Textos na Categoria 'Oração e Intenção'

Precisamos Orar Por Todos

laitman_624_02_0Pergunta: Como nós nos dirigimos corretamente no momento de ler O Livro do Zohar para curar todos os problemas de cada pessoa individual, o povo de Israel e o mundo inteiro?

Resposta: É preciso orar, pedir, para estar integrado à dor das pessoas próximas a nós e também àqueles que estão longe. Mas não oramos por uma determinada pessoa que está doente, mas pela correção da doença geral que se revela diante de nós agora através do problema de uma pessoa em particular.

Uma pessoa deve orar pela correção geral, porque o que vemos é apenas uma expressão particular do problema geral. Assim é como a oração deve ser organizada.

Pergunta: Por que uma oração por todos é mais prática do que um pedido por uma pessoa especial que está mais perto do meu coração?

Resposta: Um pedido por uma determinada pessoa está perto do seu ego. Por um lado, você é mais estimulado pelo que está perto de você. Mas, por outro lado, qual é a diferença se o desejo de doação é o de doar a alguém perto ou alguém longe?

Não existem limites para a Ohr Hassadim (Luz de Misericórdia); ela se estende por todos os lugares com a mesma intensidade. Então, por que você quer orar por alguém em especial?

Nós sabemos que todo mundo está conectado com todo mundo e que só há uma alma. Portanto, cada defeito que é revelado em alguém é o resultado da doença geral. Então, como é possível curar uma pessoa em particular sem curar a doença geral? É necessário orar por todos.

Se você está pronto para corrigir todo mundo através da sua oração, então a pessoa em quem você viu algum tipo de doença também será curada. Caso contrário, isso não funciona. Afinal, nós estamos num sistema global, num único sistema. Suponha que alguém esteja doente com gripe, você não pode curar só ele; em vez disso, você deve curar a epidemia em todo o mundo, porque é um sistema geral.

Não pode ser que haja um defeito em um só lugar, mesmo que nos pareça que vemos apenas um componente danificado. O dano não está só nele, mas também em todo o sistema. É só em relação a você que isso é apresentado como um defeito num amigo. Você deve cuidar da sociedade em geral, e os problemas específicos que você vê são apenas uma resposta para o problema comum. Um componente isolado não existe de forma alguma, nem em mim ou em qualquer outro. Se eu vejo isso, é uma indicação de que o sistema está doente.

Nós vemos isso no mundo. Se quisermos corrigir alguma parte do governo ou da sociedade, nada vai ajudar, porque não abordamos isto corretamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/06/14, O Zohar

Boas Intenções Com Ações Erradas

Dr. Michael LaitmanTorá “Levítico” Kedoshim 19:12: Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanarás o nome do teu Deus. Eu sou o Senhor. “Nem jurareis falso pelo meu nome” significa evitar o autoengano, uma condição em que a pessoa pensa que é capaz de doar completamente e implementar as qualidades de amor, mas não age desta forma internamente.

Existem vários níveis de violação da propriedade de doação e amor: por ignorância, equívoco, confusão, ou motivo de doença. Em outras palavras, existem vários pequenos problemas e disfunções em nosso egoísmo aos quais não prestamos atenção. A pessoa precisa examinar e, gradualmente, corrigi-los, de modo a esclarecer totalmente o seu ego, na medida em que este se torna transparente, corrigido e doador.

Isso explica por que a pessoa tem que testar a si mesma e trabalhar duro nestes problemas. A tendência mais difundida entre nós é roubar. Por exemplo, quando nós avançamos na autocorreção, nós pensamos que podemos trabalhar com esses tipos de desejos. O nosso egoísmo nos ajuda convencendo-nos de que “está tudo bem; você está trabalhando em prol da doação”.

Na verdade, nós podemos até mesmo servir os outros e tentar agir para o bem da humanidade. No entanto, de repente, torna-se óbvio para nós que tudo o que já fizemos nessa direção ainda foi para o nosso próprio bem. Acontece que nós recebemos algo em troca em todos os momentos e o prazer que sentimos é a razão para as nossas ações. É dito: “O caminho para o inferno está cheio de boas intenções”. As intenções pareciam boas, mas nossas ações eram más.

Para nos controlarmos, nós temos que estudar o Talmude, porque ele explica essas coisas em seus mínimos detalhes.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Deus Existe?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a sabedoria Cabalá é uma ciência e não uma religião, isso significa que você nega a existência de Deus?

