Textos na Categoria 'Livre Arbítrio'

Garantia Mútua Acima De Nossas Diferenças

Dr. Michael LaitmanNão há bem sem mal, e não há mal sem bem. Somente quando os dois estão equilibrados é que o sentimento de vida cresce entre eles, a prosperidade. Nós vemos isso em cada “criação”. Mesmo na música, memnor e maior não se dão bem sem o outro. Na junção de notas ela está constantemente pulsando com a resistência em cada acorde, a dissonância e consonância coexistir. Harmonia – esta é a correta relação entre os sons discordantes.

Mesmo em casa você não será capaz de chegar a um acordo se não reunir dois opostos. Como você pode alcançar a paz doméstica? Afinal, a paz é a totalidade, a linha média, que é feita de contrastes. Eles crescem gradualmente e o contraste entre eles se torna mais forte, você não os anula, mas sim, os conecta, reune no topo.

Isso é garantia mútua: apesar das diferenças, nós olhamos para a força superior comum que nos conecta uns aos outros. Nós só queremos evocá-la, atraí-la para que ela esteja entre nós.

De fato, “ela” é o futuro “nós”. Agora, nós não podemos tratar uns aos outros corretamente e por isso queremos que o poder da doação mútua seja vestido em nós, para ser despertado dentro de nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, “A Liberdade”

O Primeiro Vislumbre Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Baal HaSulam escreve no artigo “A Liberdade” que o método da Cabalá é destinado à purificação de Israel, e isso se refere ao reconhecimento do mal. Como um está ligado ao outro?

Resposta: Você realmente alcança alguma coisa boa reconhecendo o seu próprio mal? É claro, porque isso lhe levou à purificação, você se tornou melhor, mais receptivo; você sente mais, entende mais, permeia a matéria do seu desejo. Antes, ele se caracterizava por sensações boas ou ruins, e você não tinha conhecimento de nada. Você simplesmente conseguia responder a estímulos como um animal muito primitivo, assim como a perna de um sapo automaticamente se contrai sob a influência de um impulso elétrico.

Agora você se pergunta: “Por que faço isso? De onde vem isso? O que é isso? É para o bem ou o para o mal?”. Você se eleva acima da sua natureza ao analisar a situação, e de alguma forma é o mesmo que sair de sua natureza. Como um verme numa maçã, você começa a fazer o seu caminho em direção à Luz.

Imagine uma maçã vermelha e suculenta, e você está dentro dela. Então surge uma abertura para o exterior. Mesmo que você ainda não tenha passado por isso, você já começa a distinguir que há uma luz lá, e está escuro aqui. A diferenciação entre elas se torna o seu reconhecimento do mal.

Esta é uma enorme conquista em meio ao tamanho da criação, que serve como a nossa “maça”…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/01/12, “A Liberdade”

Meu Coração Está Precisando De Bons Donos

Dr. Michael LaitmanA oração é o desejo que aparece no coração a cada momento. O trabalho principal está em compreender a sua oração: o que eu quero, o que eu deveria querer, e se minha oração atingiu as alturas dos antepassados. Em outras palavras, eu examino o que meu coração está sentindo. Afinal, eu não sou seu dono, e eu tenho que colocar guardas e protetores rígidos sobre ele para observá-lo e construir um sistema para influenciá-lo.

Só o meu ambiente, meus amigos, governam meu coração. Se eu criar esse ambiente, ele será capaz de controlá-lo, mas eu não posso controlá-lo por conta própria. Esta é a minha única liberdade de escolha.

Segue-se que a minha oração depende completamente do ambiente e deve alcançar a minha “metade da moeda” com a sua ajuda, um desejo completo (100%) pela Luz, a doação. Por esta razão, com uma atitude correta para com o ambiente e uma demanda para eles convencerem o meu coração a ter o desejo de doar (a importância do mesmo), eles vão criar a oração correta em mim. É desta maneira que vou completar a minha metade da moeda e terminar meu trabalho.

Acontece que em vez de trabalhar diretamente com a satisfação e com o coração, eu trabalho com o ambiente, orientando-o de modo que ele vai influenciar o meu coração e fazê-lo querer o tipo certo de satisfação, ou seja, ser preenchido com a qualidade de doar, o amor ao próximo. É exatamente isso que me falta agora. Quando eu completar todo este processo, eu encontro a “segunda metade da moeda”, a satisfação.

