Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Em Antecipação À Convenção Siberiana

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos passando por um período de maior trabalho interno no grupo, e alguns de nossos amigos tiveram a impressão de que nesta conexão nós podemos reduzir significativamente o nosso trabalho de disseminação e nos dedicar mais integralmente ao trabalho interno.

Resposta: Todo o nosso trabalho consiste de dois opostos. O Rabash escreveu em seus artigos que o problema é que nós estamos aparentemente cortados dentro de nós, divididos em interno e externo. E o mundo ao nosso redor parece dividido em interno e externo. É por isso que é necessário entender como estar em contato com ele.

A este respeito, nós geralmente dedicamos mais tempo à nossa unidade interna e, em seguida, deixamo-la um pouco de lado e nos ocupamos com a disseminação. Tudo depende da condição do nosso ambiente.

Agora nós estamos nos preparando para uma grande Convenção na Rússia. Esperamos que centenas de nossos amigos participem, aqueles que jamais tiveram sequer uma conexão visual direta com a gente.

Eu vejo essa Convenção como muito importante e é por isso que a unidade que temos que alcançar lá naturalmente detém toda a nossa atenção. Assim, embora a disseminação externa seja importante para nós, a interna é mais importante.

Assim, nós estamos nos movendo. Como o pulsar do coração, todo o nosso trabalho se move através da inspiração-expiração, e o mundo inteiro está neste movimento. Compressão e expansão alternando-se mutuamente, e assim nós avançamos: ao longo das linhas esquerda e direita. Tudo é organizado alternadamente.

Portanto, não feche completamente qualquer uma destas linhas. Às vezes, nós só temos que mudar o foco de uma parte para outra, da interna para externa e vice-versa. De qualquer forma, vocês não precisam entrar em pânico por pararmos a disseminação externa e, mais importante, a disseminação interna.

Ainda assim, na véspera da Convenção, nós temos que tentar nos preparar ainda mais para ela, ou seja, unir e tentar trazer para a Convenção todos aqueles que estudam com a gente em vários lugares, especialmente na região da Sibéria, do Extremo Oriente, das partes do sul da Rússia, e países adjacentes.

Aproveitando a oportunidade, eu gostaria de salientar mais uma vez a importância desta Convenção e convidar a todos os indivíduos, todos os céticos, e aqueles que se comunicam no espaço virtual em diferentes partes das intermináveis extensões da Sibéria e dessa região. Espero que todos encontrem forças, meios e tempo para se encontrar com a gente.

Existe ainda várias pessoas que estão em algum lugar sozinhas, muito longe umas das outras, e é desejável que frequentem nossas Convenções, ao menos uma vez. Espero que tenham essa oportunidade. Deixe que elas se conectem, pelo menos com os organizadores das Convenções, e mesmo que não participem, elas devem escrever para nós de modo que saibamos onde estão. E se, de repente, decidam vir depois de tudo, nós podemos ajudá-las.

Da Lição Virtual 28/10/12

É Possível Convencer O Absoluto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é amor e verdade infinita, como é possível conectar-se a Sua frequência?

Resposta: A Torá fala na língua do povo, e, portanto, nós associamos o Criador com as nossas próprias propriedades.

Na realidade, nós vivemos num mundo de leis. Eu estou diante de uma lei. Eu estou em algum espaço onde uma força única age, e posso atrair a sua influência sobre mim, num grau maior ou menor. Assim, a força não muda, eu sou o único que muda.

Mas, na minha mente, eu transfiro minhas mudanças a ela, e isso leva à confusão. Eu quero que o Criador me ame mais, apesar do fato de que o Seu amor já é completo. Eu quero que Ele me doe mais, apesar do fato de que Ele já doa a mim 100 por cento. Eu Lhe peço o bem, peço-Lhe para substituir Sua justiça pela misericórdia, mas como você pode suplicar ao absoluto? Que mudanças podem ser esperadas da força do Bem que constantemente faz o bem para as pessoas boas e más? Portanto, imagine que o Criador não ouve, não sente, mas só dá o tempo todo, sempre doa.

