Textos na Categoria 'Torá'

Voltai-vos, E Parti, E Ide À Montanha Dos Amorreus

Turn And Journey A Torá, “Deuteronômio” 1:6 – 1:7: O Senhor nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: “Vós haveis demorado neste monte. Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos Amorreus…”.

Voltai-vos e parti: vão e se corrijam internamente.

Ide à montanha do Amorreus: para um lugar deserto que não tem água e comida, onde vocês vão se esgotar espiritualmente, e só a unidade lhes dará a capacidade de se alimentar da força superior, chamada MAN.

Vós haveis demorado bastante neste monte: seu egoísmo já está realizado em receber a Torá, a energia superior. Agora comecem a aplicar a Luz que está em vocês, e com a ajuda dela corrijam seu egoísmo.

Montanha: da palavra Irurim (dúvidas, distúrbios). Cada montanha ou deserto em que vocês andarem por 40 anos é quando vocês revelam gradualmente dentro de si mesmo novos vazios, contradições e dúvidas egoístas, e os corrigem.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”, 30/12/15

Ao Nível Do Pensamento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Deuteronômio” 1:3: E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme a tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles.

Pergunta: Como pode todo o povo de Israel ouvir a Moisés?

Resposta: Se bilhões de pessoas se unem entre si e uma propriedade compartilhada de mutualidade surge dentro delas, elas sentem umas às outras como se estivessem em um local físico, ou seja, elas estão tão unidas que não há distância, não há transições entre elas. Neste caso é possível se dirigir a todas as sete bilhões de pessoas da população mundial.

O que significa “se dirigir”? Você se funde com elas e tudo o que está em você é transmitido a elas no nível do pensamento.

Pergunta: Mesmo sem palavras?

Resposta: É claro! Nós estamos falando de um trabalho espiritual interno e não de ações físicas ou atributos de nosso mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/12/15

A Estrutura Rígida Das Doze Tribos

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 36:5 – 36:7: Então, instruído pelo Senhor, Moisés deu esta ordem aos filhos de Israel: “A tribo dos descendentes de José tem razão. É isto que o Senhor ordena quanto às filhas de Zelofeade: Elas poderão casar-se com quem lhes agradar, contanto que se casem dentro do clã da tribo de seu pai”.

Cada tribo simboliza os doze principais órgãos de um organismo. É possível arrancar uma parte do fígado e anexá-la ao baço, ou uma parte do baço e anexá-la aos pulmões? Portanto misturar as tribos era praticamente proibido.

Esse é um sistema rígido, onde cada um tem sua própria alma especial e precisa existir exatamente dentro desse órgão. Nem uma mulher, nem um homem, poderia se juntar a outra tribo. No entanto, após a destruição do Templo, quando os filhos de Israel caíram do nível espiritual, foram canceladas as restrições dos casamentos entre tribos.

A Torá, “Números”, 36:8 – 36:9: Toda filha que herdar terras em qualquer tribo israelita se casará com alguém do clã da tribo de seu pai, para que cada israelita possua a herança dos seus antepassados. Nenhuma herança poderá passar de uma tribo para outra, pois cada tribo israelita deverá manter as terras que herdou”.

Entre as pessoas religiosas até hoje existe uma definição muito clara de quem pertence a qual tribo. Por isso elas tentam se casar dentro de suas tribos.

Antes, se uma mulher de uma tribo se casasse com um homem de outra tribo, a terra herdada por ela era transferida para lá.

A “mulher” simboliza o egoísmo que se move de um para outro, ou seja, a sua “herança”, um desejo egoísta, é transferida junto com ela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/12/15

Comutação Entre As Partes Da Alma Comum

Laitman_151A Torá, “Números” 36:10 – 36:13: As filhas de Zelofeade fizeram conforme o Senhor havia ordenado a Moisés. As filhas de Zelofeade, Maalá, Tirza, Hogla, Milca e Noa, casaram-se com seus primos paternos, dentro dos clãs dos descendentes de Manassés, filho de José, e a herança delas permaneceu no clã e na tribo de seu pai. São esses os mandamentos e as ordenanças que o Senhor deu aos israelitas por intermédio de Moisés nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, do outro lado de Jericó.

A lei que proíbe a mistura está relacionada com o tempo, o lugar e a tribo. Ela transmite a combinação de várias camadas de todos os níveis da natureza: inanimado, vegetal, animal e humano. Todos precisam se conectar corretamente.