E aqui “o comum e o privado são iguais”, todos são totalmente iguais. Afinal, cada elemento é igualmente importante num sistema integrado analógico. Ninguém é grande ou pequeno, rico ou pobre, todos têm que ganhar sua metade da moeda e chegar a um completo desejo específico que só é atribuído a eles.

É por isso que ninguém é mais especial do que os outros, maior ou menor nesse tipo de trabalho; todos os amigos são totalmente iguais. Afinal, se o menor desejo corrigido estiver faltando, nós não vamos conseguir a metade perfeita da moeda. É por isso que é necessário cuidar de todos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/01/12, Escritos do Rabash

O Malabarismo Dos “Anjos” E “Demônios”

Baal HaSulam, “A Liberdade”: “Embora nossa força não seja suficiente para enfrentar o primeiro fator(a “fonte”), nós ainda temos a capacidade e o livre arbítrio para nos proteger contra os outros três fatores, pelos quais a fonte muda suas partes individuais, e algumas vezes sua parte geral, bem como, através do hábito, que confere a ela uma segunda natureza”.

Eu sinto diferentes influências e embora eu não possa resistir a elas, eu posso “brincar” com suas “combinações”, “fazer malabarismo” com elas e tomar uma decisão. Mas, que decisão exatamente?

Embora as minhas ações sejam artificiais, existem diferentes fatores que podem evocá-las. Se houvesse apenas um fator, eu conseguiria fazer nada. Quando há dois fatores, eu já posso dirigir a relação entre eles e influenciar o equilíbrio do poder. Assim, eu posso influenciar o meu destino e as mudanças em mim; agora, existe o meu “eu” que toma decisões.

Aqui há um grande problema filosófico que obrigou as pessoas a dividir a realidade em bem e mal. Uma força é inconcebível, inatingível. Somente a idéia de múltiplas forças, em certa medida, permite que as pessoas ajam e façam “malabarismos” com elas. Mesmo que as pessoas reconheçam a existência de uma força superior, elas ainda têm a necessidade de acreditar em diferentes “anjos” e “demônios”, que separadamente as governam.

Nós vemos que no trabalho espiritual este problema é resolvido de uma forma totalmente diferente. A pessoa está sob diferentes tipos de influências vindas do Criador e pode preferir uma em detrimento da outra. Ainda não está claro como isso acontece, mas vemos que a solução para a nossa participação independente no processo está aqui.

Pergunta: Acontece que eu estou tentando jogar com as razões (causas), embora eu realmente não tenha controle sobre elas, porque eu mesmo sou um resultado.

Resposta: Eu posso mudar certa influência em mim e, por isso, há outro fator. Eu adiciono o meu fator às leis da natureza e quero saber o que eu evoco com isso. Assim, eu posso realmente decidir algo e aprender novos fenômenos. Isso pode ser feito pela investigação científica e pela investigação espiritual; com a ajuda do meu fator eu começo a estudar a força superior.

A fim de fazer isso eu tenho que ser feito de duas forças, e eu as tenho: por um lado, o ego, que é uma grande ajuda, e por outro lado, o grupo, no qual o Criador (a Luz superior) está oculto. Entre eles, na resistência entre eles, nasce o meu “eu”. Assim, eu descubro o Criador conforme eu consigo conectar essas duas forças dentro de mim. Eu não posso descobri-Lo com apenas uma delas. Nós precisamos da combinação das duas.

A questão é que o termo “um” é revelado acima da matéria e acima da Luz. A Luz é a medida de doação; a matéria é a medida de recepção, e o Criador acima delas é a consciência, o pensamento da criação, e não a duplicidade das forças do bem e do mal, luz e escuridão, doação e recepção. Isso ainda não é doação, mas o desejo de doar que a precede.

Neste desejo essas são partes que se desprendem da verdadeira doação. Eu quero alcançá-las, saber quem é o Criador, não em relação a mim, mas quem Ele realmente é. Na Cabalá isto é chamado de “Atzmuto”, a essência do Criador, à qual não temos acesso hoje, embora nós também queiramos alcançá-la. É para isso que nossa curiosidade é atraída.

Então, eu tenho que criar todas as condições, como num laboratório projetado para estudo de campo. Tudo deriva do Criador, mas sua doação me rodeia por todos os lados. Eu procuro o meu lugar, a oportunidade de descobrir o Criador através desse experimento. Na verdade, nós sempre nos comportamos assim quando estudamos algo novo. Só temos que organizar tudo em seu lugar, entender com o que estamos lidando e como alcançamos o resultado.

