Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Acelerar O Tempo De Libertação

No artigo do Baal HaSulam “última geração”: Se todas as nações do mundo concordam com isso, então as guerras não estarão mais no mundo, porque nenhuma pessoa vai estar preocupada com seu próprio bem, mas apenas com o bem dos outros. Este ensinamento de equivalência de forma é o ensinamento do Messias … É então dito: “e eles baterão as suas espadas em arados e suas lanças em foices”.

“O Messias é a maior Luz de Yechida que corrige tudo, quando ela desce. Quando obtemos um forte desejo de alcançar a última correção (Gmar Tikkun),esta Luz aparecerá com todos os seus poderes e irá corrigir todos os desejos.

Até mesmo menos Luzes que nós recebemos agora criam uma conexão entre nós e nos permitem organizar uma enorme Convenção, que é o resultado da ajuda vinda de Cima ao invés da nossa própria realização. [Leia mais →]

Revelar O Zohar

Dr. Michael LaitmanNão importa o quanto estejamos cansados dos esforços da leitura do Livro do Zohar, não importa quão sem setindo ela possa parecer, durante a leitura todos nós devemos estar unidos em uma intenção, um desejo. Este é o nosso trabalho partilhado na garantia mútua contra os distúrbios interiores de cada pessoa em nossos pensamentos sobre a unidade.

Nós queremos dormir e ficar indiferentes, perdendo o fio da narração. Nós percorremos um nevoeiro, e o texto não nos atrai nem provoca qualquer sentimento. No entanto, este é o local que contém a Luz, a qual deve fazer a correção dentro de nós, trazendo-nos à unidade, à forma espiritual.

De nossa parte, nós devemos desejar a unidade, e esperar pela ação da Luz, de modo que ela nos transforme exatamente naquilo que é necessário. Nós queremos nos unir e nos concentrar no único desejo de estar juntos, quando cada pessoa inclina sua cabeça. Eu faço esse esforço e desejo que a Luz, em resposta, realize sua ação desde o Alto.

Isso se chama  “Israel, a Torá e o Criador são um”. Por meio da Torá nós estamos tentando revelar o Criador. A Torá é a luz que Corrige e nos une, e o Criador será revelado dentro de nossa unidade. Deixe o apresentador continuar lendo. Para mim, cada palavra é uma nova gota de Luz que nos une como um todo.

Eu me dirijo a todos os nossos amigos do mundo: falta-nos esse esforço conjunto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 14/11/10, O Zohar

Em Um Oceano De Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu chorei de alegria durante a cerimônia de abertura, quando os representantes de todos os países subiram ao palco segurando as bandeiras; senti-me conectado com todo mundo, senti os desejos de outras pessoas, seu amor e cuidado. O que foi isso, uma sensação psicológica ou espiritual?

Resposta: Esta é uma emoção maravilhosa, agradável e sincera, mas ela ainda não é espiritual. A sensação espiritual é a conquista da raiz: de onde vem tudo, a razão pela qual tudo acontece, e o lugar onde estamos.

Esta sensação deve nos levar a um estado em que existimos em um oceano de uma determinada força, que nos conecta acima do tempo e do espaço, e nos apóia. Então, a pessoa perde a sensação do corpo. Ela ainda associa a si mesma com o corpo, mas o considera como de natureza inferior a ela. Então, nós percebemos que pertencemos a essa mesma força, nós somos parte dela, e tornamo-nos difundidos nela.

O que você experimentou na cerimónia de abertura é o passo que antecede a percepção espiritual. Esperemos que possamos alcançá-la muito em breve.

Da 4a Lição da Convenção Mundial de Cabala 2010, 10/11/10

Revelar O Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanQuando a espiritualidade se revela à pessoa, esta começa a sentir certa força que preenche todo o espaço à sua volta, que ela existe neste mundo. É como se o ar se tornasse mais denso, espesso e suave. Esta é a força do Criador, a força da doação, a força do amor que enche todo o mundo da pessoa.

Nós devemos evocar e exigí-la, de modo que ela pudesse se revelar como uma força que nos conecta. Através dela nós começaremos a perceber todos nós como um todo.

Nós só precisamos prestar mais atenção nela, procurá-la com amor e sensibilidade. Vamos começar a sentí-la!

