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Após A Convenção: Sob O “Fardo” Do Criador

Dr. Michael LaitmanAgora, depois da Convenção “Chama no deserto”, nós vamos passar por muitos estados. Nós alcançamos certo nível de conexão, união, desapego da matéria, a importância de nos anular diante dos amigos, diferentes discernimentos espirituais internos que estão perto de um nível espiritual real.

Nós não temos nenhum controle sobre o processo que estamos passando, e avançamos de acordo com a ordem das Luzes e vasos. Nós estamos entre eles como entre um fardo, e diferentes forças agem constantemente em nós, avançando-nos em direção à meta, conforme o nosso entendimento, concordância, vontade e apoio de sua ação.

No final, todo o trabalho do “fardo” é apenas de acordo com a nossa concordância, que pode estar sob a influência e pressão dos sofrimentos, ou com a ajuda da Luz que Reforma. Nós não fazemos nada por nós mesmos; o trabalho é chamado de “obra de Deus”, mas nós temos que concordar com as ações e querer que isso ocorra, embora seja contra a nossa natureza básica.

Como o trabalho é contra a nossa natureza e o sentimos como muito difícil, contra a nossa vontade, ele nos permite ser livres, ter livre arbítrio e transcender nossa natureza.

Agora, depois da nossa Convenção, nós passamos por estados muito especiais, e devemos usá-los o mais rápido possível para superá-los alguns passos à frente. Portanto, estes dias são muito importantes para quem participou da Convenção de forma física, mental e virtual. Agora nós temos que processar corretamente tudo que recebemos na Convenção, tanto quanto pudermos, e continuar rapidamente o nosso avanço.

O processamento dos estados está em esclarecer a importância que atribuímos a eles. É importante que de alguma forma descubramos a conexão com o Criador, com o espaço espiritual, com o auto-desprendimento, com o novo espaço onde possamos realmente viver e após o qual há uma abertura, e se eu nasço lá, eu nasço numa nova realidade, em alguma matriz, numa nova dimensão; ou será que afundo na corrente da vida ordinária e volto à minha vida animal normal?

É muito importante se elevar acima de nossa matéria, acima do desejo de receber que realmente nos puxa “pelos pés” de volta ao abismo do ego, no momento que queremos subir um pouco. No entanto, temos que tentar subir.

Este esforço só pode ter êxito se agirmos juntos, como na Convenção, onde só alcançamos um novo nível graças à conexão pela qual temos recebido forças de Cima e sentido que há algo acima da natureza.

É assim que devemos continuar agora, de modo que todas as formas do desejo e dos pensamentos egoístas que cruzam nossa mente serão imediatamente incorporadas à nova subida. Então, nós vamos constantemente, a cada minuto, subir mais e mais e não vamos esperar até que todos estes despertares que o Criador está nos enviando na forma de “endurecimento do coração” como complemento ao desejo egoísta, como pensamentos estranhos, desfoque e fadiga, sejam adicionados a uma “grande conta”. Dessa forma, teríamos que passar por eles através do caminho do sofrimento e diferentes golpes.

Pelo contrário, a cada momento nós temos que avançar mais e mais e, assim, “um centavo é adicionado a outro e eles formam uma grande conta”. Nós não devemos esperar até que estes “centavos” se acumulem por si só, pois isso é muito mais difícil e desrespeitoso aos olhos do Criador. Aos olhos do Criador é respeitoso quando você não O deixa.

Portanto, ao ler O Zohar, nós temos que nos conectar e pensar em como receber ajuda de Cima, para não se separar do grande apreço que sentimos pela auto-anulação, conexão, amor, auto-desprendimento e adesão ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, O Zohar

Como Você Pode Ver O Que Recebeu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual foi o responsável pelo grande sucesso da Convenção que acaba de terminar: o trabalho especial durante a Convenção ou a preparação para ela?

Resposta: Durante a Convenção não fazemos nenhum trabalho. A Convenção não é para trabalhar; é a “reunião” de todos os esforços que fizemos antes. Nós temos trabalhado há muitos anos, e a Convenção é o fruto do nosso trabalho.

Todo mundo já recebeu uma medida completa da Convenção, mas ela é revelada de acordo com a sua inteligência e consciência. É como uma criança pequena em nosso mundo que está cheia de diferentes dispositivos modernos, máquinas, etc., mas que só vê seus poucos brinquedos. Isto é o que ela pode perceber agora em sua mente e coração; é o que importa para ela.

