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Quando Abrimos A Torá

laitman_527_05A Torá é o livro mais popular de todos os tempos e em todos os povos. Ela fala sobre o desenvolvimento espiritual de uma pessoa e sobre suas características internas.

Nós consideramos a Torá como uma fascinante biografia de personagens históricos e não suspeitamos que ela não está falando de questões físicas, mas do estado interior de uma pessoa e do estado interior de toda a humanidade. Portanto, cabe a nós deixar suas histórias para a imaginação de escritores e historiadores e falar do que ela realmente diz.

Adam – O Desejo que Eleva a Pessoa Acima da Matéria

Uma pessoa nasce como um egoísta, passa por um longo caminho de desenvolvimento egoísta nos níveis do inanimado, vegetal e animal, até que, pela primeira vez, 5.775 anos atrás, o nível de “homem” (Adam) foi despertado nela, o nível do seu desenvolvimento interior. Não é por acaso que eles chamaram o primeiro homem que percebeu o mundo espiritual de Adão.

O desejo foi despertado nela para alcançar um novo nível que revela o sentido da vida, a sua fonte, e o poder que criou o universo e o gere. Essa é uma energia pura que não está vestido de quaisquer imagens terrenas.

A pessoa, de acordo com sua estrutura física, sentidos, mente e coração, está no nível animal de desenvolvimento. De repente, o componente do “Homem” é revelado nela, um desejo e inteligência adicionais que não foram revelados de forma alguma a partir de um aspecto externo. Estes já são componentes espirituais que a diferenciam da besta. Eles elevam a pessoa acima da substância através de sua relação com a criação, ao Criador, ao sentido da vida.

O primeiro Adão descreveu sua realização no livro Sefer Raziel HaMalakh. Na continuação, seus alunos, Caim, Abel e Seth, desenvolveram a sua descoberta. É assim que continuou até Noé, representando a décima geração dos estudantes do primeiro Adão.

Abraão, o Primeiro Explorador Ativo do Poder que Gerencia a Criação

Dez gerações adicionais se passaram de Noé a Abraão antes que a humanidade atingisse o estado de “Babilônia”, que é o primeiro estado em que as pessoas começaram a ser encerradas num grupo. O ego crescente começou a insinuar-lhes como trabalhar entre si, para ajudá-los a descobrir a relação estreita que foi revelada nos confrontos e oposições dentro de uma pessoa e entre as pessoas.

Precisamente neste momento na antiga Babilônia, dentro de um dos sacerdotes da religião, Abraão, filho de Tera, surgiu o desejo de alcançar um nível espiritual mais elevado. Se antes dele todos os Cabalistas penetravam os segredos da criação passivamente, Abraão tornou-se o primeiro explorador ativo que alcançou por ele próprio o poder que controla o universo.

Este foi um novo nível de realização; ele elevou-se acima do seu ego e começou a trabalhar com ele ativamente. O ego atingiu um nível nele que começou a ser uma força real e cooperou com ele. Portanto, a Babilônia personifica o conflito entre as pessoas, conflitos, discórdias, e sua dispersão.

Nesse pano de fundo, Abraão criou o método para descobrir a criação. Embora Adão seja considerado o primeiro Cabalista, Abraão é aquele que fundou o estudo que se tornou o instrumento para atingir o universo e a força que o administra, o Criador.

É impossível negar a existência dessa força, porque afinal de contas, nós vemos que toda a criação foi criada de acordo com algum tipo de princípio, algum tipo de programa. Ela liga dentro de si mesma e age dentro de um imenso sistema de acordo com uma fórmula que não entendemos.

Abraão começou a investigá-lo ativamente, porque nessa época o público tornou-se egoísta, ou seja, a oposição da sociedade a essa força da natureza possibilitou que a sociedade explorasse a natureza, o Criador. Abraão escreveu sobre suas descobertas no Livro da Criação (Sefer Yetzirah).

Superar a Crise na Babilônia

Com esse método lançado por Abraão, uma vez que a quebra ocorreu pela primeira vez como a expressão de indivíduos separados, cada um representando uma propriedade particular que antes era recolhida num desejo unificado, agora, cada um de nós é uma espécie de aspecto único do desejo geral que existia até então.

Se quisermos alcançar a força da natureza que criou o desejo único, nós podemos fazer isso conforme a nossa conexão e unidade. Quando nos conectamos e unimos acima da nossa oposição e contradições, nós criamos um estado de separação entre as forças negativas da nossa divisão e a força positiva única da natureza. Especificamente nessa oposição surge a oportunidade de esclarecer o sentimento do que acontece em nós e em toda a criação.

Quando Abraão descobriu isso, ele chamou os babilônios a subir acima de sua crise, porque ela não é nada mais do que a descoberta da oposição da sociedade com a natureza. Ao mesmo tempo, a oposição está aumentando.

Existem apenas dois métodos para superar a crise: reunir-se de acordo com o método de Abraão, ou espalhar-se em todas as direções, de modo a não sentir a inimizade constante e os conflitos uns com os outros. Dessa forma, a sociedade babilônica dividiu-se em duas partes: uma parte se dispersou e se estabeleceu em toda a superfície da Terra, e a segunda parte seguiu Abraão para a terra de Israel.