De 4a Lição da Convenção Mundial de Cabala 2010, 10/11/10

Depois Da Convenção: As Primeiras Conclusões

Dr. Michael LaitmanUm e-mail que recebi: Caro Dr. Laitman, eu acho que falo por muitos quando digo que estou dominado por uma grande desilusão. O que devo fazer com ela?

Resposta: No último dia da Convenção, eu ouvi que várias pessoas esperavam fazer a passagem para o mundo espiritual nesta Convenção, e, agora, elas estão dominadas pelo desespero total!

Eu vou dizer isso com sinceridade: Pessoalmente, eu estou surpreso com o resultado da convenção que recém acabou. E não é por causa da quantidade recorde de participantes ou da reação positiva da imprensa, mas pelas mudanças internas e o amadurecimento de cada participante e de todo grupo mundial. Pela primeira vez, as pessoas passaram por estados que não seriam capazes de passar individualmente. Discernimentos internos extremamente importantes ocorreram dentro delas.

Agora, sobre suas expectativas: Se o seu desejo fosse pela verdadeira espiritualidade, pela doação e o amor ao próximo, então você não experimentaria qualquer desespero, porque você sempre tem a oportunidade de doar e amar. Ninguém dá ou tira isso de você.

A primeira qualidade espiritual (Bina) é uma aspiração à Hafetz Hesed (estar acima do seu egoísmo), a sensação fora do seu desejo. Se você aspira a isso, então não lhe interessa qual estado você está, porque tudo vem do Criador e só Ele decide, de acordo com seu plano, o que acontecerá a todos e a cada um de vocês. A sua única reação a tudo deveria ser a alegria e o desejo de estar sob o poder do Criador, a qualidade de doação. A Machsom (barreira) é superada por aqueles que fogem de seu egoísmo e concordam com todas as condições para serem libertados dele, concordando em assumir a condição de “todos como um” (como um homem com um coração ou desejo) e da garantia mútua, “um por todos e todos por um”.

Nenhum de nós tem o poder de desprender-se do seu egoísmo. Até agora, nós temos falado sobre isso, mas não fomos capazes de discerní-lo com precisão dentro de nós, porque esta é exatamente a qualidade que não nos deixa penetrar na espiritualidade, a qualidade de doação. Nós somos incapazes de distinguir o que ela é e onde ela está dentro de nós. Ela se esconde dentro de nós como uma cobra e nós não podemos identificá-la de forma precisa, sempre confundindo-a com outras qualidades.

Assim como a dor em uma doença, apenas a dor da decepção nos ajuda a reconhecer o nosso egoísmo e descobrir que ele não é bom, mas o nosso governante do mal, o Faraó. Nós temos que aumentar a nossa decepção de tal forma, de modo que o odiaremos dentro de nós e desejaremos apenas uma coisa: separar-nos dele. No entanto, a fim de chegarmos a este estado de desespero, nós devemos primeiro aspirar a ele com todo o nosso egoísmo (Lo Lishma). Isto é o que eu falei antes da Convenção, que “estamos saindo do Egito”. E todo mundo tinha certeza de que isso deve acontecer. Se nós não tivéssemos essa confiança, não seríamos capazes de nos decepcionar e discernir de forma precisa este mal (o Faraó) dentro de nós, o qual não nos permite ascender à qualidade de doação.

Para despertar imediatamente esse mal, eu declarei no início da Convenção que somos obrigados a alcançar a união; que todo o nosso trabalho na Convenção deve ser feito por meio da investigação profunda de nós mesmos e da nossa atitude para com todos os amigos. No entanto, em vez da “revelação dos céus” que esperávamos, ela imediatamente provocou uma descida, arrefecendo-nos. Com a minha súplica em busca a união, para ascender acima de nós, acima do “eu” pessoal, eu queria mostrar aos participantes da Convenção que ainda não estamos preparados para isso, e, como resultado desse sentimento, os participantes entraram em transe.

Por um lado, eu fiquei muito feliz com este estado de “compreensão do mal”. Mas, por outro lado, eu comecei a temer que o grupo não fosse capaz de sair deste estado em tão pouco tempo. É semelhante à forma como uma pessoa doente descobre a dor e tem que entender que isso indica uma doença, e começa a tratá-la com a ajuda de um médico, o Criador. Além disso, 30 a 40% dos participantes da Convenção eram novatos na Cabala e não entendiam o que estava acontecendo com eles. Portanto, decidiu-se deter com um golpe o Faraó, suas esperanças egoístas, a fim de ascender-se acima delas.

