Textos na Categoria 'Torá'

Símbolos Nas Bandeiras De Israel

laitman_742_03Os emblemas bordados sobre as quatro grandes bandeiras (estandartes) estão em conformidade com as quatro criaturas terrestres que cercavam o Trono da Glória Celestial:

1. A imagem humana aos pés do Trono corresponde à bandeira de Ruben bordada com plantas que têm raízes que carregam semelhança externa com um ser humano;

2. O exterior de um leão sob o Trono replica a bandeira de Judá com um  leão retratado nela;

3. A bandeira de Efraim bordada com um touro corresponde à imagem celestial do touro;

4. A águia bordada na bandeira de Dan é semelhante à imagem da águia no Trono.

A espiritualidade é um mundo de forças. Portanto, os quatro emblemas nas bandeiras simbolizam qualidades espirituais: Hesed, Gevura, Tiferet e Yesod.

Quando essas forças interagem e afetam o ego, cada força demonstra suas propriedades. O egoísmo per se não tem forma, nem deseja nada, exceto receber. No entanto, quando a qualidade de doação e amor o influencia, o ego manifesta seus impulsos egoístas.

Portanto, a imagem de um leão ou o rosto de uma águia, etc., significam os estados que a pessoa pode alcançar se estiver pronta para se tornar uma ferramenta de manifestação das propriedades do Criador. Isso denota um elevado nível qualitativo, porque o rosto do animal se transforma no rosto de um ser humano – Adão (aquele que é semelhante ao Criador).

O rosto do homem, como o rosto do sol, emana energia quando atinge o estado de doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

As Doze Tribos Da Alma Comum

Dr. Michael LaitmanA Luz emana do Oriente, porque ali o sol nasce. De lá vem o vento oriental, o mais nocivo de todos os ventos. Do oeste vem neve, granizo, calor, geada e chuvas pesadas.

O Sul, uma fonte de bênção de orvalho e chuva, é a fonte do orvalho abençoado e da chuva. Do Norte é enviado a “escuridão” e as forças maliciosas.

(A Torá, “Bamidbar”)

A localização das bandeiras (estandartes) dos acampamentos dos judeus corresponde aos quatro lados da Luz.

O sistema unificado chamado a alma comum consiste em doze partes (as doze tribos) que se relacionam e estão conectadas entre si de acordo com os quatro lados do mundo que significam as quatro partes – Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut.

E as bandeiras devem ficar umas diante das outras:

Bina – Hochma

Malchut – ZeirAnpin

Cada parte é composta de 3 linhas, com um total de 12 partes (12 tribos). Sua localização representa o emparelhamento do vaso da alma comum.

A Torá especifica sob quais bandeiras elas devem estar. A bandeira simboliza o propósito particular de cada campo que tem suas próprias características e propriedades. Por conseguinte, o objetivo comum é expresso nelas num foco ligeiramente diferente, a partir de um ângulo diferente.

Como exemplo, o corpo humano é constituído por vários órgãos. Cada um a sua própria maneira detecta os movimentos do corpo, apoios, etc. Do mesmo modo, graças à variedade de propriedades e a maneira como se conectam entre si, as propriedades da força geral, do Criador, são reveladas.

A propriedade de doação se revela como resultado de enormes diferenças egoístas. A doação é tão absoluta como o amor de uma mãe: faça o que quiser; eu ainda amo você.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

A Hierarquia Da Alma Coletiva

Pergunta: Quem, na hierarquia espiritual, pode obter a maior proximidade com a propriedade de doação?

Resposta: A espiritualidade é o mundo das forças. Tudo lá é relativo a elas.

Os mais próximos à propriedade de doação são os Cohens (sacerdotes) que representam a parte mais interna da alma geral; em seguida, vêm os levitas que se reúnem em torno dos Cohens, e, em seguida vem o povo de Israel.

Erev Rav (a multidão mista) está por trás da Nuvem de Glória (a Luz Circundante). Mesmo que eles façam todos os esforços para agarrar o máximo que podem para seu próprio bem, eles não podem entrar nela, porque eles não aceitam a propriedade de doação, para trabalhar para o bem do Criador, para o benefício dos outros.

Isto é um equilíbrio quantitativo e qualitativo de forças em um único sistema chamado “a alma comum”.