Uma vez que todas as características estão conectadas, é natural que se a pessoa “muda sua localização, muda sua fortuna” (Talmud Yerushalmi, Shabbat 6:9). Uma força especial da natureza influencia cada pedaço de terra na Terra, assim que alguém que muda a localização da sua habitação muda sua fortuna, seu destino. É evidente que não é necessário aceitar isso literalmente. Mas, por outro lado, nós vemos como tanto a biologia como a geografia realmente influenciam o surgimento de povos, seu modo e características. E não é porque a terra é assim, mas porque as características de cada ponto no espaço são diferentes. Portanto, uma vez que Abraão foi conduzido por uma intenção interior, ele levou seus discípulos à terra de Israel, porque sentiu que seu lugar era precisamente aqui.

Mas os processos pelos quais as pessoas passaram na antiga Babilônia também continuaram na terra de Israel. O ego foi crescendo constantemente, e elas precisavam superá-lo através da unidade entre si. Não havia nada de novo no método que foi descoberto por Abraão, ele era simplesmente realizado por aqueles que possuíam a mesma visão com maior ou menor sucesso, e elas conseguiram realiza-lo.

José, um Nível que Une Desejos Separados

O desenvolvimento da escola de Abraão foi continuado por seu estudante Isaac, chamado de “filho” de Abraão na Torá. “Filho”, na sabedoria da Cabalá indica seu sucessor.

Mas na época de Jacó começou a haver problemas na realização e implementação do estudo na própria vida, porque a unidade que tinham que atingir já estava em outro nível. Jacó é uma pequena parte da alma geral (seis Sefirot). Para continuar com a realização do método, foi necessário passar para o nível geral, Israel, ou seja, dez Sefirot em vez de seis.

Aqui, pela primeira vez eles viram que seu método não era suficiente. Eles não sabiam como resolver o problema da unificação. Entre todas as opiniões que são chamados os filhos de Jacó, e seu irmão José começaram disputas e argumentos. José pensou que era necessário se unir de acordo com um princípio particular que era especificamente sobre ele, pois até mesmo o nome “José” é derivado da palavra “L’asof”, conectar-se, (em hebraico todos os nomes têm um significado interno).

Mas o ponto de vista de José parecia muito egoísta. Seus irmãos não concordavam com ele, e, finalmente, eles se encontraram no Egito contra a sua vontade. Em outras palavras, o desenvolvimento contínuo da espiritualidade os trouxe a um estado no qual, contra a sua vontade, viram-se sob o controle de José. E para continuar se elevando ainda mais nos níveis espirituais, eles tiveram que aceitar a sua liderança sobre si mesmos.

Na Torá isto é descrito sob a forma de um conflito entre os irmãos, a venda de José para o Egito, a descida dos filhos de Jacó para o Egito, e assim por diante. Se traduzirmos isso na linguagem da Cabalá, isso está falando do trabalho da pessoa com suas emoções internas, mas já em outro nível egoísta mais sério, quando o ego rígido, distintivo e preciso é descoberto.

O ego cresce de acordo com cinco níveis. Se nós os superamos, é possível examinar e alcançar o único poder da natureza que é o seu oposto, o Criador. Quando os filhos de Jacó se encontraram no próximo nível egoísta, descobriram-no como bom, porque José os conectou juntos e eles sentiram avanço suficiente. No que eles não estavam prontos para fazer antes disso, eles conseguiram fazer agora, unir-se entre si e trabalhar no sentido de alcançar o Criador. Estes são os chamados sete anos de fartura. E junto com isso, eles descobriram o sistema em que se encontravam.

O Ego, nosso Amigo e Inimigo

Após a descida para o Egito começaram estágios que nos aproximarão de deixá-lo, fugindo do controle do Faraó, o surgimento do reconhecimento de que o nosso trabalho é realizado dentro do ego. Uma realização como essa caracteriza todos os níveis.

Isso porque, a fim de subir para o próximo nível que nos faz avançar, nós temos que ser atraídos a ele. Assim, seu ego precisa ser mostrado para nós como bom, imperativo, e necessário para o avanço espiritual: Nós entramos nele, atingimos um novo nível com a sua ajuda, e crescemos. Após isso, ele já começa a adquirir formas mais dolorosas.

Nós vemos que é assim que acontece mesmo em nosso mundo, quando ao longo de todo o desenvolvimento humano até recentemente, nós pensávamos que o movimento para frente nos traria a boa vida, o objetivo certo, a vitória da razão, o bom, e as corretas relações mútuas. Nós pensávamos que existem maneiras de alcançar isso: capitalismo, socialismo ou comunismo. E nós avançamos, a principal coisa sendo alcançar a meta, e sem prestar atenção aos problemas apareceram junto com isso. Enquanto isso, uma situação absolutamente diferente foi revelada aqui: o reconhecimento de que possuímos uma natureza egoísta e que não vamos alcançar nada diferente da auto-aniquilação. Em nosso tempo, nós estamos começando a atingir e entender isso.

