Textos na Categoria 'Israel Hoje'

Nova Vida # 608 – A Legalização Da Maconha Em Israel

Nova Vida # 608 – A Legalização Da Maconha Em Israel
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo:

Anos atrás eu vi a legalização da maconha se aproximando. Quando a guerra contra o cigarro começou, eu percebi que era para trazer a maconha. Os governos, regimes, médicos, qualquer pessoa que lida com o público, quer que as pessoas fiquem mais calmas. Mas esse processo não vai funcionar tão bem, uma vez que é contra o plano geral de desenvolvimento e o objetivo da criação.

Nós sabemos que sempre houve drogas, mas o problema hoje é que a pessoa não sente que há algo que ela possa fazer neste mundo. Após os desejos por comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento, um desejo de entender por que estou vivo desperta.

Em culturas antigas, o uso da maconha era totalmente diferente da maneira como é consumida hoje. O uso da maconha hoje decorre do sentimento de vazio. Não há nada para fazer na vida e a maconha acalma as pessoas e as deixa sonolentas. Em breve vamos sentir que isso não basta para relaxar um pouco; vamos sentir que precisamos entender para que estamos vivendo, em primeiro lugar.

De KabTV “Nova Vida # 608 – A Legalização Da Maconha Em Israel”, 09/08/15

Sociedade Israelita

Nas Noticias (pewforum.org): “A sociedade religiosamente dividida de Israel”

“Quase 70 anos após a criação do moderno Estado de Israel, a sua população judaica mantém-se unida por trás da idéia que Israel é uma pátria para o povo judeu e um refúgio necessário do crescente anti-semitismo em todo o mundo. Mas ao lado dessas fontes de unidade, uma nova e importante pesquisa realizada pelo Pew Research Center também encontra divisões profundas na sociedade israelense – não só entre os judeus israelenses e minoria árabe do país, mas também entre os subgrupos religiosos que compõem judeus israelenses….

“Apesar de viverem no mesmo país pequeno e compartilharem muitas tradições, judeus altamente religiosos e seculares habitam mundos sociais em grande parte separados, com, relativamente, poucos amigos próximos e poucos casamentos mistos, fora dos seus próprios grupos. Na verdade, a pesquisa descobriu que os judeus seculares em Israel estão mais desconfortáveis ​​com a noção de que uma criança deles algum dia possa casar-se com um judeu ultra-ortodoxo do que com a perspectiva de seu filho casar-se com uma cristã…. [Leia mais →]

O Estado De Israstina

Laitman_417Comentário: O líder da esquerda, Isaac Hertzog, disse que as ações dos extremistas de direita e de esquerda levarão ao estabelecimento de um novo Estado de Israel, chamado “Israstina”, e que precisamos nos unir.

Resposta: Ao que essa unidade se reduz? Afinal, um político não pensa em nada, exceto chegar a uma posição mais elevada. Esta é a razão pela qual ele é um político.

Eu acredito que disputas políticas têm sido sempre a morte de Israel porque somos uma nação com base na unidade entre diferentes povos. Abraão formou um grupo que mais tarde foi chamado de Israel a partir de povos que viviam na antiga Babilônia, que eram muito diferentes uns dos outros, e então, o que constitui a nação Judaica é, na verdade, a unidade entre seu povo.

Os Judeus não têm nenhuma nacionalidade e quem se junta à ideia de unidade, a correta integração mútua entre as pessoas, é chamado de Judeu. A palavra “Judeu – Yechudi” vem da palavra hebraica “união-Yichud“. Portanto, “ama o teu amigo como ti mesmo” é a principal lei natural e a base para a existência de nossa nação.

Mas nós esquecemos tudo isso e não temos vivido de acordo com isso há muito tempo. Nós não somos mais os mesmos Judeus da antiguidade. Não temos a mesma ideologia, a mesma base ou a mesma constituição. No entanto, a natureza ainda nos trata de acordo com o mesmo princípio, o que significa que temos que existir acima de todas as diferenças, em unidade, pois, caso contrário, não seremos uma nação.

É assim que o primeiro Templo foi destruído. Então nós nos unimos um pouco e construímos o segundo Templo; depois, nós começamos a lutar uns contra os outros mais uma vez e devido a isso o segundo Templo foi destruído.

