprio egoísmo. É por isso que essas dores do crescimento só vão desaparecer assim que atingirmos o nível espiritual, e eu espero que isso aconteça muito em breve.

De “Perguntas Sobre os Workshops” 25/05/12

Infância Feliz Na Sombra Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa trabalhar acima da razão?

Resposta: Trabalho acima da razão significa doação, ou seja, eu quero assumir a forma de um doador, como o Criador, para me tornar uma pessoa amorosa, para deixar meu ego e fazer uso de mim para o bem do meu próximo, para me unir com outros a fim sair de mim mesmo. Isso significa que eu aprecio mais a doação do que minhas próprias qualidades de recepção.

Primeiro de tudo, eu quero me livrar do poder dos meus desejos egoístas e subir acima dele. Isso significa escapar da “escravidão do Egito” e alcançar a qualidade de Bina acima de Malchut. Quando eu me tornar livre e superar meu ego, que não pode mais pegar minhas pernas e me arrastar para trás, eu poderei até começar a trabalhar com esse desejo dentro dele.

Os estágios de embrião (Ibur) e alimentação (Yenika) representam a subida acima do meu desejo de desfrutar, mas o estágio de maioridade (vida adulta) está trabalhando dentro deste desejo. O trabalho sobre o desejo de desfrutar é com temor, doando a fim de doar (Hafetz Hesed), nas qualidades de Bina, tornando-se incluído no Criador, permanecendo na sombra Dele como um bebê agarrado a sua mãe, confiando totalmente nela e recebendo assim o poder de subir acima do seu ego.

Então, quando a criança cresce, ela pode entrar em contato com seu egoísmo e começar a trabalhar com ele. Isso é chamado de volta ao amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, Escritos do Rabash

Biografia Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu sei se cavei fundo o suficiente na profundidade dos meus desejos?

Resposta: Enquanto eu me aprofundo em meus desejos em seu nível zero (Behina Shoresh), eu estou na fase de embrião. Eu só toco o ponto de cada um dos meus 620 desejos porque não seria capaz de construir a forma de um embrião sem isso. O embrião deve passar por todas as fases de desenvolvimento: inanimado, vegetal, animal e falante, neste mínimo nível zero de desejo. Assim, meu embrião vai crescer até o ponto em que nasce.

Mesmo na natureza corpórea, nós vemos que um embrião passa por diferentes estágios de seu desenvolvimento que precedem a forma de falante: inanimado, vegetal e animal, até o ponto em que se torna desenvolvido num ser humano e nasce.

Tendo nascido, ele novamente contém todos os estágios: inanimado, vegetal, animal e humano, mas numa nova fase, no nível 1 (Behina Aleph) do desejo. Então, ele começa a aprender com a sabedoria superior, assumindo Sua forma, mas somente apegando-se a Ele, dormindo em seus braços.

Assim, ele cresce até se tornar um adulto capaz de trabalhar de forma independente com o seu desejo. Isso significa que ele se casa, recebe Nukva (um desejo que precisa de satisfação), penetra ainda mais profundamente em seus desejos e lhes dá novas formas de doação. Isso significa gerar filhos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, Escritos do Rabash

A Matryoshka Se Junta Internamente

Dr. Michael LaitmanBaal HaSualm, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Portanto, a Tana descreveu a Arvut como dois indivíduos num barco, quando um deles começou a fazer um furo no barco. Seu amigo perguntou: “Por que você está furando?”. Ele respondeu: “O que lhe importa? Estou furando debaixo de mim, não em você”. Então, ele respondeu:” Tolo! Vamos afogar juntos!”.

Disso nós aprendemos que uma vez que esses rebeldes chafurdam no amor próprio, por suas ações eles constróem um muro de ferro que impede os observadores da Torá até mesmo de começar a manter plenamente a Torá e Mitsvot na medida do “Amai ao próximo como a ti mesmo”, que é a escada para alcançar Dvekut (adesão) com Ele. E como eram corretas as palavras da sentença que dizia: “Tolo, vamos afogar juntos!”.

Este é um exemplo muito claro: não importa o local do furo; no final, eu acabarei me afogando e como resultado todo mundo morre. É por isso que deveríamos nos preocupar com todos, e esta preocupação deve primeiro ser revelada internamente, dentro de mim, quando eu me preocupo com meus próprios desejos, e também externamente, quando me preocupo com o grupo e o mundo.

A pessoa é um pequeno mundo. No final, minha estrutura interna se conecta com a estrutura do grupo e a estrutura de todo o mundo. Então, acontece que se eu pudesse manter a forma básica correta e precisa dos meus vasos, os corrigidos e os não corrigidos, eu poderia manter os vasos externos do grupo e de todo o mundo. Isso é chamado de “julgue a si mesmo e a todos à balança de mérito”.