O apoio mútuo existia entre as tribos, mas não havia intromissão de uma tribo na outra. Da mesma forma que um órgão não pode invadir o outro no corpo humano.

Doze tribos é um esquema integral. O mundo também está dividido nas mesmas doze tribos, doze órgãos. Nós podemos adicionar a ele mais oito bilhões de pessoas e todas eles se encaixam neste regime.

Pergunta: Será que as tribos serão abolidas quando o mundo se tornar unificado?

Resposta: Eu não acho que elas serão abolidas. A perfeição só é conseguida devido ao fato de que há separação e combinação. Quando ela se tornar completamente harmoniosa, o mundo será completamente corrigido. A vantagem e a desvantagem permanecerão nela, propriedades opostas, mas elas irão se complementar e sempre se destacar e diferenciar uma da outra.

Na Torá há uma descrição muito clara de todas as leis possíveis de comutação entre as partes da alma comum que é construída através do processo de ascender quarenta degraus da chamada jornada de quarenta anos no deserto, quando o degrau de Bina, a correta interação conjunta, é alcançada, mas até agora apenas em relação à propriedade de doação.

Isso significa que eu não prejudico você e você não me prejudica. Nós restringimos o nosso egoísmo e aprendemos a subir acima dele, a coexistir sem tocar um ao outro: o seu é seu, e o meu é meu. E o próximo degrau é a conexão realmente correta de todas as partes da alma, quando elas colidem por seus desejos egoístas internos que crescem e criam entre si algum tipo de formação acima do egoísmo.

Então, antes de entrar na terra de Israel, elas atingem o estado completo de Bina e podem iniciar uma subida ao nível de Hochma. Esse é um grau muito elevado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”, 16/12/15

O Próprio Julgamento

Laitman_514_02Torá “Números”, 35:30: Todo aquele que matar alguma pessoa, conforme depoimento de testemunhas, será morto; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém, para que morra.

A Torá é a base até mesmo para as leis atuais. Os primeiros contratos de compra e venda vêm de Abraão, que comprou o terreno da caverna Mearat a-Machpelah para seu túmulo. Nos termos do contrato com Hebron, ele pagou 400 shekels de prata por ele.

Pergunta: O que significa, “conforme depoimento de testemunhas, será morto”?

Resposta: Uma evidência (prova) no tribunal pode se basear nas declarações de pelo menos duas testemunhas, sem relação com o suspeito.

Portanto, cada um deles foi interrogado separadamente, confundido de propósito, e suas declarações foram comparadas para determinar com precisão que as duas testemunhas não estavam conectadas de forma alguma e que não havia nenhuma relação, interesse mútuo, ou acordo entre elas. Só depois disso é que foi possível aceitar as suas declarações.

Uma testemunha é alguém que viu com seus próprios olhos o que aconteceu, e não apenas ouvi algo.

Na espiritualidade “ver o assassino” significa atingir o nível de Hochma, que é o nível de consciência completa do que está acontecendo dentro de mim.

Quando eu vejo como o egoísmo em mim destrói a inclinação ao bem que gostaria de me levar à frente, e não permite que eu faça uma boa ação, eu avalio isso de forma saudável. Afinal, só pela subida ao nível de Hochma eu posso me voltar contra o egoísmo.

Se, com exceção do estado atual, eu tiver mais um estado, mais uma testemunha (ou seja, eu vi alguma coisa, descobri algo dentro de mim), então, pela primeira vez, isso não é suficiente para mim. Se pela segunda vez eu chegar a ver o mesmo fenômeno e agarrá-lo em minha mente, pronto, é o suficiente para erradicá-lo em mim.

Portanto, eu tenho que ver o assassino ao menos duas vezes, subir duas vezes ao nível de Hochma.

Só então eu terei forças e habilidade para conduzir um julgamento justo, fazer a conclusão correta e erradicar esse fenómeno em mim.

“Subir ao nível de Hochma” significa perceber a fonte do que está acontecendo e conseguir subir acima dela, conseguir erradicar esse estado em mim mesmo a tal ponto que eu já não teria que corrigi-lo nesse grau.

