Textos na Categoria 'Livre Arbítrio'

Na Zona Neutra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que a criação deve alcançar o Criador de forma independente, mas o que isso significa?

Resposta: Qual é a minha independência e onde posso encontrá-la?

Eu tenho que descobrir qual é a minha dependência, de quem ou do que eu dependo e o que depende ou não de mim. É possível que eu seja independente, e eu tenho que concordar ou discordar disso. Depois de fazer todas as análises do meu estado, eu descubro que estou fora do Criador.

Isso é possível porque o Criador é expresso como a influência de duas forças sobre mim: positiva e negativa, direita e esquerda. É por isso que há um estado entre nós onde ambas se neutralizam como o campo entre dois ímãs.

Eu estou na zona neutra. A linha direita é a força da doação, enquanto a linha da esquerda é a força da recepção, e eu estou entre elas. Eu sou influenciado por duas forças, mas, ao mesmo tempo, não sou influenciado por nenhuma. A neutralização delas está dentro de mim. Ou seja, por um lado o Criador existe e essas duas forças me influenciam, mas elas me influenciam de tal forma que eu não sinto sua influência sobre mim, porque elas se neutralizam dentro de de mim.

Assim, por um lado, “não há outro além Dele”, mas por outro lado, “Se eu não fizer isso por mim, quem o fará?”. Este estado neutro é chamado de parte central da Sefira Tiferet . Se eu encontrar esse estado, ele é o meu ponto básico, a partir do qual eu determino pessoalmente a direção que prefiro para o meu desenvolvimento: a direita (doar) ou a esquerda (receber).

Da Lição em Moscou, em 14/01/11

Encontrando O Cobiçado Buraco Da Agulha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o propósito de estudarmos todos esses sistemas incrivelmente complexos dos mundos de Atzilut e Nekudim, descritos no Estudo Das Dez Sefirot?

Resposta: Nós precisamos saber como corrigir a quebra e quais objetos espirituais (Partzufim) e suas partes irão ajudar. O mundo de Nekudim é o mundo quebrado, e o mundo de Atzilut corrige a quebra. Nós precisamos saber qual atributo corrige o atributo correspondente e quem é responsável por cada ato de correção.

Cada correção exige um conhecimento preciso daquilo que foi danificado, onde a falha está, e como, com que meios, ela pode ser corrigida. Tudo isso é esclarecido nos mínimos detalhes, e só então ocorre a correção.

O problema da humanidade é que nós queremos corrigir o mundo enquanto nos falta a mínima noção do que realmente é isso. O mundo de Atzilut serve como exemplo de correção para nós. Até que eu saiba a causa da quebra, quais as partes que foram quebradas, e como elas funcionavam antes, eu não posso fazer a correção.

Toda a correção é baseada no conhecimento das falhas. Só então você pode construir um sistema de correção. A humanidade não tem como alcançar uma vida boa e corrigir alguma coisa, se nós não entendermos o que está acontecendo conosco. Sem esse conhecimento, como podemos alcançar a correção?

Portanto, o nosso livre arbítrio só é exercido ao realizarmos uma correção. Nós estudamos o sistema de correção que se estende de Cima para baixo e contém o conhecimento de todo o processo, do início até o fim.

Quando nós subimos de baixo para cima, não conseguimos definir nem o início, nem o processo em si, ou o seu fim com antecedência, a fim de construir o sistema de correção. Assim, nós estamos usando um sistema já existente, que evoluiu durante a descida do Mundo Superior. No entanto, nós podemos utilizá-lo apenas com a condição de que sejamos capazes de entrar dentro dele e ativar todo o sistema.

Portanto, nós não temos chance de sucesso tateando cegamente o caminho a seguir, da mesma maneira que toda a humanidade faz. Apenas a sabedoria da Cabalá nos servirá como instrução para a correção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/1/2011, Talmud Eser Sefirot

Há Alguém Cuidando De Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde está o livre arbítrio da pessoa, se tudo vem do Criador? Parece que eu não posso fazer nada por mim mesmo.

Resposta: Se eu sou a criação, tudo o que tenho no meu interior veio do Criador. Eu estou abaixo Dele, em um nível inferior.

Você pode dizer que está parado neste nível por muito tempo e que não está avançando nada. Mas isso também vem do Alto! Só uma parte de Suas ações é expressa de forma clara, enquanto outra parte é expressa com pouca clareza. Portanto, a lógica mais simples nos diz que não pode haver nada abaixo que esteja ausente no Alto. Então, onde está a minha liberdade?