No entanto, são exatamente estes processos que experimentamos que nos prepararam para a passagem – que não é egoísta (aspirar em revelar a realização), mas que deseja revelar a oportunidade de doar, unir-se “como um homem com um coração”, concordando com a garantia mútua. O resultado da Convenção é o primeiro golpe no Faraó – o nosso amor-próprio, nossas esperanças egoístas em “romper a Machsom” e receber o Mundo Superior, assim como este mundo dentro de nós, dentro dos nossos desejos, dentro de nossa realização.

O Baal HaSulam escreve que quando a pessoa atinge o limite espiritual, ela está convencida de que o mundo espiritual não pertence a ela e só depois é que ela rompe a Klipa, a fronteira, e adquire a qualidade de doação.

A revelação da nossa indisposição ocorreu de imediato, na minha primeira aula, quando eu disse no início que em vez de ações externas, devemos mergulhar dentro de nós mesmos, na nossa conexão, na garantia mútua. Imediatamente, tudo se transformou em gelo! O nosso egoísmo apareceu, mas esta revelação do mal dentro de nós também é uma grande conquista que foi trazida por ninguém menos que a nossa união (a santidade do dia).

Ao longo da nossa Convenção, nós descobrimos que o Faraó está dentro de nós e não fora. Ele recebeu seu primeiro golpe com o fato de que estamos desapontados com os resultados da Convenção. Nós pensávamos (nós sendo o Faraó) que receberíamos algo dentro de nós, mas nós não recebemos nada. Este é o primeiro golpe do Faraó, o nosso egoísmo. Nós descobrimos que não receberemos nada dentro do nosso desejo egoísta.

Agora, nós temos uma maior capacidade de dizer em quais qualidades a espiritualidade deve ser revelada dentro de nós. Nós temos um melhor entendimento de que isso não acontecerá dentro do Faraó, e sobre o que significa pensar no Superior. Significa não pensar em si mesmo. Por enquanto, cada um de nós simplesmente agita-se impaciente: quando o milagre acontecerá e nós receberemos tudo neste mundo, juntamente com o mundo espiritual – dentro de nós! Agora nós temos um novo sentimento da necessidade de nos separarmos daquilo que nos traz decepção, e este é o começo da rejeição do egoísmo.

Nós pagamos um preço alto por esta lição, mas custa muito mais que isso. É exatamente a decepção, o golpe no nosso amor-próprio, no nosso egoísmo, em nossas esperanças de receber, a maior aquisição que poderíamos desejar, e eu sou dominado por uma alegria ao ver egoístas decepcionados.

Agora você só deve perceber o que aconteceu consigo. Dependendo da preparação de cada pessoa, uma parte de você percebe isso mentalmente, e uma parte ainda experimentará várias decepções em suas sensações, e depois você perceberá isso. De qualquer forma, haverá uma conclusão: a pessoa não se ligará inseparavelmente ao seu egoísmo. É exatamente este golpe nas nossas esperanças egoístas e injustificadas que nos ajudará a começarmos a nos afastar disso (o Faraó)!

É possível que ainda precisemos experimentar mais golpes, mas eles já estarão indo na mesma direção que nós adquirimos nessa Convenção. Talvez nós sejamos capazes de passar por eles não apenas nas Convenções, mas dentro da nossa conexão virtual diária, na sensação de que acabamos de adquirir juntos. Por enquanto, vamos realmente desejar apenas uma coisa: rejeitar o nosso egoísmo, que é o único mal que existe, e ascender do nosso “eu” até a qualidade de doação.

O Criador nos trouxe este grande presente! Não há outro além Dele! Escreva-me e faça perguntas nas aulas. Eu não menti para você, mas ao seu egoísmo.

Com amor para você,
Dr. Laitman

A Razão Para Todos Os Atrasos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que meios práticos existem para fortalecer o nosso trabalho interior?

Resposta: Nós devemos ter um sentimento maior de pertencer ao grupo mundial comum. Ele tem mais força e oportunidades que os grupos específicos, para elevar-nos ao desejo comum.

