Textos na Categoria 'Espiritualidade'

O Mundo É Bom, O Problema Está Em Você!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a natureza nos forçará a mudar se não desejarmos fazê-lo por vontade própria. Que mudança o nosso pequeno grupo Cabalístico pode fazer no mundo se a maioria das pessoas não quer pensar em outra coisa qualquer?

Resposta: É muito mais fácil para a maioria das pessoas mudar do que nós mudarmos, pois elas não têm livre-arbítrio. Você tem livre-arbítrio porque possui um coração egoísta e um ponto de outro mundo.

Existem duas forças em você, e é por isso que você está em constante discussão e luta entre elas. Isso vale para você, mas não para o mundo inteiro! Eles estão muito bem: quando se sentem mal, é mau, quando se sentem bem, é bom; então, de que mundo espiritual você está falando?

Sem essas duas forças, não há livre arbítrio para escolher entre elas; não há reviravoltas e descidas, nem pensamentos de como mover-se adiante, nem fé acima da razão. Razão e fé acima da razão? Malchut e Bina em cima disso? A maioria das pessoas não tem nenhuma conexão entre esses dois mundos. A conexão entre eles só existe em nós, em cada um de nós! Este é o nosso problema, e o resto do mundo não o possui.

Assim, logo que você faz uma escolha, você causa impacto em todas as outras almas que não têm livre-arbítrio; você “derrama” a sua escolha, vontade e desejo neles e os conduz como um pastor conduz um rebanho de mil vacas. Obviamente, é mais fácil ser uma vaca do que um pastor, pois ele tem que saber o caminho. Mas isso não depende você, você terá que se tornar um pastor!

De Lição 6, Convenção NÓS! Convenção 03/04/11

Elevar-se Com a Ajuda do Faraó

Pergunta: Não importa o quanto eu tento me elevar acima da minha razão, qual é a garantia de que tudo não vai acabar dentro dela? Como posso verificar se tenho evoluido, e o que vai me ajudar a subir?

Resposta: Razão sempre se esforça em direção ao conhecimento e recepção. E acima da razão estão a fé e a doação. Agora eu preciso esclarecer: Estou indo em direção à doação porque minha razão tem vontade disso, ou porque a fé quer assim?

Se eu estou situado em apenas um dos dois pontos, e dependendo do meu estado, eu certamente agirei dentro ou abaixo da minha razão o que significa que vou trabalhar para o meu egoísmo. Dois pontos juntos são sempre necessários. Imagine que você odeia o professor, ferve-se de raiva dele, pensando que ele não está certo. E junto com isso você constrói um relacionamento de amor, doação, e rejeição total do si mesmo, e você adere a ele. Então, seu desejo se desenvolve justamente entre esses dois pontos, na sua diferença, devido ao fato de você manter-se em um deles, em oposição ao outro. [Leia mais →]

Pegar Serpentes É Uma Profissão Corajosa

Dr. Michael LaitmanNo decurso de todo nosso caminho espiritual, nossa vara constantemente se torna uma serpente, e depois se torna uma vara novamente, que nos apoia na caminhada espiritual. Isso quer dizer, ou nós andamos com a fé abaixo da razão, na razão, ou acima da razão.

Quando você ascende novamente, depois que caiu, e começa a julgar com sua mente o que é bom para você, você tem que ter cuidado para que a volta para a fé acima da razão não seja uma decisão egoísta, que a mente o obriga fazer. De outra forma, se revelará que você está andando através da fé abaixo da razão ao invés de acima dela, e que sua fé, que está dentro da razão, desce ainda mais baixo.

Esse é um discernimento muito acurado e fino que golpeia nosso coração. Nós temos que ser capazes de olhar a verdade nos olhos, de modo que o Criador não será capaz de nos enganar e nos forçar a cair. Afinal, nós temos que pegar essa “serpente” pela cauda e tirá-la do chão, para que ela possa se transformar em uma vara outra vez, ao invés de cair sob o peso desses estados, sob o peso dessa serpente.

Leva tempo para a pessoa formar esses conceitos interiormente e começar a entender se ela está nesse trabalho ou não, se ela faz esses discernimentos. Trabalhar com a “vara e a serpente” já é trabalhar com seu egoísmo, quando a pessoa está entre essas duas forças que a influenciam – o Faraó e o Criador.

Tudo depende do que ela faz com sua vara – irá jogá-la no chão ou pegá-la? Ao fazer o último ela constrói seu próprio vaso (Kli) espiritual, seu “eu”.