Eu recebo de cima uma força tão séria de julgamento (julgamento também é o nível de Hochma), que a partir desse nível, a partir desse momento, já estou acima de todos os distúrbios. Por isso, é considerado que eu mato eles, elimino-os dentro de mim, e os corrijo.

De qualquer forma, tudo ocorre sem prisão e prisões; uma fuga é feita para a cidade de refúgio, ou a correção acontece no local.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/12/15

O Mundo Começa A Partir Da Noite

laitman_207A Torá, “Números”, 35:28 – 35:29: O acusado deverá permanecer em sua cidade de refúgio até a morte do Sumo Sacerdote, e somente depois da morte do Sumo Sacerdote poderá voltar à sua propriedade. Essas exigências legais serão para vocês e para as suas futuras gerações, onde quer que vocês vivam.

A morte do Sumo Sacerdote é uma mudança de todo o nível espiritual (Partzuf).

O Sumo Sacerdote simboliza Keter – a cabeça do Partzuf. Portanto, quando a cabeça é mudada, o controle de tudo muda: o povo, o país, etc. Tudo retorna à estaca zero, uma mudança do grau elimina o passado e um novo grau começa como se do zero.

Pergunta: Será que o homem tem que fugir novamente para cidades de refugiados no próximo grau?

Resposta: Claro, porque isso é necessário! O que a Torá indica certamente tem que acontecer porque está incluído no sistema global de egoísmo. É impossível corrigir a nossa natureza se não houvesse assassinos, ladrões, prostituição, brigas e outros problemas.

O egoísmo tem que se manifestar plenamente! É impossível sem isso. Afinal de contas, o mundo começa a partir da noite: “E foi a tarde, e foi a manhã, um dia”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/12/15

Quando Foi Escrita A Bíblia?

Laitman_137Comentário: Um grupo de cientistas da Universidade de Tel Aviv examinou a correspondência da força de guarnição em 600 a.C. na fortaleza de Tel Arad e concluiu que a Bíblia foi escrita vários séculos mais cedo do que se acreditava até agora.

Como todos nós sabemos, a Torá foi escrita após o retorno do exílio na Babilônia, pois não havia um número suficiente de judeus educados que pudesse escrevê-la. Agora, após essa descoberta, os cientistas estão reexaminando quando a Bíblia foi escrita.

Resposta: O primeiro livro sobre a sabedoria da Cabalá foi escrito por Adão cerca de 5770 anos atrás. Durante o tempo entre Adão e Abraão, houve vários outros escritos de diferentes Cabalistas. Abraão, como afirma Rambam, escreveu muitos livros Cabalísticos, mas apenas um permaneceu até os nossos dias, O Livro da Criação. Abraão, que viveu na antiga Babilônia há 3.500 anos, reuniu um grupo de pessoas que se tornou a nação de Israel com o tempo. Todos os membros do grupo tiveram que aprender a ler e escrever. Eles falavam hebraico porque o hebraico e o aramaico eram as línguas faladas na antiga Babilônia.

O grupo de Abraão foi fundado para alcançar o mundo superior na conexão entre as pessoas. Nessa base, eles naturalmente compreendiam a origem das letras, as raízes das palavras, e sentiam a linguagem dos ramos, os atributos superiores do mundo, que não têm nomes, chamados raízes, e são nomeados pelas suas consequências em nosso mundo, que se chamam os ramos.

Muitos livros foram escritos no tempo entre Abraão e Moisés porque todos os judeus eram altamente educados da época de Abraão em diante. Do exílio no Egito em diante, os judeus saíram do Egito em um nível totalmente diferente de consciência e realização porque durante a sua vida na escravidão eles conheceram o seu trabalho no ego. Durante os 40 anos de peregrinação no deserto, eles começaram a escrever a Torá para todas as nações.

É dito que Moisés ensinou aos seus alunos, juntamente com seu assistente Josué. Além disso, ele ensinou todos os povos, porque os Levitas se dedicavam à educação geral e ensino da nação.

Pergunta: Quanto tempo durou a escrita da Torá (Pentateuco)?

Resposta: A Torá foi criada gradualmente durante os 40 anos de peregrinação no deserto. Tudo o que a nação de Israel sofreu na prática ocorreu internamente em suas raízes espirituais, e eles expressaram isso no livro chamado Torá de Moisés.