Resposta: Eu nego a existência de Deus no sentido que uma pessoa religiosa O percebe: como alguém que existe nma figura corpórea.

Deus é o atributo geral de amor e doação que sustenta todo o universo e todos os mundos. É a força positiva (o que a sabedoria da Cabalá chama de Luz) que criou a matéria e desenvolve esta matéria para se assemelhar a Ele. Esta força se chama Deus, ou o Criador ou Superior, simplesmente porque Ele é superior a todas as outras forças.

As nossas relações mútuas com essa força não são baseadas no princípio humano que implica que Deus pode sentir pena, perdoar ou nos punir. Nós estamos lidando com um sistema de Providência que percebe as nossas ações e responde em conformidade, sem qualquer arrependimento, misericórdia, etc.

Ele não é o Deus que as pessoas religiosas se referem quando choram e imploram para que Ele seja misericordioso e clemente. Nós vemos isso ao longo da história; os nossos gritos e nossas súplicas são inúteis, porque isso não é o que o sistema chamado de Criador exige de nós.

O significado da palavra “Deus” – “Elokim” em Gematria (numerologia) é igual em valor à palavra “Natureza – Teva“, já que a Natureza e Deus são a mesma coisa.

De KabTV “Uma Opinião Especial” 17/08/14

Oração No Final De Todos Os Esforços

laitman_236_01Rabash Carta nº 57: “Eu não lhe disse essa verdade para que você não saia e não se desespere da misericórdia. Embora você não veja nada, mesmo quando a medida dos esforços é completa, este é o momento de oração”.

Pergunta: A oração é parte do esforço ou vem separadamente?

Resposta: A oração é o resultado de todos os esforços. Quando você faz um esforço completo e a medida é completa, a oração nasce. Você precisa fazer tudo o que está em suas mãos e força, e depois disso vai entender que só o Criador é capaz de implementar seu plano. Então você vai se voltar a Ele!

Pergunta: O que significa completar a sua medida de esforço?

Resposta: Significa completar todos os tipos de tentativas para se conectar com amigos, a fim de doar ao Criador. E você se desespera por não atingir realmente a verdadeira qualidade de doação, você irrompe com uma oração.

No começo você só ouve que é bom chegar à doação, mas você precisa chegar a um estado em que quer ser aquele que doa; você implora por doação, como se não pudesse viver sem ela.

Você não consegue medir o seu vaso e, a julgar pelo fato de que ele está vazio, você decide que terminou a sua medição de esforço. A partir de um estado forçado você irrompe uma oração, pela qual receberá imediatamente uma resposta, e então a mudança acontece. De acordo com essas mudanças você entende que terminou a medida do esforço.

A oração vem depois que o homem verifica a si mesmo e vê que é impossível mudar algo por si mesmo; pelo contrário, tudo está nas mãos do Criador. E isto o leva à adesão com o Criador.

Você não é obrigado a criar esta oração artificialmente. Mas, naturalmente, de dentro de você vai irromper seu grito, que será a sua oração. A oração é o trabalho do coração.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Procure O Criador Onde Quer Que Ele Se Encontre

Laitman_524_01Pergunta: Como uma pessoa tem êxito no entendimento de que depende do ambiente?

Resposta: Os golpes “endireitam” o desejo de desfrutar, dão-lhe forma, como amassar a massa e, por vezes, bate-la. Uma pessoa não pode alcançar o mesmo resultado por si mesma, porque o poder de proteção do ego não vai deixa-la sofrer.

Ela não quer que se curvar, nem mesmo diminuir-se um pouco. Ela vai se torcer em todas as formas possíveis; o principal é não permitir uma mudança em sua forma, o que é vantajoso para o ego.

Diz-se que não há momento mais feliz na vida de uma pessoa do que quando ela descobre o fracasso suas próprias forças e que somente uma oração resta para ela. E que a oração deve passar pelo ambiente, pela sociedade; você não tem outro caminho. O Criador é encontrado no ambiente, no grupo, no todo, nas pessoas. Portanto, quando você se volta ao Criador, você precisa se voltar por meio do Kli coletivo.

Você deve ser incluído no mesmo Kli onde o Criador é encontrado. Não há Luz sem um Kli; por isso, se você quiser se voltar ao Criador, você deve se voltar ao mesmo Kli onde Ele é encontrado.