Isso não significa simplesmente ser um bom psicólogo ou saber como aparentemente sair de si mesmo e olhar para si mesmo de fora, para checar o que está acontecendo. Esses são truques puramente psicológicos, mas não um trabalho espiritual interno.

Estamos falando dos discernimentos que acontecem na pessoa que já estabeleceu algum tipo de atitude para com o Criador e consigo mesma. Desses dois pontos ela começa a construir o Faraó e o Criador, e a si mesma no meio.

Então, ela pode lutar contra o amor por si mesma, que aspira tão fortemente eliminá-la, e devido a esse ódio por essa qualidade egoísta, ela pode ascender acima do seu egoísmo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

O Que É Isso Em suas Mãos: Uma Vara Ou Uma Serpente?

Dr. Michael LaitmanShamati 59, “Sobre a Vara e a Serpente”: “E Moisés respondeu e disse: ‘Mas, observe, eles não acreditarão em mim’”, etc.. “E o Senhor disse a ele: ‘O que é isso em tua mão?’ E ele disse: ‘Uma vara’. E Ele disse: ‘Atire-a no chão…’ e ela se tornou uma serpente; e Moisés fugiu da frente dele”. (Êxodo 4)

Precisamos entender que não existem mais do que dois graus, ou Kedusha (Santidade) ou Sitra Achra (Outro Lado). Não há um estado intermediário, mas a mesma vara se torna serpente, se for jogada no chão.

…Esse é o significado da pergunta: “O que está em tua mão?” A mão significa alcance, das palavras “e se a mão alcança” . A vara (Mateh em Hebreu) significa que todo o alcance de uma pessoa é construído no discernimento da importância inferior (Mata em Hebreu), que é fé acima da razão. Isso porque a fé é considerada com tendo importância inferior, como baixeza…

Existe um discernimento muito belo que é feito constantemente, e que a pessoa tem que fazer para avançar no caminho da correção da alma. Ele é chamado “a vara e a serpente”. Você pode analisar a si mesmo dessa maneira: se eu tenho um desejo forte de fazer algo e não está claro que é para o meu benefício, e eu entendo que é assim que o meu egoísmo se expressa, que está queimando dentro de mim, então eu entendo isso nesse momento e tenho que tentar subir acima disso.

Mesmo que eu tenha um grande desejo interno de julgar meu amigo para decidir se devo me aproximar ou me afastar dele, ainda assim, acima de tudo isso eu tenho que fazer um esforço e elevar todo o meu ódio, repulsão, desapontamento e expectativas dos outros – os amigos, o professor, e o Criador, e avançar pela fé acima da razão.

Eu preciso, ao invés, entender que precisamente as condições que me foram dadas são a “vara” que tenho que pegar e tomar em minhas mãos.  Então, ela se tornará um símbolo de minha fé e irá me ajudar a avançar.

Porém, se eu jogo a vara no chão de acordo com meu desejo (“terra” – Aretz, é igual a desejo – Ratzon), ela se transforma em serpente.

Eu tenho que fazer esse discernimento para sentir que esses dois pontos dentro de mim, que estão constantemente presentes, se contradizem. Meu ego está queimando e quer julgar a todos – os amigos, o professor, e o Criador. E suas queixas e raiva são completamente justificáveis. Ele está sinceramente indignado interiormente contra todos eles. Mas, acima disso, eu trabalho para amá-los, justificá-los, e dar a eles todo o meu coração aberto através da fé acima da razão.

Quando eu sinto esses dois pontos juntos, significa que eu me equilibrei corretamente em meu estado atual. Esses pontos são o que constroem meu caminho em direção à meta da criação.

Nesse caminho eu verei que sou continuamente dominado por novos cálculos e críticas, novos desacordos entre mim e o ambiente, e isso acontece para me fazer pensar mais uma vez que estou certo e que eles estão errados. Esse trabalho começa já, tão logo o grupo se organiza.

Ou as pessoas avançam através da fé acima da razão, ou elas irão se afogar nesses desacordos e irão caminhar junto com a serpente, jogando sua vara no chão; isto é, ao invés da fé acima da razão, no caminho elas irão através da fé dentro da razão ou abaixo dela. Então, a única coisa que restará fazer será esperar que elas acordem, o que pode tomar um longo tempo – de fato, ninguém sabe quando isso pode acontecer.  