O Superior coloca você em um estado específico. Ele criou você de uma maneira específica, criando você e o ambiente, para que através das relações entre vocês, você fosse capaz de gerar uma nova qualidade.

 Se você aspira à doação mútua com o seu ambiente, a força chega até você do Alto, que conecta você, o ambiente e o Superior. É aí que seu livre arbítrio é expresso. É assim que você ganha a oportunidade de se tornar igual ao Superior.

Pergunta (cont.): Mas os Cabalistas dizem que tudo o que acontece depois também vem Dele!

Resposta: Claro que tudo vem do Criador! Mas estamos falando apenas sobre o que se relaciona com o nosso nível. Eu não sei o que será revelado a mim depois do fim da correção.

Imagine uma criança que tem a permissão de fazer qualquer coisa em seu quarto. Neste momento, ela pensa que todos se esqueceram dela. Mas quando ela se torna adulta, entende que isso foi feito deliberadamente e, na verdade, ela estava sempre sob supervisão. Alguém estava cuidando dela para que ela não se machucasse, enquando se sentia livre.

Da Lição de 31/12/10.

Crianças E Livre Arbítrio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Visto que uma pessoa tem que compreender seu livre arbítrio, será que nós estaríamos retirando-o das crianças, ensinando-lhes a Cabalá desde tenra idade?

Resposta: Nós estamos ensinando-as exatamente a usar seu livre arbítrio! O estados mudam, o egísmo aumenta, a sociedade na qual vivemos muda. A cada momento a criança precisa tomar uma nova decisão em relação a quem ela quer estar, como tratar e perceber as coisas, e o que precisa fazer. Se elas continuarem se relacionando de forma correta com o ambiente em transformação, elas se desenvolverão muito bem.

Todo mundo conhecea a crise na adolescência, quando todos se revoltam. Nós precisamos usar essa qualidade maravilhosa e nunca reprimi-la. Ela irá ajudar as crianças a dar um salto fácil, da corporeidade para a espiritualidade. Nós só precisamos  preparar adequadamente as crianças antes dessa idade, de modo que os anos vindouros (12 a 15 anos) se tornarão seus anos de ascensão espiritual e entrada para o mundo espiritual.

Por esta razão, as crianças precisam ser educadas com antecedência, de uma forma que irá ajudá-las mais tarde a perceber o que aprenderam na prática. A natureza estabelece intencionalmente esse período das explosões internas em nossos genes: nos níveis dos hormônios, no egoísmo, e no desejo por poder.

Esta é a idade para trabalhar com uma pessoa a fim de elevá-la à espiritualidade. Posteriormente, elas começam a “envelhecer”. Aos 20 anos de idade, as pessoas começam a caminhar na direção do cemitério. Elas “entram para a vida”, acabam em uma sociedade comum, e se preocupam apenas em se manter no mundo corpóreo.

A criança precisa ser educada desde a idade de seis ou sete anos, de modo que possa ter a oportunidade de agir de forma correta, crescer e se tornar “grande” no sentido espiritual, antes de entrar na adolescência e crescer. Não devemos perder os anos da infância; caso contrário, será muito tarde!

Seria o mesmo que começar a ensinar gramática aos vinte anos. Imagine todas as oportunidades que esta pessoa perderia em sua vida. Mas no nosso caso, estamos nos referindo aos fundamentos da natureza, que precisam ser introduzidos na criança. Nós a ensinamos a organizar adequadamente todos os seus desejos e qualidades.

Isto é essencial, e é por isso que estamos tão preocupados em criar um sistema educativo de acordo com o método da Cabalá.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 6/12/2010, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Como Quebrar a Armadura do Egoísmo

Pergunta: No passado, a Cabala foi transmitida através da cadeia de cabalistas, de um para o outro, entre os indivíduos selecionados, as almas especiais. Hoje, no entanto, as condições mudaram e Cabala deve ser espalhada pelo mundo. Como podemos fazer isso?

Resposta: Conforme nos tornamos mais distante do primeiro “homem”, Adam HaRishon, que foi o primeiro a desvendar o mundo espiritual 5.771 anos atrás, torna-se necessário simplificar ainda mais essa sabedoria e reduzi-la ao nível de compreensão das massas. Estamos presenciando a chamada “descida das gerações”, que se tornam muito mais “material”, significando que o seu desejo egoísta é cada vez maior. Vamos ver como cresce o egoísmo de geração em geração.

