Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Até Que Alguém Se Transforma Num Ser Humano

O método da Cabala é para mudar uma pessoa, até que ela se transforme em um ser humano (Adão), ou seja, aquele que é “similar” (Domeh) com o Criador. Cada momento, dia após dia, a pessoa tem que trabalhar para elevar a importância deste método e manter persistentemente referir-se a ele. Afinal de contas, estamos perpetuamente sendo jogados para trás na espiritualidade, como se o Criador se distanciasse de nós.

Parece-nos que os nossos estados mudam continuamente: Nós chegamos mais perto do Criador, e depois mais longe Dele. Mas, obviamente, isso acontece apenas nas nossas sensações. Na verdade, os novos genes informativos despertam em nós, e nós temos que corrigi-los.

Uma pessoa tem 613 desejos relativos ao Criador. Nós não estamos falando sobre os desejos materiais deste mundo, mas sobre os desejos especificamente para o Criador. Somente esses desejos devem ser corrigidos até que se tornem semelhante a atitude do Criador para nós, isto é, são completamente direcionados à doação e trazem alegria ao Criador. [Leia mais →]

Escapando Dos Grampos do Tempo

Pergunta: Como é que um Cabalista que está no mundo espiritual sente o tempo?

Resposta: O tempo não existe para um cabalista. Mesmo para uma pessoa comum o tempo é uma percepção condicionada. O tempo é um sentimento no desejo egoísta que atrai o eixo do tempo a partir de um ponto do mundo de Ein Sof (Infinito).

Quanto mais distante você estiver do mundo de Ein Sof, mais distante está do ponto zero de tempo. Quanto mais fundo você afundar no desejo de receber, mais você descerá na escada dos mundos e mais você esticará o tempo. Isso significa que o número de ações que você tem que executar, a fim de atingir o ponto de Ein Sof estabiliza o conceito de tempo para você.

Em seu estado atual, você não faz esses cálculos do número de ações que você executa. Não está claro e escondido de você já que o vaso e a Luz não operam em você de acordo com seu desejo. Se o processo não está de acordo com o seu desejo, é escondido de você.

Mas no momento em que você começa a controlá-lo, você vai entender o que você está fazendo e então você vai administrar o tempo. É por isso que se diz: “Israel está acima das estrelas e das constelações,” acima do conceito de tempo na ânsia Yashar-El (direto para o Criador ). [Leia mais →]

Belo Começo Do Novo Ano

A correção dos desejos quebrados acontece passo a passo, graças às ações da Mãe Superior (Ima Ilaa), Bina do mundo de Atzilut. Um sistema muito complicado trabalha lá, e permite a influência para, eventualmente, atingir as almas. No entanto, por trás de tudo isso, lá age a Luz de Hochma vestida na Luz de Bina, que corrige os desejos, as almas fragmentadas.

Quando oramos, alcançando a Luz de AB-SAG, ou seja, a Luz de Hochma vestida na Luz de Bina, glorificamos a sua beleza (“especial beleza” em aramaico é “Shufrah“). É por isso que há a tradição de soprar uma corneta chamada o Shofar na celebração do Ano Novo.

Ao fazer isso, nós louvamos e proclamamos o governo do Criador, isto é, a supremacia da força que nos controla e conduz, a Luz de Hochma vestida na Luz de Bina, que é chamada de bonita. A Luz de Hochma (sabedoria, beleza) manifesta-se em nós no grau da nossa aspiração a adquirir a propriedade de doação (Bina). É considerado o início do homem (Adão), aquele que se esforça para se tornar semelhante (Domeh) para o Criador.

Isso explica porque um Shofar simboliza um Novo Ano: glorifica o reinado da força superior; é o nosso pedido para a Luz de AB-SAG vir, para nos corrigir, preencher e nos erguer pela escada de correção até ao Rei superior. Todas as correções que prevemos que aconteçam no Novo Ano estão reunidas em um dia chamado de “cabeça do Ano” (Rosh Hashaná), uma vez que potencialmente este dia já contém a tendência que gostaríamos de implementar durante praticamente todo o ano que vem.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 16/09/12, Escritos do Rabash

Ocultação Simples Também É Uma Conexão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Ocultação e Revelação da Face do Criador”: Desta forma, é claro que a pessoa não vê a face boa do Criador, isto é, se ela acredita que o Criador é o único que faz essas coisas para ela, seja como punição por transgressões ou para recompensá-lo no final. Isto segue o versículo “quem o Senhor ama, Ele corrige”, e também, “o justo começa com o sofrimento, já que o Criador deseja, no final, dar-lhe uma grande paz”.

