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A “Multidão Mista” No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 11:5: Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos.

Pergunta: Por que a memória do que eles comeram no Egito surge de repente?

Resposta: O povo exigiu o que iria satisfazer o seu ego. Para isso, MAN era o alimento espiritual, a realização espiritual do qual eu dou quando satisfaço e me volto a alguém. Mas quando desejos egoístas surgem em mim, eu começo a sentir sua necessidade da mesma forma que eles existem nestes desejos, o que significa que o povo realmente queria a Luz da satisfação nesses desejos, a Luz de Haya e Yechida, que simboliza a carne. Eles estavam, aparentemente, dizendo: “Nós não temos nenhuma necessidade de realização espiritual, exigimos carne”, ou seja, o que estava no ego. Surgiram desejos egoístas neles chamados de “multidão mista” (multidão misturada).

Mas esses desejos surgem especificamente numa pessoa a partir da perspectiva de seu trabalho espiritual, convencendo-a, “Você não tem nenhuma necessidade disso; você pode ter tudo isso agora se for em outra direção. Nós lhe prometemos tanto o mundo vindouro e tudo o que você quer. Aqui, pegue este livro, realize o que está escrito nele e tudo vai ficar bem. Você não precisa trabalhar em si mesma”.

Os desejos da “multidão mista” obrigam a pessoa a examinar se ela está realizando corretamente as Mitzvot (mandamentos) deste mundo. Eles convocam a pessoa a manter a Torá com a ajuda de ações físicas, em vez de corrigir a sua alma, suas relações com os outros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

A “Multidão Mista” E O Maná Do Céu

Laitman_632_4A Torá, “Números”, 11:1-6: Aconteceu que o povo começou a queixar-se das suas dificuldades aos ouvidos do Senhor. Quando Ele os ouviu, a sua ira acendeu-se e fogo da parte do Senhor queimou entre eles e consumiu algumas extremidades do acampamento. Então o povo clamou a Moisés, este orou ao Senhor, e o fogo extinguiu-se. Por isso aquele lugar foi chamado Taberá, porque o fogo da parte do Senhor queimou entre eles.

Uma multidão de estrangeiros que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios israelitas tornaram a queixar-se, e diziam: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!”

Por que razão o povo começou a se queixar? Afinal, eles não tinham presunções antes disso.

Foi porque havia uma “multidão mista” (ou “misturada”) entre eles. Isso significa que todos os desejos das pessoas ainda não tinham sido purificados do egoísmo, uma vez que havia desejos como estes entre eles que são chamados de multidão mista. Eles estavam com medo do Criador, mas trabalhavam para si mesmos, para o seu Faraó.

Imagine uma pessoa que tem medo do Criador e realiza tudo o que é dito nos livros sagrados, nos livros de oração, e no Shulchan Aruch. Para que? “Eu estou realizando tudo o que você me disse para fazer, então você deve realizar o que você me prometeu!” Isso é chamado de multidão mista.

A pessoa aparentemente está vivendo perto do Criador, e, supostamente, está provendo a si mesma um paraíso futuro. Ela poderia até mesmo morrer, sabendo que o nirvana (descanso completo) está esperando por ela. Há casos conhecidos quando pararam terroristas no último minuto, e eles gritaram que queriam morrer. Isso é porque eles já estavam prontos para entrar no paraíso, no minuto seguinte.

A multidão mista tenta o povo – ou seja, desejos que existem em cada pessoa – e eles começam a reclamar. Eles não obtêm o que precisam. Todo o movimento no deserto é um movimento dentro do nada. A pessoa não obtém nada. Ela deve se mover para a frente, e isso é tudo. Eles só lhe dão um pequeno sinal, uma pequena nuvem imaginária de que ela está indo em direção a algo.

Quando ela será capaz de sentir mais claramente a presença do Criador? Quando ela violar alguma coisa e sofrer um golpe, “Oh! Agora eu estou convencida de que isso é proibido”. Então, segue-se que é preciso fazer alguma coisa. Estes desejos egoístas dizem: “Nós não queremos ser satisfeitos com um pedido ao Criador”.