Eu preciso de eletricidade. Como posso obtê-la? Você não pega um relâmpago do céu; em vez disso, você se conecta a uma bateria ou tomada onde a eletricidade é encontrada. Você deve se conectar a ela onde quer que ela esteja e obter a eletricidade dela através de um instrumento.

Você não pode se voltar ao Criador diretamente, egoisticamente, do jeito que você queria e pensava fazer antes. Agora, você entende que o Criador se encontra dentro de uma sociedade. Embora você tenha chegado a esta conscientização através de golpes, você pode evitar golpes e economizar tempo ao falar e ler sobre isso; em última análise, encurtando o tempo através desta influência.

O resultado ainda é o mesmo, mas você já começa a procurá-lo dentro do Kli onde Ele é encontrado. Todas as almas estão à procura de como se conectar a Malchut de Atzilut, pois é aí que o Criador é revelado.

ZeirAnpin está desconectado de nós e nós não sabemos o que ele é. Nós recebemos uma cópia dele e sua influência através de Malchut. Através de nossos esforços, Malchut se apega a ZeirAnpin e recebe Luz dele de acordo com as nossas deficiências. Nós trabalhamos por meio dos Kelim. Mesmo realizações são os nossos Kelim.

Em todas as circunstâncias em nossas vidas nós nunca medimos o poder em si, mas apenas a sua influência em alguma coisa. Isto é porque nós somos criaturas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/14, Escritos do Rabash

Por Que Ainda Não Há Resposta?

laitman_571_02Tudo depende dos esforços exercidos por uma pessoa. É natural que cada vez descubramos um desejo maior. É por isso que um esforço maior é exigido de nós, mais desespero para o qual não há resposta.

Mais uma vez, nós fazemos esforços, e novamente revelamos um desejo maior. Então, de novo e de novo, até que empregamos a plena medida de esforço e frustração.

Como resultado de todos esses esforços, eles permanecem sem resposta; a realização vem a nós, o que significa que nada depende de nós! Tudo está nas mãos da força superior, e se só ela tiver piedade de nós, então nós podemos começar a trabalhar pela doação.

Nós mudamos e nos tornamos mais conscientes do que é uma verdadeira oração, adesão e dependência da força superior em todas as fases desses esforços. Torna-se claro porque ainda não há nenhuma resposta: porque a nossa oração é impura. Ela esconde uma intenção egoísta para si mesmo.

É impossível reduzir o número destas tentativas frustradas, porque cada centavo é adicionado à conta total. Nós somos obrigados a passar por todas elas, uma por uma, e tudo depende da velocidade do nosso compromisso para com este “sprint”, depende se não aplicamos freios quando a Luz está acenando à frente ou empurrando-nos por trás, ou não trabalha.

Finalmente, nós chegamos a uma oração verdadeira, sabendo o que exigimos ao concordar com este pedido e desejando-o. Isso já emana de nós, porque nós realmente queremos alcançar a doação, sem qualquer consideração por nós mesmos, desejando tal doação de todo coração e alma. Nós acreditamos que não há melhor estado do que o poder de devoção à doação, ao Criador, e pedimos apenas isso.

Por causa de todas essas ações, o nosso pedido se transforma de egoísta em altruísta, então ele se corrige e se torna um grito correto, que recebe uma resposta que vem de Cima.

É impossível obter qualquer coisa sem uma necessidade por ela. Todo o nosso trabalho e todos os estados em que nos encontramos têm como objetivo essencial que nós peçamos as coisas corretas, que já tinham sido previamente preparadas para nós. Tão logo nós pedimos por elas, imediatamente obtemos uma resposta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Conhece O Deus De Teu Pai E Serve-O

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, Kedoshim, 19:4: Não vos virareis para os ídolos nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus. Um ídolo é algo que obtemos a priori, sem qualquer prova, e deve ser tomado com base na fé, sem tentar compreendê-lo. Isso não é feito no nível do ser humano.

A pessoa deve observar os níveis de doação e amor mútuo entre nós, revelar, estudar e trabalhar com eles. Ela deve compreender plenamente, entender e sentir o sistema com o seu coração e mente. Só então ela pode dizer que não adora ídolos, nem aceita qualquer coisa de forma aleatória.

Apesar do fato de que esta é uma vida muito difícil, o Criador coloca esses problemas diante de nós para que possamos alcançar o nível de Adão (humano) e não permaneçamos no nível animal.