No entanto, a pessoa não deixa de dizer que tudo isso chegou até ela por um destino cego e pela natureza, sem qualquer motivo e consideração. Ao contrário, ela reforça a crença de que o Criador, com Sua Orientação, lhe causou tudo isso. No entanto, isso é considerado ver as costas do Criador.

Esta é a ocultação simples, o estado em que se encontra uma pessoa que está no processo de avanço espiritual. Ela ainda não alcançou a revelação, mas sente certo processo e atribui seus problemas ao Criador.

O problema é que ela não pode justificar o Criador e a sensação de sofrimento é a indicação para isso. Por um lado, se a pessoa pudesse justificar o Criador, ela não sentiria sofrimento. Por outro lado, é impossível sentir dor e ser grato por isso. Se você sofre, isso significa que você se sente mal. No nosso mundo é possível sentir uma coisa e dizer outra, mas na espiritualidade não existe tal coisa: o que você sente é o que você “diz”. Se você sofre internamente, nenhum gesto teatral ou sorriso externo irá ajudá-lo.

É por isso que eu me sinto mal e este estado é chamado de ocultação simples. Então, o que me conecta ao Criador? Um sentimento confuso de que é Ele agindo por trás de tudo isso. Não é claro, porque isso seria negar o sentimento ruim. Se o Criador é revelado, eu recebo prazer, e se ele está oculto, recebo sofrimento. Mas neste caso, o sofrimento não é tão grande que possa me separar do Criador e eu posso justificar isso.

Nosso vaso é dividido em duas partes: GE e AHP. Como consequência, nós somos afetados por dois tipos de Luzes: Hassadim e Hochma. Ocorre que eu ainda posso justificar o Criador, embora eu sinta que Ele não me trata bem. Eu atribuo este sentimento à conta dos pecados anteriores ou à conta da recompensa futura, e assim, por enquanto, eu aceito o sofrimento.

Há todo um conjunto de relações mútuas ocultas aqui. O bom parece ruim e eu acho que mereço isso por causa dos meus pecados anteriores, ou que vou receber uma recompensa futura por esses sofrimentos. Na minha mente eu justifico o Criador tanto quanto puder, e apesar de eu sofrer, eu ainda reconheço que isso vem Dele e não de algum fator externo. Não importa quem me obstrui, eu descrevo o Criador por trás dele.

Este é um nível bastante elevado e se a pessoa se agarra a ele, ele se torna um trampolim para algo muito maior. Eu gostaria que pudéssemos permanecer para sempre neste estado ao perceber que tudo, tanto o bem quanto o mal, vem do Criador, e que não há outro além dele; que nenhuma força estranha nos controla, nem a fé cega. Sua Providência pode parecer ruim, mas eu a justifico com os meus pecados anteriores ou a recompensa futura. O Criador é como um bom pai que ensina e me eleva corretamente.

Por outro lado, a ocultação também existe aqui, já que eu espero alguma recompensa pelo meu sofrimento: a de que ele vai me separar dos meus pecados anteriores ou que vai me ajudar a adquirir o prazer futuro. O Criador não precisa realmente destes sofrimentos, não como uma forma de expiar meus pecados e nem como uma recompensa por minhas boas ações.

Ainda assim, neste estado a pessoa quer chegar à doação, aprecia-la, e se mantém na direção certa para ela. Ao mesmo tempo, duas forças agem sobre ela: A ocultação que decorre de seus desejos não corrigidos e alguma iluminação por se aderir à parte de trás da Luz.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam

O Ponto De Escolha Entre Dois Abismos

Dr. Michael LaitmanRabash, “Associação da Misericórdia com o Julgamento”: …quando há a Providência aberta, não há espaço para a escolha. Por esta razão, o Superior elevou Malchut, que é Midat ​​Ha Din (a qualidade de julgamento) para Eynaim (olhos). Isto criou uma ocultação, ou seja, tornou-se evidente para o inferior que há uma deficiência no Superior.

Por um lado, o Superior está elevado, e, por outro lado, o inferior não O acha atraente; há algo repulsivo. Por um lado, uma centelha no desejo (o ponto no coração) está ansiosa para alcançar a espiritualidade. Além disso, o mundo externo nos pressiona e inventa inúmeras circunstâncias negativas; ele não promete nenhum prazer, exceto os que podemos receber no futuro. Por outro lado, nós temos que nos comprometer, já que vemos claramente uma deficiência no superior.