Nós recebemos muito mais que aquilo que cada um revela agora. Um novo e importante nível foi revelado, mas cada um é impressionado por ele de acordo com seu esforço, de acordo com os desejos e pensamentos que desenvolveu para este nível. Portanto, uma pessoa o percebe como uma criança de dois anos de idade, outra pessoa como uma de quatro anos, uma terceira como uma de 10 anos ou 15 anos de idade. Há aqueles entre nós que perceberam isso em sua forma completa, ou seja, já sentem a sensação completa do primeiro vaso espiritual que deve se revelar agora.

Eu espero que muito em breve avancemos em direção a esta revelação e a adquiramos. O desenvolvimento espiritual é como o material, e é mais rápido de acordo com o nosso progresso. Veja como a humanidade está se desenvolvendo lentamente, tendo permanecido no primeiro estado por milhares de anos, até que chegou a idade da escravidão Depois ela passou muito rapidamente para o feudalismo, e ainda mais rápido para o capitalismo, e muito mais rápido para a sociedade pós-industrial. O ritmo de desenvolvimento aumenta exponencialmente, e cada vez mais mudanças ocorrem num tempo mais curto.

O mesmo vai acontecer em nosso desenvolvimento espiritual, o principal é continuar! E não apenas esquecer, mas continuar este nível que alcançamos: o mesmo nível de esclarecimento, conexão e auto-anulação. Só não deixem o que alcançamos: agarrem-no como um carrapato, ou como um buldogue, e avancem ainda mais.

Aprendam com a cobra que, na verdade, simboliza a nossa natureza na maneira que engole a presa mais profundamente até engoli-la totalmente. Nós também temos que chegar a este nível, não deixá-lo, mas sim agarrá-lo fortemente até engoli-lo todo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/13, Shamati # 26

Um Salto Sobre O Último “Impossível”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu vejo que o Faraó rouba todo o fruto do meu trabalho e me pergunto: Quando é que eu finalmente chegarei ao ponto de desespero em relação a minha própria força? Eu sinto como se estivesse dirigindo um carro, mas alguém está atrás do volante.

Resposta: É isso mesmo, não é você quem dirige o seu carro. Você está apenas no comando do seu desejo de avançar. Quanto ao número de vezes que você terá que repetir uma ação, isso não pode ser conhecido antecipadamente. Mas o ritmo depende de você: com que frequência seus estados vão mudar e quão rapidamente você será capaz de passar por eles. Suponha que de acordo com a raiz de sua alma você tenha que passar por 8.000 estados até chegar ao primeiro grau espiritual, onde o seu desejo de receber mudará para doação por causa da Luz que Reforma.

Você tem que passar por essas 8.000 ações, mas pode fazê-lo em dois anos ou esticar até 20 anos. Essa é a sua escolha, uma vez que você tem o livre arbítrio até que ponto vai acelerar o seu avanço. Mas você certamente vai passar por todos os discernimentos necessários, seja nessa vida ou na outra. Tudo depende de você.

Você se queixa que o Faraó está roubando todos os frutos do seu trabalho, mas é por isso que está escrito que todas as belas cidades construídas pelos filhos de Israel no Egito foram herdadas pelo Faraó. É como se Faraó estivesse atrás de você, grudado no seu pescoço, e recolhesse todos os frutos do seu trabalho. Isto é o que leva a pessoa ao ponto de desespero no trabalho e à oração. Mas você não pode desistir!

Além disso, sempre que você segue em frente e faz um esforço, você ainda ganha sabedoria e alcança o método e novos significados. Você fica absorvido pela escuridão, a decepção, o desamparo e a indiferença. Você fica doente e cansado com tudo e perde a fé de que haverá um avanço em breve; estes são os piores estados que podem existir. Cada estado mais avançado traz uma maior descida, mais desespero, apatia e a percepção de que é impossível alcançar o que é desejado.

E assim por diante, até atingir o último “impossível”, que é considerado como a travessia do Mar Vermelho, quando você perdeu completamente a fé que o homem é capaz disso e de que o Criador é. Você decide que isso não pode acontecer; você percebe que essa é a sua natureza e nada pode ser feito sobre isso e tudo o que resta é o retorno à vida trivial.

