Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Dê Lugar À Luz!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é importante na convenção: que um amigo esteja em anulação permanente de si mesmo diante do fluxo geral ou na constante análise interna de seu estado, em busca de novas sensações?

Resposta: Não, ele não tem nada com que examinar o seu estado! Ele não tem a Luz interior! Ele não tem nada. Ele atrai a Luz interior ao ser incluído nos outros, e a Luz revela esses estados nele. Caso contrário, ele vai pensar com sua mente e não chegar alugar algum. Ele deve dar lugar à Luz que irá mostrar seus próximos estados interiores, superiores.

Da Lição Virtual 29/07/12

Pedir Ao Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pedir ao Criador?

Resposta: Pedir ao Criador significa que você está ciente do poder que age em toda a criação. Você percebe que depende dele, e ninguém exceto Ele age. Você começa a sentir que esse poder realmente existe, age e gerencia tudo; então você tem a quem recorrer e com o quê.

Para fazer isso, você precisará revelar que não é você que age, mas Ele, para o bem ou para o mal; onde Ele age, Ele faz o que você precisa que Ele fizesse. E Ele lhe causa todo o mal possível, para que você preste atenção a quem você é, até que ponto você não é capaz de nada. Isto é o que é revelado ao mundo na crise atual.

Então, você começa a avançar nessa consciência e aprender sobre o que você realmente depende até revelá-Lo, primeiro como o mal, porque você se sente mal. Depois, você se move lentamente para frente e começa ficar mais sábio e percebe que tudo isso é para seu próprio bem, e mesmo que você se sinta mal, você sabe que Ele age em você para de levá-lo ao bem, como um professor. Embora nos sentimentos materiais você não ache isso bom, você começa a reconhecer suas propriedades, torna-se consciente de suas ações e entende que elas são boas.

Você se identifica com Ele apesar do mau pressentimento. E isso lhe dá uma nova mente e sentimentos, uma espiritual, em vez da material. Embora o corpo esteja sofrendo, você quer se aderir ao plano da criação, a esse fim mais do que ao seu corpo. Então, você pede a Ele para elevá-lo, você realiza tais atos, de modo que superior lhe dá novos valores para que você alcance a adesão a Sua mente e sentimentos, ao Seu plano, a tudo o que Ele faz em vez de permanecer em seu desejo de desfrutar. Na medida em que você está perguntando isso, o valor da doação e amor torna-se maior do que a recepção e a rejeição dos outros. Assim, você está avançando cada vez mais.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/08/12, O Livro do Zohar

O Amor Adorna A Vida E Também Estraga

Dr. Michael LaitmanMinha esposa é meu espelho. Afinal, eu nunca vi a minha parceira, mas sim, nela vejo um reflexo de minhas qualidades. Por exemplo, eu não entendo o padrão de beleza aceito na China. Eu olho para uma mulher que tem a reputação de ter uma beleza verdadeira e pergunto: eu nunca a chamaria de bonita. Para o meu gosto, seu rosto é muito redondo, os olhos são muito estreitos, e seu cabelo é muito liso. Tudo parece pouco atraente para mim.

Mas uma vez eu li um artigo de um jornalista chinês sobre o concurso de beleza internacional “Miss Ásia” e ele disse que a menina não teria vencido na China porque os olhos eram grandes demais. Eu estava simplesmente impressionado sobre quão diferente as nossas percepções de beleza eram; elas eram totalmente opostas. É por isso que não podemos entender o outro.

Conclui-se que eu olho para a menina a minha frente e projeto sobre ela todas as minhas idéias sobre beleza. Se eu não subir acima delas, isso irá afetar todo o nosso relacionamento. Eu não vou perceber como ela é, com todas as suas verdadeiras qualidades, mas vou ver nela o reflexo de minhas propriedades, o meu gosto.

Quando uma pessoa olha para outra pessoa de uma maneira imparcial, é impossível determinar se ela é bonita ou não. Pergunte a qualquer mãe, e ela irá lhe dizer que ninguém é mais bonito no mundo do que seu filho. Como se diz, “o amor cobrirá todos os pecados”.