Isto significa que a coisa mais importante para a nossa nação é a nossa união, apesar de todos os problemas que surgem entre nós, como se diz “o amor cobrirá todas as nossas transgressões”.

Nós devemos compreender que temos que viver em dois níveis. No piso inferior, nós podemos sentir repulsa a tal ponto que não falamos um com o outro, como acontece frequentemente entre os Judeus. Há uma piada sobre um Judeu que constrói duas sinagogas, uma que ele vai e uma que ele diz que nunca vai pôr o pé. Ele constrói a segunda sinagoga de propósito para não pôr o pé lá. Isso expressa a atitude dos Judeus entre si.

Hoje nós temos que simplesmente restaurar os dois níveis, estabelecer uma atitude de amor acima de todas as nossas transgressões, e viver nestes dois níveis. Por um lado, não podemos aceitar um ao outro de acordo com o ego material no nível animal. Como um ser humano, eu não aceito e odeio você, e os outros também, mas mesmo assim eu cubro isso com amor na minha conexão com os outros, sem destruir o ego. Na verdade, é como resultado de viver essa dupla atitude dos dois níveis que não amo você, mas, apesar de mim mesmo e minha atitude para com você, eu o amo.

É um sistema muito complexo de relações mútuas, mas somente na conexão entre essas duas dimensões é que o Criador é revelado, e o sistema da Governança superior que desce até nós de Cima. Quando nos concentramos neste sistema de relações mútuas, o mundo superior é revelado para nós. Portanto, isso é o que devemos fazer.

Ninguém entende isso, nem os de esquerda, de direita ou de centro, de modo que não teremos êxito a menos que implementemos a regra de nossas relações mútuas.

Eu sei que sou um egoísta, mas nós temos que construir uma ponte entre nós acima do abismo que nos separa. O abismo permanece, mas nós estamos constantemente mantendo nossas intenções conforme sustentamos e construímos cada vez mais a ponte entre nós.

Na verdade, é acima deste abismo, na conexão entre nós, que é revelada a força superior que nos permitirá sentir o verdadeiro mundo, a verdadeira existência, a eternidade e a plenitude. Vamos revelar o significado da criação deste mundo. Então vamos ver e descobrir o que é o jardim do Éden e entrar nele. Esse é o caminho para a felicidade.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 06/03/16

O Anjo Da Morte Do Estado Palestino

laitman_927Nas Notícias (polosa.co.il): “Na semana passada, o conceito de solução do conflito palestino-israelense, dividindo a terra de Israel em dois Estados nacionais independentes, terminou. Em outras palavras, na semana passada, a ideia de criar um Estado palestino na Judéia e Samaria morreu. A morte desse conceito foi anunciada quase casualmente, como algo evidente por si mesmo. Isso não foi anunciado por Netanyahu, Abbas, e nem mesmo Barack Obama. Foi anunciado pela chanceler alemã Angela Merkel, que se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Berlim.

“Após a reunião, Merkel disse que ‘agora não é o momento de avançar para a criação de um Estado palestino’. Você entende? Agora não é o momento. Por quase cinco décadas, a Europa tem chamado, insistido e exigido apenas uma coisa: a retirada israelense da Judéia e Samaria, e o estabelecimento de um Estado palestino lá. E, de repente, não é mais assim”….

Meu Comentário: Merkel já compreendeu seu erro antes, quando a UE foi estabelecida, mas é impossível mudar a atitude Europeia e fazê-los perceber que essa ideia não vai funcionar sem antes mudar sua psicologia e sem reeduca-los primeiro no espírito da unidade, conexão, e até mesmo de fraternidade e amor.

Para criar uma aliança, ou menos, uma convivência de nações vizinhas, todas as partes envolvidas têm que concordar sem qualquer pressão externa. Somente depois de serem educados por algum tempo é que os dois novos Estados podem ser construídos de forma cooperativa.

A Cabalá pode ajudar aqui. A propósito, nós temos que reeducar os judeus no espírito da unidade, não menos e ainda mais do que os árabes! Isso não deriva da política da UE, mas da finalidade da criação e do desejo do Criador pelas duas nações.

Nova Vida # 612 – Terrorismo Judaico

Nova Vida # 612 – Terrorismo Judaico
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Por que há grupos radicais emergentes em Israel, por que há todas essas ideologias atuais no mundo, tanto religiosas e não-religiosas, basicamente equivocadas, e qual é a condição espiritual para o cumprimento da meta de criação?