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

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Um Fluxo De Bondade

Dr. Michael LaitmanO capítulo semanal da Torá “Bamidbar” nos diz como o exército de Israel foi construído. Nós aprendemos como eles se reuniram ao redor do Tabernáculo e o que foi exibido nas bandeiras de cada acampamento, etc.

Isto se refere à construção da alma geral: se refere às forças, intenções e atributos dos quais ele é feito. A estrutura da alma geral nos lembra a estrutura de um átomo, onde apenas as partes que podem suportar a radiação do núcleo, a radiação de doação, pode estar perto do núcleo. É de acordo com este princípio que os campos se reúnem e são classificados.

É dito que é proibido se aproximar do Tabernáculo já que a pessoa pode morrer (“o estrangeiro que se aproximar vai morrer”). Isto significa que os seus vasos, seus desejos, podem não ser capazes de se manter, e assim se tornar egoístas, fazendo com que você morra espiritualmente.

Comentário: Mas toda a humanidade aceita essas palavras como leis rígidas e uma ameaça de morte física.

Resposta: As leis da natureza são realmente rígidas porque o sistema que governa o mundo é muito duro e intransigente, mas todo mundo ainda segue o fluxo de bondade

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

De Um Ponto Escuro Para A Luz Do Amor

laitman_276_01Comentário: Há uma discussão inteira no Livro do Zohar sobre qual letra a criação do mundo deveria começar. Por fim, foi decidido que a primeira letra seria “Bet” (Bereshit, Gênesis).

Resposta: A primeira letra é muito importante, uma vez que determina o significado de todo o ato da criação.

No artigo “As Letras do Rav Hamnuna Saba”, na Introdução ao Livro do Zohar, há a descrição da “luta” sobre qual letra deveria controlar o mundo para levar todo o egoísmo, todos os atributos opostos ao Criador, à compatibilidade com Ele.

Os atributos devem ser opostos entre si, porque é apenas como resultado do conflito entre as forças positivas e negativas que podemos começar a estudar e revelar o Criador; é impossível fazer de outra forma. É impossível descobrir qualquer atributo, qualquer coisa no mundo, se não tivermos atributos que opostos ao Criador.

Mas como alguma coisa oposta a Ele poderia ser criada? Para esse efeito, o egoísmo constantemente crescente foi criado, de modo que pudesse ser comparado com a força positiva e no contraste entre elas comparar: o atributo da criatura e o atributo do Criador, dia e noite.

A pessoa tem que sentir alternadamente isso e aquilo, e depois em conjunto; essas propriedades são opostas entre si. Durante essa comparação, ela abaixa o Criador ao nível da escuridão ou a escuridão se eleva ao nível do Criador.

Esse trabalho ajuda a criatura a descobrir o Criador a partir do atributo que é oposto a Ele, mas não em contraste, um contra o outro, como em nosso mundo. A pessoa sobe e veste seu ego com os atributos do Criador, transformando-os numa forma que, internamente, é totalmente egoísta e oposta ao Criador, enquanto todos os atributos positivos Dele são revelados externamente.

Depois, a criatura começa a atingir os dois atributos opostos através de uma ação, de um pensamento, em um ato, ao mesmo tempo. Na medida em que ela sobe do nosso mundo para cima, ela começa a construir toda a criação por si mesma.

É por isso que se diz que os juntos constroem mundos. É como se o Criador tivesse destruído o mundo que Ele criou (que é de fato assim), e eles o constroem e recriam como uma criança que recebe um brinquedo que está totalmente desmontado para ensiná-la a juntá-lo.

Assim, a pessoa sobe gradualmente até o nível do Criador e, portanto, torna-se equivalente ao Criador. Ela passa todas as emanações e adquire o atributo do Criador em todo o seu preenchimento.

Pergunta: Quando você fala sobre uma pessoa, você se refere à figura unida de toda a humanidade?

Resposta: Sim, são todas as pessoas do mundo; é o seu núcleo interno corrigido que está conectado num único estado corrigido chamado Adam (ser humano) que se assemelha ao Criador.

Comentário: A sabedoria da Cabalá é tão profunda e rica que a pessoa pensa constantemente sobre como pode absorvê-la.

