Textos na Categoria 'Torá'

De Um Ponto Escuro Para A Luz Do Amor

laitman_276_01Comentário: Há uma discussão inteira no Livro do Zohar sobre qual letra a criação do mundo deveria começar. Por fim, foi decidido que a primeira letra seria “Bet” (Bereshit, Gênesis).

Resposta: A primeira letra é muito importante, uma vez que determina o significado de todo o ato da criação.

No artigo “As Letras do Rav Hamnuna Saba”, na Introdução ao Livro do Zohar, há a descrição da “luta” sobre qual letra deveria controlar o mundo para levar todo o egoísmo, todos os atributos opostos ao Criador, à compatibilidade com Ele.

Os atributos devem ser opostos entre si, porque é apenas como resultado do conflito entre as forças positivas e negativas que podemos começar a estudar e revelar o Criador; é impossível fazer de outra forma. É impossível descobrir qualquer atributo, qualquer coisa no mundo, se não tivermos atributos que opostos ao Criador.

Mas como alguma coisa oposta a Ele poderia ser criada? Para esse efeito, o egoísmo constantemente crescente foi criado, de modo que pudesse ser comparado com a força positiva e no contraste entre elas comparar: o atributo da criatura e o atributo do Criador, dia e noite.

A pessoa tem que sentir alternadamente isso e aquilo, e depois em conjunto; essas propriedades são opostas entre si. Durante essa comparação, ela abaixa o Criador ao nível da escuridão ou a escuridão se eleva ao nível do Criador.

Esse trabalho ajuda a criatura a descobrir o Criador a partir do atributo que é oposto a Ele, mas não em contraste, um contra o outro, como em nosso mundo. A pessoa sobe e veste seu ego com os atributos do Criador, transformando-os numa forma que, internamente, é totalmente egoísta e oposta ao Criador, enquanto todos os atributos positivos Dele são revelados externamente.

Depois, a criatura começa a atingir os dois atributos opostos através de uma ação, de um pensamento, em um ato, ao mesmo tempo. Na medida em que ela sobe do nosso mundo para cima, ela começa a construir toda a criação por si mesma.

É por isso que se diz que os juntos constroem mundos. É como se o Criador tivesse destruído o mundo que Ele criou (que é de fato assim), e eles o constroem e recriam como uma criança que recebe um brinquedo que está totalmente desmontado para ensiná-la a juntá-lo.

Assim, a pessoa sobe gradualmente até o nível do Criador e, portanto, torna-se equivalente ao Criador. Ela passa todas as emanações e adquire o atributo do Criador em todo o seu preenchimento.

Pergunta: Quando você fala sobre uma pessoa, você se refere à figura unida de toda a humanidade?

Resposta: Sim, são todas as pessoas do mundo; é o seu núcleo interno corrigido que está conectado num único estado corrigido chamado Adam (ser humano) que se assemelha ao Criador.

Comentário: A sabedoria da Cabalá é tão profunda e rica que a pessoa pensa constantemente sobre como pode absorvê-la.

Resposta: É impossível fazer isso de maneira teórica. A sabedoria da Cabalá não é uma sabedoria comum que pode ser aprendida à distância; não é uma performance que pode ser atuada e, assim, sentida. Nós temos que penetrar totalmente e ser incorporados nessa figura; esse é o problema.

Aqui há a adesão absoluta com os níveis de ascensão e a pessoa muda constantemente sua forma a partir de um ponto escuro para uma figura iluminada de amor completo e doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

A Torá É Dada Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em uma atmosfera de total desconexão e falta de compreensão, como podemos transmitir a lei do amor ao próximo para as pessoas?

Resposta: O mesmo estado de desconexão ocorreu no momento da recepção da Torá no Monte Sinai. Antes disso, o povo de Israel saiu do Egito, onde o Faraó, o mal que nos separa, foi revelado.

Nós nos encontramos na terrível escuridão, passando pelos “49 Portões de Impureza”. É por isso que fomos recompensados com a revelação da força da unidade, a Luz da Torá.

É dito que a vantagem da Luz é conhecida a partir da escuridão. Portanto, hoje, quando ninguém considera os outros e todos se odeiam, a Luz da Torá é revelada a nós.

Pergunta: Por que essa Luz é escondida de nós?

Resposta: A Luz é escondida porque nós não a usamos. A força do mal é revelada a nós através de nosso egoísmo e desejos, e a força do bem não tem nenhum lugar para ser revelada. Nós vamos começar a realizar boas ações, trazendo a força do bem da ocultação, e vamos, de repente, descobrir que temos duas forças: positiva e negativa, o bem e o mal.

Nós seremos capazes de equilibrar essas duas forças e viver num mundo onde nos tornaremos mestres de tudo o que fazemos. O mundo se abrirá diante de nós.

Pergunta: O que você gostaria de desejar a povo de Israel no feriado da entrega da Torá (Shavuot)?