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

Os Problemas Do Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa tenta sair do Egito, isto é, do amor próprio, ela recebe golpes que consegue ultrapassar somente pedindo ajuda ao Criador. Mas, além disso, também existe o egoísmo material, terreno, que recebe golpes no seu nível, tais como problemas com suas famílias, saúde, rendimento, e etc.. Como podemos nos relacionar com esses problemas?

Resposta: Não importa que tipo de problema apareça em minha vida, primeiro e principalmente eu preciso vê-los como uma perturbação que vem do Criador. Mesmo se estou com dor, eu ainda preciso subir acima dessa perturbação através da fé acima da razão. A despeito de tudo, eu sei que tenho que fazer cálculos acima do distúrbio e não sob seu peso. Eu preciso estar em contato com seu “remetente”, o Criador.

Quanto a ações responsáveis, no âmbito desse mundo eu tenho que resolver todos os problemas através dos métodos comumente aceitos. Quanto a banco, trabalho, família, e saúde, eu tenho que tomar conta de tudo tal qual qualquer pessoa em nosso mundo.

Assim, você constrói uma atitude bilateral quanto aos problemas.

– Primeiro de tudo, eles vêm do Criador e você está lidando somente com Ele. Você quer ter essas perturbações porque elas dão a você a oportunidade de subir acima do conhecimento e ficar em contato com o Criador. Então você está tratando corretamente as perturbações e você mesmo começa a amá-las e respeitá-las. Afinal, não importa quanto elas o perturbem, não importa quanto sal elas colocam em suas feridas, e não importa quanto angustiantes elas são; isso é exatamente o que o ajuda a subir acima delas.

-Em segundo lugar, você resolve os problemas que chegam da forma costumeira no mundo material.

Ambas as dimensões precisam estar presentes em sua atitude. Você atribui os problemas ao Criador, e ao mesmo tempo você quer trabalhar com eles. Nós não expulsamos o Faraó de nossas vidas, mas nós apreciamos seus problemas. Afinal, somente através deles nós o podemos rejeitar e nos separar dele, e assim ascender cada vez mais alto.

O Faraó é minha carne mais preciosa, meu centro, meu ponto mais sensível, minha criança, a corda mais importante e admirável dentro de mim.

Pergunta: Mas o Faraó resiste à união dos amigos. O que os problemas materiais tem que ver com isso?

Resposta: Eles também me distraem do trabalho interno. Não é por acidente que tantos Cabalistas experimentaram problemas materiais. O Criador deliberadamente os fez ficar doentes e serem desprezados pelas pessoas ao seu redor. Isso foi para dar a eles um lugar onde eles pudessem superar.

Afinal de contas, tudo isso é o resultado do endurecimento do coração do Faraó. O desejo gradualmente se revela dentro de você e em conformidade a ele você experimenta vários problemas, nos outros e em você mesmo.

Pergunta: Eu tenho que pedir ajuda nesses casos? Afinal, o Criador nos ajuda somente com respeito a uma coisa – a unificação.

Resposta: Está correto, e os problemas dificultam que você faça isso. Quando você está doente, é difícil para você se concentar no amor pelos amigos. Provavelmente, você esquece tudo isso. E isso significa que você precisa pedir ajuda. Não há ninguém além d’Ele. Tudo vem do Criador, mas isso acontece através de canais diferentes.

Você tem que alcançar a meta, mas seu corpo, seu “pequeno burro”, está doente e não pode carregar você. Assim, o que devemos fazer? Deixá-lo morrer? Mas, você precisa dele no caminho.

Por que você percebe esse mundo separadamente do trabalho espiritual? Mesmo pequenas perturbações podem ser úteis se você trabalha com elas corretamente. Não importa o que nos aconteça, o importante é que isso vem de uma única Fonte, até que realmente sintamos que estamos no exílio espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

A Primeira Inovação

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “A Primeira Inovação”: Todas as inovações começam somente depois que a pessoa sai do amor próprio. Desta forma, a Torá não pode ser ensinada aos idólatras. Quando a pessoa está no Egito, ela não pode ser um Judeu porque está escravizada ao Faraó, o rei Egípcio. Enquanto a pessoa é uma escrava do Faraó, não poder ser uma escrava do Criador.

Isto está escrito com respeito a: “Os filhos de Israel são para Mim”, eles são Meus escravos e não escravos de escravos. Quando a pessoa serve a si mesma, ela não pode ser escrava do Criador, porque é impossível servir a dois reis ao mesmo tempo. Somente depois que a pessoa sai do Egito, isto é, do egoísmo, ela pode ser a serva do Criador. Então, ela pode receber a Torá. Acontece que a primeira inovação é a saída do Egito.