Resumo

Nós podemos interpretar a Torá de várias maneiras diferentes, assim como a história está cheia de diferentes versões e contradições.

Conflitos internos entre judeus destruíram a nossa nação no passado. Na verdade, quando se trata da Torá e suas implicações, todos estão errados, uma vez que eles não atingem sua interioridade.

O único remédio é a Luz que pode corrigir a pessoa e mostrar-lhe onde ela vive. Essa Luz só pode ser obtida através do estudo da sabedoria da Cabalá. Nós temos que nos conectar acima de todas as nossas diferenças; na verdade, como resultado da divisão entre nós é que construímos a conexão.

Hoje, tudo está se tornando mais extremo já que estamos nos aproximando da fase em que vamos perguntar: Por que estamos vivendo?

A sabedoria da Cabalá nos diz que o objetivo da nossa vida é revelar o Criador, a força da liderança e da providência. A verdade é que, se nos conectarmos acima de nossas diferenças, a força superior, o outro mundo, se revela entre nós.

De KabTV “Nova Vida # 612 – Terrorismo Judaico”, 16/08/15

Ynet: Como Você Pode Influenciar O Mundo?


Minha última coluna no Ynet

Como Você Pode Influenciar O Mundo?

Nós tendemos a pensar que não temos nenhuma influência direta nos assuntos mundiais, especialmente quando é um evento que está muito longe das fronteiras de Israel. Mas o fato é que estamos exatamente no centro e somos os únicos que podem afetar as coisas para melhor ou para pior. “Nenhuma calamidade vem para o mundo, exceto para Israel.”

A situação no mundo está se tornando mais complicada a cada dia. A escuridão, o mal e o ódio estão aumentando num ritmo sem precedentes que ameaça toda a humanidade na forma de terrorismo global, crise financeira, guerras mundiais e os inúmeros eventos terríveis que ocorrem entre as pessoas, nações e países.

Nós temos a tendência a pensar que não temos nenhum efeito direto sobre o que acontece no mundo e tanto mais quando o evento está muito longe das fronteiras de Israel, e não temos ideia que “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto para Israel”
(1), como escreve o Rav Kook.

Nós não temos a capacidade de discernir até que ponto somos direcionados e sentimos como “Em tal geração, todos os destruidores entre as nações do mundo levantam a cabeça e desejam principalmente destruir e matar os filhos de Israel …” (2). Há aqueles que pensam que tudo isso é coisa do passado e que os horrores que ocorreram no passado e no regime nazista não podem acontecer hoje, mas ainda podemos ver como, naturalmente, a humanidade pode voltar ao estado em que um terço da nação judaica foi aniquilada.

“Eu acredito que o mundo vai acreditar que o fim do mundo está chegando e num ritmo acelerado”, escreveu o Cabalista Yehuda Ashlag na década de 1950, “e que Israel será ferido primeiro da mesma forma que foi ferido na última guerra, e portanto, é melhor despertar o mundo hoje para receber o único remédio que existe, de modo que vão viver e existir”(3).

O tempo está trabalhando contra nós, e o desamparo que cada judeu ao redor do mundo sente exige que tornemos os ensinamentos acessíveis às pessoas, e apresentemos a solução que temos que cumprir como nação.

“Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto para Israel.”

A era global em que vivemos tem amarrado Israel e as 70 nações do mundo num só corpo e agora “… o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade” (4). O Livro do Zohar descreve Israel como “o coração do mundo”, e assim como “os órgãos do corpo não podem existir nem por um momento no mundo sem um coração, as nações do mundo não podem existir no mundo sem Israel” (5).

A crise que está abalando o mundo inteiro está ocorrendo porque a nação de Israel não está cumprindo adequadamente seu papel, e, portanto, enfatiza ainda mais a dependência do mundo em nós: “a construção do mundo que agora está entrando em colapso por causa das terríveis tempestades e da espada sangrenta, exige a construção da nação israelense. A construção da nação e a revelação de seu espírito é uma coisa e tudo está unido à construção do mundo que está se despedaçando esperando total poder, unidade e superioridade”(6).