Nós devemos criar a primeira qualidade de doação entre nós e revelá-la dentro da nossa união. Eu espero que isso aconteça na atual Convenção e, depois, que seus esboços sejam desenhados dentro de nós. Depois disso, a nossa tarefa é tentar manter a conexão com esta qualidade, ou seja, unir-nos cada vez, enquanto o egoísmo cresce constantemente e torna-se mais revelado em cada pessoa.

Quais ações nos ajudarão a fazer isso? Por todas as fontes Cabalística e das minhas conversas com o Rabash, eu vejo apenas um meio: que todos nós solicitemos isso durante o estudo. Durante todo o dia antes da lição eu devo discernir o que devo pedir. Não importa o que eu faço ou onde trabalho, eu tenho que vir à aula com uma pergunta ou problema, sabendo o que pedir agora.

Cada pessoa tem que vir à aula com uma pergunta, visando à meta. Deixe que cada pessoa tenha sua própria pergunta, formulada da sua própria maneira, e concentrada por meio do seu estado pessoal. Isso não importa. A principal coisa é chegar com uma pergunta e uma exigência.

Todas essas questões tornam-se incluídas em Malchut do Mundo de Atzilut, que gera um MAN a Zeir Anpin, e este à Bina. Isso é o que precisamos: um desejo, um despertar, uma paixão, um grito, até que isso atinja o portão das lágrimas.

Antes da aula, nós recebemos todas as horas do dia para prepararmos o pedido, mas o pedido em si surge durante a aula. Não importa que tipo de material estudamos e se estamos lendo ou fazendo perguntas. Eu dedico as horas de estudo para o pedido: Como receber aquilo que eu persistentemente desejei ao longo do dia e que agora eu tenho que perceber?

A razão para todos os atrasos é a preparação insuficiente e a falta de um pedido real durante a aula, quando estamos juntos, com a Luz dentro, e com o Kli comum. Portanto, agora, quando estamos prestes a unir-nos na Convenção, é muito importante entrarmos nela com o verdadeiro desejo que todos partilham. Mesmo se fizermos isso em diferentes estilos e variações, nós temos que expressar uma essência comum: nós queremos revelar a Força Superior.

Que força é superior a nós? Nós somos o desejo de receber e a força superior é o desejo de doar. É isso que queremos revelar dentro de nós, de modo que ela reinará dentro de nós e nos preencherá. Esta é a revelação do Criador no interior das criaturas.

Mesmo se os nossos desejos forem pequenos, se eles se unirem, a sua força comum será para revelarmos o Criador. Nós estamos prontos, e isso é um fato.

Depois disso, nós manteremos a Reshimo – a impressão da revelação, que nos permitará aspirar em direção a este estado todos os dias em nossos grupos locais, para atrair esse estado, fortalecê -lo, usando-o como base para construir um novo nível.

Da lição em 06/11/10

Siga O Coração

Dr. Michael LaitmanPor um lado, nós dizemos que estamos prontos para a Convenção, mas, por outro lado, podemos estar pensarndo que não estamos prontos. Este é o estado correto. A Torá fala sobre isso ao descrever a preparação para a passagem e o êxodo.

Isso não acontece de forma harmoniosa e previsível. O êxodo do Egito ocorre às pressas, no momento em que o povo irrompe em direção ao Mar Vermelho. A pessoa não compreende os mecanismos por trás do que está ocorrendo e, como resultado, para ela parece um milagre.

Quando estamos na base do Monte Sinai, dizemos: “Faremos e ouviremos!”. Como se soubéssemos exatamente o que fazer antes da hora. A única coisa necessária é concordar com isso, em princípio: nós estamos dispostos a empregar todo esforço que tivermos, tanto quanto formos capazes de entender as demandas do Mundo Superior, enquanto estivermos no mundo inferior. Esse esforço abre as portas para nós.

A mente é impotente aqui. Não importa o quanto nos tornamos mais sábios, tentando descobrir e entender mais coisas, a fim de reagir à situação da forma mais correta e precisa; isso não ajudará. Nós precisamos de uma simples aspiração interior para nos tornarmos como um só, e, assim, nos tornarmos semelhante ao Criador, a qualidade geral de doação e amor. Só o nosso coração pode entender que esta é a nossa salvação.

Eu espero que estejamos no limiar de uma revolução espiritual jamais vista na história humana. Vamos tentar, e vamos conseguir!