A pessoa que está dentro do seu desejo egoísta é chamada um “Judeu-novo”. Aquele que sobe acima de seu desejo egoísta, isto é, que sai do Egito, é chamado “Judeu” (Yehud) porque alcança a união (Ihud) com a Luz, o Criador.

É possível estudar a Torá, isto é, as maneiras de doação, somente ascendendo, saindo do Egito. Por isso está escrito que a Torá não pode ser ensinada aos idólatras, onde “não pode” significa é impossível. Isso é porque enquanto você permanece no desejo egoísta, você não entende nada da espiritualidade e não tem a menor chance de alcançá-la. Nos seus desejos e pensamentos você não pode se agarrar com força à ponta de qualquer corda que se estende desde o mundo espiritual.

Você precisa de meios auxiliares, e somente ao usá-los corretamente você alcançará o que deseja. Desta forma, todas as inovações e mudanças espirituais são possíveis somente depois de sair do Egito, isto é, do egoísmo. Até lá, não é possível entender nada. Até lá nós estamos em total escuridão e só podemos avançar com nossos olhos fechados de acordo com o conselho dos Cabalistas.

Isso é tudo que nos resta – entender quão oposto nosso mundo é do mundo espiritual. Para ascender da escuridão à Luz, não nos irá ajudar dar uma volta de 180 graus. Isso é porque nossa escuridão é a escuridão do Egito, que não se dirige à Luz. Somente gradualmente, por meio de ações corretas, alcançamos o desejo correto. Mesmo que ele também seja egoísta, ainda assim, devido a influência da Luz, nós podemos sair do Egito para a intenção altruísta de Lishma (Em Nome Dele).

Está se falando de estados que estão totalmente separados entre si. A pessoa que está no mundo mais inferior, isto é, no estado egoísta, na intenção “para a recepção”, é incapaz de entender os planos e ações daqueles que são movidos pela doação. Um não tem qualquer contato com o outro. Eles são programas completamente diferentes que não se cruzam um com o outro de forma alguma.

Em relação ao mundo espiritual, nosso mundo não existe. Ele é manifestado somente na imaginação da pessoa como uma realidade preliminar e imaginária que é necessária para entrar na realidade espiritual, que é a única que existe. Tudo que vemos e imaginamos aqui é semelhante às visões de uma pessoa que está inconsciente.

Desta forma, todas as inovações, alcances, e cálculos verdadeiros começam com a saída do Egito.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11Escritos do Rabash

A Base Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é oposta à opinião do leigo, porque a espiritualidade é oposta à materialidade. A espiritualidade concentra-se exclusivamente na doação, enquanto que a materialidade refere-se à recepção, de acordo com suas correspondentes intenções. Apesar de julgar a partir das ações da pessoa, isso nem sempre é claro.

Na espiritualidade, é fundamental nunca dividir a criação em diferentes forças, opostas e contraditórias, mas sim atribuir tudo a uma única força: “Não há outro além Dele”. Essa é a base da Cabalá.

Portanto, nós devemos atribuir a uma única força o que nos parece bem e mal, em todos os graus. A pessoa deve se ver segurando duas rédeas: a força do bem e a força do mal. O Criador segura essas duas rédeas do Alto: o bem e o mal, e através delas conversa com o homem, a fim de ensiná-lo.

É preciso entender que a atitude do Criador chega até a pessoa dessas duas formas, isto é, que a mesma força superior está agindo, seja com a sua frente ou com a parte de trás: o Criador ou Faraó. Então, a pessoa cresce com a ajuda das duas forças, e é grata tanto pelo mal quanto pelo bem. Afinal, ambos vêm para aproximá-la da adesão com a força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/11, Escritos do Rabash

O Criador É Conhecido Por Suas Ações

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas começam nos contando sobre a criação, dizendo que “antes das criaturas serem criadas, a Luz superior simples preenchia toda a existência” (palavras iniciais do livro do Ari, A Árvore da Vida). Em outras palavras, a realidade já existia, a qual é o desejo da criatura de sentir prazer que foi preenchido com  Luz.

O plano da criação é deleitar os seres criados. E este presente que o Criador deseja doar só pode ser aceito com duas condições: a criatura deve se tornar como o Criador e, ao mesmo tempo, ser independente Dele.

