Textos na Categoria 'Torá'

O Próprio Julgamento

Laitman_514_02Torá “Números”, 35:30: Todo aquele que matar alguma pessoa, conforme depoimento de testemunhas, será morto; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém, para que morra.

A Torá é a base até mesmo para as leis atuais. Os primeiros contratos de compra e venda vêm de Abraão, que comprou o terreno da caverna Mearat a-Machpelah para seu túmulo. Nos termos do contrato com Hebron, ele pagou 400 shekels de prata por ele.

Pergunta: O que significa, “conforme depoimento de testemunhas, será morto”?

Resposta: Uma evidência (prova) no tribunal pode se basear nas declarações de pelo menos duas testemunhas, sem relação com o suspeito.

Portanto, cada um deles foi interrogado separadamente, confundido de propósito, e suas declarações foram comparadas para determinar com precisão que as duas testemunhas não estavam conectadas de forma alguma e que não havia nenhuma relação, interesse mútuo, ou acordo entre elas. Só depois disso é que foi possível aceitar as suas declarações.

Uma testemunha é alguém que viu com seus próprios olhos o que aconteceu, e não apenas ouvi algo.

Na espiritualidade “ver o assassino” significa atingir o nível de Hochma, que é o nível de consciência completa do que está acontecendo dentro de mim.

Quando eu vejo como o egoísmo em mim destrói a inclinação ao bem que gostaria de me levar à frente, e não permite que eu faça uma boa ação, eu avalio isso de forma saudável. Afinal, só pela subida ao nível de Hochma eu posso me voltar contra o egoísmo.

Se, com exceção do estado atual, eu tiver mais um estado, mais uma testemunha (ou seja, eu vi alguma coisa, descobri algo dentro de mim), então, pela primeira vez, isso não é suficiente para mim. Se pela segunda vez eu chegar a ver o mesmo fenômeno e agarrá-lo em minha mente, pronto, é o suficiente para erradicá-lo em mim.

Portanto, eu tenho que ver o assassino ao menos duas vezes, subir duas vezes ao nível de Hochma.

Só então eu terei forças e habilidade para conduzir um julgamento justo, fazer a conclusão correta e erradicar esse fenómeno em mim.

“Subir ao nível de Hochma” significa perceber a fonte do que está acontecendo e conseguir subir acima dela, conseguir erradicar esse estado em mim mesmo a tal ponto que eu já não teria que corrigi-lo nesse grau.

Eu recebo de cima uma força tão séria de julgamento (julgamento também é o nível de Hochma), que a partir desse nível, a partir desse momento, já estou acima de todos os distúrbios. Por isso, é considerado que eu mato eles, elimino-os dentro de mim, e os corrijo.

De qualquer forma, tudo ocorre sem prisão e prisões; uma fuga é feita para a cidade de refúgio, ou a correção acontece no local.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/12/15

O Mundo Começa A Partir Da Noite

laitman_207A Torá, “Números”, 35:28 – 35:29: O acusado deverá permanecer em sua cidade de refúgio até a morte do Sumo Sacerdote, e somente depois da morte do Sumo Sacerdote poderá voltar à sua propriedade. Essas exigências legais serão para vocês e para as suas futuras gerações, onde quer que vocês vivam.

A morte do Sumo Sacerdote é uma mudança de todo o nível espiritual (Partzuf).

O Sumo Sacerdote simboliza Keter – a cabeça do Partzuf. Portanto, quando a cabeça é mudada, o controle de tudo muda: o povo, o país, etc. Tudo retorna à estaca zero, uma mudança do grau elimina o passado e um novo grau começa como se do zero.

Pergunta: Será que o homem tem que fugir novamente para cidades de refugiados no próximo grau?

Resposta: Claro, porque isso é necessário! O que a Torá indica certamente tem que acontecer porque está incluído no sistema global de egoísmo. É impossível corrigir a nossa natureza se não houvesse assassinos, ladrões, prostituição, brigas e outros problemas.

O egoísmo tem que se manifestar plenamente! É impossível sem isso. Afinal de contas, o mundo começa a partir da noite: “E foi a tarde, e foi a manhã, um dia”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/12/15

Quando Foi Escrita A Bíblia?

Laitman_137Comentário: Um grupo de cientistas da Universidade de Tel Aviv examinou a correspondência da força de guarnição em 600 a.C. na fortaleza de Tel Arad e concluiu que a Bíblia foi escrita vários séculos mais cedo do que se acreditava até agora.