Nós podemos trazer o exemplo de uma Matryoshka (um conjunto de bonecas que se encaixam): eu estou dentro, depois há o grupo, e depois o mundo inteiro. E tudo isso é apenas na minha imaginação: o meu ego está dividido em “camadas”, da camada interna à camada externa. Na verdade, trata-se apenas de uma estrutura, um sistema. Portanto, eu sou responsável por todos. Se eu me guardar cuidadosamente, eu guardo o mundo inteiro.

Assim, a correcção é realizada internamente. Claro que eu também devo me preocupar com a parte externa, mas o verdadeiro trabalho é feito dentro de mim. Assim, crescendo cada vez mais forte internamente, nós irradiamos o poder sobre os nossos grupos e sobre o mundo inteiro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Escapando Do Rei Tolo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu já sinto a importância do Criador, o que devo fazer para conectar-me a Ele?

Resposta:  Há uma luta constante em nós sobre quem irá controlar: o Criador ou o Faraó (o nosso ego). Mas se a pessoa já sente a importância do Criador, não há dúvidas. Ela fará tudo o que pode para reforçar constantemente o sentimento da importância. Então, seu desejo vai se concentrar no trabalho do Criador para deixar de se preocupar consigo mesma.

Se eu acho que doar é importante, eu imediatamente penso em diferentes formas de trabalhar a fim de doar e não tenho dúvidas sobre o que eu deveria fazer. O sentimento de importância abre todos os caminhos e meios para mim.

Antes disso, o desejo de receber me manteve acorrentado, e eu trabalhei só para ele. Se eu descubro a importância do Criador, em vez da importância do meu ego, já posso trabalhar para ele.

Tudo é determinado pelo desejo da pessoa, que é a matéria da criação. Este desejo pode trabalhar apenas para aquilo que vê como importante. Então, todo o nosso trabalho é esclarecer o que é a coisa mais importante para nós: um rei velho e tolo sob cujo domínio nós nascemos, ou uma criança pobre inteligente, o que significa o desejo de doar e o sentimento da grandeza do Criador, que pode se desenvolver dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/12, Escritos do Rabash

Nem Um Minuto Sem União!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quanto tempo deve durar um workshop, porque chega um momento em que não há mais força.

Resposta: No último workshop, eu só senti o grupo central aquecido e próximo de um movimento geral de um princípio de trabalho em união após 50 minutos. Esta é a falta de preparação e da esperança de que eu vou criar alguma coisa.

Eu não consigo criar nada. Eu só sugiro um tema, cutuco e sintonizo todos como um instrumento musical, mas vocês têm que tocá-lo. No entanto, vocês não conseguem se ativar rapidamente e começar a jogar.

Para fazer isso, é necessário desconectar-se de si mesmo, unir-se, imaginar todos compactados num espaço apertado, e depois andar um pouco afastado, preencher o espaço vazio com amor, de modo a permanecer totalmente unidos e iniciar a discussão através desta união.

Aqui, não havia nenhuma união, nenhuma preparação para o workshop antes do início da discussão, embora nós tenhamos falado sobre isso há pouco tempo. No entanto, todos saíram para o intervalo, e o intervalo apagou tudo. Em geral, o público não estava pronto!

As pessoas devem ir para o workshop como para um evento especial. Elas devem entender como se preparar para ele e como ser incluídas nele. Elas têm que se preocupar a cada minuto, se ele está ocorrendo sem a união pela qual elas discutem e começam a sentir o que falam.

Da Lição Virtual 27/05/12, “Fundamentos da Cabalá”

Um Cordão Vivo

Nós crescemos somente com a ajuda do ambiente, como as crianças que tomam exemplos dos adultos. Na medida em que eu aprecio meu ambiente, irá servir como um exemplo para mim. Se vejo os que me rodeiam como pessoas comuns, nada melhor do que eu, o que posso aprender com elas?

Se eu trabalhar em mim, no meu ego, a fim de elevar os amigos, eu os vejo como emissários do Criador. Afinal, além de uma pessoa não é apenas o Criador, como se diz: “Não há mais ninguém além Dele.” Em um ambiente como esse eu posso crescer.

Eu cresço precisamente com o entendimento de que não há mais ninguém além do Criador.  Eu sempre tenho que ver-me em contato com ele, e como resultado, verificar quais os atributos e pensamentos me separaram Dele em “palavras” e especialmente em “obras.”

Isto é tecido e se torna um pedido, uma oração, porque uma pessoa começa a temer a desconexão do pensamento e do sentimento de que este pode ser o primeiro, e muito fraco sentimento de conexão com o Criador. Se eu conseguir sentir o fino fio que me amarra ao Criador, eu tenho que ter cuidado para que ele não arrebente ou desapareça. Nenhuma interrupção pode negar o reconhecimento de que eu tenho que estou ligado ao Criador por esse fio fino. [Leia mais →]

A Ligação Caseira, Mais Cara

Pergunta: Por que dizer que uma pessoa é responsável por seu próprio exílio?