No início, o ego nos atrai e seduz, nos oferece realizações muito boas e agradáveis. Depois disso, nós começamos a entender que tudo isso não é para nós e até mesmo nos prejudica. E sobre o que é dito na Torá, que nós construímos belas cidades para o Faraó, Píton e Ramsés, tudo isso é para o ego, e de fato, nós cavamos uma sepultura para nós mesmos com isso. Elas são chamadas de cidades perigosas, no que diz respeito a alcançar o Criador, porque o ego pode nos enterrar a tal ponto que não é possível sair dele.

Quando o ego começa a nos atrair, nós corremos atrás dele: tudo neste mundo é nosso, nosso, nosso. Depois disso a pessoa morre sem levar nada consigo. É assim que as coisas vão uma geração após a outra e, gradualmente, a humanidade começa a entender que essa busca é prejudicial porque leva ao distanciamento, depressão e autodestruição. A falta de propósito, o surgimento dentro de nós da questão sobre o sentido da vida, mata o nosso movimento egoísta para frente e leva a uma apatia profunda.

No final do desenvolvimento, o ego deve nos mostrar uma recompensa: o que nós obtemos, onde acaba essa corrida, onde estão os frutos do nosso trabalho? Quando vamos um pouco mais alto com nosso desejo egoísta já estamos olhando tudo de forma completamente diferente. Tudo o que existe no nível físico parece tão vazio e inútil para a pessoa. Ela aparentemente se eleva acima de seu estado animalesco e entende que tudo isso é falso: não está claro por que a vida tem sido desperdiçada.

Por isso, é dito que o Faraó simboliza especificamente o ego entre os filhos de Israel, ou seja, aqueles que têm a necessidade e o impulso para descobrir o sentido da vida, o propósito da existência, o Criador. Uma vez que o ego está em constante evolução e a necessidade de ver os resultados é claramente crescente, a pessoa já não pode ser satisfeita apenas com realizações mundanas, pois não existe para sempre e as necessidades nela estão crescendo além do materialismo. Ela começa a entender que tudo isso é apenas uma brincadeira de criança e, em última instância, como qualquer um, vai morrer. A vida foi passando, e daí?

O ego nos ajuda a decodificar, resolver, ver, entender e sentir a falta de resultado de nosso caminho desde o início. Nós vemos que a era do “sonho americano”, a busca depois pelo lucro acabou e agora ninguém tem a necessidade de luxos. As pessoas têm evoluído para além disso; você não pode obrigá-las a correr como um hamster numa roda atrás de mais e mais novas compras e realizações.

A humanidade está agora começando a entender isso; por isso hoje um estrato de ego que é imenso em qualidade e pequeno em quantidade está aparecendo nela que se questiona sobre o sentido da vida. Ele empurra a humanidade para a depressão, drogas, terror e crime, para suprimir a questão sobre o significado da vida de qualquer maneira possível, ou pelo menos para encontrar algum tipo de resposta parcial para isso. Gradualmente, mais e mais pessoas estão começando a se interessar na resposta a esta questão Cabalística.

Em seu tempo, esse problema levou os alunos de Abraão ao Egito, para aquele estado que começou a despertar o ego neles que se opõe ao Criador, pois somente quando eles estão imersos no ego é possível descobrir essa força. Assim, o exílio do Egito e o êxodo do Egito tornaram-se os alicerces para o desenvolvimento espiritual da pessoa e da humanidade. Com base no exemplo do pequeno grupo de Abraão, que foi jogado no controle do ego chamado de “Faraó”, é possível compreender o que se deve esperar de toda a humanidade, uma vez que, ainda hoje, nós nos encontramos na mesma situação. Essa é a razão que quando abrimos a Torá é impossível nos esquecermos de sua extrema relevância para o nosso tempo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/15, Lição sobre o Tema: “Disseminação da Cabalá”

A Bênção Do Sexto Ano

Laitman_707A Torá, “Levítico” 25:19 – 25:21: Então a terra dará o seu fruto, e vocês comerão até fartar-se e ali viverão em segurança. Vocês poderão perguntar: “O que iremos comer no sétimo ano, se não plantarmos nem fizermos a colheita?” Saibam que Eu lhes enviarei a Minha bênção no sexto ano, e a terra produzirá o suficiente para três anos.

Se eu observo e mantenho as leis espirituais, eu não tenho problemas e estou sob a proteção da natureza. Mas quando eu mergulho em meu ego e começo a agir por mim mesmo, não posso contar com a colheita das culturas para os próximos três anos.

Você pode imaginar o que aconteceria se eu tivesse uma colheita pobre no sexto ano? O que vou comer durante os três anos que se seguem? Nada. Nos tempos antigos, as pessoas dependiam totalmente do que a terra lhes dava.

Pergunta: O que isso simboliza com respeito ao nosso estado interno?