Como todos nós sabemos, a Torá foi escrita após o retorno do exílio na Babilônia, pois não havia um número suficiente de judeus educados que pudesse escrevê-la. Agora, após essa descoberta, os cientistas estão reexaminando quando a Bíblia foi escrita.

Resposta: O primeiro livro sobre a sabedoria da Cabalá foi escrito por Adão cerca de 5770 anos atrás. Durante o tempo entre Adão e Abraão, houve vários outros escritos de diferentes Cabalistas. Abraão, como afirma Rambam, escreveu muitos livros Cabalísticos, mas apenas um permaneceu até os nossos dias, O Livro da Criação. Abraão, que viveu na antiga Babilônia há 3.500 anos, reuniu um grupo de pessoas que se tornou a nação de Israel com o tempo. Todos os membros do grupo tiveram que aprender a ler e escrever. Eles falavam hebraico porque o hebraico e o aramaico eram as línguas faladas na antiga Babilônia.

O grupo de Abraão foi fundado para alcançar o mundo superior na conexão entre as pessoas. Nessa base, eles naturalmente compreendiam a origem das letras, as raízes das palavras, e sentiam a linguagem dos ramos, os atributos superiores do mundo, que não têm nomes, chamados raízes, e são nomeados pelas suas consequências em nosso mundo, que se chamam os ramos.

Muitos livros foram escritos no tempo entre Abraão e Moisés porque todos os judeus eram altamente educados da época de Abraão em diante. Do exílio no Egito em diante, os judeus saíram do Egito em um nível totalmente diferente de consciência e realização porque durante a sua vida na escravidão eles conheceram o seu trabalho no ego. Durante os 40 anos de peregrinação no deserto, eles começaram a escrever a Torá para todas as nações.

É dito que Moisés ensinou aos seus alunos, juntamente com seu assistente Josué. Além disso, ele ensinou todos os povos, porque os Levitas se dedicavam à educação geral e ensino da nação.

Pergunta: Quanto tempo durou a escrita da Torá (Pentateuco)?

Resposta: A Torá foi criada gradualmente durante os 40 anos de peregrinação no deserto. Tudo o que a nação de Israel sofreu na prática ocorreu internamente em suas raízes espirituais, e eles expressaram isso no livro chamado Torá de Moisés.

Quando eles viveram na terra de Israel após a construção do Primeiro Templo e, em seguida, após a construção do Segundo Templo, eles escreveram todos os outros livros, incluindo os “Profetas” (Naviim), as “Sagradas Escrituras” (Ketuvim), e a Mishná.

A partir do momento em que os dois templos foram destruídos e antes que eles fossem exilados, o Talmude foi escrito, e todos os outros livros foram escritos enquanto eles estavam no exílio.

A Torá diz que não havia uma criança de Dan a Beer Sheba que não conhecesse as leis judaicas e que não soubessem ler e escrever. Elas sabiam a maioria dos livros de cor, porque esse era o método antigo de estudar; os alunos tinham que aprender de cor o que o professor ensinava.

Pergunta: Isso significa que nunca houve uma pausa na alfabetização.

Resposta: Desde o tempo de Adão, nesses círculos onde os Cabalistas viveram, houve uma alfabetização quase universal. Abraão erradicou o analfabetismo entre os antigos babilônios que se juntaram a ele.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/04/16

Desfazendo Mitos Sobre A Cabalá, Parte 4

laitman_527_04A História Sobre Subir Os Degraus Do Amor

Pergunta: Sobre o que a Torá escreve, de acordo com a sabedoria da Cabalá? Ela descreve os acontecimentos históricos?

Resposta: A Torá descreve o sistema superior que governa o mundo inteiro, inclusive eu. Ela explica como posso revelar esse sistema e estabelecer a relação direta, “curta” com o meu Criador.

A Torá dá à pessoa a oportunidade de trazê-la ao amor do Criador através do “ama ao próximo como a si mesmo”. O amor é a conexão mais profunda, íntima e interior. A Torá leva a pessoa a essas relações com toda a humanidade e com o Criador. Essa não é apenas espiritual, mas também a instrução completa.

Pergunta: Ainda assim, os eventos descritos na Torá realmente aconteceram?