Pois qual era a intenção de MAN no deserto? É precisamente graças a minha presença no deserto e não ter nada. De um estado de completo desespero, eu posso encontrar o único caminho, o caminho para o Criador. Eu não tenho mais ninguém a quem me voltar, e quando me volto a Ele, isso é chamado de MAN.

Isto significa que MAN é a elevação da minha oração, o meu pedido especificamente ao Criador e só no deserto! Só quando estou completamente vazio e não tenho nada – nem em prol do corpo, nem em prol do que está por vir, e nem mesmo em prol do mundo vindouro – eu posso me voltar a Ele e sou preenchido por isso. Esse voltar-se ao Criador me preenche.

Na verdade, eu não obtenho nada além de uma conexão unilateral com o Criador. Se eu atuo assim, o maná vem até mim do céu. Eu sou alimentado com ele, e começo a preencher a minha alma.

No entanto, ela é preenchida apenas quando eu me dirijo ao Criador! Portanto, isso não se refere a MAD, à satisfação de cima (a resposta do Criador), mas, especificamente, ao voltar-se de forma unilateral, imaginária, sem uma resposta que não se baseie em nada pelo Criador, de um estado de desespero.

Se eu não quero nenhum favor e prazer do mundo, se não quero outra coisa senão um deserto que me possibilite me voltar a Ele unilateralmente (quando, em geral, eu não sei se estou me voltando ou não), isso é o suficiente para mim. Isso preenche a minha alma. Se eu posso avançar desta maneira, eu entro no deserto e passo por ele.

É dito que havia todos os tipos de gostos do maná. Portanto, tudo o que eu sinto no maná depende do quanto posso juntar meus desejos egoístas ao meu relacionamento com o Criador. Assim, de acordo com isso, eu vou sentir que estou cheio de todos os tipos de coisas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

“A Mão Do Senhor É Curta?”

Laitman_049_01A Torá, “Números”, 11:21-23: Disse, porém, Moisés: “Aqui estou eu no meio de seiscentos mil homens de pé, e dizes: ‘Darei a eles carne para comerem durante um mês inteiro!’.

Será que haveria o suficiente para eles se todos os rebanhos fossem abatidos? Será que haveria o suficiente para eles se todos os peixes do mar fossem apanhados?”

O Senhor respondeu a Moisés: “Estará limitado o poder do Senhor? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá ou não”.

Moisés duvida que a carne seja suficiente para todo o povo, porque ele não é o atributo de recepção, mas o atributo de doação.

A Sefira Bina não pode avaliar a Luz de Hochma que passa por ela, porque a Luz é sentida apenas abaixo em Malchut.

Esta é a razão porque isso não importa para Moisés, mas ele simplesmente não consegue imaginar como pode ser preenchido tal abismo infinito de egoísmo que tem fome de carne. O Criador, por outro lado, tranquiliza-o: “A mão do Senhor é curta?”. Afinal de contas, Ele é a Luz de Hochma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Abrindo Caminho Para A Unidade

Laitman_931-01A Torá, “Números”, 11:18-20: Diga ao povo: Consagrem-se para amanhã, pois vocês comerão carne. O Senhor os ouviu quando se queixaram a ele, dizendo: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Estávamos melhor no Egito!”. Agora o Senhor lhes dará carne, e vocês a comerão.

Vocês não comerão carne apenas um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte, mas um mês inteiro, até que lhes saia carne pelo nariz e vocês tenham nojo dela, porque rejeitaram o Senhor, que está no meio de vocês, e se queixaram a ele, dizendo: “Por que saímos do Egito?”.