Resposta: É impossível fazer isso de maneira teórica. A sabedoria da Cabalá não é uma sabedoria comum que pode ser aprendida à distância; não é uma performance que pode ser atuada e, assim, sentida. Nós temos que penetrar totalmente e ser incorporados nessa figura; esse é o problema.

Aqui há a adesão absoluta com os níveis de ascensão e a pessoa muda constantemente sua forma a partir de um ponto escuro para uma figura iluminada de amor completo e doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

A Torá É Dada Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em uma atmosfera de total desconexão e falta de compreensão, como podemos transmitir a lei do amor ao próximo para as pessoas?

Resposta: O mesmo estado de desconexão ocorreu no momento da recepção da Torá no Monte Sinai. Antes disso, o povo de Israel saiu do Egito, onde o Faraó, o mal que nos separa, foi revelado.

Nós nos encontramos na terrível escuridão, passando pelos “49 Portões de Impureza”. É por isso que fomos recompensados com a revelação da força da unidade, a Luz da Torá.

É dito que a vantagem da Luz é conhecida a partir da escuridão. Portanto, hoje, quando ninguém considera os outros e todos se odeiam, a Luz da Torá é revelada a nós.

Pergunta: Por que essa Luz é escondida de nós?

Resposta: A Luz é escondida porque nós não a usamos. A força do mal é revelada a nós através de nosso egoísmo e desejos, e a força do bem não tem nenhum lugar para ser revelada. Nós vamos começar a realizar boas ações, trazendo a força do bem da ocultação, e vamos, de repente, descobrir que temos duas forças: positiva e negativa, o bem e o mal.

Nós seremos capazes de equilibrar essas duas forças e viver num mundo onde nos tornaremos mestres de tudo o que fazemos. O mundo se abrirá diante de nós.

Pergunta: O que você gostaria de desejar a povo de Israel no feriado da entrega da Torá (Shavuot)?

Resposta: Eu gostaria de desejar que todos nós compreendamos que nos foi dada a Torá. Nós precisamos nos lembrar todos os dias que nos deram a Torá e que devemos recebê-la. É a única coisa que nos falta. Isso não ser refere a tradições religiosas, mas ao método de correção, que permite que cada pessoa se corrija e alcance o amor ao próximo.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 03/05/15

O Feriado Da Entrega Da Torá — Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que devemos receber a Torá anualmente durante a festa de Shavuot se já a recebemos no Monte Sinai?

Resposta: Essa não é uma ação física e sobre estar fisicamente no pé do Monte Sinai. Nós ouvimos que uma pessoa deve se ver como saindo do Egito todos os dias. Ela deve ouvir os Dez Mandamentos todos os dias como se os tivesse recebendo repetidamente. É porque o nosso ego, nosso desejo de receber, se renova a cada dia. Em contraste com isso, nós devemos continuamente despertar o desejo de doar, o poder do amor. Essa é a razão porque a Torá nos é dada diariamente.

Agora, no entanto, estamos no exílio, o que significa que não sentimos a força do bem que está oculta de nós. Nós só podemos revelá-la através da sabedoria da Cabalá, que também foi intencionalmente escondida até não muito tempo atrás.

Pergunta: Como a Torá está relacionada com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria da verdade, a sabedoria da Luz, uma vez que, na verdade, através dessa sabedoria, nós podemos alcançar a força da bondade, do amor e da doação, e realizar a garantia mútua e a unidade entre nós. Nós temos tentado fazer isso há décadas no estado de Israel, mas as coisas estão ficando cada vez piores. Nós já chegamos a um ponto em que a situação é insuportável.

A sabedoria da Cabalá, por outro lado, revela a força da bondade, do amor, que nos une e nos permite usá-la. Nós começamos a sentir como devemos equilibrar o mal onde quer que ele seja revelado pela força da bondade. Então, nós temos duas forças, pelas quais podemos avançar na direção certa para a unidade e amor, e podemos nos desenvolver de forma boa e maravilhosa.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

O Espírito Da Judiaria Russa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por algum tempo, grandes Cabalistas viveram em cidades russas: Baal Shem Tov, Rabi Nachman de Breslov e outros. Isso influencia o espírito da Judiaria Russa?