Resposta: Esses estados ocorreram dentro de uma pessoa que estava no processo de alcançar o Criador, corrigindo suas propriedades a tal ponto até que elas seriam iguais às propriedades da força superior, e subindo os degraus de amor e doação.

Pergunta: Moisés e Abraão existiram?

Resposta: É claro que existiram. Todos os estados espirituais descritos na Torá também foram realizados nos ramos materiais deste mundo. Cada raiz espiritual tem que tocar o seu ramo de material e ser manifestada nele.

Pergunta: Quem foi o primeiro homem, Adam HaRishon, de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Um homem cujo nome era Adão viveu 5.777 anos atrás. Ele é considerado o “primeiro homem”, porque foi o primeiro a revelar o Criador, a força superior, e ele escreveu um livro sobre isso intitulado Anjo Raziel.

Ele era uma pessoa como você e eu. Depois dele, somos chamados de povo “, filhos de Adão” (Bnei Adam) uma vez que todos nós viemos dele.

Isso não é porque ele foi o primeiro ser humano nesse mundo depois dos macacos. Assim como outras pessoas, ele nasceu de uma mãe e pai. No entanto, Adão é chamado de primeiro homem porque foi o primeiro que revelou o sistema superior e a força superior existente no seu interior, que rege todos nós.

Pergunta: Há quanto tempo o mundo existe de acordo com a sabedoria da Cabalá: 5.777 anos ou 14 bilhões de anos?

Resposta: Obviamente, o mundo existe há 14 bilhões de anos. Os livros Cabalísticos descrevem o Big Bang e a evolução do mundo. Baal HaSulam escreve como a Terra estava atravessando os períodos de aquecimento e arrefecimento por 30 milhões de anos. As pessoas simplesmente não entendem o que está realmente descrito na Torá, e, portanto, se confundem.

Mesmo 400 anos antes de Darwin, o grande cabalista Ari escreveu que um ser humano se desenvolveu de um macaco e esse desenvolvimento levou dezenas de milhares de anos. Todas as evidências obtidas das escavações arqueológicas são verdadeiras. A Cabalá é uma ciência ao invés de uma crença cega. Ela é baseada na pesquisa da realidade dos Cabalistas. Essa pesquisa lhes dá a compreensão do mundo.

Comentário: Nem tudo descrito na Torá parece ser como eventos reais. Por exemplo, eu nunca encontrei na minha vida uma cobra que pudesse falar ou um mar que pudesse se dividir.

Resposta: A Torá não fala sobre o nosso mundo, mas sobre o mundo superior. No entanto, todas as raízes espirituais chegam ao nosso mundo e o governam. Por exemplo, a serpente original é o nosso egoísmo, que fica dentro de nós e nos tenta o tempo todo.

A serpente, Adão, e Eva descritos na Torá são as propriedades espirituais internas que existem em cada um de nós. A Torá fala sobre as propriedades espirituais internas dentro de uma pessoa. Quando a pessoa se desenvolve através do estudo da Cabalá, ela alcança as forças existentes dentro dela, que se relacionam entre si como Adão, Eva, a serpente, a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esse é um diálogo interno dentro de uma pessoa.

Moisés e Aarão existem dentro de cada um de nós. Todo mundo revela o livro da Torá e o encontra dentro de si mesmo. A nação de Israel e as nações do mundo, Nabucodonosor e os Macabeus, são diferentes forças da nossa alma.

Dentro de nós há sempre uma batalha entre as forças do bem e do mal, das quais somos criados, como é dito “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá como complemento a ela, como um remédio para a sua correção”.

A força do mal está em constante crescimento dentro de nós, manifestando-se com mais força a cada dia. Ao mesmo tempo, nós temos que atrair a força do bem, a Luz da Torá que nos devolve a nossa fonte, através do estudo da Cabalá. Assim vamos constantemente equilibrar a crescente força do egoísmo com a força do bem.

Programa da Rádio Israelense 103FM, 28/02/16

Nova Vida # 706 – Cultura Judaica: A Luz Na Torá

Nova Vida # 706 – Cultura Judaica: A Luz Na Torá
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

O Rav Laitman conta a história de sua vida, sobre seu avô, a sinagoga na Rússia, e sua busca quando chegou a Israel. O desejo de saber o que está por trás dos rituais judaicos o trouxe à sabedoria da Cabalá. A Cabalá nos ensina que há uma força especial na natureza chamada Torá.