O Criador promete alimentar os filhos de Israel com o seu ego dizendo: “primeiro irá parecerá bom para vocês, mas quando vocês chegarem a um estado que não conseguirão superar o ego, ele começará a transbordar por todos os lados, e vocês buscarão uma maneira de contê-lo e não encontrarão uma resposta, e o ego começará a gerenciar e controlar vocês. Assim, relutantemente, vocês avançarão para a morte, o sofrimento e a doença, e verão como seus filhos se ferem e morrem diante de seus olhos. Vocês não serão capazes de escapar para qualquer lugar! Tudo o que é caro a vocês: seus pais, seus filhos e seus netos, sofrerão terrivelmente por um tempo muito longo. Eles desejarão morrer, mas não serão capazes de fazer isso. Isto é o que o seu ego vai fazer com vocês”.

Os Profetas disseram que as mulheres justas cozinharão seus filhos e os comerão. O egoísmo interno de uma pessoa a forçará a se comportar dessa maneira. É para onde estamos indo e tudo pode acontecer como os Profetas disseram, se não voltarmos para a linha certa no tempo, no sentido da conexão e unidade, de modo que o MAN começará a descer sobre nós.

Subir sobre o ego não é a morte. A morte é a liberdade de uma existência sem sentido. Hoje muitos de nós ficariam felizes em desistir dessa vida: é melhor não ter nascido do que viver dessa maneira. Mas uma pessoa não pode morrer. Ela gira em torno de um redemoinho de problemas; ela vai rastejar, se segurar com unhas e se coçar até sangrar, mas não será capaz de fazer qualquer coisa consigo mesma. Ela vai sonhar em morrer, mas sem sucesso.

Quando ela se encontrar à beira da morte, sob tais aflições mentais, começará gradualmente a entender sua natureza egoísta, até estar determinada a se livrar dela, mas isso não é imediato e simplesmente assim. Ela terá que seguir por essa estrada até o fim, porque a segue de acordo com o método de castigos e sofrimentos. Por outro lado, tudo acontece de uma maneira totalmente diferente ao longo do caminho da Luz: a Luz brilha e você vê que de um lado há um abismo negro que engole tudo, e no outro lado há a Luz. Ao longo do caminho do sofrimento, por outro lado, não há luz, você não vê nada, exceto um grande vazio cheio de sofrimentos e quer morrer a cada minuto, porque a totalidade parece ser um grande presente para você.

Portanto, a resposta do Criador ao pedido para alimentar o povo com carne é muito difícil: vocês comerão continuamente carne até que estejam doentes dela e depois retomarão seus sentidos. Isso significa que vão seguir o caminho do sofrimento até entenderem que sua vida egoísta é a própria morte, e o Criador que vocês abominam é o atributo de amor e doação. Tentem mudar e escolher um dos dois: ou o caminho do ego ou o caminho do amor.

Pela primeira vez na história estamos nessa encruzilhada. Nós vemos como o antissemitismo natural, conectado e interno do mundo é revelado. As nações do mundo começarão a nos odiar instintivamente, sem exceção. Elas se oporão a nós, expondo assim seus dentes como lobos. Não é a sua vontade, mas a prática da Providência superior que opera através delas. Isso não se destina a nada, mas apenas ao nosso ego. Se nós o mudarmos para o atributo de amor e doação, veremos apenas pessoas boas e amáveis diante de nós.

Nós podemos fazer isso!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Setenta Sábios: Um Sistema De Conexão Mútua

laitman_933A Torá, “Números”, 11:16-17: E o Senhor disse a Moisés: “Reúna setenta anciãos de Israel, que você sabe que são líderes e supervisores entre o povo. Leve-os à Tenda do Encontro, para que estejam ali com você.

Eu descerei e falarei com você; e tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles. Eles o ajudarão na árdua responsabilidade de conduzir o povo, de modo que você não tenha que assumir tudo sozinho.

O Criador tranquiliza Moisés que a raiva não será derramada sobre ele e que ele não vai carregar o fardo do povo sozinho, mas que será compartilhado por todos os anciãos que entrarão em contato direto com o povo, enquanto Moisés ensinará os setenta anciãos e governará todas as tribos com eles.

