Textos na Categoria 'Torá'

As Letras Da Torá

Laitman_151Pergunta: Minha pergunta é sobre as letras da Torá. Se a Torá foi escrita como uma palavra começando com a letra “ב” (Bet) até a letra “ל(Lamed), por que é possível dividi-la em palavras?

É possível ler a Torá em sentido contrário, de “ל” para “ב”? Seria possível dividi-la em palavras? Ainda será hebraico?

Resposta: Nós podemos dividir a Torá muitas vezes e de diferentes maneiras. Não podemos sequer imaginar as infinitas opções existentes.

Como a Luz superior é infinita em todas as suas formas e revelações, não podemos descrevê-la com as nossas ferramentas. Apenas a sensação direta do mundo superior permite a uma pessoa atingi-la internamente.

O Renascimento Do Nível Espiritual

laitman_925A Torá, “Números” 20:27-20:29: Moisés fez conforme o Senhor ordenou. Eles subiram o monte Hor à vista de toda a congregação. Moisés tirou as vestes de Aarão e as colocou em seu filho Eleazar. E Aarão morreu no alto do monte.

Depois disso, Moisés e Eleazar desceram do monte, e, quando toda a congregação soube que Aarão tinha morrido, toda a nação de Israel chorou por ele durante trinta dias.

A morte falada na Torá – a morte de Aarão, Miriam, Moisés, ou de outras almas que alcançam o Criador e que são as bases do sistema geral da alma do homem – significa uma subida, não o desaparecimento do corpo. O corpo é o nível corporal de uma pessoa e não há nada para lamentar.

No mundo espiritual, se o sistema chamado Aarão completou o seu papel, Aarão morre porque não precisa mais se corrigir; ele está completamente corrigido para se aderir ao sistema comum da alma de Adão. Isto é chamado de morte.

O que nós consideramos no nosso mundo como um acontecimento trágico é uma grande alegria no mundo espiritual. Está escrito que os “… justos, que, na sua morte, são chamados viventes”.

Comentário: Mas aqui diz que “toda a nação de ​​Israel chorou por ele durante trinta dias”.

Resposta: Eles choraram porque ele não estava mais com eles, mas foi incorporado no estado geral, de modo que não podiam contar com ele especificamente. Eles são privados do apoio e da comunicação física, visível, mas, é claro, todo o sistema chamado Aarão permanece. É um enorme subsistema da liderança na alma geral do homem, mas não no mesmo nível em que as pessoas estão. Essa é a razão deles chorarem por ele, mas por um tempo muito limitado.

Nós lamentamos a morte por sete dias; em seguida, no serviço memorial após trinta dias, e depois uma vez por ano, não mais do que isso. Há dias especiais de visitar o cemitério: sete dias após o enterro, depois de trinta dias, e depois uma vez por ano no dia em que a pessoa faleceu. A razão é que a morte é o renascimento do nível espiritual que está totalmente separado do corpo que está enterrado. Baal HaSulam costumava dizer que ele não se importava onde seu saco de ossos seria enterrado.

Nos tempos antigos, 2.500 a 3.000 anos atrás, antes do exílio da terra de Israel, os mortos eram colocados numa caverna e cercados por um ano. Em um ano, as cavernas eram abertas e tudo o que restava dos corpos deteriorados era juntado num recipiente, selado e colocado numa caverna comum. A tradição de enterrar os cadáveres no chão apareceu mais tarde.

Hoje, nós sabemos os lugares de muitos enterros antigos em várias regiões como a Síria, o Iraque, o Irã, e assim por diante, uma vez que a terra de Israel era muito mais ampla naquela época do que hoje. Por exemplo, Moisés e Aarão estão enterrados no outro lado do rio Jordão.

Muitos dos túmulos dos antigos Cabalistas que viveram mais de 2.000 anos atrás, antes da destruição do Templo, estão localizados na Galileia. O ARI, o maior Cabalista do século XVI, os listou. É assim que eles foram descobertos.