Em geral, por trás de cada experiência nós descobrimos uma atitude, uma fórmula e a conexão entre diferentes fenômenos. Além disso, nós descobrimos a lógica por trás deles. Estes não são apenas fatos áridos que nos deixam no mesmo nível em que nós os descobrimos. Não, nós sempre procuramos pela razão: por que eles estão conectados assim? O que os obriga a ser assim? Qual é a razão? Por trás de cada fenômeno que eu vejo na matéria, eu quero ver o que o causou, a parte superior do Partzuf. Eu quero saber a razão para os dados que recebi; esta razão é o resultado real do experimento.

Então, no meu trabalho espiritual eu desenvolvo uma espécie de “laboratório” da atitude em relação à realidade. O “laboratório” neste caso sou eu e a abordagem permanece totalmente científica.

Quantas Horas Você Gasta Trabalhando Para Sua Alma?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que mais eu posso fazer se sinto que sou incapaz de pedir a correção ou inspirar meus amigos?

Resposta: Todas as manhãs, você acorda para ir trabalhar para sustentar a sua vida. Você não pergunta se quer ir ou não, porque você entende que sem trabalhar você não pode sobreviver.

Por que você questiona o trabalho espiritual ou pensa que pode passar sem ele?

O estado onde você acha que pode viver sem trabalhar para a espiritualidade, e sente preguiça em realizar qualquer esforço, pensando que avançará de qualquer maneira, é dado a você de propósito, porque é aí que reside o seu livre arbítrio.

Na sua vida corporal, você não pode ser preguiçoso, porque ninguém lhe dará pão de graça. Você é forçado a ganhar a vida e se esforçar. Você não acha que o mesmo princípio se aplica à sua vida espiritual?

Você trabalha oito horas por dia a fim de sustentar o seu corpo físico, mas quantas horas você gasta para trabalhar para a sua alma, a fim de satisfazê-la e abastecê-la com o alimento espiritual?

Se você não fizer isso, você permanecerá no nível do seu corpo físico. Se você não sabe o que fazer, é dito: “Faça tudo o que está em seu poder!”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/1/12, “Estudo das Dez Sefirot

“Livre Arbítrio” Involuntário

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde reside o livre arbítrio?

Resposta: Em nosso mundo, a pessoa não tem livre arbítrio. Ela nasce num estado já concluído e desenvolve as qualidades inatas com as quais nasceu e que não escolheu por si mesma sob a influência do ambiente. Nem os seus parâmetros internos nem os externos que a influenciam não são escolhidos por ela, e é por isso que não há liberdade nisso.

A liberdade só existe na escolha de um ambiente específico, de modo que ele me molde para estar no caminho que eu quero estar. Eu escolho o meu ambiente de acordo com o tipo de pessoa que quero ser.

Há um problema aqui também: baseado no que eu acho que exatamente este ambiente me serve e não outro? Basicamente, existem ainda muitos mais esclarecimentos internos aqui, até que a pessoa se desenvolva plenamente e entenda o que ela precisa. Em princípio, ela entende isso em seu coração, ela sente isso: onde exatamente está o seu livre arbítrio. E isso não é fácil. Mas nós temos que levar praticamente todo mundo a este estado.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Os Desejos Que Eu Não Escolho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quão detalhado e amplo deve ser o curso básico sobre “Evolução como Desenvolvimento do Egoísmo”?

Resposta: Ele deve ser o mais detalhado e extenso possível, porque todos os outros cursos vão derivar e fazer parte do curso principal.

Depois disso virá um curso sobre o livre arbítrio: será que ele existe, o que ele realmente é. Este curso é muito amplo e contém muitos tópicos. Nós não apenas estudamos se o livre arbítrio existe ou não, e como e onde ele pode ser realizado, mas também exatamente em quais elementos da natureza ele existe, será que o ser humano o possui, em qual nível de desenvolvimento, como fazer a diferença entre o livre arbítrio e o determinismo, e assim por diante.

Afinal, nós não sabemos de onde surgem os nossos desejos. Parece-me que eles são meus, mas, na realidade, eles vêm de fora. De onde? Por quê? Os desejos surgem comigo sob a influência da sociedade circundante: eu assisto TV e, de repente, começo a desejar o que está sendo mostrado a mim, e isso é percebido inconscientemente por mim como o meu próprio desejo. No dia seguinte, eu já quero adquirir o que eu vi na TV ontem, e acredito que estou realizando o meu próprio desejo. Todos nós entendemos que é assim que nós somos comprados e como as coisas são vendidas para nós.