Você está construído de tal maneira que sente seu estado no desejo de receber. O desejo sente o que o preenche, e essa consciência causa certos sentimentos. Nós temos sentimentos e, portanto, falamos sempre da nossa reação emocional a alguma coisa. Por exemplo, se eu vou tocar em você com um fio elétrico com uma tensão de 100 volts, você vai sentir isso. O problema aqui não está no fio elétrico nem no desejo em si, mas no contato entre eles, no toque, e é isso que causa o sentido. De tal forma, todos os sentimentos nascem dentro de nós, e não no Criador, mas nós, como que atribuímos nossos sentimentos a Ele.

Portanto, é melhor não imaginar o Criador como alguém vivo. Nós lidamos com a lei, e conforme as mudanças dentro de nós, redescobrimos a sua influência. Aqui tudo depende apenas de nossa sensibilidade, da nossa percepção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/12, “Prefácio ao Livro do Zohar

Um Campo De Jogo

Dr. Michael LaitmanUma réplica do último nível espiritual quebrado é revelada em nós como o mundo corpóreo, que sentimos com os nossos cinco sentidos. Ao mesmo tempo, tanto a matéria quanto os sentidos são imaginários, e representam contornos espirituais, como uma imagem numa parede. A imagem é antiga, mas não é real. A realidade existe por trás da parede e há apenas uma projeção na parede.

As pessoas assistem filmes e experimentam diferentes sentimentos. Isso é real ou não? Estas são apenas reações e impressões. É como se estivéssemos vivendo em um filme que está sendo projetado para nós.

Mas, além do filme, eu não vejo nada e não sei de nada. Toda a minha vida ocorre nele e passa por ele; por isso, todos os meus sentimentos refletem este filme. Minha visão, minha audição, meu olfato e tato, são todos refletidos neste filme.

Hoje nos são mostrados filmes tridimensionais, que apresentam uma realidade ainda maior. Não é nenhum segredo que uma pessoa pode ser colocada numa determinada esfera e ser mostrado que essa é a sua vida; se ela se acostumasse com seu pequeno mundo, seria difícil provar-lhe que existe uma realidade externa, “Aqui há seres humanos, e aqui está a terra, e aqui estão as estrelas, tudo está no seu lugar…”. Ela não deixa os limites desta esfera em seus sentidos. Para ela, não há nada além dos limites de suas atuais sensações. Ela não sente a deficiência de algo em certo sentido extra ou que a sua realidade é inferior.

Hoje, eu também, usando meus cinco sentidos, percebo apenas o que está dentro da minha esfera. Onde está o sentido extra, um vaso que não pode ser preenchido por nada que exista aqui, não importa o quanto eu tente? A deficiência extra é chamada de “ponto no coração” (•) e se destina ao que está fora de nosso universo. Quando uma pessoa sente esse desejo, ela não encontra o seu lugar; ela começa a procurar e, no final, nos encontra. Nosso objetivo é conectá-la com o mundo exterior. Ela precisa sair, fora da “cerca” e se livrar dela.

A questão toda é que a nossa esfera é construída como uma réplica do mundo superior, e ambos são semelhantes. Nós só devemos usar o que está aqui corretamente. Eu levo minha centelha, o ponto no coração, e a insiro nas relações mútuas com os amigos, como se quisesse amá-los. Então eu vejo que realmente não quero isso, mas a deficiência já foi criada, e a centelha já tem um sentido e posso exigir a correção.

Portanto, o principal é inserir minha centelha no “campo de jogo” e me forçar a jogar de acordo com as regras. Através desse jogo eu adquiro uma mente real e a deficiência correta. Assim, a partir de um modelo de demonstração, de uma forma similar paralela, eu posso passar para o mundo real.

Este mundo é apenas um “campo de jogo” imaginário e só a centelha é real. Este minúsculo “ponto no coração” é uma parte Divina de Cima, e se eu usá-lo corretamente no jogo, eu sou bem sucedido e cresço.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, O Estudo das Dez Sefirot

Seguir A Sabedoria Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlevei HaSulam (Os Degraus da Escada), Volume I, Artigo 12, “O que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”: Acontece que a pessoa tem que fazer um grande esforço antes de começar a estudar, de modo que seu estudo dará frutos e bons resultados. Isso significa que o estudo deveria trazer-lhe a Luz da Torá, que pode reformá-la.