Então, a pessoa decide ainda transpor essa impossibilidade, e lhe é mostrada a condição de como se conectar: o que significa se tornar um homem com um coração na realidade. E se ela concorda com isso, ela recebe seu primeiro grau espiritual.

O primeiro grau ela recebe apenas como um único ponto considerado como Moisés (Moshe, em hebraico), e ele a puxa (mosheh, em hebraico) do egoísmo, do exílio, enquanto que no resto do desejo de receber o “bezerro de ouro” se revela contra ele.

Depois, a pessoa entra no deserto, onde problemas a esperam em cada passo do caminho e é infestado de serpentes. Não é mais uma única grande serpente, um grande ego, mas sim, uma multidão de pequenas vespas que continuam mordendo a pessoa de cada lado, com os vários atributos egoístas. No entanto, eles a ajudam a se manter em movimento diante da escada espiritual, adquirindo a propriedade de doação.

Ao longo de todo esse caminho, eu só vejo duas qualidades vitais que garantem o sucesso: a anulação de si mesmo diante do professor e do grupo, e a resistência, paciência e tenacidade em qualquer circunstância, não importa o que possa surgir. Estes são os dois atributos com os quais você, como um carneiro teimoso, continua avançando, saltando numa direção, independentemente do que está acontecendo, apesar de todos os obstáculos internos e externos. E isso acelera você e faz você ter sucesso.

Caso contrário, não perca seu tempo, é melhor ir aproveitar a vida. Mas a maioria fica pendurada no meio entre um e outro estado, e, infelizmente, chegam à linha de chegada de mãos vazias.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/13, “A Oração”

Não Pela Sabedoria, Nem Pela Força, Só Com Paciência

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 141: Eu não me encontro em nenhum lugar senão Torá. “Portanto, guarde a Torá e Me busque lá, e a Luz nela corrigirá você e você me encontrará”, como está escrito: “Os que Me procuram Me encontrarão”.

Isto é o que tentamos fazer, nos esforçando para nos conectar como um homem em um só coração, atingindo a garantia mútua e o “ama ao próximo como a si mesmo”, ao mostrar a nossa disponibilidade para tal conexão durante o estudo. Então, em cada momento, nós revelamos o quanto somos incapazes disso, e depois, tentamos novamente, apesar de tudo, pensar na unidade e conexão.

Nós esperamos que o nosso estudo e a conexão nos ajudem a revelar o Criador, a fim de Lhe dar prazer. Isto se torna a oração durante o estudo, uma ação de correção, e nos aproxima da meta. Se os amigos tentam se conectar da forma correta, elevam seus pontos no coração acima de seus ego, se livram do seu controle, e os conectam, o que acontece durante a lição, a qual fala sobre tais estados, então nisso nós atraímos a Luz que Reforma. E este é realmente o nosso esforço.

Sempre haverá cada vez mais perturbações. Por isso, nós precisamos fortalecer um ao outro, e é exatamente aí, quando o desespero vem e grandes obstáculos aparecem no caminho, que a pessoa fica impotente diante deles, não sabe o que fazer, quer escapar, fica cansada e cai, adormece ou o oposto, fica com raiva e não consegue suportar este estado. Mas precisamente estes estados são os mais benéficos para a adição de uma gota a mais de trabalho, outro grama de esforço, pelo qual atraimos a Luz sobre nós.

Aquele que não se desespera e não desiste é o que tem êxito. Aqui, nem sabedoria, nem a força vão ajudar, apenas paciência. O tempo fará isto.

O “tempo” simboliza inúmeros esforços que a pessoa faz em cada momento, até mesmo os menores. Estes esforços se acumulam, se conectam, e no final, trazem a solução.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Os Esforços Do Bebê Aceleram Seu Nascimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção, nós fizemos esforços para nascer. Porém, como podemos sincronizá-los com as dores de parto que vêm de Cima?

Resposta: É por isso que nós recebemos exercícios de Cima: existe o tempo de descida, e o tempo de subida; existe o tempo quando estamos juntos, quando estudamos. E os estados mais importantes são aqueles em que nos unimos: durante as aulas, outras atividades conjuntas, e nas Convenções. Agora, nós adicionar nossos esforços às dores do parto natural, a fim de acelerar este processo.