Resposta: Eu gostaria de desejar que todos nós compreendamos que nos foi dada a Torá. Nós precisamos nos lembrar todos os dias que nos deram a Torá e que devemos recebê-la. É a única coisa que nos falta. Isso não ser refere a tradições religiosas, mas ao método de correção, que permite que cada pessoa se corrija e alcance o amor ao próximo.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 03/05/15

O Feriado Da Entrega Da Torá — Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que devemos receber a Torá anualmente durante a festa de Shavuot se já a recebemos no Monte Sinai?

Resposta: Essa não é uma ação física e sobre estar fisicamente no pé do Monte Sinai. Nós ouvimos que uma pessoa deve se ver como saindo do Egito todos os dias. Ela deve ouvir os Dez Mandamentos todos os dias como se os tivesse recebendo repetidamente. É porque o nosso ego, nosso desejo de receber, se renova a cada dia. Em contraste com isso, nós devemos continuamente despertar o desejo de doar, o poder do amor. Essa é a razão porque a Torá nos é dada diariamente.

Agora, no entanto, estamos no exílio, o que significa que não sentimos a força do bem que está oculta de nós. Nós só podemos revelá-la através da sabedoria da Cabalá, que também foi intencionalmente escondida até não muito tempo atrás.

Pergunta: Como a Torá está relacionada com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria da verdade, a sabedoria da Luz, uma vez que, na verdade, através dessa sabedoria, nós podemos alcançar a força da bondade, do amor e da doação, e realizar a garantia mútua e a unidade entre nós. Nós temos tentado fazer isso há décadas no estado de Israel, mas as coisas estão ficando cada vez piores. Nós já chegamos a um ponto em que a situação é insuportável.

A sabedoria da Cabalá, por outro lado, revela a força da bondade, do amor, que nos une e nos permite usá-la. Nós começamos a sentir como devemos equilibrar o mal onde quer que ele seja revelado pela força da bondade. Então, nós temos duas forças, pelas quais podemos avançar na direção certa para a unidade e amor, e podemos nos desenvolver de forma boa e maravilhosa.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

O Espírito Da Judiaria Russa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por algum tempo, grandes Cabalistas viveram em cidades russas: Baal Shem Tov, Rabi Nachman de Breslov e outros. Isso influencia o espírito da Judiaria Russa?

Resposta: Sem dúvida, os estudantes do Baal Shem Tov viveram em cada cidade. O Baal Shem Tov primeiro começou a aplicar a sabedoria da Cabalá que o ARI revelou no século XVI. Ele ensinou isso a vários de seus estudantes Cabalistas, que atingiram o mais alto nível no sistema. Seu papel foi despertar a inspiração no povo, para corretamente elevar, estabilizar e levá-los para a frente. Essa foi a ideia de restaurar o espírito do povo, que já havia sido perdido no momento da destruição do Beit HaMikdash (Templo), quando eles caíram do nível do amor mútuo para o ódio mútuo. Portanto, a necessidade amadureceu para elevar o povo do nível da rejeição egoísta para o nível altruísta de amor mútuo.

O Baal Shem Tov estabeleceu o que foi chamado de Hassidismo, um trabalho Cabalístico prático. Mas é preciso dizer que o Hassidismo de hoje é muito diferente. O Baal Shem Tov mudou o estudo do ARI para aproximá-lo do povo e mostrar-lhe a correção interna. Dessa forma, ele implementou a regra geral da Torá, “ama o teu próximo como a ti mesmo”. O povo então foi capaz de deixar o exílio espiritual e físico, porque um está conectado ao outro. Mas se a pessoa não estivesse pronta para a redenção espiritual, ela também não alcançaria a liberdade física.

Portanto, por duas gerações até o século XVIII, a atual Cabalá, que se chamava Hassidismo, prosperou. Em cada aldeia e assentamento havia pessoas envolvidas em alcançar o Criador com base na conexão correta entre elas, que é o que requer a Torá. Dessa forma, o Judaísmo se tornou espiritual, e apareceram muitas pessoas que se tornaram professores. Ao mesmo tempo, os adversários do Hassidismo apareceram, mas aconteça o que acontecer, ambos os grupos começaram a se elevar espiritualmente e isso desempenhou um papel enorme na influência do ambiente.

Ao mesmo tempo, pessoas oportunistas começaram a aparecer, o que mudou tudo e substituiu a corrente popular, de modo que elas já não estavam mais envolvidas com a realização da Torá. Em vez disso, elas simplesmente realizavam Mitzvot (mandamentos) físicas com algum tipo de aspiração interna ligeiramente maior, mas não mais do que isso. Isso significa que o Hassidismo caiu para um nível inferior. Mas, até o final do século XIX e apesar de tudo isto, ainda havia uma multidão de Cabalistas que sentia o mundo superior, o sistema de gerenciamento. A partir disso, eles ensinaram os outros. Isso influenciou muito fortemente o espírito da Judiaria Russa e foi enraizado neles para sempre. Portanto, a descoberta contínua do mundo espiritual, a descoberta da alma, o sentimento do mundo superior e todo o sistema de descoberta do Criador como a força superior de supervisão, os empurrou e hoje ainda empurra uma grande parte dos Judeus da Rússia para a verdadeira realização espiritual.