O melhor estado de existência é sentir a presença do Criador. É o maior prazer, e ele deve ser sentido independentemente de qualquer outra pessoa. O ser criado deve ser completamente autônomo e igual ao Criador.

Portanto, a força superior está oculta. Neste momento, estamos rodeados por varias ondas de rádio, mas a unica pessoa quem tem conhecimento delas é a que possui um rádio capaz de receber algo que possa reproduzi-la interiormente, com as  propriedades delas. Estamos cercados por uma luz branca, mas nós a percebemos como azul, vermelho e todas as outras cores. Enquanto a luz em si não tem cor, a cor é criada por aquele que a recebe, absorvendo apenas certas ondas através de um prisma próprio.

Assim, a luz nos parece amarela, azul e vermelha. Na verdade, a razão para isto é o vidro que pára e reflete essas ondas que se parecem com cores. Mas não há sombras na luz em si.

Desta mesma forma nós percebemos o Criador. Na medida em que pudermos nos igualar a Ele, Sua propriedade de doação, em cada um dos 613 desejos, nestes muitos desejos e níveis, nós  perceberemos o Criador. Então, gradualmente, começaremos a conhecê-Lo em pequenas porções.

No homem, há sempre 613 desejos atuando, que são a base da nossa percepção. No entanto, podemos fortalecer o poder deste vaso espiritual ao nos elevarmos nos 125 degraus da equivalência com o Criador, até que todos os nossos 613 desejos se tornem totalmente idênticos a Ele. Assim, nós alcançamos o Criador, e isto é considerado como “conhecê-Lo por Suas ações”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/11, Escritos do Rabash

O Que Pedir Ao Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Cada pessoa chega a um ponto onde tudo que costumava ajudá-la a avançar e desenvolver-se torna-se totalmente inútil. Qual deve ser o seu apelo ao Criador em tal estado?

Resposta: Peça o que quiser, mas isso não vai ajudar! O Criador é uma força perfeita da natureza. Não é um velhinho ou uma força que pode ser influenciada. Não mesmo! O Criador é absoluto e, portanto, não muda. Se o Criador mudasse, isso significaria que Ele era diferente antes e agora ficou melhor ou pior.

Pedir ao Criador meios para desenvolver novos desejos dentro de mim. A razão pela qual eu sinto a mudança na sua influência constante sobre mim é porque eu mudo. O Criador nunca muda! Ele não ouve ou vê nada de nós. Ele é simplesmente uma grande, eterna, existente, e perfeita força da natureza. Nós somos os únicos que devemmos mudar, até nos tornarmos semelhantes a Ele.

Nossas orações são auto-julgamentos, auto-avaliações, e o desejo de mudar. Não há nada para pedir ao Criador, caso contrário, é como se você estivesse dizendo: “Você não é tão bom. Por favor, seja melhor!”.

Aos poucos, vamos descobrir que estamos lidando com a natureza. O Criador é a natureza. E dentro desta natureza só podemos mudar. O ser humano é o único que pode mudar a si mesmo. Então, surge a pergunta: que estado temos que alcançar e como podemos alcançá-lo, para sentir-nos eternos e perfeitos, como a natureza?

De 3ª Lição em Moscou 16/01/11, Perguntas e Respostas

Erguendo-se Acima do Problema Para Resolvê-lo

No nível humano deste mundo nós podemos estudar, conhecer e controlar um pouco dos níveis inanimado, vegetativo, e animado da natureza. Apesar de não ser da melhor maneira possível, nós, no entanto, somos capazes de compreender e mudar a natureza a um certo nível.

Contudo, não podemos controlar a humanidade, a sociedade humana e hoje ela se manifesta cada vez mais claramente, em tudo que fazemos. Somos incapazes de criar uma nova geração, nossos filhos, corretamente. Antes, nós não pensávamos nisso, mas hoje estamos enfrentando um problema: é uma geração de jovens completamente fora de nós, e somos incapazes de fazer qualquer coisa com eles.

Se pudéssemos transformá-los em gente boa, razoável (embora nós mesmos não saibamos o que isso significa), então pelo menos os nossos filhos teriam uma vida boa. Todas as gerações esperavam que a sua vida difícil fosse pagar-se com o sucesso dos seus filhos. Mas hoje estamos em um período de transição: Nós, como se estivessemos caindo do pico das expectativas, começamos a descer, tendo perdido qualquer esperança de que a vida da próxima geração seria melhor do que a nossa. É por isso que as pessoas já não querem começar uma família e ter filhos.

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