De fato, nossas ações de hoje aceleram nosso nascimento tanto quantitativa quanto qualitativamente. Como resultado, nós começamos a compreender e sentir melhor, onde, realmente, está o ponto mais crucial, onde temos que pressionar, o que será um recém-nascido de acordo com nossas expectativas.

Um recém-nascido é o nosso próximo nível, como crianças correndo atrás de seus pais, ou seja, o nosso próximo estado. Nós passamos todos esses estados devido à concentração dos nossos esforços, em acréscimo ao que recebemos de Cima.

Nós não sentimos em nosso trabalho o que pertence à preparação do lado do Criador e o que Ele faz. Nós pressionamos, tentando nos anular diante de todos, a fim de criar um só coração, um só desejo, e com o qual não vamos interferir. Mas tudo o resto é feito pelo Criador. Ele desperta desejos em nós e nós agimos, mas isso não é adicionado à nossa própria conta. Só o nosso esforço que aplicamos para anular a nós mesmos, nosso sacrifício pessoal, é contado.

Tais ações são dadas a nós com grande dificuldade e por alguns momentos. Mas mais nada é necessário; nós podemos salvar estes momentos e muito rapidamente atingir a força de doação, e sentir essa força vestida em nós. Isso é chamado de revelação do Criador à criatura.

Da Convenção em Arava 18/01/13, Lição, 5

Um Caminho Suave E Sem Altos E Baixos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando tentamos manter o pensamento sobre o que é importante, somos distraídos repetidamente por outros assuntos. Com que frequência essas entradas e saídas devem mudar?

Resposta: Uma vez, um dos alunos do Rabi Zusha disse-lhe que ele tinha experimentado várias subidas e descidas, naquela manhã. Em resposta, o Rabi Zusha disse que tinha experimentado cerca de 400 subidas e descidas em alguns minutos.

Aparentemente, é impossível medir essa variável, uma vez que, no geral, a espiritualidade está acima da faixa de frequência das entradas e saídas, das subidas e descidas, numa frequência infinita. Há também frequências mais altas em nosso mundo, como por exemplo, em computadores, rádios, tecnologia a laser, etc. A espiritualidade é muito maior do que isso.

Portanto, quando uma pessoa se conecta a frequência infinita? Quando ela começa a perceber as subidas e descidas como um todo. Nesse caso, elas se tornam uma espécie de “tensão uniforme”: Não há “picos” nem “buracos”, tudo é incorporado numa direção comum.

Só em nosso mundo, o positivo está associado à direção positiva, e o negativo à direção negativa. De acordo com essa abordagem mesmo o positivo não leva a nada de bom.

Mas quando eu percebo tal escuridão como Luz, a descida como subida, quando percebo que tudo vem de uma fonte e apenas para nos fazer avançar, então eu estou igualmente feliz com as subidas e descidas. Eu estou ainda mais feliz com as descidas, já que através delas eu percebo que estou avançando. Uma subida pode ser resultado de diferentes motivos, como por exemplo, do suborno do meu ego. A descida, no entanto, certamente será benéfica, pois o Faraó está me aproximando do Criador.

Eu deveria imediatamente me alegrar quando vem a descida, embora existam momentos do endurecimento do coração e da confusão que não conseguido sequer distinguir. Mas no momento em que percebo que eu estou separado, desconectado da espiritualidade, no momento que percebo que fui “jogado fora” por talvez um quarto de hora já, meio minuto, ou até mesmo um segundo, eu fico feliz. Afinal de contas, eu reconheci o problema. Ele foi criado de Cima, mas eu cheguei a sua essência e estou feliz com isso, já que tenho certeza que adquiri uma nova profundidade e a “santifiquei” agora.

Assim, verifica-se que eu não me movo ao longo de uma estrada demolida que é deformada e espinhosa, mas ao longo de uma estrada maravilhosa. É realmente assim. No final, nós só devemos mudar a nossa perspectiva do mundo. Neste novo quadro, na medida em que aceitamos o que está acontecendo, descobrimos o sistema de liderança e Providência, a força diretora, e, de repente, a perfeição se abre diante de nós…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/13, Shamati # 26

Não Negligencie A Rotina Diária

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção de Arava o nosso grupo recebeu um novo e imenso nível. Agora nós temos que nos agarrar a ele e mantê-lo, e isso requer repulsões. Mas, por outro lado, de acordo com o exemplo que o Baal HaSulam traz, para saltar sobre a mesa você precisa saltar acima dela. Portanto, qual é o próximo ponto “acima da mesa” no qual devemos concentrar nossos esforços?