Quando estamos unidos como um só homem em um coração, irradiamos o bom vigor por meio de nós, para o mundo. Quando a força do bem está ausente, a força do mal cresce e aumenta, trazendo ódio e divisão entre as pessoas. A força negativa faz com que as nações do mundo sintam que Israel é a fonte do mal no mundo. “É um fato que Israel é a mais odiada de todas as nações, seja por razões religiosas, raciais, capitalistas ou comunistas” (7). O dedo acusador que as nações do mundo apontam para nós é expresso sob a forma de várias decisões contra nós. Em um mundo global, basta isolar diplomaticamente Israel, numa tentativa de sufocá-lo gradualmente por meio de um boicote econômico, por exemplo.

A sabedoria secreta é a solução

O primeiro que encontrou a solução para a crise humana foi Abraão – o patriarca da nação de Israel. O método especial que ele descobriu, há cerca de 4.000 anos na antiga Babilônia, inclui dois níveis de relações entre as pessoas: um nível é a força egoísta – a força negativa de separação e ódio, que fez com que seus alunos se afastassem uns dos outros, e o segundo nível é o nível da força do amor e conexão – a força positiva na natureza.

Abraão sabia como conectar as duas forças e estabelecer nas pessoas dois níveis de atitudes em relação ao mundo, de modo que “… o amor cobre todas as transgressões” (8). O método de conexão que ele desenvolveu não é outro senão a sabedoria da Cabalá.

A Cabalá é percebida pela maioria das pessoas como uma ciência oculta. Sua ocultação e o mistério que as pessoas percebiam foram a base para muitos mitos, boatos e equívocos. Chegou a hora dela ser aberta e acessível a todos. Esse método antigo é a coisa mais vital para a nação de Israel e para o mundo todo.

Todos os grandes Cabalistas, os sábios que têm “conhecimento abrangente em todos os ensinamentos do mundo, uma vez que os adquiriram da própria sabedoria da verdade” (9), e são “recompensados ​​com a realização de todos os graus na realidade que uma pessoa pode alcançar” (10), gritando, que na situação crítica é nossa obrigação envolver-nos constantemente na sabedoria da Cabalá, o que significa, na correção de nosso relacionamento, como o ARI disse “se nos envolvermos na sabedoria da Cabalá, a nossa redenção virá, já que tudo depende desta sabedoria” (11).

A força que está oculta nela pode salvar-nos de todos os perigos que nos esperam e permitir-nos sobreviver como uma nação e um Estado, já que “quando há amor, unidade e fraternidade entre Israel, nenhuma calamidade pode afetá-los e eles, assim, mantêm todas as maldições e sofrimentos à distância” (12).

O que é a Torá de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Ao longo da história houve uma mensagem de destaque nos ensinamentos dos Cabalistas, que é “ama teu amigo como a ti mesmo” (13) ou, em outras palavras, “fazer aos outros tudo o que você gostaria que os outros fizessem a você”, como Rambam costumava dizer. O amor ao próximo é a grande regra da Torá.

Quando os sábios da Cabalá se referem à Torá, em primeiro lugar referem-se a um tempero especial que tem o poder de subjugar a inclinação ao mal, a força da separação. Nossos sábios disseram: “Eu criei a inclinação ao mal, Eu criei a Torá como tempero” (14), o que significa a Luz nela, “já que a Luz da Torá reforma-a” (15).

De acordo com a Cabalá, o significado da palavra “Torá” é muito mais do que a observação meticulosa dos diferentes costumes. O Livro do Zohar nos adverte que “ai da pessoa que diz que a Torá nos conta histórias de uma forma simples e que nos diz em uma linguagem leiga sobre Esaú e Labão, etc., mas que tudo na Torá são segredos superiores” (16). Além disso, “… porque todos os mandamentos da Torá, ou aqueles que os nossos antepassados ​​corrigiram”, como diz Eben Ezra “são todos para corrigir o coração, embora a maioria deles seja realizada por ações ou palavras” (17).

Portanto, Baal HaSulam conclui que, “… somente por meio da expansão da sabedoria da Cabalá nas massas obteremos a completa redenção”.

Eles também disseram, “a Luz nela reforma-a”. Eles foram intencionalmente meticulosos sobre isso, para nos mostrar que somente a Luz encerrada dentro dela, “como maçãs de ouro em salvas de prata”, nela situa-se a cura que reforma uma pessoa. Tanto o indivíduo como a nação não completarão o objetivo para o qual foram criados, exceto se atingirem a interioridade da Torá e seus segredos. “(18).