Por outro lado, o nosso ego, o ódio, desfigurará toda a beleza. A aparência de uma pessoa que eu odeio também se torna insuportável. Para ser objetivo, embora eu esteja pronto a admitir que de acordo com os meus critérios, ela aparentemente tem um rosto bonito, eu odeio isso por outros motivos.

Somente os seres humanos exibem tal atitude. Os animais não olham para a beleza, pois eles valorizam no outro o poder, a capacidade de procriar, ter filhos saudáveis, e criá-los até que se tornem independentes.

O homem, entretanto, é corrompido com a noção de beleza. Na verdade, esta não é a beleza, mas a demonstração do meu ego: condições especiais que eu apresento no lado oposto, que excede o mínimo necessário do corpo físico.

Se nós olhássemos um ao outro de forma racional e natural, eu veria diante de mim uma mulher saudável, forte, que estou pronto para desposar. Afinal de contas, eu vejo que ela vai manter a casa bem. No passado, as pessoas costumavam escolher um cônjuge com base neste simples princípio egoísta. Ou eles levavam a posição social, a riqueza, em conta. As pessoas não prestam muita atenção para a beleza, mas costumavam escolher um cônjuge com base em razões simples e pragmáticas: o que é bom para a vida.

Mais frequentemente, até os pais estavam acostumados a escolher e agir como agentes casamenteiros para os casais, e não os jovens. Este era costume na maioria das culturas. Ou eles se voltavam para o conselho de uma pessoa inteligente e respeitada. Em nossos tempos, nós subitamente chegamos a tal distorção que particularmente nos obriga a realizar a correção.

Hoje nós consideramos apenas se amamos uns aos outros ou não. Todos os filmes contam apenas sobre esse amor. Não era assim antes. Nós não entendemos como as pessoas viviam cem ou duzentos anos atrás. Amor ou atração mútua não estavam no campo de visão. A atração sexual tinha um papel, mas não aquele que hoje queremos dizer com o conceito de amor. Ele se desenvolveu muito recentemente e estragou toda a nossa vida… Portanto, se o utilizarmos corretamente e “cobrirmos todos os pecados com o nosso amor”, se lidarmos com o nosso impulso de amar ou odiar o outro, desta forma particular, seremos bem sucedidos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/07/12

A Revolução Cabalistica E A Escuridão Antes Do Amanhecer

Dr. Michael Laitman

Pergunta: Baal HaSulam diz que se nós não mantivermos o equilíbrio entre as forças de recepção e doação, a natureza nos pune. Por que as pessoas deveriam ser punidas se elas não sabem nada sobre isso?

Resposta: Não é “punição” no sentido usual, mas sim a forma como uma pessoa é convocada para a auto-correção. Nos níveis da natureza imóvel, vegetativo e animal, a “punição” é a correção em si. Por outro lado, no nível humano, a punição é o despertar, o impulso para que uma pessoa se apressesse na sua correção no “Eu vou apressá-lo” e não “é hora”.

Nesse meio tempo, nós desenvolvemos-nos de acordo com os três primeiros níveis – imóvel, vegetativo, e animal – e nosso desenvolvimento é um processo natural e instintivo, que chamamos de “acordo com o cronograma”, “a seu tempo”, de acordo com o plano.Os Cabalistas sabiam com antecedência as datas aproximadas das diferentes fases, mas a partir do século 15, a sabedoria da Cabala tornaram-se parte disto como forma concebida para acelerar o processo. Desde então, parte da humanidade continua a receber os “normais” golpes e os problemas que as levam ao progresso científico, tecnológico, enquanto a outra parte passou a receber golpes especiais, que são intencionais e pelo qual as pessoas são evocadas a voltar-se para a sabedoria da Cabala. Este despertar iniciado a partir do Baal Shem Tov que realmente abriu as portas para o trabalho interno para o povo judeu e fundou seus princípios para as gerações futuras. Ele não escreveu nada, mas ele divulgou o método  numa medida sem precedentes. Ele era um homem excepcionalmente prático, considerando as condições em seu tempo.