Resposta: Esta semana todos vão voltar para casa e nós vamos voltar a nossa rotina diária. Para mim, pessoalmente, a rotina diária é o principal; as Convenções são resultado dessa rotina. Dia após dia, nós vamos trabalhar cada vez mais forte em nós mesmos, abrindo o que atingimos agora e nos preparando para a nova revelação. Este é o nosso trabalho.

A Convenção em si não é trabalho. Nós fizemos essas grandes preparações e, portanto, conseguimos. Parte desse sucesso foi a Convenção das mulheres. Além disso, recolher dinheiro para a nossa nova casa e se unir em torno deste problema criou uma força surpreendentemente poderosa. É claro, não podemos esquecer os Congressos em Kharkov e Novosibirsk.

No final, nós podemos ver que temos amadurecido. O mundo está avançando mais rápido ladeira abaixo, enquanto nós estamos subindo de acordo. Aqui nós temos que manter estruturas claras: assistir às aulas diárias, ler o meu blog seletivamente, participar dos workshops e disseminar.

O principal é o autoexame e o relato pessoal: a pessoa deve verificar constantemente a si mesma e a sua conexão com o grupo.

Neste contexto, durante as aulas e workshops, nós estamos esperando novos estados e problemas cada vez mais profundos. Hoje durante a aula e o workshop nós já vamos continuar o que começamos durante a Convenção de Arava.

Neste tipo de trabalho, nós enchemos o vaso gota a gota, até “saltarmos” para o próximo nível, e, assim, sucessivamente. Não negligencie estas adições diárias que se acumulam “centavo por centavo”. Não há outro caminho. Com isso nós descobrimos muitos vasos, desejos, internamente. Mesmo que pareça que nada acontece, o resultado desses esforços, de fato, será descoberto mais tarde.

O mesmo acontece com uma criança que tem que passar por diferentes estados no ambiente humano. Se ela não tem um ambiente como esse durante os primeiros anos de sua vida, nada vai ajudar depois: Não importa o quanto você investe nela, ela nunca será um ser humano. Diferentes exemplos diferentes de crianças-Mogli provam isso. Como pode ser? A questão é que ela não desenvolveu seus desejos na hora certa.

Nós também estamos lidando com coisas que são essenciais no nível atual do nosso desenvolvimento, e por isso temos que dedicar tempo para estudar e para as mudanças internas, tentando valorizar cada momento neste trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/13, Shamati # 26

Não Fique Na Descida Por Mais Um Instante

Dr. Michael LaitmanSe eu experimento uma descida real, na própria carne, por mais de um instante, então é sinal de que não faço o esforço correto! Eu devo cair até o fundo por um instante, como o Rabi Shimon, que mudou de um grande sábio para um simples vendedor do mercado. Mas esta descida não deve durar mais do que um instante; é o suficiente. Então, eu preciso começar a usar a conexão com o ambiente, a garantia mútua, e todos os meios que preparei com antecedência.

No momento da descida, quando eu caio para o fundo da onda senoidal, eu não posso fazer nada, eu fico morto. A partir desse buraco, as provisões acumuladas nas baterias do grupo precisam me puxar para fora. Porém, no momento em que eu sair um pouco da descida mais profunda, a partir do estado de morto, de “baixo”, eu devo subir por mim mesmo, tanto quanto for capaz de participar por mim mesmo deste trabalho.

Se eu subi um ou dois milímetros do estado mais inferior, então já posso gritar. Se eu subo três milímetros, já posso gritar ainda mais alto, etc. Eu não estou autorizado a esperar o tempo passar por si só! Eu tenho que tentar subir, não importa o quão difícil possa parecer. É especificamente aqui, na parte inferior da onda senoidal, na saída da descida, que devo investir mais esforços. Ela vai mostrar que eu realmente estou longe da meta.

O principal esforço está no esclarecimento, na autoanálise: para quê, por que, qual é o objetivo, quem pode me ajudar, onde está a Luz que Reforma, como posso usar a Luz? Eu não vou me tirar da descida. Eu sei que “um prisioneiro não pode se libertar da prisão”. Só a Luz pode me ajudar, e eu procuro por ela.