Tudo para o bem da unidade

Infelizmente, diferentes círculos opõem-se fortemente à disseminação da sabedoria da Cabalá para o público. A sabedoria da Cabalá tem que ser revelada hoje mais do que nunca. É a chave para a existência do Estado de Israel e do povo de Israel. Temos visto ao longo da história que, quando cada um puxou em sua própria direção, a divisão na nação levou Israel a problemas e guerras, o clímax do que é simbolizado pela destruição do Templo. “O Templo foi destruído por causa do ódio infundado, quando seus corações foram divididos e eles foram divididos e não eram dignos do Templo, uma vez que é a unidade de Israel”. (19).

No momento em que caímos do amor fraterno para o ódio infundado, deixamos de existir como uma nação, de acordo com os ensinamentos de Abraão. Desde então, continuamos a dividir-nos e a nos afastarmos para mais longe um do outro e o valor de “ama teu amigo como a ti mesmo” está desaparecendo e está tornando-se estranho e vazio de qualquer significado.

Portanto, somos ordenados a não desistir, mas a lutar obstinadamente para nossa unidade, que é a poção de vida para nós; Baal HaSulam afirma fortemente na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot: “No início das minhas palavras, eu acho uma grande necessidade de quebrar um muro de ferro que está nos separando da sabedoria da Cabalá, desde a ruína do Templo até esta geração. Isto encontra-se fortemente em nós e desperta o medo de sermos esquecidos por Israel”. (20)

Tempo para a Cabalá

Nós não temos escolha, mas unirmo-nos, e, a fim de sentir a conexão e amor entre nós, devemos usar a sabedoria que Abraão descobriu, a sabedoria da Cabalá, que nos ensina como conectar corretamente uns com os outros e amar os outros. Quando despertarmos os sentimentos de amor e calor, seremos capazes de equilibrar todo o sistema. Seremos um exemplo de conexão para todo o mundo uma vez que este é exatamente o nosso objetivo, como uma nação, e o mundo está nos esperando para cumprirmos o nosso objetivo, “O objetivo de Israel é o de unir o mundo inteiro em uma família” (21). Por isso somos obrigados a mudar a nossa atitude para com a sabedoria da Cabalá e tentar alcançar o amor e a conexão como ela nos ensina.

Referências:
1. Rav Kook, “Cartas do Rav Kook”. Vol. 2, p. 324
2. Rav Yehudah Ashlag – “Baal HaSulam”, “Introdução ao O Livro do Zohar“, item 71.
3. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “A Última Geração”
4. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “Paz no Mundo”
5. “Zohar La’am“, Pichas, item 152
6. Rav Kook, “Luzes”, p 16
7. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “A Última Geração”
8. Provérbios, 10;12
9. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “O Ensino da Cabalá e Sua Essência”
10. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “O Segredo da Concepção e do Nascimento”
11. ARI, “Árvore da Vida”, Introdução ao Sha’ar A’hakdamot
12. “Luz e Sul”, Nitzavim
13. Rambam, “Mishne Torah”, o Livro dos Juízes, capítulo 14
14. Kidushin 30;2
15. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “Shamati”, item 6, “Suporte na Torá”
16. “Zohar La’am” , Behaalotecha, item 58
17. Rabi Abraham Eben Ezra, “As Bases do Temor e o Segredo do Conhecimento”, p. 8; 72
18. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, “Introdução ao Livro Panim Meirot Umasbirot”, item 5
19. “Netzhach Israel”, capítulo 4
20. Rav Yehuda Ashlag – “Baal HaSulam”, Introdução ao TES, parte 1
21. Rav Kook, “Sussurre o Segredo de Deus para Mim”

Nova Vida # 613 – Um Templo Construído Entre Nós

Nova Vida # 613 – Um Templo Construído Entre Nós
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Qual é a razão para o surgimento de ideologias messiânicas? Qual é o significado espiritual da construção do Terceiro Templo e por que a busca da espiritualidade ocorre principalmente em Israel?

Nos últimos dois mil anos surgiram vários mitos sobre o Templo, desde que caímos no ódio infundado. Antes disso nós podíamos nos comunicar com o Criador e podíamos senti-Lo no amor entre nós, mas essa relação foi destruída.

Depois de perder a conexão com o Criador, diferentes religiões e mitos apareceram porque uma pessoa precisa se agarrar a algo.