Primeiro nós temos que desenvolver o desejo correto; na verdade, isso é indispensável. A pessoa chega à sabedoria da Cabala apenas com um “ponto no coração”, que não tem qualquer direção. Ela não sabe aonde chegou ou onde está, como uma gota de sêmen no útero. Neste caso, é o grupo que faz o papel do útero, e tem que “formatar” a pessoa, dar-lhe uma forma, e exercer influência. Não devemos esperar que ela atue corretamente. Nós devemos ter cuidado se ela “se exibe”, já que a exibição deveria ser do grupo.

Há aqueles que chegam cheios de energia e começam a trabalhar, para eles é realmente uma abordagem positiva, mas não é definitivamente na direção certa. E onde se pode encontrá-la? A partir de suas ações egoístas? A pessoa não teve sequer a chance de descobrir a inclinação ao mal e ainda está num nível inferior.

Portanto, o grupo deve delicadamente controlar o novo aluno, a fim de dar-lhe a forma correta, a direção certa. E quando a pessoa sente que “rédeas e freio” são colocados sobre ela, ela é obrigada a aceitá-los já que não tem outra escolha. O grupo deve controlar todos.

Os amigos devem buscar a inclinação ao mal e a falta de conexão. Nós ansiamos pela conexão; nós esclarecemos em que medida os nossos parâmetros qualitativos e quantitativos estão corretos; se isso atende às nossas necessidades e nos satisfaz, até que descobrimos a forma do Criador na conexão.

Nós atravessamos os níveis de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida em cada um dos 125 graus. Em busca de conexão, nós descobrimos uma deficiência e atraímos a Luz que Reforma durante o estudo. Assim, o estudo torna-se intencional e eu me analiso constantemente, não de acordo com o quanto entendo ou não, ou como isso é interessante ou não. Isto não tem nada a ver com o que fazemos. O estudo é um tempo de cura, um tempo de esclarecimento, um momento de atrair a Luz da correção. Tudo isso está de acordo com a nossa deficiência, que descobrimos durante a preparação para a lição. Nós descobrimos isso durante as reuniões de amigos e em nossas ações coletivas e daí chegamos à lição com a demanda pela Luz que Reforma.

Nesta demanda nós somos diferentes do resto do mundo. As pessoas sentem que são justas; elas não exigem a Luz que Reforma, estão satisfeitas com o que fazem, como todos aqueles que nem pensam nisso. Nós precisamos constantemente avaliar a nós mesmos de acordo com a deficiência pela Luz e a Luz em si.

Quando eu cheguei ao Rabash, perguntei a ele depois de alguns meses: “Qual é a principal coisa com respeito a trabalhar com o livro? Onde está descrita a essência do nosso mundo durante a lição matinal?”. Então, ele me mostrou o item 17 da “Introdução ao TES”, onde se diz: “E assim a pessoa que estuda compromete-se antes de estudar a fortalecer sua fé no Criador e Sua Providência em castigo e recompensa”, já que isso é importante. O nosso único trabalho é preparar o desejo de mudança através do esforço no grupo. No geral, nós descobrimos que não podemos fazer isso e é só lá que devemos realizar a correção. Com este reconhecimento, chegamos ao estudo de novo.

Assim, enquanto estudamos, descobrimos uma deficiência e, por outro lado, somos corrigidos e curados.

Portanto, nesse sentido “a pessoa deve fazer grandes esforços antes de começar a estudar”. Se não conseguimos alcançar os resultados certos, então devemos verificar se chegamos para estudar com a intenção correta. Caso contrário, nós estudamos a fim de adquirir conhecimento de um determinado livro, em vez de atrair a Luz, como é exigido da Torá.