Portanto, não podemos nos dar ao luxo de aceitar algo como verdadeiro. O Criador quer que O estudemos: “Conhece o Deus Teu Pai, e serve-O”; ou seja, o maior ponto de nossa ascensão é a percepção e a conquista do Criador.

Comentário: Às vezes, a pessoa quer se desconectar de tudo, de modo que possa simplesmente ser levada adiante.

Resposta: É assim como o nosso egoísmo funciona dentro de nós. Por um lado, o ego sempre nos acompanha durante o correto desenvolvimento. Por outro lado, há a necessidade de uma distinta realização espiritual, desenvolvimento e absorção, caso contrário ela não se saciar sua sede ou sente a si mesma.

Doação é a fonte de água limpa que sacia a sede.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 23/03/14

Como Nozes Num Saco

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma podemos ajudar uns aos outros a empurrar o nosso vagão comum e avançar?

Resposta: Tudo o que é dito numa lição deve ser internalizado no coração de uma pessoa, de modo que ela vai começar a viver isso. Tudo o que é coberto por nós deve se mover para os Kelim, suas emoções, a fim de formatar e organizar seus desejos internos para que a pessoa sinta dentro de deles os fenômenos que ouviu falar.

Cada um está certamente familiarizado com o texto que nós já lemos muitas vezes anteriormente. Porém, a ação espiritual mais simples só pode ser realizada se pensarmos em como conectar os nossos Kelim quebrados. É necessário visualizar a imagem com precisão e clareza para nós mesmos: o envelope egoísta dentro do qual a centelha espiritual está envolvida não nos permite conectar uns com os outros.

Mesmo que nós tenhamos que tentar várias vezes nos conectar com a intenção correta, nós certamente não estamos prontos para isso. A partir disso, um verdadeiro grito pelo Criador vai sair de cada um de nós para permitir e nos ajudar a conectar.

Cada um está em sua cápsula ou bolha egoísta, dentro da qual a centelha de doação é mantida em cativeiro. E nós pedimos ao Criador que nos ajude a conectar, mesmo que cada um esteja envolvido numa casca externa, egoísta e rígida, como nozes num saco, como Baal HaSulam descreveu. Apesar de tudo isso, as nozes com as quais podemos nos conectar estão dentro do saco.

Para isso, nós temos que descobrir o nosso verdadeiro estado e não nos esconder ou fugir dele. Isso é porque é muito desagradável sentir a nossa verdadeira essência egoísta, que é subitamente descoberta depois de tantos anos de esforço para alcançar a doação. Assim, a oração nasce dentro de nós.

A Luz Superior chega apenas se houver uma carência por ela. E nós temos que atingir essa carência, pois é impossível gritar artificialmente. Por isso, nós precisamos tentar imaginar a nossa forma correta e verdadeira, e já estamos chegando perto dela. A ampla disseminação é muito útil com isso, já que através dela nós avançamos nos últimos dois meses mais do que em vários anos anteriores.

Só a oração certa vai ajudar quando sentirmos que não estamos prontos para se conectar. Isto é porque nós esperamos descobrir o Criador com a intenção correta, ou seja, doar a Ele e não a nós mesmos. Para isso, é necessário que uma revolução radical aconteça, uma revolução interna dentro dos nossos Kelim, que depende de todo o nosso grande grupo mundial.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

Alcançar O Céu

Dr. Michael LaitmanNa época que o povo de Israel deixou a Babilônia, havia duas tendências. Desde então, essas duas tendências, esses dois mundos, têm existido um dentro do outro. Os judeus foram misturados com humanidade, e ao mesmo tempo, não se dissolveram nela. Eles se espalharam, mas não conseguiram desaparecer; pois em sua fonte, eles são uma sociedade completamente diferente, que está conectada e ligada entre si de outra forma.

Essas duas tendências não podem se misturar. O povo judeu e os outros povos têm tais fontes naturais e espirituais diferentes que uma separação muito clara e tangível existiu e ainda existe entre eles. Isso é impossível de descrever e compreender.

Houve um tempo em que a Babilônia, o berço da humanidade, era como uma família. Depois, ocorreu uma grande erupção do ego e o Rei Nimrod chegou ao poder. A Babilônia, de maneira fundamental, se tornou a capital de todo o avanço daqueles tempos: do misticismo, do oculto, etc.