O ARI andou entre os campos de Safed e o Monte Meron onde o Rabi Shimon foi enterrado e apontou os túmulos dos sábios. Em seguida, as lápides com os nomes dos Cabalistas foram colocadas nas sepulturas.

O ARI sentia quem e onde cada um foi enterrado porque a raiz e o ramo estão conectados. Mesmo que o corpo não seja uma parte espiritual do ser humano, ele ainda está relacionado de alguma forma com o componente espiritual e sofre junto com ele. Assim, o ARI foi capaz de localizar com precisão a conexão e localizar os locais de sepultamento. Desde então, monumentos para grandes Cabalistas podem ser visto na Galileia.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 01/07/15

O Amplo Espaço Onde A Alma Existe

laitman_275Pergunta: O que significa para transferir as roupas de pai para filho?

Resposta: Vestir-se (Levush) refere-se à correção do corpo e o corpo é o egoísmo.

Os animais não precisam de correção e são chamados de anjos, o que significa que foram criados simplesmente para cumprir sua missão. O homem é diferente dos animais e não pode viver sem roupas.

As roupas do grande sacerdote incluíam cinto, camisa, calça, chapéu, túnica, veste, couraça e cocar. O resto usava roupas semelhantes, mas menos decoradas.

A pessoa morava numa tenda feita de peles de animais. A tenda é o melhor ambiente para uma pessoa. Adjacente à tenda havia uma parte do jardim, que era medida por certa faixa ou pátio cercado.

Os jardins estavam conectados a uma cidade e a cidade era cercada por um muro. Setenta côvados eram medidos do muro, que era a área que rodeava a cidade, e depois outros 2.000 côvados eram medidos. Tudo isso simboliza os espaços abertos onde a alma existe.

Também vemos a mesma coisa em relação às roupas do corpo. Nós vemos quantas peças de vestuário podem haver sobre a nossa alma, que é paralela à maneira como nos vestimos e gerimos a nossa vida nesse mundo. Mesmo que não tivéssemos nada, instintivamente existiríamos nesse espaço complexo.

Nós precisamos desse espaço porque o espaço interno de uma pessoa exige que tudo seja providenciado especificamente dessa forma: uma casa, um jardim ou um pátio que rodeia a casa, uma rua, um bairro, uma cidade, etc. A pessoa precisa de tudo, e mesmo que ela construa algo que seja totalmente diferente dessas estruturas, vai fazer alterações nisso lo mais tarde.

Isso reflete a necessidade interior da alma de organizar o mundo material de acordo com o mesmo sistema.

Pergunta: O que tudo isso significa no meu caminho para o atributo de doação?

Resposta: Graças ao fato de que eu organizo devidamente meus desejos – internos, externo, e mais externos – e os corrijo de acordo com essas medidas (requisitos), eu avanço.

Pergunta: O que é mais fácil de corrigir, as roupas que estão mais perto do corpo (os desejos internos) ou aquelas que estão mais longe dele (os desejos externos)?

Resposta: Ambos são corrigidos simultaneamente, porque quanto mais você sai de si mesmo, mais fundo tem que ir em si mesmo. É o mesmo em nosso mundo também: quanto mais interno uma pessoa está, mais ela tem que ver e sair de si mesma, ou seja, tem que pensar mais no mundo.

É impossível mergulhar única em si mesmo e esquecer completamente o meio ambiente. Por outro lado, se você quiser sair para o mundo, tem que se elevar ao mesmo tempo.

Pergunta: O que significa transferir suas roupas?

Resposta: As roupas simbolizam a correção da alma, e por isso o pai passa suas correções a seu filho visto que o filho é a sua continuação, o próximo nível. Portanto, no mundo corpóreo é costume passar roupas de pai para filho.