Resposta: Eu corrijo meus desejos e preencho as seis Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod. Todas elas se concentram e se acumulam na Sefira Yesod, que se move sobre Malchut e eleva Malchut até Bina. Portanto, eu não tenho qualquer problema em existir em Malchut. Malchut é o vaso do qual eu sou nutrido por três anos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

Amor Ilimitado

laitman_572_02O Tabernáculo é o lugar onde o Criador é revelado, ou seja, o ponto central onde a Terra toca o Céu. A Arca Sagrada (Aron Kodesh) no Tabernáculo encontra-se entre dois querubins (anjos).

Todos esses termos se referem às forças que são criadas numa pessoa, por isso não devemos imaginar quaisquer valores reais que tenham uma forma material. Estes números são formados como resultado do atributo de doação e destinam-se externamente para mim mesmo.

Graças ao nosso ego, nós podemos dividir o atributo de amor e doação (o nível de Bina) que flui como água, uma vez que ele não pode ser destinado a ninguém em particular, uma vez que de outra forma não é amor, mas algo que de que pretendemos nos beneficiar, para servir o nosso próprio interesse. Mas se ele flui amplamente a todos é o verdadeiro atributo de doação. Por exemplo, se uma pessoa vive sozinha na floresta e não precisa de nada, nem de uma casa, família, ou até mesmo roupas, ela só pode comer alguns grãos e está bem, mas não tem benefício pessoal.

Como podemos gerenciar e controlar o atributo de doação que lhe falta totalmente o desejo, uma vez que ele está cheio de amor absoluto e doação aos outros? Isso só pode ser feito se começarmos a anexá-lo ao atributo do ego que está subordinado a ele. Há duas maneiras de podermos anexá-lo: gerenciar o ego com a ajuda da doação, ou gerenciar a doação usando o ego. É um dos dois. Tudo é muito simples. O atributo de doação é amor. Em nosso mundo, eu amo outra pessoa porque ela me traz prazer, alegria e certos sentimentos. Em outras palavras, a minha atitude em relação a essa pessoa e a maneira como ela me faz sentir se misturam. Mas se as dividimos, verifica-se que eu a amo porque recebo prazer dela. É o amor egoísta, uma vez que se o meu sentimento desaparece, não vou nem olhar para ela e não vou sentir nada por ela.

A fim de verificar que o meu amor não é para o meu próprio benefício, eu posso invocar um sentimento totalmente oposto em mim mesmo. Se, de repente, eu descubro que ela tem feito algo horrível e planeja fazer algo contra mim, e eu ainda continuo a amá-la, apesar da repulsa que sinto, esse amor não é pelo meu próprio benefício. A questão é por que eu preciso amá-la? Portanto, com essa atitude para com os outros, eu serei semelhante ao Criador. É por isso que um terceiro é necessário aqui, o Criador. Caso contrário, não há espaço para esse tipo de amor.

Assim, o amor pode ser egoísta ou altruísta, o qual não está relacionado com outra pessoa, mas com a fonte a qual eu tenho que executar tais ações. Eu visto o atributo de doação (Bina) no egoísmo. Bina é a base do amor. É o atributo vivificante do leite da mãe; é o atributo da água que flui abundantemente por tudo. Quando nós atingimos esse atributo, descobrimos que podemos controlá-lo apenas quando Malchut (egoísmo) está abaixo dele e é revelada gradualmente.

Imagine que há uma grande tela abaixo de nós na qual, de repente, começamos a identificar diferentes choques e que essa é a única maneira de elevar e estabelecer o atributo de doação, mas apenas graças ao fato de que o ego dentro dele está disposto e deseja estar lá. Quando o ego é revelado nas formas mais revoltantes, descobre-se o atributo de doação acima dele. Mas, na verdade, é como a areia, e sem ele o atributo de doação não tem forma; é simplesmente uma nuvem branca. Mas quando eles começam a trabalhar juntos, todo o mundo é revelado e, juntos, eles estabelecem suas formas.

Pergunta: Um embrião formado dentro de sua mãe também é coberto com o atributo de doação?

Resposta: Claro! A natureza toma conta do fato de que durante o desenvolvimento no útero de sua mãe, ele estará envolvido com o amor superior. Então ele se vira com sua cabeça para baixo e nasce, caindo do atributo de Bina para Malchut e começa a crescer como um egoísta, de modo que, no final, vai descobrir o mundo como sentiu no útero, mas agora ele irá conter todas da criação dentro dele. Ele o constrói por si mesmo! Isso significa que ele atinge o mesmo atributo de doação, mas num nível diferente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

O Poço De Miriam

laitman_558O Grande Comentário, “Bamidbar“: Sobrenaturalmente, correntes de água emanaram d0 poço de Miriam e separaram o acampamento da Shechina do acampamento dos Levitas, e depois o acampamento dos Levitas do acampamento dos filhos de Israel.

Os córregos se ramificaram em riachos que separaram as partes das tribos. No entanto, nenhum riacho dividiu os campos dos filhos de José – Manassés e Efraim.