Foi o Baal Shem Tov que iniciou o estudo da sabedoria da Cabala para as massas. Ele tinha o poder que lhe foi dado de Cima, é claro, para inserir as faíscas na nação devastada que havia passado por problemas como a pobreza e progrons na Europa Oriental. Ele organizou as pessoas e construiu uma rede geral entre elas. Ele começou a revelar-lhes a estrutura da realidade espiritual: os cinco mundos, Sefirot, Partzufim … então O Livro do Zohar tornou-se acessível às massas, que mais uma vez foi um evento sem precedentes. Era possível para os Chasidim o manterem na sua estante de livros uma vez que a sabedoria da Cabala não era mais proibida.

Os primeiros alunos do Baal Shem Tov eram grandes Cabalistas. Eles fundaram os movimentos hassídicos e escreveram livros que as pessoas pudessem aceitar. Esses livros, que são escritos em uma linguagem emocional muito bonita, fez as pessoas tornarem-se acostumadas com o trabalho interno.

Não é por acaso que Baal HaSulam pensa muito do alto do  Baal Shem Tov, afinal, ele começou uma verdadeira revolução cabalística e abriu a porta que costumava ser bloqueado para todos aqueles que estão interessados nela. Ele próprio ainda é um mistério, podemos falar sobre suas ações, mas não sobre ele.

Seus alunos carregavaram o seu trabalho, cada um segundo seu caráter, e, eventualmente, todos os movimentos chassídicos deram um grande passo para o cumprimento da sabedoria da Cabala entre as pessoas. As pessoas começaram a respeitar a realização espiritual, a auto-anulação e amor dos outros. Conceitos como “Ama o teu amigo como a ti mesmo” e “Adore ao Senhor com alegria” tornou-se parte da vida. Era uma época de muito intenso trabalho interno.

Somente 200 anos mais tarde houve uma descida, quando o movimento chassídico tornou-se um “ritual” e a interioridade tornou-se  em externalidade novamente.

Se voltarmos à questão, estamos escondendo os fatos a partir de nós mesmos, não quero ouvir falar deles, e no momento em que esquecer o trabalho espiritual, sestamos imediatamente de volta ao nosso trabalho corporal. Aqui, o ego que nos controla opera e esconde a menor conexão com o Criador de nós, que encobre as suas ações, sua existência. Nós não queremos saber nada sobre Ele.

Não é por acaso que esta dissimulação é tão grande, que constrói o espaço para uma pessoa  se estabilizar a si própria. Por outro lado, ele se lembra do que é importante e é evocado e trazido para o grupo. Este processo irá gradualmente se espalhar por todo o mundo, mas primeiro há o período de escuridão, que é a base sobre a qual uma pessoa se deve construir no futuro.

A partir da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/02/12 , “Introdução ao Livro do Zohar

Uma Estrada Coberta Por Uma Sombra De Doação

Dr. Michael LaitmanA dificuldade do nosso trabalho é resultado da oposição dos estados, entre os quais temos que nos equilibrar – o que é chamado de “linha do meio”. Por um lado, você deve estar orgulhoso de estar seguindo esse caminho. Caso contrário, você vai cair sob a influência do mundo ao seu redor e se tornará infectado por seu “vírus”: você vai começar a lidar com dinheiro, respeito, conhecimento, controle e muitas outras metas vazias das quais o mundo está cheio.

Por outro lado, o trabalho interno exige modéstia e humildade com o grupo e o Criador, de modo que eles vão passar a você os valores corretos. Se a pessoa sempre realiza tal esclarecimento correto – com o que ela deve ser impressionada e o que deve ignorar, com quem ela deve estar em contato e de quem deve manter distância -, ela escolhe o ambiente correto. Ela constrói esse ambiente, uma vez que ele não é apenas um grupo ao qual ela chegou e onde ela existe.

Ela determina o que é importante e o que não é importante em cada sociedade em que se encontra, e assim constrói o seu ambiente, como se diz, “a pessoa escolhe um bom ambiente”. O ambiente não existe de forma pronta. Cada um de nós tem que esclarecer este conceito e construir um ambiente para si mesmo.

Este trabalho é permanente, não um evento único onde basta tomar uma decisão uma vez e deixar por isso mesmo. Eu tenho que tomar novas decisões a cada momento, e percebo que esta é a única oportunidade que tenho de livre arbítrio. É a única maneira que eu posso acelerar meu progresso enquanto tudo o resto já são os resultados, que eu nem sequer toco.