A questão é que, quando o egoísmo começa a crescer dentro de nós, há a necessidade de toda uma estrutura de conexão com o Criador, e toda a nossa modificação e melhoria se resume a estabelece-la. Numa família, por exemplo, tudo é gerenciado pelo chefe da família; num prédio de apartamentos, tudo é gerido pela associação do condomínio; numa aldeia há um pequeno conselho de administração; na cidade há a municipalidade, e num estado milhares de pessoas estão envolvidas nisso, o que significa que quanto mais o nosso egoísmo cresce, maior a necessidade de conexão mútua entre todas as pessoas e a força superior, o Criador.

Se um egoísmo muito grande é revelado entre as pessoas, elas começam a se queixar voltando-se a Moisés: “Nós não queremos avançar; preferimos voltar ao nível animal. Leve-nos de volta ao Faraó e leve o Criador”. É um dos dois: Bina ou Malchut, a Luz Superior ou dinheiro.

Esta é a razão que, de repente, há a necessidade de coordenação, porque tem que haver um condutor que conecte Moisés e o povo. Neste caso, os setenta sábios, que é todo um sistema de cooperação mútua, estão entre eles.

Eu descerei e falarei com você; e tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles… isso significa que os mais velhos vão ascender espiritualmente e, portanto, serão capazes de estar totalmente conectados uns aos outros.

Eles são capazes de tomar a Luz superior, de dividi-la em setenta partes (o que significa sete Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, Malchut; em cada há dez Sefirot, que é um total de setenta), e de levá-las ao povo e mostrar que eles deveriam se unir e se conectar.

Setenta sábios realmente dão o exemplo de conexão e unidade: eles são todos diferentes e opostos entre si como setenta raízes espirituais. Por fim, como raízes no solo, absorvem todas as pessoas que se originam deles numa reação em cadeia para baixo. Esta é a razão dos setenta sábios/setenta raízes espirituais poderem dar o exemplo e fortalecer a unidade da nação.

No passado, o Sinédrio composto por setenta sábios governou o estado e, graças à unidade entre eles, conseguiram chegar a um consenso.

Tudo o que existe nas raízes espirituais se reflete no mundo corpóreo. Portanto, existe essa conexão, tanto em nossas almas e em nossa aliança espiritual.

Há o conceito de uma nação em cada um de nós: primeiro, há toda a humanidade, depois a nação de Israel, e, depois, sua divisão em levitas, sacerdotes, setenta sábios e Moisés. Nós todos temos que ser iguais neste esquema e reuni-lo entre nós no mundo corporal de modo que entendamos que ele existe dentro de nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Uma Lei Imutável Da Natureza

Laitman_707O Criador é a lei geral superior da natureza. Está descrito na Torá como Moisés gritou quando se virou para o Criador, mas não havia ninguém a quem recorrer. Como está escrito: “Uma voz chamava… no deserto” (Isaías 40: 3).

Em geral, nós transmitimos nossas imagens, impressões, e nosso relacionamento mútuo com o Criador exatamente do jeito que gostaríamos de transmitir a nossa raiva a um computador com defeito.

No entanto, o poder superior é uma lei imutável da natureza, e assim está escrito: “Ele emitiu um decreto, que não vai mudar” (Salmos 148: 6). Assim, não há ninguém para quem recorrer exceto a ti mesmo!

Existe um programa imutável dentro do qual nos encontramos, e temos que trabalhar dentro dele. Caso contrário, nos esforçamos e sofremos até chegarmos à consciência de como continuar a ir em frente.

Nada vai mudar para melhor se não trabalharmos em nós mesmos para chegar a uma boa conexão com os outros e, além disso, com todos! Nem os bons relacionamentos na família, nem mesmo com todas as pessoas vão nos ajudar. Alianças egoístas não vão ajudar aqui; tudo deve ser absolutamente altruísta.

Precisamos trabalhar para além de nós mesmos, fora de todos os cálculos egoístas. É assim que nos apegamos a todos, apenas com conexões altruístas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Um Passo No Caminho Da Totalidade

laitman_749_03A Torá, “Números”, 11:15: [Moisés disse ao Senhor:] Se este é o jeito que Você me trata, por favor me mata se eu achei graça aos Teus olhos, para que eu não veja a minha infelicidade.