Acredita-se que o poço de Miriam está no lago da Galiléia. Não tente encontrar a espiritualidade no mundo material, apesar de que tudo o que existe no mundo espiritual seja refletido na materialidade. Cada ramo deste mundo tem sua raiz espiritual. “O poço de Miriam” é um estado espiritual em que qualidades espirituais são categorizadas.

O poço pode ser visualizado como a Via Láctea, ou como o leite materno de uma mulher que se destina a amamentar doação. O que significa a “Via Láctea”? Chamar a interseção das estrelas no céu de Via Láctea” não é acidental. “Cosmos” denota a doação da Força Superior.

“O poço de Miriam” separa os Cohanim, Levitas e Israel conforme a sua capacidade de doar. No entanto, como podemos ver, ele não separa José e seus dois filhos (Manassés e Efraim) porque José (Yosef) é Yesod, o estado de pura justiça. No nível da doação completa, não há nenhuma separação entre as categorias. É por isso que os dois filhos de José não foram separados.

Pergunta: Significa que a categorização é ainda necessária para o momento?

Resposta: A menos que cada uma das propriedades se manifeste totalmente, eles não alcançarão um estado de acoplamento mútuo. Depois do pecado de Adão, ou seja, da quebra da alma geral em várias pessoas, cada alma continuou a amadurecer por milhares de anos. Nós acumulamos tanto egoísmo que é extremamente difícil para nós nos aproximarmos uns aos outros e nos reconectar.

Isso foi feito apenas para mostrar que somos egoístas e para nos elevar acima do nosso egoísmo, para a propriedade de doação e amor. Quando todos chegarmos à unidade sem perder nossas grandes propriedades individuais, vamos revelar o Criador.

Se não fosse pelo aumento do nosso egoísmo que se manifesta em nós tão vividamente, se não fosse pela conexão acima de nossos egos e ao mesmo tempo mantendo nosso egoísmo dentro de nós, nunca perceberíamos o Criador. Afinal, Ele é eterno; somos nós que não O sentimos. É nosso trabalho senti-Lo 620 vezes mais forte e avançar de zero a infinito.

Portanto, todas as propriedades egoístas materiais devem ser preservadas e devem ser interconectadas com a cola altruísta. Isso nos permitirá revelar o Criador que explicitamente preenche o mundo inteiro.

Quanto à separação, ela existia na época do primeiro Templo, quando o povo de Israel alcançou seu mais alto grau. Então era proibido se casar com aqueles que pertenciam a outras tribos.

Mas quando eles começaram a descer para o nível inferior, seu egoísmo começou a crescer, e ocorreu uma queda espiritual. Neste ponto, a regra perdeu sua importância e as pessoas começaram a se misturar.

Antes que isso acontecesse, a proibição era estritamente observada porque o trabalho espiritual em cada propriedade era tão óbvio que todas as propriedades eram claramente categorizadas e separadas umas das outras. As pessoas eram capazes de diferenciar entre elas. Nós também, algum dia, conseguiremos alcançar esse estado.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

A Bíblia Não É O Que Você Pensava Que Era…

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a Bíblia? Eu não encontrei nada de sobrenatural nela. Embora a ideia do livro seja bastante original!

Resposta: Este livro não precisa da aprovação de ninguém. O personagem principal do livro é o Criador. O tema principal é a condição sob a qual nós podemos nos “reconciliar” com o Criador, ou seja, achar o caminho para um reino superior antes de morrermos, durante esta vida, uma vez que conseguirmos alcançar pelo menos uma mínima semelhança com o Criador.

Nós atingimos o reino superior sensualmente e ainda permanecemos fisicamente neste mundo. O espaço se expande.

Conforme a sua capacidade de implementar o princípio do “ama o próximo”, a pessoa adquire a semelhança com o Criador e O revela. No final, a nossa percepção desse mundo muda drasticamente, e nós percebemos múltiplas camadas, infinidade e atemporalidade.

Mostrando Ao Mundo Nossas Faces Brilhantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode fugir do caminho espiritual se o seu ponto no coração a atrai para isso?

Resposta: Toda a geração que saiu do Egito tem que morrer, e somente aqueles que nascem no deserto alcançam a terra de Israel. Nem todos eles morrem ou  nascem como novas pessoas quando chegam ao ponto de Bina.

Nascer como um novo povo expõe os pontos no coração à Luz de modo que dela surja uma imagem completa do homem que se assemelha ao Criador. Todos os outros morrerão, o que significa todos os outros atributos numa pessoa. É como vemos em nosso mundo quando mil entram numa sala e apenas um sai como professor.

Pergunta: Agora, quando nos envolvemos na disseminação, não esperamos que esse ponto seja revelado na pessoa, mas realmente começamos a despertá-lo nela. Em sua opinião, essa maneira um tanto agressiva é justificada?

Resposta: Eu não acho que sejamos agressivos, porque a nossa principal motivação não é impor nosso método a ninguém, mas identificar-se com o seu sofrimento, suas deficiências e seus sonhos não realizados. Nós sentimos pena e nos identificamos com ele e começamos a perceber que a dor e as deficiências que ele sente são o resultado de seu desamparo e desesperança.