Da lição de 06/11/10, Escritos do Rabash

Não Há Nada Mais Doce Do Que Sentir O Abraço Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Criador deseja que recebamos prazer Dele. Este é o plano da criação. Uma vez que Ele é Bom e faz o Bem, a única coisa que Lhe falta é alguém a quem fazer o bem. É por isso que Ele nos criou a partir de um material chamado “o desejo de desfrutar”.

Mas o que nós devemos desfrutar? Justamente Ele. Quando o nosso desejo sente que o Criador está próximo, que Ele o preenche e está unido a ele, ele experimenta o prazer. Por outro lado, quando ele se distancia do Criador, sente-se pior em relação a Ele, a ponto de sofrer e sentir-se vazio. No entanto, nós sempre sentimos apenas o Criador!

A nossa matéria é sensível à sensação e à presença do Criador. Se ela sente mais o Criador, percebe-O como prazer, e se sente menos, percebe-O como sofrimento. Isso acontece até que o desejo de desfrutar o Criador cresça cada vez mais distante dele, chegando finalmente ao estado de perder completamente o contato com Ele. Então, o desejo de receber prazer encontra-se neste mundo, onde não há conexão com o prazer ou sua fonte.

Esta separação é necessária para que pudéssemos desejar unir-nos com Ele e desfrutá-lo por nossa própria vontade, e entender que não há nada mais doce e melhor do que estar unido com Ele. Esta ação recíproca é chamada de “Zivug“(união espiritual), quando nos tornamos incluídos um no outro, de tal forma que é impossível distinguir e separar-nos. Essa é a união que devemos alcançar. E se adquirirmos a necessidade correta para isso, começaremos a sentí-Lo, uniremo-nos a Ele, e sentiremos  Seu abraço.

Da palestra em 02/11/10

Não Há Nada De Sobrenatural Na Cabala

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer, a fim de revelar a Shechiná entre nós na Convenção?

Resposta: Só uma coisa: a união. Não existe uma única ação que dependa de nós, além de aproximar-se uns aos outros. Isso permitirá que a inspiração irrompa entre nós, a qual nos ajudará a unir-nos.

Nós nos unimos internamente. Não é necessário se abraçarem, embora, às vezes, as ações externas ajudem. Primeiro de tudo, eu tenho que entender que só entrarei no mundo espiritual e adquirirei vida em um nível mais elevado se ascender a um desejo maior e mais poderoso, para perceber todos como partes de mim.

No entanto, é quando surge um problema puramente psicológico: eu os rejeito. Isso significa que tenho que mudar minha percepção e atitude, e romper a barreira interna entre eu e outros.

Para fazer isso, eu tenho que me aproximar de meus amigos para que eles me influenciam. Então, eles vão me encher com suas idéias e objetivo, com a unidade na qual cada um de nós revelará a Realidade Superior.

É por isso que estamos organizando a Convenção e unindo-nos com tudo o que temos. Esta é a Cabala prática.

No passado as pessoas costumavam pensar que a Cabala prevê o futuro e lida com algo sobrenatural. Mas não há nada de sobrenatural nisso além da transformação de nossa natureza egoísta em altruísta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 05/11/10, Escritos do Rabash

Preenchido Por Um Único Campo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como se parece a nossa conexão?

Resposta: A conexão é quando eu olho para você, e você começa a entender o que estou pensando. A conexão é quando você fica dez metros atrás de mim, e eu sinto que você está lá, nas minhas costas.

Existem vários tipos de conexão entre nós, muitos campos onde interagimos. Os campos elétrico, magnético, bioquímico, dos desejos, dos pensamentos e das intenções, todos eles nos conectam juntos.

Todos os organismos vivos criam campos ao seu redor, e nós nos interconectamos com os nossos campos. Às vezes fazemos contato, e às vezes nós não. Tudo depende de que forma os nossos campos correspondem entre si.

No entanto, existe um campo especial, poderoso e elevado: a conexão espiritual entre nós. Este campo envolve e abrange tudo, e é por isso que é chamado “Criador”. Este é o campo que precisamos revelar, mas, em essência, todos os campos pertencentem a um domínio único e universal que Einstein também queria descobrir.

Ele conecta nossos pensamentos e desejos, e, com isso, nos influenciamos mutuamente. Depois que eu me concentrar nessa possibilidade, uma vez que eu desejar revelar a nossa interconexão, eu descobrirei a nossa influência mútua e a usarei para a interconexão universal.

Palestra sobre a Arvut 29/10/10