Entre meus alunos hoje, é possível encontrar muitos da antiga União Soviética e Russos ainda vivendo na Rússia. Até hoje, o potencial espiritual que lhes foi inserido pelos seguidores do Baal Shem Tov ainda vive dentro deles.

De Kab TV “Sobre a Nossa Vida” 07/05/15

Omer Colhido Da Conexão Mútua

Laitman_931-01Torá, “Levítico” 23: 9 – 23:11, 23:15: Disse o Senhor a Moisés: “Diga o seguinte aos filhos de Israel: Quando vocês entrarem na terra que Eu lhes dou, e fizerem uma colheita, tragam ao Cohen (sacerdote) um Omer (feixe) do primeiro cereal que colherem. O Cohen moverá ritualmente o Omer perante o Senhor para que seja aceito em favor de vocês; o Cohen o moverá no dia seguinte ao dia de descanso… A partir do dia seguinte ao dia do descanso, o dia em que vocês trarão o Omer da oferta ritualmente movida, contem sete semanas completas.

Um Omer é um feixe que é reunido do produto que é colhido e amarrado.

No trabalho espiritual, o significado do termo “Omer” é uma porção (uma contagem, uma numeração) dos níveis que são alcançados por nós – sete níveis de desenvolvimento da conexão em série. Em cada nível, a conexão torna-se cada vez mais intensa, e por isso nós constantemente contamos nossas sete Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.

Na Torá, cada uma delas é composta por outras sete Sefirot: Hesed de Hesed, Gevura de Hesed, Tiferet de Hesed, Netzach de Hesed, e assim por diante. Sete vezes sete é igual a 49, ou seja, 49 dias, sete sétimos, que se fala na Torá.

Nessa época, vamos examinar todas as nossas características internas conectadas a um Omer com todo o resto. Mas esta não é a mesma conexão que existia no Egito, que ajudou as pessoas a sair dele. A contagem de Omer começa a partir do segundo dia de Pessach, quando cada um examina a si mesmo: “Com isso eu corrijo algo, numa Sefira como essa, num estado como esse”.

Uma conexão cada vez maior começa a ser realizada entre nós até atingirmos um estado tal que, especificamente no âmbito desse “feixe”, nessa conexão, o poderoso ego que é chamado de “Monte Sinai” (a montanha de ódio mútuo) é revelado. Nós chegamos a isso durante o processo da nossa correção no quinquagésimo dia da contagem de Omer.

Em outras palavras, o nosso estado egoísta natural é descoberto em nós que não nos permite unir. No entanto, por outro lado, um imenso desejo é revelado em nós que é chamado de avanço rumo ao Arvut (Garantia Mútua).

Nós queremos estar conectados uns aos outros num único Omer, mas não temos o poder de anular nosso egoísmo. Portanto, concordamos com as condições da Torá, aceitando o seu método de corrigir o ego gradualmente, e não o matamos ou destruímos.

Em última análise, o Omer é apenas o começo de nosso avanço correto rumo à unidade. Nós entendemos que o futuro está na unidade, em cujo lado está o nosso imenso egoísmo que não nos deixa unir. As maiores contradições e oposições internas nos atormentam. Nosso ponto interior pode subir ao Monte Sinai, ao passo que nós mesmos somos incapazes disso.

O Monte Sinai é, de fato, a mesma torre de Babel, mas agora ela adquire uma forma totalmente diferente porque as pessoas já passaram pela saída da Babilônia e do Egito, e estão começando a entender que, se subirem acima do ego, em seu cume vão descobrir o Criador em sua unidade.

Deste modo, nós atingimos um estado muito sério. Por um lado, o nosso egoísmo nos é revelado: orgulho, arrogância, e nossa incapacidade de controlá-lo. Por outro lado, concordamos em baixar a cabeça e aceitar a correção em nós mesmos, nas mesmas condições que serão dadas a nós.

Essas são as dez Mitzvot (mandamentos) essenciais, as dez Sefirot, os dez Kelim, com cuja ajuda nós adquirimos os dez nomes indeléveis do Criador. Atingir o nome do Criador não é nada senão atingir Suas características. Acima disso se encontra apenas um nome único, Yod-Hey-Vav-Hey (YHVH).

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

A Torá Como A Lei Do Amor

laitman_549_02Cada pessoa é criada com um desejo egoísta, mas, além dele, nós recebemos a Torá, que pode transformar esse desejo mau num bom. O desejo permanece, mas, em vez de usá-lo para o nosso próprio benefício, nós começamos a usá-lo para o bem dos outros.