Ele não admite, mas nós começamos a confessar: “Não há segurança suficiente no meu ambiente. Olhe para o que acontece comigo, meus filhos, meus netos. O que está acontecendo com o clima”. Ele reclama de falta de energia, escassez de água, sobre as grandes contas de serviços públicos que tem que pagar, etc. Ele não esquece a política local, política global, e tudo o que está no noticiário, embora isso não lhe diga respeito.

Se levarmos tudo isso em conta, temos a sensação de inutilidade, desespero, vazio e falta de propósito que são inconscientemente expressos como reclamações sobre tudo. Parece que se ele aceitar isso, tudo dará certo, mas se ele receber uma meta e ouvir que nada acaba, que tudo tem um objetivo e que tudo ficará bem, essa meta cobrirá todas as suas queixas.

As pessoas não morrem de fome, é claro, mas são privadas das coisas mais básicas. Nós vemos que é impossível corrigir alguma coisa, a menos que corrijamos a nós mesmos e comecemos a nos conectar e a pensar no outro. Afinal de contas, há um excesso de tudo o que precisamos no mundo, mas, ao mesmo tempo, em alguns países, metade de sua população está morrendo de fome, e a única razão é que não estamos conectados.

Não devemos nos acalmar e dizer que tudo isso será ajustado de alguma forma. Isso não pode ser! Esta é a razão por que o nosso contato com o mundo de hoje tornou-se tão vital.

A principal coisa é que a crise é agora evidente em cada aspecto da vida. Eu vejo o quão ela é profunda e é uma sensação muito desagradável, porque se olharmos para as coisas objetivamente, é como um tsunami que se aproxima e está ameaçando eliminar todos nós. Portanto, ou enfrentaremos aflições terríveis que forçarão todos nós a nos corrigir ou prevenimos esses sofrimentos com nossas explicações que levam as pessoas a começar a se corrigir perante os problemas que chegam. Os animais podem sentir um tsunami se aproximando e escapar com antecedência, mas o nosso ego não nos deixa sentir um desastre se aproximando com antecedência e nos engana sussurrando-nos que está tudo bem!

Os animais não podem sobreviver dessa maneira. Nós estamos numa situação pior, porque estamos desconectados da natureza. A fim de nos fundirmos com a natureza, temos que estar no atributo de doação e equilibrar nosso egoísmo através desse atributo. Só então ascenderemos ao nível de Moisés e seremos capazes de falar com o Criador.

Se nos conectarmos com a natureza, seremos capazes de resolver corretamente todos os nossos problemas e avançar à bondade. Caso contrário, o nosso ego continuará a nos confundir. Nós estamos destruindo a nossa vida, e a situação está realmente se tornando ameaçadora. Eu não estou tentando assustar ninguém; todo mundo já sabe tudo isso. As pessoas têm simplesmente se acostumado com a ideia de que uma guerra pode irromper e haverá problemas, aniquilação e morte. Nós nos tornamos apáticos: vamos viver pacificamente hoje, e o que vier amanhã, não importa. O mundo está num estado de desamparo absoluto e as pessoas não podem fazer nada com suas vidas, com a humanidade, com tudo o que temos feito e causado.

Nunca na história da humanidade as pessoas relutaram em ter filhos ou em pensar e se preocupar com eles, e nunca as crianças deixaram seus pais e viajaram para muito longe deles. Mas, por outro lado, vemos também o outro extremo hoje, quando adultos infantis (30-40 anos de idade) vivem com os seus pais e não têm a intenção de ter uma família própria.

Nós chegamos à última fase do desenvolvimento do egoísmo que já necessita correção. Portanto, chegou a hora de dizermos ao mundo inteiro que temos as duas tábuas de pedra com os Dez Mandamentos em nossas mãos. Vamos levantar um pouco a máscara de ferro e expor nossas faces brilhantes para todos.

A Revelação Do Egito

Laitman_155Quando Abraão reuniu o seu grupo, ele disse aos babilônios, “Quem for pelo Senhor, [deixe-o vir] a mim!” Essa foi, de fato, a sua mensagem. Ele não buscou aqueles que simplesmente não estavam felizes com esse mundo, mas as pessoas que compreendiam e sentiam que a coisa mais importante era a ascensão espiritual: a subida acima do egoísmo e a busca ela força superior. O chamado de Abraão foi para aqueles que queriam revelar o Criador.

Cerca de cinco mil pessoas responderam a esse chamado. Elas foram atraídas pela sua ideia, seu objetivo, e os meios para alcançar a meta era a unidade.

Abraão atraiu homens para o seu lado, e Sarah, mulheres, e juntos eles trabalharam no “proselitismo”. Em outras palavras, seus alunos receberam orientação sobre a forma como deveriam trabalhar em prol de dar, e trabalhar em conjunto, sobre a conexão entre eles, porque sem conexão, eles não receberiam a Luz Superior. Esse grupo se tornou a casa de Abraão, uma família com a qual ele deixou a Babilônia e chegou à terra de Canaã.