A única limitação são os sapatos, porque os sapatos são o último nível, a divisão entre o céu e a terra.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/06/15

Torá Para Todos Os Tempos

laitman_527_05Pergunta: A Torá foi escrita para o seu tempo. Será que as pessoas que o leram naquela era entenderam do que se tratava?

Resposta: A Torá foi escrita para todos os tempos, mas quando foi escrita, as pessoas estavam nos níveis dela e, portanto, as instruções da Torá eram implementadas sem nenhum problema. Assim eles subiram de um nível para o outro.

Em outras palavras, o que acreditamos ser uma viagem de 40 anos no deserto é uma subida de Malchut à Bina, que foi um teste importante para o povo, mas que eles conseguiram superar. Portanto Moisés escreveu tudo para eles e eles processaram. Ele escreveu e compilou a Torá de acordo com a realização dos níveis que eles tinham passado.

Portanto, todos os eventos descritos na Torá até a entrada na terra de Israel, são os níveis de realização.

Mas você não deve pensar que aqueles que entraram na terra de Israel estavam num nível mais elevado do que Moisés, embora pareça que eles alcançaram esse nível; era simplesmente tal nível. É exatamente como em nosso mundo, onde especialistas são divididos de acordo com a sua profissão e o quanto sabem, e de acordo com sua realização, seu posto, como um estudante de doutorado, um doutor, um professor assistente e um professor adjunto. É a mesma coisa aqui.

Não há maior profeta do que Moisés, e ninguém falou face a face com o Criador como ele falou.

Comentário: Mas Moisés não participou na construção do Templo.

Resposta: Não importa. Tudo que foi descrito na Torá depois é cumprido como a correção do próximo nível que ainda não é perfeito. Ele passa pelo estado de ascensão para o mundo de Atzilut e só em nossos tempos, quando começamos a nos acostumar e perceber os níveis de subida, é que ocorre a subida para o mundo de Atzilut para depois descer.

Isso significa que nossa ascensão é a continuação correta do caminho de Moisés no deserto (na subida à Bina). Quando subirmos à Bina agora, teremos que sofrer os mesmos estados, incluindo os exílios do Egito e da Babilônia. Assim, ainda há muito trabalho sério árduo pela frente, mas já vamos realizá-lo pela terceira vez.

Após a primeira subida houve a destruição do Primeiro Templo, os quatro primeiros níveis chamados reis de HGT (Daat, Hesed, Gevura e Tifferet).

Depois, o Segundo Templo foi construído, ou seja, a ascensão a partir da destruição, os reis de TNHY (a parte inferior de Tifferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut). Agora há a subida para a construção do Terceiro Templo e a descida do nível de Atzilut ao nível do nosso mundo.

Por isso se diz que o Terceiro Templo inclui os dois Templos anteriores. Isso significa que tudo o que subiu e foi destruído por sua causa é levado em conta durante a correção do Terceiro Templo, ou seja, em nossos desejos, atributos e intenções. Eles foram destruídos para esse fim para que pudéssemos criar a conexão correta a partir de seus fragmentos.

De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 29/06/15

Cresçam Até Revelarmos O Segredo

laitman_276_06Nós estamos num nível em nossa evolução, quando o real significado da Torá está oculto de nós. Quando falamos sobre os segredos da Torá, não devemos esquecer que o verdadeiro segredo é que é impossível compartilhá-la com os outros, porque a pessoa não pode perceber o que você descobre.

É como explicar a uma criança, por exemplo, um conceito muito complicado ou um dispositivo ultrassecreto, mostrando-lhe desenhos e tabelas, mas isso ainda permanece um mistério para ela. A pessoa deve se preparar para a revelação de um segredo.

Portanto, nós só podemos elevar ligeiramente o véu que esconde o segredo para mostrar que está lá para a pessoa entender a Torá; não é uma coleção de histórias. Daqui em diante tudo depende da pessoa.

É como se nós abríssemos um pouco a porta dizendo: “Olha, esse é o próximo nível, esse é o lugar onde o outro mundo se encontra, a entrada para a dimensão superior. Você também pode ir até lá, ver, ouvir, compreender, estudar, explorá-lo, e existir nele, enquanto vive em nosso mundo. Nada limita você, exceto você mesmo. Você pode expandir o seu alcance, a sua percepção, seu conhecimento, suas impressões e seus sentidos a ponto de que eles incluam todo o infinito. Mas cabe a você! Faça os esforços e você vai ter sucesso”.

O ponto principal é que a pessoa deve ver o mistério, não que algo está escondido dela, mas que ela não cresceu o suficiente para alcançá-lo. Se ela fizer os esforços, o segredo se tornará uma realidade. Ele não está protegido de forma alguma, exceto pela mente limitada de uma pessoa e o sentimento interior.

Quando o nevoeiro se dissipa, a pessoa descobre um enorme campo de atividade, o infinito.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/06/15

Luta Ideológica

Laitman_167Se olharmos para a narrativa da Torá a partir de uma perspectiva histórica, ela revela um quadro muito interessante. O acampamento do povo que se espalhava pelo deserto era em si mesmo uma grande cidade, com milhares de pessoas. Artesãos, ferreiros e ourives trabalhavam lá.

As pessoas realmente estabeleciam raízes, visto que a transição de um lugar para outro levava muitos anos. O acampamento não se movia do seu lugar enquanto a nuvem não se movia. Só então o povo avançava 10-20 km e novamente parava por um tempo indeterminado. Assim, a Torá descreve alegoricamente uma sociedade em movimento: ela estabelecia uma meta e avançava rumo a ela.

Aliás, durante o comunismo, eles queriam criar uma imagem ilusória de um futuro brilhante; lá estava claro que as pessoas estavam se movendo rumo a ele. Mas como era possível alcançá-lo? Portanto, nós vemos diferentes forças em conflito. No entanto, a luta não era de poder, mas de ideologia: através de que meios você pode avançar rumo à meta de forma mais eficaz?

Pergunta: Korach (Coré) não estava lutando pelo poder?

Resposta: Não, tudo isso fala de pessoas santas relacionadas apenas com doação e amor. Caso contrário, não teria sido escrito sobre isso na Torá.

Todos os personagens mencionados na Torá dão forma a um desejo que anseia apenas por uma coisa: estar num estado de movimento rumo à doação e amor, à plena conexão mútua. Portanto, Korach argumentou de forma franca que é possível saltar para além do nível seguinte e aderir ao Criador mais rapidamente com uma perda e investimento mínimos.

Tudo o que aconteceu durante esses quarenta anos veio de um desejo de fazer o bem, de aumentar o amor. Mas, no final, todos os esforços foram dirigidos contra Moisés, independentemente se eles queriam ajudá-lo ou não. Mas essa não era uma luta pelo poder a qual estamos acostumados em nossas vidas, e, portanto, como percebemos a história.

A Torá apenas descreve tudo em linguagem física, mas é necessário compreender que o povo que se desloca pelo Sinai significa que eles estavam descobrindo o Criador e começando a receber a Luz Superior de correção, a Ohr Makif (Luz Circundante); eles já não se referiam ao egoísmo porque estavam acima dele, como num aerobarco. Assim, os seus cálculos não eram de todo egoístas.

O que significa que “a terra os engoliu”, “que foram queimados”, e tudo o mais? Estas eram operações que estavam sendo realizadas no egoísmo que foi descoberto de repente neles e precisava de correção. “Coberto pela terra” já é a sua correção.

Portanto, morte, hanseníase, e coisas desse tipo não eram vários tipos de processos físicos, mas o trabalho no ego. Quando novas condições externas são descobertas, começamos a trabalhar com elas. Não pode ser de outra forma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/15

Atravessar Edom

laitman_747_03A Torá, “Números”, 20:14, 20:17-20:18, 20:21: De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: “Assim diz o teu irmão Israel: Tu sabes de todas as dificuldades que vieram sobre nós.