Tudo isso deve ser explicado porque está ligado à tomada de decisão, à consciência de onde reside o meu livre arbítrio, e se eu posso ser livre de todas as possíveis idéias e valores impostos sobre mim, que na verdade não são nem valores, nem idéias, mas simplesmente negócios.

Cada tópico que nós desenvolvemos e ensinamos fornece à pessoa uma vasta área de atividade, e é por isso que a informação deve ser transmitida usando um monte de exemplos e discussões. Às vezes, quando você acabou de oferecer o material a uma pessoa do púlpito e de frente, ela não o absorve. No entanto, através de algumas explicações, jogos e situações, ela começa a entender o que estava sendo dito.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Esperar Não Vai Ajudar

Dr. Michael LaitmanSomente a força que eu desenvolvo diante de mim para me atrair à doação é um sinal de avanço espiritual. Às vezes, nós não entendemos o que está acontecendo. Por que não há nenhum avanço se tanto esforço foi aplicado? Nós estamos neste caminho há muitos anos, mas ainda não conseguimos terminar o período de preparação. O que mais é exigido de nós?

E nós não entendemos que temos esperado todo esse tempo por algum tipo de força, que venha e nos empurre, em vez de usarmos nossas próprias ações para criar a força que nos atrai para a frente em vez de nos empurrar por trás. Nós aproveitamos esta motivação do ambiente para avançar devido à grandeza da meta, da doação.

Este é todo o nosso trabalho, a liberdade de escolha, anulando a nós mesmos e elevando o ambiente. Tudo ocorre para sermos inspirados pela meta e elevá-la. Não basta eu me juntar a isso. Eu preciso de uma força muito poderosa de atração que possa sobrepujar o meu ego e me fazer girar em torno deste objetivo dias e noite, de modo a perder o sono por isso.

Se eu conseguir criar uma força tão grande e atraente, eu vou seguir em frente.

Este é o nível humano, ao contrário de todas as etapas anteriores. Este não é um desenvolvimento natural que vem da natureza e acontece por si só. Os sofrimentos não vão ajudar aqui; eles não vão me impulsionar para a frente. Apenas meus próprios esforços e a concentração de forças, utilizando todos os conselhos dos Cabalistas e todos os meios que irão me influenciar e inspirar a grandeza da meta, me ajudarão a seguir em frente para que eu corra em direção a ela.

E a meta é a doação, em direção à qual eu vou sem qualquer outros cálculos, metas ou recompensas, nada, exceto a doação pura.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, Shamati

Coloque Seu Desejo Sob A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, “A Liberdade”: “Toda a sabedoria deles não os ajudou a encontrar uma ponte sobre a qual atravessar essa fenda larga e profunda que se espalha entre a entidade espiritual e o átomo corporal. Assim, a ciência não ganhou nada com todos estes métodos metafísicos”.

A pessoa herda seus atributos de seus pais. Estes atributos não podem ser alterados, mas a sociedade os influencia e lhes dá diferentes formas. Finalmente, a pessoa não expressa a si mesma, mas sim a sociedade externa.

Os atributos podem ser diferentes, mas o que importa é a forma como são dados: a pessoa pode ser um grande gangster ou um grande cientista, pode abater animais ou abater pessoas. A distância entre um policial e um ladrão é muito pequena, e ambos entendem um ao outro.

Assim, a sociedade faz o que quer com a pessoa. Embora exista o núcleo preliminar numa pessoa, os fatores que influenciam fazem o que querem com ela. Esse é o estado das coisas no nível corpóreo, e por isso não decidimos nada aqui.

No entanto, no nível espiritual, nós temos que descobrir a raiz da alma da pessoa, o ponto no coração, e colocá-lo num ambiente que irá abastecê-lo com a Luz que reforma. Nós temos que construir um ambiente espiritual que fornecerá à pessoa esta Luz espiritual que influenciará o seu ponto no coração e o abrirá.

A pessoa, por sua vez, tem que se rebaixar perante o ambiente adequado e neutralizar o seu ego, a fim de remover as coberturas egoístas do ponto no coração. Ela tem que trazer o seu ponto para fora e conectá-lo com os outros pontos, de modo que este realmente parecerá desejar a doação. Embora a intenção deles ainda seja egoísta, eles são atraídos para a doação mútua, para a força que lembra, ao menos em certa medida, a Luz que reforma. Esta é a única maneira de atraí-la. Esta Luz influencia as forças egoístas em nós que estão tentando manter contato, apesar do ódio que sentimos.

