Textos na Categoria 'Israel Hoje'

Afastar-Se Do Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir. E cairão uns sobre os outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis resistir diante dos vossos inimigos.

Se a nação de Israel não optar por se corrigir voluntariamente, haverá a necessidade de uma força externa muito dura, que suprimirá o ego e a forçará a se comportar corretamente. Isso é chamado de caminho do sofrimento. Junto a esse trajeto, o povo percebe o que eles têm atravessado, o quão longe eles têm se desviado do seu objetivo, e que eles precisam entender plenamente isso, a fim de voltar a cumprir o seu dever. Mas, a fim de fazer isso, os olhos têm que ser abertos para que eles se conscientizem das duas forças na natureza e como elas funcionam.

Você só pode exigir algo de uma pessoa de acordo com seu nível de desenvolvimento. Quando é que uma criança começa a entender que está numa determinada estrutura? Primeiro, ela vai para o jardim de infância, onde aprende o que é permitido e o que é proibido. Isso continua na escola. Somente com a idade de 14-15 anos é que ela se torna responsável por suas ações e entende que há determinadas leis de comportamento que, se ela quebrar, ela pode ser presa pela polícia. Após a idade de 18 anos ela é um adulto, embora ainda não esteja totalmente madura.

De qualquer forma, nós temos que levar a pessoa ao reconhecimento do que ela é obrigada a fazer e por isso ela deve cumprir essa exigência. Só então será possível mantê-la responsável. Esta é a razão de nos submetermos ao longo período de preparação de milhares de anos. O problema hoje é que até mesmo os sofrimentos que temos atravessado não nos ajudam.

A questão é se eles foram suficientes. No final do século XIX, por exemplo, os primeiros colonos chegaram à Israel. Eles estavam prontos para viver em condições difíceis, tais como um clima quente e seco, pântanos que precisavam ser drenados, e o sofrimento da malária, a fim de construir os kibutzim. Em 10 a 20 anos, as pessoas começaram a esquecer tudo isso. A segunda Aliya (onda de imigração) começou, e depois a terceira, mas elas eram pessoas diferentes, porque o ego continuou se renovando. Uma pessoa não acredita que o que aconteceu com ela ontem pode ser repetido hoje. Nem sequer é culpa dela que tudo está apagado de sua memória, pois ela é uma nova pessoa a cada dia. Portanto, o principal é a educação e o ensino dos princípios da unidade nacional e global.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

O Povo De Israel – O Ponto De Conexão Entre Os Mundos

A Torá, “Levítico”, 26:44: Mas apesar de tudo isso, enquanto eles estão na terra de seus inimigos , eu não vou desprezá-los nem vou rejeitá-los para aniquilá-los, assim, quebrando a Minha aliança que está com eles, pois eu sou o Senhor seu Deus.

A tarefa espiritual atribuída à parte da humanidade chamada “povo de Israel” não é transmitida a outros povos e não pode ser transferida para eles.

Isso depende da fundação interior da alma em todos os povos. Se ele é criado a partir daquela parte da iluminação da alma coletiva (Galgalta ve Eynaim) que uma vez que respondeu ao chamado de Abraão, isto não pode ser alterado ou destruído. Esta parte está em cada geração e cria um corpo físico ao seu redor. Desta maneira, tudo avança para a frente. Mesmo se o povo de Israel quisesse, não poderia abandoná-la ou negá-la. Isto é impossível. É uma parte constante do desejo geral, criado pelo Criador, chamada Galgalta ve Eynaim, que é a menor parte, a mais clara e mais próxima da característica de doação.

Deve cumprir o seu destino. Não há como escapar; esta é uma lei física. O povo de Israel é o ponto de conexão entre o nosso mundo e o mundo superior.

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

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Temer O Som De Uma Folha Ao Vento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: Quanto aos que sobreviverem, eu lhes encherei o coração de tanto medo na terra do inimigo, que o som de uma folha levada pelo vento os porá em fuga. Correrão como quem foge da espada, e cairão, sem que ninguém os persiga. Tropeçarão uns nos outros, como que fugindo da espada, sem que ninguém os esteja perseguindo. Assim vocês não poderão subsistir diante dos inimigos.

Nós temos que cumprir o nosso papel. Essa é a nossa única salvação! Além disso, não faz diferença onde vivemos; nós temos uma missão a cumprir em relação às nações do mundo e, portanto, nem todo mundo tem que viver em Israel. Mas nós temos que nos engajar em cumprir a nossa missão! Se isso requer o retorno físico a Israel, então também teremos que fazer isso. A principal coisa é cumprir a nossa missão.