A Babilônia estava realmente no centro da humanidade. E neste centro, um pequeno ponto foi criado. Era o sacerdote babilônico chamado Abraão, seu pai Tera e seu avô Naor. Eles eram grandes mestres da sabedoria, homens cultos, astrólogos e cientistas. Eles formavam uma família muito educada para aqueles tempos.

De repente, na Babilônia, problemas e diferenças de opinião emergiram. A erupção do ego separou as pessoas e causou brigas, conflitos, lutas entre irmãos, e outros problemas que não existiam no passado. Uma necessidade foi descoberta por tribunais, advogados, guardas, policiais, etc. De fato, os princípios capitalistas de repente começaram a se materializar.

A família de Abraão participou ativamente disso, porque estava essencialmente envolvida no trabalho ideológico com a população.

Assim, os babilônios atingiram uma situação em que decidiram construir a Torre de Babel, o que significa que alegoricamente ela chegou aos céus. Sua arrogância cresceu em dimensões tais que o seu poder, eu diria, a sua audácia e ousadia, explodiu tanto que eles queriam alcançar as estrelas.

Abraão começou a investigar o assunto, porque este assunto tocou-lhe diretamente. Eu acho que ele começou sua investigação por razões totalmente egoístas. Afinal, se as pessoas queriam alcançar as estrelas, isso ameaçava sua profissão, riqueza, poder e autoridade.

Pergunta: Então, no início Abraão decidiu ir num caminho científico simples?

Resposta: Ele tinha que resolver este problema. As pessoas primeiro se voltavam a ele para aconselhamento sobre problemas simples diários: será que elas deveriam irrigar os campos ou não, deveriam ir à pesca ou esperar, quem deveria se casar? Elas perguntavam coisas assim. Mas as pessoas se tornaram tão egoístas, tão imersas no narcisismo, e tão seguras de si, que era como se parassem de sentir uma necessidade por ele.

Abraão sentiu que elas o evitavam, e esta situação ameaçava seu futuro.

Compreensivelmente, eu estou exagerando um pouco, mas, em princípio, deve-se notar que no início ele era um egoísta comum. Ele fazia estátuas de ídolos e as vendia lucrativamente para a comunidade, que as adoravam. No final, todos lucravam com isso, já que a comunidade recebia um sentimento de segurança e Abraão recebia seu lucro.

De repente, as pessoas deixaram de estar satisfeitas com estátuas. Elas sentiram que estavam acima delas. Isso estava ameaçando o próprio Abraão, o seu futuro, a sua profissão e seu status. Então ele começou a investigar o que aconteceu.

É necessário dizer que, em seu coração, ele era um verdadeiro investigador. Em outras palavras, a verdade era mais importante para ele do que seu ganho pessoal.

Quando ele explorou a natureza do fenômeno que havia encontrado no ambiente da Babilônia, Abraão viu uma tendência muito interessante no desenvolvimento do ego. Durante este processo, as pessoas começaram a negligenciar seus ídolos, pois seu ego se tornou como um deus para elas. E nesse sentido, a satisfação, o desejo e a glorificação do ego substituiu todos os outros cultos.

Na era moderna, nós vemos os mesmos processos em todo o mundo. Por que as pessoas se afastam da religião? Porque o ego cresceu nelas. “O que eu tenho que ver com a divindade que está sentada quem sabe onde, se tenho a minha própria divindade: meu ego, meu eu, que é mais importante para mim do que qualquer outra coisa?”

Até agora, judeus e cristãos têm se afastado de sua religião em massa, e no mundo muçulmano, a luta contra o fundamentalismo está acontecendo, uma vez que também estão passando por um processo que os afasta da religião. Quanto aos indianos, eles também têm a mesma luta, mas em silêncio e de forma encoberta. Sua forma é um pouco diferente, mas também está levando ao mesmo objetivo.

Não há nada a fazer sobre isso, uma vez que esta é a forma universal de desenvolvimento. No entanto, uma vez que cada nação tem uma finalidade diferente, isso se expressa de diferentes maneiras.

De qualquer forma, o ego se tornou uma nova religião. Isso é apenas como era no antigo Egito, quando o Faraó disse: “Quem é o Criador para que eu ouça a sua voz? Eu mesmo sou supremo”.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia. Quando Abraão investigou este fenômeno, ele descobriu sua essência: o ego cresceu para tais dimensões que se tornou a imagem ativa central, o poder supremo. Mais elevado na hierarquia da adoração pessoal: para mim não há nada maior do que o meu ego.