Quando eles viveram na terra de Israel após a construção do Primeiro Templo e, em seguida, após a construção do Segundo Templo, eles escreveram todos os outros livros, incluindo os “Profetas” (Naviim), as “Sagradas Escrituras” (Ketuvim), e a Mishná.

A partir do momento em que os dois templos foram destruídos e antes que eles fossem exilados, o Talmude foi escrito, e todos os outros livros foram escritos enquanto eles estavam no exílio.

A Torá diz que não havia uma criança de Dan a Beer Sheba que não conhecesse as leis judaicas e que não soubessem ler e escrever. Elas sabiam a maioria dos livros de cor, porque esse era o método antigo de estudar; os alunos tinham que aprender de cor o que o professor ensinava.

Pergunta: Isso significa que nunca houve uma pausa na alfabetização.

Resposta: Desde o tempo de Adão, nesses círculos onde os Cabalistas viveram, houve uma alfabetização quase universal. Abraão erradicou o analfabetismo entre os antigos babilônios que se juntaram a ele.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/04/16

Desfazendo Mitos Sobre A Cabalá, Parte 4

laitman_527_04A História Sobre Subir Os Degraus Do Amor

Pergunta: Sobre o que a Torá escreve, de acordo com a sabedoria da Cabalá? Ela descreve os acontecimentos históricos?

Resposta: A Torá descreve o sistema superior que governa o mundo inteiro, inclusive eu. Ela explica como posso revelar esse sistema e estabelecer a relação direta, “curta” com o meu Criador.

A Torá dá à pessoa a oportunidade de trazê-la ao amor do Criador através do “ama ao próximo como a si mesmo”. O amor é a conexão mais profunda, íntima e interior. A Torá leva a pessoa a essas relações com toda a humanidade e com o Criador. Essa não é apenas espiritual, mas também a instrução completa.

Pergunta: Ainda assim, os eventos descritos na Torá realmente aconteceram?

Resposta: Esses estados ocorreram dentro de uma pessoa que estava no processo de alcançar o Criador, corrigindo suas propriedades a tal ponto até que elas seriam iguais às propriedades da força superior, e subindo os degraus de amor e doação.

Pergunta: Moisés e Abraão existiram?

Resposta: É claro que existiram. Todos os estados espirituais descritos na Torá também foram realizados nos ramos materiais deste mundo. Cada raiz espiritual tem que tocar o seu ramo de material e ser manifestada nele.

Pergunta: Quem foi o primeiro homem, Adam HaRishon, de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Um homem cujo nome era Adão viveu 5.777 anos atrás. Ele é considerado o “primeiro homem”, porque foi o primeiro a revelar o Criador, a força superior, e ele escreveu um livro sobre isso intitulado Anjo Raziel.

Ele era uma pessoa como você e eu. Depois dele, somos chamados de povo “, filhos de Adão” (Bnei Adam) uma vez que todos nós viemos dele.

Isso não é porque ele foi o primeiro ser humano nesse mundo depois dos macacos. Assim como outras pessoas, ele nasceu de uma mãe e pai. No entanto, Adão é chamado de primeiro homem porque foi o primeiro que revelou o sistema superior e a força superior existente no seu interior, que rege todos nós.

Pergunta: Há quanto tempo o mundo existe de acordo com a sabedoria da Cabalá: 5.777 anos ou 14 bilhões de anos?

Resposta: Obviamente, o mundo existe há 14 bilhões de anos. Os livros Cabalísticos descrevem o Big Bang e a evolução do mundo. Baal HaSulam escreve como a Terra estava atravessando os períodos de aquecimento e arrefecimento por 30 milhões de anos. As pessoas simplesmente não entendem o que está realmente descrito na Torá, e, portanto, se confundem.

Mesmo 400 anos antes de Darwin, o grande cabalista Ari escreveu que um ser humano se desenvolveu de um macaco e esse desenvolvimento levou dezenas de milhares de anos. Todas as evidências obtidas das escavações arqueológicas são verdadeiras. A Cabalá é uma ciência ao invés de uma crença cega. Ela é baseada na pesquisa da realidade dos Cabalistas. Essa pesquisa lhes dá a compreensão do mundo.

Comentário: Nem tudo descrito na Torá parece ser como eventos reais. Por exemplo, eu nunca encontrei na minha vida uma cobra que pudesse falar ou um mar que pudesse se dividir.