Eu não posso mudar nada e se eu me esforçar só vou estragar o meu avanço. Não só eu não vou avançar nem corrigir a única coisa que precisa ser corrigida, como também vou estragar a minha atitude em relação a outras coisas que deveriam ser o resultado do meu bom livre arbítrio, à medida que as tratava como a primeira ferramenta principal.

Além disso, eu tenho que esclarecer a minha atitude em relação ao prazer e o sofrimento, pois, se o Criador é bom e benevolente, por que Ele me envia sofrimentos? Eu sinto esses sofrimentos por causa da minha corrupção ou é o Criador que me trata tão cruelmente? O que eu posso atribuir a ele, se é que posso?

A pessoa esclarece essas coisas até chegar à conclusão de que seu objetivo é alcançar a força de doação, a força da fé, que no final se transforma na força do amor. O amor é a força da conexão pela qual a pessoa recebe a imagem do Criador e se torna semelhante a Ele, que é chamado de tornar-se Adam (ser humano, em hebraico).

O Criador se veste na pessoa e dá ao seu desejo de receber a forma de doação. Se é isso que a pessoa exige, ela chega à oração simples e pede a misericórdia simples.

Mas todas essas ações são reveladas junto com uma grande confusão e mudanças de diferentes estados opostos até que finalmente a pessoa termina um esclarecimento e fica claro que não há nada, exceto a Luz superior simples.

O atributo de doação começa a dominá-la e determina a realidade que só ela sabe agora. Todos os estados opostos e conflitantes foram dados a ela apenas para que ela pudesse sentir e compreender em sua mente e coração, tendo provado prazer e sofrimentos, e alcançado a verdade e a mentira de que não há nada neste mundo e nada controla-la, exceto o atributo de doação.

Todos os atributos que a pessoa sentiu ao longo do caminho, que são o oposto do atributo de doação, eram apenas a sombra do atributo de doação que a ajudou a aprender, compreender e adquiri-lo. No final, ela alcança a misericórdia simples, que é o puro atributo de doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/12, Shamati # 113

Superar As Diferenças Na Família

Dr. Michael LaitmanEm primeiro lugar, uma família integral é uma família onde os dois entendem que tem que ser um todo unificado. Eles têm que superar suas diferenças naturais.

Todos nós somos diferentes uns dos outros, e sequer percebemos o quanto. Quando os nossos egoísmos explodem em chamas e nós existimos em estado de choque, irritação, medo ou no estado de felicidade e euforia, nós experimentamos o surgimento de tais inclinações dentro de nós que, possivelmente, nem sequer suspeitávamos que existissem.

Resulta que todos nós temos que chegar a alguma interação integral, apesar de todas as nossas diferenças. O que é isso? De forma alguma vamos quebrar uma pessoa ou mudá-la. Nós apenas a ajudamos a interagir com os outros, como num quebra-cabeça, onde a protuberância e concavidade de diferentes partes da imagem permitem criar uma conexão, uma imagem única entre elas.

Certamente, aqui a pessoa precisa ter algumas noções básicas de psicologia, do trabalho consigo mesma e com os outros, e compreender a si e aos outros. Se dermos tudo isso às pessoas, elas serão realmente diferentes.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

Bina: Entrando Na Vida Adulta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 53: Depois ele purifica a parte animada do seu desejo de receber, e a transforma no desejo de doar, “até que Aquele que conhece todos os mistérios testemunhará que ele não retornará à loucura”…

O que sustenta uma pessoa se não a Luz que dá vida a ela? Sem Luz, a forma oposta, “a existência a partir da ausência”, não poderia existir.

Bina, que está presente entre todas as Sefirot, é a virada, o ponto de transformação. No grau de Bina a pessoa se purifica a partir do desejo de receber e, em seguida, começa a usar novamente esse desejo, mas já com a intenção em prol da doação. Se até agora a pessoa lutou constantemente contra o desejo de receber, agora ela se vira a ele pedindo ajuda.

Assim, na fase de Bina, a pessoa adquire o apoio da Luz Superior, que lhe permite transformar seu desejo num parceiro.