E assim Abraão pensou: Como, em geral, é possível enfrentar esse ego?” Suponha que ele realmente é a coroa da criação, o poder supremo da natureza. Na verdade, pelo que eu vejo, a impressão é criada de que o ego humano domina tudo. Ele destrói e constrói; tudo de bom e tudo de ruim é feito apenas por ele, com a sua ajuda, e por sua causa. Mas se o seguirmos cegamente, vamos destruir tudo e aniquilar uns aos outros e toda a civilização”.

Isto é o que Abraão viu. E ele foi ajudado pelo rei Nimrod que ofereceu a sua própria solução: separar-se e distanciar-se um do outro, para acalmar as coisas, e espalhar-se por todo o espaço compartilhado.

Nimrod foi muito inteligente. Ele entendeu que não podia fazer nada contra o que estava acontecendo por si mesmo. Assim, ele trabalhou em prol do processo de separação.

Mas Abraão olhou para a frente: “Ok, vamos nos dispersar. E o que vai acontecer em seguida? Afinal de contas, esta é apenas metade do trabalho. Nós realmente devemos acalmar os babilônios que anteriormente viviam como uma família e se tornaram odiosos entre si. Mas isso só atrasa a descoberta da solução e, a partir deste aspecto não nos aproxima.

“A verdadeira direção egoísta exige que, pelo contrário, nós cooperemos e nos consolidemos. É verdade que o ego separa e nos incita um contra o outro, onde há um conflito de interesses. Mas, por outro lado, nos conecta para que possamos desfrutar um ao outro”.

Portanto, o desenvolvimento egoísta é ambos, e dentro dele existem aspectos opostos. Então, todo mundo sentia isso, mas não sabia como usá-lo.

“Eu sei que eu não posso viver sem o meu vizinho. Sim, eu preciso ficar longe um pouco, estar distante dele onde nós perturbamos um ao outro. Eu suponho que há um rio que corre entre nós agora, ou uma escada se encontra entre nós. Mas, por outro lado, o vizinho produz alguma coisa e eu produzo algo, para que possamos ajudar uns aos outros e, apesar de tudo isso, nós precisamos estar conectados para o bem da nossa satisfação egoísta”.

Aqui o problema de como podemos cooperar corretamente uns com os outros é imediatamente revelado. O exemplo mais claro é os europeus com o seu mercado comum. Quando eles estavam separados, existiam de forma razoável. Certamente, eles estavam lutando o tempo todo, mas existiam. Eles queriam se conectar e não sabiam como fazer isso. Em outras palavras, era ruim de um lado e ruim por outro, e eles não sabiam como trabalhar com o ego.

Mas, na realidade, é impossível trabalhar com ele. Esse problema ficou claro desde o início. Tanto Abraão como Nimrod estavam diante do problema de como transformar o ego numa força vital. Como eu uso o meu ódio para com os outros, a minha dependência dos outros, o meu desejo de dominar os outros numa forma positiva? Nesse sentido, a mesma atitude existe dos outros em relação a mim, que é o desejo de dominar, odiar, conquistar, e assim por diante. Como alguém traz tudo isso para um denominador comum?

Afinal de contas, se não resolvermos o problema, estaremos constantemente imersos em disputas, aniquilação, guerras, etc. Isto é o que temos visto até hoje. As pessoas já estão cansadas ​​de tudo isso.

Olhe para o mundo moderno. Desde o início, sempre houve tumultos em todos os lugares. Logo não haverá qualquer lugar que seja calmo. América Latina, China e Japão se levantarão de novo; em todos os lugares há os primeiros sinais de guerras futuras.

Como podemos embalar nosso ego corretamente? Se esta é uma força natural, como podemos usá-la corretamente?

O uso correto do ego foi uma descoberta de Abraão. Não unilateral, de acordo com o princípio da separação, nem de acordo com o princípio militar de que vai derrotar quem, o que leva à autodestruição, mas um cálculo claro: nós precisamos do ego de modo que do ódio que o tipifica, nós iremos criar as características de amor e conexão mútua.

Em conclusão, Abraão resolveu o problema de como transformar o ego. Sem entrar em detalhes filosóficos, históricos, técnicos e psicológicos, que são inerentes às características da natureza e suas leis, em geral, este é o legado de Abraão.