A Torá não é um livro, mas a força para a correção do ego de uma pessoa. Quando nos conectamos, podemos atrair juntos a força da Torá, que irá construir o amor entre nós e revelar o Criador para nós.

No mundo material, nós temos diferentes símbolos que indicam as raízes espirituais superiores. A Luz na Torá é a força que existe na natureza como outras forças, e nós podemos revelá-la na conexão entre nós. Essa força não está em um livro na Arca Sagrada escrita em pergaminho. O livro é apenas um símbolo dessa força. Essa é a razão que se diz: “Eu preferiria que eles Me deixassem e mantivessem minha Torá, uma vez que a Luz nela reforma”. Nós temos que prestar atenção nos outros, o que significa querer atingir o estado das boas relações entre nós, de modo que sejamos como um homem com um coração.

A Luz nos dá as respostas às perguntas existenciais, tais como: Para que estamos vivendo? Por que não podemos receber tudo?

Todos compreendem a Torá de acordo com as suas próprias capacidades. Assim, os Cabalistas não veem histórias na Torá, mas fases de correção. A Luz é uma força natural que pode ser identificada com o dispositivo adequado, e esse dispositivo é a conexão especial entre nós.

De KabTV “Nova Vida # 706 – Cultura Judaica: A Luz Na Torá”, 17/03/16

Nós Podemos Ensinar A Torá A Todos!

Laitman_137Pergunta: Por que você acredita que tem permissão para ensinar a Torá às pessoas que não são judias?

Resposta: De acordo com a Torá, o objetivo da criação é trazer todos os seres criados à adesão com o Criador. A adesão é atingida pela correção do ego em amor, como se diz: “ama teu amigo como a ti mesmo; essa é a grande regra da Torá. “Os judeus são uma nação que deve cumprir a regra do Criador em primeiro lugar, e depois ensiná-la a todo o mundo. Isto é o que a sabedoria da Cabalá diz e o que eu acredito. Vou me referir aos seguintes itens:

A fonte da proibição

O rabino contemporâneo Yoel Shwartz, diz: um não judeu que estuda a Torá comete um pecado. É proibido aos judeus ensinar a Torá aos gentios. A proibição para um gentio estudar a Torá é mencionada pela primeira vez no Talmude Babilônico: Rabi Yochanan disse: “Um gentio que estuda a Torá deveria morrer, como se diz, ‘Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó’. (Deuteronômio 33:4). Este é o nosso legado e não deles!” (Sinédrio 59:1).

“É proibido ensinar a Torá aos gentios” (Hagigah, 13:1). Rambam cita o Rabi Meir como a autoridade, ‘um gentio que estuda a Torá deveria morrer, e eles estão autorizados a estudar apenas o que está relacionado com os sete mandamentos’ (Mishná Torá, as Leis dos Reis 10:9).

Shmuel Abuav, que viveu no século XVII, disse: Os cristãos usam os escritos judaicos para provar a confiabilidade de sua fé e por isso é proibido ensinar-lhes a Torá.

No entanto, existem muito poucos exemplos de rabinos famosos que ensinaram a Torá aos gentios. Um professor do pesquisador alemão do judaísmo Johan Raichlin foi o compositor dos comentários clássicos da Bíblia, “Nossa História“. Tais pessoas conheciam a Halacha e não poderiam quebrar conscientemente as regras da Torá!

Rambam disse que é proibido ensinar a Torá apenas para os gentios que não reconhecem a natureza divina da Torá. “Nós podemos ensinar a Torá aos cristãos, porque eles acreditam que a nossa Torá foi dada a nós por Deus, por nosso professor Moisés (Pe’er Ha’Dor, 38).

O estudioso do Talmudee da Idade Média, Menachem HaMeiri, disse que, se um gentio estuda a Torá por curiosidade, não é proibido ensiná-lo. Isso se tornou relevante nos tempos modernos, quando surgiu a questão de saber se é permitido ensinar matérias judaicas em universidades.

O rabino americano Jacob Weinberg disse que quando um gentio estuda a Torá para fins académicos, não há proibição de fazê-lo. Ele era professor na Universidade não-judaica de Giessen, na Alemanha, que ensinava a Torá e o Talmudee.

No século XIX, o rabino lituano Israel Salenter sonhou em transformar o Talmude em um dos temas nas universidades não-judaicas e naquele tempo apenas gentios estudavam nas universidades.