Essa revolução no uso do desejo pode ser realizada com uma ferramenta chamada Torá, A Luz que Reforma. Estudando meu desejo egoísta, eu descubro que ele consiste de 613 partes, 613 desejos, que, juntos, compõem minha inclinação ao mal.

Eu preciso corrigir todos esses desejos, do mais leve ao mais pesado, a fim de parar de usá-los para mim e começar a usá-los para o benefício dos outros. Eu devo fazer uma revolução completa nisso. É impossível corrigi-los no meio do caminho, a fim de tornar isso benéfico para mim e para você.

Por isso se diz que uma pessoa deve executar 613 mandamentos. Isso se refere a 613 correções de meu desejo de mal em bem com respeito ao outro. Como resultado dessas correções, eu chego ao amor, cumprindo a principal lei da Torá.

É esse método de correção que o povo de Israel recebeu uma vez. Para isso, nós recebemos a Torá. A tarefa do povo de Israel é implementar esse método, dando um exemplo a todo o mundo e tornando-se uma Luz para as nações.

Portanto, a Torá contém tantos avisos. Todo o nosso destino depende do cumprimento dessa condição de amar ao amigo como a si mesmo. Vamos ver se estamos nos aproximando dessa realização ou não.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/05/15

Quando Abrimos A Torá

laitman_527_05A Torá é o livro mais popular de todos os tempos e em todos os povos. Ela fala sobre o desenvolvimento espiritual de uma pessoa e sobre suas características internas.

Nós consideramos a Torá como uma fascinante biografia de personagens históricos e não suspeitamos que ela não está falando de questões físicas, mas do estado interior de uma pessoa e do estado interior de toda a humanidade. Portanto, cabe a nós deixar suas histórias para a imaginação de escritores e historiadores e falar do que ela realmente diz.

Adam – O Desejo que Eleva a Pessoa Acima da Matéria

Uma pessoa nasce como um egoísta, passa por um longo caminho de desenvolvimento egoísta nos níveis do inanimado, vegetal e animal, até que, pela primeira vez, 5.775 anos atrás, o nível de “homem” (Adam) foi despertado nela, o nível do seu desenvolvimento interior. Não é por acaso que eles chamaram o primeiro homem que percebeu o mundo espiritual de Adão.

O desejo foi despertado nela para alcançar um novo nível que revela o sentido da vida, a sua fonte, e o poder que criou o universo e o gere. Essa é uma energia pura que não está vestido de quaisquer imagens terrenas.

A pessoa, de acordo com sua estrutura física, sentidos, mente e coração, está no nível animal de desenvolvimento. De repente, o componente do “Homem” é revelado nela, um desejo e inteligência adicionais que não foram revelados de forma alguma a partir de um aspecto externo. Estes já são componentes espirituais que a diferenciam da besta. Eles elevam a pessoa acima da substância através de sua relação com a criação, ao Criador, ao sentido da vida.

O primeiro Adão descreveu sua realização no livro Sefer Raziel HaMalakh. Na continuação, seus alunos, Caim, Abel e Seth, desenvolveram a sua descoberta. É assim que continuou até Noé, representando a décima geração dos estudantes do primeiro Adão.

Abraão, o Primeiro Explorador Ativo do Poder que Gerencia a Criação

Dez gerações adicionais se passaram de Noé a Abraão antes que a humanidade atingisse o estado de “Babilônia”, que é o primeiro estado em que as pessoas começaram a ser encerradas num grupo. O ego crescente começou a insinuar-lhes como trabalhar entre si, para ajudá-los a descobrir a relação estreita que foi revelada nos confrontos e oposições dentro de uma pessoa e entre as pessoas.

Precisamente neste momento na antiga Babilônia, dentro de um dos sacerdotes da religião, Abraão, filho de Tera, surgiu o desejo de alcançar um nível espiritual mais elevado. Se antes dele todos os Cabalistas penetravam os segredos da criação passivamente, Abraão tornou-se o primeiro explorador ativo que alcançou por ele próprio o poder que controla o universo.

Este foi um novo nível de realização; ele elevou-se acima do seu ego e começou a trabalhar com ele ativamente. O ego atingiu um nível nele que começou a ser uma força real e cooperou com ele. Portanto, a Babilônia personifica o conflito entre as pessoas, conflitos, discórdias, e sua dispersão.

Nesse pano de fundo, Abraão criou o método para descobrir a criação. Embora Adão seja considerado o primeiro Cabalista, Abraão é aquele que fundou o estudo que se tornou o instrumento para atingir o universo e a força que o administra, o Criador.

É impossível negar a existência dessa força, porque afinal de contas, nós vemos que toda a criação foi criada de acordo com algum tipo de princípio, algum tipo de programa. Ela liga dentro de si mesma e age dentro de um imenso sistema de acordo com uma fórmula que não entendemos.