O problema é que nós tentamos nos corrigir por nós mesmos. Deve ficar claro que isto é impossível. Mas se eu sei que a Luz pode fazer isso e que ela age de acordo com os meus esforços, de acordo com a minha equivalência de forma com Ele, então eu começo a trabalhar mutuamente com ela, como parceiros. Eu só preciso me preparar cada vez, para que a Luz atue em mim, e ela atua. E novamente eu me preparo, e novamente ela atua.

Dessa forma, nós trabalhamos alternadamente juntos, e eu já tenho uma linguagem comum com Ele, compreensão e proximidade, apesar de estarmos em oposição um ao outro. Eu faço alguma coisa e Ele também faz algo em resposta. Desta forma, nós começamos a nos entender e nos conectar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Um Passo Após O Outro

Dr. Michael LaitmanA quebra foi necessária porque sem ela ficaríamos apenas pendurados no mesmo estado, no meio entre o egoísmo e a santidade, nem aqui nem lá. Enquanto a pessoa está amarrada a um único estado, ela é incapaz de mudar algo. Para andar, é necessário manter o movimento dos pés, de modo que um esteja longe do outro; tem que haver uma diferença entre os dois estados. Nesse caso, nós passamos do estado que percebemos como indesejável e mau para um estado melhor.

Em outras palavras, eu continuo passando de um estado ruim para um estado bom. É semelhante ao caminhar: o pé que estava na frente fica para trás agora, enquanto eu coloco o outro pé na frente para dar um passo adiante. Então eu dou mais um passo, e mais outro, alternando os pés, cada vez deixando para trás o que costumava estar à frente.

Eu não coloco o outro pé ao lado do primeiro, acrescentando ao mesmo estado; eu continuo colocando-o mais à frente. A mesma regra se aplica no mundo espiritual. O negativo que eu tinha, eu transformo em positivo e, portanto, a descida sempre promove a subida.

Eu sempre tenho três estados: o intermediário, o anterior, e o futuro.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/13, O Estudo das Dez Sefirot

O Problema Está Apenas Em Nós

Dr. Michael LaitmanO desejo de receber não desaparece. Ele não nasce, não se desenvolve e não muda. É apenas ocultado ou revelado na medida em que possa ser usado. A ocultação do desejo e sua revelação são determinadas de acordo com os degraus da escada espiritual.

Todo o sistema já está organizado e construído de cima para baixo: na medida em que os níveis descem, eles oculta outra parte do desejo de receber que está nele. Seu uso é ocultado de nós, já que não podemos usá-lo corretamente.

Para evitar que as criaturas cometam erros à medida que sobem de baixo para cima, os desejos são gradualmente revelados a elas, apenas a parte do desejo com a qual elas podem trabalhar corretamente. Toda a escada espiritual é uma marca na escala do quanto do seu desejo pode ser revelado a você para que você possa usá-lo, de modo que seja capaz de superá-lo e queira corrigi-lo, e não perca sua cabeça e queira satisfazê-lo a qualquer custo.

Se você fosse revelar imediatamente um forte desejo, você só pensaria em sua satisfação egoísta. Se você tivesse uma posição muito elevada, por exemplo, fosse responsável por todas as estações de rádio e canais de TV, então não veríamos você em sala de aula. Você diria que tem coisas mais importantes a fazer, que tinha que cuidar do mundo.

Portanto, você não recebe essa posição, mas algo muito mais simples. Tudo depende de quanto você pode realmente se preocupar e cuidar do mundo e, claro, de acordo com o que combina com o mundo, e se a sua hora chegou. Se pudéssemos avançar mais por nós mesmos, poderíamos dar mais ao mundo, uma vez que ele está pronto para isso. Ele já está aberto. Nós poderíamos doar mais a ele e aproximá-lo de nós, e junto com ele poderíamos subir para um nível superior.

O mundo é o nível mais baixo, e nós somos o nível intermediário, e acima de nós há um nível ainda mais elevado, o Criador. Temos que despertar o mundo para que ele nos desperte. Isto significa que temos que doar a ele e espalhar a mensagem em todos os lugares possíveis. Então, o mundo começará a nos despertar, e nós vamos ser capazes de subir para a parte superior e executar a ação espiritual para o mundo.

Tudo já está em seu lugar, e isso é chamado de um círculo interno, um círculo externo, e um ainda mais externo. O problema está apenas em nós.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/13, O Estudo das Dez Sefirot