Textos na Categoria 'Torá'

Espiões Na Terra De Canaã

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:3-5: Assim Moisés os enviou do deserto de Parã, conforme a ordem do Senhor. Todos eles eram chefes dos israelitas. São estes os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur; da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori.

Todos os nomes na Torá, e especialmente os nomes dos espiões, têm um significado interno especial. Sua numerologia simboliza atributos pelos quais ao futuro terra de Israel pode ser explorada. Esta é a razão que temos que revelar e expor esses atributos dentro de nós, nos preparar para eles, e torná-los um grupo. Neste grupo, composto dos chefes das tribos, eles estão unidos corretamente. Graças a esta força de unidade, eles avançam rumo a igualdade gradual de seus atributos com aqueles que estão na terra de Canaã e veem até que ponto não podem lutar contra eles.

Em outras palavras, a força de união, conexão e unidade que eles atingiram não é suficiente para superar a força do ego que pode superá-los e despedaçá-los. Eles simplesmente não entendem como superar e dominá-lo. Mas o estado em que estão é absolutamente correto. É impossível dizer que eles perderam alguma coisa ao explorar a terra e que não poderiam esclarecer as coisas. Tudo está correto! Todos os atributos com os quais uma pessoa tem a intenção de conquistar a terra de Canaã não são suficientes para conquistá-la.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

Erev Rav E MAN (Mayin Nukvin, Águas Femininas) Dos Céus

Laitman_632_3A Torá, “Números”, 11:4-6: Mas a multidão que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios filhos de Israel tornaram a queixar-se, e diziam: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!”.

Por que razão a nação começa a se queixar, afinal, não havia quaisquer suposições anteriores? Uma vez que em seu meio estava “Erev Rav (a multidão mista)”. Isso significa que todos os desejos da nação ainda não tinham sido purificados do ego, e uma vez que estes desejos chamados, “Erev Rav” estavam tão perto, eles tinham do Criador, mas trabalhavam em seu próprio benefício, em benefício de seu “Faraó”.

Imagine um homem que tem medo do Criador e executa tudo o que está escrito nos livros sagrados: nos livros de oração, no Shulchan Aruch. Para quê? Eu realizo tudo o que é falado, e Você deve realizar o que me prometeu! Isso é chamado de “Erev Rav“. A pessoa existe como que perto do Criador, e como se provesse para si um futuro no Jardim do Éden. Ela pode até mesmo morrer sabendo que o Nirvana (descanso completo) a espera. Há casos conhecidos quando, no último momento, os terroristas foram presos e gritavam que queriam morrer. Isso é porque eles estavam prontos para entrar no céu num outro momento.

Erev Rav incita a nação, ou seja, os desejos da pessoa, e ela começa a reclamar. Ela não aceita. Isso ocorre porque todos os movimentos no deserto são movimentos vazios. A pessoa não recebe nada. Ela só precisa seguir em frente. Ela recebe apenas um pequeno sinal de que está indo para alguma coisa, uma pequena nuvem, fabricada. Quando ela pode sentir mais claramente a presença do Criador? Quando executa alguma violação e é punida por isso, “Oh! Eu soube que isso é proibido”. Em seguida, verifica-se que é preciso fazer alguma coisa. Esses desejos egoístas estão dizendo: “Nós não queremos nos contentar com o pedido do Criador”.

Qual é o significado de MAN (Mayin Nukvin – Águas Femininas) no deserto? Especificamente graças a minha estada no deserto, eu não tenho nada. É do estado de desespero completo que eu posso encontrar o único caminho, o caminho para o Criador. Eu não tenho mais ninguém a quem recorrer! Quando me volto a ELE, isso é chamado de MAN. Isto significa que MAN é a elevação da minha oração, especificamente o meu pedido ao Criador e só no deserto! Só quando eu estou completamente vazio e não tenho nada, não em benefício do corpo e para o benefício daqueles perto de mim, e nem mesmo para o próximo mundo, é que posso me voltar a Ele. Ao fazer isso eu me preencho, e este voltar-se ao Criador me enche.

Na verdade, eu não recebo nada, exceto uma conexão unilateral com o Criador. Se eu atuo dessa maneira, MAN vem do céu, e eu sou alimentado com ela e começo a preencher a minha alma. Mas ela é preenchida apenas com a minha virada ao Criador! Assim, nós não estamos falando de MAD (Mayin Duchrin – Águas Masculinas), que é o preenchimento de Cima (resposta do Criador), mas especificamente do encaminhamento fabricado, unilateral, sem resposta, que não se baseia em nada pelo Criador, de dentro do estado de desespero.

Eu não quero nenhum favor ou prazer deste mundo, não quero nada, exceto o deserto que me possibilita me dirigir a Ele de uma forma unilateral (porque não se sabe se eu me volto a Ele ou não), e isso é suficiente para mim. Isso preenche a minha alma. Se dessa maneira eu posso seguir em frente, eu vou ao deserto e passo por ele. É dito que o maná tinha todos os tipos de sabores. Tudo o que sinto no maná depende de quanto posso conectar os desejos egoístas à minha relação com o Criador. Então, nesse sentido, eu sinto como se estivesse preenchido com todos os tipos de coisas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

Vá E Descubra O Que Foi Preparado Para Você

laitman_750_01A porção semanal da Torá, “Beshalach“, nos fala sobre os espiões que Moisés enviou à terra de Canaã, a futura terra de Israel.

Este é um truque da parte do Criador, que constantemente define diferentes armadilhas para nós. Por um lado, Ele parece me dizer: “Envie os espiões”, mas como eu posso enviar os espiões se estou pronto para seguir o Criador com os olhos vendados?

Assim, apesar desta inclinação e do meu desejo interno de segui-Lo, devo invocar diferentes desejos egoístas dentro de mim que são chamados de “o povo”, e enviar os espiões mais fortes e mais qualificados antes de mim, para que eles possam ver o que o Criador prepara para nós na terra de Israel.

Acontece que passamos por todo o caminho desde o Primeiro Homem, através da Babilônia, Egito, e no deserto, alcançamos as fronteiras da terra prometida e, de repente, Ele diz: “Vá e descubra o que foi preparado para você.”

Como pode ser? O Mar Vermelho foi dividido diante de nós, e não ficamos com medo de ir através do deserto e chegar ao Monte Sinai, e aqui Ele nos diz: “Confira com antecedência o que foi preparado para você”, apesar do grande anseio anterior e de nossa estreita relação.

Este é o outro lado da moeda. É hora de lutar contra os grandes desejos egoístas na terra de Israel, e se nós os vencermos, vamos adquirir um novo nível espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

Cadeias Paralelas Da Gestão Superior

laitman_546_02Dos setenta e dois sábios que Moisés escolheu por sorteio, dois Tzadikkim (justos) irregulares não apareceram no Mishkan (tabernáculo). Eles se esconderam no acampamento e disseram: Não merecemos a grande honra de nos tornar líderes do povo. E o Criador disse: Vocês se humilharam, por isso vou elevá-los acima de todos os anciãos. Quando os anciãos ficaram ao lado do Santo dos Santos, Eldad e Medad receberam o espírito do Criador e começaram a profetizar. Eldad profetizou: Moisés deixará este mundo e Josué, seu servo, irá sucedê-lo. Josué levará os judeus à terra e irá conquistá-la. Como recompensa para a humildade de Eldad e Medad, suas profecias subiram acima das profecias dos anciãos. O espírito santo que repousava sobre os anciãos possibilitava que eles previssem apenas o futuro próximo, enquanto que Eldad e Medad profetizavam o futuro distante, até o período da guerra de Gog e Magog (De “Midrash Rabá“, Parshat BeHa’alotcha).

Isso não se refere a dois profetas antigos, mas a características especiais. Moisés recebeu suas características claras, seu destino, seu papel, porque esta era a característica de Bina. E acima dela estão Hochma e Keter, que são sistemas muito sérios e elevados. Além disso, uma Luz muito original desceu de cima que produziu as duas características, “Eldad” e “Medad”. Isto é, muito muitos sistemas de liderança desceram de cima.

O papel de Moisés é remover todos os desejos da alma humana geral do Faraó, do Egito, através do Êxodo do Egito, dividindo-se o Mar Vermelho, em pé diante do monte Sinai, e atravessando o deserto até à entrada para a terra de Israel, e nada além disso. Moisés fala na Torá apenas desta forma. Mas, deste modo, todo o resto também pode se tornar claro para nós; afinal de contas, a Torá começa com Adão, o primeiro homem que alcançou o pensamento da criação. Há também outras fontes que não se referem a pessoas como personagens, mas sim a forças de gestão que trabalham mais além de Moisés.

No entanto, não houve nenhum profeta maior do que Moisés. Mas Eldad e Medad se encontravam um pouco de lado e profetizaram sobre o futuro depois de Moisés. Assim, parece-nos que um deles tinha que ser maior, alguém tinha que ser menor, embora a Torá não fale num nível como este. Ela simplesmente fala sobre a existência de cadeias paralelas de liderança que incluem Moisés, os setenta sábios, Eldad e Medad que mais tarde entrariam na terra de Israel e liderariam o povo por um tempo até que a construção do Templo. Isso significa que Eldad e Medad estavam sob a gestão direta do Criador e caminhavam em paralelo com Moisés.

Nós aprendemos a mesma coisa no “Estudo das Dez Sefirot“, onde dois sistemas superiores: Abba e Ima, são descritos. Estas não são pessoas, mas características do Criador, que são divididas em doação e recepção. Há uma divisão entre elas que corre em paralelo com as linhas regulares. Nós precisamos entrar gradualmente nesse espírito e entender que a Torá não fala sequer das características de uma pessoa, mas da conexão entre as pessoas. A Torá é projetada apenas para que alcancemos essa conexão; nisso vamos encontrar tudo o que ela fala, todo o caminho para a conclusão da correção, e, simultaneamente, começamos a atingir os níveis mais elevados: um estado fora do tempo e do espaço.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

A “Multidão Mista” No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 11:5: Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos.

Pergunta: Por que a memória do que eles comeram no Egito surge de repente?

Resposta: O povo exigiu o que iria satisfazer o seu ego. Para isso, MAN era o alimento espiritual, a realização espiritual do qual eu dou quando satisfaço e me volto a alguém. Mas quando desejos egoístas surgem em mim, eu começo a sentir sua necessidade da mesma forma que eles existem nestes desejos, o que significa que o povo realmente queria a Luz da satisfação nesses desejos, a Luz de Haya e Yechida, que simboliza a carne. Eles estavam, aparentemente, dizendo: “Nós não temos nenhuma necessidade de realização espiritual, exigimos carne”, ou seja, o que estava no ego. Surgiram desejos egoístas neles chamados de “multidão mista” (multidão misturada).

Mas esses desejos surgem especificamente numa pessoa a partir da perspectiva de seu trabalho espiritual, convencendo-a, “Você não tem nenhuma necessidade disso; você pode ter tudo isso agora se for em outra direção. Nós lhe prometemos tanto o mundo vindouro e tudo o que você quer. Aqui, pegue este livro, realize o que está escrito nele e tudo vai ficar bem. Você não precisa trabalhar em si mesma”.

Os desejos da “multidão mista” obrigam a pessoa a examinar se ela está realizando corretamente as Mitzvot (mandamentos) deste mundo. Eles convocam a pessoa a manter a Torá com a ajuda de ações físicas, em vez de corrigir a sua alma, suas relações com os outros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

A “Multidão Mista” E O Maná Do Céu

Laitman_632_4A Torá, “Números”, 11:1-6: Aconteceu que o povo começou a queixar-se das suas dificuldades aos ouvidos do Senhor. Quando Ele os ouviu, a sua ira acendeu-se e fogo da parte do Senhor queimou entre eles e consumiu algumas extremidades do acampamento. Então o povo clamou a Moisés, este orou ao Senhor, e o fogo extinguiu-se. Por isso aquele lugar foi chamado Taberá, porque o fogo da parte do Senhor queimou entre eles.

Uma multidão de estrangeiros que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios israelitas tornaram a queixar-se, e diziam: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!”

Por que razão o povo começou a se queixar? Afinal, eles não tinham presunções antes disso.

Foi porque havia uma “multidão mista” (ou “misturada”) entre eles. Isso significa que todos os desejos das pessoas ainda não tinham sido purificados do egoísmo, uma vez que havia desejos como estes entre eles que são chamados de multidão mista. Eles estavam com medo do Criador, mas trabalhavam para si mesmos, para o seu Faraó.

Imagine uma pessoa que tem medo do Criador e realiza tudo o que é dito nos livros sagrados, nos livros de oração, e no Shulchan Aruch. Para que? “Eu estou realizando tudo o que você me disse para fazer, então você deve realizar o que você me prometeu!” Isso é chamado de multidão mista.

A pessoa aparentemente está vivendo perto do Criador, e, supostamente, está provendo a si mesma um paraíso futuro. Ela poderia até mesmo morrer, sabendo que o nirvana (descanso completo) está esperando por ela. Há casos conhecidos quando pararam terroristas no último minuto, e eles gritaram que queriam morrer. Isso é porque eles já estavam prontos para entrar no paraíso, no minuto seguinte.

A multidão mista tenta o povo – ou seja, desejos que existem em cada pessoa – e eles começam a reclamar. Eles não obtêm o que precisam. Todo o movimento no deserto é um movimento dentro do nada. A pessoa não obtém nada. Ela deve se mover para a frente, e isso é tudo. Eles só lhe dão um pequeno sinal, uma pequena nuvem imaginária de que ela está indo em direção a algo.

Quando ela será capaz de sentir mais claramente a presença do Criador? Quando ela violar alguma coisa e sofrer um golpe, “Oh! Agora eu estou convencida de que isso é proibido”. Então, segue-se que é preciso fazer alguma coisa. Estes desejos egoístas dizem: “Nós não queremos ser satisfeitos com um pedido ao Criador”.

Pois qual era a intenção de MAN no deserto? É precisamente graças a minha presença no deserto e não ter nada. De um estado de completo desespero, eu posso encontrar o único caminho, o caminho para o Criador. Eu não tenho mais ninguém a quem me voltar, e quando me volto a Ele, isso é chamado de MAN.

Isto significa que MAN é a elevação da minha oração, o meu pedido especificamente ao Criador e só no deserto! Só quando estou completamente vazio e não tenho nada – nem em prol do corpo, nem em prol do que está por vir, e nem mesmo em prol do mundo vindouro – eu posso me voltar a Ele e sou preenchido por isso. Esse voltar-se ao Criador me preenche.

Na verdade, eu não obtenho nada além de uma conexão unilateral com o Criador. Se eu atuo assim, o maná vem até mim do céu. Eu sou alimentado com ele, e começo a preencher a minha alma.

No entanto, ela é preenchida apenas quando eu me dirijo ao Criador! Portanto, isso não se refere a MAD, à satisfação de cima (a resposta do Criador), mas, especificamente, ao voltar-se de forma unilateral, imaginária, sem uma resposta que não se baseie em nada pelo Criador, de um estado de desespero.

Se eu não quero nenhum favor e prazer do mundo, se não quero outra coisa senão um deserto que me possibilite me voltar a Ele unilateralmente (quando, em geral, eu não sei se estou me voltando ou não), isso é o suficiente para mim. Isso preenche a minha alma. Se eu posso avançar desta maneira, eu entro no deserto e passo por ele.

É dito que havia todos os tipos de gostos do maná. Portanto, tudo o que eu sinto no maná depende do quanto posso juntar meus desejos egoístas ao meu relacionamento com o Criador. Assim, de acordo com isso, eu vou sentir que estou cheio de todos os tipos de coisas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

“A Mão Do Senhor É Curta?”

Laitman_049_01A Torá, “Números”, 11:21-23: Disse, porém, Moisés: “Aqui estou eu no meio de seiscentos mil homens de pé, e dizes: ‘Darei a eles carne para comerem durante um mês inteiro!’.

Será que haveria o suficiente para eles se todos os rebanhos fossem abatidos? Será que haveria o suficiente para eles se todos os peixes do mar fossem apanhados?”

O Senhor respondeu a Moisés: “Estará limitado o poder do Senhor? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá ou não”.

Moisés duvida que a carne seja suficiente para todo o povo, porque ele não é o atributo de recepção, mas o atributo de doação.

A Sefira Bina não pode avaliar a Luz de Hochma que passa por ela, porque a Luz é sentida apenas abaixo em Malchut.

Esta é a razão porque isso não importa para Moisés, mas ele simplesmente não consegue imaginar como pode ser preenchido tal abismo infinito de egoísmo que tem fome de carne. O Criador, por outro lado, tranquiliza-o: “A mão do Senhor é curta?”. Afinal de contas, Ele é a Luz de Hochma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Abrindo Caminho Para A Unidade

Laitman_931-01A Torá, “Números”, 11:18-20: Diga ao povo: Consagrem-se para amanhã, pois vocês comerão carne. O Senhor os ouviu quando se queixaram a ele, dizendo: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Estávamos melhor no Egito!”. Agora o Senhor lhes dará carne, e vocês a comerão.

Vocês não comerão carne apenas um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte, mas um mês inteiro, até que lhes saia carne pelo nariz e vocês tenham nojo dela, porque rejeitaram o Senhor, que está no meio de vocês, e se queixaram a ele, dizendo: “Por que saímos do Egito?”.

O Criador promete alimentar os filhos de Israel com o seu ego dizendo: “primeiro irá parecerá bom para vocês, mas quando vocês chegarem a um estado que não conseguirão superar o ego, ele começará a transbordar por todos os lados, e vocês buscarão uma maneira de contê-lo e não encontrarão uma resposta, e o ego começará a gerenciar e controlar vocês. Assim, relutantemente, vocês avançarão para a morte, o sofrimento e a doença, e verão como seus filhos se ferem e morrem diante de seus olhos. Vocês não serão capazes de escapar para qualquer lugar! Tudo o que é caro a vocês: seus pais, seus filhos e seus netos, sofrerão terrivelmente por um tempo muito longo. Eles desejarão morrer, mas não serão capazes de fazer isso. Isto é o que o seu ego vai fazer com vocês”.

Os Profetas disseram que as mulheres justas cozinharão seus filhos e os comerão. O egoísmo interno de uma pessoa a forçará a se comportar dessa maneira. É para onde estamos indo e tudo pode acontecer como os Profetas disseram, se não voltarmos para a linha certa no tempo, no sentido da conexão e unidade, de modo que o MAN começará a descer sobre nós.

Subir sobre o ego não é a morte. A morte é a liberdade de uma existência sem sentido. Hoje muitos de nós ficariam felizes em desistir dessa vida: é melhor não ter nascido do que viver dessa maneira. Mas uma pessoa não pode morrer. Ela gira em torno de um redemoinho de problemas; ela vai rastejar, se segurar com unhas e se coçar até sangrar, mas não será capaz de fazer qualquer coisa consigo mesma. Ela vai sonhar em morrer, mas sem sucesso.

Quando ela se encontrar à beira da morte, sob tais aflições mentais, começará gradualmente a entender sua natureza egoísta, até estar determinada a se livrar dela, mas isso não é imediato e simplesmente assim. Ela terá que seguir por essa estrada até o fim, porque a segue de acordo com o método de castigos e sofrimentos. Por outro lado, tudo acontece de uma maneira totalmente diferente ao longo do caminho da Luz: a Luz brilha e você vê que de um lado há um abismo negro que engole tudo, e no outro lado há a Luz. Ao longo do caminho do sofrimento, por outro lado, não há luz, você não vê nada, exceto um grande vazio cheio de sofrimentos e quer morrer a cada minuto, porque a totalidade parece ser um grande presente para você.

Portanto, a resposta do Criador ao pedido para alimentar o povo com carne é muito difícil: vocês comerão continuamente carne até que estejam doentes dela e depois retomarão seus sentidos. Isso significa que vão seguir o caminho do sofrimento até entenderem que sua vida egoísta é a própria morte, e o Criador que vocês abominam é o atributo de amor e doação. Tentem mudar e escolher um dos dois: ou o caminho do ego ou o caminho do amor.

Pela primeira vez na história estamos nessa encruzilhada. Nós vemos como o antissemitismo natural, conectado e interno do mundo é revelado. As nações do mundo começarão a nos odiar instintivamente, sem exceção. Elas se oporão a nós, expondo assim seus dentes como lobos. Não é a sua vontade, mas a prática da Providência superior que opera através delas. Isso não se destina a nada, mas apenas ao nosso ego. Se nós o mudarmos para o atributo de amor e doação, veremos apenas pessoas boas e amáveis diante de nós.

Nós podemos fazer isso!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Setenta Sábios: Um Sistema De Conexão Mútua

laitman_933A Torá, “Números”, 11:16-17: E o Senhor disse a Moisés: “Reúna setenta anciãos de Israel, que você sabe que são líderes e supervisores entre o povo. Leve-os à Tenda do Encontro, para que estejam ali com você.

Eu descerei e falarei com você; e tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles. Eles o ajudarão na árdua responsabilidade de conduzir o povo, de modo que você não tenha que assumir tudo sozinho.

O Criador tranquiliza Moisés que a raiva não será derramada sobre ele e que ele não vai carregar o fardo do povo sozinho, mas que será compartilhado por todos os anciãos que entrarão em contato direto com o povo, enquanto Moisés ensinará os setenta anciãos e governará todas as tribos com eles.

A questão é que, quando o egoísmo começa a crescer dentro de nós, há a necessidade de toda uma estrutura de conexão com o Criador, e toda a nossa modificação e melhoria se resume a estabelece-la. Numa família, por exemplo, tudo é gerenciado pelo chefe da família; num prédio de apartamentos, tudo é gerido pela associação do condomínio; numa aldeia há um pequeno conselho de administração; na cidade há a municipalidade, e num estado milhares de pessoas estão envolvidas nisso, o que significa que quanto mais o nosso egoísmo cresce, maior a necessidade de conexão mútua entre todas as pessoas e a força superior, o Criador.

Se um egoísmo muito grande é revelado entre as pessoas, elas começam a se queixar voltando-se a Moisés: “Nós não queremos avançar; preferimos voltar ao nível animal. Leve-nos de volta ao Faraó e leve o Criador”. É um dos dois: Bina ou Malchut, a Luz Superior ou dinheiro.

Esta é a razão que, de repente, há a necessidade de coordenação, porque tem que haver um condutor que conecte Moisés e o povo. Neste caso, os setenta sábios, que é todo um sistema de cooperação mútua, estão entre eles.

Eu descerei e falarei com você; e tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles… isso significa que os mais velhos vão ascender espiritualmente e, portanto, serão capazes de estar totalmente conectados uns aos outros.

Eles são capazes de tomar a Luz superior, de dividi-la em setenta partes (o que significa sete Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, Malchut; em cada há dez Sefirot, que é um total de setenta), e de levá-las ao povo e mostrar que eles deveriam se unir e se conectar.

Setenta sábios realmente dão o exemplo de conexão e unidade: eles são todos diferentes e opostos entre si como setenta raízes espirituais. Por fim, como raízes no solo, absorvem todas as pessoas que se originam deles numa reação em cadeia para baixo. Esta é a razão dos setenta sábios/setenta raízes espirituais poderem dar o exemplo e fortalecer a unidade da nação.

No passado, o Sinédrio composto por setenta sábios governou o estado e, graças à unidade entre eles, conseguiram chegar a um consenso.

Tudo o que existe nas raízes espirituais se reflete no mundo corpóreo. Portanto, existe essa conexão, tanto em nossas almas e em nossa aliança espiritual.

Há o conceito de uma nação em cada um de nós: primeiro, há toda a humanidade, depois a nação de Israel, e, depois, sua divisão em levitas, sacerdotes, setenta sábios e Moisés. Nós todos temos que ser iguais neste esquema e reuni-lo entre nós no mundo corporal de modo que entendamos que ele existe dentro de nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Uma Lei Imutável Da Natureza

Laitman_707O Criador é a lei geral superior da natureza. Está descrito na Torá como Moisés gritou quando se virou para o Criador, mas não havia ninguém a quem recorrer. Como está escrito: “Uma voz chamava… no deserto” (Isaías 40: 3).

Em geral, nós transmitimos nossas imagens, impressões, e nosso relacionamento mútuo com o Criador exatamente do jeito que gostaríamos de transmitir a nossa raiva a um computador com defeito.

No entanto, o poder superior é uma lei imutável da natureza, e assim está escrito: “Ele emitiu um decreto, que não vai mudar” (Salmos 148: 6). Assim, não há ninguém para quem recorrer exceto a ti mesmo!

Existe um programa imutável dentro do qual nos encontramos, e temos que trabalhar dentro dele. Caso contrário, nos esforçamos e sofremos até chegarmos à consciência de como continuar a ir em frente.

Nada vai mudar para melhor se não trabalharmos em nós mesmos para chegar a uma boa conexão com os outros e, além disso, com todos! Nem os bons relacionamentos na família, nem mesmo com todas as pessoas vão nos ajudar. Alianças egoístas não vão ajudar aqui; tudo deve ser absolutamente altruísta.

Precisamos trabalhar para além de nós mesmos, fora de todos os cálculos egoístas. É assim que nos apegamos a todos, apenas com conexões altruístas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15