Portanto, há “sabedoria” e há “Torá”. E uma pessoa que simplesmente quer saber o que está escrito no livro lida com sabedoria, e uma pessoa que busca a correção e quer mudar a si lida com Torá, com o verdadeiro método. Esta é toda a diferença…

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 04/11/12

Liberdade De Todas As Condições Do Ego

Dr. Michael LaitmanNós falamos muito sobre a importância da meta e a grandeza do Criador, sem o que não podemos trabalhar, pois precisamos de energia. Mas a questão: Para que eu preciso da grandeza do Criador? Esta é uma condição sob a qual eu concordarei em doar, ou eu quero alcançar a doação e para isso preciso da grandeza do Criador? Esta é toda a diferença: estou trabalhando dentro da razão e abaixo dela, ou estou trabalhando com fé acima da razão?

Eu tenho uma condição que quero sentir a grandeza do Criador, pois, caso contrário, não vou ser capaz de trabalhar; por isso é uma ação dentro da razão. Mas se eu disser que devo alcançar a doação, uma vez que é a coisa mais importante para mim, e peço o poder que não tenho no momento, de modo que ele me permitirá doar, e para mim é apenas um meio, isso significa que quero esta grandeza só a fim de trabalhar na fé acima da razão.

Esta é uma diferença muito sutil, que eu tenho que esclarecer internamente. É impossível expressar em palavras, uma vez que elas só nos confundem.

Rabash diz: “Portanto, quando a pessoa não sente a grandeza do Criador, o corpo não consegue se anular diante Dele com toda sua alma e coração”. É uma lei: o desejo de receber só se rende diante da grandeza do Criador.

“Mas se a pessoa coloca a condição de que só concorda em trabalhar para o Criador se ver a importância e a grandeza Dele, já parece que ela quer conseguir algo do Criador”. Isto significa que ela quer que o fardo que vai carregar seja leve. Se você sabe que uma mala pertence a uma pessoa importante, então não é difícil para você carregá-la. “Caso contrário, a pessoa não quer trabalhar com todo o seu coração, uma vez que está limitada e está sob o domínio da ocultação e não está livre para dizer que não quer nada, mas apenas doar”.

Se a pessoa coloca a grandeza do Criador como uma pré-condição para o seu trabalho, esse estado não pode ser um estado de Bina e não pode servir como uma “arca” para ela, onde ela pode ser salva de todas as dúvidas e problemas enviados pela linha esquerda.

Assim, o atributo de Bina é Hafetz Hesed, que não precisa receber nada; portanto, ele é livre. Somente aqueles que precisam receber alguma coisa são limitados e sujeitos às opiniões dos outros. Se alguém trabalha com os olhos fechados e não precisa da grandeza ou de qualquer outra coisa, isso é chamado de liberdade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/12, Escritos do Rabash

Onde Conseguir Um “Prato” Para A Revelação Espiritual?

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Livro do Zohar, nós devemos querer revelar a unidade e atingir o que estamos aprendendo. Neste livro eu leio sobre os estados espirituais, mas onde estão esses estados? Se eu preparasse um desejo correto durante a leitura deste livro, eu revelaria o que está escrito nele. Isso é chamado de “alcançar o que é aprendido”.

Todos estes estados existem. No entanto, o meu problema é que eu só posso revelá-los de acordo com a percepção do meu vaso (desejo, Kli). É por isso que durante a leitura do Livro do Zohar, que me descreve vários estados espirituais, eu tenho que pensar em como posso posicionar meu vaso, meu “prato”, a fim de receber a revelação dos estados descritos.

O que constitui este vaso? Que tipo e forma o desejo deve estar para eu receber e revelar o que lemos no Zohar? Eu tenho que pensar sobre isso. Ou seja, eu tenho que cuidar dos Kelim, os vasos, os desejos. Será que eu posso influenciá-lo de alguma maneira? O que depende de mim: o tipo do vaso, o envolvimento de vários desejos e intenções nele. O que eu preciso para que o “prato” onde vou revelar a espiritualidade não seja quebrado, mas permaneça vazio e inteiro?

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/12, O Zohar

Cada Dia Novamente Com O Copo Vazio

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é dividido em pequenas partes que precisamos unir. Elas aparecem na sequência das Reshimot (genes informativos) que são reveladas, que temos que realizar. O papel de um homem é não se esquecer disso e tentar organizar o seu ambiente de modo que este irá constantemente despertá-lo e ajudá-lo a superar mais e mais obstáculos severos.