Abraão começou a investigá-lo ativamente, porque nessa época o público tornou-se egoísta, ou seja, a oposição da sociedade a essa força da natureza possibilitou que a sociedade explorasse a natureza, o Criador. Abraão escreveu sobre suas descobertas no Livro da Criação (Sefer Yetzirah).

Superar a Crise na Babilônia

Com esse método lançado por Abraão, uma vez que a quebra ocorreu pela primeira vez como a expressão de indivíduos separados, cada um representando uma propriedade particular que antes era recolhida num desejo unificado, agora, cada um de nós é uma espécie de aspecto único do desejo geral que existia até então.

Se quisermos alcançar a força da natureza que criou o desejo único, nós podemos fazer isso conforme a nossa conexão e unidade. Quando nos conectamos e unimos acima da nossa oposição e contradições, nós criamos um estado de separação entre as forças negativas da nossa divisão e a força positiva única da natureza. Especificamente nessa oposição surge a oportunidade de esclarecer o sentimento do que acontece em nós e em toda a criação.

Quando Abraão descobriu isso, ele chamou os babilônios a subir acima de sua crise, porque ela não é nada mais do que a descoberta da oposição da sociedade com a natureza. Ao mesmo tempo, a oposição está aumentando.

Existem apenas dois métodos para superar a crise: reunir-se de acordo com o método de Abraão, ou espalhar-se em todas as direções, de modo a não sentir a inimizade constante e os conflitos uns com os outros. Dessa forma, a sociedade babilônica dividiu-se em duas partes: uma parte se dispersou e se estabeleceu em toda a superfície da Terra, e a segunda parte seguiu Abraão para a terra de Israel.

Uma vez que todas as características estão conectadas, é natural que se a pessoa “muda sua localização, muda sua fortuna” (Talmud Yerushalmi, Shabbat 6:9). Uma força especial da natureza influencia cada pedaço de terra na Terra, assim que alguém que muda a localização da sua habitação muda sua fortuna, seu destino. É evidente que não é necessário aceitar isso literalmente. Mas, por outro lado, nós vemos como tanto a biologia como a geografia realmente influenciam o surgimento de povos, seu modo e características. E não é porque a terra é assim, mas porque as características de cada ponto no espaço são diferentes. Portanto, uma vez que Abraão foi conduzido por uma intenção interior, ele levou seus discípulos à terra de Israel, porque sentiu que seu lugar era precisamente aqui.

Mas os processos pelos quais as pessoas passaram na antiga Babilônia também continuaram na terra de Israel. O ego foi crescendo constantemente, e elas precisavam superá-lo através da unidade entre si. Não havia nada de novo no método que foi descoberto por Abraão, ele era simplesmente realizado por aqueles que possuíam a mesma visão com maior ou menor sucesso, e elas conseguiram realiza-lo.

José, um Nível que Une Desejos Separados

O desenvolvimento da escola de Abraão foi continuado por seu estudante Isaac, chamado de “filho” de Abraão na Torá. “Filho”, na sabedoria da Cabalá indica seu sucessor.

Mas na época de Jacó começou a haver problemas na realização e implementação do estudo na própria vida, porque a unidade que tinham que atingir já estava em outro nível. Jacó é uma pequena parte da alma geral (seis Sefirot). Para continuar com a realização do método, foi necessário passar para o nível geral, Israel, ou seja, dez Sefirot em vez de seis.

Aqui, pela primeira vez eles viram que seu método não era suficiente. Eles não sabiam como resolver o problema da unificação. Entre todas as opiniões que são chamados os filhos de Jacó, e seu irmão José começaram disputas e argumentos. José pensou que era necessário se unir de acordo com um princípio particular que era especificamente sobre ele, pois até mesmo o nome “José” é derivado da palavra “L’asof”, conectar-se, (em hebraico todos os nomes têm um significado interno).

Mas o ponto de vista de José parecia muito egoísta. Seus irmãos não concordavam com ele, e, finalmente, eles se encontraram no Egito contra a sua vontade. Em outras palavras, o desenvolvimento contínuo da espiritualidade os trouxe a um estado no qual, contra a sua vontade, viram-se sob o controle de José. E para continuar se elevando ainda mais nos níveis espirituais, eles tiveram que aceitar a sua liderança sobre si mesmos.

Na Torá isto é descrito sob a forma de um conflito entre os irmãos, a venda de José para o Egito, a descida dos filhos de Jacó para o Egito, e assim por diante. Se traduzirmos isso na linguagem da Cabalá, isso está falando do trabalho da pessoa com suas emoções internas, mas já em outro nível egoísta mais sério, quando o ego rígido, distintivo e preciso é descoberto.