No entanto, não creio que possamos cumprir completamente nossa missão em algum lugar no exterior. Mas, em Israel, nós temos que fazer tudo ao nosso alcance para que as pessoas saibam da nossa missão e entendam a razão para isso. Mesmo que elas estejam aparentemente em seu lugar certo, a situação não está certa; nós estamos rodeados por inimigos externos e internos.

Tropeçarão uns nos outros, como que fugindo da espada, sem que ninguém os esteja perseguindo. Assim vocês não poderão subsistir diante dos inimigos. Essas palavras se referem ao nosso estado interno. Embora nós sejamos afetados por problemas externos, não será em tal medida, mas começaremos a sentir que a nossa situação é assustadora, falha, tremenda e dependente, sem qualquer base real, porque realmente a trouxemos até nós.

Isso é realmente o que uma pessoa tem que entender. O ponto mais interessante é que nós podemos oferecer a nós mesmos, a nossa nação, ao mundo inteiro, e ao Criador, que está esperando por isso, um futuro brilhante. Mas nós não queremos fazer nada e estamos prontos para sentar e tremer de medo como coelhos assustados. É porque o ruído de uma folha ao vento dificilmente pode ser ouvido, enquanto nós a ouvimos e agitamos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/10/14

Antissemitismo E As Lutas Do Homem Moderno

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Rádio Eco de Moscou): “Um dos produtores mais famosos de Hollywood, Harvey Weinstein, pediu que todos os judeus do mundo se reúnam para resistir aos antissemitas. Ele disse que diante desses grupos terroristas como o Estado Islâmico (ISIS) e o Hamas, chegou o momento dos judeus se tornarem tão organizados como a Máfia.

“Parafraseando-o, ‘Deus vai derrotar o mal, se os anjos estiverem organizados como uma Máfia”. Até agora, contrário a todas as especulações dos proponentes de teorias conspiratórias, os judeus não só não têm tido sucesso em se consolidar como a Máfia, nem mesmo como uma orquestra sinfônica. Não é à toa que dizem que quando há dois judeus, há três opiniões.

“Cada uma das antigas organizações judaicas tem suas próprias políticas, seu próprio ‘violino’ e seu próprio ‘partido’. Nem mesmo os atos flagrantes de antissemitismo que estão regularmente acontecendo hoje na Europa obtêm uma resposta unificada. Pode haver uma defesa furiosa e um sério suplicar, mas os ataques contra as sinagogas judaicas continuam se tornando mais frequentes.

“Este produtor de Hollywood diz: ‘Eu acho que a luta contra o antissemitismo é um interesse vital não só de nossos povos, que perderam milhões de seus filhos e filhas em pogroms e no Holocausto, mas é a ponta de lança da luta do homem moderno com as ideologias bárbaras do ódio humano que ameaçam a própria vida sobre a face da Terra. Assim, pelo menos em prol disso, nós precisamos estar ‘organizados como uma Máfia’”.

Meu Comentário: Eu acho que sua conclusão é correta. Nós temos que mostrar um exemplo de conexão e unidade, porque somos os únicos que podem fazer isso corretamente. Inconscientemente, o mundo está esperando um exemplo de nós, porque todo o sofrimento no mundo é revelado somente para que nos unamos e só então todo o sofrimento no mundo cessará. Os chefes de inúmeras organizações judaicas precisam parar de negar o antissemitismo, devem parar de estar divididos, e se juntar a despeito de suas aparentes diferenças. Para os antissemitas, todos nós temos a mesma aparência, e, mais precisamente, todos nós temos o mesmo nariz. Como está escrito: “Introdução ao Livro do Zohar“:

67) Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a própria interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é, quando a pessoa dedica a maior parte de seus esforços para reforçar e exaltar sua interioridade, para beneficiar a alma, e faz menos esforços, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo nela, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, ao fazê-lo, ela faz os filhos de Israel subirem na interioridade e exterioridade do mundo também, e as nações do mundo, que são a exterioridade, reconhecerem o valor dos filhos de Israel.