Como resultado de muitos anos de investigação, Abraão conseguiu entender esse fenômeno natural, e depois de penetrar cada vez mais profundamente no ego, lá ele encontrou o poder superior da natureza.

Ele entendeu por que era necessário que a humanidade passasse especificamente por esse desenvolvimento, de modo que a pessoa vai realmente subir para o nível do Criador. Depois, segue-se que a aspiração da civilização para construir a Torre de Babel até o céu estava certa, mas é necessário construí-la especificamente de acordo com uma tecnologia supraegoísta. O ego humano, o material de construção da Torre de Babel, crescerá continuamente, mas cada um deve estar acima dele. O pequeno homem está acima da pilha, acima da montanha que está em constante crescimento.

Abraão pesquisou todos os componentes que apareceram, contra a sua vontade, naquela pequena humanidade de Babilônia. Ele os utilizou de acordo com a sua designação, e descobriu que na verdade existe apenas uma solução. E ele percebeu esta solução.

Ele percebeu-a reunindo um grupo de seus partidários, seus alunos, que realmente se levantaram aos céus, o que significa que construíram uma torre de Babel espiritual acima do seu ego. Como resultado, eles chegaram ao ponto mais alto da natureza, a característica de doação e amor. Eles cresceram a este nível.

Em outras palavras, Malchut, a base egoísta da humanidade, atingiu o nível de total doação e amor, o nível de Bina.

Para chegar a isso, o grupo de Abraão teve que deixar a Babilônia e trabalhar por muitos anos. Abraão viveu por volta do ano 1700 a.C., e construiu a Torre de Babel correta, ou seja, o Primeiro Templo atribuído ao ano 900 a.C.

Em geral, o conceito da Torre de Babel passou por toda a história humana e a humanidade aspira a isso inconscientemente. Abraão, no final, a construiu, e claramente numa forma totalmente diferente do que os próprios babilônios imaginavam.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Um Teste No Atributo De Santidade

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Vayikra“, Kedoshim, item 16: O capítulo Kedoshim é o todo da Torá e é o selo da verdade. Neste capítulo, os segredos superiores da Torá são renovados nos Dez Mandamentos e em decretos, punições e mandamentos superiores. E quando os amigos chegaram a este capítulo se alegraram.

Santo refere-se à santidade, o atributo de Bina (doação completa).

E quando os amigos chegaram a este capítulo se alegraram, uma vez que chegaram ao nível em que todos os atributos ocultos neles estão totalmente corrigidos a fim de doar e agora eles estão enfrentando o estado de receber a fim de doar. Esse não é um estado instável que está acima das nuvens, mas a entrada direta, trabalhando-se dentro da terra de Israel.

O capítulo Kedoshim é o todo da Torá e é o selo da verdade, ou seja, que toda a Torá é destinada somente a atingir o atributo de doação. Se você o mantém, você pode usá-lo como um selo sobre os diferentes desejos e usá-los corretamente. Agora você pode ter certeza que não vai errar já que é conduzido pela doação.

Pergunta: Então, por que não paramos por aqui?

Resposta: Não! Você ainda não se corrigiu, mas apenas alcançou o nível em que está pronto para trabalhar com os desejos que foram quebrados de propósito para que você seja capaz de corrigi-los a fim de doar.

Vamos supor que o Criador criou um carro e quebrou-o em partes e você pode fazer o que quiser com essas partes agora. Existe um manual em anexo e a primeira parte é teórica, como de costume, e só descreve como a pessoa deve se preparar para o trabalho. Nesta parte, você pode encontrar matemática, física, mecânica, eletrônica, tudo o que precisa saber para montar um carro.

Tendo aprendido isso, você testa a si mesmo e ascende ao nível de Kadosh. Agora você pode começar a juntar o carro corretamente. Haverá problemas ao longo do caminho, é claro, e você vai cometer erros numa parte ou outra, mas em geral você está pronto para trabalhar.

Portanto, os alunos do Rabino Simon, os autores do Livro do Zohar, estavam tão felizes quando alcançaram esse nível, uma vez que nesse nível, o verdadeiro trabalho de uma pessoa começa.

Até então, você é como um estudante que se formou, mas ainda não se provou de forma alguma. No entanto, você já tem uma base espiritual com a qual trabalhar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/03/14