Portanto, há um ponto no coração preliminar, a raiz da alma de uma pessoa, e há a Luz que reforma, a força que desenvolve a raiz da alma. Todas as condições egoístas numa pessoa e no ambiente, ou seja, o grupo, foram feitas para desenvolver a força de doação, a intenção de alcançar a doação, tanto quanto possível. É por esta razão que vemos a nós mesmos vestidos com uma casca egoísta, e também vemos o grupo como repulsivo. Isso nos permite trazer para fora o nosso ponto e colocá-lo diante da Luz que reforma. Caso contrário, nós simplesmente não seríamos capazes de fazê-lo.

Portanto, a casca é chamada de “ajudante”. Ela permite que eu coloque o meu ponto sob a Luz.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, Baal HaSulam, “A Liberdade”

Onde Está A Nossa Liberdade?

Dr. Michael LaitmanNós já entendemos que o livre arbítrio não é um termo simples. Nós nascemos com atributos que não escolhemos, numa família e condições que não escolhemos, temos uma educação que não escolhemos … em suma, somos criados e moldados sem ter livre arbítrio.

Como resultado, a pessoa neste mundo é “cozida” por seus pais, o ambiente e a sociedade…  portanto, ela não tem liberdade e não podemos exigir nada dela, afinal, ela é uma máquina. Parece-lhe que ela tem seus próprios pensamentos, seus próprios desejos, suas próprias obras, mas, na verdade, estes são inevitáveis, e ela é obrigada a agir dessa forma.

Então, qual é o propósito da criação? Nós estamos falando de um pensamento da natureza, do desejo, da intenção, da grande sabedoria. Na verdade, o Criador, ou a Força Superior, por definição, tem grande sabedoria, muito mais do que toda a criação que está abaixo Dele.

Quando nós estudamos o mundo, descobrimos uma sabedoria inconcebível nele. Nós só conseguimos “arranhar” a superfície e toda a nossa ciência é baseada nisso. Na verdade, nós não começamos a descobrir as verdadeiras forças, relações e formas, e a conexão que existe nesta realidade.

Portanto, por que o Criador criou o mundo? Para que as criaturas sigam um plano predeterminado? Afinal, o início e o fim já são conhecidos, tudo está predeterminado e nós não temos voz nem livre-arbítrio. Todo o nosso desenvolvimento é predeterminado. Para o Criador o conceito de tempo não existe.

Então, tudo isso é inútil. Podem as criaturas fazer algo de forma independente, de alguma forma ou em algum momento? Algo pelo qualcvalesse a pena criá-las, juntamente com toda esta realidade?

A questão básica é: onde está o nosso livre arbítrio, pelo qual o Criador criou tudo? Os mundos espirituais, as inumeráveis formas ​​e fenômenos e o universo corporal em que vivemos, tudo isso é apenas para que a pessoa realize alguma ação independente em algum breve momento em sua vida? O momento único que dá significado a tudo.

Agora, este momento é evasivo, deixando-nos com uma pergunta para a qual não temos resposta. Mas, se encontrarmos o ponto onde podemos acrescentar um grama por nós mesmos, toda a realidade se iluminará e você descobrirá sua maravilhosa satisfação infinita…

Então, nós temos que descobrir onde está o nosso livre arbítrio. Se nós analisamos isso de forma lógica, a realidade não pode existir sem esta opção. Afinal, não haveria razão para a sábia natureza criar qualquer coisa de outra forma. Nesse caso, não haveria sentido para suas ações.

Nós temos que buscar a nossa liberdade. Sem ela a nossa vida continuará programada, planejada, e continuaremos a ser geridos como marionetes numa corda. Nós temos que buscar o ponto do livre arbítrio e realizá-lo. Esta é toda a meta do homem.

O que é a liberdade? Liberdade de quem? Do Criador e Suas ordens? É claro; enquanto eu estou ligado a Ele, não sou eu. Ele me movimenta. Então, eu não tenho que estar livre de outras pessoas, nem de mim mesmo, mas, em primeiro lugar, Dele. O Criador criou certo estado onde eu posso estar separado Dele, de Seu controle. Então, eu serei livre.

A questão é: o que eu faço com essa liberdade? Que novas habilidades posso adquirir? Com que pensamento, com que sentimento e com que ação eu devo preencher o vazio que é subitamente revelado a mim?

Nós falaremos disso outra hora.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, Baal HaSulam, “A Liberdade”