O grau de Bina é a transição da infância para a idade adulta. Até agora a pessoa estava corrigida em relação ao que é mais importante para ela. Ela se elevou repetidamente acima do egoísmo, preferindo o Criador sobre ele. Mas agora que a pessoa adquiriu o grau de Bina, a Luz a mantém firmemente nesse grau e ela não irá mais retornar a sua loucura, não vai cair na escravidão do desejo de receber. Esta “promessa” é dada a ele de cima, sendo o “testemunho Daquele que conhece todos os mistérios”.

É quando a pessoa recebe a permissão e as capacidades de trabalhar com o seu desejo de uma nova maneira – recebendo em prol da doação. Antigamente, eu não conseguia nem olhar para esta “isca”. Eu só me afastava, tentando ficar o mais longe possível dela, até que subi ao nível de Bina. Aqui eu recebo o apoio e a garantia do Criador – Ele testemunha que nada de ruim vai acontecer comigo. Então, eu olho cuidadosamente para trás em Malchut, procurando uma oportunidade de transformá-la em doação, com a ajuda do Criador, que constantemente me impede de cair.

Esse ponto de transição da doação altruísta para a recepção de altruísta é muito importante. Aqui, a pessoa precisa de uma aliança com o Criador, de um apoio mais firme Dele. Afinal, ela terá que trabalhar com o egoísmo em prol da doação…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/08/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

Da Sensação À Razão, Do Prazer À Verdade

Dr. Michael LaitmanO mundo é governado por uma força de doação. Esta força é chamada de Criador já que Ele criou a qualidade oposta a Si mesmo, o desejo de desfrutar, de forma a elevá-la a seu nível. Desta forma, este desejo pode se aproximar da perfeição.

É por isso que todo o nosso trabalho consiste em atingir a qualidade de doação. No entanto, nós não desaparecemos, mas podemos mudar a forma do nosso desejo, o material inicial, para a doação. Ele continua agindo com toda a sua força feroz e poder com o qual costumava pensar somente em si antes e é revelado como um imundo sistema egoísta, oposto à doação, mas agora este desejo corrige a si mesmo e a forma de sua ação. Agora, em vez de receber, ele deseja doar.

Essa mudança acontece devido à Luz que Reforma. No entanto, até que essa mudança aconteça dentro do desejo de desfrutar, ele não entende o que está sendo falado aqui, uma vez que está completamente localizado nas qualidades egoístas, ou seja, nos pensamentos e desejos para si mesmo.

A mudança que ele sofre é realmente um novo nascimento, algo semelhante à forma como se desenvolve a partir de uma semente, onde não há nada além da informação interna sobre uma futura pessoa, e no final, ela finalmente se transforma numa personalidade independente que pensa, entende, sente e responde às suas obras. De onde é que tudo vem? É simplesmente do vazio? No entanto, exatamente da mesma maneira, o nosso próprio nascimento espiritual acontece.

Este processo é incompreensível e oculto de nós. Até que nós experimentemos mudanças sérias, não entendemos completamente como tudo está sendo realizado na matéria, como a Luz age, como ela muda as nossas qualidades, e o que resta para nós a partir de cada um dos níveis dos quais subimos.

O homem se torna confuso e não entende onde ele realmente é. Diz-se que o Criador é o primeiro, e Ele é também o último. Então, onde está o ser humano? Talvez ele esteja ao menos no meio? Há um estado inicial do mundo do Infinito e um estado final, o retorno ao mundo do Infinito, e nós estamos no caminho, em algum lugar no meio do caminho entre o início e o fim.

Além disso, o que podemos adicionar de nós mesmos às ações do Criador, com quem tudo começa e termina? Nós só podemos acelerar o nosso desenvolvimento mostrando que queremos nos mover em direção a ser semelhantes ao Criador e não sermos empurrados por trás pelo sofrimento.

O Criador criou um desejo de desfrutar dentro de mim que sente o bom e o ruim em relação a si mesmo, e, agora, com a ajuda destes sentimentos bons e ruins, Ele pode me controlar! No entanto, se eu sou controlado apenas pelos meus sentimentos agradáveis ​​e desagradáveis, eu estou agindo como um animal. Se eu quiser avançar a esse mesmo objetivo através dos meus próprios esforços, eu preciso sentir a sua importância, receber a força para o desenvolvimento, agindo contra a minha natureza.