Ele precisa entender que a cada momento nós executamos uma nova ação e nunca repetimos o mesmo ato. Embora possa parecer que os mesmos problemas se repetem, é porque nesse meio tempo não sentimos as novas distinções em cada despertar.

Mas diz-se que nenhum momento se assemelha a outro. Assim, temos que acreditar que a cada vez trabalhamos em novas propriedades e as corrigimos. Se a cada momento nós as unimos ao grupo e dentro dele elas são direcionadas ao Criador, à adesão e correção via conexão, então assim realizamos nossas Reshimot.

E todo esse trabalho é feito por meio do fortalecimento e esclarecimentos, que se opõem aos nossos sentimentos e mente, através do constante fortalecimento do ambiente, para torná-lo mais forte, pressionando e exigindo. Se sempre nos prepararmos para as novas condições a serem superadas, isso vai nos levar ao momento seguinte; então, todos esses momentos irão se conectar e se juntar numa grande soma.

No final, todos os centavos resultam num grande tesouro. Como a parábola Cabalística onde um homem entra várias vezes no tesouro do rei com um copo pequeno, enche-o com moedas de ouro e sai. Mas o guarda que está na entrada derrama seu copo de moedas a cada vez e deixa o homem com o copo vazio. Mais uma vez ele volta ao tesouro e, novamente, o guarda derruba as moedas que estão no copo.

Isto é repetido vezes até que ele se desespera completamente. Não que ele se desespere com o trabalho em si, porque cada vez que entra no tesouro, ele acredita que é a última tentativa e que vai ser bem sucedido. Mas simplesmente o tempo atribuído a ele acabou e não depende dele, e de repente lhe foi dito: “Todo o ouro que você tirou e derramou, agora pertence a você”. Todos os centavos, todos os esforços, unidos numa grande Masach (tela), e todas as gotas de Luz fundem-se numa grande Luz.

Assim, o nosso trabalho é feito em partes; do contrário, não teríamos a força para executar tudo de uma vez. Assim, centavo por centavo acumulam-se numa grande soma. E o principal é o ambiente que está constantemente em guarda e nos lembra do nosso compromisso de juntar todos os momentos num único objetivo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/01/12

Autocorreção Como A Principal Ocupação

Dr. Michael LaitmanDevido ao nosso trabalho interno e externo, nós passamos por mudanças muito rigorosas. E um não deve interferir no outro. Depois de todo o trabalho, nós saímos com a velocidade com que o mundo está se movendo, dirigindo-nos a eles com o que eles estão prontos para ouvir. Como está escrito: “Eduque a criança de acordo com seus próprios caminhos”, e essa “criança” é o mundo inteiro, e ele exige a mesma atitude em nosso nome.

Quanto ao nosso trabalho interno, nós devemos estar orientados à meta e obedecer definições muito rígidas. Mesmo quando a nossa percepção muda, nós ainda devemos coletar todas as impressões numa imagem geral que continuamente adquire contornos visíveis, tornando-se cada vez mais precisa. Nós devemos permanentemente aguçar o nosso foco e ver a meta a nossa frente de forma mais precisa.

É impossível mudar a nossa “profissão” e procurar outras formas de ganhar a vida. Todas as alterações que acontecem conosco devem manter semelhança com o modelo do grupo e serem baseadas em nossa unidade.

A pessoa deve ser consistente em seus esforços e atividades, a fim de aceitar positivamente várias imagens do mundo que constantemente flutuam e estar pronta para concordar com os obstáculos que perpetuamente aparecem em seu caminho. É preciso entender que todos são enviados de uma fonte superior e que não há nada exceto esta fonte. O objetivo de todas as dificuldades que atravessamos é nos dirigir à meta.