Por isso, as almas hoje têm um potencial maior do que as almas anteriores, que lhes permite ascender, compreender e alcançar mais. Por outro lado, tem sido mais difícil chegar a elas, isto é, elas têm que finalmente, aceitar e compreender. [Leia mais →]

Livrando-se Do “Anjo da Morte”

Quando estamos sendo “puxados pela manga” para nos familiarizarmos com o nosso egoísmo, devemos nos alegrar, pois assim adquirimos níveis espirituais. Quando uma pessoa perde a fé neste mundo, e está sobrecarregada com perguntas sobre o sentido da vida, essas questões derivam do ponto no coração. Então  é dada a oportunidade de construir níveis espirituais, os níveis de revelação do Criador até que a Luz inteira de NRNHY (Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida) seja revelada.

Além disso, mesmo o menor nível lhe dá uma sensação de eternidade, da vida além do corpo, independente da carne. Isto é descrito como: “Você verá o seu mundo nesta vida”. Nesses níveis, a pessoa sente que ela não reside no recebimento Kli (desejo), mas acima dele. Assim, ela experimenta a sua vida ligada ao Criador, ela sente que entrou na eternidade.

É por isso que a Torá é vista como meio de ascensão para a liberdade do “anjo da morte”. Abandonamos o desejo de desfrutar para a auto-gratificação, que  em essência, é o “anjo da morte”, chegando assim a autêntica vida eterna.
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Da 4a. da Lição Diária de Cabala de 7/1/2011, Escritos de Rabash

O Assunto Intangível da Liberdade

Pergunta: Quando eu vejo como a humanidade vive, não vejo qualquer tipo de livre-arbítrio. Alguém criou o final e as condições iniciais para nós, e nós continuamos a correr a partir deste ponto de partida para a linha de chegada. Onde está nossa liberdade, então?

Resposta:
Você está absolutamente correto. Nós não podemos escolher nem os estados de criação: um-dois-três (começo-mudança-final), nem as fases do nosso avanço de um estado para o estado três. Tudo já está predeterminado.

Eu nasci com características pré-definidas e devo atualizar o programa instalado em mim; eu sou corrompido e devo chegar a última correção (Gmar Tikkun). É claro até que ponto eu estou corrompido e o que vou sreparar. Além disso, todo o meu caminho para a correção tem sido escrito passo a passo.

Se eu me tornar ciente desse caminho, eu começo a entender como tudo está ligado estritamente, como se estivesse em um motor, onde cada peça se move após a outra em uma determinada seqüência . A “Torá” deriva da palavra hebraica “manual”(Oraa) o que significa que são dadas instruções precisas que não deixam espaço para qualquer nível de livre-arbítrio, exceto um! Você deseja alcançá-lo através do seu livre arbítrio, através da sua escolha pessoal, ou você prefere ser forçado a isso? Agora escolha se vai fazê-lo por exercer seu livre-arbítrio ou apanhando até fazê-lo de bom grado.

E essa escolha não implica em evitar o sofrimento. Quando você escolhe evoluir com a sua própria vontade, você percorre o caminho do desenvolvimento e realização, e você sente a grandeza da espiritualidade, sentindo-a como algo infinitamente exaltado.

O ponto que você tem dentro que deseja conhecer o mundo espiritual, tendo subido acima do seu material, o desejo egoísta, é chamado de “Sí Mesmo”. Você não pode evitar esta situação, mas cabe a você como entrar nela.
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Da 4 ª parte da  Lição Diária de Cabala de 07/01/2011, “A Liberdade”

Quebra-Cabeça de 613 Dimensões da Alma Integral

Onde está o nosso livre arbítrio, afinal? Não era minha vontade de vir a este mundo, nem eu escolhi a estrutura da minha vida: a família, país, e etnia. Eu sou feito dos genes dos meus pais que definem absolutamente todas as minhas qualidades. Fui criado pelo ambiente onde eu encontrei a mim mesmo: minha casa, o jardim de infância e escola, nenhum dos quais dependeu de mim. Nada em mim é meu!

Quando eu crescer, eu estarei completamente formado, um produto acabado, como uma torta do forno. Mas isso não é tudo! De fato, como a sabedoria da Cabala nos ensina, que estamos todos interligados como rodas dentadas, somos partes de uma alma integral, que foi quebrada em pedaços. É como se nós fossemos um “puzzle”, impresso como uma imagem inteira para depois ser cortado em pequenos fragmentos.