Nós vemos que a redenção do sofrimento de Israel e do mundo inteiro depende apenas da unidade do povo de Israel. Todo o sofrimento de Israel e do mundo é só por causa da ausência do requisito “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

70) Ai dos que fazem o espírito do Messias sair e se afastar mundo, e não pode voltar ao mundo. Eles são os únicos que tornam a Torá árida, sem umidade de compreensão e razão. Eles se limitam à parte prática da Torá, e não desejam tentar entender a sabedoria da Cabalá, conhecer e compreender os segredos da Torá e os sabores da Mitzva. Ai deles, pois com estas ações eles causam a existência da pobreza, ruína, roubo, saque, matança e destruições no mundo.

71) Em tal geração, todos os destruidores entre as nações do mundo levantam a cabeça e desejam principalmente destruir e matar os filhos de Israel, como está escrito (Yevamot 63), “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto para Israel”. Isto significa, como está escrito nas correções acima, que causam pobreza, ruína, roubo, assassinato e destruição em todo o mundo.

Mas se começarmos a unir e mostrar um exemplo ao mundo inteiro, todas as nações do mundo irão reconhecer os méritos de Israel. E elas vão cumprir o texto: Isaías 14: 2: E os povos os apanharão, e os levarão ao seu lugar. E, como está escrito: Isaías 49:22: … e eles trarão nos braços os seus filhos e carregarão nos ombros suas filhas.

Como Alcançar A Verdadeira Democracia

Dr. Michael LaitmanExperiência de Cingapura: A Ditadura Correta

Pergunta: Em março deste ano, Lee Kuan Yew, um dos fundadores do “milagre econômico de Cingapura”, morreu. Num local vazio na fronteira de uma Malásia pantanosa, com nada ao redor, exceto uma base militar inglesa, dentro de um curto período de 50 anos, a nação mais próspera do mundo foi estabelecida. Mas neste país, não há um grão de democracia no sentido em que a entendemos nas nações desenvolvidas. Como é que esta nação teve sucesso em fazer o que grandes nações como os Estados Unidos e Inglaterra fizeram, mantendo a liderança mais estrita e a ditadura da lei?

Resposta: Eu não percebo a democracia da mesma forma como ela existe em todos os lugares, ou que mereça ser chamada de democracia. Este não é o governo do povo, mas sua imitação: um punhado de pessoas assume o controle sobre todos os recursos econômicos, políticos, sociais e militares; elas dizem que há uma democracia, e que operam em nome do povo.

Enquanto estivermos sob a influência do egoísmo interno sem a força da natureza altruísta para equilibrá-lo, não poderá haver uma democracia. A democracia é construída em contraste, um contrapeso e um equilíbrio entre duas forças, que são positiva e negativa: o nosso ego e a força de doação e amor. Há a força do ódio e da rejeição, e o poder da atração e conexão, que devem ser equilibrados mutuamente. Se o ego é equilibrado por uma força positiva, então não pode ser mau. Inversamente, o amor e a doação sem o ego podem levar a um extremismo ainda pior do que o ego.

Em outras palavras, nós fomos criados num sistema que está num equilíbrio de mais e menos, entre os quais o que resta é apenas inflamar algum tipo de tensão que dá a orientação certa para todo o trabalho do sistema. E se a força positiva não existe ou é mínima e existe apenas no medo da aniquilação, então não temos as condições para uma democracia. Nós “caímos” do sistema onde as duas forças são reveladas. Portanto, quando existimos apenas num sistema egoísta, o mais adequado para nós é a ditadura correta.

Se um rei governa uma nação, ele cuida de sua nação, de seus súditos, não os aniquila, e eles consideram que ele é ótimo! Ele é o mestre! Mas, numa nação democrática, não há mestre. Nós deixamos uma eleição decidir quem opera o volante por dois, três ou quatro anos, e depois? De que modo a elite se importa com o que virá depois disso?! Eles não vão ser eleitos novamente, então precisam pegar tudo o que podem enquanto estão no controle.

Assim, a ditadura em Cingapura é um maravilhoso sistema de governo. A democracia na forma de um Sinédrio.

Pergunta: Eu ouvi dizer que o correto chefe de Estado deve ser um Cabalista, que conhecendo as leis da natureza, vai gerenciá-lo no interesse de toda a sociedade. Qual será a base da unidade moral de seu comportamento? Será que ele não será infectado pela cobiça; ele não vai querer ficar rico depois que atingir o controle?

Resposta: Há um conceito como o Sinédrio (Grande Assembleia), onde 120 sábios Cabalistas se reúnem, se conectam num círculo, e discutem todos os temas da agenda. A discussão não é baseada em diferenças de opinião, o que é típico do nosso mundo, onde se acredita que a verdade nasce do debate. Não há verdade no debate, porque desde o início ele nos mantém num nível bestial e não podemos subir acima disso. E nós temos que subir acima de nós mesmos, porque o nosso estágio só pode levar a um nível superior. Parece que subimos ao nosso próximo nível, a partir do qual é possível ver como alcançá-lo.