Resposta: Uma vez existimos no mundo superior nas nossas raízes, mas por causa dos pecados de Adão, o “primeiro homem”, que recebeu a Luz egoisticamente para si mesmo, a “quebra” ocorreu, e nos encontramos aqui neste mundo. Em vez de sentir as cinco etapas do mundo de Ein Sof (Infinito): Shoresh, Aleph, Bet, Gimel, Dalet (0-1-2-3-4) e os cinco Partzufim espiritual: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin , Malchut, encontramo-nos sentindo a realidade corporal que é percebida através dos cinco níveis: A raiz, alma, corpo, vestuário e palácio.

Sentimos uma realidade que, na verdade, não existe e não sabemos que existe uma outra realidade o que é real e que foi criado originalmente. Estamos no exílio por causa disso, como se estivéssemos exilado para uma terra distante e estranha, como costumavam enviar os criminosos de navio para a Austrália no passado.

Estando neste mundo, uma pessoa não sente que em algum lugar em sua terra natal, tem uma casa e uma vida feliz. Ela já se acostumou a este exílio! Mas há pessoas que sentem que estão no exílio, e que dizem um pouco sobre sua terra natal, onde a vida real as espera. Então uma pessoa entende que está no exílio. Ela tem que se preocupar segurando a primeira peça de informação que não evoca qualquer sentimento nela e começa a examiná-la e aperta o contato com isso.

Este é um fino fio que foi lançado a nós para segurarmos que às vezes desaparece totalmente e às vezes é evocado em nosso sentimento. A partir desse momento, tudo depende do trabalho de uma pessoa. O Criador nos deu o fim do fio, ele começou a conexão, mas só é possível estritá-lo pelo desejo de uma pessoa, por sua preocupação e medo de que ele possa perdê-lo.

Tudo depende de como é importante uma pessoa vê essa conexão sem temer qualquer interrupção. Ela deve estar pronta para desistir de tudo por isso. Suponha que você possa ligar para sua casa, mas que custa mil dólares por cinco minutos. E você está disposto a trabalhar por um mês inteiro, a fim de fazer essa ligação.

Então você se eleva a um novo nível de conexão, e está autorizado a videoconferênciar, mas isto custa dez mil dólares. Mais uma vez você está pronto para trabalhar só para poder fazer a chamada. É assim que você avança até que, de repente, você descobre que você pode estar constantemente conectado. Mas o avanço é feito por meio de concessões que expressam que você aprecia a conexão com o Criador mais do que tudo neste mundo, mais do que qualquer prazer possível, através da aquisição de uma Masach (tela) sobre o nível do primeiro, segundo e terceiro, um nível após o outro .

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Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 30/5/12, Shamati # 61

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Ciência: O Momento Da Verdade E As Limitações
O Mundo Espiritual – O mundo das qualidades

Apenas A Preparação Conta

É muito importante de que forma adormecemos à noite, e ainda mais, como acordamos de manhã, como nos treinamos para levantar. Mesmo um curto tempo de vigília restante antes da lição matinal deve ser usado da forma mais eficaz para despertar o coração. Isso acontece graças a um desejo único e comum compartilhado por todos, um tópico ou uma música que ajuda todos nós a aspirar a um centro juntos.

Essa preparação para a lição é necessária para que todos possam abordá-la com total prontidão, como um só.

A prontidão é testada pelo seu desejo, aspiração de atingir algo novo tanto em seu coração quanto em sua mente. Para obter a sensação de ser aquela que doa, uma pessoa tem que concordar em perseguir a propriedade de doação com toda sua devoção e recusar quaisquer lucros de recepção. Ela tem que “aquecer-se” um pouco e sentir a diferença entre seu estado desejável e o real, para aguçar sua percepção e prontidão para compreender os detalhes mais profundos.

É muito importante se preparar antes da lição dessa forma. Caso contrário, você estará ouvindo e não ouvirá nada, como se estivesse apenas começando a acordar. E isso é uma grande perda. Uma pessoa que por acaso estava despreparada como se não estivesse na lição.

Do Alto, somente a preparação é levada em conta para nós, pois é onde colocamos nossos esforços. Se estou sentado e acordando às custas da lição em si, isso acontece não por causa dos meus esforços pessoais, mas graças ao ambiente. Tal preparação não é mais atribuída à minha conta e, portanto, é melhor que eu mesmo a faça.

O Mundo Espiritual – O mundo das qualidades

O Criador não é uma personalidade. É proibido imaginar o imaterial mundo espiritual, É um mundo de qualidades, nem mesmo de forças em nossa compreensão atual da palavra.

Hoje, quando pensamos em uma força, imaginamos forças físicas. E, por enquanto, eu não discuto isso. Eu não quero corrigir esse grau em relação com a espiritualidade, porque pelo menos ele nos dá certa sensação do campo.

Nós envisionamos um campo, sua intensidade, características pela diminuição ou acréscimo em sua força proporcionalmente ao quadrado da distância. É assim que os campos físicos se expandem. Isso nos dá a oportunidade de operar com, pelo menos, algo que existe ao nosso redor na natureza e na tecnologia. Portanto, por enquanto, podemos imaginar as forças espirituais e o campo espiritual dessa maneira. [Leia mais →]