Então, a cada um de nós é atribuído um lugar no qual nos encaixamos com todas as nossas propriedades e atributos, 613 desejos, que fazem que nós dependamos de uma pessoa, a segunda e a terceira, para ligação com elas. Todos dependemos de todos para este enigma ser concluído. E não é apenas um quebra-cabeça tri-dimensional, uma vez que não se conectam por contornos simples: Cada um de nós tem “613” facetas pela qual é adjacente a todas. Imagine como um espaço de 613 dimensões.

Então o que é a liberdade que estamos falando se eu sou apenas um pedaço pequeno no quebra-cabeça totalmente forçados a corresponder a todos os outros em minhas propriedades? Assim, quando o livre arbítrio é discutido, não pertence a uma pessoa per si e sua escolha pessoal e independente. Esta é uma liberdade comum de todos e é determinada por todos nós juntos!

Mesmo que uma pessoa possa fazer algum movimento, ela tem que corresponder com todas as outras partes, todas as outras almas e suas propriedades. Se eu passar em algum sentido, o movimento deve ocorrer em todo o sistema. Agora precisamos saber: O que constitui o meu livre arbítrio afinal?
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Da 4a. parte da Lição Diária da Cabala de 1/7/2011, ,”A Liberdade”

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Como Crescer Do Zero

Pergunta: Você disse que para crescermos, temos que usar duas forças: a recepção e doação. E se em vez de duas forças, eu só tiver uma, a força da recepção?

Resposta: Você tem essas duas forças, exceto que você não deseja usar a segunda! Começamos a subir a partir de baixo, do “zero” de doação, até que nós cobrimos 125 níveis espirituais e adquirimos doação absoluta. Mas o “zero” de doação não significa que você não tem isso, você simplesmente não utiliza essa força que você possuí.

Nós não podemos dizer que  algo não existe no universo, esta força não registra apenas em você, em sua percepção. E a confirmação do fato de que ela existe é que ela pode se desdobrar-se no instante seguinte, apenas para desaparecer novamente. Isso é considerado como um que não existe “zero”. Na realidade, porém, não existe, que pode ser somente na percepção do homem.

Você tem o livre arbítrio para evocar a força de doação a partir disso.  Fazendo isso você terá um ambiente composto de professores, grupos e os livros. Comece utilizando-os para trabalhar em seu zero de doação e não será mais um zero.

Afinal, você pode evocar a força de doação apenas quando se relacionar com alguém que também deseja vivencia-la. Então, iniciamos a construção de tais relações, não ficando trancado no nosso próprio eu! Que outra forma existe para desvelar a doação?

A força da recepção está concentrada em uma pessoa, mas é preciso dois para manter a força de doação, para que ela possa trabalhar entre os dois. É aí que reside a principal diferença entre as escolhas egoístas e altruístas: Em seu ego, você está sozinho, mas para doar, você precisa de um ambiente adequado. Caso contrário, onde você vai realizá-la? Você vai encontrar essa força e confirmar que você realmente a possuí?

Assim, logo que for despertada uma faísca espiritual em uma pessoa e ela pede pelo desenvolvimento da alma, ela é imediatamente apresentada a um grupo e instruida: “Escolha isso!” É aí que o livre-arbítrio real é exercido: na escolha do ambiente adequado.

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Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 5/1/11,  “A sabedoria da Cabala e Filosofia”

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Pergunta: Onde está nosso livre arbítrio quando lemos o Zohar?

Resposta: Nós lemos O Zohar para realizar o nosso livre arbítrio. Caso contrário, não há necessidade, do Zohar, ou da sabedoria da Cabala. Por que eu preciso disso? É para saber o número de anjos no céu? Que diferença faria se eu os contasse pelo nome? Eu ainda não sei o que os “céus” ou “anjos” são, ou eu os atraíria pelas asas.

Por esta razão, a abordagem da leitura do Zohar, o estudo da sabedoria da Cabala, o trabalho do grupo, e todos os trabalhos espirituais, a fim de realizar o meu livre-arbítrio, a fim de receber o remédio milagroso, Segula,através de todos esses meios.

O livro diante de mim é um dispositivo artificial certo que me conecta com o mundo espiritual do qual não tenho conhecimento nem qualquer idéia sobre suas propriedades. No entanto, os cabalistas dizem que eu tenho um “certo” adaptador que pode conectar-me com um mundo desconhecido. [Leia mais →]