O ego cresce de acordo com cinco níveis. Se nós os superamos, é possível examinar e alcançar o único poder da natureza que é o seu oposto, o Criador. Quando os filhos de Jacó se encontraram no próximo nível egoísta, descobriram-no como bom, porque José os conectou juntos e eles sentiram avanço suficiente. No que eles não estavam prontos para fazer antes disso, eles conseguiram fazer agora, unir-se entre si e trabalhar no sentido de alcançar o Criador. Estes são os chamados sete anos de fartura. E junto com isso, eles descobriram o sistema em que se encontravam.

O Ego, nosso Amigo e Inimigo

Após a descida para o Egito começaram estágios que nos aproximarão de deixá-lo, fugindo do controle do Faraó, o surgimento do reconhecimento de que o nosso trabalho é realizado dentro do ego. Uma realização como essa caracteriza todos os níveis.

Isso porque, a fim de subir para o próximo nível que nos faz avançar, nós temos que ser atraídos a ele. Assim, seu ego precisa ser mostrado para nós como bom, imperativo, e necessário para o avanço espiritual: Nós entramos nele, atingimos um novo nível com a sua ajuda, e crescemos. Após isso, ele já começa a adquirir formas mais dolorosas.

Nós vemos que é assim que acontece mesmo em nosso mundo, quando ao longo de todo o desenvolvimento humano até recentemente, nós pensávamos que o movimento para frente nos traria a boa vida, o objetivo certo, a vitória da razão, o bom, e as corretas relações mútuas. Nós pensávamos que existem maneiras de alcançar isso: capitalismo, socialismo ou comunismo. E nós avançamos, a principal coisa sendo alcançar a meta, e sem prestar atenção aos problemas apareceram junto com isso. Enquanto isso, uma situação absolutamente diferente foi revelada aqui: o reconhecimento de que possuímos uma natureza egoísta e que não vamos alcançar nada diferente da auto-aniquilação. Em nosso tempo, nós estamos começando a atingir e entender isso.

No início, o ego nos atrai e seduz, nos oferece realizações muito boas e agradáveis. Depois disso, nós começamos a entender que tudo isso não é para nós e até mesmo nos prejudica. E sobre o que é dito na Torá, que nós construímos belas cidades para o Faraó, Píton e Ramsés, tudo isso é para o ego, e de fato, nós cavamos uma sepultura para nós mesmos com isso. Elas são chamadas de cidades perigosas, no que diz respeito a alcançar o Criador, porque o ego pode nos enterrar a tal ponto que não é possível sair dele.

Quando o ego começa a nos atrair, nós corremos atrás dele: tudo neste mundo é nosso, nosso, nosso. Depois disso a pessoa morre sem levar nada consigo. É assim que as coisas vão uma geração após a outra e, gradualmente, a humanidade começa a entender que essa busca é prejudicial porque leva ao distanciamento, depressão e autodestruição. A falta de propósito, o surgimento dentro de nós da questão sobre o sentido da vida, mata o nosso movimento egoísta para frente e leva a uma apatia profunda.

No final do desenvolvimento, o ego deve nos mostrar uma recompensa: o que nós obtemos, onde acaba essa corrida, onde estão os frutos do nosso trabalho? Quando vamos um pouco mais alto com nosso desejo egoísta já estamos olhando tudo de forma completamente diferente. Tudo o que existe no nível físico parece tão vazio e inútil para a pessoa. Ela aparentemente se eleva acima de seu estado animalesco e entende que tudo isso é falso: não está claro por que a vida tem sido desperdiçada.

Por isso, é dito que o Faraó simboliza especificamente o ego entre os filhos de Israel, ou seja, aqueles que têm a necessidade e o impulso para descobrir o sentido da vida, o propósito da existência, o Criador. Uma vez que o ego está em constante evolução e a necessidade de ver os resultados é claramente crescente, a pessoa já não pode ser satisfeita apenas com realizações mundanas, pois não existe para sempre e as necessidades nela estão crescendo além do materialismo. Ela começa a entender que tudo isso é apenas uma brincadeira de criança e, em última instância, como qualquer um, vai morrer. A vida foi passando, e daí?

O ego nos ajuda a decodificar, resolver, ver, entender e sentir a falta de resultado de nosso caminho desde o início. Nós vemos que a era do “sonho americano”, a busca depois pelo lucro acabou e agora ninguém tem a necessidade de luxos. As pessoas têm evoluído para além disso; você não pode obrigá-las a correr como um hamster numa roda atrás de mais e mais novas compras e realizações.

A humanidade está agora começando a entender isso; por isso hoje um estrato de ego que é imenso em qualidade e pequeno em quantidade está aparecendo nela que se questiona sobre o sentido da vida. Ele empurra a humanidade para a depressão, drogas, terror e crime, para suprimir a questão sobre o significado da vida de qualquer maneira possível, ou pelo menos para encontrar algum tipo de resposta parcial para isso. Gradualmente, mais e mais pessoas estão começando a se interessar na resposta a esta questão Cabalística.