Moisés é uma característica que nos puxa para a frente em direção ao objetivo da criação. Ou ele está morto, ou o povo o segue, ou seja, o ego mata um dos dois.

Pergunta: Por que Moisés obtém tanta dor do povo?

Resposta: É porque ele vê que a grandeza, a integralidade e a eternidade estão esperando por eles, ao passo que o povo não consegue entender o que está preparado por eles e não dá sequer um passo em direção a isso! Além disso, se todos tivessem tido essa etapa juntos, ele não teria tido tanta dor. A dor teria desaparecido imediatamente.

O início da conexão e união é apenas um problema psicológico. Nós imediatamente sentimos o que isso dá, mas o nosso primeiro avanço para a frente deve acontecer através de uma divisão interior com o ego. No entanto, a pessoa não está pronta para ser afastada dele, então sofre.

Pergunta: Será que o desapego do ego começa com as pragas do Egito?

Resposta: Não, as pragas do Egito foram necessárias para a divisão do Mar Vermelho, ou seja, a saída parcial do ego e o começo do trabalho com ele, e depois disso inicia o movimento através do deserto, quando cada passo nos afasta cada vez mais do ego, aproximando os outros cada vez mais! Nós trabalhamos numa tensão interna constante: pensando nos outros, sentindo-os em vez de a mim mesmo, trabalhando para o bem deles.

Isso é um deserto para o ego, porque não há nutrição aqui de receber para o meu próprio bem. Em vez disso, tudo é direcionado somente à doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Abundância Descendo Do Céu

laitman_933Torá, “Números”, 11:9-10: Quando o orvalho caía sobre o acampamento à noite, também caía o maná.

Moisés ouviu gente de todas as famílias se queixando, cada uma à entrada de sua tenda. Então acendeu-se a ira do Senhor, e isso pareceu mal a Moisés.

O valor numérico da palavra “orvalho” em hebraico é 39, o que significa que inclui 39 Luzes que descem sob a forma de orvalho. Tal aparência perfeita da Luz pode realmente corrigir todos os venenos, feridas, e nossas falhas egoístas.

A propósito, o orvalho é um remédio maravilhoso em nosso mundo, mas nós simplesmente não sabemos como usá-lo, enquanto que os animais, pássaros e insetos recolhem o orvalho e o bebem. Se nós seguíssemos o comportamento dos animais e desenvolvêssemos nossos medicamentos com base em seu comportamento, seríamos saudáveis, mas em vez disso nos enchemos de medicamentos sintéticos.

A Torá, “Números”, 11:11-15: E Moisés perguntou ao Senhor: “Por que trouxeste este mal sobre o teu servo? Foi por não te agradares de mim, que colocaste sobre os meus ombros a responsabilidade de todo esse povo?

Por acaso fui eu quem o concebeu? Fui eu quem o trouxe à luz? Por que me pedes para carregá-lo nos braços, como uma ama carrega um recém-nascido, a levá-lo à terra que prometeste sob juramento aos seus antepassados?

Onde conseguirei carne para todo esse povo? Eles ficam se queixando contra mim, dizendo: ‘Dê-nos carne para comer! ’

Não posso levar todo esse povo sozinho; essa responsabilidade é grande demais para mim.

Se é assim que vais me tratar, mata-me agora mesmo; se te agradas de mim, não me deixes ver a minha própria ruína”.

Não é fácil seguir o caminho espiritual, porque nós temos que descobrir todos os problemas e pedir a sua correção. No entanto, ninguém quer fazer isso e esta é a razão pela qual as pessoas se queixam, chorando e perguntando: “Dê-nos carne”.

Se você quer carne, por favor, pegue-a! Afinal, o maná pode ter diferentes gostos. Que diferença isso faz? O tipo de alimento não faz diferença. Ainda hoje nós comemos uma coisa, mas sentir a comida como outra coisa.

Muito em breve vamos imprimir tudo o que se pode pensar por uma impressora tridimensional e só teremos que apertar um botão e receber qualquer coisa que queremos.