Deixa-nos atravessar a tua terra. Não passaremos por nenhuma plantação ou vinha, nem beberemos água de poço algum. Passaremos pela estrada do rei e não nos desviaremos nem para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos atravessado o teu território”.

Mas Edom respondeu: “Vocês não poderão passar por aqui; se tentarem, nós os atacaremos com a espada”.

Visto que Edom se recusou a deixar Israel atravessar o seu território, Israel desviou-se dele.

Edom é a propriedade do egoísmo rígido. “Israel atravessar” significa conectar-se com ele.

As colinas de Edom estão localizadas no território da Jordânia moderna e podem ser facilmente vistas de Israel. Elas representam uma passagem para a terra de Israel, que não pode ser alcançada de outra maneira.

Durante quarenta anos o povo de Israel esteve adquirindo as propriedades de Bina no deserto. O seu vagar sem fim no deserto se refere às combinações espirituais de MalchutBina que mostram como se preparar para entrar na terra de Israel (Malchut) e dominá-la com a recém-adquirida propriedade de doação.

Somente depois disso é que os judeus podem entrar na terra prometida. Mas ainda não é a terra de Israel, porque ela sob a autoridade das sete nações. É quando a verdadeira conquista começa, ao se preparar a terra com a ajuda das propriedades de Bina.

Isso explica por que atravessar o Edom é realmente uma transição de Malchut à Bina. Mas isso não lhes permitem fazê-lo, porque é a última propriedade egoísta antes da entrada na terra de Israel que deve ser vigorosamente superada. Sete nações egoístas esperam os judeus na terra de Israel, sete enormes forças impuras: Hesed, Gevura, Tifferet, Netzach, Hod, YesodMalchut. Elas também têm que ser conquistadas e corrigidas.

É por isso que o rei de Edom os rejeita para que eles estejam preparados para a última jornada, se unam e reconheçam que sem o Criador não vão sobreviver. A passagem se refere à conquista de si mesmos, a vitória sobre o egoísmo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/06/15

Identificação Com O Povo

A Torá, Números 20:9 – 20:11: Moisés pegou o bastão diante do Senhor como Ele lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: “Agora ouçam, rebeldes, podemos tirar água para vocês desta rocha”?

Moisés levantou a mão e bateu na rocha com seu bastão duas vezes, quando uma abundância de água jorrou, e a congregação e os seus animais beberam.

Moisés não pode ser conectado ao Criador da maneira que está conectado com as pessoas. Portanto, em vez de falar à rocha como o Criador lhe tinha ordenado, ele bateu na rocha, realizando uma ação para evocar pena pelas pessoas, a empatia com Malchut, que quer atingir o atributo de Biná (doação).

Por exemplo, se ninguém, nem mesmo o sábio mais sábio que quer trabalhar apenas com a intenção de “a fim de doar”, teve um filho ou um neto que sofre terrivelmente sem motivo, seria ele capaz de permanecer leal ao atributo de doação, convencendo-se de que este é Hesed (Misericórdia), e não o atributo de Din (Julgamento)? O sangue é mais grosso do que a água.

Portanto, uma pessoa é testada constantemente na espiritualidade, de quanto ele é realmente parte do sistema de providência. Em princípio, ele não pode entrar e não vê tudo, mas depois tudo se torna claro para ele. Não é revelado de uma forma egoísta, mas apenas no atributo de doação, o atributo de ascensão acima do seu ego, em que ele sente mais sofrimento do que de seu filho pequeno.

No entanto, Moisés não pode fazê-lo de forma diferente, porque caso ele não tivesse condoido-se com o povo, não teria sido capaz de levantar os desejos dos filhos de Israel ao Criador. Ele está entre eles.