Que tipo de deficiência é essa? O superior não é tão brilhante, atraente ou bonito como pensávamos.

Nesse estado, as qualidades do Superior são colocadas com as do inferior, isto é, elas são deficientes. Segue-se que estes Kelim (vasos) são iguais aos inferiores: como não há nenhuma sustentação para o inferior, não há nenhuma sustentação para as qualidades Superiores.

Aqui estão as sensações que o inferior atravessa: no começo, eu realmente aspirava pela próxima fase, corria até ela mais e mais, e daí eu descobri qual o significado do meu próximo passo. Ele acabou por ser a unidade com os amigos e o amor por eles. Acontece que eu tenho que sentir todos eles como um coração; eu também tenho que desistir de um monte de coisas; além disso, eu deveria estar aplicando muitos esforços e ser feliz com o que faço. E eu não me sinto feliz…

O lugar entre as duas lacunas é, de fato, o ponto de escolha. Cada dia, cada um de nós sente um número infinito destes pontos. Se por um acaso nós os apertássemos e escolhêssemos o caminho certo, ou pelo menos tentássemos fazê-lo, então poderíamos descobrir o superior dentro do menor tempo possível. Nós nunca devemos perdê-los! Ainda que, quando esses momentos acontecem, não sentimos necessidade de nada; nós simplesmente nos rendemos às nossas sensações e continuamos a viver nossas vidas miseráveis.

Ao analisar o nosso próximo estado, mais elevado e mais avançado, nós descobrimos que ele é cheio de preocupações e traz muitos problemas ao nosso egoísmo atual. A pessoa tem que amar seus amigos, servi-los, pensar neles, e cuidar bem deles, tratá-los melhor do que si mesma.

“Quem precisa disso? Será que nós somos capazes deste tipo de comportamento?”. Isso não significa que sentimos uma deficiência no superior ou que não encontramos energia suficiente ou sustento de vida Nele? Às vezes, por um par de minutos, nós sentimos uma sensação agradável, uma inspiração; no entanto, como regra, é o contrário.

Isso é chamado de descida: a pessoa não sente vida no superior, nem a encontra no estado de doação, amor, ou unidade. Ela não tem desejo de se corrigir.

Nesse estado, há espaço para a escolha.

Este é exatamente o estado que nos oferece uma escolha. É um momento muito importante de auto-reconhecimento: eu não quero nada, não tenho necessidades, estou ficando fraco, e estou pronto para me render a menos que o estado em que estou se modifique sem a minha participação. Não há nada que me atraia, nem na vida material, nem na vida espiritual: eu me sinto sem esperança em ambos os mundos.

…o inferior deve dizer que toda essa ocultação que sente é porque o Superior restringiu-Se a favor do inferior. Isso é chamado de “quando Israel está no exílio, a Divindade está com eles”.

Em tais casos, nós devemos chegar a um entendimento de que o superior deliberadamente “joga” o jogo conosco. Ele não pode fazer o contrário; Ele não pode abraçar e me elevar como se eu fosse um balão. Se ele fizesse isso, eu nunca iria conseguir nada e continuaria a ser um bebê nas mãos do adulto para sempre. É claro, um bebê se sente bem e seguro; ele pode até jogar (brincar) na altura a que é elevado, mas ele não cresce.

O inferior só cresce se ele se esforça para chegar ao superior. A pessoa não pode sobreviver sem esforços pessoais. O superior não deve elevar o inferior se este último não participa no processo. Caso contrário, o superior simplesmente iria “destruir” o inferior por não deixá-lo crescer e avançar. É semelhante a uma situação em que os pais fazem a lição de casa para o seu filho.

Portanto, nós temos que perceber que o superior nos ajuda simplesmente a cada instante. Não deve haver nem mesmo um segundo de espera para que algo aconteça em Seu nome visto que Ele nunca hesita. Do ponto de vista do superior, nós estamos sempre no estado ideal para o nosso maior avanço. Nós devemos continuar prestando atenção aos vários sinais pelos quais Ele se dirige a nós através de Sua descida intencional até o nosso estado atual.

…qualquer sabor que a pessoa prova, ela diz que não é sua culpa não provar a vivacidade, mas que na sua opinião não há realmente nenhuma vida no Superior.