Este não é o maná? Na verdade, é a mesma coisa. A única diferença é que tudo isso vai ser prejudicial para nós porque há simples serragem embebida em diferentes sabores e aditivos nos cartuchos destas impressoras.

E Moisés disse que este é o caminho errado. Nós temos que escolher o caminho natural e não pedir a carne comum, mas atrair a Luz Superior que realmente contém tudo em si. Mas as pessoas se recusam a fazer isso e não querem isso.

Pergunta: Será que isso significa que as pessoas têm memórias nostálgicas da vida no Egito?

Resposta: Não é nostalgia, mas o desejo de voltar a trabalhar em seu egoísmo: “Nós não queremos seguir o caminho da conexão e unidade. É um deserto para nós: é de mau gosto, difícil e onerosa. Dê-nos carne, que é o que o ego representa, nós queremos viver nesse nível; ninguém precisa das 39 Luzes, é demais para nós”.

Comentário: As queixas do povo incomodam Moisés que clama ao Criador: “Por que você tratou seu servo tão mal? Por que eu não achei graça em seus olhos por você colocar o peso de todo este povo sobre mim?”.

Resposta: Não se trata de um líder velho, que já tem cerca de 80 anos e que viveu seus últimos 40 anos no deserto levando o povo.

Moisés é o nosso atributo mais antigo que nos conduz pelo deserto egoísta à terra de Israel, ou seja, a unidade. Não há nada mais que possamos fazer aqui. Na verdade, não há outra saída. Ou nós queremos avançar rumo à aniquilação e o massacre, ou de acordo com as leis da natureza ascendemos ao próximo nível.

Nós pensamos que nós escolhemos o nosso próprio futuro, mas não é assim. Ninguém sabe o que o futuro traz, assim como a pessoa pode escolher? É um jogo para crianças.

Na verdade, tudo está predeterminado e a meta já é conhecida. Nós só temos que decidir como alcançá-la: ou pelo caminho melhor e mais curto ou se opondo e teimosamente recusando como um burro, e assim você vai apanhar até ficar mais sábio.

A palavra “burro” em hebraico é “Hamor”, que deriva da palavra “Homer” – “matéria”. A matéria do nosso mundo é o egoísmo e é de acordo com essa matéria que nós avançamos no momento.

Nós estamos prontos para qualquer tipo de trabalho, exceto para atrair a Luz Superior, porque ela só vem de acordo com o nível da nossa unidade. Quando nos aproximamos uns dos outros ela é revelada, e quanto mais nós nos separamos por causa do nosso ego, ela desaparece.

Em nosso estado, nós só precisamos começar a nos conectar e, em seguida, a Luz Superior descerá imediatamente até nós do Alto. Vamos começar imediatamente a sentir que a vida é revelada, o que ela significa, para onde estamos indo e qual será o futuro de toda a humanidade, mas precisamos nos conectar e unir a fim de fazer isso.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

A Única Boa Atividade

laitman_943A Torá, “Números” 11:7-8: O maná era como semente de coentro e tinha aparência de resina. O povo saía recolhendo o maná nas redondezas, e o moía num moinho manual ou socava-o num pilão; depois cozinhava o maná e com ele fazia bolos. Tinha gosto de bolo assado com azeite de oliva.

Os seres humanos são uma parte do mundo animal. Muitos cientistas afirmam e verificam isso com a sua investigação.

Mesmo que a sociedade humana se distinga pela ciência, cultura e educação, é impossível dizer que isso esteja acima do nível animal. Nós vivemos, como se diz, “de acordo com conceitos e ideias”. Mas os conceitos que temos são basicamente os de um animal, uma vez que usamos absolutamente os mesmos métodos que eles nos aspectos sociais, educacionais, etc.

Comentário: Mas essa declaração desperta muita oposição entre pessoas de fé.

Resposta: Eu entendo, mas não creio que um rouxinol faça algo pior do que algum músico, que pode ter uma visão completamente distorcida das relações humanas.

A arte não tem conexão com a transcendência de uma pessoa! É simplesmente um dom que é dado pela natureza que a pessoa manifesta. Não é mais do que isso.