O Templo é o que nós construímos nas relações entre nós. Não são pedras, mas conexão, amor e relacionamento.

O reino de Israel será reconstruído quando revelarmos o método de conexão com o mundo inteiro e levarmos a uma nova consciência. Não é a fé no Criador do mundo, mas conhecendo a lei geral da natureza em que vivemos.

De KabTV “Nova Vida # 613 – Um Templo Construído Entre Nós”, 16/08/15

Por Que Nossos Líderes Não São Cabalistas?

laitman_627_1Pergunta: Se a sabedoria da Cabalá é uma ciência tão sábia, porque ela não se tornou a ideologia que lidera a nação de Israel, que foi criada para unir e operar com base em seus princípios?

Resposta: Porque as pessoas são inerentemente egoístas. A Cabalá diz que é preciso superar o nosso egoísmo. Portanto, poucas pessoas estão dispostas a vir e aprender a superar seus egos em unidade, amor, e como criar um sistema de cooperação mútua totalmente novo entre nós.

Esse sistema é bom porque vai estar em equivalência com a natureza que nos rodeia. Assim, a pessoa será capaz de controlar o seu destino. Caso contrário, não consegue e constantemente atinge uma muralha.

Pergunta: Mas os nossos líderes não estão interessados ​​em melhorar o país?

Resposta: Onde você viu líderes ou pessoas em geral que realmente se preocupam com o mundo? Eu não estou culpando ninguém, porque a nossa natureza é completamente egoísta.

A cada momento da sua existência, a pessoa só pensa em como se beneficiar, e os outros geralmente não lhe interessam. Além disso, quanto pior para elas, melhor para ela. É assim que fomos programados pela natureza. Não existem pessoas boas ou más; essa é a natureza humana.

A pessoa não precisa ser um Cabalista para entender isso. Isso também é conhecido dos psicólogos.

Do Webinar no site zahav.ru 10/02/16

Udi Alon: “Israel É Um Estado Fascista”

laitman_600_02Pergunta: O diretor de cinema israelense Udi Alon recebeu o Prêmio do Público no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Quando ele foi convidado a falar, ele imediatamente criticou Israel, chamando-o de um Estado fascista e pediu que a Alemanha pare a ajuda militar a Israel.

Em entrevista ao canal 10, ele disse, “eu amo meu Estado, mas não gosto do governo. Ele é fascista”. O problema é que o filme de Alon foi totalmente subsidiado pelo Estado que ele chama de fascista.

Resposta: O nosso Estado é especialista em cravar uma faca em suas próprias costas. Se pudéssemos realmente ver que temos um parceiro na forma do povo árabe que vive conosco em um único país e na mesma terra, se pudéssemos vê-los como querendo chegar a um acordo, seria uma questão totalmente diferente.

Eu sou a favor da ideia de que todos devem viver onde quiserem. Eu não sou a favor de quaisquer fronteiras e sou contra limitações, mas não do jeito que está acontecendo hoje na Europa, onde eles permitem que os refugiados entrem e virar tudo de cabeça para baixo. Tudo depende com quem você está lidando e dos planos do inimigo.

Eu posso entender a opinião do Udi Alon. Eu não me identifico com ele, mas entendo que ele vê apenas um lado do que está acontecendo. Esses são problemas de desenvolvimento. Nós teremos que nos elevar até que aqueles de direita se movam um pouco para a esquerda e os da esquerda se movam um pouco para a direita, e juntos vamos alcançar a linha do meio.

Isto é o que a natureza exige e o que a sabedoria da Cabalá nos ensina. Quando chegarmos à linha do meio, seremos capazes de simultaneamente colocar corretamente a nós mesmos e todas as nossas políticas, economias, e outros rivais ao mesmo tempo. Vamos de fato equilibrar o fascismo, o comunismo, o socialismo, e tudo o que há.

Pergunta: Como as pessoas de direita e de esquerda vão se conectar?

Resposta: Elas vão se conectar acima do seu egoísmo, e só a sabedoria da Cabalá pode fazer isso. Portanto, eu não presto atenção ao que os outros dizem. Para mim, eles estão todos no meio do processo de desenvolvimento. Nós sabemos que quando uma criança se desenvolve, ela se move de um lado para outro, e não há nada que possamos fazer sobre isso. Esses são problemas de desenvolvimento, e nós devemos esperar até que tudo esteja equilibrado.

O mundo está passando pelas últimas fases da evolução agora. A atual crise irá levá-lo a um fim e destruí-lo. Ela vai agitar o mundo de uma maneira que todos vão ver que devem seguir a linha do meio; eles devem se sentar numa mesa redonda. Ninguém está certo, e ninguém é culpado. A nossa natureza é que foi intencionalmente imprimida em nós dessa maneira, para que pudéssemos subir acima dela ao próximo nível e adquirir a solução para os nossos problemas.

Nós precisamos ser pacientes em ensinar as pessoas como se conectar acima do ego. Vamos esperar que sejamos capazes de adquirir uma plataforma a partir da qual as pessoas vão gradualmente nos ouvir. Por um lado, essa plataforma irá ajudá-las, e, por outro lado, os golpes que elas sofrem na vida vão empurrá-las para a frente.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 21/02/16

Educar Crianças Através Do Whatsapp? Isso Não Funciona!


Artigo do Ynet: “Nas últimas semanas, muito tem sido dito sobre o “estado da juventude”. De acordo com os dados das autoridades que combatem o abuso de álcool e drogas, crianças nos graus 7 – 11 participam de festas onde o álcool flui como água e nas quais também se envolvem em sexo livre. ‘A combinação de álcool, hormônios, puberdade, e a ausência de um adulto responsável é muito perigoso’, diz o Dr. Yossi Harel Fish, cientista-chefe da Autoridade Antidrogas israelense e especialista na área de comportamentos de risco das crianças. ‘Se no passado os adolescentes saíam para se divertir e também bebiam pouco, hoje o propósito do entretenimento é do beber em si”.

“‘Mais tarde, à noite, as roupas são retiradas conforme essas crianças se embebedam e logo a atmosfera se intensifica. Essas festas ocorrem nos quartos com jacuzzi, em lofts de luxo ou em florestas distantes. Na maioria dos casos os pais não sabem o que está acontecendo ou talvez prefiram não saber”. Isto pode ser parte da explicação de por que eles não perguntam…

Se você também leva em conta as palavras da moda sobre a juventude atual, tais como “eles são indiferentes, frios e alienados” ou “os jovens de hoje são superficiais”, juntamente com termos como “a geração da tela”, você obtém uma combinação que, segundo estudos recentes realizados pela Universidade de Michigan, há um declínio de 80% na capacidade dos jovens de hoje de se sentir empatia para com o outro. “Nossos filhos são menos humanos, e nós não percebemos isso”, disse o antropólogo Tamir Leo recentemente. Leo está certo, mas somente quanto à segunda parte da frase; na verdade, nós não percebemos o que está acontecendo com os jovens de hoje.

Os jovens não são o problema

Nós somos o problema: os pais, e não a juventude. Nada neste mundo acontece por si só. Não existe tal coisa como “juventude boa” ou “juventude má”. Cada geração é produto de sua educação. E nossa geração é o resultado direto de nossa negligência. Nós atraímos esse trabalho sobre nós mesmos por nossas próprias mãos.

Nós podemos construir o mundo que queremos para nós mesmos. Nós temos dedicado nossas vidas à busca de uma vida confortável, uma carreira de sucesso e realização pessoal, construindo nosso status e acumulando bens materiais, e ao longo do caminho temos abandonado nossos filhos. Onde estávamos quando eles abandonaram as pracinhas, os jogos de bola e os passeios na natureza e caíram na dose venenosa das telas, sexo, álcool e drogas e rolaram para um estado onde não sabem como se comunicar, senão através da tela?

Em vez de lhes preparar a infraestrutura para uma vida feliz, nós os enviámos para a escola na esperança de que algo de bom acontecesse com eles lá. Mas o que pode acontecer num sistema cujo único objetivo é fornecer informações? Um sistema cujo único objetivo é prepará-los para ganhar dinheiro, para ter sucesso, para tornar-se famoso, mas não para o que eles realmente precisam na vida. Nós criamos uma realidade distorcida para eles, que é tudo, menos o que a vida realmente é. Ele inclui infinitas conexões entre uma pessoa e uma máquina e zero conexões entre as pessoas e entre um coração ao próximo. A escola hoje é um dos piores lugares que uma pessoa pode estar, a fonte da maior parte dos “vírus” que afetam nossos filhos.