Ensinar grupos mistos

Autoridades em Halacha, tais como Jacob Weinberg, Isaac Klein, Moshe Finestein, Ovadia Yosef e outros, afirmaram que a proibição de ensinar a Torá se refere apenas a um grupo que é totalmente não-judaico, mas é possível ensinar a Torá a um judeu na presença de gentios, mesmo que eles também possam estudar.

De acordo com o rabino Finestein, um escravo não judeu de Raban Gamliel, Tabie, é mencionado no Talmude como um grande especialista na Torá. Tabie adquiriu seu conhecimento quando estava presente nas lições dadas por Raban Gamliel aos seus estudantes judeus. Os sábios do Talmude não tinham nenhum problema em ensinar a Torá, mesmo quando havia não-judeus entre os ouvintes.

O sétimo rabino de Lubavich elogiou o estudo da Torá pelos modernos meios de comunicação e nas línguas modernas, embora essa forma de ensino incluísse muitos leitores e ouvintes não-judeus.

Restrição: A proibição de ensinar a Torá aos não judeus é anulada se houver um decreto do governo, porque desobedecer tal decreto pode pôr em perigo a comunidade judaica. Hoje qualquer tentativa de separar alunos judeus de não-judeus em instituições acadêmicas pode suscitar respostas negativas. Assim, um professor judeu pode acreditar que está constantemente sob o decreto do governo que anula a proibição de ensinar a Torá aos não-judeus.

Existe uma proibição de ensinar a Torá aos não-judeus?

Rav Isaac Ilinburg (1550-1623) percebeu que seus colegas italianos ensinavam a Torá aos não-judeus. Ele enfatizou que nem Rambam nem outras autoridades em Halacha mencionaram a proibição de ensinar a Torá aos não-judeus.

Ele concluiu, assim, que as expressões paralelas em Masechet Hagigah não são a Halacha em tudo. Ele disse que não estava pronto para declarar isso publicamente só por medo das reações de seus colegas.

Rav Arie-Leib Ginsburg (2695-1785), o autor do Rugido do Leão, tem a mesma opinião.

Resumo:

A história nos fornece inúmeros exemplos de não-judeus que estudaram a Torá e usaram o seu conhecimento não para prejudicar a nação judaica, mas em seu favor, a fim de contradizer as falsas acusações contra o Judaísmo.

Nova Vida # 369 – Os Heróis Da Bíblia: Moisés

Nova Vida # 369 – Os Heróis Da Bíblia: Moisés
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

O que é o heroísmo de Moisés? Como ele conduz o povo de Israel para cumprir a conexão e união entre eles, e como esse conto histórico se relaciona com a nossa vida hoje?

Moisés foi criado como um príncipe no palácio do Faraó até a idade de 40 anos. Quando ele viu um egípcio espancando um hebreu, seu ponto no coração foi despertado. A morte do egípcio simboliza a relutância de Moisés em fazer parte da cultura, valores e ídolos egípcios.

Ficar na casa de Jetro é uma parada intermédia antes dos próximos 40 anos. O heroísmo de Moisés está em aceitar a missão que foi dada e não evitá-la. Moisés serve a Israel; ele os leva para fora do Egito e os traz a Torá, que se trata do “ama teu amigo como a ti mesmo”.

Todo mundo tem a chance de ser como Moisés durante sua vida, mas nós evitamos isso. Sair do Egito, da casa do Faraó, significa tornar-se livre do domínio do ego e sair para o amor ao próximo.

Moisés exige e recebe poderes de Deus. Qualquer pessoa que queira ajudar a avançar os outros recebe os poderes para fazer isso. O Egito é a força egoísta; Jetro é a sabedoria para compreender o ego. A entrega da Torá é a pecepção do método para corrigi-lo. Hoje os heróis são aqueles que podem conduzir a nossa sociedade e libertá-la de sermos escravos do nosso egoísmo.

É uma pena esperar pelas dez pragas hoje. É melhor avançar por nós mesmos à conexão, ao amor fraternal.

De KabTV “Nova Vida # 369 – Os Heróis Da Bíblia: Moisés”, 13/05/14

Nova Vida # 368 – Os Heróis Da Bíblia: Yael E David

Nova Vida # 368 – Os Heróis Da Bíblia: Yael E David
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Os heróis bíblicos Yael (Jael) e David são figuras humanas que, apesar de suas fraquezas, agem pela nação e sua unidade. O que os torna especial e o que é exigido deles, a fim de vencer as batalhas de Israel?