Isso acontece quando as pessoas se unem numa única unidade completa, apesar de todas as diferenças de opinião, e ao aniquilar o seu ego, elas atingem um coração e uma mente comum. Essa é uma tensão interna única e um trabalho prático. A partir de um estado de unidade, e só com isso, elas se complementam; elas começam a chegar a uma opinião comum. Mas esta não está conectada a opiniões pessoais; em vez disso, é sentida através de uma unidade comum. É nessa forma que o sistema de governança para a nação e o povo deve se manifestar.

Como a luta e a discórdia podem ser evitadas?

Pergunta: Hoje muitas nações estão tentando recriar esse modelo de uma forma ou de outra. Tomemos por exemplo a Turquia, onde o governo se tornou progressivamente concentrado nas mãos de uma pessoa, ou a Rússia, que nem sequer esconde que vive e prospera graças a uma pessoa. Há também uma infinidade de outros exemplos em nações menos desenvolvidas. Segue-se que a formação de pirâmides governamentais como essa é o único caminho possível para a humanidade seguir? Portanto, onde é possível tomar pessoas como essas que estão satisfeitas com tal método de governo? E, por fim, em Cingapura, que não era originalmente corrompida, todos os lugares-chave foram ocupados por parentes de Lee Kuan Yew. Em última análise, uma espécie de casta foi criada.

Resposta: Certamente esse modelo não pode existir para sempre num estado ideal, uma vez o suborno, as lutas pelo poder, e assim por diante, começam. Por algum tempo ele pode manter sua posição em algum ideal, mas depois disso, tudo se deteriora ao longo das trilhas egoístas habituais.

Pergunta: Como os Cabalistas evitariam chegar a esta situação no governo da nação?

Resposta: O fato de que eles estão unidos entre si, os 120 maiores sábios do povo evitariam conflitos e diferenças de opinião. Especificamente nesta situação, eles começariam a discutir algum assunto e da sua unidade, eles receberiam uma resposta. Afinal de contas, a unidade entre eles é o seu próximo objetivo, que eles devem alcançar e incluir todas as pessoas com eles.

Pergunta: Será que as discussões em círculos, que seus estudantes organizam, constituem uma pequena versão desta forma de unidade?

Resposta: Sim. As discussões na forma de mesas redondas são organizadas em todo o mundo, não apenas em Israel. Nós criamos ativamente uma reunião, um círculo de discussão de homens e mulheres, que implementam a unidade, desprendendo e subindo acima de si mesmos. Cada um investe em todos os outros e todos anseiam em ser absolutamente iguais, sem maior ou menor, de forma alguma. Nós aspiramos a encontrar um sistema preciso de equilíbrio interno entre nós e procuramos fazê-lo de modo a que todos sejam iguais e integrados com o outro, percam-se na nossa unidade, e do “Eu” chegará o estado de “nós”. Depois, partir do estado de “nós”, chega-se ao estado de “um”, como um homem com um coração.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 01/04/15

Não Deve Haver Pessoas Solitárias

laitman_627_1Pergunta: Como é possível que uma pessoa não sinta a si mesma individualmente, mas perceba a si mesma como parte inseparável do todo?

Resposta: Ela não será capaz de pensar de forma diferente se ela se sente conectada a todos os outros, como uma mãe, dependendo de seus filhos.

Poderia uma mãe pensar em si mesma como se não tivesse filhos? Quaisquer que sejam as oportunidades – um novo emprego que lhe é oferecido – ela imediatamente pensa no que aconteceria na sua casa em sua ausência.

Pergunta: Será que as pessoas não sentiram mais sua solidão, depressão ou vazio interior, que são agora tão comuns?

Resposta: A depressão vai desaparecer imediatamente, logo que começarmos a despertar a força positiva da natureza, que contrabalançará o efeito negativo do nosso egoísmo.

Na verdade, a depressão e o vazio são causados ​​pelo fato de que estamos à mercê de uma única força egoísta, negativa, com a qual não podemos tornar nossa vida melhor. Nós chegamos a um ponto depois do qual temos que levar uma força positiva ao mundo.

Pergunta: Hoje, uma pessoa se sente solitária mesmo vivendo num palácio de ouro, mas será que as pessoas serão solitárias num Israel perfeito e corrigido?