Resposta: A Torá não fala sobre o nosso mundo, mas sobre o mundo superior. No entanto, todas as raízes espirituais chegam ao nosso mundo e o governam. Por exemplo, a serpente original é o nosso egoísmo, que fica dentro de nós e nos tenta o tempo todo.

A serpente, Adão, e Eva descritos na Torá são as propriedades espirituais internas que existem em cada um de nós. A Torá fala sobre as propriedades espirituais internas dentro de uma pessoa. Quando a pessoa se desenvolve através do estudo da Cabalá, ela alcança as forças existentes dentro dela, que se relacionam entre si como Adão, Eva, a serpente, a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esse é um diálogo interno dentro de uma pessoa.

Moisés e Aarão existem dentro de cada um de nós. Todo mundo revela o livro da Torá e o encontra dentro de si mesmo. A nação de Israel e as nações do mundo, Nabucodonosor e os Macabeus, são diferentes forças da nossa alma.

Dentro de nós há sempre uma batalha entre as forças do bem e do mal, das quais somos criados, como é dito “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá como complemento a ela, como um remédio para a sua correção”.

A força do mal está em constante crescimento dentro de nós, manifestando-se com mais força a cada dia. Ao mesmo tempo, nós temos que atrair a força do bem, a Luz da Torá que nos devolve a nossa fonte, através do estudo da Cabalá. Assim vamos constantemente equilibrar a crescente força do egoísmo com a força do bem.

Programa da Rádio Israelense 103FM, 28/02/16

Nova Vida # 706 – Cultura Judaica: A Luz Na Torá

Nova Vida # 706 – Cultura Judaica: A Luz Na Torá
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

O Rav Laitman conta a história de sua vida, sobre seu avô, a sinagoga na Rússia, e sua busca quando chegou a Israel. O desejo de saber o que está por trás dos rituais judaicos o trouxe à sabedoria da Cabalá. A Cabalá nos ensina que há uma força especial na natureza chamada Torá.

A Torá não é um livro, mas a força para a correção do ego de uma pessoa. Quando nos conectamos, podemos atrair juntos a força da Torá, que irá construir o amor entre nós e revelar o Criador para nós.

No mundo material, nós temos diferentes símbolos que indicam as raízes espirituais superiores. A Luz na Torá é a força que existe na natureza como outras forças, e nós podemos revelá-la na conexão entre nós. Essa força não está em um livro na Arca Sagrada escrita em pergaminho. O livro é apenas um símbolo dessa força. Essa é a razão que se diz: “Eu preferiria que eles Me deixassem e mantivessem minha Torá, uma vez que a Luz nela reforma”. Nós temos que prestar atenção nos outros, o que significa querer atingir o estado das boas relações entre nós, de modo que sejamos como um homem com um coração.

A Luz nos dá as respostas às perguntas existenciais, tais como: Para que estamos vivendo? Por que não podemos receber tudo?

Todos compreendem a Torá de acordo com as suas próprias capacidades. Assim, os Cabalistas não veem histórias na Torá, mas fases de correção. A Luz é uma força natural que pode ser identificada com o dispositivo adequado, e esse dispositivo é a conexão especial entre nós.

De KabTV “Nova Vida # 706 – Cultura Judaica: A Luz Na Torá”, 17/03/16

Nós Podemos Ensinar A Torá A Todos!

Laitman_137Pergunta: Por que você acredita que tem permissão para ensinar a Torá às pessoas que não são judias?

Resposta: De acordo com a Torá, o objetivo da criação é trazer todos os seres criados à adesão com o Criador. A adesão é atingida pela correção do ego em amor, como se diz: “ama teu amigo como a ti mesmo; essa é a grande regra da Torá. “Os judeus são uma nação que deve cumprir a regra do Criador em primeiro lugar, e depois ensiná-la a todo o mundo. Isto é o que a sabedoria da Cabalá diz e o que eu acredito. Vou me referir aos seguintes itens:

A fonte da proibição

O rabino contemporâneo Yoel Shwartz, diz: um não judeu que estuda a Torá comete um pecado. É proibido aos judeus ensinar a Torá aos gentios. A proibição para um gentio estudar a Torá é mencionada pela primeira vez no Talmude Babilônico: Rabi Yochanan disse: “Um gentio que estuda a Torá deveria morrer, como se diz, ‘Moisés nos deu a lei, como herança da congregação de Jacó’. (Deuteronômio 33:4). Este é o nosso legado e não deles!” (Sinédrio 59:1).