Do Ministério da Informação ao Ministério da Educação

O que vai acontecer na próxima geração? Numa década, em duas décadas? Quando nossos filhos vão gerir o mundo? Se continuarmos assim, o futuro não parece tão brilhante.

Se quisermos dar aos nossos filhos um cartão de entrada para a vida, devemos tornar a educação, e não o ensino da informação, uma importante missão nacional. O Ministério da Educação, e as escolas como suas instituições líderes, precisa de uma reformulação. Em vez do envolvimento obsessivo em informação, notas e testes de desempenho internacionais, as escolas devem se concentrar na construção do ser humano na criança. Ela tem que lidar com a maior causa de angústia que a juventude sente hoje: a sua incapacidade de falar, de se abrir, e, especialmente, a sua incapacidade de se conectar corretamente com o ambiente.

A pesquisa mostra que as crianças e adolescentes simplesmente não sabem como conversar entre si. Essa é uma das razões para eles beberem ou fumarem: beber embota a dor e preenche o vazio interno.

Essa meta vem junto com uma das habilidades mais altamente exigidas no mercado de trabalho de hoje, que é o trabalho em equipe. Quanto mais global o mundo se torna, mais nós precisamos saber como trabalhar juntos, como construir a relação correta entre nós, desenvolver relações de confiança e cooperação. Mas, em vez de se concentrar em tais habilidades, o sistema de ensino se concentra numa linha de montagem de químicos, matemáticos ou outros tecnocratas.

Um tipo diferente de educação

Educação significa prover um jovem com as ferramentas certas para compreender a si mesmo e aos outros, compreender os impulsos que ele e os outros têm, ensiná-lo a construir um relacionamento com um parceiro e ter uma família, e como tornar o mundo um ambiente aconchegante e humano. Uma criança precisa sentir que a escola lhe ensina como viver e prepara-la para a vida real no complicado século XXI.

Dinâmicas sociais, que devem resultar de workshops, jogos e atividades durante o dia na escola, devem transformar a criança em seu próprio “psicólogo”. Ela tem que estudar e explorar a sua natureza, descobrir a si mesma, e, assim, ser capaz de lidar com a vida com sucesso.

Os jovens de hoje estão enfrentando uma realidade distorcida de normas e comportamentos que veem nas telas. Eles veem padrões artificiais do que é considerado bonito e esperam que as cenas que eles veem se realizem na vida. A escola deve se tornar um mediador que está ciente da montanha-russa hormonal que esses jovens experimentam e ajudá-los a aprender sobre o mundo interior de ambos os sexos, respeitando os outros e ser sensível a eles. Em última análise, a maioria dos problemas decorre da falta de compreensão mútua.

Os adolescentes precisam sentir que têm alguém com quem falar e que vai ouvi-los. Eles devem sentir que o que acontece com eles também acontece com os outros, e, portanto, não há nenhuma razão para se sentir envergonhado ou esconder nada. Esse processo deve ser acompanhado pela correta orientação profissional, mas o ponto principal é que a criança tem um mundo interior inteiro ao qual a escola não se refere de forma alguma, e assim não entende por que está lá e só se torna cada vez mais frustrada com o passar dos dias.

Minha sala privada

Na verdade, é dessa geração aparentemente indiferente que todas as questões sobre o sentido da vida vão irromper e que vai abrir a porta para um mundo que é muito mais profundo do que o que estamos acostumados. Mas até que isso aconteça, nós temos que explicar o que está acontecendo com eles, qual é a razão do seu desenvolvimento, o que eles passam e de onde vem a sua incapacidade de se satisfazer. Nós também precisamos estudar um pouco mais sobre a vida e o propósito da vida, a fim de fazer isso.

O que está acontecendo entre os jovens e também entre nós hoje é uma fase natural do nosso desenvolvimento. O ego humano está mudando e essa é a razão para a diferença entre gerações. É o ego que nos torna insensíveis e indiferentes, viciados em tecnologia, fechados em nossa pequena concha, em nossa sala privada.

Mas essa é apenas a fase intermediária, uma paragem ao longo do processo do nosso desenvolvimento interno. Nós não viemos a esse mundo para se comunicar através de um teclado ou uma tela de toque, mas para romper todas as partições que nos mantêm separados, e para comunicar de um coração para outro numa dimensão de sentimentos e mente que transcende a nossa realidade corporal.

Do Artigo do Rav Laitman no YNet