Resposta: Não haverá pessoas solitárias, porque todo mundo se sentirá como uma mãe com muitos filhos. As pessoas se sentirão envoltas em amor e carinho. Esta responsabilidade por todos, como por seus filhos, será sua alegria, não um fardo.

Duas forças estarão dentro do ser humano, e fora tudo ficará equilibrado. Nós não entendemos o que é o equilíbrio. É um toque de eternidade, uma sensação de paraíso. Afinal, tudo entra em equilíbrio e harmonia.

Por um lado, este estado é composto de duas forças opostas, e, por outro lado, essas forças se complementam, e, assim, verifica-se que não eu sou afetado por qualquer força exterior. A minha conexão com os outros é tão recíproca que não é difícil para mim agir para o bem comum, como fazem todos os outros.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/04/15

O Terceiro Templo Para Toda A Humanidade

laitman_944Pergunta: O Estado independente de Israel existe há várias décadas. O que falta à sociedade israelense, a fim de alcançar a segurança e total independência?

Resposta: A educação universal é necessária para explicar aos filhos de Israel que é impossível alcançar qualquer sucesso até que aprendamos a despertar a força positiva da natureza e, através dela, contrabalançar a força negativa do nosso egoísmo. Nós temos que mostrar ao mundo como usar essas duas forças e, assim, manter constantemente a nossa independência.

Ao fazer isso por nós mesmos, nós também devemos pensar em como ensinar isso para todo o mundo. Afinal, a humanidade deve fazer a mesma coisa, estar todos juntos no ponto de equilíbrio entre as duas forças opostas, em outras palavras, construir o terceiro templo.

O terceiro templo não é um edifício, mas o conceito de toda a humanidade alcançando completo equilíbrio e harmonia.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/04/15

Memória Do Passado E Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: No Memorial Day (Dia em Memória) nós honramos a queda e dizemos na oração em memória: “Que elas possam ser impressas no coração de Israel de geração em geração”. O que exatamente precisamos lembrar? Que lições devem ser aprendidas com essas perdas?

Resposta: Lembrar, e depois fazer um cálculo para o futuro. Independentemente de parentesco, porque todo mundo, seja perto ou distante, pertence ao mesmo povo.

Nós precisamos estar conscientes de porque eles caíram. O que causou esses problemas? O que o mundo quer de nós? Por que somos incapazes de organizar nossas vidas para que a paz e tranquilidade reinem em nossas relações entre nós e as outras nações?

Nós percebemos que nos falta apenas uma coisa: equilibrar e compensar a inclinação ao mal que queima entre nós, constantemente causando atrito e conflito. Se nós conseguirmos normalizar e apaziguar as relações dentro do país, vamos abrir este guarda-chuva da paz acima de todos os outros.

O que acontece com o povo de Israel vai definitivamente acontecer com o mundo. Isto é afirmado na Torá.

Uma vez que todos nos odeiam, essa é a própria prova do nosso papel particular. Afinal de contas, o mundo não abriga um ódio coletivo tão forte por qualquer outro povo. É difícil ver isso como um sinal de uma força especial, uma atitude especial?

É hora de pensar no que acontece com esses povos. Ao longo da história, nós fugimos da miséria, tentando ser como todo mundo, e, em contrapartida, nos é dito: “Não, vocês não são como nós. Afastem-se e verifiquem a si mesmos. Nós culpamos vocês por serem especiais e nos trazerem todo o mal e sofrimento”.

De onde pareceria que vem essa calúnia? Afinal de contas, nós queremos dar ao mundo apenas coisas boas. Eles dizem: “Não, nós não precisamos de tudo o que parece ser bom para vocês. Nós queremos de vocês o que realmente fará a paz no mundo”.

As nações exigem a unidade de nós, que vai ser um bom exemplo para todos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 16/04/15

Dia da Independência: Unidade É A Arma Mais Forte Do Mundo

Pergunta: No Dia da Independência [israelense] , realizamos paradas militares e falamos sobre o “poder” militar, que faz com que seja possível sermos uma nação independente. Você diria que isso não é a coisa principal?

Resposta: Certamente, nós não determinamos nada através da força militar. Estes são os jogos de todas as crianças. No entanto, desde que nós não ficamos mais fortes em um nível espiritual, então precisamos ser fortes no nível mundano.