Eu devo elevar a percepção egoísta de bom e ruim para a percepção da verdade e falsidade, e considerá-las como o bom e o ruim. Estas forças devem me fazer avançar, substituindo o prazer e o sofrimento, pelos quais estou sendo empurrado por trás. Isto é chamado de nível humano, não animal.

Isso só é possível alcançar por meio de um ambiente que infunda em mim tais valores, tal importância da verdade e da falsidade que forneça a força para o meu desenvolvimento. No entanto, para que isso aconteça, eu tenho que ouvir o ambiente, ou seja, que todo o meu trabalho na realização do Criador e em direção à conquista da meta de criação (elevar-se do sentimento natural de bom e ruim para a razão, do nível animal em direção ao nível humano, da percepção de prazer e sofrimento para a percepção da verdade e da falsidade), tudo isso é trabalhar com o ambiente.

Meu objetivo é encontrar um ambiente que tenha estes objetivos e valores, e ser impressionado por ele. Graças a isso, eu vou receber a força para me desenvolver como ser humano e não como um animal, já que um animal se move apenas porque vê um saco de grãos na frente dele ou se recebe golpes por trás. No entanto, o ser humano considera o prazer e o sofrimento por esta se aproximando ou afastando da qualidade de doação, a verdade e a falsidade.

Da Lição Diária de Cabalá 27/07/12, Shamati # 13, “A 18ª Oração”

 

Abram Os Portões Da Doação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 38: Nos tempos antigos, uma realização do Criador tinha que ser precedida de todas as sete ciências externas e terríveis torturas pessoais. Apesar de tudo isso, alguns têm achado graça aos olhos do Criador. No entanto, uma vez que temos recebido os ensinamentos do Ari e os serviços do Baal Shem Tov, isso está igualmente disponível a todos e as etapas preparatórias acima mencionadas não são mais necessárias.

Nós não sabemos como e em que medida o tempo do mundo material corresponde a um tempo espiritual, os processos de descida e posterior subida quando os vasos (desejos) começam a se reunir num todo. Mas, claro, quanto mais nos aproximamos da conclusão, mais as pessoas são capazes de abrir os portões da santidade, os portões da doação. Elas recorrem à ajuda de antepassados ​​que exaustivamente exploraram o sistema espiritual, estabeleceram-se e fixaram conexões nele. Assim, passo a passo, andando em círculos, uma após outra, as gerações ascenderam os amplos degraus da escada. Cada uma delas vai mais longe, e algumas pessoas fazem gerações subir alguns passos numa linha. Este é um processo complicado.

No estágio atual, o impulso para a revelação do Criador abrange todas as massas. No entanto, nós devemos entender a imutabilidade das leis espirituais. O Criador não as sacrifica, e assim, nós também precisamos cumprir com os termos da ascensão, embora num nível diferente, de acordo com o estado atual. Aí vem a garantia mútua, a rejeição do egoísmo, e esforçar-se na linha direita, a fim de elevar-se acima da linha de esquerda na unidade e coesão, tentando construir um modelo do mundo superior, na medida em que somos capazes de entendê-lo. Então, vamos seguir em frente.

Baal HaSulam traz o exemplo de um rei que precisa mover seu tesouro de um lugar para o outro. Todos os seus indivíduos são egoístas, não seriam capazes de resistir à tentação e, certamente, roubariam qualquer quantia de dinheiro superior a sua capacidade de resistir. Portanto, o rei dá um centavo para cada um, o que não faz sentido roubar porque o verdadeiro prestígio aos seus olhos é mais valioso. Assim eles movem o tesouro sem perdê-lo.

E nós somos iguais. Embora não seja o mais digno “fato da nossa biografia”, é um fato. Vamos esperar que sejamos capazes de trazer o nosso centavo, e antes de tudo, reconhecê-lo como um começo. A maioria do nosso trabalho dedica-se a isso: descobrir qual o nosso objetivo e o que significa “achar graça aos olhos do Criador”, doar a Ele, e como chegar a esse pedido, elevando-o acima de todos os outros. Afinal, ao superá-los, criamos um desejo pelo Criador e construimos Sua imagem.

Tudo isso é feito por muitos ministros do Rei que carregam partes de Seu tesouro por muitos estágios intermediários, como circuitos, de um estado para o outro. Na verdade, há um grande caminho a percorrer, se o aceitarmos como um preceito do Rei. Afinal, ele gosta de cada passo que damos, cada estado, como os pais gostam de ver os esforços de seus filhos.

É necessário permanecer no curso, mas lembrar a alegria do Rei e tentar agradá-Lo em cada etapa, aqui e agora, mesmo nos mínimos detalhes, no nível mais inferior. Na verdade, não há nada baixo aos Seus olhos. Ele me envia todos os estados. E se de alguma forma eu tentar trazer prazer a Ele, é o suficiente.

É por isso que as pessoas que estão no caminho certo sempre sentem alegria e ascensão. Nós precisamos verificar a nós mesmos: De onde deve vir as descidas se tudo é organizado de cima? O Criador cria cada estado, e apenas uma coisa depende de mim: responder com compreensão e sentimento ou pelo menos com a consciência da posição do Criador por trás das atuais circunstâncias. Então, eu posso me expressar dando a Ele cada segundo.

Na verdade, não existem estados desprezíveis e desagradáveis no nosso trabalho, se eu os tomo internamente das mãos do Criador, que me ensina. Assim como o escravo, de outra parábola do Baal HaSulam, que travou uma guerra contra o ministro do rei que, deliberadamente, apresentou-se em diferentes disfarces de inimigo. Aqui nós temos a mesma história, e o mais importante, não se esqueçam que todos os nossos Estados, em cada momento na vida, vem do Criador. Se atingirmos este nível, seremos capazes de perceber o que está acontecendo e reagir a ele adequadamente.

Vamos tentar nos unir com o espírito de nossos antepassados: Ari, Rabash, Baal HaSulam, e outros. Não vamos esquecer isso e ajudar um ao outros a dedicar cada momento ao serviço do Criador.

Isso é possível. Vocês já são capazes de muitas coisas. Vocês deram alguns passos grandes, e agora a questão é outra: o orgulho. Claro, ele também vem do Criador, e mesmo assim, como não podemos entrar nele?

Da Conversa durante a Refeição Comemorando a Morte do Ari 25/07/12

 

A Bateria Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre as constantes tentativas de pensar na unidade durante a leitura do Livro do Zohar e as tentativas de pensar nela durante o dia?

Resposta: O dia inteiro depende de quanto tempo você pode manter o sentimento de unidade que criou durante a aula; se você não aprendeu isso, então você não se conectou à fonte.

Suponha que você tenha um veículo elétrico, você chegou a um posto de combustível, você se conecta à tomada, recarrega a bateria, e sai.

Você já carregou sua “bateria” ou não? Se você vem para a aula com a preparação correta, com a percepção correta, preparando todas as condições para que a sua “bateria” esteja devidamente conectada à Luz, então ela está cheia. É com isso que você pode sair da aula, e durante o resto do dia ficar conectado à fonte e manter a intenção correta, existindo graças a esse preenchimento. Como você se encheu, você já sabe o que fazer com todas as interrupções e problemas.

Em geral, é isso que somos obrigados a fazer. Se fizermos tudo do jeito que deveríamos, nós vamos compreender e descobrir que este mundo não foi apenas formado, mas foi criado como um sistema especial que é uma continuação do sistema espiritual, de modo que seremos preenchidos com energia espiritual, e então misturados com o mundo, beneficiando-nos uns dos outros, enfrentando problemas na família, no trabalho, etc. Todos estes sistemas não foram criados sem razão, pois nada acontece por acaso. É neles que nós realizamos o que recebemos em nossa “bateria” e graças a isso subimos ao próximo nível. Assim, nós iluminamos o mundo, o corrigimos, e com a sua ajuda subimos.

Depois, nós recarregamos novamente a bateria e começamos o dia seguinte, dia após dia, como se diz: “Que cada dia seja como novo”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/07/12, O Zohar