“É proibido ensinar a Torá aos gentios” (Hagigah, 13:1). Rambam cita o Rabi Meir como a autoridade, ‘um gentio que estuda a Torá deveria morrer, e eles estão autorizados a estudar apenas o que está relacionado com os sete mandamentos’ (Mishná Torá, as Leis dos Reis 10:9).

Shmuel Abuav, que viveu no século XVII, disse: Os cristãos usam os escritos judaicos para provar a confiabilidade de sua fé e por isso é proibido ensinar-lhes a Torá.

No entanto, existem muito poucos exemplos de rabinos famosos que ensinaram a Torá aos gentios. Um professor do pesquisador alemão do judaísmo Johan Raichlin foi o compositor dos comentários clássicos da Bíblia, “Nossa História“. Tais pessoas conheciam a Halacha e não poderiam quebrar conscientemente as regras da Torá!

Rambam disse que é proibido ensinar a Torá apenas para os gentios que não reconhecem a natureza divina da Torá. “Nós podemos ensinar a Torá aos cristãos, porque eles acreditam que a nossa Torá foi dada a nós por Deus, por nosso professor Moisés (Pe’er Ha’Dor, 38).

O estudioso do Talmudee da Idade Média, Menachem HaMeiri, disse que, se um gentio estuda a Torá por curiosidade, não é proibido ensiná-lo. Isso se tornou relevante nos tempos modernos, quando surgiu a questão de saber se é permitido ensinar matérias judaicas em universidades.

O rabino americano Jacob Weinberg disse que quando um gentio estuda a Torá para fins académicos, não há proibição de fazê-lo. Ele era professor na Universidade não-judaica de Giessen, na Alemanha, que ensinava a Torá e o Talmudee.

No século XIX, o rabino lituano Israel Salenter sonhou em transformar o Talmude em um dos temas nas universidades não-judaicas e naquele tempo apenas gentios estudavam nas universidades.

Ensinar grupos mistos

Autoridades em Halacha, tais como Jacob Weinberg, Isaac Klein, Moshe Finestein, Ovadia Yosef e outros, afirmaram que a proibição de ensinar a Torá se refere apenas a um grupo que é totalmente não-judaico, mas é possível ensinar a Torá a um judeu na presença de gentios, mesmo que eles também possam estudar.

De acordo com o rabino Finestein, um escravo não judeu de Raban Gamliel, Tabie, é mencionado no Talmude como um grande especialista na Torá. Tabie adquiriu seu conhecimento quando estava presente nas lições dadas por Raban Gamliel aos seus estudantes judeus. Os sábios do Talmude não tinham nenhum problema em ensinar a Torá, mesmo quando havia não-judeus entre os ouvintes.

O sétimo rabino de Lubavich elogiou o estudo da Torá pelos modernos meios de comunicação e nas línguas modernas, embora essa forma de ensino incluísse muitos leitores e ouvintes não-judeus.

Restrição: A proibição de ensinar a Torá aos não judeus é anulada se houver um decreto do governo, porque desobedecer tal decreto pode pôr em perigo a comunidade judaica. Hoje qualquer tentativa de separar alunos judeus de não-judeus em instituições acadêmicas pode suscitar respostas negativas. Assim, um professor judeu pode acreditar que está constantemente sob o decreto do governo que anula a proibição de ensinar a Torá aos não-judeus.

Existe uma proibição de ensinar a Torá aos não-judeus?

Rav Isaac Ilinburg (1550-1623) percebeu que seus colegas italianos ensinavam a Torá aos não-judeus. Ele enfatizou que nem Rambam nem outras autoridades em Halacha mencionaram a proibição de ensinar a Torá aos não-judeus.

Ele concluiu, assim, que as expressões paralelas em Masechet Hagigah não são a Halacha em tudo. Ele disse que não estava pronto para declarar isso publicamente só por medo das reações de seus colegas.

Rav Arie-Leib Ginsburg (2695-1785), o autor do Rugido do Leão, tem a mesma opinião.

Resumo:

A história nos fornece inúmeros exemplos de não-judeus que estudaram a Torá e usaram o seu conhecimento não para prejudicar a nação judaica, mas em seu favor, a fim de contradizer as falsas acusações contra o Judaísmo.