Se tivéssemos uma ligação interna forte entre nós, ninguém poderia nos prejudicar. Tudo depende do grau de unidade entre nós. Baal HaSulam escreveu em “Introdução ao Livro do Zohar”, que só a unidade entre nós determina o grau de nossa segurança. A nossa independência depende disto. [Leia mais →]

Como Podemos Evitar Outro Holocausto?

Dr. Michael LaitmanEu sou um filho de sobreviventes do Holocausto que estava entre os poucos da família Laitman que sobreviveram ao Holocausto. Dois terços dos meus parentes foram abatidos nos campos de extermínio. Eu nasci em 1946 e fui criado sob a sombra escura que a guerra deixou em minha família e na população judaica em toda a Europa Oriental.

Para mim, o Holocausto não é uma memória distante, mas uma lembrança dolorosa do que poderia acontecer conosco. É esse pensamento que traz à tona a questão preocupante e constante em mim: Como podemos prevenir outro Holocausto?

Eu sinto um oceano de ódio se fechando sobre nós. Os sinais externos nunca foram mais claros, e relatórios internacionais indicam um aumento no antissemitismo. No Dia Internacional Em Memória ao Holocausto, uma questão foi levantada na BBC para saber se chegou a hora de deixar de falar sobre o Holocausto, e cerca de um mês atrás, não deveria haver uma convenção científica na Inglaterra sobre a legitimidade do Estado de Israel. Se isso não for o suficiente, recentemente foi assinado um acordo sobre o uso de armas nucleares com o Irã, que é mais uma evidência de por que não devemos confiar em nossos aliados.

É difícil ignorar os sinais de alerta claros quanto ao que é esperado. Portanto, como podemos prevenir outro Holocausto? Além de lamentar o passado, nós temos que criar condições para uma análise minuciosa, exame e a correção do nosso estado atual. Nós vivemos num sistema fechado de forças que operam de acordo com a lei da conexão. Quando somos compatíveis com essa lei, nos sentimos bem, e quando estamos divididos e separados, este sistema, como qualquer outro sistema na natureza, nos obriga a nos equilibrar. Às vezes corrigir essa direção pode envolver um grande sofrimento.

Eu estou ciente de quão difícil pode ser para os sobreviventes do Holocausto e suas famílias ler o que eu digo, mas ainda assim a verdade deve ser dita. O Holocausto ocorreu porque a nação de Israel não cumpriu a lei da conexão. Por que nós? Porque nós temos uma responsabilidade especial de manter essa lei. Nós temos um papel que nos foi dado de volta nos dias de Abraão. Quando o egoísmo separou o povo da antiga Babilônia, nosso pai descobriu a lei que rege a nossa realidade, que é a lei da conexão. Os poucos que aprenderam o método da conexão dele tornaram-se a nação de Israel.

Manter a lei da conexão é o objetivo da nossa vida, e passar o método da conexão e unidade é a única justificativa para a nossa existência como nação. No início do século XX nós recebemos a oportunidade de voltar à terra de Israel, não a fim para construir um lar para o povo judeu, mas para se conectar dentro dele. Os judeus não aproveitaram essa oportunidade e preferiram se isolar em suas comunidades na Europa ou se integrar na sociedade em geral. A reação do sistema superior a essas ações foi o Holocausto. Um momento antes do mundo se afogar em sangue, os Cabalistas ainda gritavam que tínhamos que voltar a nossa terra e nos unir, mas os judeus não deram ouvidos. Em vez de nos aproximarmos de bom grado, as terríveis aflições do Holocausto nos trouxeram mais perto um do outro, e foi como resultado do Holocausto que recebemos um país.

Com todo o respeito às Nações Unidas, o verdadeiro mandato para a existência deste país é o nosso papel. A região que recebemos, como os Cabalistas dizem, é apenas uma oportunidade para observar a lei da conexão, que é exatamente o que o mundo exige de nós. Inconscientemente, o mundo quer que a gente se una e também passe o método de Abraão a eles. Mas nós nos recusamos a nos conectar, e esta é a origem do ódio que eles sentem em relação a nós.

O Dia em Memória do Holocausto e O Dia da Independência têm que se tornar dias em que todos se envolvem em nosso papel como uma nação, e também devem ser dias de se rever a essência de nossa existência. Durante esses dias, nós temos que nos reunir em dezenas de milhares de mesas redondas em todo o país e falar sobre a única maneira de sermos verdadeiramente independentes: independentes do nosso ego e conectados uns aos outros através do amor ao próximo. Essa é a única maneira de podermos garantir o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos.