Textos na Categoria 'Israel Hoje'

Noite Em Dia

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós podemos dizer que toda a nação de Israel vai sofrer o estado da escuridão do Egito, na medida em que nuvens negras estão sendo construídas a nossa volta e as coisas estão ficando muito tensas. Essa é a noite que se aproxima?

Resposta: Claro. É impossível de outra forma, porque nós temos que construir a qualidade de doação que começa com um desejo, e o desejo por ela só pode aparecer num estado de noite. Nós devemos lembrar disso.

Noite, sofrimentos, desprendimento, fraqueza e decepções fazem parte do nosso caminho. Nós precisamos recolher todos eles e ansiar em avançar; caso contrário, não vamos sentir o dia. Na Torá não há dia ou da noite. No momento em que processarmos tudo, sentirmos a noite corretamente, vamos começar a sentir a Luz em seu lugar.

Afinal, o que nós sentimos como dia? A atitude de amor e doação aos outros. Agora, no entanto, nós sentimos isso como noite, como escuridão. É apenas a mudança em nossa atitude em relação à escuridão que irá invocar o sentimento de Luz em vez de escuridão.

Nós não passamos de um hemisfério do globo para o outro onde o sol brilha e preenche tudo com Luz. Não, nós processamos internamente nossas impressões negativas de doação, amor e ajuda mútua numa atitude positiva, e, assim, a noite se transforma em dia.

Tudo se passa dentro de nós, na nossa atitude em relação a esses valores. Não pode haver nada mais. Nós sempre começamos de noite, porque o atributo de doação é noite para nós.

Quando corrigimos os nossos sentimentos e impressões negativas e as mudamos, sentimos Luz e dia no estado oposto. Nós somos os únicos que determinam internamente o que é noite, e o que é dia.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/11/14

Os Primeiros Passos Bastam

The First Steps are EnoughtPergunta: É realmente possível se unir de uma forma que os outros se tornam mais importantes para mim do que eu mesmo, se uma pessoa sempre pensa primeiro em si mesma?

Resposta: A pessoa tem que subir para um nível em que ela pensa primeiro nos outros.

Pergunta: Por que o Criador nos dá missões impossíveis? Primeiro Ele nos dá uma natureza egoísta, depois nos pede para alcançarmos o “ama ao próximo como a si mesmo”, e quando não podemos fazer isso, ele nos envia o Holocausto.

Resposta: Será que nós realmente tentamos isso e não conseguimos? Nós sequer tentamos fazer isso. Se começarmos a tentar nos unir, vamos ver como o Criador virá e lutará a batalha para nós.

Nós não somos obrigados a fazer nada além de nos esforçar em alcançar a unidade. É claro que não temos o desejo, forças ou entendimento para fazer isso. Mas nós só temos que começar a nos esforçar, como um bebê dando seus primeiros passos.

Estes esforços são a única coisa exigida de nós. Eles são o suficiente, e o Criador fará o resto. A lei superior operando no universo vai terminar este trabalho para nós.

Ao longo de todas as gerações, a nação de Israel foi perseguida por outras. Desta forma, estamos sendo empurrados em direção à correção, unidade e “ama ao próximo como a nós mesmos”. Quando os outros se tornarem mais perto de nós do que nós mesmos, nós criaremos uma conexão integral onde toda a humanidade estará conectada numa esfera. Todo mundo estará unido e dependerá de todos. Ninguém será mais ou menos importante; todos serão totalmente iguais. É quando vamos revelar um novo mundo.

Hoje nós vemos o mundo pelos olhos do nosso egoísmo, avaliando o quanto podemos usá-lo para o nosso próprio benefício. Mas, se alcançarmos a unidade, vamos ver uma realidade perfeita sem limites, que está além do nosso egoísmo, além do interesse pelos lucros ou o medo de perder. Esta será a vida no mundo ad eterno e perfeito: uma vida de paraíso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/04/15

Da Babilônia Para A América Do Sul

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo europeu do Bnei Baruch também deve se culpar se o mundo experimenta um desastre por causa de uma falta de conexão dentro de Israel?

Resposta: Hoje em dia, todo mundo é responsável por isso, ou seja, cada um que estuda a sabedoria da Cabalá e sente uma conexão dentro de Israel. Quando me refiro a Israel, refiro-me a todos os nossos amigos e grupos de todo o mundo.

Todos nós recebemos um despertar do Criador, assim como o grupo de Abraão recebeu na antiga Babilônia. Portanto, hoje, nós estamos na mesma situação de Israel (Yashar-El – direto ao Criador).

Não importa que um recebeu um despertar há 3500 anos na Babilônia, veio com ele até este dia, e outro recebeu este despertar na América do Sul apenas alguns meses ou anos atrás. De acordo com o mundo espiritual, não há nenhum significado nesses anos físicos.

Todos nós já estamos relacionados com Yashar-El, diretamente conectados aos Criador, e assim devemos transmitir a Luz através de nós para o mundo. Se fizermos isso, ele vai ser bom; e se não, vai ser muito ruim. Eu espero que consigamos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos: Dia em Memória do Holocausto

A Sabedoria Da Ascensão

Dr. Michael LaitmanComentário: A moderna sociedade israelense sofre de divisão. As pessoas sentem que são estranhas umas as outras, realmente a ponto de ter aversão e ódio. Às vezes, você simplesmente quer que alguém desapareça, subir num avião com sua família e partir para sempre.

Resposta: Isso é o que nós sentimos na época do exílio egípcio. Esta é a escravidão, quando o ego nos domina, “joga” conosco de forma mais rigorosa, e cria relacionamentos como estes entre nós.

Como resultado, nós nos encontramos numa posição onde simplesmente não temos para onde ir. Hoje, alguns ainda pensam que podem fugir para algum lugar em outro país, mas nada vai ajudar.

Pergunta: Portanto, Israel se tornará uma panela de pressão onde as pessoas estão trancadas, totalmente incapazes de se tolerar?

Resposta: Certo, assim era no passado e é o que também vai acontecer no futuro. Não haverá outra escolha para nós além de alcançar a unidade. Além disso, sem achar uma saída, vamos concordar que a unidade só é possível acima do ódio.

Uma Ponte Sobre O Abismo

Pergunta: Os abismos que separam as pessoas têm tomado forma e cristalizado por anos. Hoje, a impressão é de que é impossível construir pontes sobre eles. É possível esquecer todas as diferenças e insultos? É possível ter controle sobre o potencial negativo?

Resposta: É possível. Eu não lhe pergunto quem e o que você é, a que comunidade ou partido você pertence. Não é nada disso. Eu só sei de uma coisa: eu estou com você, nós estamos com todo mundo, precisamos estar juntos, e isso é o que eu estou passando. Certamente, nós somos diferentes, opostos. Nós até nos odiamos. Tudo isso é completamente sem importância. Em vez disso, o que importa é apenas uma coisa: nós temos que começar a nos conectar e unir entre nós.

Nós demonstramos essa conexão e unidade através dos workshops, onde nos sentamos com pessoas muito diferentes, estranhas, refletindo todo o espectro social. Vamos tomar um representante de cada partido, senta-los juntos e organizar um workshop, e você vai ver que, mesmo numa composição mista como essa, eles vão descobrir maneiras de se conectar. Eles descobririam isso com a condição: de que ninguém pisoteie os outros e fomente o ódio neste chão. Pelo contrário, cada um está pronto para se unir e se conectar com os outros acima de todos os pensamentos e desejos anteriores.

Então, nós realmente realizamos isso, e no centro do círculo algum tipo de nova força é revelada, calor, compreensão mútua, capacidade de suportar e manter uma conexão mútua. Esta é a segunda força fundamental latente na própria natureza, o poder do amor. Não é o amor que irrompe entre um homem e uma mulher, mas a mesma força que penetra através das relações interpessoais.

Passos Em Frente

Hoje, nós estamos na dimensão do ódio e do egoísmo. Eu não tolero os outros; eu sempre procuro ser superior a eles e quero vê-los abaixo de mim, sob o meu controle.

Mas, é impossível continuar desta forma. Nós chegamos a um ponto em nosso desenvolvimento onde o egoísmo está nos devorando de dentro. Ele não vai nos deixar viver como antes, nem o povo de Israel, nem a humanidade como um todo. Portanto, pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá foi revelado ao mundo. Sua função é nos ensinar como, sob novas condições e apesar da oposição, podemos segurar e manter uma boa conexão mútua.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 22/03/15

O Primeiro A Receber A Religião Da Doação

Laitman_045Baal HaSulam, “A Última Geração”: É um fato que Israel é a nação mais odiada do mundo, ou por causa de sua religião, por causa de sua raça ou por causa do capitalismo ou o comunismo, ou por razões cosmopolitas, etc. Visto que o ódio precede todas as razões e cada um lida com o seu ódio de acordo com a sua própria psicologia, não há outro caminho, senão trazer o comunismo altruísta internacional, a religião de doação a todas as nações. É Israel que deve aceitar o comunismo altruísta internacional em primeiro lugar e ser um símbolo que mostra toda a beleza e bondade neste regime.

Israel deve ser o exemplo para todos, e, assim, nós podemos prevenir a propagação do mal no mundo. Se tivéssemos tentado fazer isso desde os tempos da primeira Aliyah (imigração) para a terra de Israel, certamente estaríamos num estado totalmente diferente hoje e toda a história também teria seguido um curso totalmente diferente em todo o mundo .

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos sobre: Dia em Memória do Holocausto

Nós Somos Escravos?

laitman_532Comentário: A Haggadah de Pessach, a história da saída do Egito, começa com as palavras: “Nós éramos escravos no Egito…”.

Resposta: Nós ainda somos escravos, mas não percebemos isso. Nós nos consideramos uma nação livre que vive na “terra de Israel”, mas não é a “terra de Israel”. Não é nem mesmo o Egito ainda. “Egito” significa que reconhecemos a autoridade do Faraó sobre nós. No entanto, nós pensamos de forma diferente.

Olhe o que está acontecendo! Que tipo de jogo o nosso ego joga com o povo de Israel ! Nós estamos submersos em intermináveis ​​discussões, brigas… Estamos completamente imersos em todos os tipos de problemas. O nosso governo e todo o país estão divididos em vários fragmentos. Nós estamos quase diante de uma guerra civil!

Nós estamos muito longe de Pessach! Nós ainda estamos na mais funda e escura escravidão egípcia dos sete “anos de fome”. Nós não percebemos que é o nosso ego que nos governa, joga conosco, e nos coloca uns contra os outros.

Pessach é sobre a decisão de fugir da escravidão, sair do poder do egoísmo, do estado em que “engolimos” uns aos outros, como se diz, “E os filhos de Israel suspiraram pelo trabalho…”.

Pergunta: Será que nós somos escravos hoje?

Resposta: Não, nós não somos, uma vez que “um escravo” significa que a pessoa sente a sua própria escravidão e percebe sua dependência de sua natureza maléfica. Nós admitimos que odiamos nosso próximo e que somos obrigados a discutir e brigar uns com os outros. Nós não sabemos de onde vem esse desejo. Ele surge desde dentro e nós sequer o reconhecemos, nem sentimos que a força que nos rege é estranha para nós. Nós achamos que somos nós que escolhemos nos comportar dessa maneira.

Muitas pessoas fazem coisas ruins, mas não as consideram erradas. No entanto, há pessoas que reconhecem: “Eu estou cansado de minha maldade! Não sei o que fazer com este meu corpo, com minha natureza, os nervos, os estados de espírito… Eu olho para os outros e quero devastá-los. Eu não amo nem a minha esposa, nem a minha família. Eu quero abandonar este mundo. Deixe-o queimar completamente. Eu não tenho nenhuma ideia para onde fugir dessa vida! Eu não me importaria de viver numa ilha deserta”.

A sabedoria da Cabalá explica que a natureza humana foi criada má de propósito, para que possamos chegar à realização de sua maldade. Primeiro de tudo, nós não sentimos que somos maus. Achamos que é natural para os seres humanos ser maus. Então, nós gradualmente aprendemos a diferenciar entre nós mesmos e a nossa natureza e a perceber que somos construídos a partir de dois poderes: “nós” e nossa oposição, a inclinação ao mal chamada de “Faraó”.

Neste ponto, nós consideramos o Faraó como a inclinação ao mal que habita em nós, e pensamos: “Talvez eu devesse tentar evitar o seu poder? Deixe-me tentar tratar todo mundo bem. Não importa como vão acabar as minhas tentativas, mas eu ainda quero aprender a me controlar!” O Faraó constantemente desliga nossa “dupla visão” que está definida para diferenciar entre “nós” e “ele”. Ele nos faz tratar os outros de uma maneira ruim.

No final, nós chegaremos a entender que o Faraó é um poder maligno e hostil que nos controlou para nos fazer reconhecer que é um estranho para nós, levando-nos assim a um desejo de fugir dele. Não está em nosso poder lutar contra isso, mas nós somos capazes de nos separar dele. O distanciamento do poder do mal é chamado de “fuga do Egito”. O mal permanece intacto; somos nós que paramos de nos associar com ele.

O mal ainda está dentro de nós, em algum lugar nas camadas mais profundas de nós, mas nós não o permitimos “saltar” para fora; nós o suprimimos e nos desprendemos dele. O desprendimento da maldade elevando-se acima dela é chamado de “sair do Egito, a fuga do poder do Faraó”. Neste ponto, chegamos à redenção. Ainda não somos um povo livre na terra livre. Nós ainda não fizemos a transição da escravidão para a liberdade. Nós apenas fugimos da escravidão, mas ainda não atingimos a liberdade.

Neste ponto, nós precisamos desesperadamente nos desprender do Faraó. Este estado é chamado de “Pessach“. Nós começamos a corrigir as propriedades associadas com o Egito e o Faraó. Não temos outra natureza. Tudo o que temos é a inclinação ao mal que temos que corrigir e transformá-la em benevolência. A fim de alcançar este estado depois de sair do Egito, nós precisamos de um poder especial que nos permite fazer esclarecimentos sobre a nossa autocorreção. Esse período é chamado de “contando os dias de Omer“.

No Egito, havia abundância de pão para nós. Durante a primeira semana depois que saímos do Egito, nós comemos “pão frugal” chamado “matzá“. Mais tarde, voltamos ao pão regular. Esse período é chamado de “contando os dias de Omer. Omer” é um feixe de grãos.

Nós verificamos os nossos desejos maus, todos os 49 deles. Estes desejos são chamados de “Sefirot. Sete Sefirot ou sete partes de nosso desejo são chamadas de “Hesed, Gevura, Tiferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut“. Cada uma delas se divide em sete partes. É por isso que nós temos 7 x 7 = 49 desejos diferentes que estamos prontos para corrigir.

Nós “abandonamos” esses desejos no momento do nosso êxodo do Egito, ou seja, nós paramos de usá-los. Agora, começamos a testá-los novamente. Nós verificamos cada desejo e avaliamos se usávamos eles para ferir os outros, caluniar, lutar, etc. Nós devemos encontrar uma maneira de usar os mesmos desejos para beneficiar os outros.

Nós devemos fazer a transição da inclinação ao mal para a inclinação ao bem em cada um dos nossos desejos. Nós temos que fazer um “inventário” de nossa maldade. Nós temos que encontrar uma maneira de usar nossos desejos para fins benéficos.

Até agora, ainda se trata de desprendimento do nosso estado anterior. Durante a noite de Pessach, nós fugimos e nos escondemos de todos os desejos. Nós os verificamos e tentamos entender como os nossos desejos se parecem agora. Nós os contemplamos de um novo nível, já estando “fora do Egito” e longe do poder do Faraó.

Nós olhamos para os nossos desejos e ficamos aterrorizados que os tínhamos anteriormente. No entanto, agora nós já os distanciamos de nós; nós não os consideramos mais nossos. Nós nos identificamos com o ponto que saiu do Egito e que está fora de qualquer desejo egoísta.

Neste momento, de uma nova “altura” nós verificamos cada desejo, um por um, todos os 49 deles. É chamado de “49 dias da contagem de Omer” uma vez que do novo nível que acabamos de alcançar, nós começamos a contar e a testar todos os nossos desejos e ver se somos capazes de alterá-los e usá-los para bons propósitos, em vez dos ímpios como fazíamos antes.

Isso é possível por causa do Faraó, que revela a nossa maldade para nós. Agora, nós podemos gradualmente transformar o mal em bem. Quarenta e nove dias da contagem de Omer é a preparação para o 50º dia que é chamado de “Shavuot“: a Entrega da Torá.

Por um lado, ele é chamado de “Shavuot” porque nós contamos todos os nossos desejos e fizemos um “inventário” deles; por outro lado, é chamado de “A Entrega da Torá”, uma vez que recebemos a Luz que Reforma. O Criador disse: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero para ela”.

Neste momento, vemos claramente o mal, uma vez que fizemos um inventário dos nossos desejos. Agora, nós precisamos de uma luz especial, uma força específica, chamada de “Torá”, que vai nos ajudar a usar os nossos desejos um após o outro e todos eles juntos em prol da doação e benevolência dos outros, já que a maior lei da Torá é “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse é o nível que, no final, iremos alcançar.

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/15

Babilônia Moderna

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação Judaica tem passado por uma transformação especial, a transição da escravidão à liberdade, à qual dedica-se a festa de Pessach (Páscoa Judaica). Qual é o significado desta transformação?

Resposta: O significado da libertação da escravidão é adquirir o poder do amor devido à saída do egoíismo pessoal. Nós estamos sob o controle do sistema que nos avança, especialmente dado sob o poder do nosso egoísmo, que é chamado de Faraó.

Primeiro, nós nos sentimos bem nesta escravidão, mas depois percebemos que estamos no exílio e que somos escravos do egoísmo que nos governa de forma absoluta. Nós não concordamos com essa autoridade e desejamos escapar dela, das más atitudes em relação ao outro, porque vemos que desta forma é impossível seguir em frente e existir.

Depois que muitas tentativas fracassadas, nós nos convencemos de que nada pode ser feito e que só um milagre pode nos salvar. Com efeito, o egoísmo está nos matando na medida em que não vemos sucesso em nada em nossas vidas de forma alguma. Deste modo, a lei do Faraó se manifesta entre nós.

Essa é a situação que vemos hoje em Israel. Existem 23 partidos políticos em um pequeno país, enormes lacunas entre diferentes camadas da população, a crise no sistema de ensino, uma crescente taxa de divórcio e de uso de drogas. Metade dos cidadãos estaria disposta a mudar para outro país se tivesse a chance.

Nossa atitude indelicada para com o outro pode ser vista no comportamento nas estradas e em outros lugares. Nós estamos divididos pela indiferença para com os outros e o orgulho. O egoísmo reina dentro de nós e nos faz agir desta forma. Não é nossa culpa, mas é nossa natureza que joga com a gente.

A pessoa deve perceber que nossa natureza é a inclinação ao mal, que nos escraviza. Se não sairmos dessa situação, nossas vidas vão acabar e não deixaremos para trás nada de bom para nossos filhos. A vida vai se tornar pior e eles não terão nem aquelas migalhas de felicidade que tivemos uma vez.

Isso é escravidão, e a Hagadá de Pessach nos diz como escapar para alcançar a liberdade. Mas, acima de tudo, precisamos entender que estamos na escravidão. Afinal, enquanto você se vê na escuridão do egoísmo que nos separa através do ódio mútuo, é impossível entender a realidade da liberdade deste anjo da morte.

Nós temos que querer nos tornar um povo livre em nosso país, independente da nossa vontade. Nós precisamos querer alcançar o amor, a conexão, a garantia mútua e a unidade entre todos acima da nossa natureza egoísta.

O povo de Israel uma vez escapou de seu egoísmo e subiu a uma altura de unidade e amor, que se chama a construção do Templo. Mas depois não fomos capazes de permanecer naquela altura e caímos dela.

Rabi Akiva ensinou que você não pode deixar o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”; caso contrário, cairemos novamente no ódio infundado. O Egito é o estado de ódio sem causa entre nós. Após a destruição do Segundo Templo há 2000 anos, nós voltamos a esse estado de ódio, que é chamado de Egito.

Após milhares de anos vivendo na unidade e na conexão, o povo Judeu foi novamente ao Egito, ao ódio infundado. Mas hoje o mundo inteiro deve perceber que estamos no Egito.

Uma vez, um pequeno grupo liderado por Abraão deixou a babilônia e se tornou unido no povo de Israel. Mas depois, ele voltou para Babilônia e se misturou com todos os babilônios. Hoje, nós nos encontramos novamente diante da mesma torre de Babel e somos confrontados com o ódio contra os outros e a falta de vontade de conhecer e compreender os outros. Isto é chamado de confusão das línguas.

Mais uma vez, nós temos que realizar a mesma ação como a que foi realizada na antiga Babilônia. É dito que os atos dos pais são um exemplo para seus filhos. Hoje, nós precisamos mais uma vez sair do Egito, mas este será o último exílio antes da libertação final.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 22/03/15

O Gene Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A celebração de Pessach é uma oportunidade especial para aprender algo novo sobre si mesmo, sobre o nosso povo, sobre a nossa sociedade, e fazer uma mudança qualitativa em nossos relacionamentos mútuos.

O Rav Kook escreveu que se o povo de Israel não tivesse feito essa transição da escravidão para a liberdade, o mundo inteiro nunca teria sido capaz de fazer tal mudança. É verdade que o povo de Israel afeta tanto o mundo inteiro?

Resposta: O povo de Israel é um grupo especial de pessoas que foram selecionadas de todo o mundo e que saiu da antiga Babilônia para se unir.

Hoje, o mundo inteiro está no mesmo ódio mútuo, que foi revelado anteriormente somente entre os judeus durante a destruição do Templo. Devido a esse ódio, os judeus caíram da altura da unidade para o nível deste mundo, e isso significa ir para exílio .

Hoje, o povo judeu está misturado com o mundo inteiro, e todos nós estamos no mesmo estado, chamado de Egito ou escravidão do ódio mútuo.

Uma vez que os judeus já saíram essa escravidão, nós temos memórias, os genes (Reshimot) daquele estado anterior. É por isso que temos que tirar todos os outros desse terrível estado em que toda a humanidade existe agora e estabelecer um exemplo para todos, ou seja, ser “uma Luz para as nações do mundo”.

Agora esta tarefa é para o povo de Israel que vive na terra de Israel. É por isso que nós fomos capazes de voltar aqui. Nós temos que entender a nossa missão em benefício do mundo inteiro. Afinal, o propósito da criação é que toda a humanidade se torne um povo, uma família, como está escrito nos profetas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/03/15

Pessach É Um Exemplo Para Todos

Dr. Michael LaitmanNós temos um meio que pode ajudar o mundo todo. Quando sairmos do Egito, da aversão e do ódio mútuo, veremos que a verdadeira conexão mútua humana resolve todos os problemas.

Portanto, hoje, o método de Abraão é necessário em todos os lugares. É a necessidade atual, e se nós, a nação de Israel, não realizarmos e apresentarmos ele à humanidade, a pressão que é colocada em nós crescerá. É porque o mundo inconscientemente sente que estamos escondendo a chave para a sua felicidade.

Mas se fizermos o que temos que fazer e dermos um bom exemplo, o mundo vai recebê-lo com gratidão e respeito. No geral, isso é exatamente o que o mundo espera de nós.

Desejo um feriado de unidade e conexão para todos os meus amigos!

O Feriado Da Liberdade Dos Grilhões Do Ódio

Dr. Michael LaitmanNão muito tempo atrás, nós celebramos Purim e agora o feriado de Pessach já está se aproximando. Todos os feriados do povo de Israel simbolizam a unidade e a conexão que deve existir entre nós; eles são apenas indicados em seus diferentes níveis, sua diferente intensidade.

A ligação mais forte em toda a história de Israel é atingida em Purim. E a primeira vez que chegamos à conexão entre nós está em Pesach, o feriado da liberdade da escravidão do Egito.

A Liberdade é conhecida como a libertação do nosso ego, do ódio infundado em relação aos outros, da rejeição, dessas atitudes feias que são descobertos entre nós quando interrompemos uns aos outros na rua ou em qualquer outro caso em que os nossos interesses se chocam.

Quando conseguirmos reinar em nossa natureza má e alcançar a unidade, descobrimos que podemos corrigir todas as nossas vidas. Nós podemos diminuir o preço dos apartamentos e dos alimentos, nos dar bem nos relacionamentos familiares, transformar nossas cidades em cidades limpas, e acabar com a violência em nossas escolas.

Isso é chamado êxodo do Egito, o êxodo do exílio. Nós nos afogamos em nosso ego e não queremos ouvir mais nada. Mas, de repente, entendemos que é possível construir um bom relacionamento entre nós, chegar mais perto. Isso não é apenas possível, mas simplesmente necessário, porque é impossível continuar desse jeito.

Antes da última eleição, todos os partidos prometeram cuidar de nossas vidas em todas as áreas. Mas, na verdade, de acordo com a sabedoria da Cabalá, ninguém vai conseguir isso, a menos que se eleve acima de todas as diferenças e nos tornemos todos conectados acima delas. Está escrito em Provérbios 10:12: … o amor cobre todas as transgressões. Quando começarmos a nos unir, sem prestar atenção no benefício pessoal, essa nova forma de unidade começará a influenciar nossas vidas.

O feriado de Pessach e a história do êxodo do Egito são metáforas que indicam a saída das atitudes egoístas entre as pessoas e a formação de atitudes mais elevadas. Esta é a liberdade do nosso Faraó interior, do ego que nos domina. Se sairmos do seu controle e conseguimos amar os outros, isso é chamado de liberdade, redenção. Após o êxodo do Egito e vagando pelo deserto, o povo de Israel chega ao Monte Sinai e recebe a Torá. Eles são perguntados se estão prontos para se tornar como um homem com um coração, para viver em Arvut (garantia mútua), em unidade, em “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Isso é chamado de salvação, pois dentro da nossa conexão e unidade descobrimos uma força única que está escondida na natureza.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 15/03/15