A pergunta é, como ele poderia ter feito de outra maneira? Se ele absorveu todos os sofrimentos do povo, é provável que isso justifique a sua ação, e que esta é a abordagem correta para com o Criador.

O povo não poderá ascender ao Criador, e Moisés, na verdade, eleva a sua prece: Aqui estão as nossas demandas para Vós. Assim, ele dedica-se ao povo. Bater a rocha transmite a atitude das pessoas quanto ao que está acontecendo.

Ele absorveu o clamor do povo, e graças a isso, eles podem entrar na terra de Israel e ele não pode. Isto significa que aqui ele totalmente conecta-se com ambos, as pessoas e o Criador.

Sabemos de casos ao longo da história. Por exemplo, Abraão pediu ao Criador para não destruir Sodoma, quando seu povo estava atolado em pecado, e Baal HaSulam pediu para ser rebaixado de seu nível de forma que as pessoas poderiam ouvi-lo e senti-lo.

Tudo isso sugere que os líderes espirituais sempre foram compreensivos com seu povo, com suas ansiedades e aspirações, porque eles estão na junção do povo justo, a humanidade e o Criador.

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 24/6/15

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Antes de Fazer Uma Escolha

“Vocês Tirarão Água Da Rocha”

laitman_436A Torá, “Números”, 20:7-20:8: E o Senhor disse a Moisés: “Pegue a vara, e com o seu irmão Aarão reúna a comunidade e diante desta fale àquela rocha, e ela verterá água. Vocês tirarão água da rocha para a comunidade e os rebanhos beberem”.

Moisés deveria “falar à rocha” para que ela desse água. Em vez disso, ele bateu com sua vara. Em outras palavras, em vez de orar ou elevar MAN, ele pecou (a propriedade de julgamento). Cada pecado é sempre seguido por uma punição.

“Falar àquela rocha” significa elevar uma oração, conectar corretamente o egoísmo com as qualidades do Criador, Bina. Nesse caso, Moisés poderia ter recebido as propriedades da Luz Superior e, com a sua ajuda, ter dado novos passos no sentido da correção e elevação.

“Vara” (“mate” em hebraico – vem de “Matah”) significa “de maior ou menor importância”, é um indicador do progresso humano. Quando a pessoa toma uma vara e a eleva acima da terra, isso significa que vai agir na “fé acima da razão”, vai subir acima de si mesma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/06/15

O Atributo De Doação: A Força Que Revive Tudo

laitman_747_01Torá, “Números”, 20:2-20:6: Não havia água para a congregação, e o povo se juntou contra Moisés e contra Aarão. Discutiram com Moisés e disseram: “Quem dera tivéssemos morrido quando os nossos irmãos caíram mortos perante o Senhor!

Por que vocês trouxeram a assembleia do Senhor a este deserto, para que nós e os nossos rebanhos morrêssemos aqui? Por que vocês nos tiraram do Egito e nos trouxeram para este lugar terrível? Aqui não há cereal, nem figos, nem uvas, nem romãs, nem água para beber!” Moisés e Aarão saíram de diante da assembleia para a entrada da Tenda do Encontro e se prostraram, rosto na terra, e a glória do Senhor lhes apareceu.

A terra simboliza a nação e a água; é o atributo de Bina, a força que revive, sem a qual a terra é poeira e cinzas.

Mais uma vez o povo começou a reclamar e resmungar porque não tinha o atributo de doação e a fonte de onde poderiam receber a força que os reviveria.

As pessoas exigem água (doação). Porém, de onde virá a água, se elas não a alcançarem por si mesmos. O despertar espiritual ocorre somente sob a influência do atributo de Bina.

Essa é a razão dos filhos de Israel se lembrarem do Egito, porque lá poderiam, pelo menos, trabalhar, a fim de receber para si mesmos. Aqui, por outro lado, eles precisam receber na intenção a fim de doar, ou seja, que nada lhes resta. E é uma morte árida.