Resumo

A mulher geralmente pensa no bem-estar de seus filhos. Yael agiu pelo bem-estar de toda a nação.

A sensação de que toda a nação são seus filhos é o que lhe deu o poder de agir com sabedoria e usar seu poder feminino. Seu heroísmo está em ser capaz de alargar o seu coração, alargar os limites do amor e incluir toda a nação.

A ideia por trás da história de Davi e Golias é que toda pessoa comum que seguir a sua verdade e a força superior, vencerá.

Um pastor é aquele que lidera a nação, que quer proteger a nação e levá-los à força superior.

Há uma guerra interna aqui: David derrota Golias, adquire sua enorme força, e a utiliza de forma positiva. Se uma nação conquista a outra nação, ela absorve seus valores e seu espírito depois de um tempo. David é um herói por aproveitar a força de Golias para seguir o seu próprio caminho, no sentido positivo. Golias simboliza o uso egoísta da força, de modo a prejudicar as pessoas. David usa a força para aumentar o amor. David foi impulsionado pela força de Golias e depois seguiu seu próprio caminho, rumo ao amor ao próximo.

De KabTV “Uma Nova Vida # 368 – Cultura Judaica: Os Heróis Da Bíblia – Yael E David”, 13/05/14

Revelação Do Criador

laitman_276_01A Torá descreve propriedades espirituais, e não características físicas. Por exemplo, há a propriedade de “Moisés” em cada pessoa. Mesmo o Criador existe em cada um de nós. Afinal, uma pessoa é um mundo em que há absolutamente tudo!

Portanto, a Torá fala sobre como a pessoa pode equilibrar o seu mundo interior e se conectar, corrigir, ajustar e calibrar corretamente.

Só então a pessoa pode usá-la para revelar o Criador através da interação correta de todas as suas partes. A harmonia interior que é formada dentro de uma pessoa lhe dá a sensação da existência superior. Essa é a força que preenche, equilibra e governa tudo.

Quando todas as partes se equilibram e se complementam dentro de nós, e não há mais nada que possa trabalhar de forma corrupta, a propriedade comum chamada “Criador” é formada. Essa é a revelação do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/04/15

Correção Das Relações Entre Nós

laitman_229O problema do mundo é que a conexão correta entre as pessoas não existe. A conexão correta é um sistema em que todas as partes se encontram em relações mútuas entre si e em harmonia, onde todos estão preocupados com o bem-estar de todo o sistema e ninguém está preocupado com o seu próprio bem-estar. Em uma situação como essa, o sistema é perfeito.

Quando as pessoas atingem uma conexão como essa entre si, elas começam a sentir a natureza e não a si mesmas. A natureza que elas começam a sentir é chamada de “Criador”, porque descobrem a sua mente, programa e propósito.

A partir de Abraão, as pessoas começaram a atingir a harmonia da natureza na conexão entre si; elas descobriram o Criador. Os estudantes de Abraão se comportavam de acordo com as leis gerais do mundo, na medida em que descobriam o Criador. Esse comportamento passou a ser expresso em atividades diárias e na relação com o ambiente, derivado natural e diretamente de suas sensações. As atividades que os membros do grupo de Abraão implementavam, pareciam apenas ações mecânicas para alguém que não pertencia a esse grupo e não sentia a natureza e o sistema de conexão entre as pessoas.

A conexão mútua harmoniosa entre as pessoas é chamada de “amor”, por isso é dito: “Eu criei a inclinação ao mal, Eu criei a Torá como tempero”. A intenção da palavra “Torá” é o poder do Criador, que é projetado para corrigir as relações entre nós, as relações de rejeição mútua egoísta. O envolvimento com a correção da natureza egoísta de uma pessoa é chamado de cumprir a Torá, e aprender a Torá é chamado de aprender as possibilidades de corrigir o ego.

A Mitzvah (mandamento) geral do Criador é a correção do ego ao nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Quando uma pessoa executa mecanicamente as atividades associadas sem corrigir a si mesma, seu ego, isso é chamado de manter os costumes. Desde os dias em que o povo de Israel caiu do nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” para o nível de “ódio infundado”, eles se encontram em um estado de manutenção dos costumes.

Na sua essência interna, o povo de Israel é um grupo de pessoas que está em Arvut (garantia mútua), ansiando estar “como um homem com um coração”, e cheio de amor mútuo.