No entanto, a pessoa precisa entender claramente o que está acontecendo.

E se a pessoa se torna mais forte e diz que o gosto amargo que encontra nestes alimentos é só porque ela não tem os vasos adequados para receber a abundância, porque seus vasos são para a recepção e não para doação, e lamenta que o Superior tenha que Se Ocultar…

Portanto, os nossos vasos (desejos) são corruptos. Na verdade, se o superior descesse até nós, nós sentiríamos o Infinito, já que cada um dos nossos próximos passos é o mundo do Infinito para nós. É por isso que ele ainda não foi revelado para nós: nós não o reconhecemos em nossos vasos. Nós o percebemos somente dentro de uma faixa muito estreita, enquanto que há algo enorme e multifacetado diante de nós. Nós simplesmente não vemos o nível superior; ele abrange tudo, de um horizonte ao outro, e não há limites que definam o espaço para nós.

Como resultado, o superior desce até nós sob a forma de mundo corrupto, deprimido, e inseguro. Além disso, nós nos aproximamos de estados e sensações que serão ainda mais devastadores para nós. O superior se abaixa para nós, a fim de nos deixar senti-Lo. Quanto mais baixo Ele estiver, pior nós e o mundo em torno de nós vai parecer aos nossos olhos, uma vez que as nossas propriedades são às Suas.

Essa é a razão pela qual nós estamos atualmente atravessando uma crise; o superior se aproxima de nós, fazendo-nos inconscientemente sentir a diferença entre Ele e nós. A “crise” é uma lacuna entre o nosso estado atual e o estado do superior. Nós temos que entrar em equilíbrio e ficar em harmonia com Ele, e isso exige educação integral, que vai nos ajudar a compreendê-Lo melhor.

Em geral, este é um ponto de livre-arbítrio. Nós temos que perceber que cada coisa que sentimos como sendo menos que o Infinito é um estado que foi formado especificamente para nós pelo superior, a fim de nos dar a chance de escolher.

Isso significa que devemos ficar tristes não pelo fato de que o mundo em que vivemos é ruim e que somos miseráveis ​​aqui, mas sim pelo fato de que o superior teve que se rebaixar até nós, diminuir a Si mesmo e apresentar-Se como sendo menor do que Ele realmente é, e que Ele mesmo teve que parecer desagradável e mal aos nossos olhos.

…isso permite que ao inferior caluniar; isso é considerado MAN que o inferior eleva.

Por um lado, nós percebemos que o superior está baixo; além disso, o nível mais elevado ainda não nos parece atraente. Por outro lado, nós reconhecemos que ele só parece assim para nós em nossas sensações. Se nós percebêssemos o mundo através dos verdadeiros vasos, consideraríamos o superior como o Infinito dentro de nós. Esta discrepância é a principal diferença entre este reino e o mundo do Infinito.

Então, neste momento nós elevamos MAN: nosso pedido para sermos corrigidos. Nós procuramos possibilidades para justificá-Lo, nada além da validação Dele. Deixe nossos estados permanecerem iguais; perita que eles não nos tragam mais qualquer sensação agradável: tudo o que precisamos é justificar Suas ações e agradecê-Lo por agir assim. Consequentemente, nós não pedimos pelo nosso próprio bem, mas pelo bem do superior. Nós pedimos poder e entendimento, mas não pedimos sensações; devemos nos preocupar somente com a justificativa Dele, não importa que continuemos nos sentindo mal. Se nossas sensações melhoram, nós O louvamos egoisticamente. Não, não é isso que precisamos. Pelo contrário, nós queremos que nossas sensações permaneçam iguais, mas que a nossa compreensão e percepção sejam alteradas. Assim, nós crescemos.

Nós somos formados de duas partes: o intelecto e as emoções, aspirações e desejos. Nós avançamos com os dois, do mesmo modo que usamos as duas pernas numa caminhada. Digamos que eu quero ficar nas minhas sensações atuais, e ao me “inclinar” sobre esta “perna” eu dou um passo à frente com a outra “perna”, isto é, eu paro de ser cego, vejo o meu estado atual, e o justifico; ou digamos que eu quero expandir o meu cérebro: se as minhas sensações permanecem intactas, eu realmente avanço, já que justifico meu estado emocional, embora continue sofrendo, mas percebo que cresço devido à minha aflição. Eu não estou esgotado ou sou subornado por uma sensação boa.

Mais tarde, quando nossas mentes se expandirem, vamos apoiar o nosso novo intelecto, e se ele permanecer o mesmo, vamos subir ao próximo nível das sensações. Além disso, nossas emoções não vão ofuscar o intelecto, como acontece quando os prazeres nos forçam a perder a cabeça.

É o contrário; nós damos um passo com uma “perna”, apoiando-se ao mesmo tempo na outra “perna”: quando corrigimos nossas emoções, nosso intelecto se eleva; quando fixamos a mente, nossas sensações sobem. Consequentemente, nós passamos por infinitas mudanças em nossas mentes e sensações.

Da Convenção de União no Norte 20/09/12, Lição 2

Um Presente Do Criador Na Forma De Obstáculos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos perceber os obstáculos corretamente, a fim de fortalecer nossa conexão e manter este estado, apesar deles?

Resposta: Nós precisamos superar os obstáculos. Sem dúvida, haverá problemas e também obstáculos, mas isso depende de como olhamos para eles. Se você está pronto para eles antes e compreende que ao transcendê-los você realmente sobe, então você não os cria de propósito, mas os aceita preparado e prepara o grupo, o ambiente, para eles com antecedência.

Eu me lembro como eu me preparei para uma operação. Eles não prometeram resultados positivos, mas eu fui para a operação com paz interior, como se eu me estudasse de cima. É muito interessante. Tudo depende de como você se prepara para os obstáculos. Depois de tudo, eles lhe dão uma subida, e sem eles não seríamos capazes de subir.

O que é um obstáculo? É aquela mesma força egoísta que constantemente me empurra para frente. Aqui, o Criador decide ajudá-lo. Ele pega de volta este ego e você fica completamente sem energia. Não há nada a fazer agora, para onde ir, nada é atraente, não há motivação para nada. Seria bom se fosse possível ir dormir e não acordar. Mas não, isso não é uma opção.

É uma sensação de completa impotência, e não apenas desamparo, mas uma completa falta de desejo, vazio interior, e é dado a você apenas para preencher o vazio com a força do altruísmo e não do egoísmo. A força que motiva você a avançar é tomada de você de propósito: assim você recebe um presente.

Agora o grupo precisa para lhe dar algum tipo de empurrão para frente, pelo menos um pouco, e daí você vai para frente. Isso significa que você precisa trabalhar com o grupo antes, ajudar, investir nele como num banco, e então, quando você não tiver força, você poderá tomar dele e avançar.

Da Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá 23/09/12

A Machsom É Uma Barreira Psicológica

Dr. Michael LaitmanA Machsom (Barreira) é um ponto psicológico: até ele eu trabalho só para meu próprio prazer, e depois dele para o prazer do Criador ou do próximo, alguém fora de mim. Isto é o que eu tenho que alcançar.

Esta fronteira, este grau, é chamado de Machsom. Essa fronteira entre o nosso mundo e o mundo espiritual é simplesmente psicológica. Se eu cuido de mim, mesmo que ao mesmo tempo eu esteja aspirando ao Criador, à espiritualidade, mas ainda assim agindo para mim, este meu estado está atualmente abaixo da Machsom e é chamado de “Lo Lishma”. Se eu conseguir pensar apenas no prazer do Criador, de modo que todo o prazer não seja para mim, então, eu, meus desejos e intenções, já estão além da Machsom e este meu estado é chamado de “Lishma”.

A Machsom é um ponto psicológico que eu tenho que atravessar, e daí eu vou estar na espiritualidade, na intenção de doar. Depois, quando estiver fora da Machsom, eu tenho que subir cada vez mais meus desejos e intenções acima da Machsom.

Ou você também pode colocar desta forma: junto com o ego crescente em mim, junto com todos os prazeres crescentes, eu elevo mais alto o ponto da minha Machsom, enquanto que, com base no desejo de sentir prazer, ela se revela como a inclinação ao mal, passo a passo, eu elevo o ponto da Machsom até Ein Sof até que todos os meus desejos realmente sejam para a doação.

O importante não é como você colocou: elevar as intenções acima da Machsom ou elevar a condição da Machsom até Ein Sof; o que importa é que eu estou trabalhando para corrigir a intenção de utilizar os desejos crescentes não para mim, mas para outros/o Criador.

Anulando-Se A Fim De Nascer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em março você disse que até o final do verão nos certamente faríamos um avanço para a espiritualidade. O verão acabou. Você diz que tem um problema com as coordenadas. Qual é o seu próximo prognóstico?

Resposta: Eu acho que o ponto que alcançamos hoje nos dará um forte impulso para~nos anularmos. Afinal, é aí que reside o problema. Se eu sou capaz de fazer alguma coisa, então eu estou acima da Machsom. Eu acho que a sensação que recebemos no Congresso nos dá essa base. Agora, parece-me que tudo o que temos a fazer é dar mais alguns empurrões. Até que isso ocorra, eu espero que tais estados surjam a qualquer momento, mesmo durante a lição matinal. Mas eles devem vir de uma forma crítica; deve haver as dores do parto. Isso é o que está faltando. O nascimento está parado.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

Eu Não Quero Amaldiçoar O Criador!

Dr. Michael LaitmanEm alguns estados, o superior mostra o seu lado inverso de tal maneira para que eu participe. Assim como um pai para um filho, ele me mostra como jogar. Ao se rebaixar ao nível da criança, o pai parece um pouco mais inteligente e mostra ao filho uma pequena diferença entre o que ele é e o que ele deve ser. Este é o lado inverso do superior, não um pai em toda sua altura, mas a diferença entre o estado atual da criança e o estado quando ela subiu um pequeno passo acima.

Nós podemos dizer que o Criador mostra o quadro atual do mundo para a pessoa como a uma criança, ela supera os obstáculos, levando este jogo a sério. No entanto, isto depende da pessoa. Se ela sente que está em ocultação simples, que tudo vem do Criador, como resultado do passado ou como uma pré-condição para o futuro, quando sucessivamente ela vê que não pode ter sucesso, então surge a pergunta: Como ela pode superar isso?

Primeiro de tudo, será que devemos pedir pelo sucesso? Claro que não, porque, então, a pessoa iria usar apenas seu desejo normal, egoísta, e se distanciaria do Criador.

Talvez, eu deveria orar ao Criador para que Ele não enviasse sofrimentos pelos feitos passados ​​ou para a recompensa futura? Não, porque esta oração seria atribuída ao interesse pessoal. Ela não foi projetada para correção.

Em ambos os casos, a pessoa parece dizer ao Criador, “Você me aproximou de você. Você faz brilhar a Luz mais forte em mim agora, e nela, eu me sinto mais fraco, falho e corrupto. Então, tome a sua Luz de volta, para que eu possa me sentir melhor!”.

Na realidade, nós precisamos pedir a correção, “Eu concordo com tudo que você me ensina. Esta não é a questão. Deixe-me experimentar dificuldades e problemas se isso for a favor da correção. Mas isso me dói e eu amaldiçoo Você em meus sentimentos, querendo ou não: o aviso a descoberto do banco, um telefonema da polícia, todos os meus problemas. Por um lado, você faz brilhar um pouco de Luz sobre mim, e eu sinto que você existe, mas, por outro lado, me faz amaldiçoar Você em meus desejos não corrigidos. Eu não peço que você se afaste, privando-me da Sua presença e do sofrimento associado a ela. Eu pergunto outra coisa: Corrija-me! Aproxime-me do sentimento como aquele que carrega somente o bem. Deixe-me sentir que você é o Bom que faz o bem”.

Aqui, surge um problema muito grande: Como a pessoa pode julgar a si mesma de forma imparcial? Afinal de contas, eu deveria perguntar isso não para me sentir bem, mas só para justificá-Lo. Só por isso, meu coração dói. E se não doer, faça-o doer. Eu não me importo com o sofrimento e, em geral, com nenhuma outra coisa, exceto uma: eu não quero condená-Lo. Não se trata do meu sentimento bom. Eu só quero elevá-Lo ao mais alto nível, de modo que a qualidade de doação e amor que você representa se torne da maior valia para mim.

Se a pessoa se esforça por isso, ela já começa a avançar corretamente. É assim que a ocultação simples deve ser sentida, e como a pessoa deve sair dela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam

Encontrando A Força Que Equilibra O Ego

Dr. Michael LaitmanExiste uma necessidade cada vez maior de conexão no mundo de hoje. Por um lado, a conexão integral do mundo é revelada, e, por outro lado, a falta da nossa adaptabilidade é expressa sob a forma de uma crise.

A fim de ajudar as pessoas que têm desejo pelo desenvolvimento espiritual, o que significa pela conexão e unidade, nesta unidade, assemelhando-se à natureza, nós seremos capazes de revelar a força superior que a gerencia, para sentir, ver e aprender a dominar o sistema que nos controla, o chamado mundo superior: por isso nós nos reunimos e queremos nos adaptar gradualmente ao estado de equilíbrio com este sistema, com a natureza. Tal abordagem gradual, passo a passo, é chamada de níveis de ascensão espiritual, uma equivalência espiritual.

Estes são níveis sérios e complexos devemos superá-los e resistir ao nosso ego. É por resistir a ela que conhecemos e atingimos este sistema.

Tal como todos os sistemas no mundo operam por meio de duas forças que se contrariam (positivo e negativo, a contração e expansão, e assim por diante), entre eles existe um mecanismo mecânico, pneumático, elétrico ou outro mecanismo, e estas duas forças são as forças do desenvolvimento e movimento deste mecanismo, e em nossos corpos existem duas forças constantemente opostas. De um modo geral, elas podem ser reduzidas às forças de absorção e secreção. Nós existimos com base nestas duas forças. Elas mais ou menos se contrabalançam ou agem alternadamente nos níveis da natureza, exceto num único objeto em particular: o homem.

O ser humano está sob a influência de uma única força: a força egoísta que controla, administra e governa, e faz o que quer com ele. Não há outra força que seja oposta ao nosso ego, e este é o nosso problema. Portanto, nós não podemos ser equilibrados, sábios e fazer o que queremos, mas constantemente fazemos o que a força egoísta nos obriga a fazer, mesmo que isso possa nos prejudicar.

Olhe para o que está acontecendo no mundo agora! Nós estamos serrando o galho em que estamos sentados. Estamos poluindo o ar que respiramos, cortando florestas, transformando grandes áreas em desertos áridos, fazendo com que icebergs derretam, e causando mudanças desastrosas no clima, de modo que em breve será impossível existir neste planeta. O ritmo desta crise está acelerando de forma ameaçadora, e não podemos fazer nada sobre isso.

Por que a natureza está fazendo isso? Para nos mostrar até que ponto somos manejados por esta força egoísta e quanto carecemos de outra força que se oponha a ela para pelo menos alcançar um equilíbrio. Mesmo que fôssemos totalmente opostos à força egoísta, mesmo que fôssemos altruístas absolutos, não poderíamos existir. Afinal, deve haver uma força de equilíbrio entre essas duas forças, a lei de equilíbrio, a lei da troca correta.

Portanto, nós precisamos da outra força, e nós não a temos. No entanto, ela é encontrada nos inanimado, vegetal e animal da natureza. É o instinto!

O instinto faz com que animais realizem determinadas ações e outros não. Ele os restringe e não os força a executar ações equivocadas. Se um leão vê um leão mais forte, ele recua. Há uma clara cadeia de comando, que verifica a força e a retirada imediata. Isto é, há forças de restrição em relação à natureza e a diferentes fenômenos, não importa o quê. Os animais agem de acordo com o princípio simples do ego animal comum que é equilibrado pelo instinto de proteção.

Nós não temos isso. Nós somos privados dele, mas precisamos adquiri-lo, pois, caso contrário, vamos nos encontrar numa condição que ameaça a nossa existência!

A sabedoria da Cabalá é revelada em nossos tempos, para que, de alguma forma, sejamos capazes de adquirir esta segunda força que restringe e equilibra o nosso ego. Ela é oposta ao ego. Ela é chamada de altruísmo, a força de doação, a força do amor.

Se pudermos descobrir esta força na natureza e, de alguma forma, perceber ela dentro de nós e começar a mutuamente equilibrar as duas forças, poderemos ter certeza que de que nossa existência será segura, confortável, boa e desejável. Caso contrário, o nosso desenvolvimento futuro será simplesmente desastroso. Dia após dia, nós vemos como estamos perdidos no ego e que ele vai começar a nos consumir, enquanto estivermos vivos e, no final, nos deixar sem esperança de sobrevivência.

É por isso que realizamos Convenções. Nós fazemos isso para adquirir a força que se opõe ao ego, para tentar equilibrar as duas forças opostas dentro de nós, e para atingir o ponto médio onde podemos ser livres – com livre arbítrio, liberdade de escolha – para que possamos gerir a nós mesmos e avançar. Isto é o que queremos alcançar.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12