Muitas coisas aconteceram ao longo desse caminho espiritual. O grupo foi formado, e sua estrutura tornou-se mais clara. Parte dos desejos não foram mais usadas ​​e morreram, e outros nasceram e se desenvolveram. Assim, eles avançaram até o tempo de Jacá, a linha do meio, quando os problemas de uma nova qualidade foram revelados.

Os filhos de Israel tiveram que descobrir uma deficiência pelo Egito, que se revela na linha do meio de Jacó. Um de seus filhos, José, começou a sentir o estado de grandeza (Gadlut) dentro dele e foi combatido por seus irmãos. Ele não podia mais se dar bem com eles ou morar com eles, uma vez que sentia que o Aviut (espessura) das camadas mais profundas do desejo estava faltando aqui, e que, sem isso, não poderia realizar-se. Os irmãos não o entendiam, e ele precisava do Faraó na época. José é o resultado de Abraão, que pediu ao Criador: “Ó Senhor Deus, como eu saberei que vou herdá-la?” Na verdade, foi José quem conseguiu se conectar a esse grande desejo de receber e anexá-lo a Israel no estado de grandeza, no anseio de Yashar El (direto ao Criador).

Assim, eles precisavam da Torá, o método que permite que todos compreendam claramente e sintam Faraó dentro deles, a fim de continuar esse trabalho a fim de doar para que eles pudessem conscientemente atrair a Luz que Corrige sobre eles. Estas são novas fases do trabalho espiritual que são cada vez mais intensas, mas o estilo permanece o mesmo: conectar, atrair a Luz que Reforma, e, depois, conectar e atrair a Luz novamente, e, assim, sucessivamente. É assim que avançamos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Será Um Dia De Descanso Para Você

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 35:1 – 35:3: Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: “Essas são as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem. Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.

Inicialmente, nós lidamos com os desejos egoístas de uma pessoa ou sociedade.

A Torá nos diz que tudo o que precisamos fazer é superar o nosso ego e nos reunir acima dele num único conjunto. Portanto, essa Parasha (porção da Torá) é chamada de “VaYikahel” (reuniu).

Ela fala sobre a reunião de todas as partes separadas, distantes e hostis da alma coletiva, que são encontradas em todos nós e que temos que reunir como um quebra-cabeça, numa única alma.

Através da conexão dessas partes, nós começamos a organizá-las sob a influência da Ohr Makif (Luz Circundante), a característica de doação e amor do Criador. Se tentarmos ser como Ele, na medida dos nossos esforços, Ele vai nos influenciar e ajudar nossa reunião numa conexão integral mútua.

Então veremos como nossas características mútuas criam certo todo, algum tipo de imagem completa, que na sabedoria da Cabalá é chamada de Partzuf, ou seja, um bloco ou estrutura.

Esse Partzuf é composto de Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, Malchut. Nas primeiras seis Sefirot, que simbolizam os seis dias da semana, nós precisamos trabalhar na reunião das partes separadas da alma. Se conseguirmos isso, a Luz terminará a reunião completa, trabalhando em nossos esforços ao longo dos seis dias de trabalho. Então não precisamos fazer mais nada, uma vez que no sétimo dia o nosso trabalho está terminado.

Nós possibilitamos que Luz termine essa soldagem entre nós, na qual a unidade completa da alma emerge das partes separadas que se reuniram.

Nós terminamos uma semana, e começamos uma nova semana. Uma parte e depois outra parte é recolhida, e, dessa forma, nós reunimos toda a nossa alma comum. Dentro de um determinado número de ações como essas, nós alcançarmos a reunião espiritual de todas as partes tornando-se uma unidade completa, à semelhança de Adam (homem), o qual significa Domeh (semelhante ao Criador). Com isso, nós alcançamos a correção completa da humanidade, a qual temos que alcançar.

Portanto o Shabat é o dia mais sagrado, pois nesse dia a Luz age, influencia os nossos esforços, e os termina. É como se ao longo dos seis dias nós criássemos o trabalho a ser feito, e no sétimo dia a Luz o realiza.

Se no sétimo dia nós continuarmos esse trabalho, é como se estivéssemos felizes com essa quebra da alma de Adão, porque estamos tentando fazer o trabalho em vez da Luz. Essa é a maior violação de todo o sistema de correção.

Em geral, nós fazemos parte do trabalho e a Luz faz parte do trabalho. Se nós mesmos fazemos todo o trabalho, estamos adicionando ainda maior destruição no sistema e até mesmo rejeitando mais fortemente a reciprocidade de todas as partes que se reuniram durante a semana. Geralmente, é preferível não fazer nada do que reunir toda a semana e continuar isso mesmo no sétimo dia. Desta forma, nós negaríamos todo o método de correção do sistema e todo o seu progresso.