Em seu tempo, esse problema levou os alunos de Abraão ao Egito, para aquele estado que começou a despertar o ego neles que se opõe ao Criador, pois somente quando eles estão imersos no ego é possível descobrir essa força. Assim, o exílio do Egito e o êxodo do Egito tornaram-se os alicerces para o desenvolvimento espiritual da pessoa e da humanidade. Com base no exemplo do pequeno grupo de Abraão, que foi jogado no controle do ego chamado de “Faraó”, é possível compreender o que se deve esperar de toda a humanidade, uma vez que, ainda hoje, nós nos encontramos na mesma situação. Essa é a razão que quando abrimos a Torá é impossível nos esquecermos de sua extrema relevância para o nosso tempo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/15, Lição sobre o Tema: “Disseminação da Cabalá”

A Bênção Do Sexto Ano

Laitman_707A Torá, “Levítico” 25:19 – 25:21: Então a terra dará o seu fruto, e vocês comerão até fartar-se e ali viverão em segurança. Vocês poderão perguntar: “O que iremos comer no sétimo ano, se não plantarmos nem fizermos a colheita?” Saibam que Eu lhes enviarei a Minha bênção no sexto ano, e a terra produzirá o suficiente para três anos.

Se eu observo e mantenho as leis espirituais, eu não tenho problemas e estou sob a proteção da natureza. Mas quando eu mergulho em meu ego e começo a agir por mim mesmo, não posso contar com a colheita das culturas para os próximos três anos.

Você pode imaginar o que aconteceria se eu tivesse uma colheita pobre no sexto ano? O que vou comer durante os três anos que se seguem? Nada. Nos tempos antigos, as pessoas dependiam totalmente do que a terra lhes dava.

Pergunta: O que isso simboliza com respeito ao nosso estado interno?

Resposta: Eu corrijo meus desejos e preencho as seis Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod. Todas elas se concentram e se acumulam na Sefira Yesod, que se move sobre Malchut e eleva Malchut até Bina. Portanto, eu não tenho qualquer problema em existir em Malchut. Malchut é o vaso do qual eu sou nutrido por três anos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

Amor Ilimitado

laitman_572_02O Tabernáculo é o lugar onde o Criador é revelado, ou seja, o ponto central onde a Terra toca o Céu. A Arca Sagrada (Aron Kodesh) no Tabernáculo encontra-se entre dois querubins (anjos).

Todos esses termos se referem às forças que são criadas numa pessoa, por isso não devemos imaginar quaisquer valores reais que tenham uma forma material. Estes números são formados como resultado do atributo de doação e destinam-se externamente para mim mesmo.

Graças ao nosso ego, nós podemos dividir o atributo de amor e doação (o nível de Bina) que flui como água, uma vez que ele não pode ser destinado a ninguém em particular, uma vez que de outra forma não é amor, mas algo que de que pretendemos nos beneficiar, para servir o nosso próprio interesse. Mas se ele flui amplamente a todos é o verdadeiro atributo de doação. Por exemplo, se uma pessoa vive sozinha na floresta e não precisa de nada, nem de uma casa, família, ou até mesmo roupas, ela só pode comer alguns grãos e está bem, mas não tem benefício pessoal.

Como podemos gerenciar e controlar o atributo de doação que lhe falta totalmente o desejo, uma vez que ele está cheio de amor absoluto e doação aos outros? Isso só pode ser feito se começarmos a anexá-lo ao atributo do ego que está subordinado a ele. Há duas maneiras de podermos anexá-lo: gerenciar o ego com a ajuda da doação, ou gerenciar a doação usando o ego. É um dos dois. Tudo é muito simples. O atributo de doação é amor. Em nosso mundo, eu amo outra pessoa porque ela me traz prazer, alegria e certos sentimentos. Em outras palavras, a minha atitude em relação a essa pessoa e a maneira como ela me faz sentir se misturam. Mas se as dividimos, verifica-se que eu a amo porque recebo prazer dela. É o amor egoísta, uma vez que se o meu sentimento desaparece, não vou nem olhar para ela e não vou sentir nada por ela.

A fim de verificar que o meu amor não é para o meu próprio benefício, eu posso invocar um sentimento totalmente oposto em mim mesmo. Se, de repente, eu descubro que ela tem feito algo horrível e planeja fazer algo contra mim, e eu ainda continuo a amá-la, apesar da repulsa que sinto, esse amor não é pelo meu próprio benefício. A questão é por que eu preciso amá-la? Portanto, com essa atitude para com os outros, eu serei semelhante ao Criador. É por isso que um terceiro é necessário aqui, o Criador. Caso contrário, não há espaço para esse tipo de amor.

Assim, o amor pode ser egoísta ou altruísta, o qual não está relacionado com outra pessoa, mas com a fonte a qual eu tenho que executar tais ações. Eu visto o atributo de doação (Bina) no egoísmo. Bina é a base do amor. É o atributo vivificante do leite da mãe; é o atributo da água que flui abundantemente por tudo. Quando nós atingimos esse atributo, descobrimos que podemos controlá-lo apenas quando Malchut (egoísmo) está abaixo dele e é revelada gradualmente.