Junto com isso, ela também pode invocar assassinato e fanatismo, expressando seu ponto de vista numa linguagem bonita. Por exemplo, o famoso compositor Wagner foi consumido pelo ódio, não só dos judeus, mas também por toda a humanidade.

Assim, físicos e poetas, bem como aqueles que trabalham em prol da guerra e os que trabalham para a polícia estadual, têm certeza pensando que estão acima do animal.

Enquanto que uma ave desempenha a sua função natural e certamente não prejudica ninguém, assim como um leão que ataca outros animais não prejudica o meio ambiente porque ele funciona como um “zelador” ecológico.

A natureza é um sistema completo, e é preciso encará-la como um todo, sem exceção do ser humano e sem alegar que suas atividades aparentemente multifacetadas sobre a terra vão além dos limites da natureza ordinária. A única coisa que vai além de seus limites é quando ele usa o seu ego para causar danos a si mesmo e aos outros.

Por isso, nós diferimos dos povos antigos somente em nosso maior aspecto negativo. Hoje, isso já está sendo gradualmente revelado, e eu acho que em breve as pessoas vão começar a concordar comigo. Eu ainda me lembro daqueles tempos na Rússia quando havia um medo de sugerir tal coisa, pois isso era contra os conceitos de progresso e futuro brilhante da nação.

Assim, pensava-se que eles estavam “à frente do mundo”, tanto no reino do ballet, na construção de mísseis e na área de armamentos. Em geral, isso era considerado algo de que se orgulhar.

Mas a ideia é que tudo isso é alcançado pelo nosso ego e, portanto, só prejudica a humanidade. Se quisermos fazer algo de bom, em nosso inventário só há uma boa atividade: elevar MAN.

Elevar MAN é a elevação do desejo de doação e amor, conexão e união. E nós temos que agir nesta direção, pois a Luz Superior que nos criou chega em resposta à MAN.

Além disso, ela também criou o ego em nós, de modo que com a sua ajuda nós voltássemos a pedir Luz Superior adicional. E quando a Luz descer sobre nós em resposta ao nosso desejo, ela começará a transformar o ego em benefício mútuo.

Então, nós sentiremos apenas o prazer em todos os fenômenos da vida, em todos os gostos, em todas as coisas possíveis. Sobre isso se diz que o sabor do maná era “como o sabor de um bolo assado com azeite”.

A Chave Para Todos Os Problemas

Midrash Raba, “Behaalotcha”: Além disso, ele (a MAN) também ajudou os juízes resolver questões legais complicadas, como a quem pertence um escravo, por exemplo. O juiz iria simplesmente olhar em cuja porta a MAN do escravo caiu na manhã seguinte. O proprietário do escravo seria a pessoa em cujo domicílio a MAN caiu.

A MAN resolve todos os problemas entre as pessoas. Ao elevar MAN elevamos a nossa oração para a Luz Superior para vir e encher-nos e nos fornecer o entendimento, reconhecimento, sabedoria e capacidade de tomar as decisões corretas na conexão entre nós, saúde e segurança. Pedimos que nos faça perfeitos, eternos, etc., o que significa sem falhas: física, moral, ou qualquer outro tipo.

A Luz Superior chamada MAD desce sobre nós em resposta à MAN. Ela é descrita na Torá como nosso movimento, uma vez que quando nos movemos para trás, para o nosso estado inicial, a MAD cai sobre nós como a luz branca que corrige tudo e nos leva a um estado completo. Esta é a razão que a MAN resolve todos os problemas e conflitos entre as pessoas. Todos os problemas desaparecem, mas a vida não se torna insípida, monótona, ou inútil, como resultado. Pelo contrário, nós começamos a ver um grande mundo diante de nós, que precisamos explorar e no qual temos de encontrar falhas o tempo todo e pedir para vê-los como perfeitos. Quando sentimos que estamos gradualmente tornando-nos perfeitos, veremos também que o mundo é mais perfeito..

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 25/2/15

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