Se tivermos esse tipo de atitude em relação a tudo à nossa volta, não vamos nos afogar em dificuldades e problemas. Vamos aceitá-los positivamente, nos elevarmos acima deles, e acima dos problemas, vamos nos conectar. Ao fazer isso, podemos verificar a nós mesmos constantemente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash

O Peso De Uma Mala Depende Do Seu Dono

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Entrega da Torá”, item 8: …Isto porque há uma lei natural de que o receptor sente vergonha e impaciência ao receber presentes do doador como resultado de compaixão e piedade. …

E esta é a razão pela qual Ele preparou para nós o esforço e o trabalho em Torá e Mitzvot, para produzirmos nossa exaltação por nós mesmos, porque o deleite e o prazer que chegam até nós vêm Dele, ou seja, tudo o que está incluído na Dvekut (adesão) com Ele, será tudo nosso, que chegou até nós através de nossos próprios esforços. Então, vamos nos sentir como os donos, sem o que não pode haver uma sensação de plenitude.

Vergonha é uma medida que define as relações entre nós. Se a pessoa não sente vergonha, ela não tem nada a corrigir, uma vez que não vê grandes diferenças entre si e o Criador. Portanto, é melhor revelarmos vergonha e sermos constrangidos por uma comparação entre nossas propriedades de recepção com Sua doação.

A questão é, se a pessoa deixa de receber, isso significa que ela neutraliza a vergonha. Por exemplo, eu visito um amigo e vejo uma mesa generosamente posta esperando por mim, mas eu recuso o banquete, “Não, não, obrigado. Eu estou cheio. Eu estou de dieta”. É possível que atuemos da mesma forma na espiritualidade, a fim de diminuir o sentimento de vergonha? Ao agir assim, nós negligenciamos o Criador, como se não nos importássemos com Suas indulgências.

Afinal, o que, de fato, podemos receber? É a Luz de NRNHY? Para ser honesto, ela não nos enche de prazer. NRNHY é a Luz que vem de nossa compreensão da magnitude do Doador.

Tudo o que sempre recebemos dela é uma pequena centelha da qual se originou o desejo de receber prazer. O desejo de receber é composto por um ponto preto, a ponta da letra Yod, e na Luz encontra-se uma centelha que criou o ponto negro.

O resto é desencadeado por nossa consciência da grandeza do Criador, quando nós apreciamos isso, elevamos aos nossos olhos. É por isso que devemos sempre nos lembrar de que precisamos aspirar a Sua grandeza.

Se alguém é realmente importante para nós, estamos prontos para “carregar sua mala”. Quanto mais importante esta pessoa for aos nossos olhos, mais pesada é a mala que estamos prontos para carregar. A princípio, a mala parece muito pesada para nós, “Por que eu a carrego em primeiro lugar? Por que estou fazendo isso?”.

No entanto, se nos damos conta de quão imprescindível é o dono da mala, nós a carregamos com facilidade. É uma honra e um privilégio servir esta pessoa importante! Nós ainda estamos dispostos a pagar pelo direito de carregar a sua mala.

Como resultado, dedicamos toda a nossa vida ao Criador. O que recebemos em troca? Nada. Afinal, uma centelha e um ponto negro constituem a base de tudo que existe.

Pergunta: Existe alguma analogia com a vergonha genuína no trabalho que fazemos?

Resposta: Sim, isso pode ser aplicado a vários tipos de vergonha que experimentamos diante dos nossos amigos. Nós temos medo de que eles descubram que somos ignorantes ou que ainda estamos sendo egoístas.

É uma vergonha primitiva, egocêntrica. Há também uma vergonha espiritual causada pela nossa incapacidade de contribuir com nossa parte, reconhecendo que não estamos apoiando nossos amigos da maneira que deveríamos elevá-los. Eles dependem de nós, de modo que nos sentimos envergonhados por sermos incapazes de realizar essa tarefa.

Pergunta: Deve o grupo instigar esse tipo de vergonha em seus membros?

Resposta: O grupo deve nos provocar e promover o nosso crescimento, ensinando-nos a respeitar a vergonha, uma vez que ela demonstra uma deficiência no desejo de receber. Se prazeres e aflições são condicionados por uma realização ou um vazio dentro do nosso desejo, então maus ou bons estados refletem no sentido de vergonha ou, pelo contrário, na realização da grandeza do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Como Sobreviver À Tempestade De Dúvidas?