Imagine que há uma grande tela abaixo de nós na qual, de repente, começamos a identificar diferentes choques e que essa é a única maneira de elevar e estabelecer o atributo de doação, mas apenas graças ao fato de que o ego dentro dele está disposto e deseja estar lá. Quando o ego é revelado nas formas mais revoltantes, descobre-se o atributo de doação acima dele. Mas, na verdade, é como a areia, e sem ele o atributo de doação não tem forma; é simplesmente uma nuvem branca. Mas quando eles começam a trabalhar juntos, todo o mundo é revelado e, juntos, eles estabelecem suas formas.

Pergunta: Um embrião formado dentro de sua mãe também é coberto com o atributo de doação?

Resposta: Claro! A natureza toma conta do fato de que durante o desenvolvimento no útero de sua mãe, ele estará envolvido com o amor superior. Então ele se vira com sua cabeça para baixo e nasce, caindo do atributo de Bina para Malchut e começa a crescer como um egoísta, de modo que, no final, vai descobrir o mundo como sentiu no útero, mas agora ele irá conter todas da criação dentro dele. Ele o constrói por si mesmo! Isso significa que ele atinge o mesmo atributo de doação, mas num nível diferente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

O Poço De Miriam

laitman_558O Grande Comentário, “Bamidbar“: Sobrenaturalmente, correntes de água emanaram d0 poço de Miriam e separaram o acampamento da Shechina do acampamento dos Levitas, e depois o acampamento dos Levitas do acampamento dos filhos de Israel.

Os córregos se ramificaram em riachos que separaram as partes das tribos. No entanto, nenhum riacho dividiu os campos dos filhos de José – Manassés e Efraim.

Acredita-se que o poço de Miriam está no lago da Galiléia. Não tente encontrar a espiritualidade no mundo material, apesar de que tudo o que existe no mundo espiritual seja refletido na materialidade. Cada ramo deste mundo tem sua raiz espiritual. “O poço de Miriam” é um estado espiritual em que qualidades espirituais são categorizadas.

O poço pode ser visualizado como a Via Láctea, ou como o leite materno de uma mulher que se destina a amamentar doação. O que significa a “Via Láctea”? Chamar a interseção das estrelas no céu de Via Láctea” não é acidental. “Cosmos” denota a doação da Força Superior.

“O poço de Miriam” separa os Cohanim, Levitas e Israel conforme a sua capacidade de doar. No entanto, como podemos ver, ele não separa José e seus dois filhos (Manassés e Efraim) porque José (Yosef) é Yesod, o estado de pura justiça. No nível da doação completa, não há nenhuma separação entre as categorias. É por isso que os dois filhos de José não foram separados.

Pergunta: Significa que a categorização é ainda necessária para o momento?

Resposta: A menos que cada uma das propriedades se manifeste totalmente, eles não alcançarão um estado de acoplamento mútuo. Depois do pecado de Adão, ou seja, da quebra da alma geral em várias pessoas, cada alma continuou a amadurecer por milhares de anos. Nós acumulamos tanto egoísmo que é extremamente difícil para nós nos aproximarmos uns aos outros e nos reconectar.

Isso foi feito apenas para mostrar que somos egoístas e para nos elevar acima do nosso egoísmo, para a propriedade de doação e amor. Quando todos chegarmos à unidade sem perder nossas grandes propriedades individuais, vamos revelar o Criador.

Se não fosse pelo aumento do nosso egoísmo que se manifesta em nós tão vividamente, se não fosse pela conexão acima de nossos egos e ao mesmo tempo mantendo nosso egoísmo dentro de nós, nunca perceberíamos o Criador. Afinal, Ele é eterno; somos nós que não O sentimos. É nosso trabalho senti-Lo 620 vezes mais forte e avançar de zero a infinito.

Portanto, todas as propriedades egoístas materiais devem ser preservadas e devem ser interconectadas com a cola altruísta. Isso nos permitirá revelar o Criador que explicitamente preenche o mundo inteiro.

Quanto à separação, ela existia na época do primeiro Templo, quando o povo de Israel alcançou seu mais alto grau. Então era proibido se casar com aqueles que pertenciam a outras tribos.

Mas quando eles começaram a descer para o nível inferior, seu egoísmo começou a crescer, e ocorreu uma queda espiritual. Neste ponto, a regra perdeu sua importância e as pessoas começaram a se misturar.

Antes que isso acontecesse, a proibição era estritamente observada porque o trabalho espiritual em cada propriedade era tão óbvio que todas as propriedades eram claramente categorizadas e separadas umas das outras. As pessoas eram capazes de diferenciar entre elas. Nós também, algum dia, conseguiremos alcançar esse estado.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14