Resposta: Sem dúvida, os estudantes do Baal Shem Tov viveram em cada cidade. O Baal Shem Tov primeiro começou a aplicar a sabedoria da Cabalá que o ARI revelou no século XVI. Ele ensinou isso a vários de seus estudantes Cabalistas, que atingiram o mais alto nível no sistema. Seu papel foi despertar a inspiração no povo, para corretamente elevar, estabilizar e levá-los para a frente. Essa foi a ideia de restaurar o espírito do povo, que já havia sido perdido no momento da destruição do Beit HaMikdash (Templo), quando eles caíram do nível do amor mútuo para o ódio mútuo. Portanto, a necessidade amadureceu para elevar o povo do nível da rejeição egoísta para o nível altruísta de amor mútuo.

O Baal Shem Tov estabeleceu o que foi chamado de Hassidismo, um trabalho Cabalístico prático. Mas é preciso dizer que o Hassidismo de hoje é muito diferente. O Baal Shem Tov mudou o estudo do ARI para aproximá-lo do povo e mostrar-lhe a correção interna. Dessa forma, ele implementou a regra geral da Torá, “ama o teu próximo como a ti mesmo”. O povo então foi capaz de deixar o exílio espiritual e físico, porque um está conectado ao outro. Mas se a pessoa não estivesse pronta para a redenção espiritual, ela também não alcançaria a liberdade física.

Portanto, por duas gerações até o século XVIII, a atual Cabalá, que se chamava Hassidismo, prosperou. Em cada aldeia e assentamento havia pessoas envolvidas em alcançar o Criador com base na conexão correta entre elas, que é o que requer a Torá. Dessa forma, o Judaísmo se tornou espiritual, e apareceram muitas pessoas que se tornaram professores. Ao mesmo tempo, os adversários do Hassidismo apareceram, mas aconteça o que acontecer, ambos os grupos começaram a se elevar espiritualmente e isso desempenhou um papel enorme na influência do ambiente.

Ao mesmo tempo, pessoas oportunistas começaram a aparecer, o que mudou tudo e substituiu a corrente popular, de modo que elas já não estavam mais envolvidas com a realização da Torá. Em vez disso, elas simplesmente realizavam Mitzvot (mandamentos) físicas com algum tipo de aspiração interna ligeiramente maior, mas não mais do que isso. Isso significa que o Hassidismo caiu para um nível inferior. Mas, até o final do século XIX e apesar de tudo isto, ainda havia uma multidão de Cabalistas que sentia o mundo superior, o sistema de gerenciamento. A partir disso, eles ensinaram os outros. Isso influenciou muito fortemente o espírito da Judiaria Russa e foi enraizado neles para sempre. Portanto, a descoberta contínua do mundo espiritual, a descoberta da alma, o sentimento do mundo superior e todo o sistema de descoberta do Criador como a força superior de supervisão, os empurrou e hoje ainda empurra uma grande parte dos Judeus da Rússia para a verdadeira realização espiritual.

Entre meus alunos hoje, é possível encontrar muitos da antiga União Soviética e Russos ainda vivendo na Rússia. Até hoje, o potencial espiritual que lhes foi inserido pelos seguidores do Baal Shem Tov ainda vive dentro deles.

De Kab TV “Sobre a Nossa Vida” 07/05/15

Omer Colhido Da Conexão Mútua

Laitman_931-01Torá, “Levítico” 23: 9 – 23:11, 23:15: Disse o Senhor a Moisés: “Diga o seguinte aos filhos de Israel: Quando vocês entrarem na terra que Eu lhes dou, e fizerem uma colheita, tragam ao Cohen (sacerdote) um Omer (feixe) do primeiro cereal que colherem. O Cohen moverá ritualmente o Omer perante o Senhor para que seja aceito em favor de vocês; o Cohen o moverá no dia seguinte ao dia de descanso… A partir do dia seguinte ao dia do descanso, o dia em que vocês trarão o Omer da oferta ritualmente movida, contem sete semanas completas.

Um Omer é um feixe que é reunido do produto que é colhido e amarrado.

No trabalho espiritual, o significado do termo “Omer” é uma porção (uma contagem, uma numeração) dos níveis que são alcançados por nós – sete níveis de desenvolvimento da conexão em série. Em cada nível, a conexão torna-se cada vez mais intensa, e por isso nós constantemente contamos nossas sete Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.