Assim, antes do sétimo dia, é necessário terminar os nossos esforços, o que significa que vamos parar no sexto dia e possibilitar que a Luz solde todas as partes, juntando-as. É dito: “Será um dia de descanso para você”. Basicamente, a pessoa está fazendo um trabalho e não apenas descansando. Nesse momento, nós finalmente sentimos a unidade gradual de todas as seis partes num todo geral e terminamos a correção do nível espiritual atual. Depois disso, nós corrigimos o próximo nível e o próximo, e assim por diante, semana após semana.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

De Modo A Não Permanecer Um Pedaço De Ego

Dr. Michael LaitmanO mundo inteiro é um estado egoísta da matéria. Tudo o que está nos níveis inanimado, vegetal e animal só existe a fim de se preservar da melhor maneira possível.

Na matéria humana isso é ainda mais exagerado, visto que eu quero me manter na melhor forma possível em comparação com o resto do ambiente dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Eu tenho que estar no estado mais confortável para que todo o universo se envolva em servir ao meu ego. Essa é a inclinação natural de uma pessoa. Se pudéssemos apenas ver como nos restringimos internamente só porque não queremos sofrer. Eu me pergunto por que eu deveria me torturar só porque não sou Einstein ou Picasso. Eu não quero sentir pena como se estivesse cortando uma parte de mim, aceitando que não serei um Tolstoy ou Shakespeare…

O ego tem uma reação defensiva para cada desejo que não é cumprido, mas sempre que posso, eu quero agarrar e dominar tudo para o meu próprio benefício. Essa é a nossa natureza; a pessoa está pronta para engolir o mundo inteiro.

Nós não podemos mudar nossa natureza por nós mesmos. Ela foi criada e é mantida em nós e em todo o universo, graças a uma força chamada a Luz. Essa força é invisível e não é sentida de forma alguma por nossos sentidos, pois constantemente cria, desenvolve e sustenta o ego.

Mas dentro do ego, há um ponto separado que não pertence a ele, um ponto que analisa o egoísmo. A Luz que age sobre o ego também afeta esse ponto. Ele começa a se desenvolver e a sentir onde está, perguntando-se: “Eu estou em algum tipo de natureza? Quem sou eu? Onde estou?”.

Se esse ponto se desenvolve seriamente numa pessoa (na verdade esse ponto existe em todos nós, em alguns mais e em outros menos), ela começa a se perguntar: “Para que serve isso, por que, e de onde? Por que eu fui criada? Eu fui criada para sofrer? Se assim for, eu os amaldiçoo como a fonte que me condenou a tal existência. Se for por outro propósito, o que é ele exatamente? Eu exijo uma explicação de Você!”.

Quando a pessoa exige uma explicação da Luz (o Criador), ela entra em contato com essa Luz através do ponto no coração, porque esse ponto é o homem e tudo o mais existe no estado animal.

O que realmente pode me interessar? Pode ser minha própria natureza e como eu existo dentro dela no máximo de conforto durante vários anos e faço o mínimo de esforço possível e recebo tanto prazer quanto possível. Ou, eu anseio por minha raiz, por minha fonte, perguntando: “Quem és Tu, que me criou e me gere?” Essa é a mais alta forma de anseio no dipolo do ego e do ponto que pode se desenvolver dentro dele.

No momento em que o ponto no coração começa a se desenvolver, ele pode receber imediatamente o seu método não egoísta de desenvolvimento que se realiza apenas sob a influência da Luz superior. Se é isso que eu quero, que ele venha a mim com mais frequência, para ter maior influência sobre mim, isso é revelado a mim na minha razão, compreensão e sentimentos, em suas metas e planos para mim, porque essa é a fonte de poder, informações: tudo.

Isso é realmente o que o ponto no coração ou o ser humano em mim exige. Então eu recebo a Torá e começo a trabalhar com ela. Qualquer um em quem essa inclinação é invocada deve valorizá-la e verdadeiramente temer que ela possa desaparecer e que ele continuará a ser um pedaço de pedra do ego ou da besta.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/14

Quem Pode Passar Através Das Nuvens De Glória?

As nuvens de honra são a Luz Circundante geral (Ohr Makif) que sustenta toda a nação em certo nível de doação e amor, conexão mútua, e santidade.

É natural que a parte da nação chamada Erev Rav (multidão mista) seria mantida externamente a ela, uma vez que ansiava por servir ao redor e dentro do Tabernáculo, mas apenas para seu próprio bem e assim eles continuamente agarravam-se à fonte espiritual, para si mesmos.

Até o dia de hoje esta parte da nação tem os mesmos atributos e toda a sua vida é baseada em pequenos furtos espirituais. Esta é a razão porque eles não podem passar através das nuvens de glória que os mantêm longe, uma vez que as nuvens são o atributo de doação, sacrifício e amor ao próximo. Quando o Erev Rav vê que eles precisam trabalhar para os outros, eles são instantaneamente repelidos por isso e não querem entrar. Então esta é a Masach de proteção (tela).

A pessoa não precisa proteger nada. Ele simplesmente sabe que, se entra por aquela porta, terá automaticamente que pensar apenas nos outros e não sobre si mesmo, não sobre sua família ou qualquer outra coisa! Ele concorda em mudar totalmente sua intenção interna? [Leia mais →]