Podemos subir para o nível espiritual só depois que aceitamos a condição de que não esperamos qualquer recompensa. Mas como eu posso chegar a tal decisão? Como posso eu pedir por poder de Cima? Como posso eu fazer isso se só tenho uma mente corpórea, sentimentos corporais, e só posso agir egoisticamente, uma vez que eu não sei mais nada? Onde posso eu encontrar as formas corretas e os discernimentos certos a partir dos quais eu poderia formular o pedido correto: receber apenas o poder de doar e não pedir por uma recompensa? Este é o chamado nível de Bina, Hafetz Hesed, a Arca de Noé.

Se uma pessoa avança persistentemente tendo o cuidado de manter todas as condições, ele não é obrigado a ter quaisquer atributos especiais que não sejam aqueles com que ele nasceu ou que pertençam a pessoas especiais. A qualquer um são dadas as condições adequadas para o seu trabalho ao lhe serem enviadas dúvidas: “O que é este trabalho?” e “Quem é o Senhor a quem devo ouvi-Lo?” Isso acontece quando ele é atirado uma vez em ” águas da inundação” e outra vez em “águas limpas”, e em seguida, em “água da discórdia” e em “águas calmas”, em discernimentos diferentes de Bina, que são revelados para nós.

Uma pessoa deve esclarecer se ela os aceita na linha direita, na linha esquerda, ou na linha do meio, e onde em cada uma destas linhas existem as suas próprias linhas: Na linha da direita, existem três linhas, e na linha de esquerda, existem três linhas, e o mesmo na linha do meio, e todos estão incorporadas em cada um das outras.

O ponto principal aqui é não parar e teimosamente avançar da forma mais simples, não ser inteligente e tentar resolver esses problemas com a nossa mente corpórea. Toda esta filosofia é inútil e só a pureza do coração pode ajudar. Uma pessoa bem-sucedida não é necessariamente inteligente e pode até mesmo ser um pouco tola, mas é dedicada ao objetivo e teimosamente avança em direção a ele, tentando fazer o seu trabalho. Naturalmente, a inclinação para o mal cresce constantemente nela, evocando pensamentos de críticas e dúvidas, mas esta sua atitude a levará eventualmente ao sucesso.

Todos os esclarecimentos começam a partir das questões bem conhecidas de Faraó: “Quem?” e “O quê?” Então diferentes tipos de águas são revelados. “Quem?” e “O quê?” são questões sobre a grandeza do Criador, sobre se eu preciso Dele ou não, e sobre o tipo de recompensa que eu espero. Por enquanto são esclarecimentos simples sobre quem está controlando e como.

Mais tarde eu encontro diferentes tipos de águas e sou forçado a esclarecer: De quem é que eu me quero esconder? Para que é que eu me estou a esconder? Que tipo de águas são as de inundação para mim e que tipos não o são? “Uma pessoa desenha todo este quadro, mas não há nenhuma inundação nisto! A inundação é para mim, é o resultado dos meus pensamentos maliciosos, más influências, etc..

Esta é determinada pelo que sinto em mim e não por desastres naturais, como as tempestades e inundações com que nos deparamos agora. Nós é que criamos realmente a inundação dentro de nós. Embora haja tempestades e inundações naturais como as da América do Norte, que também são criadas pelos humanos, pela sua atitude em relação à vida, que convoca tal resposta da natureza.

Depois de pedir as perguntas “Quem?” ou “O quê?” várias vezes, eu começo a esclarecer os diferentes tipos de águas, e eu vou-me aproximando da oração certa. Isto significa que eu tenho que esclarecer a carência que eu tenho que atingir para obter o poder que vai levantar-me acima do meu desejo de receber e permitir-me verdadeiramente doar. Após a inundação recuar, eu vou sair da arca de Noé e vou começar a trabalhar com os meus desejos para receber em doação. É dito que Noé compreendeu que o dilúvio havia terminado quando a pomba trouxe um ramo de oliveira, que é um sinal de que não é apenas Hassadim (água), mas também Hochma dentro de Hassadim.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 30/10/12, Escritos do Rabash