Na Torá, cada uma delas é composta por outras sete Sefirot: Hesed de Hesed, Gevura de Hesed, Tiferet de Hesed, Netzach de Hesed, e assim por diante. Sete vezes sete é igual a 49, ou seja, 49 dias, sete sétimos, que se fala na Torá.

Nessa época, vamos examinar todas as nossas características internas conectadas a um Omer com todo o resto. Mas esta não é a mesma conexão que existia no Egito, que ajudou as pessoas a sair dele. A contagem de Omer começa a partir do segundo dia de Pessach, quando cada um examina a si mesmo: “Com isso eu corrijo algo, numa Sefira como essa, num estado como esse”.

Uma conexão cada vez maior começa a ser realizada entre nós até atingirmos um estado tal que, especificamente no âmbito desse “feixe”, nessa conexão, o poderoso ego que é chamado de “Monte Sinai” (a montanha de ódio mútuo) é revelado. Nós chegamos a isso durante o processo da nossa correção no quinquagésimo dia da contagem de Omer.

Em outras palavras, o nosso estado egoísta natural é descoberto em nós que não nos permite unir. No entanto, por outro lado, um imenso desejo é revelado em nós que é chamado de avanço rumo ao Arvut (Garantia Mútua).

Nós queremos estar conectados uns aos outros num único Omer, mas não temos o poder de anular nosso egoísmo. Portanto, concordamos com as condições da Torá, aceitando o seu método de corrigir o ego gradualmente, e não o matamos ou destruímos.

Em última análise, o Omer é apenas o começo de nosso avanço correto rumo à unidade. Nós entendemos que o futuro está na unidade, em cujo lado está o nosso imenso egoísmo que não nos deixa unir. As maiores contradições e oposições internas nos atormentam. Nosso ponto interior pode subir ao Monte Sinai, ao passo que nós mesmos somos incapazes disso.

O Monte Sinai é, de fato, a mesma torre de Babel, mas agora ela adquire uma forma totalmente diferente porque as pessoas já passaram pela saída da Babilônia e do Egito, e estão começando a entender que, se subirem acima do ego, em seu cume vão descobrir o Criador em sua unidade.

Deste modo, nós atingimos um estado muito sério. Por um lado, o nosso egoísmo nos é revelado: orgulho, arrogância, e nossa incapacidade de controlá-lo. Por outro lado, concordamos em baixar a cabeça e aceitar a correção em nós mesmos, nas mesmas condições que serão dadas a nós.

Essas são as dez Mitzvot (mandamentos) essenciais, as dez Sefirot, os dez Kelim, com cuja ajuda nós adquirimos os dez nomes indeléveis do Criador. Atingir o nome do Criador não é nada senão atingir Suas características. Acima disso se encontra apenas um nome único, Yod-Hey-Vav-Hey (YHVH).

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

A Torá Como A Lei Do Amor

laitman_549_02Cada pessoa é criada com um desejo egoísta, mas, além dele, nós recebemos a Torá, que pode transformar esse desejo mau num bom. O desejo permanece, mas, em vez de usá-lo para o nosso próprio benefício, nós começamos a usá-lo para o bem dos outros.

Essa revolução no uso do desejo pode ser realizada com uma ferramenta chamada Torá, A Luz que Reforma. Estudando meu desejo egoísta, eu descubro que ele consiste de 613 partes, 613 desejos, que, juntos, compõem minha inclinação ao mal.

Eu preciso corrigir todos esses desejos, do mais leve ao mais pesado, a fim de parar de usá-los para mim e começar a usá-los para o benefício dos outros. Eu devo fazer uma revolução completa nisso. É impossível corrigi-los no meio do caminho, a fim de tornar isso benéfico para mim e para você.

Por isso se diz que uma pessoa deve executar 613 mandamentos. Isso se refere a 613 correções de meu desejo de mal em bem com respeito ao outro. Como resultado dessas correções, eu chego ao amor, cumprindo a principal lei da Torá.

É esse método de correção que o povo de Israel recebeu uma vez. Para isso, nós recebemos a Torá. A tarefa do povo de Israel é implementar esse método, dando um exemplo a todo o mundo e tornando-se uma Luz para as nações.

Portanto, a Torá contém tantos avisos. Todo o nosso destino depende do cumprimento dessa condição de amar ao amigo como a si mesmo. Vamos ver se estamos nos aproximando dessa realização ou não.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/05/15